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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Nota de Falecimento: Buck Compton


Lynn "Buck" Compton
(31/12/1921 - 25/02/2012)

Faleceu no último dia 25 de fevereiro em Burlington, Washington, EUA, de causas naturais aos 90 anos de idade, o veterano da Easy Company, Tenente Lynn Davis "Buck" Compton.

Nascido em Los Angeles, o jovem Compton passou pela Grande Depressão dos anos 1930 atuando como figurante infantil em diversos filmes de Hollywood. Já acadêmico da Universidade da California em Los Angeles, Buck revelou-se um atleta de grande potencial, atuando nos times de beisebol e futebol da UCLA. Ele graduou-se em Educação Física e simultaneamente também entrou para o Corpo de Treinamento de Oficiais da Reserva.

Completando seu treinamento de paraquedista, em dezembro de 1943 ele juntou-se à Companhia E (Easy Company) do 2º Batalhão, 506º Regimento de Infantaria Paraquedista da 101ª Divisão Aerotransportada. Embarcados para a Inglaterra, os paraquedistas americanos passaram por intenso treinamento como preparação para saltarem sobre a França nas horas imediatamente anteriores ao desembarque nas praias da Normandia. Na madrugada de 6 de junho de 1944, Compton foi um dos milhares de paraquedistas que saltaram sobre a França ocupada, reagrupando-se sob a liderança do Tenente Richard Winters. Sob comando de Winters, os homens atacaram uma posição de canhões 105 mm alemães em Brécourt Manor, destruindo as armas que atiravam contra a praia Utah. Por suas ações neste dia, Buck Compton foi agraciado com a Silver Star.

Durante a Operação Market Garden, em setembro da daquele ano, a 101ª saltou em Eindhoven, na Holanda, e Buck liderou um grupo de soldados para manter aberto um trecho da estrada norte-sul conhecida como "Corredor do Inferno". Neste ínterim, ele foi ferido nas nádegas e enviado para diversos hospitais de campo, até que finalmente pôde voltar à sua unidade em dezembro.

Pouco depois de seu retorno, os paraquedistas foram enviados para Bastogne, na Bélgica, onde ajudaram a conter a Ofensiva das Ardenas. Durante o cerco alemão à cidade, e nas semanas posteriores, a Easy sofreu duras baixas em combates e pesados bombardeios da artilharia alemã. No começo de janeiro de 1945, nas florestas ao redor de Foy, Buck Compton teve uma crise nervosa após ver dois de seus melhores amigos, Joe Toye e Bill Garnere, serem mutilados pela artilharia alemã. Incapaz de continuar na frente de batalha, Compton foi levado à retaguarda e posteriormente de volta aos EUA com fadiga de combate.

Após a guerra, Compton cursou uma faculdade de direito e entrou para a Polícia de Los Angeles em 1947. Ele casou-se em outubro daquele ano e adotou duas crianças. Em 1951 entrou para a Procuradoria Distrital e, em 1969, serviu como promotor-chefe no julgamento do jordaniano Sirhan Sirhan pelo assassinato do senador Robert Kennedy. Em 1970, foi feito juiz da Corte de Apelações da California pelo então governador Ronald Reagan.

Aposentando-se em 1990, Buck tornou-se mundialmente famoso em 2001 com o lançamento da minissérie "Band of Brothers", na qual foi interpretado pelo ator Neil McDonough. Em 2008 ele lançou sua autobiografia "Call of Duty: My life before, during and after the Band of Brothers". Viúvo desde 1994, Buck Compton deixa dois filhos e quatro netos.

Compton interpretado pelo ator Neil McDonough em "Band of Brothers".

Buck Compton.


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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Califórnia relembra ataque de submarino em 1942



Setenta anos atrás, um submarino japonês bombardeou um campo petrolífero ao longo da costa de Ellwood, perto de Goleta, na Califórnia.

O incidente marcou o primeiro ato de agressão estrangeiro contra o solo continental dos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial. Aconteceu na noite de 23 de fevereiro de 1942, e foi o primeiro ataque direto aos Estados Unidos continentais por uma potência estrangeira desde da Guerra de 1812.

