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quinta-feira, 31 de maio de 2012

Nota de Falecimento: Don Bryan


Don Bryan
(15/08/1921 - 15/05/2012)

Faleceu no último dia 15 de maio em Adel, Georgia, EUA, de causas naturais aos 90 anos de idade, o ás norte-americano Tenente-Coronel Donald Septimus "Don" Bryan.

Nascido em Paicines, California, Bryan iniciou seu aprendizado de voo com o Programa de Treinamento de Pilotos Civis, uma iniciativa governamental. Logo após o ataque japonês a Pearl Harbor, ele ingressou na USAAF e iniciou seu treinamento de voo militar em 6 de janeiro de 1942. Após completar o treinamento em 26 de julho, ele foi alocado em esquadrões que voavam o Bell P-39 Airacobra e o Curtiss P-40 Warhawk, mas em março de 1943 foi transferido para o recém-criado 328º Esquadrão do 352º Grupo de Caça, que voava o Republic P-47 Thunderbolt.

No verão de 1943, o 352º Grupo foi transferido para a Inglaterra, operando na base aérea de Bodney. Bryan iniciou missões sobre a Europa ocupada no fim daquele ano, e em 29 de janeiro de 1944, próximo de Namur, na Bélgica, abriu seu escore ao dividir a destruição de um Focke-Wulf Fw 190. No dia seguinte, outro Fw 190 caiu perante suas armas. Promovido a Capitão em fevereiro, ele ainda derrubaria um Me 110, dois Me 109s e outro Fw 190 antes de terminar seu primeiro tour de combate em 10 de abril.

Voltando para os EUA, Don Bryan casou-se com sua namorada, e ficou dois meses em licença. Em agosto, retornou à Inglaterra, desta vez para voar o North-American P-51D Mustang, que ele batizou de "Little One III". Com esta aeronave, Bryan derrubou dois Messerschmitt Me 109 e danificou um terceiro sobre Frankfurt, em 27 de setembro de 1944. Contudo, já um ás de 8 vitórias, Don Bryan teria seu maior dia em 2 de novembro, quando numa única missão derrubou 5 Me 109s da Luftwaffe sobre Merseburg, sendo condecorado com a Distinguished Service Cross, a segunda maior condecoração americana.

Já tendo avistado jatos no ar no fim de 1944 - e tendo perseguido-os sem sucesso, vendo-os desaparecer à sua frente - Bryan encontrou um Arado Ar 234 Blitz sobre Elsaffthal em 14 de março de 1945. Conhecendo as limitações de seu Mustang contra o jato alemão, ele cuidadosamente acompanhou a trajetória de voo do inimigo, que atacou uma ponte nas redondezas, e colocou-se em sua linha de voo quando ele fazia uma curva. Aproximando-se, a menos de 100 metros, ele abriu fogo com uma rajada certeira das seis metralhadoras, atingindo os dois motores do Arado, que pararam instantaneamente. Colocando-se na traseira no inimigo, que agora planava em alta velocidade, Bryan teve uma surpresa: "Olhei para trás e vi todo o meu grupo de caça atrás de mim! É claro que eu não ia deixar ninguém mais chegar perto da minha presa, então fiquei lá, atrás do Arado, picotando ele com balas. Ele finalmente rolou para a direita e foi abaixo".

Com esta vitória, Don Bryan fechou seu total em 13,3 vitórias confirmadas, sendo promovido a Major em 7 de abril. Após a guerra ele continuou na Força Aérea, sendo promovido a Tenente-Coronel em 1 de junho de 1952 e aposentando-se em dezembro de 1964.

Ele deixa esposa e quatro filhos.

Don Bryan com seu P-51D "Little One III".

Bryan assinando pinturas.


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terça-feira, 29 de maio de 2012

A inauguração oficial do Monumento à FEB em Belo Horizonte



Conforme planejado, peguei o voo bem cedo no domingo para Belo Horizonte, desta vez em companhia da minha noiva, Viviane. Algum atraso devido a nevoeiro no aeroporto de Confins, mas consegui chegar a tempo ao Museu da FEB, no bairro Floresta.

Chegando lá, percebi a faixa da prefeitura avisando do fechamento da Av. Francisco Salles naquele domingo pela manhã, exatamente devido à cerimônia de inauguração. Desta maneira, tivemos todo o espaço da rua naquele quarteirão para dispor as cadeiras para os presentes.

