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sexta-feira, 30 de março de 2012

Horror esquecido: o grande bombardeio de Tóquio



Numa noite clara de março de 1945, mais de 300 bombardeiros B-29 norte-americanos lançaram um dos mais devastadores ataques aéreos da história. Pela manhã, mais de 100.000 japoneses estavam mortos, milhões desabrigados, e 40 quilômetros quadrados de Tóquio haviam virado cinzas.

Mais pessoas morreram no bombardeio incendiário de Tóquio do que nos bombardeios atômicos de Hiroshima e Nagasaki cinco meses depois. Mesmo assim, o evento ainda permanece como um dos horrores esquecidos da Segunda Guerra Mundial.

Mas agora, cerca de 700 fotografias recém-descobertas do ataque estão em exposição num pequeno museu da capital japonesa.

Mesmo no Japão, a maioria das pessoas não sabe a real extensão da tragédia”, disse Masahiko Yamabe, pesquisadora-chefe do Centro de Pesquisas do Bombardeio de Tóquio e Danos de Guerra. “Mas é importante que se lembrem disso. Ver estas fotos ajuda as pessoas a entender que a maioria das vítimas eram civis comuns. A maioria não estava envolvida no esforço de guerra – eram apenas pessoas comuns levando suas vidas”.

Poucas fotos dos bombardeios americanos, que se iniciaram em fins de 1944, eram conhecidas até então. Mas recentemente centenas de negativos foram descobertos nos arquivos da Tohosha, uma agência de notícias que publicava uma revista periódica no estilo da americana Life.

Após minuciosa restauração, as fotos foram colocadas em exposição pela primeira vez este mês. A agência Tohosha buscava mostrar um lado leve e vibrante do Japão, e as fotografias evitam mostrar muita morte e sofrimento; no entanto, as novas fotos revelam muito da sinistra realidade dos bombardeios.

Durante a noite de 9 para 10 de março de 1945, cerca de 1.700 toneladas de bombas incendiárias foram despejadas pelo densamente povoado centro de Tóquio, num esforço para interromper a produção de material bélico e destruir a moral japonesa. A tempestade de fogo ferveu as águas dos rios e canais de Tóquio derreteu vidros e criou gigantescas colunas de calor, que derrubaram quase uma dúzia de B-29s.

Confira abaixo algumas das imagens.

Fonte: Battleland, 27 de março de 2012.


















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terça-feira, 27 de março de 2012

Nota de Falecimento: Achim Wunderlich


Achim Wunderlich
(17/07/1912 - 25/03/2012)

Faleceu no último dia 25 de março em Weissenthurm, Alemanha, de causas naturais aos 99 anos de idade, o ganhador da Cruz do Cavaleiro, Oberstleutnant Achim Wunderlich.

Nascido em Weissenthurm, na Renânia, Wunderlich ingressou como cadete na Academia de Oficiais em 1 de abril de 1935, sendo em seguida designado para 9º Batalhão de Sinaleiros em Hofgeismar. Como Leutnant, foi transferido para o 66º Batalhão de Sinaleiros em Viena, logo após a anexação da Áustria em 1938.

Durante a campanha do verão de 1940 contra a França, Wunderlich recebeu a Cruz de Ferro de 2ª Classe. Ele foi feito comandante de companhia durante a invasão da União Soviética e, lutando no sul do front, ganhou a 1ª Classe da Cruz de Ferro no outuno de 1941. Prosseguindo em 1942 no avanço até Stalingrado, ele adoeceu seriamente nos últimos meses do ano e foi evacuado para a Alemanha, escapando assim do destino de sua unidade, capturada no cerco soviético ao 6º Exército Alemão. Após sua recuperação, foi promovido a Major e recebeu o comando do 205º Regimento de Fuzileiros, lutando no norte do front leste. Sua unidade foi uma das que foram cortadas da força alemã principal pelos soviéticos durante a Operação Bagration. Este grupo de unidades alemãs cortadas ficou conhecido como "Bolsão da Curlândia".