Às 7h da manhã do dia 23 de fevereiro de 1942, enquanto Roosevelt discursava pelo rádio – coincidentemente falando sobre o perigo de um ataque inimigo às costas americanas – o submarino japonês I-17 emergiu perto da costa de Goleta. Dentro de um intervalo de 20 minutos, disparou 17 granadas de seu canhão de deque de 140 mm, com uma mira pouco precisa.

O dano estrutural foi mínimo. Não ouve baixas entre a população, e somente pequenos danos foram notados no alvo principal dos japoneses: os tanques de petróleo. Ken Hough, da Universidade de Santa Barbara, disse que os japoneses utilizaram munição inadequada; do contrário, o estrago poderia ter sido muito mais devastador.

A comunidade local comemorou o aniversário de 70 anos do histórico ataque. Uma placa indicativa foi inaugurada, com detalhes explicativos sobre o evento.

Fonte: Keyt.com, 23 de fevereiro de 2012.



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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Raro caça japonês volta ao Museu da RAF



Um dos mais raros e formidáveis caças da Segunda Guerra Mundial, o Kawasaki Ki-100-1b, está retornando à exposição do Museu da RAF em Cosford, após uma restauração de oito anos em Londres.

A aeronave japonesa teve uma tardia mas mortal entrada na guerra no Pacífico em 1945, e foi bem-sucedida nos combates de grande altitude contra os cada vez mais numerosos esquadrões de bombardeiros Boeing B-29 da USAAF.

Somente 400 foram manufaturados antes da rendição japonesa em agosto de 1945. O exemplar no Museu da RAF é o único no mundo.

Exibido na coleção de aeronaves da Segunda Guerra, o caça foi descrito pelo curador do museu, Al Mclean, como “rápido, manobrável, resistente e confiável”.

Pilotos Aliados encontraram no Ki-100 um formidável oponente, e este é o único deles que sobreviveu. Tomará lugar ao lado do Mitsubishi Dinah (também único no mundo) na exibição da Segunda Guerra”.

Para abrir espaço para o retorno do Kawasaki, o Gloster Meteor F9/40 do acervo agora foi para o Museu da RAF em Londres.

Fonte: Culture 24, 21 de fevereiro de 2012.

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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Documentário: U-507



No último 21 de fevereiro completaram-se 67 anos do nosso mais famoso feito em armas no século XX: a tomada de Monte Castelo. Mas que tal ter um relance do evento que nos levou para a Itália, em primeiro lugar?

Falo dos "afundamentos de agosto" - os cinco navios brasileiros afundados em 2 dias pelo Korvettenkapitän Harro Schacht em seu submarino U-507. As 600 vítimas fatais naqueles afundamentos, ocorridos na costa de Sergipe, foram o estopim para a declaração de guerra do Brasil à Alemanha e Itália, em 22 de agosto de 1942.

Mais ainda: estamos próximos das comemorações dos 70 anos da declaração de guerra, no próximo mês de agosto; então, a importância da produção "U-507", dirigida por Rubens Carvalho, é enorme para entendermos nosso lugar na história.

Com depoimentos de sergipanos que estiveram lá e presenciaram os eventos na época, este curta lança uma luz na reação do povo brasileiro ao primeiro grande sinal da Segunda Guerra Mundial em nossas costas. Confiram:


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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Novas evidências sobre possível filho de Hitler na França



Eles têm o mesmo olhar penetrante, mandíbula definida e lábios sisudos – completados por um aparado bigode.

Mas o francês que acreditava ser o filho secreto de Adolf Hitler nunca foi capaz de verificar sua linhagem familiar antes de falecer. Ele nem mesmo tinha certeza de que queria descobrir.

Agora, novas informações emergiram que acrescentam peso à história de Jean-Marie Loret ser, de fato, filho de Hitler – durante um rápido relacionamento com uma francesa durante a Primeira Guerra Mundial.

Loret, que nasceu em março de 1918, cresceu sem saber nada do pai, somente que era alemão.

