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terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Segundo volume de "Jambocks" será lançado em breve



Meu amigo Celso Menezes, roteirista da graphic novel "Jambocks", está concluindo o segundo volume da saga, "Jambocks 2 - Defendendo o Canal do Panamá", e já liberou algumas artes preliminares pra ir dando o gostinho.

Desta vez, a trama prossegue para Aguadulce, Panamá, onde os pilotos brasileiros do Senta a Pua iniciaram o treinamento de caça junto à USAAF, ficando paralelamente responsáveis pela proteção do Canal.

Pra quem ainda não conferiu o primeiro volume, fica minha dica: é DEZ!

Confiram abaixo alguns rascunhos do desenhista Felipe Massafera:




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sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Nota de Falecimento: Viktor Vitali


Viktor Vitali
(03/04/1920 - 16/01/2012)

Faleceu no último dia 16 de janeiro em Viena, na Áustria, de causas naturais aos 91 anos de idade, o ganhador da Cruz do Cavaleiro, Oberleutnant Viktor Vitali.

Nascido em Viena, Viktor era filho de um oficial da artilharia do antigo exército do Império Austro-Húngaro. Após terminar seus estudos, ele assumiu o negócio da família, mas em 20 de junho de 1940 voluntariou-se para a Luftwaffe, sendo enviado para treinamento com a artilharia antiaérea (flak). Ao concluir o treinamento, foi designado para o 19º Batalhão de Flak em Gotha.

Em junho de 1941, Vitali foi selecionado para o curso de oficiais da reserva, sendo comissionado Leutnant em julho de 1942. Em 1943, ele voluntariou-se para ingresso no corpo de paraquedistas, realizando o curso na escola de Pont a Mousson, na França. Após concluir o treinamento, foi feito ajudante do estado-maior da 1ª Divisão Fallschirmjäger na Itália, em 20 de maio de 1944. Neste período, os alemães haviam acabado de recuar da linha de Monte Cassino, realizando uma série de batalhas de retardamento até atingir as posições fortificadas da Linha Gótica, nos Apeninos. Vitali assumiu o comando da 5ª Companhia do 4º Regimento Fallschirmjäger em 20 de julho, mostrando-se um combatente extremamente aguerrido e hábil, ganhando as duas classes da Cruz de Ferro. Enfrentando unidades polonesas do 8º Exército Britânico pela Colina 131 próxima a Santerno, ele mostrou-se um líder de primeira classe, sendo ferido em ação em setembro.

Quando iniciou-se a Ofensiva da Primavera em abril de 1945, o 1º Corpo Fallschirmjäger, na costa do Adriático, teve que recuar face ao avanço do 8º Exército, lutando em Bolonha e durante toda a travessia do Vale do Pó. Vitali, que comandava um grupo de combate composto pela 5ª e 6ª Companhias, bateu-se contra as pontas-de-lança inglesas, atrasando seu avanço e permitindo que muitas unidades alemãs escapassem para os Alpes. Promovido a Oberleutnant em 25 de abril, Viktor Vitali foi condecorado com a Cruz do Cavaleiro da Cruz de Ferro em 30 de abril de 1945, pelo comandante do 1º Corpo, General der Fallschirmtruppe Richard Heidrich, por sua brava e capaz liderança na contenção do avanço britânico.

Ferido mais uma vez, Vitali foi capturado no hospital de Merano, próximo à fronteira austríaca. Liberado em 13 de março de 1946, ele retornou para Viena e iniciou uma representação austríaca de produtos siderúrgicos alemães, tornando-se um bem-sucedido empresário.

Um dos últimos ganhadores austríacos da Cruz do Cavaleiro, Viktor Vitali deixa esposa, 4 filhos, 7 netos e 3 bisnetos.

Correspondi-me com Viktor em 2009, uma pessoa muito agradável e um dos mais reservados ganhadores da Cruz do Cavaleiro. Um amigo do exército austríaco visitou-o em 2010 e trouxe-me fotos autografadas por ele - além de outra foto onde Viktor manda um "alô" para mim; foto muito especial que compartilho com vocês hoje.

Descanse em paz Viktor!

A foto "Alô Júlio", tirada durante uma visita de um amigo a Viktor em janeiro de 2010.

Viktor Vitali com todas as suas condecorações, no encontro de paraquedistas austríacos em maio de 2007.

Meus agradecimentos aos amigos Richard Schmidt e Franz Kerschbaum pela ajuda!
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quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Máscara mortuária de Stalin vai a leilão



Ele foi um dos mais brutais ditadores da história, responsável pela morte de milhões de pessoas. Mas apesar de sua tenebrosa reputação, apareceu a oportunidade de alguém ter a face de Josef Stalin na sala de estar de casa.

A máscara mortuária do antigo líder da União Soviética será leiloada esta semana.

A máscara de bronze foi feita de um molde do rosto e das mãos do líder comunista, tirado logo após seu último suspiro. Acredita-se que seja uma das duas únicas cópias que existem no ocidente – a outra está guardada em uma coleção privada em Londres.

Máscaras mortuárias são feitas das faces dos mortos pouco depois do óbito, preservando seus últimos momentos serenos para sempre, e estão mais comumente associadas a grandes artistas ou compositores.

