Loading

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Capas de revistas alemãs da Segunda Guerra


O amigo Bruno Niederauer fez um verdadeiro apanhadoo de capas de revistas alemãs do Terceiro Reich, publicadas entre 1937 e 1944. Interessantes capas da Der Adler, Signal, Die Kriegsmarine e Die Wehrmacht, em alta resolução, podem ser encontradas no álbum. A coleção é completada por pôsteres de propaganda alemã, americana e inglesa.

Parabéns ao Bruno pelo trabalho!

Veja o álbum completo clicando aqui.





Comente aqui!

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Reencenação da libertação de Mons, na Bélgica


Mais de 2.000 pessoas se reuniram no último domingo (28/08) na cidade de Mons, na Bélgica, para reencenar a libertação da cidade em 1944, durante a Segunda Guerra Mundial. Mais de 100 tanques e outros veículos históricos encheram as ruas da cidade, vindos de coleções na Bélgica, França, Alemanha, Holanda e Suíça.

É impressionante a escala dos eventos de reencenação na Europa! Nós aqui ainda temos uma longa estrada pela frente!





Comente aqui!

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Natal: Encruzilhada do Mundo


A produção nacional surpreende cada vez mais! Muito bom notar que estamos finalmente atinando quando o assunto é a preservação da nossa história na Segunda Guerra Mundial! Desta vez foi o pessoal da Fundação Rampa, de Natal-RN, que produziu um belo documentário sobre a importância da cidade para a aviação mundial nas décadas de 1930 e 1940: "Natal: Encruzilhada do Mundo".

No filme, a história da aviação se divide em duas fases:

A primeira quando Natal era a encruzilhada do mundo para todos os aviadores que desejavam chegar à América através do oceano Atlântico ou necessitavam acessar o sul do continente pela costa oriental. Nesta fase, passam pela cidade franceses, alemães, italianos e americanos, entre os pilotos alguns nomes famosos como Charles Lindbergh, Amelia Earhart, Pinto Martins, Marquês De Pinedo, Carlo Del Prete, Arturo Ferrarin, Italo Balbo, entre outros.

Na segunda e última fase, os depoimentos mostram que a encruzilhada do mundo estava fechada aos americanos e seus aliados, em decorrência da Segunda Guerra Mundial, quando Natal recebeu a maior base militar aérea norte-americana fora dos Estados Unidos, denominada Parnamirim Field e, posteriormente, “Trampolim da Vitória”.





Clicando aqui, você pode fazer o download do documentário todo.
Comente aqui!

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

O terrível legado da ocupação das cidades atômicas



A ocupação militar de Hiroshima e Nagasaki, iniciada poucas semanas após os bombardeios atômicos às duas cidades, ainda é um assunto pouco discutido nos EUA, e veremos por que.

As primeiras tropas americanas desembarcaram em Yokohama, perto de Tóquio, em 28 de agosto de 1945, com 15 mil soldados seguindo em poucos dias, sob a direção do General Douglas MacArthur. Também chegaram rapidamente elementos do US Strategic Bombing Survey, uma organização criada pelo Exército em novembro de 1944 para estudar os efeitos das campanhas aéreas contra a Alemanha e Japão (os filmes que eles fizeram ficaram lacrados por décadas).

Os japoneses se renderam oficialmente a bordo do couraçado USS Missouri em 2 de setembro. Nesse ponto, o público americano tinha pouco conhecimento das condições nas cidades-alvos atômicos – que ficavam bem ao sul e oeste de Tóquio – além das alegações japonesas de que uma misteriosa e mortal praga estava atacando muitos dos sobreviventes das explosões (alegações que eram tidas como propaganda inimiga). Nenhum ocidental havia chegado a Hiroshima e nenhuma fotografia tinha sido publicada. Os primeiros americanos só chegaram à cidade em 3 de setembro. George Weller, primeiro americano a chegar a Nagasaki, descobriu que todos os seus relatórios haviam sido censurados pelo escritório de MacArthur em Tóquio.

Em 8 de setembro, o General Thomas Ferrell chegou à Hiroshima com um radiologista e dois médicos de Los Alamos. Havia urgência. Deveriam descobrir se era seguro enviar soldados americanos às cidades. Três dias depois, Ferrell anunciou que “nenhum tipo de gás venenoso foi lançado” em Hiroshima. A vegetação já crescia lá.

O primeiro grande grupo de soldados americanos chegou a Nagasaki em 23 de setembro, e em Hiroshima duas semanas depois. Eram parte da força de ocupação de 240 mil homens que ocuparam as ilhas de Honshu e Kyushu. A maioria desembarcou em Nagasaki, pois seu porto não estava minado. A 2ª Divisão de Fuzileiros Navais ocupou a cidade, e as 24ª e 41ª Divisões do Exército ocuparam Hiroshima.

A maioria das tropas em Hiroshima ficou acampada nos limites da cidade, mas em Nagasaki grande parte dos acampamentos foi feito no centro, perto do ponto zero. Soldados se envolveram em operações de limpeza (e retirada de corpos) sem a utilização de equipamentos protetores, e até mesmo dormiram no chão.

