Ele tem 87 anos de idade, um dos olhos quase fechado, e usa
um broche da bandeira americana na lapela do paletó. Seu sotaque é forte, seu
humor é sarcástico e sua mensagem é clara.
O SS-Untersturmführer Werner Langer lutou pela Alemanha na
Segunda Guerra Mundial. Nesta semana, durante uma aula de história na escola
católica Santa Margarita, em San Juan Capistrano, Califórnia, ele lutou contra
um estereótipo.
Ele não era exatamente o que os alunos esperavam de um
ex-membro da Juventude Hitlerista e da Waffen-SS – uma caricatura que eles
somente viram em filmes.
Assim, por quase uma hora inteira, Langer entreteu uma
classe do último ano na aula do Prof. Scott McIntosh, que dedica anualmente um
semestre à Guerra de Secessão e outro à Segunda Guerra Mundial.
Como oficial da Waffen-SS – que Langer comparou aos
Fuzileiros Navais – ele lutou contra os soviéticos, foi ferido por estilhaços
de um foguete e passou algum tempo como prisioneiro de guerra.
Ele recebeu sua cópia de Mein Kampf diretamente das mãos do
próprio Adolf Hitler, e estendeu sua mão para mostrar como cumprimentou o Führer
quando ainda era apenas um garoto, um pouco mais jovem do que sua plateia.
Esta é a segunda vez que Langer aparece na sala de aula. No
ano passado, ele participou de um bate-papo que incluiu o veterano americano da
Marinha Ernie Schimmer, dando aos estudantes uma oportunidade de ver antigos inimigos lado a lado.
Com uma hora inteira para si, Langer discorreu mais sobre
sua história pessoal, sua migração para o Canadá e depois para os EUA, sua conversão
para o cristianismo, e seu desdém pelo frio que ele passou a odiar no front
russo.
Ele descreveu como quase teve seu braço amputado, e abriu a
manga da camisa para mostrar sua cicatriz de guerra. “Sempre há alguém pior do
que você está”, disse.
Langer também discursou sobre a importância do voto, de ser
uma pessoa bem-informada, e de honrar a família. “Defenda sua fé e sua bandeira”,
ele disse, lembrando aos garotos da classe de removerem o chapéu da cabeça ao
ouvirem o hino nacional. “Isso é pelos homens que morreram por sua liberdade.
Nunca se esqueçam de seus veteranos”.
Langer é certamente um que eles não esquecerão tão cedo.
Fonte: San Juan Capistrano Patch, 15 de maio de 2012.
Assista trechos da palestra abaixo:
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Um comentário:
A Alemanha pagou o que devia e o que não devia (distribui cheques até hoje). Os comunistas estão todos aí, ricos e/ou eleitos, ninguém vai preso e ninguém é indenizado (salvo por dois casos: na Alemanha alguns guardas da DDR estão presos e na Romênia o ditador levou o que merecia).
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