No entanto, Stalin foi preservado num molde antes de seu corpo ser embalsamado, pronto para ser exibido por quase uma década.

O leiloeiro Richard Westwood-Brooks disse que a as peças de bronze são incrivelmente raras. “Há somente nove máscaras originais, todas na Rússia”, disse ele. “Somente em 1990 um ocidental pôde ver uma delas”.

Esta foi feita a partir de uma máscara original, e há somente duas no ocidente. Esta é uma chance única, é o mais próximo que alguém pode chegar de ter Stalin na sala de estar”.

A máscara mostra-o calmo e sereno. Essas máscaras são uma tradição antiga, que surgiu na Grécia e no Egito, para gerar uma lembrança da última face da pessoa. Normalmente estão associadas a artistas. Somente Stalin e Napoleão, em matéria de grandes líderes, têm uma. Nem Churchill teve uma”.

O reinado de terror de Stalin terminou em 1952, quando ele sofreu uma série de ataques cardíacos no Kremlin, em Moscou. Seu corpo foi embalsamado e colocado em exibição ao lado de Lenin no mausoléu, sendo removido de lá em 1961 como parte do processo de “desestalinização” da URSS.

Fonte: Daily Mail, 23 de janeiro de 2012.



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quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

90 Anos do Cel Amerino Raposo Filho


20 de janeiro de 2012 - uma data festiva para os Veteranos da FEB. No Rio de Janeiro o Cel Amerino Raposo Filho comemora seus 90 anos cercado das manifestações de carinho da família e de tantos companheiros, mesmo os distantes, reunidos numa corrente invisível para saudá-lo com votos de muita saúde e realizações.

Ele que continua lutando pela causa FEBiana, como vemos nas fotos recentes na Casa da FEB, onde realizou em dezembro de 2011 magnífica e informativa palestra entretendo os presentes por duas horas, descrevendo suas vivências com riqueza de detalhes somente possível por quem viveu aquela época, como a recepção aos brasileiros ao longo da entrada de Bombiana, já ao final da guerra - saudados como os Liberatori.

O entao Ten Amerino foi o comandante da Linha de Fogo da 2a. Bateria do III GO 105, do Cap Walmicki Ericksen, que cumpriu a derradeira missão de combate da Artilharia Divisionária da FEB, disparando o último tiro na Itália, em apoio de fogo na região de Collechio/Fornovo ao cerco e rendição da 148ª Divisão de Infantaria alemã e da Divisão Bersagliere "Italia", evento este até hoje comemorado no atual aquartelamento do Grupo Bandeirante de Barueri-SP, a cada 29 de abril.

Atual VP do CEBRES, o Cel Amerino, da Turma de 1943 da Escola Militar do Realengo, foi voluntário para a FEB, possuindo 16 condecorações, inclusive a Cruz de Combate, e na FEB tirou o curso de Esquiador e Alpinista junto a Mountain School - 10th Mountain Division/Vth USA Army.

Parabéns, Cel AMERINO! Seus companheiros, amigos e admiradores da Casa da FEB saúdam efusivamente o Bravo Artilheiro da FEB, que nos campos da Itália honrou as gloriosas tradições de Caxias e Mallett!!!

Israel Blajberg
(CPOR/RJ, Artilharia 1965)
Diretor de RP – Casa da FEB




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terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Estônia planeja lei para honrar seus soldados da Waffen-SS



Embora ainda vaga em detalhes, a Estônia está novamente planejando honrar seus “soldados da liberdade” que serviram nas unidades estonianas da Waffen-SS durante a Segunda Guerra Mundial.

Iniciativas similares já ocorreram no passado – que os nacionalistas dizem objetivar prestar homenagem àqueles que enfrentaram o Exército Vermelho – mas falharam. Mas a nova legislação para honrar os membros estonianos da Waffen-SS está sendo elaborada, e espera-se que seja apresentada no Parlamento Nacional em março.

Na Alemanha, o projeto foi recebido com ultraje. Jornais esquerdistas de Berlim disseram que o projeto quer “beatificar a SS”.

Apesar de tal reflexo, é válido dar uma olhada na iniciativa estoniana – porque não é uma tentativa de justificar o assassinato em massa, mas sim uma moção compreensível no contexto histórico do pequeno estado báltico. Afinal, após 200 anos sob colonização czarista, a Estônia somente ganhou sua independência com o fim da Primeira Guerra Mundial. O país novamente mergulhou na influência russa – desta vez soviética – em 1939, e depois foi ocupado pelos alemães entre 1941 e 1944. Finalmente, foi integrado à União Soviética entre 1944 e 1991.

A Estônia e os outros países bálticos, Lituânia e Letônia, eram independentes há duas décadas quando alemães e soviéticos assinaram o Pacto de Não-Agressão em 1939 – que secretamente colocava os pequenos países na esfera de influência de Stalin.

Menos de um ano depois, o Exército Vermelho anexou os três países e “sovietizou-os” brutal e imediatamente. Dezenas de milhares de pessoas foram deslocadas, centenas torturadas e mortas. O movimento de libertação nacional da Estônia, que formou-se imediatamente após a anexação soviética, não tinha qualquer condição de fazer frente ao poderoso exército da URSS.