Em 20 de novembro de 1944, enquanto seu regimento descansava na reserva, os soviéticos iniciaram uma poderosa preparação de artilharia, que foi seguida de um ataque de infantaria. O ataque surpreendeu e destruiu a unidade que guarnecia a frente, e tudo o que separava os soviéticos de seu objetivo era o regimento de Wunderlich, que neste momento estava totalmente despreparado. Demonstrando ser um líder resoluto, Wunderlich dividiu seus homens em dois grupos e, liderando pessoalmente um deles, executou um rápido ataque à brecha inimiga. O ataque alemão surpreendeu os soviéticos, que após resistir inicialmente, recuaram. Contudo, logo em seguida, os russos montaram um ataque renovado, desta vez com o apoio de tanques. Com alguns panzerfausts e dois StuGs, os homens de Wunderlich mais uma vez pararam o ímpeto soviético, destruindo três tanques T-34 e fazendo o restante fugir. As rápidas decisões de Wunderlich salvaram o Exército Alemão na Curlândia de um perigoso ataque que poderia significar sua destruição. Por esta razão, ele foi condecorado com a Cruz do Cavaleiro da Cruz de Ferro em 31 de dezembro de 1944.

Ele recebeu sua comenda das mãos de seu comandante divisional, General Ferdinand von Mellenthin em 8 de janeiro de 1945, em cerimônia solene. Evacuado para a Alemanha para ser instrutor, lá se rendeu ao fim da guerra.

Em 1955, Wunderlich voltou ao Exército, sendo feito instrutor de uma companhia em Andernach. Após uma série de comandos na área de instrução, ele foi transferido para o Corpo de Sinaleiros e assumiu o comando da Companhia do QG do III Corpo em Coblença. Promovido a Oberstleutnant, ele aposentou-se em 30 de junho de 1968.

Wunderlich era o mais velho frequentador dos encontros anuais da Associação dos Ganhadores da Cruz do Cavaleiro (OdR). Tive a honra de conhecê-lo em 2009 e reencontrá-lo por duas vezes, em 2010 e 2011. Neste último encontro, na cidade de Hannover, estava Wunderlich mais uma vez lá, aos 99 anos de idade. Já frágil em sua cadeira de rodas, mas sempre simpático com os convidados. Sentiremos muito sua falta.

Descanse em Paz Herr Wunderlich!

Martin Drewes (esq) e Achim Wunderlich (dir) são homenageados no encontro da OdR, outubro de 2010.

Minha última foto com Achim Wunderlich, em Hannover, outubro de 2011.

Meus agradecimentos ao amigo Richard Schmidt pela ajuda!
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sexta-feira, 23 de março de 2012

Erwin Rommel encobriu relacionamento para não prejudicar sua carreira


Ele é visto como o melhor dos generais de Hitler, respeitado mesmo pelos Aliados como um soldado honrado e profissional. Erwin Rommel era capaz de grandes feitos, como seus oponentes aprenderiam sendo derrotados por vezes seguidas nas batalhas do Norte da África.

Mas agora um lado desconhecido de Rommel emergiu, tocando sua vida pessoal. Seu neto diz que a Raposa do Deserto foi igualmente decidido em sua vida amorosa.

Josef Pan, 72 anos, está publicando a história de amor de sua avó, Walburga, com Rommel – uma relação que ele diz que o general encobriu para não prejudicar sua carreira.

Pan, que mora na Bavária, possui as 150 cartas que Rommel enviou para Walburga, que cometeu suicídio 15 depois de dar a luz à sua filha. Ele também tem uma foto do casal pouco antes da Primeira Guerra Mundial.

Walburga deu a luz à minha mãe Gertrud Stemmer em 8 de dezembro de 1913, mas ele se afastou dela e casou-se com Lucie Mollin em 1916”, disse Pan. “Minha avó matou-se em 1928, poucos meses antes de Manfred, filho de Rommel e Lucie, nascer”.

Rommel ficou encantado com o nascimento de Gertrud e escrevia para ela chamando-a de “minha ratinha”.

Ele certa vez disse que gostaria morar com Walburga e Gertrud. “Tudo tem que ser perfeito, neste pequeno ninho nosso”, disse.

No entanto, ele trocou-a por Lucie, com quem tinha um caso, e casou-se com ela em 1916. Walburga nunca recuperou-se da rejeição.

Pan disse: “Rommel foi o único amor de Walburga. Enquanto ele e Lucie não tivessem filhos, ela mantinha a convicção de que ele retornaria para ela”. Quando ela descobriu a gravidez de Lucie, tomou uma overdose de medicamentos. “A explicação dada foi que ela morrera de pneumonia. Só mais tarde o médico da família disse à minha mãe que ela havia se suicidado”.

Gertrud trocou centenas de cartas com o pai e Lucie sabia dela. Ela ainda tricotou para ele um cachecol, que ele usava frequentemente no campo de batalha.