A manhã de domingo estava simplesmente esplendorosa com céu aberto e poucas nuvens (o nevoeiro era somente na região do aeroporto – a 40 km da capital), ajudando em todos os sentidos para a realização de uma cerimônia perfeita.

O local já estava cheio quando cheguei, com muitos militares perto do canteiro central onde foi colocado o canhão 155 mm – incluindo o Brigadeiro Antônio Alves Coutinho e o General de Divisão Idílio Gaspar Filho, comandante da 4ª Região Militar.

Cumprimentei meu amigo – e principal responsável por esta festa cívica – Marcos Renault perto da estátua do pracinha, que ficou belissimamente montada acima de um pedestal semi-piramidal, com sua baioneta restaurada. No pedestal, uma nova placa, ainda encoberta, aguardando inauguração.

Seguindo para o interior do museu, cumprimentei nosso presidente, Capitão Divaldo Medrado, veterano do 11º Regimento, ferido na Itália por uma rajada de metralhadora em dezembro de 1944. Percebi que, além dele, muitos outros veteranos se encontravam no local, muitos dos quais eu conhecia e outros não. Entre os que eu já conhecia, estavam lá Geraldo Taitson, Cláudio Soares e Carlota Mello (última enfermeira da FEB ainda viva – e muito bem, diga-se de passagem, aos 97 anos). Entre os que eu não conhecia, estava Amynthas Pires de Carvalho, caso raro de soldado brasileiro que foi prisioneiro dos alemães por seis meses, e José Maria da Silva Nicodemos, que foi apontador de morteiro 81 mm.

A cerimônia começou com a entrega de certificados aos colaboradores do museu, feita pelo próprio Marcos Renault e pelo Cap. Medrado. Em seguida, duas coroas de flores foram levadas até o pedestal da estátua do pracinha, simbolizando o respeito do povo de Belo Horizonte para com aqueles que perderam a vida em combate.

Para a inauguração da placa, foi chamada a enfermeira Carlota Mello que, ao lado do General Ilídio, puxou o pano que cobria a inscrição, sendo aclamada por uma salva de palmas.

Muitos veículos de imprensa estavam presentes, e me impressionei com a quantidade de pessoas que pediam para tirar foto com os veteranos – por um instante eu tive um relance dos eventos dos quais participei na Alemanha, ou daqueles que acontecem quase diariamente nos EUA, onde os veteranos são tratados como “estrelas” – e confesso que fiquei muito feliz pelo que vi. Se por um lado a maioria da nossa sociedade os ignora, por outro temos um grupo pequeno e sempre crescente de pessoas que os honram e admiram. E ver que isso está acontecendo ainda no período de vida deles é extremamente reconfortante!

Marcos Renault fez um discurso muito emocionado, discorrendo sobre a importância da participação da Força Expedicionária Brasileira na campanha italiana, a necessidade de se resgatar os símbolos históricos e de sua paixão pessoal pela FEB.

Uma soprano cantou o Hino Nacional com extrema proficiência, marcando um tom solene naquela bela manhã. Logo em seguida, tocou-se a Canção do Expedicionário, que todos seguiram. Aqui cabe uma observação minha: a organização do evento merece PARABÉNS por ter distribuído um folheto com a letra da música para os presentes. É sabido que a canção é extensa, e a maioria das pessoas não a conhece por completo. Acontece que o efeito de toda aquela multidão cantando junto é simplesmente inesquecível e acrescenta muita emoção ao momento. São pequenas coisas que devem ser levadas em conta.

Com o final da cerimônia, fui até a Dona Carlota para pegar meus autógrafos pra coleção. Ela tem uma caligrafia maravilhosa, e assinou com firmeza invejável para uma senhora quase centenária. Neste momento tive uma surpresa com a multidão de curiosos que se juntou ao redor. Embora a prática de pegar autógrafos seja comum em outros países, aqui no Brasil ainda é uma raridade. As pessoas ficaram muito interessadas, e certamente gostariam de um autógrafo se tais fotos estivessem disponíveis.