Então, em 22 de junho de 1941, a Alemanha atacou a União Soviética, e dentro de poucas semanas os soldados alemães expulsaram o Exército Vermelho da Estônia, ocupando-a. Inicialmente, os alemães foram recebidos como libertadores, até ficar claro que um governo de ocupação seria formado – sob tutela de Berlim – e chefiado pelo líder nacionalista Hjalmar Mäe.

Unidades policiais estonianas foram formadas em 1942 para atuar no combate anti-guerrilha, e logo foram agrupadas na Legião Estoniana da Waffen-SS – que rapidamente evoluiu para 3ª Brigada Voluntária-SS da Estônia. No começo de 1944, a unidade foi redesignada 20ª Divisão Voluntária-SS da Estônia. No mesmo ano, ainda foi renomeada para 20ª Divisão de Granadeiros-SS (1ª Estônia).

Empregada contra o Exército Vermelho, que avançava sobre o país, a unidade realizou feitos de grande bravura em ações retardatárias ao avanço soviético. Em outubro de 1944, tomou parte na defesa da Prússia Oriental e da Silésia, sempre evitando a captura, até capitular na Boêmia, no fim da guerra. Centenas de membros fugiram para o oeste, e muitos conseguiram emigrar para os Estados Unidos.

O argumento no qual se baseia a iniciativa de honrar os “soldados da liberdade” estonianos da Waffen-SS, apoiado principalmente por partidos nacionalistas da Estônia, é o de que eles lutaram para segurar o Exército Vermelho nos primeiros seis meses de 1944, quando este avançava sobre seu país. A lei será votada na capital, Tallinn, em março.

Fonte: World Crunch, 17 de janeiro de 2012.

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segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Nota de Falecimento: Julius Meimberg


Julius Meimberg
(11/01/1917 - 17/01/2012)

Faleceu no último dia 17 de janeiro em Berna, na Suíça, de causas naturais aos 95 anos de idade, o ás da Luftwaffe e ganhador da Cruz do Cavaleiro, Major Julius Meimberg.

Nascido em Münster, no noroeste alemão, Meimberg juntou-se à Luftwaffe em 1937, completando o treinamento e sendo designado para o Jagdgeschwader 2 "Richthofen" em dezembro de 1939. Participando logo do início dos combates sobre a França no verão de 1940, ele derrubou sua primeira vítima em 19 de maio: um Hawker Hurricane da RAF. No dia 3 de junho, um Curtiss P-36 Hawk francês seguiu-se.

Durante a Batalha da Inglaterra, Meimberg foi ala do ás Hans Hahn, e ele próprio tornou-se um ás após abater três Spitfires em setembro. Em 28 de novembro de 1940, ele foi um dos pilotos que testemunhou o desaparecimento do Kommodore do JG 2, Major Helmut Wick (maior ás alemão na época), em um combate sobre a Ilha de Wight. Após derrubar seu 14º inimigo em 24 de julho de 1941, ele foi atingido e fez um pouso forçado, sendo seriamente ferido e passando muitos meses em recuperação. Ao retornar em 1942, derrubou diversos Spitfires durante a ofensiva da RAF sobre a França naquele período, sendo agraciado com a Cruz Alemã em Ouro em 29 de outubro. Em dezembro, já comandante da 11ª Staffel, foi transferido para a Tunísia, onde continuou sua série de vitórias. Lá na África, foi transferido para o JG 53 "Pik-As" durante a passagem do ano, e derrubou seu primeiro bombardeiro quadrimotor, um Boeing B-17, em 1 de fevereiro de 1943. Com a derrocada na África, Meimberg foi removido para a Itália, antes de retornar para a França - já como comandante do II Grupo do JG 53.

Meimberg foi um dos comandantes da defesa aérea da Normandia antes e depois dos desembarques, e enfrentou sem interrupções a gigantesca (e sempre crescente) força de caças anglo-americanos. Em 29 de outubro de 1944, quando contava com 45 vitórias aéreas, Julius Meimberg foi condecorado com a Cruz do Cavaleiro da Cruz de Ferro, por sua carreira impecável de líder de caça. Ele ainda continuaria a derrubar mais inimigos, sendo ferido no dia 26 de dezembro e ficando de fora da Operação Bodenplatte. Ele derrubou seu último inimigo, um Spitfire, em 13 de abril de 1945, fechando o escore de 54 vitórias aéreas confirmadas (entre elas 20 Spitfires e 14 Thunderbolts - todas no front oeste) em 250 missões de combate.

Em 2008, o Major Meimberg lançou sua autobiografia "Feindberührung", um sucesso de vendas. Era também um ativo participante de encontros de aviadores.

Conheci Julius Meimberg no Encontro Internacional dos Aviadores (Fliegertreffen) em Friedrichroda, Alemanha, em outubro de 2009. Não tirei uma foto com aquele senhor pequenino, mas ele assinou fotografias e livros pra mim. Que descanse em paz!

Meimberg na escola de voo.