Entramos em Nagasaki despreparados... Realmente, não tínhamos a menor ideia do que aquela bomba era”, lembrou-se um soldado. “Droga, bebemos aquela água, respiramos aquele ar, vivemos naqueles destroços. Fizemos nosso trabalho”.

Sam Scione, fuzileiro veterano de Guadalcanal, Tarawa e Okinawa, agora recém-chegado a Nagasaki, lembrou-se: “Nunca nos ensinaram sobre radiação e os efeitos que ela podia ter em nós. Fomos ao ponto zero diversas vezes e nunca nos disseram para não ir lá”. Um ano depois, ele voltou aos EUA. Seu cabelo começou a cair e seu corpo ficou cheio de manchas. Ele sofreu uma série de enfermidades, mas nunca conseguiu do governo um auxílio de ferido em combate.

A força de ocupação de Nagasaki chegou a 27 mil e a de Hiroshima foi a 40 mil – incluindo muitos médicos e enfermeiras militares. Alguns permaneceram por meses.

Quando os soldados voltaram para casa, muitos sofreram com estranhas feridas e manchas. Anos depois, alguns foram afligidos com doenças como leucemia, problemas na tireóide, e câncer relacionado à exposição à radiação.

Nas décadas seguintes, milhares de outros “veteranos atômicos”, entre eles aqueles que participaram dos testes nucleares em Nevada e no Pacífico, apresentariam sintomas semelhantes aos daqueles que ocuparam Hiroshima e Nagasaki. Todos continuaram sem assistência governamental e sua situação de feridos em serviço nunca foi reconhecida pelo governo americano.

Fonte: The Nation, 19 de agosto de 2011.

Comente aqui!

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Meu Paraná - A FEB na Itália


O programa "Meu Paraná" da RPCTV de Curitiba, produziu uma extensa matéria sobre a participação brasileira na Segunda Guerra Mundial - "A FEB na Itália" - com foco nos pracinhas paranaenses e suas experiências, inclusive o Sargento Max Wolff Filho.

A produção passeou pela Itália refazendo o caminho da FEB, e encontrou-se com diversos italianos que encontraram-se com nossos soldados durante a guerra. Confesso: é emocionante mesmo ver o quanto os italianos gostam da FEB e dos brasileiros, e escutar deles próprios as histórias humanas e altruístas protagonizadas nossos combatentes.

Eu me emocionei muito, espero que vocês também:







Meus agradecimentos ao amigo André Cardoso pela dica!

Comente aqui!

terça-feira, 23 de agosto de 2011

100 anos do Marechal da URSS Sergei Sokolov



No último dia 1 de julho o Marechal da União Soviética Sergei Leonidovich Sokolov completou seu centenário de vida, e nós aqui da Sala de Guerra lhe damos os parabéns (um pouco atrasados) pelo seu 100º aniversário!

Sokolov é o primeiro dos Marechais da URSS a atingir o centenário, e quebrou o recorde de vida do Marechal Semyon Budionny (90 anos) em 2002. O que mais impressiona é que Sokolov chega aos seus 100 anos ainda muito bem das pernas, coisa de quem só se aposentou aos 80 anos de idade.

Ele nasceu na cidade de Yevpatoria, no então Império Russo, e entrou para o Exército Vermelho em 1932. Após concluir estudos na Escola de Tanques de Gorky, foi feito cadete de comandante de pelotão. Enviado para o extremo oriente, lutou contra os japoneses na Batalha do Lago Khasan em 1938. Após a invasão alemã da União Soviética, Sokolov tornou-se chefe de estado-maior de um regimento blindado. Ascendeu gradualmente a postos cada vez mais importantes, até tornar-se comandante das forças blindadas e mecanizadas do 32º Exército no Front da Carélia em 1944.

Foi comandante do Distrito Militar de Leningrado entre 1965 e 1984, e o Vice-Ministro da Defesa entre 1967 e 1984, sendo feito Marechal da União Soviética em 1978 e comandando as forças terrestres soviéticas durante a invasão do Afeganistão em 1980. Em 28 de abril daquele ano, ele foi condecorado com a Estrela Dourada de Heroi da União Soviética.

Coroando sua carreira, Sokolov foi elevado a Ministro da Defesa da União Soviética em 1984, mantendo o posto até 1987. Ele foi conselheiro do Ministério da Defesa até 1992, quando finalmente aposentou-se.

Em honra ao seu centenário, Sokolov foi recebido no Kremlin pelo presidente Dmitri Medvedev e honrado com comendas do estado. Sobre o atual estado das forças armadas russas no cenário global, o Marechal Sokolov disse: “Os jovens oficiais têm um novo desafio – aprender a trabalhar de novas formas, levando em conta as mudanças no estado e nas forças armadas. A nós, veteranos, muito agrada ver laços cada vez mais fortes entre as gerações, e o corpo de oficiais dando profissionalismo à nova Rússia. O serviço militar ganhará novamente o prestígio e importância que um dia teve”.

Feliz aniversário Marechal!

Marechal Sokolov (à dir) é congratulado pelo Marechal Dmitri Yazov (à esq) no dia do seu 100º aniversário.