Foi somente no fim dos anos 1950 que sua mãe, Charlotte Lobjoie, pouco antes da morte, contou-lhe a história. Aos 16 anos, ela teria tido um breve romance com Hitler, quando este era um jovem soldado lutando no norte da França. Sua extraordinária história dividiu historiadores por décadas.

Novas evidências, publicadas na revista “Le Point” em Paris, reiniciaram o debate sobre a história, que primeiro veio a público na década de 1970 pelo respeitado historiador alemão Werner Maser.

O advogado de Loret, François Gibault, confirmou ter dado à revista as fotografias e documentos que apoiam a alegação. Gibault também revelou que a mãe de Loret descreveu o caso amoroso para o filho.

De acordo com sua história, o relacionamento começou em 1917. Embora Hitler, então com 28 anos, estivesse combatendo os franceses perto de Seboncourt, no norte da região de Picardy, ele viajou até Fournes-em-Weppe, uma cidade a oeste de Lille, para um descanso.

Lá ele encontrou a Srta. Lobjoie que, de acordo com o advogado, teria dito: “Um dia estava cortando feno com outras mulheres, quando vimos um soldado alemão do outro lado da estrada. Ele tinha um caderno de rascunhos e parecia estar desenhando. Fui escolhida para ir até ele”.

O casal começou um breve relacionamento e ela confessou que o filho fora concebido numa “noite feliz” em junho de 1917. Ele nasceu no ano seguinte.

De acordo com as últimas informações do advogado de Loret, sua mãe dissera-lhe: “Quando seu pai estava por perto, o que era muito raro, ele gostava de me levar para caminhadas pelo campo. Mas estes passeios normalmente terminavam mal. Seu pai, inspirado pela natureza, se lançava em discursos que eu não entendia. Ele não falava francês, e parecia falar para uma plateia imaginária”.

Mesmo que eu entendesse alemão, eu não conseguiria compreendê-lo, porque não conhecia as histórias da Prússia, Áustria e Bavária... Minha reação costumava deixá-lo nervoso, pois eu não demonstrava qualquer reação”.

A Srta. Lobjoie somente falou com o filho sobre o passado familiar muitos anos após tê-lo dado para adoção na década de 1930, para uma família chamada Loret.

Jean-Marie cresceu para combater os alemães em 1939, tornando-se durante a ocupação um membro da Resistência Francesa.

As notícias sobre a identidade do pai o chocaram, e por 20 anos ele tentou esquecer: “Para não me deprimir, eu mergulhei no trabalho, sem tirar férias, e não tinha hobbies. Por 20 anos eu nem fui ao cinema”.

Então, ele começou a pesquisar seu passado em detalhes, contratando cientistas para provar que tinha o mesmo tipo sanguíneo de Hitler, como também caligrafia similar.

Documentos do Exército Alemão mostram que oficiais trouxeram envelopes com dinheiro para a Srta. Lobjoie durante a Segunda Guerra Mundial.

Após a morte da mãe, Loret descobriu no sótão pinturas assinadas por Hitler. Na Alemanha, um retrato de uma mulher pintada pelo Führer mostra incríveis semelhanças com a Srta. Lobjoie.

Loret faleceu em 1985, aos 67 anos de idade.

Gibault disse: “Jean-Marie Loret veio ver-me pela primeira vez em 1979, mas estava meio confuso e não sabia se queria publicidade por ser o filho de Hitler, ou apagar completamente o passado. Ele tinha os sentimentos de muitas crianças bastardas: o desejo de encontrar seu passado. Conversei muito com ele, mais como psicólogo do que como advogado”.

Fonte: Daily Mail, 17 de fevereiro de 2012.

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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Réplica funcional de tanque Tiger é construída na Rússia



Falando em caras que levam a sério o que gostam de fazer, um grupo de entusiastas russos construiu ano passado (em pouco mais de seis meses) uma réplica funcional de um Tiger I. Agora o Tiger 131 de Bovington não é mais o único rodando no mundo - pelo menos no que tange às aparências externas, claro.

Construído do zero, este Tiger deve ser utilizado em filmes produzidos por um estúdio de Moscou. Os russos são conhecidos por construir veículos de verdade para as filmagens, preferindo-os em detrimento a efeitos de computação gráfica.