Julius Meimberg autografando livros em dezembro de 2011, pouco mais de um mês antes de falecer.

Messerschmitt Me 109E-3 "Weisse 1" de Julius Meimberg. IV./JG 2 "Richthofen", França, agosto de 1940.

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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Toca do Lobo disponível para aluguel na Polônia



A Polônia colocou a Toca do Lobo – o grande complexo de fortificações onde o líder alemão passou grande parte da guerra – para aluguel.

Qualquer um disposto a pagar a quantia anual de 140 mil dólares pode tomar posse do sítio de 13 hectares numa obscura floresta polonesa, que durante a guerra pertenceu à Prússia Oriental alemã.

De 1941 até o fim de 1944, a Toca do Lobo foi o nervo central da máquina de guerra alemã, devido à sua proximidade com o front leste.

O Departamento de Florestas da Polônia, dona do terreno, começou a procurar por um inquilino após um contrato de 20 anos expirar.

Hitler e seus colegas construíram gigantescos bunkers à prova de bombas no local, que também abrigava 2.000 funcionários de escritório e segurança.

Embora as forças alemãs em retirada tenham dinamitado a maioria das estruturas em novembro de 1944, seus restos destroçados continuam sendo uma grande atração turística, com cerca de 180 mil visitantes por ano.

Não há maneira de reconstruir os bunkers”, disse Zenon Piotrowicz, do Departamento de Florestas. “Estamos mais preocupados em tornar o local mais atrativo para os turistas, incluindo a renovação do hotel e do restaurante”.

A Toca do Lobo também foi o cenário da tentativa de assassinato contra Hitler em julho de 1944, quando uma bomba escondida numa valise pelo Coronel Claus von Stauffenberg explodiu ferindo Hitler seriamente.

A vida do Führer foi salva pelo fato ocasional da reunião ter sido realizada em uma sala de madeira ao invés do confinado bunker, e devido à valise ter sido removida de seu local original segundos antes da detonação.

Fonte: The Telegraph, 18 de janeiro de 2012.

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quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Veterano vence racismo e é condecorado 66 anos depois



O veterano da Marinha Americana, Carl E. Clark, de 95 anos de idade, recebeu finalmente, após 66 anos, uma medalha em honra a seus feitos heroicos em 3 de maio de 1945.

Durante a guerra, negros eram aceitos na Marinha somente como cozinheiros, mas quando os navios eram atacados, tomavam postos de combate como todos os outros tripulantes. A bordo do destroier USS Aaron Ward, nas proximidades de Okinawa, Clark viu-se atacado por um enxame de kamikazes, que atingiram o navio e iniciaram diversos incêndios. Lutando bravamente contra as chamas e recolhendo feridos, ele salvou centenas de vidas naquele dia.

Contudo, o racismo da Marinha Americana impediu-o de ser condecorado, ao contrário dos colegas brancos.

Somente agora, depois de uma espera de 66 anos, este erro histórico foi corrigido.

Fonte: ABC News, 17 de janeiro de 2012.


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quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Fuzileiro Naval reconta seu serviço no Teatro do Pacífico



Robert Nicks, 88, não ajudou a erguer a bandeira americana em Iwo Jima, mas estava lá – a cerca de 2,5 quilômetros ao norte do famoso local.

Aquele foi apenas um dos locais em que Nicks combateu durante seus quatros anos como fuzileiro naval durante a Segunda Guerra Mundial, e um dos dois locais nos quais foi ferido.

Ele alistou-se aos 18 anos em 1941. “Eles até me deixaram terminar o colegial”, lembra-se Nicks. Então, ele seguiu para o campo de treinamento de Parris Island, na Carolina do Sul, e uma série de outros campos, antes de ser embarcado para as Ilhas Marshall no Pacífico Sul.

Eu era metralhador na Companhia E, 2º Batalhão, 25º Regimento, 4ª Divisão de Fuzileiros”, disse Nick.

A guerra no Pacífico, lembrou-se ele, foi inteiramente diferente daquela lutada na Europa. As Ilhas Marshall eram um tipo de “caminho de pedras” e a missão deles era retomar o Pacífico, ilha por ilha, a caminho do Japão.

Ele foi ferido em Saipan. “Eu estava num navio-hospital, então voltamos para a linha de frente e passamos 14 dias em Iwo Jima. Eu fui ferido lá por uma bala e um estilhaço”, revelou.

Um incidente descrito por Nicks não chegou aos jornais: “Em 21 de maio de 1944, fomos ao Havaí para pegar suprimentos em Oahu. Às 15h, houve uma terrível explosão no LST que estava mais a frente do meu. Alguém estava carregando munição e deixou cair uma cápsula grande. Aquilo explodiu e levantou o LST fora da água. Eu corri para a proa do navio e vi pedaços de metal caindo – mas não era metal, eram pedaços de um corpo”.

Os navios restantes desviaram para poder escapar. “Perdemos 200 homens, mas conseguimos recompletar nosso grupo com umas tropas num centro de transferência no Havaí e deixamos as ilhas no calendário”, conta Nicks.