Fonte: Daily Mail, 23 de março de 2012.

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quinta-feira, 22 de março de 2012

Os primeiros 4 minutos de Iron Sky



Pessoal, o aquecimento para Iron Sky não pára! O filme fez sua estreia no Festival de Cinema de Berlim e agora está entrando em circuito na Finlândia. Os ingressos já estão se esgotando e, pra comemorar, a produção resolveu liberar os primeiros 4 minutos da aventura.

Confiram aí:


Agradecimentos a Gilberto Ziebarth Jr pela dica!
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terça-feira, 20 de março de 2012

Prévia do Flying Legends 2012



Pra todos nós ficarmos com água na boca, olha só este trailer que a The Fighter Collection fez para o próximo show Flying Legends, que acontecerá em Duxford, Inglaterra, em 31 de junho e 1 de julho de 2012.

Aos afortunados que puderem estar lá presentes, meus melhores desejos de um excelente fim de semana!


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segunda-feira, 19 de março de 2012

Peter van Uhm: Porque eu escolhi uma arma



O General Peter van Uhm, hoje Chefe de Estado-Maior das Forças Armadas Holandesas, apresenta nesta curta palestra uma visão clara do significado e importância das Forças Armadas - não só da Holanda, pois sua fala é universal, e reflete-se perfeitamente no cenário brasileiro.

Filho de um soldado holandês que combateu os alemães durante a invasão da Holanda maio de 1940, van Uhm discorre sobre o papel das forças armadas na manutenção da paz mundial e importância da manutenção do monopólio estatal da violência.

Um dia após receber a promoção a General de 4 estrelas, seu filho, o Tenente Dennis van Uhm foi morto por uma bomba durante uma patrulha no Afeganistão em 18 de abril de 2008.

Para assistir esta excelente palestra, clique na imagem:


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sexta-feira, 16 de março de 2012

Nota de Falecimento: James Morehead


James Morehead
(16/08/1916 - 11/03/2012)

Faleceu no último dia 11 de março em Petaluma, California, EUA, de complicações seguidas a um infarto, o ás norte-americano, Coronel James B. "Wildman" Morehead.

Nascido em Paoli, Oklahoma, Morehead logo mudou-se para a fazenda da família no interior do estado. Lá, durante a Grande Depressão, sua habilidade com o rifle de caça ajudou a por comida na mesa da família, que tinha curtíssimo orçamento. Em 1940, ele mudou-se para a California e logo depois ingressou no Corpo Aéreo do Exército. Graduando-se em abril de 1941, Morehead já demonstrava suas "selvagens" habilidades no manche, certa vez fazendo todo um voo desde sua base até Sacramento em posição invertida. Em fins de 1941, ele envolveu-se numa colisão em pleno ar com outra aeronave, saltando de paraquedas e ferindo-se gravemente. Enquanto se recuparava, o Japão atacou Pearl Harbor.

Por estar em recuperação, Morehead não pôde se juntar ao restante de seus colegas de unidade, que foram enviados imediatamente às Filipinas - onde mais tarde seriam capturados e muitos morreriam na Marcha da Morte de Bataan.

Ao receber alta, Morehead e alguns outros pilotos foram enviados para Java, onde o 17º Esquadrão de Caça se reagrupara. Em janeiro e fevereiro de 1942, a unidade envolveu-se em pesados combates contra as aeronaves japonesas, derrubando 49 delas ao preço de 17 dos seus Curtiss P-40E Warhawk. Morehead abriu seu escore em 25 de fevereiro, derrubando dois bombardeiros Mitsubishi G4M. Em 3 de março, alguns dias antes da rendição de Java, ele e outros colegas foram evacuados para a Austrália a bordo de um Boeing B-17. Lá chegando, novamente reagruparam-se, postados no norte do país para combater uma possível invasão japonesa.

Em 25 de abril, "Wildman" Morehead liderava uma formação de oito P-40s sobre Darwin, quando encontrou uma força de 30 bombardeiros G4M escoltados por caças Mitsubishi A6M "Zero". Em severa desvantagem numérica, Morehead aproximou-se da formação inimiga utilizando as mesmas táticas que usava para caçar: perseguir a presa à distância antes de partir para o ataque. "Fui cuidadoso, como quem caça um alce. Me aproximei dos inimigos pela cauda. Claro que eu não queria atiçar o vespeiro deixando-os me ver enquanto não desse meu bote". Mirando no bombardeiro líder da formação, Morehead despejou uma rajada de balas que estraçalhou a cabine e os motores. Caindo em chamas, o bombardeiro destruído causou pânico nos inimigos, e Morehead ainda derrubou outro G4M antes de colocar abaixo um Zero. Ao todo, os americanos destruíram 11 aeronaves japonesas sem perdas de seu lado. Por esta ação ele foi condecorado com a Distinguished Service Cross. Em 23 de agosto, numa outra ação ousada, derrubou mais duas aeronaves japonesas, ganhando uma segunda DSC.