Presidente Medvedev cumprimenta Sokolov em cerimônia oficial no Kremlin, 28 de julho de 2011.


Marechal Sokolov, Ministro da Defesa da URSS, abre o Desfile da Vitória em 1985.

Comente aqui!

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Nota de Falecimento: Charles Murray


Charles Murray
(26/09/1921 - 12/08/2011)

Faleceu no último dia 12 de agosto em Columbia, EUA, de insuficiência cardíaca congestiva aos 89 anos de idade, o ganhador da Medalha de Honra do Congresso, Coronel Charles Patrick Murray Jr.

Nascido em Baltimore, Maryland, Murray tornou-se escoteiro bem cedo, ascendendo a "Eagle Scout", o mais alto grau do escotismo norte-americano, em 1934. Após terminar seus estudos em 1938, ele entrou para a Universidade da Carolina do Sul para estudar Ciências Contábeis. Seu aprendizado, contudo, foi interrompido no terceiro ano, quando juntou-se ao Exército dos EUA.

Chegando ao nordeste da França em outubro de 1944 como comandante de pelotão do 30º Regimento da 3ª Divisão de Infantaria, o Primeiro-Tenente Murray rapidamente ganhou o comando da Companhia C devido ao alto número de baixas entre os oficiais em combate. No dia 16 de dezembro, sua companhia cruzou o rio Weiss, estabelecendo uma posição defensiva perto da vila de Kaysersberg. Avançando sorrateiramente sozinho, ele avistou um grupamento de 200 soldados alemães numa estrada a 150 metros, abrindo fogo contra uma posição americana próxima dali. Ele pediu suporte de artilharia, mas a salva errou o alvo; ao tentar corrigir a telemetria, o sinal do rádio foi perdido. Murray então apanhou um rifle M1 com lançador de granadas e, revelando sua posição, começou a disparar contra os alemães. Quando as granadas acabaram, ele tomou para si um rifle automático Browning e continuou a fuzilar o inimigo, matando 20 soldados e fazendo com que o restante recuasse. Ele destruiu um caminhão alemão que carregava três morteiros e fez com que a desordem se espalhasse entre os alemães em fuga, até que seus próprios soldados chegassem com um morteiro. Murray então direcionou o fogo de morteiro sobre o inimigo, e capturou 10 deles em seguida. Quando o 11º fingiu entregar-se e lançou-lhe uma granada, ele foi ferido com oito estilhaços em sua perna esquerda. Mesmo assim, Murray permaneceu de pé e recusou cuidados médicos até certificar-se de que a Companhia C tivesse estabelecido sua posição no campo.

Após tratamento, ele voltou ao comando em 28 de dezembro. Recomendado para Medalha de Honra do Congresso em março de 1945, Murray somente ficou sabendo da sua comenda através de uma carta da esposa, que recortara a notícia de um jornal. Ele recebeu a medalha numa cerimônia em Salzburg, com toda a 3ª Divisão de Infantaria, em 1 agosto de 1945, oito meses depois de suas ações. Voltando para os EUA em setembro, ele concluiu o curso superior em 1946 e voltou à Europa para quatro anos de serviço de ocupação, tornando-se oficial de inteligência em Salzburg. Além da Medalha de Honra, Murray também recebeu 3 Silver Stars, 2 Bronze Stars e o Coração Púrpura por sua atuação na Segunda Guerra Mundial.

Participando da Guerra da Coreia e do Vietnã, Murray aposentou-se como Coronel em 1973. Em seguida, trabalhou no Departamento Prisional da Carolina do Sul até aposentar-se definitivamente. Sobre sua ação em Kaysersberg, ele disse: "Eu não estava pensando, apenas reagindo, fazendo o que fui treinado para fazer". Murray deixa esposa, dois filhos e quatro netos.

Em visita aos EUA, o presidente da Indonésia Sukarno (à dir.) inspeciona tropas acompanhado do presidente Kennedy (à esq) e do Tenente-Coronel Charles Murray (centro), 24 de abril de 1961.

Coronel Charles Murray.


Comente aqui!

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Nota de Falecimento: Peter Kox


Peter Kox
(12/06/1921 - 12/08/2011)

Faleceu no último dia 12 de agosto na Alemanha, de causas naturais aos 90 anos de idade, o ganhador da Cruz do Cavaleiro, Oberfeldwebel Peter Kox.

Nascido em Hetzerath, na região da Renânia, Kox alistou-se aos 19 anos, em dezembro de 1940, e foi enviado para treinamento numa unidade antitanque em Herford. Ao concluir a fase de treinos, foi designado para o recém-criado batalhão antitanque da 69ª Divisão de Infantaria, postada na Noruega. Entre janeiro e março de 1942, frequentou a escola de sargentos em Ulven, e em março de 1943 chegou ao front no norte da União Soviética no comando de um canhão antitanque PaK 75mm.