Os japoneses não souberam do incidente, mas Nicks disse: “A Rosa de Tóquio ficou sabendo quando estávamos na metade do caminho para Saipan, e disse que a 4ª Divisão estava destruída – que o que restava cabia numa cabine telefônica”.

Os japoneses foram, entretanto, pegos de surpresa por um efetivo completo de fuzileiros, lembrou-se.

Nicks tem suas medalhas montadas em um quadro na sua sala: dois Corações Púrpuras, uma Silver Star e uma Bronze Star. Uma grande cápsula de canhão, usada, está no canto da parede, lembrando-o de seu serviço militar.

Após a guerra, Nicks voltou à sua cidade natal de Mobile, Alabama. Ele trabalhou no ramo de construção civil, e depois teve uma carreira de 31 anos nos correios.

Recentemente, ele foi presenteado com um voo de honra para Washington DC. “Foi uma das melhores coisas que já aconteceram pra mim”, disse ele. “Eles nos tratam como reis por lá!

Fonte: Al.com, 16 de janeiro de 2012.

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terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Fotografias mostram a brutalidade da Batalha de Saipan



É uma batalha pouco conhecida que tirou muitas vidas americanas e japonesas durante a Segunda Guerra Mundial.

Mas agora, fotografias capturadas pelo fotógrafo da revista Life, Eugene Smith, mostram os horrores do dia-a-dia dos combates para os soldados americanos que enfrentaram forças nipônicas em Saipan, nas Ilhas Marianas, entre 15 de junho e 9 de julho de 1944.

Faces marcadas pelas dores de suas experiências, homens cansados da guerra, são mostrados transportando seus amigos feridos ou tirando civis japoneses de seus esconderijos.

As fotografias foram feitas durante a batalha que tirou a vida de 20 mil civis japoneses – muitos por suicídio – e quase 30 mil soldados japoneses na ilha. Dos 71 mil soldados americanos que desembarcaram em Saipan, 3.246 morreram, enquanto outros 13 mil foram feridos.

A batalha foi o ponto de virada do esforço americano contra as forças do Japão. A situação japonesa tornou-se tão desesperada que os comandantes pediram aos civis para tomar espadas de bambu e juntar-se à luta.

A destruição na ilha do Pacífico foi capturada nas fotografias da Life, com paisagens salpicadas de detritos de bombardeios e tiroteios.

Muitos dos homens nas imagens não têm face – suas costas para a câmera ou seus rostos obscurecidos – o que ressalta a marcante solidão e anonimato da vida na linha de frente.

Médicos cuidadosamente atendem camaradas feridos em pleno campo de batalha. Em uma fotografia, soldados mostram carinho similar por um cachorro ferido.

Smith também registrou o esforço de um fuzileiro naval americano para resgatar um bebê ferido encontrado debaixo de uma pedra numa caverna na qual soldados japoneses se escondiam.

Em outra foto, civis são mostrados saltando para a morte de penhascos: cerca de 1.000 deles se mataram dessa maneira, com medo da ocupação americana.

Fonte: Daily Mail, 15 de janeiro de 2012.


















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segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

De Havilland Mosquito próximo de voar na Nova Zelândia



Uma das mais desafiadoras restaurações de warbirds no mundo está cada vez mais próxima da conclusão.

A equipe da AvSpecs em Auckland, Nova Zelândia, está trabalhando num De Havilland Mosquito da Segunda Guerra Mundial já há quase oito anos, e no mês passado colocaram a aeronave para fora do hangar pela primeira vez. Os restauradores esperam que voe ainda este ano.

Warren Denholm, dono da empresa, procurou conter o entusiasmo sobre a conclusão do projeto: “Dizem que em coisas assim, quando você terminou 90%, ainda faltam 90% pra terminar”.

Mas nos próximos seis meses toda a fiação e checagens de sistema estarão completas, e o Mosquito irá para o trabalho de pintura que deverá tomar mais um mês. Após extensas checagens acontecerá o teste de voo, usando um piloto local.

Então, quem pode voar um Mosquito, já que não há nenhum voando?

Nossos pilotos locais fazem todos os nossos testes de voo”, explica Warren. “Estão entre os melhores do mundo e embora não tenham experiência específica no Mosquito, suas carreiras os tornam altamente qualificado”.

O dono da aeronave, o americano Jerry Yagen, que possui dezenas de warbirds em seu Military Aviation Museum, está feliz com o progresso da restauração e aguarda ansiosamente a entrega para sua coleção – que é a maior coleção privada de aeronaves das duas guerras mundiais em condições de voo.

Quando estiver voando, será o único Mosquito no mundo nessas condições. O plano é certificá-lo na Nova Zelândia antes de realizar um show no aeroporto de Ardmore, antes de entregá-lo ao proprietário. Será então necessário certificá-lo nos EUA antes que possa voar por lá.

Será uma oportunidade única para as pessoas verem este avião. Esperamos que aconteça no terceiro trimestre deste ano”.

Com o término de outro projeto da empresa, há agora mais pessoas trabalhando no Mosquito em tempo integral. “Foi para o primeiro lugar na fila. E nos próximos meses serão ligados os motores – este é nosso principal projeto agora”, disse Warren.

Fonte: The Aucklander, 11 de janeiro de 2012.


