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sexta-feira, 29 de julho de 2011

Escola de voo oferece aulas de Spitfire



Uma escola de voo de Oxfordshire está ensinando pilotos a voar o caça Spitfire, da Segunda Guerra Mundial.

A Academia de Voo Boultbee em Kidlington irá iniciar a oferta de aulas em um Supermarine Spitfire Mk.IX biposto restaurado. O proprietário, Steve Boultbee Brooks, disse: “Apaixonadamente acreditamos que nosso papel como ofertantes é garantir que a lenda do Spitfire continue a singrar os céus”.

Treinamento no De Havilland Tiger Moth e no Harvard também será ofertado pela escola. Quatro estudantes já se inscreveram para os três cursos, que serão ministrados por pilotos civis e militares.

Matt Jones, diretor gerencial da escola, disse: “Estamos encantados por exercer um papel na preservação das memórias desta era e das habilidades requeridas para voar e manter essas maravilhosas aeronaves. Voar o Spitfire é o sonho de todo piloto”.

Falando na cerimônia de inauguração da escola no Aeroporto Oxford, em Londres, o veterano da Batalha da Inglaterra Geoffrey Wellum, 89, chamou a aeronave de “perfeição”.

Molly Rose, 90, de Bampton, que voou na Força Aérea Auxiliar entre 1942 e 1945, disse que a popularidade do Spitfire se deve a sua “leveza e manobrabilidade”. “Respondia instantaneamente a qualquer desejo seu – era uma absoluta delícia de voar”, disse ela.

Estima-se que haja cerca de 50 Spitfires voando no mundo. Desde 1936, mais de 20 mil foram construídos.

Fonte: BBC News, 26 de julho de 2011.

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quinta-feira, 28 de julho de 2011

Dobran no Dia da Aviação 2011


No último dia 20 de julho foi comemorado o Dia da Aviação na Romênia. Meu amigo e colaborador Claudiu Stumer deu apenas uma rápida passagem pelo local da celebração este ano, não podendo permanecer por muito tempo devido à apertada agenda de sua clínica odontológica.

Contudo, conseguiu clicar o General Ion Dobran durante as celebrações, aparentando estar bastante feliz e bem de saúde. Todos torcemos para que permaneça ainda por muito tempo!


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quarta-feira, 27 de julho de 2011

Nota de Falecimento: Karl Brommann


Karl Brommann
(20/07/1920 - 30/06/2011)

Faleceu no último dia 30 de junho em Kiel, na Alemanha, de causas naturais aos 90 anos de idade, o ganhador da Cruz do Cavaleiro, SS-Untersturmführer Karl Brommann.

Nascido em Neumünster, na região de Holstein, Brommann voluntariou-se para a SS em 1937, quando ainda tinha 17 anos de idade. Designado para o Standarte Brandenburg, em 1938 ele tomou parte na anexação da Áustria e na ocupação dos Sudetos, na Tchecoslováquia.

Após a ocupação da Noruega em maio de 1940, Hitler decidiu formar uma nova unidade SS para guardar a fronteira ártica daquele país com a União Soviética, e Brommann foi um dos que foram enviados para lá. Com o início da Operação Barbarossa em junho de 1941, essa unidade foi transformada na 6ª Divisão de Montanha-SS "Nord", lutando ao lado dos finlandeses na frustrada tentativa de tomar o porto de Murmansk. Brommann foi ferido seriamente duas vezes, e ficou quase um ano recuperando-se no hospital.

Quando recuperou-se, foi enviado para a 11ª Divisão Panzergrenadier-SS "Nordland", lutando no front leste a partir de maio de 1943, sendo promovido a SS-Oberscharführer. Em outubro do mesmo ano, ele foi transferido para o 103º Batalhão Pesado Panzer-SS (sSSPzAbt), treinando no PzKw VI Tiger. Em 17 de outubro de 1944, o batalhão, agora renomeado 503º sSSPzAbt, recebeu seus primeiros Königstigers, e Brommann, após passar pela escola de oficiais e ser comissionado SS-Untersturmführer, recebeu o comando de um dos tanques. Enviados para o front na Prússia Oriental em 27 de janeiro de 1945, os homens viram combate na região de Stettin, protegendo a fuga dos refugiados do avanço do Exército Vermelho. Na noite de 17 de fevereiro foram embarcados num trem para Danzig, onde uma grande formação blindada soviética ameaçava a cidade. Durante esses combates, Karl Brommann destruiu nada menos que 66 tanques soviéticos, 44 canhões antitanque e outros 15 veículos, sendo mencionado nos despachos da Wehrmacht em 10 de abril de 1945. Pouco depois ele foi ferido seriamente na cabeça, sendo evacuado para Flensburg. Por seus extraordinários feitos, Brommann foi condecorado com a Cruz do Cavaleiro da Cruz de Ferro em 29 de abril de 1945.

