Pessoal, segue aqui um relato do meu amigo Gilberto, que visitou o Museu da TAM em São Carlos - SP na última semana. Ainda não conheço este museu, mas pretendo ir lá em breve!
Alguns já me conhecem, porém outros não. Chamo-me
Gilberto Ziebarth Jr., aviador e entusiasta da história militar, principalmente da aviação militar. Gostaria de agradecer ao amigo Júlio César pela oportunidade de poder contribuir com um pouco de conhecimento para a
Sala de Guerra.
Neste mês de maio tive a oportunidade de fazer uma visita ao
Museu da TAM, lugar que reúne grandes clássicos da aviação. Lá pude ver aeronaves como o
Chance-Vought F4U Corsair,
Republic P-47D Thunderbolt,
Supermarine Spitfire Mk.IX e rever clássicos como o
Messerschmitt Me 109G-4 e o
Boeing Stearman.
Na entrada do museu, onde compramos os ingressos, o visitante encontra a réplica de um Messerschmitt Bf 109 utilizado pelo
Generalleutnant Adolf Galland, pendurada no teto. Bem perceptíveis, nota-se o emblema do Jagdgeschwader 26 “Schlageter” e o Mickey Mouse personalizado pelo ás alemão.
Com os ingressos comprados no guichê, passamos de um pequeno hangar para o hangar principal, onde os visitantes são recebidos em uma sala com um vídeo contando a história do museu. Saindo desta sala, entramos finalmente onde estão os aviões.
Tem-se uma visão de onde se avista grande parte do acervo, mas é impossível não reparar primeiramente no glorioso
Lockheed L-049 Constellation e seus quase 38 metros de envergadura. Este clássico da aviação comercial do imediato pós-guerra está perfeitamente restaurado à sua antiga forma, e impressiona pelos traços de design tão peculiares que faz desta aeronave algo reconhecível à primeira vista.
Seguindo pelo hangar, há a divisão entre aviões civis e militares, militares brasileiros e warbirds da Segunda Guerra Mundial. Um clássico que pude ver foi um
De Havilland DH.82 Tiger Moth nas cores da RAF, e aparentemente em plenas condições de voo! Logo do lado pode-se encontrar o
Cessna 140-A “Brasil” de
Ada Rogato, o avião em que Ada bateu o recorde mundial de voo solo, percorrendo 51.064 quilômetros entre e a Terra do Fogo e o Alasca, em apenas 326 horas em abril de 1951.
Seguindo nosso passeio, em direção à ala de aviação militar, encontramos um Aermacchi MB-326, mais conhecido aqui como
Embraer AT-26 Xavante. Ao seu lado, um
Dassault Mirage III, curiosamente o que o tricampeão da Formula 1 Ayrton Senna voou no dia 21 de Março de 1989.
Passando pela seção de aviação militar brasileira, podemos encontrar um
De Havilland C-115 Buffalo, um
Grumann P-16E Tracker da Aviação Naval, além de um
Lockheed TF-33 Shooting Star e um
Gloster Meteor F-8. Logo do lado, entramos na seção de warbirds, ou aviões de guerra.
O primeiro que encontramos é um belíssimo Supermarine Spitfire Mk.IX, que no
Dia-D esteve presente nos céus da Normandia. Ao lado podemos encontrar o pai da aviação de caça brasileira, o Republic P-47D Thunderbolt, o mais pesado, mais caro e maior caça da história da aviação a ser equipado com um único motor a pistão. O exemplar que encontra-se no museu da TAM foi pintado em homenagem ao Tenente-Aviador Fernando Corrêa Rocha.
E compondo a frota de warbirds, o lendário Messerschmitt Bf 109G-4 Trop, que está pintado nas cores do
Hauptmann Hans- Joachim Marseille, que voou no norte da África junto do Jagdgeschwader 27.
Por último e não menos importante, pelo contrário, um dos aviões que mais chama atenção no museu, é o Chance-Vought F4U Corsair, que é o exemplar mais antigo ainda em condições de voo no mundo. Na sua lateral pode-se ver pintado
4 bandeiras do Império do Sol Nascente, o que demonstra que este exemplar em especifico derrubou 4 aviões japoneses em combate.
Saindo da seção de aviões da Segunda Guerra, podemos ver um dos aviões mais curiosos do museu, o
Savoia Marchetti S.55 “Jahú”, que é o último exemplar do modelo no mundo. Este avião em particular fez a primeira travessia do Atlântico sem escalas, no dia 28 de Abril de 1927, sob comando de
João Ribeiro de Barros.
E por último, não pude deixar de mencionar um dos maiores clássicos de todos os tempos, um avião que muitos aviadores voaram, e modelo que ainda continua voando, que é o
Piper Cub J-3. Com seus cilindros para fora da carenagem do motor – combinado com sua cor amarela – ele exala originalidade.
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