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sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Nota de Falecimento: Gevork Vartanian


Gevork Vartanian
(17/02/1924 - 10/01/2012)

Faleceu no último dia 10 de janeiro em Moscou, Rússia, de causas naturais aos 87 anos de idade, o Heroi da União Soviética, Coronel Gevork Andreevich Vartanian.

Nascido em Rostov-sobre-o-Don, no sul da URSS, Vartanian era filho de um espião soviético de origem armena, que trabalhava sob o disfarce de um rico comerciante em Teerã. Em 1940, sob orientação do pai, teve o primeiro contato com a escola de inteligência, e já no ano seguinte passou compor um grupo de jovens agentes soviéticos que buscavam espiões alemães na capital persa. Por percorrerem a cidade de bicicleta, ficaram conhecidos como "A Cavalaria Ligeira".

Até 1942, Vartanian já havia descoberto cerca de 400 agentes alemães em Teerã, todos feitos prisioneiros pelos soviéticos. Naquele mesmo ano, aos 18 anos de idade, conseguiu despercebido adentrar uma escola de espionagem secretamente montada pelos ingleses na cidade, que formaria espiões para trabalhar dentro da União Soviética. "Os ingleses continuaram a fazer coisas ruins contra nós, mesmo sendo nossos aliados. Preparam uma escola para treinar subversivos que trabalhariam dentro do nosso território. Estive nessa escola e recebi treinamento por seis meses - então sou grato à Inteligência Britânica", disse Vartanian. Contudo, seu grande momento só viria em 1943, com a Conferência de Teerã entre Churchill, Roosevelt e Stalin.

Realizada entre 28 de novembro e 1 de dezembro de 1943, a conferência que reuniu os Três Grandes foi descoberta previamente pela inteligência alemã, que preparou um plano para assassinar os líderes Aliados: a Operação Long Jump. Liderada pelo SS-Obersturmbannführer Otto Skorzeny, a operação começou com o lançamento de um grupo avançado de seis paraquedistas na cidade de Qom, a 40 quilômetros de Teerã. Contudo, um espião infiltrado no Exército Alemão passara informações sobre a operação a Vartanian, que já liderava seu próprio grupo de inteligência. Ele localizou o grupo alemão e os seguiu, enquanto aproximavam-se da capital. "Enquanto os acompanhávamos, descobrimos que estavam em contato com Berlim, e planejavam a chegada de um segundo grupo, maior e liderado pessoalmente por Skorzeny", lembrou-se. Pouco antes do grupo ser capturado, entretanto, um dos alemães conseguiu enviar uma mensagem dizendo "estamos sendo observados", e toda a operação foi cancelada. Os seis alemães foram capturados por Vartanian, e entregues a Moscou.

Após a guerra, Vartanian casou-se com Gohar Levonovna, também espiã soviética. Os dois trabalharam conjuntamente por mais de 30 anos para a inteligência da URSS, no Oriente Médio, Europa e Estados Unidos. O casal somente voltou à União Soviética em 1986, e Vartanian aposentou-se em 1992.

Em 28 de maio de 1984 o Presidium do Soviete Supremo condecorou o Coronel Gevork Vartanian com a Estrela Dourada de Heroi da União Soviética, por seus feitos durante a guerra - em especial pelo desmantelamento da Operação Long Jump - e no pós-guerra.

Vartanian foi o terceiro oficial de inteligência a receber o título de Heroi da URSS, após apenas Richard Sorge e Nikolai Kuznetsov.

Gevork Vartanian e sua esposa Gohar.

Entrevista com Gevork Vartanian, em 9 de maio de 2008:

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quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Mina alemã aparece em praia na Suécia



Especialistas em bombas da Marinha Sueca foram chamados para desarmar o que se acredita ser uma mina alemã da Segunda Guerra Mundial ainda ativa, que chegou à praia de Sundsvall, no norte da Suécia.

A mina foi descoberta na costa perto de Lörudden, ao sul de Sundsvall, uma área popular para o turismo de verão.

A polícia acredita que a mina foi levada à praia por uma tempestade de inverno, que atingiu a Suécia durante o período natalino de 2011.

Pode estar intacta e, portanto, representa um risco potencial de detonação”, disse o porta-voz das forças armadas, Philip Simon. Especialistas em bombas da Marinha Sueca examinaram a mina e concluíram que provavelmente contém explosivos ativos.

Eles acreditam que é uma mina de contato tipo EMA, usada pelos alemães durante a Segunda Guerra.

Após longo procedimento, os peritos decidiram explodir o artefato. Um perímetro de 1.200 metros foi estabelecido, e um helicóptero com sensor de calor sobrevoou a área para garantir que ninguém estivesse perto.

Esperava-se que a mina contivesse de 150 a 220 quilos de explosivos; contudo, a explosão revelou que não havia conteúdo no dispositivo.

Fonte: The Local, 10 de janeiro de 2012.

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quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Nota de Falecimento: Georg Störck


Georg Störck
(01/04/1917 - 20/12/2011)

Faleceu no dia 20 de dezembro de 2011 em Hanover, Alemanha, de causas naturais aos 94 anos de idade, o ganhador das Folhas de Carvalho para a Cruz do Cavaleiro, Hauptmann Georg Störck.