Capturado pelos britânicos em 21 de maio, ele foi mantido em cativeiro até novembro de 1947. Após ser libertado, estudou para ser técnico de laboratório odontológico na Universidade Clínica da Alemanha, trabalhando nessa área até aposentar-se. Karl Brommann tornou-se recluso em seus últimos anos, e não falava muito sobre a guerra.

Karl Brommann e seu Königstiger. Note os anéis de vitórias no canhão.

Brommann (à direita) e sua tripulação são inspecionados.

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terça-feira, 26 de julho de 2011

Victoria Cross da Segunda Guerra será leiloada



A família do condecorado veterano Ted Kenna disse estar angustiada ao colocar sua Victoria Cross à venda.

A medalha de Kenna, conseguida por ele por ter sozinho tomado um ninho de metralhadora japonês, será a primeira Victoria Cross da Segunda Guerra Mundial a ser vendida publicamente.

A VC é a peça central de uma coleção de 10 medalhas avaliada em 900 mil dólares. Seu filho, Rob Kenna, disse que a família vem honrando o desejo do pai, que queria leiloar a medalha, mas está angustiada. “Se deixá-la por aqui por mais uma ou duas gerações, quem sabe o que poderá acontecer. Pelo menos pudemos vivenciá-la, e a família se beneficiará dela, como papai queria”.

As ações do soldados Kenna em Papua-Nova Guiné em 15 de maio de 1945 estão entre as mais famosas na lista dos ganhadores australianos da Victoria Cross.

Com seu pelotão na linha de pesado fogo de metralhadora, Kenna colocou-se no campo de visão do inimigo a menos de 50 metros, disparando uma metralhadora Bren da altura da cintura. Os projéteis japoneses passaram entre seus braços e pernas.

Destemido, ele disparou contra o ninho até sua munição esgotar-se, e apanhou um segundo rifle, matando o atirador japonês no primeiro tiro. Kenna então fulminou um segundo inimigo que tentava assumir a posição da metralhadora com um segundo tiro.

Rob Kenna disse que seu pai, que faleceu aos 90 anos de idade em 2009, raramente falava de seus feitos.

Ganhadores da VC acham muito natural a forma como reagiram às situações que encontraram, e se você estudar essas situações, vai ver que não aconteceram uma só vez, e sim muitas vezes em seguida”, disse ele.

No caso do soldado Kenna, ele foi ferido a bala no maxilar e no peito numa ação similar algumas semanas depois.

Está na mente deles – no caso do meu pai, era não ser derrotado a qualquer custo”, disse Rob. “Acho que ou você é ou não é. Em toda situação há sempre alguém que se manifesta, e esses caras foram esse tipo de pessoa”.

Kenna voltou para sua cidade natal de Hamilton após a guerra, e criou quatro filhos.

Sua medalha é uma das 98 VCs entregues a australianos, e uma das vinte entregues durante a Segunda Guerra Mundial.

O leilão acontecerá em Melbourne.

Fonte: Herald Sun, 25 de julho de 2011.

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quinta-feira, 21 de julho de 2011

Vídeo: Recuperação de tanque KV-1 na Rússia


Uma descoberta recente feita no norte da Rússia foi a de um tanque Kliment Voroshilov KV-1. Batizado em homenagem ao Marechal da União Soviética e Comissário Popular para a Defesa, o tanque pesado KV-1 possuia blindagem pesada e era um alvo difícil para as armas antitanques alemães de 1941.

O exemplar foi encontrado no leito do rio Neva, perto de São Petersburgo. Estava lá desde agosto de 1941, quando foi abandonado após participar da proteção de uma cabeça-de-ponte perto de Leningrado. É incrivel o estado de conservação do veículo após quase 70 anos submerso.

Acompanhe:


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terça-feira, 19 de julho de 2011

Nota de Falecimento: Werner Hoffmann


Werner Hoffmann
(13/01/1918 - 08/07/2011)

Faleceu no último dia 8 de julho em Bremen, na Alemanha, de causas naturais aos 93 anos de idade, o ganhador da Cruz do Cavaleiro, Major Werner Hoffmann.

Nascido em Stettin, Hoffmann iniciou-se na pilotagem de planadores em 1932, e acabou juntando-se à Luftwaffe em 4 de dezembro de 1936. Após terminar o treinamento básico de terra, iniciou o treinamento de voo em abril de 1937, conseguindo sua insígnia de piloto em junho de 1938. Comissionado Leutnant em outubro daquele ano, ele foi designado para o III Gruppe do JG 234, que se tornaria uma das primeiras unidades de caças pesados da Alemanha: o ZG 52. Para adaptar-se ao novo bimotor Messerschmitt Me 110, Hoffmann passou por mais um período de treinamento a partir de maio de 1939, e finalmente estava pronto para o combate durante a Batalha da França em maio de 1940.