Confira abaixo um vídeo do veículo pronto, e clique aqui para ver um álbum completo mostrando sua construção!

Parabéns aos caras!


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terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Nota de Falecimento: Fedor Pahalchuk


Fedor Pahalchuk
(16/11/1916 - 24/01/2012)

Faleceu no último dia 24 de janeiro em Odessa, na Ucrânia, de causas naturais aos 95 anos de idade, o Heroi da União Soviética, Contra-Almirante Fedor Efremovich Pahalchuk.

Nascido num vilarejo da região de Khmelnytsky, na Ucrânia, Pahalchuk tornou-se membro do Partido Comunista da URSS em 1934. Após graduar-se num instituto técnico, ele entrou para a Marinha Soviética em 1937, sendo comissionado Tenente em 1939. Naquele ano, Pahalchuk tomou parte nos combates da Guerra de Inverno, entre URSS e Finlândia.

Após a invasão alemã da União Soviética em junho de 1941, a Frota do Báltico ficou presa nos portos de Leningrado e Kronstadt - os únicos dois portos que permaneceram em mãos soviéticas naquele mar - por gigantescos campos minados lançados pela Kriegsmarine e Luftwaffe. Neste contexto, Pahalchuk recebeu o comando do 2º Batalhão de Caça-Minas da 4ª Brigada da Frota do Báltico. Liderando seus barcos sempre pessoalmente, ele participou de mais de 250 missões de limpeza, destruindo mais de 48.000 minas alemãs - muitas vezes sob ataque aéreo. Em combate, foi também responsável pela destruição de 11 barcos inimigos. No dia 26 de maio de 1944, na baía de Narva, a flotilha de Pahalchuk foi atacada por 27 Stukas. Numa situação altamente perigosa, visto que os barcos não estavam dispersos, ele ordenou uma rápida série de manobras evasivas pelo campo minado, para dificultar a mira dos Stukas. Pahalchuk ainda levantou uma cortina de fumaça, cobrindo seus barcos e forçando os alemães a realizarem diversas passagens de tiro para localizá-los. Sua perspicaz liderança e rápidas ações não só salvaram a flotilha, como também conseguiram derrubar três das aeronaves atacantes. Por estas heroicas ações frente ao inimigo, em 22 de julho de 1944 o Presidium do Soviete Supremo concedeu ao Capitão Pahalchuk a Estrela Dourada de Heroi da União Soviética.

Ele continuou seu árduo trabalho de remoção de minas, que não terminou mesmo com o fim da guerra: em 18 de junho de 1945 sua unidade sozinha foi responsável pela destruição de 400 minas alemãs.

Após a guerra, Pahalchuk continuou seu serviço naval, graduando-se na na Escola de Comando da Academia Naval em 1952, assumindo em seguida um comando na Frota do Pacífico, sediada em Port Arthur. Em 1955 comandou uma brigada naval no Mar Negro e em 1965 tornou-se comandante da Base Naval de Poti, na atual Geórgia. Promovido a Contra-Almirante, aposentou-se em 1972. Pahalchuk foi também por muitos anos presidente de uma associação de veteranos de Odessa, e era uma figura muito querida e prestigiada da cidade.

Em agosto de 2011, ele recebeu o título de "Cidadão Honorário de Odessa".

Almirante Pahalchuk recebendo homenagens em Odessa.


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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Soldados negros americanos metralharam oficiais brancos, diz historiador



Um historiador australiano descobriu evidências de que soldados negros norte-americanos iniciaram um motim de protesto contra abusos raciais enquanto estacionados na Austrália, durante a Segunda Guerra Mundial.

Ray Holyoak, historiador na Universidade James Cook, disse que 600 soldados negros americanos foram enviados para o estado de Queensland, no norte da Austrália, em 1942 para construir uma pista de pouso nas imediações de Townsville.

Após serem submetidos a “sérios abusos” por dois oficiais brancos, alguns soldados tomaram metralhadoras e armas antiaéreas, abrindo fogo contra a tenda onde os oficiais bebiam. Pelo menos uma pessoa foi morta e outras foram seriamente feridas na rebelião, que durou oito horas.