Nascido em Misdroy, na Pomerânia, Störck alistou-se no Exército Alemão em 1937, completando seu treinamento e sendo designado para o 39º Batalhão de Engenharia. Com esta unidade, participou da campanha polonesa em setembro de 1939. Promovido a Feldwebel no início de 1940, participou também da ofensiva contra a França, Holanda e Bélgica no verão daquele ano.

Após o fim dos combates de 1940, Störck foi selecionado para a escola de oficiais e, após cursá-la, foi comissionado Leutnant. Recebendo o comando de um pelotão de engenharia, ele participou da Operação Barbarossa desde o primeiro dia. Em agosto de 1941, ele liderou seu pelotão na captura de uma ponte vital sobre o rio Desna, na cidade de Novgorod-Seversk, ao norte da Ucrânia. A brava ação mediante fogo soviético do lado oriental do rio permitiu a continuação da ofensiva a partir daquela travessia. Por este feito, Störck foi condecorado com a Cruz do Cavaleiro da Cruz de Ferro em 22 de setembro daquele ano. Líder destemido, ele prosseguiu protagonizando ações de extrema coragem - inclusive destruindo dois tanques inimigos em combate corporal - até ser seriamente ferido em 1942. Störck passou por uma longa recuperação hospitalar e sessões de fisioterapia. Ao receber alta, e já promovido a Hauptmann, tornou-se comandante da 1ª Companhia do Batalhão de Escolta do Führer. Nesse período, conheceu Otto Ernst Remer, que teria atuação destacada durante o atentado de 20 de julho de 1944 contra a vida de Hitler.

De volta ao front no ínicio de 1945, Störck recebeu o comando de um batalhão de granadeiros panzer, atuando em sua região-natal da Pomerânia. Em fevereiro, durante a evacuação da população civil do leste da Alemanha, que fugia do avanço soviético, o Exército Vermelho cercou um grupo de soldados e civis nas cercanias de Arnswalde (atual Choszczno, na Polônia). Störck liderou uma força-tarefa que conseguiu romper o cerco inimigo e resgatar com sucesso cerca de 1.000 soldados e 7.000 civis. Remer, seu comandante divisional, recomendou-o para as Folhas de Carvalho em 2 de março. Contudo, com o caos do fim da guerra, o processo foi atrasado, e Störck somente recebeu suas Folhas de Carvalho para a Cruz do Cavaleiro no último dia da guerra na Europa, 9 de maio de 1945.

Residindo na Alemanha Oriental até a reunificação, Störck mudou-se rapidamente para Hanover após a queda do Muro de Berlim, onde passou seus últimos anos. Com sua morte, restam somente 16 ganhadores das Folhas de Carvalho ainda vivos.

O avanço soviético na Pomerânia em 1945 - com Arnswalde em destaque.

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terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Aluga-se bunker de submarinos da Segunda Guerra Mundial



Duas agências governamentais alemãs estão em conflito sobre o destino de um gigantesco bunker para submarinos na cidade portuária de Bremen, que deve ser alugado para uso comercial.

O bunker “Valentin”, de 426 metros de comprimento e 33 metros de altura, foi construído com mão-de-obra forçada de milhares de pessoas entre 1943 e 1945. O governo alemão quer agora alugar partes da estrutura para uso comercial.

Contudo, de acordo com Georg Skalecki, diretor do Escritório de Preservação de Monumentos Históricos, isso envolveria a destruição de paredes e cercas, danificando seriamente a fachada do prédio.

Não seríamos mais capazes de perceber a dimensão do trabalho total”, disse ele. “Você precisa de caminhar por todo o bunker para apreciar”.

O edifício foi utilizado como depósito pelas forças armadas alemãs até 2011. Quando seu controle foi passado para outra agência governamental, contudo, foi decidido alugar o hall central e também um prédio anexo de três andares. Skalecki impetrou judicialmente um pedido de paralisação dessas ações.

O governo alemão também está investindo 3,8 milhões de euros num memorial de exibição permanente no bunker Valentin. Espera-se que esteja terminado em 2015. O complexo foi aberto para turistas em maio de 2011.

Este, que é o segundo maior bunker da Segunda Guerra Mundial acima do solo na Europa, foi originalmente idealizado como um abrigo para construção de submarinos em Bremen, e teria se tornado a maior fábrica fortificada do mundo.

Mas em março de 1945, quando o bunker estava perto da conclusão – já tendo usado 1,2 milhões de toneladas de concreto e aço – bombas inglesas abriram grandes buracos nas paredes.

O teto de 4,5 metros de espessura ainda não havia sido reforçado o suficiente para aguentar as bombas, e a liderança nazista foi forçada a abandonar a construção. De qualquer maneira, nesse estágio da guerra a Alemanha não estava mais em condições de iniciar uma nova produção em massa de submarinos.

Fonte: The Local, 5 de janeiro de 2012.

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segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Nota de Falecimento: Virgínia Leite


Virgínia Leite
(1916 - 05/01/2012)

Faleceu no último dia 5 de janeiro em Curitiba, Paraná, de causas naturais aos 95 anos de idade, a enfermeira da FEB Tenente Virgínia Leite.