Pouco depois, Morehead voltou aos EUA onde tornou-se instrutor de caça. Em 1944, voltou ao front, desta vez na Itália, onde voou um P-38 Lightning. No dia 6 de junho de 1944, sobre a Romênia, derrubou um Messerschmitt Me 109, totalizando 8 vitórias aéreas confirmadas durante a guerra. Ele continuou na USAF após o conflito e aposentou-se em 1967, na patente de Coronel.

"Wildman" continuou um ávido caçador durante sua aposentadoria, percorrendo o mundo em diversos safáris. Sua casa era decorada com inúmeros animais empalhados e peles, incluindo leões, hienas e hipopótamos. Ano passado, em sua última caça, aos 94 anos, ele abateu um alce na Califórnia.

Em 1997 ele publicou suas memórias, "In My Sights: The Memoir of a P-40 Ace", sendo introduzido no Hall da Fama da Aviação em 1999. Viúvo desde 2001, Morehead deixa duas filhas e dois netos.

"Wildman" Morehead no cockpit de seu P-38.

Coronel Morehead em sua casa.

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quarta-feira, 14 de março de 2012

Vídeo: Wehrmacht 1944-1945 em cores


Vídeo colorizado da Wehrmacht se posicionando para a defesa do oeste alemão no fim de 1944 e 1945, ao som de "Die Wacht am Rhein" ("A Vigília do Reno"). Os contingentes mostrando participaram da Ofensiva das Ardenas e das batalhas de defesa do Vale do Ruhr. Aliás, o codinome alemão da Ofensiva das Ardenas é "Unternehmen Wacht am Rhein" ("Operação Vigília do Reno"). Destaque para os pesados veículos blindados alemães dos últimos anos da guerra: o Panther e o Königstiger.


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terça-feira, 13 de março de 2012

Documentário: Cielo e Sabbia



Nova produção de Claudio Costa da Ronin Films é "Cielo e Sabbia" ("Céu e Areia"), uma entrevista com o Sottotenente Giovanni Peroncini, paraquedista do 6º Batalhão da 185ª Divisão Aerotransportada "Folgore" italiana.

Aos 90 anos de idade, Peroncini reconta todo o seu treinamento na base de Tarquinia (isso mesmo, a exata base em que o Senta a Pua operou em 1944), e as preparações para a planejada invasão de Malta - que foi cancelada a pedido de Rommel. A Folgore então foi enviada para o Norte da África, onde juntou-se às forças ítalo-alemãs que invadiram o Egito em 1942. Em El Alamein, a Folgore foi uma das divisões sacrificadas por Rommel para salvar seu contingente alemão.

Os paraquedistas italianos resistiram até a última bala, sendo inclusive elogiados por Churchill na Câmara dos Comuns em 21 de novembro de 1942: "Devemos todos nos curvar frente àqueles últimos, que foram os leões da Divisão Folgore".

Confiram o trailer:


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segunda-feira, 12 de março de 2012

Tanque alemão rodando pelas ruas de Jersey



A réplica de um StuG III alemão da Segunda Guerra Mundial esteve nas ruas de Jersey na semana passada, percorrendo o caminho para sua próxima casa.

O veículo foi encomendado pelo Museu de Túneis de Guerra de Jersey, como peça central de sua entrada. Com suas 16 toneladas, foi criado a partir do chassi de um tanque inglês e trazido de Portsmouth.

Paul Simmonds, representante do museu, disse que eles queriam alguma atração para a entrada do museu, após receber este pedido de inúmeros visitantes.

Tomamos a decisão no verão de 2011, baseando-nos nas pesquisas de mercado com nossos visitantes”, disse ele. “Suas respostas eram na maioria a favor de novas experiências e novas atrações físicas”.

O Sturmgeschütz III Ausf. G, apelidado de "Hedwig", foi recriado nos mínimos detalhes, disse Simmonds.