Tropas australianas foram chamadas para ajudar a derrubar o motim.

Queensland era uma significativa base de apoio para soldados servindo na campanha do sudoeste do Pacífico entre 1942 e 1945 – sendo sede de aeródromos, campos, fábricas e hospitais.

Holyoak disse que rumores deste motim persistem em Townsville nos últimos 70 anos. Ele descobriu evidências quando pesquisava as razões da visita de três dias do então congressista americano Lyndon B. Johnson a Townsville, em 1942. Ele disse que o futuro presidente recebeu um relatório escrito por um jornalista americano que estava junto às tropas.

O relatório nunca foi publicado pela mídia.

Holyoak disse que agora sua pesquisa está focada nas sentenças que foram dadas aos envolvidos no motim.

Fonte: Voice of America, 10 de fevereiro de 2012.

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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Nota de Falecimento: Florence Green


Florence Green
(19/02/1901 - 05/02/2012)

Faleceu no último dia 5 de fevereiro em North Lynn, Inglaterra, de causas naturais aos 110 anos de idade, a última veterana da Primeira Guerra Mundial, Florence Beatrice Green.

Nascida em Londres, Florence era filha de Frederick e Sarah Patterson. Aos 17 anos de idade, ela atendeu ao chamado de seu país, que encontrava-se em quase completo esgotamento de pessoal devido às pesadas baixas no front, e juntou-se ao Corpo Auxiliar Feminino da Real Força Aérea (WRAF).

Alistando-se em 13 de setembro de 1918 - apenas dois meses antes do fim da Primeira Guerra Mundial - Florence começou a trabalhar na base da RAF em Narborough, East Anglia, onde suas atividades envolviam principalmente o serviço de garçonete no salão dos oficiais. A base era sede de um grande número de esquadrões, incluindo alguns de defesa noturna contra ataques de Zeppelins alemães à Londres. "Eu tive a oportunidade de subir em um dos aviões, mas estava muito assustada para voar. Trabalhei todas as horas que Deus me permitiu. Eu tinha dezenas de amigos na base e nos divertíamos muito nas nossas horas de folga".

Florence permaneceu no serviço ativo até 18 de julho de 1919, quando foi desmobilizada. Mudando-se para King's Lynn em 1920, ela casou-se com Walter Green pouco tempo depois. Seu marido veio a falecer em 1970, após 50 anos de casamento.

Sua história veio à tona em 2009, quando um jornal local publicou uma matéria sobre sua longevidade e instigou uma investigação de seu passado, encontrando os registros da RAF e oficialmente considerando-a veterana de guerra. No seu aniversário de 110 anos, o serviço de buffet da RAF preparou-lhe um bolo especial, que foi presenteado a Florence por diversos oficiais, vindos de todo o país. Perguntada sobre como era ter 110 anos, ela respondeu: "Não muito diferente do que ter 109".

Fechando definitivamente o capítulo da Primeira Guerra Mundial na história humana, Florence Green deixa três filhos, quatro netos e sete bisnetos.

Que descanse em paz!

Florence (circulada à direita) e o grupo auxiliar feminino da base aérea de Narborough, 1918.

Detalhe da mesma fotografia.

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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Nota de Falecimento: Marie Ljalková


Marie Ljalková
(03/12/1920 - 07/11/2011)

Faleceu no dia 7 de novembro de 2011 em Brno, na República Tcheca, de causas naturais aos 90 anos de idade, a atiradora de elite Coronel Marie Ljalková-Lastovescká.

Nascida em Horodenka, na Polônia (atualmente na Ucrânia), filha de pais tchecos étnicos, Marie ficou órfã aos 12 anos de idade. Daí em diante ela foi morar com uma tia em Stanislawow, onde mais tarde conheceu seu primeiro marido, Michal Ljalko. Ela trabalhava como motorista de tratores quando, em 22 de junho de 1941, a Alemanha invadiu a União Soviética.

