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quarta-feira, 9 de maio de 2012

Nota de Falecimento: Rufina Gasheva


Rufina Gasheva
(14/10/1921 - 01/05/2012)

Faleceu no último dia 1 de maio em Moscou, Rússia, de causas naturais aos 90 anos de idade, a Heroina da União Soviética, Major Rufina Sergeyevna Gasheva.

Nascida no vilarejo de Verhnechusovskie, na província de Perm, Gasheva era filha de um professor. Em 1922 sua família mudou-se para a região de Gorky, mas no ano seguinte, com a morte do pai, ela foi com a mãe para os Urais. Em 1930 sua mãe levou-a para a capital, onde mais tarde ela ingressou na Universidade Federal de Moscou, estudando mecânica e matemática. Com a invasão alemã da União Soviética, Gasheva ingressou na Força Aérea Vermelha em outubro de 1941, sendo enviada para treinamento de navegação aérea noturna em Engels. Concluindo o treinamento em março de 1942, ela foi enviada para a linha de frente.

Gasheva foi designada para o 46º Regimento Aéreo de Bombardeiro Noturno da Guarda, unidade feminina conhecida pelos alemães como "As Bruxas da Noite". Voando lentos biplanos Polikarpov Po-2, Gasheva mostrou rapidamente um notado talento para a navegação noturna, montando uma bem-sucedida parceria com a piloto Capitão Olga Sanfirova. As missões quase sempre eram de bombardeio de concentrações de tropas alemãs, então as aviadoras constantemente entravam no alcance da artilharia antiaérea inimiga.

Em maio de 1943, quando voava uma missão na região de Kuban, no sul da URSS, sua aeronave recebeu pesado fogo antiáereo e foi ao chão. Ela recordou: "À noite, é difícil direcionar-se no solo, mas, fomos resgatadas... por sapos! O terreno era plano, e não havia lugar para se esconder. Os alemães tinham avistado nossa queda, e começaram a abrir fogo contra nós. Onde se esconder? De repente, ouvimos o coachar de sapos da primavera - havia um pântano ali! Nossa salvação! Nos escondemos lá por dois dias. Desde então, este tem sido um som reconfortante para mim: o coachar dos sapos".

Durante a Operação Bagration ela bombardeou concentrações de tropas alemãs em Pron, Dnieper, Mogilev, Minsk e Grodno, com grande sucesso. Tendo participado da liberação do norte do Cáucaso, Kuban, Crimeia, Bielorrússia, Polônia e das batalhas na Alemanha, ela atingiu a marca de 823 missões de combate no fim de 1944, inflingindo grande dano ao inimigo em campo. Desta forma, em 23 de fevereiro de 1945 o Presidium do Soviete Supremo concedeu à Tenente-Sênior Rufina Gasheva a Estrela Dourada de Heroina da União Soviética.

Após a guerra, Gasheva graduou-se no Instituto Militar de Línguas Estrangeiras em 1952, tornando-se professora de inglês na Academia Militar de Blindados. Ela passou para a reserva em 1956 na patente de Major. Depois disso, ela ainda trabalhou como editora-chefe de publicações do Ministério da Defesa da União Soviética, aposentando-se definitivamente em 1972.

Meus agradecimentos ao amigo Anto Sepp pela dica!

Rufina Gasheva e Natalia Meklin, com os biplanos Po-2.
Cinco Heroinas da União Soviética reunidas (da esq. para dir.): Rufina Gasheva, Laura Rozanova, Marina Chechneva, Valentina Tereshkova (primeira mulher cosmonauta) e Natalia Meklin.

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