Uma das coisas mais interessantes é que ele começou a vida como um veículo blindado inglês. Eles replicaram cada detalhe da pintura, do projeto, tudo”, disse ele.

John Webster, que fez parte da equipe que construiu o tanque, disse que dirigir nas congestionadas ruas de Jersey foi “uma tremenda experiência”.

A polícia me disse que as ruas estariam fechadas, e eu só podia enxergar através de uma pequena abertura, como uma caixa de correio”, confessou. “Eu olhava pra fora e podia ver carros e ciclistas, mas não podia ver à direita ou esquerda. Tinha que confiar 100% no meu comandante que ficava gritando para mim pelo intercomunicador”.

As Ilhas do Canal foram as únicas partes da Grã-Bretanha a serem ocupadas pela Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial.

Hohlgangsanlage 8, também conhecido como Hospital Subterrâneo Alemão, ou mais recentemente como Museu dos Túneis de Guerra, era um complexo hospitalar subterrâneo construído pelas forças alemãs de ocupação.

O local inclui mais de um quilômetro de túneis e foi transformado em museu da ocupação e atração turística um ano após a liberação das ilhas.

Fonte: BBC News, 8 de março de 2012.


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sexta-feira, 9 de março de 2012

Potez 63-11 em breve voará no Texas



Por mais incrível que pareça, há em Harlingen, no Texas, um Potez 63-11 quase pronto para voar! Sim, uma réplica perfeita da aeronave francesa da Segunda Guerra Mundial já está realizando testes de motor e taxiamento, e voará dentro de pouco tempo!

A proeza foi realizada pelo francês Jean-Marie Garric, um mecânico de excepcionais habilidades, residente no Texas. Ele não só restaura warbirds, como também os constroi do zero. Extremamente determinado, Garric está agora concluindo a aeronave pela qual é apaixonado desde a adolescência.

Após anos de reflexão, ele decidiu que era hora de tocar o projeto: construir um Potez 63-11 igual aos originais de fábrica de 70 anos atrás.

O primeiro e complicadíssimo passo foi obter as plantas originais. Entrando em contato com o Museu Aeronáutico de Le Bourget, Garric descobriu que lá estavam metade das plantas, e ele então encomendou as cópias. Depois, ele contatou Jean-Louis Coroller, sobrinho do engenheiro-chefe da Potez na década de 1930, e com ele conseguiu a outra metade das plantas.

Com as plantas em mãos, Garric começou a construção em 2005.

Ao contrário do que possa parecer, este Potez 63-11 é perfeitamente fiel ao modelo original, tanto que Garric deu-lhe o número de série 844 – o seguinte ao último produzido na França. As partes diferentes são os novos motores Pratt & Whitney R985 e alguns acessórios hidráulicos e elétricos. Também não há a blindagem original.

Atualmente, os primeiros testes de motor foram concluídos, e o Potez já taxia na pista. Garric está somente esperando a visita da FAA para certificar sua aeronave.

O modelo foi pintado como o nº 641 do 515º Grupo de Observação, que sobreviveu à Batalha da França. Tem pintado dos dois lados do nariz o personagem Zangado, do desenho “Branca de Neve e os Sete Anões”.

Fonte: Warbird News, 2 de março de 2012.




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quinta-feira, 8 de março de 2012

Rasantes extremos dos Breitling Fighters!



Esta é talvez a mais empolgante sequência de passagens rasantes de caças da Segunda Guerra que você verá! Os "Breitling Fighters" em fila, um Curtiss P-40 Warhawk, North American P-51 Mustang, Chance-Vought F4U Corsair e um Supermarine Spitfire descem quase ao chão para uma passagem baixa sobre um canal ladeado por árvores.

Destaque para o piloto do Spitfire no fim, que quase cola o caça no chão!


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quarta-feira, 7 de março de 2012

Mais velho veterano do mundo é promovido



O Ministro da Defesa da Polônia, Tomasz Siemioniak, promoveu Józef Kowalski, veterano de 112 anos de idade, à patente de Capitão.

A promoção foi concedida a Kowalski em 23 de fevereiro de 2012, quando o ministro visitou o asilo de Tursk, no oeste da Polônia, onde o veterano reside desde 1990.

Kowalski é o último soldado ainda vivo da Guerra Polaco-Soviética de 1919-1921. Ele lutou na vitoriosa Batalha de Varsóvia em agosto de 1920, na qual o Exército Polonês derrotou os bolchevistas, fazendo recuar para a União Soviética.