Durante o ano de 1943, Kox esteve continuamente engajado no front de Leningrado contendo ataques soviéticos e ganhando as duas classes da Cruz de Ferro. Devido à sua brilhante atuação na destruição de blindados inimigos, ele recebeu o comando da 2ª Companhia do 169º Batalhão Antitanque, e promovido a Oberfelwebel em dezembro de 1944. Durante a gigantesca ofensiva blindada soviética em Königsberg, na Prússia Oriental, em janeiro de 1945, Kox viu-se engajado em pesados combates, sendo ferido seriamente em ação. Embarcado no navio-hospital Steuben em Pillau, ele desembarcou em Swinemünde, onde recebeu maiores cuidados e retornou ao front. Em 5 de abril de 1945, Peter Kox foi condecorado com a Cruz do Cavaleiro da Cruz de Ferro pela destruição de nada menos que 80 tanques soviéticos, dos quais 5 com utilizando o Panzerfaust. Lutando no front oeste, ele foi capturado pelos americanos em Rheinberg em 10 de abril, sendo liberado da prisão em julho do mesmo ano.

Tendo sido capturado pouco após sua condecoração, Kox somente recebeu a Cruz do Cavaleiro num encontro de veteranos de sua Companhia em 1954. A condecoração foi oficialmente reconhecida pelos Arquivos Nacionais da Alemanha em 14 de março de 1973.

Foto autografada por Peter Kox (à direita).

Meus agradecimentos ao amigo Philippe Bastin pela ajuda!

Comente aqui!

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Documentário: Victoria Cross for Valour


A Victoria Cross, maior condecoração britânica por bravura, foi entregue somente 182 vezes durante a Segunda Guerra Mundial. Ser condecorado com ela é o reconhecimento do cumprimento de uma ação do mais extremo grau de bravura, e a Sala de Guerra já falou sobre alguns desses homens, como: Tul Bahadur Pun, Edward Kenna, Eric Wilson, Ian Fraser, Lachhiman Gurung, etc.

O seguinte documentário, apresentado por Jeremy Clarkson, discorre sobre a raríssima Victoria Cross e seus ganhadores, focando no Major Robert Cain:







Comente aqui!

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Nota de Falecimento: Fredrik Jensen


Fredrik Jensen
(25/03/1921 - 31/07/2011)

Faleceu no último dia 31 de julho em Ystad, na Suécia, de causas naturais aos 90 anos de idade, o mais altamente condecorado soldado norueguês da Segunda Guerra Mundial, SS-Obersturmführer Fredrik Jensen.

Nascido em Oslo, Jensen era filho de um engenheiro mecânico altamente anti-comunista e membro do Partido Conservador, mas que simpatizava com as ideias sociais de Vidkun Quisling. Quando a Noruega foi ocupada, e Quisling subiu ao poder, Jensen foi para a Alemanha estudar ciências políticas. Quando iniciou-se a guerra contra a União Soviética, ele abandonou os estudos e alistou-se na Waffen-SS.

Como metralhador do Regimento "Der Führer", Jensen estava alocado numa unidade de vanguarda que liderou o avanço até Moscou, chegando a 15 km da capital russa. Lá, durante o inverno de 1941, recebeu dois tiros no pulmão, sendo evacuado para o hospital em Varsóvia. Após recuperar-se, foi enviado para a escola de oficiais da SS em Bad Tölz, entre junho e dezembro de 1942. Ao ser comissionado SS-Untersturmführer, ele passou a comandar a 7ª Companhia do 9º Regimento de Granadeiros Panzer-SS "Germania". Provando-se um líder corajoso e agressivo, ele ganhou as duas classes da Cruz de Ferro entre abril e julho de 1943, e somou mais de 40 dias de combates corpo a corpo contra soldados soviéticos. Promovido a SS-Obersturmführer em 30 de janeiro de 1944, ele foi mais uma vez seriamente ferido durante os combates em Varsóvia, e desta vez evacuado para a Noruega. Ao retornar, juntou-se aos combates com uma unidade de tanques da SS, sendo condecorado com a Cruz Alemã em Ouro em 7 de dezembro de 1944 (sendo o único norueguês a obter tal comenda). Em seguida, tornou-se instrutor numa escola de sargentos em Kreisheim. Quando os americanos cercaram o local, a escola foi ordenada a contra-atacar, e nos combates que se seguiram ele foi ferido pela quinta vez em 22 de abril de 1945. Jensen foi capturado na fronteira austríaca.

Ele passou dois anos em cativeiro Aliado, sendo por fim transferido para Dachau. De lá, Jensen empreendeu uma fuga e apresentou-se ao consulado norueguês em Hamburgo. Imediatamente preso, ele foi enviado para a Noruega onde foi condenado por traição e encarcerado por três meses, além de perder seus direitos civis por 10 anos. "Eu disse-lhes que poderiam ficar com eles para o resto da vida, pois não ficaria na Noruega", recordou Jensen, que emigrou para a Suécia ao ser solto, casando-se e montando uma bem-sucedida firma de maquinário de escritório. Ao aposentar-se, mudou-se para a Espanha.

Jensen permaneceu firme em suas posições por toda a vida: "Ainda acredito que Quisling tinha o melhor programa para a Noruega, e não me arrependo nem por um instante quando me alistei no serviço alemão para lutar contra a União Soviética. Conseguimos impedir que os comunistas tomassem toda a Europa, e fomos sujeitados a muita injustiça desde o fim da guerra", disse ele.