Todos felizes com o feito realizado, fomos almoçar juntos numa churrascaria, percorrendo as ruas de Belo Horizonte em comboio de jipes. É muito bom ver as pessoas acenando e saudando nossa passagem, numa demonstração de sentimento patriótico muitas vezes raro.

Foi um dia muito proveitoso, do qual participei com muito orgulho. Honrar a memória da FEB e desfrutar de momentos felizes com os nossos velhos guerreiros não tem preço. É algo que todo brasileiro deveria fazer. Até o próximo evento!


Capitão Medrado e sua esposa.

Tenente Geraldo Taitson.

Amynthas Pires, que foi prisioneiro dos alemães.

Execução do Hino Nacional.



Inauguração da placa.

Cláudio Soares e Geraldo Taitson.


Sr. Cláudio e Carlos Daher.


Com Dona Carlota Mello.

Com Leonardo Pelucci.

Dona Carlota e sua foto autografada.

Com o veterano José Maria.

Na sala das armas com Marcos Renault.

Cláudio Soares, Paula Renault e Pedro Renault.


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sábado, 26 de maio de 2012

Inaugurando o monumento à FEB em Belo Horizonte



A capital mineira está se tornando o centro mais intenso de atividades da FEB no país todo. Acredito que seja a seção mais ativa da ANVFEB, sendo seu vice-presidente, Marcos Renault, uma pessoa 100% dedicada e apaixonada pela Força Expedicionária Brasileira.

A restauração e reinauguração do Museu do Expedicionário de Belo Horizonte no ano passado é prova disso, mas agora o vultoso projeto de colocar um monumento em frente ao museu atesta acima de qualquer questionamento suas credenciais de grande benemérito de nossa história militar.

O plano era recuperar a estátua do pracinha que ficava na Praça Afonso Arinos, e que recentemente estava em estado deplorável de vandalização, tendo sido roubada sua placa e a baioneta. Transportá-la para a frente do museu a deixaria em local em mais apropriado e devidamente cuidada.

Além disso, o canteiro central da Avenida Francisco Sales ainda permitia a adição de outro símbolo da nossa FEB: um canhão 155mm fabricado em 1944, mesmo modelo usado pelo 1º Grupo de Artilharia na Itália. Esta peça se encontrava nas dependências do 12º Batalhão de Infantaria, no bairro Barro Preto, em Belo Horizonte.

A epopeia começou com a "batalha da prefeitura", na qual todos os percalços burocráticos brasileiros tiveram que ser enfrentados e corajosamente vencidos - incluindo obstáculos propositalmente criados por pessoas que ainda procuram denegrir e distorcer a história da FEB. É a miserável realidade do Brasil e seu setor público altamente ineficiente.

Como a sorte favorece os justos, esta etapa foi vencida com louvor. Em seguida, partiu-se para os trâmites com o Departamento Patrimonial do Exército para a concessão da peça de artilharia para o museu. A liberação da mesma se deu há cerca de dois meses.

Restava agora conseguir organizar a logistícia necessária para o transporte das peças até seu local de repouso. E aqui está a beleza da coisa: nenhum dinheiro público ou da ANVFEB foi utilizado. Tudo foi arcado por voluntários, empresários e cidadãos comuns, que cederam material e esforços em prol da honra da FEB. Desta forma, foram conseguidos um caminhão, guindaste, ferramentas e mão-de-obra para realizar o transporte seguro das preciosidades. Um verdadeiro exemplo de trabalho colaborativo bem-sucedido!

As peças já estão em seu devido lugar e amanhã (27/05) serão inauguradas oficialmente. Pego o voo aqui de Montes Claros bem cedo pra estar lá, faço questão! Este trabalho merece uma mega salva de palmas do Brasil todo, e peço a todos que deixem um pouco de seu apreço pelo feito nos comentários. Com certeza o Marcos verá.

Aos que não puderem estar presentes, farei meu relato do dia assim que chegar! Abraços!

Fotos: Sergio Carneiro Correa.






Veterano Cládio Soares e Marcos Renault.



Tenente Geraldo Taitson.


Capitão Divaldo Medrado, - , Cládio Soares e Ten. Taitson.













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quarta-feira, 23 de maio de 2012

Nota de Falecimento: Heraldo Portocarrero


Heraldo Portocarrero
(01/10/1920 - 11/05/2012)

Faleceu no último dia 11 de maio no Rio de Janeiro, de causas naturais aos 91 anos de idade, o veterano da FEB General de Divisão Heraldo de Farias Portocarrero.