Quando o governo tchecoslovaco no exílio conseguiu a permissão soviética de criar uma unidade nacional para lutar ao lado do Exército Vermelho, Marie voluntariou-se, em março de 1942, aos 21 anos de idade. Esta unidade seria o 1º Batalhão de Campo Independente Tchecoslovaco, treinado na cidade de Buzuluk, às margens do rio Samara. Lá, Marie passou três meses treinando como sniper, desenvolvendo suas habilidades com rifles de precisão. Comandada pelo Tenente-Coronel Ludvik Svoboda (futuro presidente da Tchecoslováquia), a unidade foi a primeira aliada estrangeira da URSS a combater ao seu lado contra os alemães, entrando em ação durante a Batalha de Sokolovo, nas proximidades de Kharkov, em 8 de março de 1943. Marie tornou-se a primeira mulher tchecoslovaca a entrar em combate, infiltrando-se sorrateiramente pelo campo de batalha com seu rifle Mosin-Nagant e neutralizando quatro metralhadores alemães, numa batalha que resultou em muitas baixas tchecoslovacas mas que impediu o avanço alemão no rio Mzha. Marie encerrou o combate tendo eliminado 7 inimigos, já se tornando uma "ás" do tiro de precisão. Por sua atuação ela foi agraciada com a Ordem da Estrela Vermelha, e tornou-se famosa em jornais soviéticos e anglo-americanos. Marie ainda continuou combatendo até meados de 1944, encerrando sua contagem com pelo menos 30 mortes confirmadas, recebendo também a Cruz de Guerra da Tchecoslováquia.

Daí em diante, ela tornou-se enfermeira-chefe do 1º Batalhão de Tanques Tchecoslovaco, seguindo os blindados em diversas batalhas, entrando na Romênia, Hungria e Morávia. Após o conflito, ela estudou medicina e trabalhou no Hospital Militar de Praga. Mais tarde, mudou-se para a cidade de Brno, onde conheceu seu segundo marido, Vaclav Lastovescky. Marie atingiu a patente de Coronel, mas por razões de saúde teve que passar para a reserva. Depois disso, ela tornou-se guia turística, atendendo turistas de língua russa.

Elevada a heroína nacional, Marie Ljalková tornou-se uma das principais figuras da luta contra a Alemanha Nazista na República Tcheca. Em 28 de outubro de 2010, ela foi agraciada com a Ordem do Leão Branco, a mais alta condecoração do país.

Somente agora fui notar a triste notícia do falecimento da Sra. Marie Ljalková. Apesar do grande tempo já passado, não pude deixar de rendê-la esta homenagem, pois foi pra mim uma veterana especial. Apesar da saúde muito frágil, atendeu meu pedido em 2009 por uma foto autografada. Hoje guardo com extremo carinho a lembrança desta que foi a última das grandes snipers femininas da Segunda Guerra Mundial.

Descanse em paz Marie!

Marie com seu rifle Mosin-Nagant.

Marie Ljalková recebendo a Ordem do Leão Branco, 28 de outubro de 2010.

Marie Ljalková mostrando suas habilidades.



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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Nota de Falecimento: Georg Lassen


Georg Lassen
(12/05/1915 - 18/01/2012)

Faleceu no último dia 18 de janeiro em Calviá, na ilha espanhola de Mallorca, de causas naturais aos 96 anos de idade, o ganhador das Folhas de Carvalho para a Cruz do Cavaleiro, Korvettenkapitän Georg Lassen.

Nascido em Berlim, Lassen juntou-se à Kriegsmarine como cadete em 25 de setembro de 1935. Em outubro de 1937, iniciou treinamento embarcado a bordo do cruzador KMS Leipzig, e foi comissionado Leutnant zur See em 1 de abril de 1938. No dia 3 de abril de 1939, ele iniciou seu treinamento na força de submarinos, sendo promovido a Oberleutnant zur Zee em outubro daquele ano, e recebendo o posto de oficial de observação do U-29, sob comando do Kapitänleutnant Otto Schuhart.