Fredrik Jensen.

Jensen com uma foto de sua condecoração com a Cruz de Ferro de 2ª Classe, em abril de 1943.

Meus agradecimentos ao amigo Richard Schmidt pela ajuda!

Comente aqui!

terça-feira, 16 de agosto de 2011

"Lili Marleen" no encontro da OdR em 2009


Enquanto fazia a pesquisa para escrever a nota de falecimento de Heinrich Südel, deparei-me com este vídeo que fiz quando participei pela primeira da reunião anual da Associação da Cruz do Cavaleiro (Ordensgemeinschaft der Ritterkreuzträger - OdR) em outubro de 2009.

Pude relembrar o velho guerreiro e sua serena personalidade, mais uma vez. E agora compartilho aqui com vocês este momento - que acredito ser o mais belo daquela primeira viagem que empreendi à Alemanha.

Já estávamos no fim da festa, e eu era o único brasileiro no salão (os outros já tinham se recolhido, acompanhando Martin Drewes). A orquestra que deu o tom da noite então iniciou os primeiros acordes daquela que talvez seja a mais marcante canção da Segunda Guerra Mundial: "Lili Marleen".

Uma canção alemã, mas verdadeiramente sem bandeira, visto que foi traduzida e cantada por todos os lados naquela guerra. Uma canção não fala de coragem ou vitórias, mas sim do amor de um soldado por sua namorada, e a saudade que sente dela. E essa orquestra executou a canção da forma mais linda que já escutei.

Para completar a cena, na mesa à minha direita, estavam os ganhadores da Cruz do Cavaleiro Günter Halm, Kurt Bischof e Heinrich Südel, com suas respectivas famílias, cantando a música juntos. Para mim, foi um momento especial.

E aqui está, numa última homenagem a Südel. Espero que gostem:


Comente aqui!

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Nota de Falecimento: Heinrich Südel


Heinrich Südel
(23/04/1920 - 12/08/2011)

Faleceu no último dia 12 de agosto em Rösrath, Alemanha, de causas naturais aos 91 anos de idade, o ganhador da Cruz do Cavaleiro, Oberleutnant Heinrich Südel.

Nascido em Wellspang, no noroeste da Alemanha, Südel ingressou na Luftwaffe em Potsdam em 1 de outubro de 1937, aos 17 anos de idade. No ano seguinte, fez um curso de operador de rádio e participou das operações de anexação da Áustria e Sudetos. Em janeiro de 1939, seguiu para a Espanha, onde testemunhou os últimos combates da Guerra Civil. Com o começo da Segunda Guerra Mundial em setembro de 1939, Südel não se envolveu na campanha polonesa, pois sua unidade estava postada no oeste, e ele realizou missões de lançamento de panfletos sobre a França no inverno 1939-40.

Com a invasão das potências ocidencias em maio de 1940, Südel viu-se transferido para o Kampfgeschwader 55, unidade com a qual permaneceria por toda a guerra. Voando como operador de rádio e posteriormente observador no Heinkel He 111, ele deu apoio às tropas terrestres alemãs desde a Linha Maginot até o Atlântico. Em seguida, durante a Batalha da Inglaterra, o KG 55 começou a cruzar o Canal da Mancha para atacar os portos e docas inglesas, de dia e noite. Em determinada missão, o He 111 de Südel foi seriamente danificado por um grupo de caças da RAF, mas o piloto conseguiu levar o avião até a França com apenas um motor, fazendo um pouso forçado na praia. Tendo completado 86 missões contra a Inglaterra, ele recebeu as duas classes da Cruz de Ferro, e foi comissionado Leutnant.

Em junho de 1941, integrado ao Luftlotte 4, o KG 55 iniciou operações na União Soviética, e lá Südel começou a enfrentar a temível artilharia antiaérea vermelha na Ucrânia e no Don. Entre 23 e 24 de agosto de 1942, Südel participou do esforço máximo do KG 55 contra Stalingrado, no pujante bombardeio que destruiu o centro da cidade. Por essas ações ele foi condecorado com a Cruz Alemã em Ouro em 8 de setembro. Ele ainda participou do desesperado esforço de suprimento aéreo do 6º Exército, agora cercado na cidade por tropas russas. Além de levar suprimentos, os He 111 evacuavam feridos de dentro do bolsão, operando até o limite em janeiro de 1943. Durante a Batalha de Kursk em julho de 1943, Südel esteve envolvido com o suporte direto à ofensiva, e quando a maré virou em favor dos soviéticos, continuou cobrindo a retirada do Exército Alemão.

Em 1944, com o término da produção do He 111 - como parte do programa de prioridade dos caças - o contingente humano do KG 55 foi debandado. Os pilotos receberam treinamento em Messerschmitts e Focke-Wulfs, enquanto o restante da tripulação foi transferida para divisões de infantaria da Luftwaffe. O Oberleutnant Südel acabou como oficial de observação do estado-maior da unidade, recebendo em 23 de abril de 1945 a Cruz do Cavaleiro da Cruz de Ferro por suas 384 missões de combate durante a guerra, na Espanha, França, Inglaterra, União Soviética, Polônia e Romênia.