Nascido no Rio de Janeiro, Heraldo vinha de uma tradicional família militar, tendo sido seu pai instrutor na Academia Militar das Agulhas Negras. Seguindo a tradição familiar, ele ingressou como cadete no Exército e foi comissionado 2º Tenente da Artilharia.

Quando o governo brasileiro criou a Força Expedicionária Brasileira em novembro de 1943, foi criado juntamente o 1º Regimento de Obuses Auto-Rebocado, unidade que possuia dois Grupos de Artilharia com três baterias cada - sendo cada bateria com quatro armas. O 2º Grupo, aquartelado no Forte de Nossa Senhora do Campinho, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, foi para onde foi designado o Tenente Portocarrero no início de 1944. Tendo sido uma das poucas unidades da FEB que receberam seu material - os canhões 105 mm - ainda no Brasil, o 2º Grupo foi embarcado para a Itália junto com o 1º Escalão em 2 de julho de 1944, sendo comandado pelo Tenente-Coronel Geraldo Da Camino.

Chegando à Itália em 16 de julho, o 2º Grupo foi enviado para Livorno, onde recebeu novo material e passou por intenso treinamento na zona de combate em integração com o 6º Regimento de Infantaria. Durante este período, Portocarrero aperfeiçoou-se em sua função de observador avançado, regulando os tiros da artilharia através do rádio.

Posicionando-se no Monte Bastione, nas proximidades de Massarosa, na noite do dia 15 de setembro, o 2º Grupo preparou-se para finalmente entrar em ação no dia seguinte, tornando-se a primeira unidade de artilharia brasileira a abrir fogo na Europa. Às 14:22h de 16 de setembro, a primeira cápsula de 105 mm da FEB cruzou o ar em direção às posições alemãs em Massarosa, sob olhar atento de Portocarrero, num observatório da linha de frente.

O 2º Grupo prosseguiu com a FEB durante todo o seu avanço para o norte da Itália, passando por Camaiore, Monte Prano, Monte Castelo, Abetaia, La Serra, Monte della Torracia e Montese. Portocarrero ainda esteve presente na rendição da 148ª Divisão de Infantaria alemã em 29 de abril de 1945. Ele retornou ao Brasil em 18 de julho, desfilando no Rio de Janeiro com o restante das tropas sob imensa aclamação popular.

Portocarrero permaneceu no Exército após a guerra, passando para a reserva em 26 de setembro de 1973 na patente de General de Divisão. Era irmão da atriz Tônia Carrero.

Descanse em paz General!

Meus agradecimentos ao Coronel Marco Balbi pela ajuda!

Tenente Portocarrero (de pé) num posto de observação perto de Mozzano, Itália - 18 de setembro de 1944.

General Portocarrero (segundo da direita para a esquerda) durante a reinauguração da Casa da FEB, no Rio de Janeiro - 26 de novembro de 2010.


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segunda-feira, 21 de maio de 2012

Uma visita ao Museu da TAM



Pessoal, segue aqui um relato do meu amigo Gilberto, que visitou o Museu da TAM em São Carlos - SP na última semana. Ainda não conheço este museu, mas pretendo ir lá em breve! 

Alguns já me conhecem, porém outros não. Chamo-me Gilberto Ziebarth Jr., aviador e entusiasta da história militar, principalmente da aviação militar. Gostaria de agradecer ao amigo Júlio César pela oportunidade de poder contribuir com um pouco de conhecimento para a Sala de Guerra.

Neste mês de maio tive a oportunidade de fazer uma visita ao Museu da TAM, lugar que reúne grandes clássicos da aviação. Lá pude ver aeronaves como o Chance-Vought F4U Corsair, Republic P-47D Thunderbolt, Supermarine Spitfire Mk.IX e rever clássicos como o Messerschmitt Me 109G-4 e o Boeing Stearman.

Na entrada do museu, onde compramos os ingressos, o visitante encontra a réplica de um Messerschmitt Bf 109 utilizado pelo Generalleutnant Adolf Galland, pendurada no teto. Bem perceptíveis, nota-se o emblema do Jagdgeschwader 26 “Schlageter” e o Mickey Mouse personalizado pelo ás alemão.