No dia 24 de maio ele abriu seu escore, derrubando um Spitfire da RAF sobre Calais. Contudo, no dia 19 de junho foi ferido durante uma missão de ataque ao solo, e hospitalizado. Em julho, foi feito instrutor de uma unidade de treinamento de caças pesados na Dinamarca, sendo promovido a Oberleutnant. Em agosto de 1941, Hoffmann foi transferido para a Nachtjagd, a caça noturna da Luftwaffe. Após completar o treinamento de voo cego e noturno, ele recebeu o comando da 5ª Staffel do Nachtjagdgeschwader 3, baseado em Schleswig. Assim, realizou seus primeiros abates noturnos na noite de 25-26 de junho de 1942, quando derrubou dois bombardeiros ingleses sobre Bremen. Promovido a Hauptmann em fevereiro de 1943, ele foi enviado para o I./NJG 1 em maio, mas teve que apressadamente assumir o comando do I Gruppe do NJG 5 em 5 de julho, quando o antigo comandante da unidade, Hauptmann Siegfried Wandam, foi morto em ação. Hoffmann foi condecorado com a Cruz Alemã em Ouro em 15 de novembro, quando contava com 15 vitórias aéreas, e teve que saltar sobre Berlim em 20 de janeiro de 1944, quando seu caça foi atingido por fogo inimigo durante uma interceptação. Após atingir sua 31ª vitória aérea, ele foi condecorado com a Cruz do Cavaleiro da Cruz de Ferro em 4 de maio de 1944, e promovido a Major em junho.

No fim do mês de julho, sua unidade foi enviada para Stendal, para receber os novos caças noturnos Junkers Ju 88G-6. Enviados para a Prússia Oriental, Hoffmann e seus colegas passaram a enfrentar a Força Aérea Soviética no fim do ano, encerrando 1944 com 44 vitórias no currículo. Após algum tempo realizando missões de ataque ao solo contra o Exército Vermelho, ele voltou à frente ocidental, conseguindo derrubar mais 7 aeronaves em 1945, antes de ser abatido por um Mosquito sobre Nuremberg na noite de 16-17 de março. Ferindo-se gravemente na queda, ele não mais voou durante a guerra. Hoffmann foi capturado pelos ingleses em 7 de maio e passou três meses prisioneiro. Seu saldo final foi de 51 vitórias confirmadas em 192 missões operacionais.

Após a guerra, Hoffmann estudou farmácia e abriu uma drogaria em Goslar. Em 1957, passou a trabalhar para os Laboratórios Hoechst como consultor em Bremen, permanecendo nessa posição até aposentar-se. Werner Hoffmann era bastante solícito e gostava de passar tempo falando sobre suas experiências de guerra. Ele deixa esposa e filhos.

Me 110 atinge Lancaster da RAF, num típico ataque da Nachtjagd.

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segunda-feira, 18 de julho de 2011

Documentário: U-513 - Lobo Solitário


Como a maioria aqui já deve saber, o submarino alemão U-513 foi encontrado esta semana na costa de Santa Catarina, após um prolongado trabalho protagonizado pela família Schurmann e pela Universidade do Vale do Itajaí. Este é o primeiro dos 11 submarinos do Eixo (10 alemães e 1 italiano) afundados na costa brasileira que teve seu paradeiro encontrado.

O barco foi encontrado a 75 metros de profundidade, em coordenadas encontradas através da análise de documentação alemã e norte-americana. Um Mariner da Marinha dos EUA afundou o submarino em 19 de julho de 1943, e somente 7 sobreviventes foram resgatados - incluindo seu comandante, Kapitänleutnant Friedrich Guggenberger.

O que é ainda mais legal é que o achado (e todo o processo de busca) será documentado numa produção da própria família Schurmann: "U-513 - Lobo Solitário". A produção está nas fases finais de pós-produção, mas acredito que passará por reformulação agora que o submarino foi encontrado. O trailer abaixo deixa um gostinho pra nós, do que está por vir. Parece que será um documentário nota dez!


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sexta-feira, 15 de julho de 2011

Ben Nicks reencontra "Fifi" em Gardner, no Kansas



Meu amigo veterano piloto de B-29, Tenente-Coronel Ben Nicks, enviou-me agora há pouco algumas fotos da chegada do Boeing B-29 Superfortress "Fifi" - o único exemplar no mundo que ainda voa - ao aeroporto New Century em Gardner, Kansas, nos Estados Unidos, em 14 de julho de 2011.