Józef Kowalski é o homem mais idoso vivendo na Polônia, tendo nascido em 2 de fevereiro de 1900. Ele recebeu a Ordem do Renascimento da Polônia no grau de Grande-Oficial em seu 100º aniversário.

Ele também detém as cidadanias honorárias de Varsóvia e Radzymin, bem como a Medalha Pró-Memória da União de Veteranos de Guerra da Polônia.

Fonte: Polskie Radio, 24 de fevereiro de 2012.

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terça-feira, 6 de março de 2012

Documentário: The Last Bomb



Compartilho com vocês este interessante documentário norte-americano feito pouco depois do fim da guerra: "The Last Bomb". É um registro colorido impressionante das operações da 20ª Força Aérea contra o Japão durante o verão de 1945.

Bastante enxuto, o documentário exibe o passo-a-passo da realização de uma típica missão de bombardeio do Japão naquele período, começando pela escolha do alvo, feita pelo comandante da força de B-29s, General Curtis LeMay. Em seguida, a missão é passada para as alas aéreas, localizadas nas três principais ilhas do arquipélago das Marianas: Guam, Tinian e Saipan. Os pesados bombardeiros decolam com dificuldade, um a um, carregados com bombas e munição defensiva, além dos 11 tripulantes.

Após quatro horas de voo, passam sobre Iwo Jima, a pequena ilha vulcânica japonesa que havia sido conquista ao custo de muito sangue dos fuzileiros navais em março de 1945. De lá, agora decolavam os caças North-American P-51 Mustang do 7º Comando de Caças, chefiado pelo General Ernest "Mickey" Moore. Os Mustangs proviam escolta para os B-29s sobre o Japão, diminuindo ainda mais as chances de sucesso dos caças japoneses contra os bombardeiros americanos.

Os bombardeiros chegam a Tóquio - o alvo do dia - e despejam centenas de toneladas de explosivos sobre a cidade. Visto que a indústria japonesa era descentralizada e baseava-se em pequenas unidades semi-domésticas, grandes áreas urbanas tornam-se alvos potenciais. O impressionante efeito da carga de bombas de um único B-29 é mostrado numa tomada sem cortes, desde a liberação dos explosivos até seu impacto no solo.

Contudo, a parte mais impressionante do documentário - na minha opinião - é justamente a que não é protagonizada pelos B-29s. Trata-se do ataque dos Mustangs aos alvos terrestres japoneses, o popularmente conhecido "strafing". É neste momento que percebemos o quanto uma máquina de guerra bem ajustada e funcional pode submeter uma nação inimiga à completa destruição. Neste período da guerra - o verão de 1945 - as maiores cidades japonesas já estavam em destroços, e a obliteração sistematizada do país prosseguiu para seu interior, com o metralhamento de todo e qualquer alvo à vista. Nisso se incluía aeródromos, armazéns, ferrovias, fazendas, embarcações, etc. Como o próprio narrador diz: "De destroier a jangada, são todos o mesmo inimigo". Numa impressionante tomada, pode-se ver dois pescadores japoneses correndo para escapar das rajadas de metralhadora de um Mustang. É a guerra representada numa única imagem.

O documentário prossegue mostrando o pouso dos caças em Iwo Jima, bem como dos B-29s danificados ou sem combustível. Em seguida, é registrado o pouso dos bombardeiros de volta às Marianas, após 15 longas horas de missão sobre o Pacífico. Impressionantes cenas de acidentes com os Superfortresses são registrados, mostrando inclusive a morte de toda uma tripulação.

Um documento histórico de indiscutível importância!


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segunda-feira, 5 de março de 2012

Nota de Falecimento: Van Barfoot


Van Barfoot
(15/06/1919 - 02/03/2012)

Faleceu no último dia 2 de março em Richmond, Virginia, EUA, de causas naturais aos 92 anos de idade, o ganhador da Medalha de Honra do Congresso, Coronel Van Thurman Barfoot.

Nascido em Edinburg, Mississippi, Barfoot era neto de uma índia Choctaw. Ele alistou-se no Exército em 1940 e, após completar o treinamento, serviu na Louisiana e Porto Rico, indo em seguida para o Quartel-General da Força Anfíbia do Atlântico, em Quantico, Virginia. Quando esta unidade foi extinta em 1943, ele foi transferido para o 157º Regimento da 45ª Divisão de Infantaria, e embarcado para o Norte da África.

