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segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Nota de Falecimento: Erwin-Peter Diekwisch


Erwin-Peter Diekwisch
(12/08/1920 - 20/08/2013)

Faleceu no último dia 20 de agosto em Ludwigsburg, Alemanha, de causas naturais aos 93 anos de idade, o ganhador da Cruz do Cavaleiro, Hauptmann Erwin-Peter Diekwisch.

Nascido em Buschhütten, na Renânia, Diekwisch completou seus estudos e, após o período obrigatório no Reichsarbeitsdienst (RAD), iniciou treinamento na Luftwaffe em Quedlinburg, mais tarde seguindo para a escola de bombardeiros de mergulho em Graz-Thalerhof. Em 1940 ele foi designado para o Sturzkampfgeschwader 1 (StG 1), unidade que voava o lendário Junkers Ju 87 Stuka.

Durante a campanha contra França, Holanda e Bélgica em maio e junho de 1940, o StG 1 foi mantido na reserva, tendo pouco antes participado ativamente da invasão da Noruega. Sendo assim, somente quando o Fliegerkorps X (comando ao qual o StG 1 estava subordinado) foi transferido para a Sicília em janeiro de 1941, foi que Diekwisch realizou suas primeiras missões operacionais. Como parte do contingente aéreo de apoio ao novo Afrika Korps, os Stukas de Diekwisch começaram uma intensa onda de ataques à Royal Navy no Mediterrâneo. Em sua quarta missão, ele foi teve que realizar um pouso forçado nas praias sicilianas após ser avariado pela antiaérea naval inglesa. Em abril o Fliegerkorps X foi transferido para os Bálcãs, para dar suporte à invasão da Iugoslávia e Grécia e, logo depois, operando no leste da Romênia, tomou parte na Operação Barbarossa, a invasão da União Soviética.

No sul da URSS, Diekwisch ganhou experiência rapidamente, e tornou-se um exímio piloto de Stuka. No começo de 1942, foi feito ajudante do III Gruppe do StG 1, e em 27 de maio foi agraciado com a Cruz Alemã em Ouro por seu alto sucesso operacional, afundando navios e destruindo dezenas de veículos blindados. Já com centenas de missões em seu currículo, o Leutnant Diekwisch foi condecorado com a Cruz do Cavaleiro da Cruz de Ferro em 15 de outubro de 1942, tornando-se um dos mais condecorados pilotos de sua unidade. Com a criação do StG 5 no front do Ártico, Diekwisch foi transferido para lá, sendo promovido a Oberleutnant e recebendo o comando de uma Staffel no verão de 1943. No ano seguinte o StG 5 - já rebatizado Schlachtgeschwader 5 (SG 5) - trocou seus antigos Stukas por novos Focke-Wulf Fw 190, com os quais enfrentou a poderosa ofensiva soviética no verão de 1944 contra a Finlândia.

Recuando para a Alemanha em outubro de 1944, os remanescentes da unidade foram transferidos para o famoso KG 200, e Diekwisch, já promovido a Hauptmann, assumiu o comando da 11ª Staffel do III Gruppe em janeiro de 1945. Transferidos para Sola, na Noruega, o grupo iniciou preparação para um ataque de Mistel contra a base naval inglesa de Scapa Flow, mas a missão acabou nunca sendo realizada. Diekwisch terminou a guerra com um impressionante total de 934 missões operacionais realizadas, nas quais destruiu 64 blindados inimigos, 2 locomotivas, 3 navios, 1 submarino, como também 12 vitórias aéreas confirmadas.

Após ser libertado, iniciou uma bem-sucedida carreira de empreendedor na indústria.

Meus agradecimentos ao amigo Richard Schmidt pela ajuda.

Diekwisch (esq), cumprimenta dois novos ganhadores da Cruz do Cavaleiro no StG 5, os artilheiros de ré Johann Hans Trummer (centro) e Erich Morgenstern (dir). Finlândia, maio de 1944.

Foto autografada pelo Hauptmann Diekwisch.


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