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quinta-feira, 21 de junho de 2012

Memphis Belle recebe novos propulsores em restauração



A fuselagem prateada do Memphis Belle exibe as punições de seis meses de operações de combate na Europa durante a Segunda Guerra Mundial, bem como das décadas subseqüentes nas quais a natureza e os caçadores de souvenires cobraram seu preço.

A mais celebrada aeronave americana a emergir da guerra agora foi transportada para um hangar no sul de Ohio, onde passará por longa e cuidadosa restauração, de seu nariz de acrílico até as metralhadoras 12,7 mm na cauda.

E claro, cuidado especial será dado à garota de pernas longas em um biquíni azul que sedutoramente senta-se na inscrição Memphis Belle, bem como às marcações de 25 missões bem-sucedidas na Europa entre 1942 e 1943.

O bombardeiro Boeing B-17 eventualmente será exibido no Museu Nacional da Força Aérea Americana, na base aérea Wright-Patterson, perto de Dayton.

Neste meio-tempo, o público pode conferir o progresso da restauração enquanto os trabalhadores do museu realizam o processo de montagem da estrutura pelos próximos dois anos.

Todas as sextas-feiras, visitantes que se inscrevem pelo site do museu são conduzidos pelos hangares para um tour de três horas “pelos bastidores” do setor de restauração. Lá há um T-6 Texan, Fairchild C-82 e um Douglas A-1H Skyhawk em reparos.

Contudo, a estrela é sem dúvida o Memphis Belle, que foi o primeiro B-17 a completar as requeridas 25 missões para retornar aos EUA. Tendo chegado despedaçado ao museu em 2005, o avião começou a tomar forma no ano passado, quando as asas foram remontadas e o trem de pouso abaixado. Esta semana, recebeu novos propulsores – mas somente estará concluído em 2014.

O B-17F pilotado pelo então Tenente Robert Morgan ganhou seu famoso apelido antes de deixar os EUA. Morgan, que faleceu em 2004, disse que inspirou-se em sua namorada, uma garota de 19 anos de Memphis, Tennessee, chamada Margaret Polk. A arte pintada no nariz do bombardeiro foi uma cópia de uma garota pin-up criada pelo artista George Petty para a revista Esquire em 1941.

Fonte: Reading Eagle, 17 de junho de 2012.

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