Barfoot participou dos desembarques da Operação Husky, a invasão da Sicília, em julho de 1943, prosseguindo logo em seguida para Salerno, em setembro. Por ações nestas duas operações, ele ganhou a Bronze Star e a Silver Star. Em janeiro de 1944, sua unidade foi uma das escolhidas para a operação anfíbia de flanqueamento em Anzio. O desembarque foi confrontado por fortes efetivos alemães, e o avanço só seu deu muito lentamente. Em maio, os americanos atingiram a cidade de Carano.

O então Sargento Barfoot já havia liderado diversas patrulhas, tomando conhecimento do terreno à frente de sua posição, bem como a localização dos campos minados alemães. Recebendo ordem de atacar uma posição fortificada inimiga em 23 de maio, Barfoot decidiu avançar sozinho, arrastando-se pelo campo minado, até as proximidades de um ninho de metralhadora alemã. Surpreendendo os inimigos, Barfoot lançou uma certeira granada de mão que destruiu o ninho, matando 2 e capturando outros 3 soldados. Sem parar, ele correu para um segundo ninho, abrindo fogo com sua submetralhadora Thompson, novamente matando 2 e capturando mais 3 soldados. Quando ele se aproximou da terceira e última posição, a guarnição inteira se rendeu a ele. Deixando os prisioneiros para seus soldados, que agora chegavam, Barfoot prosseguiu para outras posições alemãs nas proximidades, rendendo-as e elevando seu total de inimigos capturados para 17. Os alemães, percebendo o ataque americano, montaram um contra-ataque blindado. Barfoot então tomou uma bazuca e colocou-se no caminho de três tanques Tiger I que avançavam. Ajoelhando-se para disparar, ele atingiu a esteira do primeiro tanque com seu tiro, efetivamente desativando-o. Quando a tripulação alemã abandonava o veículo, Barfoot matou três deles com sua Thompson. Continuando para frente, ele ainda destruiu um obuseiro alemão com uma carga explosiva no cano. Apesar dos seus esforços hercúleos, que o deixaram bastante fatigado, Barfoot ainda auxiliou dois soldados feridos por 1.500 metros de volta às linhas americanas.

Tendo sido transferido para a França pouco depois, Barfoot, já comissionado Segundo-Tenente, foi agraciado com a Medalha de Honra do Congresso em 28 de setembro de 1944, como reconhecimento por suas heroicas ações em 23 de maio.

Após a guerra ele continuou no Exército, lutando também na Coreia e no Vietnã, e aposentando-se na patente de Coronel em 1974. Profundamente religioso, Barfoot confessou ter lido a Bíblia antes e ter rezado durante toda a ação na qual ganhou a Medalha de Honra. "Eu sempre disse, eles estavam segurando minha mão: Deus, minha mãe e minha esposa. Tudo o que consegui, foi baseado na minha fé".

Viúvo desde 1992, o Coronel Barfoot foi alvo do noticiário nacional quando em dezembro de 2009 hasteou um mastro em seu jardim para colocar a bandeira americana. A associação local de moradores ordenou-o que removesse o mastro, já que este violava as leis da comunidade, e contrataram advogados para fortalecer a causa. Quando a imagem do idoso veterano hasteando teimosamente a bandeira americana atingiu as redes nacionais de televisão, Barfoot recebeu o apoio de inúmeros americanos, além de dois senadores. A pressão pública fez com que a associação retirasse a queixa alguns dias depois, e Barfoot pôde manter o mastro no jardim.

Com sua morte, restam somente 12 ganhadores da Medalha de Honra durante a Segunda Guerra ainda vivos. Ele deixa 4 filhos, 12 netos e 6 bisnetos.

Barfoot hasteando a bandeira americana em seu jardim.

Coronel Barfoot em casa, com seu quadro de medalhas logo atrás.


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sexta-feira, 2 de março de 2012

Documentário: O Caçador da Noite



Após inúmeros pedidos, compartilho com vocês agora - e finalmente - o documentário "O Caçador da Noite", de minha autoria.

Entrevistei o Major Martin Drewes em 2008, durante três dias, e conclui este documentário no ano seguinte. Foi meu primeiro contato com um veterano alemão, e um encontro muito feliz, pois hoje somos muito amigos. Então, é um imenso orgulho para mim imortalizar seu depoimento na forma de vídeo, para que sempre novas pessoas possam conhecer este senhor de trajetória tão singular. Um dos maiores ases da caça noturna, ganhador da Cruz do Cavaleiro com Folhas de Carvalho e único veterano sobrevivente da missão alemã no Iraque em maio de 1941, Martin Drewes fala um pouco de sua vida e sua carreira militar em "O Caçador da Noite".