Nascida em Irati, na região centro-sul do Paraná, Virgínia trabalhava como professora quando o Brasil declarou guerra à Alemanha em 1942. Voluntariando-se para o esforço de guerra, ela fez um curso de enfermagem com a Cruz Vermelha, e tornou-se uma das sete paranaenses que embarcaram para a Itália como enfermeiras da Força Expedicionária Brasileira em 1944.

Já com 28 anos de idade, Virgínia foi alocada no 7º Hospital Geral de Livorno, onde atendeu soldados brasileiros feridos, como também soldados de diversas outras nações. "Quem chegava ferido era tratado do mesmo jeito. No hospital, não há inimigos. Nós cuidamos de muitos alemães", disse ela. Ela também trabalhou no 16º Hospital de Evacuação, em Pistoia, mais próximo da linha de frente. Apesar de nunca ter chegado à região dos combates, Virgínia experimentou vividamente a guerra: "Eu não via, mas escutava os aviões alemães passando por cima do hospital. Dava dor no estômago".

Com o fim da guerra em maio de 1945, Virgínia voltou ao Brasil. Sofrendo de depressão, ela mudou-se para Curitiba para procurar tratamento. Pouco depois, sofreu um sério acidente ao cair no fosso de um elevador, fraturando três vértebras e passando nove meses internada em recuperação. Por essa razão aposentou-se por invalidez com pouco mais de 30 anos de idade.

Virgínia viajou o Brasil recolhendo material da FEB para fundar a Legião Paranaense do Expedicionário (sendo diretora social da instituição por mais de 50 anos), ajudando mais tarde a fundar o próprio Museu do Expedicionário em Curitiba. Ela foi recentemente homenageada pelo governo do Paraná por sua atuação histórica a favor do Brasil.

Com sua morte, resta uma única enfermeira da FEB (das 73 originais) ainda viva: Dona Carlota Mello, residente em Belo Horizonte.

Dona Virgínia Leite.

Recordemos Dona Virgínia neste episódio "A FEB na Itália - As Heroinas da Guerra":

A Sala de Guerra saúda esta corajosa brasileira que cumpriu firmemente seu dever patriótico num momento crucial de nossa história.

Descanse em paz Dona Virgínia!
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quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Nota de Falecimento: Willi Noller


Willi Noller
(28/11/1919 - 26/12/2011)

Faleceu no dia 26 de dezembro de 2011 em Erlangen, Alemanha, de causas naturais aos 92 anos de idade, o ganhador da Cruz do Cavaleiro, Leutnant Wilhelm "Willi" Noller.

Nascido em Schwäbisch Hall, no sul da Alemanha, Noller juntou-se à Luftwaffe aos 19 anos de idade em 1939, treinando para ser piloto de bombardeiro. Após completar o treinamento, ele foi transferido para a 2ª Staffel do Stukageschwader 2 "Immelmann" em maio de 1942. Esta unidade estava envolvida nos combates na União Soviética.

Iniciando sua carreira operacional em 28 de junho de 1942, Noller logo se mostrou um piloto de extrema perícia e vitalidade, sendo condecorado com a Cruz Alemã em Ouro 13 de fevereiro de 1943, após uma série de bem-sucedidas missões sobre Stalingrado. Em 17 de abril, ele atingiu a marca de 500 missões, com um ataque contra posições do Exército Vermelho em Novorossiysk. No fim de 1943, ele já havia chegado à sua 800ª missão de combate. Noller tornou-se então um dos "ases do Stuka", fazendo parte daquele grupo de pilotos que tornaram exímios nos comandos do Junkers Ju 87. Em 16 de março de 1944, ele atingiu impressionante marca de 1000 missões operacionais realizadas, sendo agraciado nesse ponto culminante de sua bem-sucedida carreira, com a Cruz do Cavaleiro da Cruz de Ferro em 6 de abril.

Logo após a condecoração, Willi Noller realizou a transição para o Focke-Wulf Fw 190, tornando-se instrutor nessa aeronave. Ele foi comissionado Leutnant e retornou ao front junto à 7ª Staffel do Schlachtgeschwader 10 em fevereiro de 1945. Em ação sobre a Tchecoslováquia, ele foi ferido e enviado para um hospital em Praga, sendo feito prisioneiro pelos soviéticos em maio. Enquanto era transportado de trem para o cativeiro na URSS, Noller saltou do vagão em movimento, conseguindo fugir e retornar à Alemanha. Durante sua carreira na Luftwaffe, Willi Noller voou 1.058 missões operacionais, destruindo 86 tanques, 2 trens blindados, 2 navios, 5 pontes, diversos veículos e ainda obtendo 2 vitórias aéreas.

Noller era membro da Associação da Cruz do Cavaleiro (OdR) e participava frequentemente dos encontros até 2008, quando sua saúde decaiu.

Noller logo após sua condecoração com a Cruz do Cavaleiro.

Willi Noller no encontro da OdR em Bad Wimpfen, outubro de 2008.

Grato ao amigo Martin de Jong pela última foto.
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