Heinrich Südel era membro ativo da Associação da Cruz do Cavaleiro (OdR) e participava anualmente das reuniões de veteranos.

Conheci Heinrich Südel pessoalmente. Tive essa sorte. Há alguns dias me perguntaram se eu já tinha publicado uma nota de falecimento de um conhecido. Já sim. E com certeza é mais difícil e triste publicar esta última homenagem ao guerreiro, sabendo que, além disso, ele era uma pessoa muito alegre e participativa, e que não estará lá na próxima reunião. Foi um privilégio conhecer a pessoa humana que ia além soldado que conhecemos dos livros, e ele era dos melhores. Südel certamente fará falta.

Descanse em paz Sr. Südel!

Com Südel no encontro da OdR em Bad Honnef, outubro de 2009.

Com Heinrich Leuffert e Heinrich Südel em Kirchheim, outubro de 2010.

Meus agradecimentos ao amigo Richard Schmidt pela ajuda!

Comente aqui!

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Fotografias do "home front" americano em alta resolução


Em mais uma parte de sua retrospectiva fotográfica da Segunda Guerra Mundial em 20 partes, o jornalista Alan Taylor apresentou esta semana uma nova postagem, desta vez mostrando cenas do "front doméstico" norte-americano - 100% em cores e em alta resolução!

Bom, eu confesso que algumas fotos são de qualidade tão boa que nem parecem coisa original. Uma prova da superioridade do filme colorido Kodak norte-americano em relação ao Agfa alemão (que apresentava muita granulosidade).

Algumas amostras estão aí abaixo. Para ver o álbum completo, clique aqui: http://www.theatlantic.com/infocus/2011/08/world-war-ii-the-american-home-front-in-color/100122/






Comente aqui!

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Nota de Falecimento: Boleslaw Gladych


Boleslaw Gladych
(17/05/1918 - 12/07/2001)

Faleceu no último dia 12 de julho em Seattle, EUA, de causas naturais aos 93 anos de idade, o último ás polonês ainda vivo, Squadron Leader Boleslaw Gladych.

Nascido em Varsóvia, Gladych foi expulso de diversas escolas antes de escolher a carreira das armas e ingressar na Academia da Força Aérea Polonesa, graduando-se com as mais altas honras e sendo comissionado em 1 de setembro de 1939 - o dia da invasão alemã ao seu país. Ainda inexperiente para participar dos combates na linha de frente, ele foi responsável por evacuar um esquadrão de treinamento de PZL P.7s para a Romênia, ainda neutra. Lá, foi internado, mas escapou do campo de prisioneiros e conseguiu chegar à França.

Designado para o Groupe de Chasse I./145, equipado com o Caudron C.714 Cyclone, ele participou dos combates contra a Luftwaffe durante a invasão da França - antes de ser evacuado para a Inglaterra. Lá, apresentou-se à RAF e foi designado para o 303º Esquadrão (esquadrão polonês) em outubro de 1940. Suas primeiras vitórias vieram em uma missão em 23 de junho de 1941, quando voava um Spitfire II, sobre três Messerschmitt Me 109. Como consequência deste renhido combate, seu caça foi bastante danificado, e ele fez um pouso forçado, colidindo com um poste e fraturando a cabeça e a clavícula. Após recuperar-se, foi enviado para o 302º Esquadrão "Cidade de Poznan" em dezembro de 1942. No outono de 1943, Gladych perseguiu e disparou contra uma aeronave não-identificada, que surpreendentemente carregava o Primeiro-Ministro Winston Churchill. Como resultado, ele foi suspenso dos voos pelo comando da Força Aérea Polonesa.

Desesperado por voltar aos combates, em janeiro de 1944 Gladych acabou sendo contactado pelo Capitão Francis "Gabby" Gabresky, piloto americano de origem polonesa que comandava o 61º Esquadrão de Caça da USAAF. Durante o período, os americanos precisavam de instrutores para seus pilotos novatos, e Gabresky ofereceu este trabalho a Gladych. Imediatamente, ele e outros 4 poloneses aceitaram o trabalho, e não-oficialmente começaram a voar o P-47 Thunderbolt em missões operacionais. Gladych derrubou dois Me 109s em 21 de fevereiro de 1944. Batizando seu P-47 de "Pengie" (apelido de sua namorada canadense), ele continuou uma série de missões bem-sucedidas com a USAAF, conseguindo uma série de vitórias. Ao saber de seu "trabalho" com os americanos, a Força Aérea Polonesa imediatamente ordenou-o a voltar. Gladych recusou-se e teve seu pagamento suspenso. Ele então pediu formalmente dispensa da FAP em outubro de 1944, voando até o fim da guerra com os americanos, somente por "uma cama para dormir e um P-47 para voar". Boleslaw Gladych terminou a guerra com 17 vitórias confirmadas e 2 prováveis.

Após o conflito ele mudou-se para os Estados Unidos, conseguindo um PhD em psicologia e residindo em Seattle, Washington. Psicoterapeuta de grande fama, ele era adepto da prática de ioga e de suas aplicações terapêuticas. Viúvo desde 2008, Boleslaw Gladych foi um dos pouquíssimos pilotos a voar por quatro forças áreas durante a guerra: polonesa, francesa, inglesa e americana. Sua morte encerra uma página da história e o rol dos ases poloneses.