Saindo em patrulha no primeiro dia da Segunda Guerra Mundial, o U-29 já havia afundado três navios ingleses em seis dias, quando, na noite de 17 de setembro de 1939, o submarino encontrou o porta-aviões britânico HMS Courageous na costa da Irlanda. Após duas horas de perseguição, o U-29 lançou três torpedos contra a embarcação, sendo que dois atingiram o alvo. Inclinando-se imediatamente, o Courageous afundou em 20 minutos, levando consigo 519 tripulantes. Atacado furiosamente em seguida pelos quatro destroieres de escolta, o U-29 conseguiu escapar. Em 3 de janeiro de 1941, Lassen assumiu o comando do submarino, quando este foi transformado em barco de instrução. Ele somente assumiria um barco de combate ao tornar-se comandante do novo U-160 (Tipo IXC) em 16 de outubro de 1941.

Partindo para sua primeira patrulha no comando em 1 de março de 1942, Lassen imediatamente mostrou-se o submarinista brilhante que era: na costa leste norte-americana ele afundou seis navios em duas semanas, totalizando 43.560 toneladas. Zarpando em 20 de junho para sua segunda patrulha, desta vez em águas caribenhas, ele afundou rapidamente mais seis navios e danificou outro, num total de 35.442 toneladas. Já no trajeto de volta ao porto, no dia 10 de agosto, ele foi notificado pelo rádio que havia sido condecorado com a Cruz do Cavaleiro da Cruz de Ferro, por seu imenso e veloz sucesso no mar. Ao desembarcar em Lorient, na França, recebeu a merecida licença e a promoção a Kapitänleutnant. Em sua terceira patrulha, mais uma vez no Caribe, Lassen levou ao fundo mais 8 navios, totalizando 51.062 toneladas, mas um sucesso ainda maior o esperava em sua quarta e última patrulha.

Desta vez, Lassen conduziu o U-160, partindo em 6 de janeiro de 1943, para o Oceano Índico, entre a África do Sul e Madagascar. Nesta patrulha, o submarino afundou 7 navios - danificando outros dois - num total afundado de 60.429 toneladas de arqueação. Lassen aportou em Bordeaux em 10 de maio, recebendo de imediato as Folhas de Carvalho para sua Cruz do Cavaleiro, por seu impressionante recorde de 26 navios afundados, totalizando 156.082 toneladas, em 4 patrulhas, que somaram 328 dias no mar. Este total colocou Georg Lassen no 10º lugar da lista dos mais bem-sucedidos comandantes de submarino da história.

Lassen foi em seguida transferido para um posto em terra, tornando-se instrutor de táticas e comandante da companhia de oficiais da 1ª Divisão de Treinamento em Submarinos. No dia 1 de abril de 1945, ele foi promovido a Korvettenkapitän.

Após a guerra, Lassen tornou-se representante comercial de grandes empresas, fazendo-se um bem-sucedido empresário. Ele sobreviveu a um sério acidente de carro, no qual perdeu o braço esquerdo, mas nunca reclamou e aprendeu a viver desta maneira. Após aposentar-se, Lassen mudou-se para um luxuoso asilo na ilha de Mallorca, na Espanha. "Como marinheiro, preciso do horizonte", dizia ele, observando o Mediterrâneo de sua sacada. Orgulhoso de seu período na Kriegsmarine, Lassen conservou até seu último dia na parede do quarto uma foto do Grossadmiral Karl Dönitz, com uma dedicatória do almirante para ele.

Suas cinzas foram espalhadas pela baía de Santa Ponça, juntamente com as de sua esposa. Com sua morte, restam somente 15 ganhadores das Folhas de Carvalho ainda vivos.

Lassen (de quepe branco) sendo recebido após uma de suas bem-sucedidas patrulhas.

Korvettenkapitän Georg Lassen em maio de 2009.

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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

"Iron Sky" será lançado no próximo mês


Isso aí amigos, "Iron Sky" está finalmente pronto! O filme independente finlandês sobre nazistas na Lua, cuja produção se arrastou pelos últimos três anos, vai estrear no Festival de Cinema de Berlim no próximo dia 11 de fevereiro. E devo dizer que (pelo menos pelo trailer final abaixo) o resultado superou as expectativas! Boa ambientação, humor e efeitos especiais que não parecem vir de uma produção sustentada por doações.

Uma trama tão absurda que não tem como não ser divertida! Confiram:


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