Com os ingressos comprados no guichê, passamos de um pequeno hangar para o hangar principal, onde os visitantes são recebidos em uma sala com um vídeo contando a história do museu. Saindo desta sala, entramos finalmente onde estão os aviões.

Tem-se uma visão de onde se avista grande parte do acervo, mas é impossível não reparar primeiramente no glorioso Lockheed L-049 Constellation e seus quase 38 metros de envergadura. Este clássico da aviação comercial do imediato pós-guerra está perfeitamente restaurado à sua antiga forma, e impressiona pelos traços de design tão peculiares que faz desta aeronave algo reconhecível à primeira vista.

Seguindo pelo hangar, há a divisão entre aviões civis e militares, militares brasileiros e warbirds da Segunda Guerra Mundial.  Um clássico que pude ver foi um De Havilland DH.82 Tiger Moth nas cores da RAF, e aparentemente em plenas condições de voo! Logo do lado pode-se encontrar o Cessna 140-A “Brasil” de Ada Rogato, o avião em que Ada bateu o recorde mundial de voo solo, percorrendo 51.064 quilômetros entre e a Terra do Fogo e o Alasca, em apenas 326 horas em abril de 1951.

Seguindo nosso passeio, em direção à ala de aviação militar, encontramos um Aermacchi MB-326, mais conhecido aqui como Embraer AT-26 Xavante. Ao seu lado, um Dassault Mirage III, curiosamente o que o tricampeão da Formula 1 Ayrton Senna voou no dia 21 de Março de 1989.

Passando pela seção de aviação militar brasileira, podemos encontrar um De Havilland C-115 Buffalo, um Grumann P-16E Tracker da Aviação Naval, além de um Lockheed TF-33 Shooting Star e um Gloster Meteor F-8. Logo do lado, entramos na seção de warbirds, ou aviões de guerra.

O primeiro que encontramos é um belíssimo Supermarine Spitfire Mk.IX, que no Dia-D esteve presente nos céus da Normandia. Ao lado podemos encontrar o pai da aviação de caça brasileira, o  Republic P-47D Thunderbolt, o mais pesado, mais caro e maior caça da história da aviação a ser equipado com um único motor a pistão. O exemplar que encontra-se no museu da TAM foi pintado em homenagem ao Tenente-Aviador Fernando Corrêa Rocha.

E compondo a frota de warbirds, o lendário Messerschmitt Bf 109G-4 Trop, que está pintado nas cores do Hauptmann Hans- Joachim Marseille, que voou no norte da África junto do Jagdgeschwader 27.

Por último e não menos importante, pelo contrário, um dos aviões que mais chama atenção no museu, é o Chance-Vought F4U Corsair, que é o exemplar mais antigo ainda em condições de voo no mundo. Na sua lateral pode-se ver pintado 4 bandeiras do Império do Sol Nascente, o que demonstra que este exemplar em especifico derrubou 4 aviões japoneses em combate.

Saindo da seção de aviões da Segunda Guerra, podemos ver um dos aviões mais curiosos do museu, o Savoia Marchetti S.55 “Jahú”, que é o último exemplar do modelo no mundo.  Este avião em particular fez a primeira travessia do Atlântico sem escalas, no dia 28 de Abril de 1927, sob comando de João Ribeiro de Barros.

E por último, não pude deixar de mencionar um dos maiores clássicos de todos os tempos, um avião que muitos aviadores voaram, e modelo que ainda continua voando, que é o Piper Cub J-3. Com seus cilindros para fora da carenagem do motor – combinado com sua cor amarela – ele exala originalidade.

Messerschmitt Me 109 nas cores do caça de Adolf Galland.

Lockheed Constellation.


De Havilland DH.82 Tiger Moth.

Cessna 140 de Ada Rogato.

Embraer AT-26 Xavante.

Dassault Mirage III.

De Havilland C-115 Buffalo.

Grumman P-16 Tracker.

Lockheed TF-33 Shooting Star.

Gloster Meteor.

Supermarine Spitfire.

Republic P-47 Thunderbolt.

Messerschmitt Me 109 nas cores do caça de Hans-Joachim Marseille.

Chance-Vought F4U Corsair.


Savoia-Marchetti S.55 "Jahú".

Piper Cub J-3.


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