Os pilotos poloneses do 61º Esquadrão da USAAF: Boleslaw Gladych, Tadeusz Sawicz, Francis Gabreski, Kazimierz Rutkowski, Tadeusz Andersz e Witold Lanowski.

O P-47 de Gladych em combate com um Fw 190.

Comente aqui!

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Vídeo: Tanques franceses da Segunda Guerra Mundial


Um dos erros mais comuns sobre a guerra - e que continua sendo repassado por muita gente - é a crença tola de que os tanques alemães eram "superiores" aos dos Aliados em 1940. Esse mito vem de muito tempo, e foi incentivado mesmo pelos próprios Aliados para justificar o tamanho da derrota que lhes foi imposta naquele verão.

Mas a verdade é muito diferente.

Os tanques alemães eram, além de menos numerosos, indivualmente inferiores aos tanques franceses. O que percebeu-se foi uma diferença diametral no uso desses veículos. Os alemães os colocaram juntos como elemento de ruptura, enquanto os franceses os utilizavam dispersados, como apoio à infantaria. Seus tanques basicamente se dividiam em veículos leves, para apoiar os infantes, e pesados, para destruir fortificações - não podia ser mais diferente das concepções alemãs.

O vídeo abaixo mostra os principais modelos de tanques franceses de 1940, discorrendo sobre suas características e qualidades:


Comente aqui!

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Nota de Falecimento: Maurice Rindskopf


Maurice Rindskopf
(27/09/1917 - 27/07/2011)

Faleceu no último dia 27 de julho em Annapolis, EUA, de causas naturais aos 93 anos de idade, o mais jovem comandante de submarinos da Marinha Americana, Contra-Almirante Maurice Herbert Rindskopf.

Nascido em New York, ele terminou seus estudos como primeiro da classe em 1934, quando tinha apenas 16 anos, e foi imediatamente aceito na Academia Naval de Annapolis. Graduando-se quatro anos depois, ele serviu dois anos a bordo do couraçado USS Colorado, e recebeu treinamento em submarinos em 1940. Rindskopf acabou sendo designado para o submarino USS Drum em 1941, e este foi o primeiro submarino a chegar a Pearl Harbor após o ataque japonês em 7 de dezembro daquele ano.

Ele era o oficial responsável pela mira dos torpedos do Drum, mas quando seu comandante teve que se afastado para tratamento de saúde em junho de 1942, Rindskopf recebeu o comando do submarino, com apenas 26 anos de idade. Ele então iniciou uma ousada sequência de patrulhas de guerra no Pacífico, disparando um total de 125 torpedos em ação e afundando confirmadamente 15 navios japoneses, totalizando 80.000 toneladas de arqueação. Durante seu comando, o Drum também danificou outros 11 navios inimigos. Rindskopf era um comandante de estilo enérgico e proativo, e sempre fazia questão de controlar todos os aspectos das operações de torpedeamento. Por essas ações ele foi condecorado com a Navy Cross, Silver Star e Bronze Star - e o Drum acabou em 8º na lista dos mais bem-sucedidos submarinos americanos da Segunda Guerra Mundial.

Durante a Guerra Fria, Rindskopf participou do desenvolvimento das novas técnicas de guerra antisubmarina, escrevendo manuais de táticas e controle de tiro. Promovido ao almirantado em 1967, ele serviu como chefe de estado-maior de inteligência do Almirante John S. McCain Jr. (filho do Almirante John S. McCain Sr.), comandante da Frota Americana do Pacífico durante a a Guerra do Vietnã.

Após desligar-se da Marinha em 1972, trabalhou por 16 anos como gerente de marketing da Westinghouse, viajando por todo o mundo para promover a empresa. Rindskopf frequentemente dava palestras em Annapolis e era tido como uma das grandes referências vivas para os novos cadetes da academia. Sua esposa Sylvia faleceu em março de 2011, e ele deixa uma única neta, Amy, e dois bisnetos.

Almirante Rindskopf (esq) e Almirante McCain Jr. (dir) em 1968.

Comente aqui!

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Evento: Centenário do Sgt. Max Wolff Filho na EsSA


Entre os dias 27 e 29 de julho de 2011 eu participei das celebrações do centenário de nascimento do Sargento Max Wolff Filho, na Escola de Sargentos das Armas – entidade que leva seu nome – sediada em Três Corações – MG.

Há cerca de um mês, fui convidado pelo comandante da EsSA, General-de-Brigada Fernando Vasconcellos Pereira, para estar presente no evento, e fazer uma pequena palestra na ocasião. Tamanha honra claramente só poderia ser por mim recebida com os melhores acolhimentos.

No dia 27 tomei o voo no sentido Montes Claros – Belo Horizonte – Varginha (sim, a capital brasileira dos extraterrestres), cidade que fica a apenas um curto trajeto de Três Corações. Lá no aeroporto estava o oficial designado para me acompanhar, o Tenente Bruno Lima. Uma pessoa extremamente atenciosa e cortês, me acompanhou até a EsSA, onde levou-me ao gabinete do Gen. Vasconcellos.