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quinta-feira, 1 de março de 2012

Nota de Falecimento: Richard Perlia


Richard Perlia
(06/04/1905 - 14/02/2012)

Faleceu no último dia 14 de fevereiro em Berlim, Alemanha, de causas naturais aos 106 anos de idade, o lendário piloto de testes alemão Richard Perlia.

Nascido em Aachen, filho caçula de um fabricante de charutos, Perlia teve seu primeiro contato com a aviação ainda criança, e testemunhou o acidente que vitimou fatalmente o piloto Bruno Werntgen em 25 de fevereiro de 1913. O desastre, contudo, não tirou-lhe a vontade de tornar-se um aviador. Após ingressar na Universidade Técnica de Aachen, Perlia conseguiu uma vaga de aprendiz na escola de aviação de Hans Klemm em Böblingen. Lá, um de seus instrutores foi Gerhard Fieseler, ás de 19 vitórias na Primeira Guerra Mundial e futuro projetista do famoso Fieseler Storch.

Perlia posteriormente juntou-se ao piloto e acrobata Fritz Schindler, e juntos apresentaram-se em vários shows de acrobacia aérea voando um monoplano Daimler L20. Contudo, no dia 18 de setembro de 1930, enquanto faziam uma acrobacia envolvendo o voo aproximado de duas aeronaves a 300 metros de altitude, uma colisão em pleno ar causou a queda dos aparelhos, matando Schindler e provocando a proibição de voos acrobáticos em toda a Alemanha. Perlia então tornou-se instrutor de voo, e neste período conheceu Adolf Hitler, que emergia no cenário político do país.

Em 1935, com a criação da nova Luftwaffe e a escolha de Ernst Udet para estruturá-la, Perlia foi escolhido para o Instituto de Aviação Experimental em Berlim-Adlershof. Lá, tornou-se piloto de testes do novo Junkers Ju 52/3m, realizando voos experimentais com instrumentos científicos e testando os limites estruturais da aeronave com voos rasantes extremos, quedas controladas e parafusos chatos. Perlia realizou os voos de aprovação da aeronave pela Lufthansa, e sua perícia nos controles significou que todo o período de testes do Ju 52 realizou-se sem fatalidades. Em março de 1936 ele passou a trabalhar para a Arado, e em 1939 - sob recomendação pessoal de Udet - Perlia foi designado para a equipe de Anton Flettner, o pioneiro projetista de helicópteros alemães. Em julho de 1939, diante de Hitler e Hermann Göring, ele decolou com o Flettner Fl 265, provando as capacidades do novo helicóptero experimental. Com o início da guerra, ele trabalhou em Berlim no desenvolvimento de uma mira de bombardeio horizontal, voltando em seguida a trabalhar na área de testes da Junkers, onde permaneceu até o fim do conflito.

Após a guerra, Perlia tornou-se fotógrafo e posteriormente editor de aviação em revistas alemãs. Na década de 1950, ele escreveu um importante artigo criticando a escolha do novo caça da Força Aérea, o F-104 Starfighter. Perlia apontou as características perigosas do modelo, apontando o também disponível Mirage III francês como uma opção mais segura. A imensa sequência de acidentes fatais com o Starfighter na Luftwaffe (que tornou-se conhecido como "Fazedor de Viúvas") comprovou a tese de Perlia. Em 1986, aos 81 anos de idade, ele tornou-se o mais velho candidato a astronauta da história, ao inscrever-se para a Missão 12 do Spacelab americano.

Perlia publicou duas biografias e era um ativo participante de eventos de aviação, mesmo muito depois de ter completado seu centenário de vida.

A Sala de Guerra presta sua homenagem a este que era uma das maiores lendas vivas da aviação do Século XX. Descanse em paz Sr. Perlia!

Perlia decola com o Flettner Fl 265 em Berlim, julho de 1939.

Richard Perlia (centro, sentado), reunido com ases alemães em Speyer, 2007. Da esquerda para a direita: Karl-Fritz Schlossstein (8 vitórias), Walter Schuck (206 vitórias), Hans-Ekkehard Bob (60 vitórias), Peter Spoden (24 vitórias) e Ernst Scheufele (18 vitórias).


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