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| Soldados irlandeses no Exército Britânico. |
Cerca de 4.500 irlandeses que foram considerados desertores
por terem se juntado ao esforço de guerra britânico contra a Alemanha na Segunda
Guerra Mundial serão perdoados, anunciou o governo da Irlanda esta semana.
O ministro da justiça irlandês Alan Shatter disse ao
parlamento que o governo perde perdão pela forma como estes homens foram
tratados durante a guerra. Eles haviam desertado das forças armadas irlandesas
numa época em que a Irlanda não se envolvia de forma alguma na luta contra o
Terceiro Reich.
Em agosto de 1945, o governo sumariamente dispensou soldados
que tinham desertado para o exército britânico e os desqualificou por sete anos
de exercerem qualquer tipo de emprego remunerado estatal.
Estima-se que cerca de 100 desses soldados ainda estejam
vivos.
Em seu pronunciamento no parlamento, Shatter disse que o
governo agora reconhece o valor e a importância de sua contribuição militar
para a vitória Aliada.
O ministro disse que o governo introduzirá uma legislação que
“garanta o perdão e a anistia àqueles que se ausentaram das forças armadas sem permissão
para lutar no lado Aliado”.
Durante a Segunda Guerra Mundial, as forças de defesa da
Irlanda tiveram aproximadamente 42.000 homens. No decurso da guerra, foi
estimado que mais de 7.000 membros desertaram. Desses, cerca de 2.500
retornaram às suas unidades ou foram apreendidos e julgados por um tribunal
militar.
Após a guerra, o governo de Eamon de Valera publicou uma
lista negra de todos os desertores. Após a morte de Hitler no bunker de Berlim,
De Valera entregou ao embaixador alemão em Dublin uma mensagem de condolências pela
morte do líder alemão.
O perdão estatal foi um grande alívio para as famílias daqueles
que já morreram, removendo o estigma que carregaram por mais de 70 anos. Também
é visto como mais um passo no melhoramento de relações entre Irlanda e Grã-Bretanha.
Fonte: The Guardian, 12 de junho de 2012.
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