O edifício do comando é um prédio antigo, com quase 100 anos, mas muito conservado. Uma ampla escadaria de madeira adornada com vitrais leva o visitante ao segundo andar, onde encontra-se o gabinete do comandante. O Gen. Vasconcellos recebeu-me com muita cortesia numa sala decorada com os retratos dos antigos comandantes da escola. Conversamos rapidamente, pois ele se encontrava em meio a uma reunião.

Naquela noite, os convidados tiveram um jantar com o comando da EsSA, no qual também compareceu a delegação da Associação Nacional de Veteranos da FEB de Belo Horizonte. Lá estavam o Capitão Divaldo Medrado, Tenente Geraldo Taitson, Tenente Josino Aguiar e a última enfermeira da FEB, Dona Carlota – com impressionante saúde aos 97 anos de idade! Além destes, também estava lá o bem-humorado veterano tricordiano, José Santana – que, aliás, é uma fonte infindável de revelações sobre a FEB.

Uma noite muito divertida e acolhedora, mas todos tinham que dormir cedo, pois o dia seguinte seria cheio.

Às 9h da manhã estávamos de volta à EsSA para o ensaio da cerimônia que aconteceria às 14:30h. Nisso fomos instruídos pelo Tenente-Coronel Souza, que seria o condutor daquela tarde. O almoço no Hotel de Trânsito foi muito saboroso, e contamos com a ilustre companhia da Sra. Hilda Della Nina, filha do Sgt. Wolff.

Pontualmente às 14:30h, deu-se início à cerimônia, com uma palestra sobre a campanha da Itália, desde a Operação Husky (invasão da Sicília), até a entrada da FEB nos combates, ministrada pelo Ten-Cel. Souza. Em seguida, foram ao palco o Cap. Medrado e o Ten. Taitson, e ambos relataram reminiscências de suas memórias de combate. O Cap. Medrado falou sobre sua proximidade com o Sgt. Wolff, de quem foi grande amigo.

Em seguida foi minha vez. Fui à frente para falar sobre veteranos e a experiência que tenho com eles. Discorri um pouco sobre meus amigos americanos Jim Pattillo, Maurie Ashland, Ben Nicks e Jerry Yellin, ressaltando que os EUA são verdadeiramente o país que melhor trata seus veteranos de guerra, realizando frequentemente eventos em sua honra. Sobre as minhas andanças na Europa, falei da triste situação pela qual passaram os veteranos romenos durante o governo comunista e sobre o estado de esquecimento dos veteranos alemães perante sua própria sociedade (que além de tentar virtualmente apagá-los de sua história, ainda pintam todos com a pecha de “criminosos”). Claro, eu não podia deixar de citar o meu amigo Martin Drewes (que visitei há duas semanas) e a produção do documentário sobre sua carreira. Resolvi deixar o Brasil para a conclusão, ressaltando a importância desses anos que estamos vivendo. São esses os últimos anos que temos para compartilhar momentos com esses nossos herois, esses bravos que defenderam nossas cores há 7 décadas no passado. O mesmo recado eu deixo aqui: você que está lendo este artigo, procure um veterano, converse com ele e diga-lhe “Obrigado pelo seu serviço”. Com certeza significará muito para ele.

Bom, voltando ao nosso relato...

A tarde continuou com a palestra da Sra. Hilda, que contou-nos sobre suas memórias de infância, da relação pai-filha, mostrando a figura humana do Sgt. Wolff. Muito emocionante foi o momento em que, logo após ela ter concluído sua fala e descido do palco, foi cumprimentada pelo Cap. Medrado, que disse-lhe com a voz trêmula: “Seu pai me falava tanto de você!

À noite tivemos um jantar de gala no rancho dos oficiais, durante o qual honrarias foram entregues a diversas autoridades. Neste jantar, tive a honra de conhecer o Coronel Cláudio Moreira Bento, historiador militar de prolífica produção bibliográfica, hoje presidente da Academia de História Militar Terrestre do Brasil. O Cel. Bento estava lá lançando sua mais nova obra: “Os 68 Sargentos Herois da FEB, Mortos em Operações de Guerra”.

Na manhã do dia 29, mais uma vez retornamos à EsSA, desta vez para assistir a uma formatura da tropa e a entrega da Medalha Max Wolff Filho aos sargentos e oficiais que se destacaram no cumprimento das atividades anuais. Ponto de destaque (e completa surpresa para mim) foi a passagem de um blindado meia-lagarta M-2 da Segunda Guerra Mundial, mantido em perfeitas condições pela escola. Realmente uma visão impressionante!

Logo após a formatura tivemos a reinauguração do museu da EsSA, que contém algumas peças realmente interessantes. Destaca-se, na minha opinião, o bastão de comando do General Plínio Pitaluga, comandante do Esquadrão de Reconhecimento da FEB durante a guerra. Para finalizar, tivemos um coquetel no pátio da escola, onde tive a chance de despedir-me de todos e parabenizar o Gen. Vasconcellos pela execução tão impecável do evento.

E fui-me de volta para minha querida Montes Claros.






















Comente aqui!