O evento, promovido pela Commemorative Air Force, é um dos típicos encontros de entusiastas da aviação histórica nos EUA (e que faz muita falta por aqui), reunindo pessoas de todas as idades, desde crianças até os próprios veteranos. Além de voos no "Fifi", há apresentações, mostras e outras atividades, bem como um almoço no próprio hangar. Ben esteve reunido com outro antigo colega da campanha de bombardeio contra o Japão, Tony Dusil.

Enfim, um momento muito legal que a Sala de Guerra compartilha com vocês!











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quinta-feira, 14 de julho de 2011

Lixo nuclear do programa atômico alemão é encontrado


Cientistas atômicos alemães acreditam ter encontrado lixo nuclear do programa atômico secreto de Hitler numa mina abandonada perto de Hanover.

Mais de 126 mil barris de material radioativo estão enterrados 600 metros abaixo do solo numa velha mina de sal. Os rumores dizem que os restos mortais dos cientistas que trabalharam no programa atômico alemão também estão lá, tendo sido queimados em segredo por guardas da SS que juraram nunca revelar a verdade.

Um relatório do chefe do depósito nuclear Asse II, recentemente descoberto, diz como em 1967 “nossa associação enterrou o lixo nuclear da última guerra, dejetos de urânio provenientes da preparação da bomba atômica alemã”.

Essas palavras geraram uma onda de choque entre historiadores que pensavam que o programa atômico alemão nunca atingira o estágio avançado para produzir qualquer tipo de lixo nuclear em qualquer quantidade durante a guerra.

Também deu origem a uma séria preocupação entre os moradores locais, especialmente após o desastre da usina japonesa de Fukushima. A Alemanha foi a primeira nação ocidental a anunciar o fechamento de todas as suas usinas nucleares após o desastre nipônico.

Há diversos pedidos para remoção do material radioativo armazenado no local, mas tal ação custaria bilhões de euros. Mesmo assim, o material da bomba atômica nazista enterrado no subsolo fez manchetes por todo o país – o Greenpeace alemão está apoiando uma moção para que documentos relativos ao despojo dos dejetos sejam revelados pelos arquivos nacionais em Berlim.

Em janeiro de 1939, nove meses antes do início da Segunda Guerra Mundial, os químicos alemães Otto Hahn e Fritz Strassmann publicaram os resultados de seu histórico experimento sobre fissão atômica.

O “projeto de urânio” alemão começou logo após a invasão da Polônia em setembro de 1939.

O físico Kurt Diebner liderou uma equipe de cientistas encarregada de investigar as aplicações militares da fissão. No fim do ano, o físico Werner Heisenberg calculou que reações em cadeia de uma fissão nuclear poderiam ser factíveis.

Embora a guerra atrapalhasse seus esforços, quando o Terceiro Reich caiu em 1945 os cientistas alemães tinham atingido um significativo nível de enriquecimento em certas amostras de urânio.

Mark Walker, especialista americano no programa alemão, disse: “Dado que ainda não conhecemos esses projetos, que permanecem sob os segredos da Segunda Guerra, não podemos dizer com certeza se os alemães conseguiram ou não enriquecer urânio suficiente para uma bomba. Alguns documentos permanecem sigilosos até hoje”.

Alegações de que uma arma nuclear foi testada em Ruegen em outubro de 1944, e novamente em Ohrdurf em março de 1945 ainda nos confundem: eles conseguiram realmente ou não?

Ruegen é uma ilha do Báltico e Ohrdurf é um complexo secreto de casamatas na Turíngia onde as lendas locais rezam que a bomba atômica alemã foi testada nos últimos dias da guerra.

Fonte: Daily Mail, 13 de julho de 2011.

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quarta-feira, 13 de julho de 2011

Reencenação anima Chantilly, nos Estados Unidos


Dezenas de entusiastas da Segunda Guerra Mundial trouxeram a história de volta à vida no último sábado, 9 de julho de 2011, no parque Sully Historic Site, em Chantilly, Virginia, nos Estados Unidos.

Representantes dos Aliados e do Eixo entreteram os curiosos durante todo o fim de semana, realizando demonstrações e simulações de como era a vida do soldado durante o maior conflito armado da história.

Além de completamente vestidos a caráter, os reencenadores trouxeram diversas armas e até mesmo veículos de época. Dentre estes, destacaram-se diversos jipes, motocicletas e até um Sd.Kfz. 251 alemão.






Confira mais fotos clicando aqui.

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terça-feira, 12 de julho de 2011

"Big Beautiful Doll" é destruído na Inglaterra



Um infeliz acontecimento marcou o show aéreo Duxford Flying Legends no último domingo, 10 de julho de 2011: um Douglas Skyraider francês chocou-se no ar contra o P-51 Mustang "Big Beautiful Doll", resultando na destruição deste último.

Ao sair de uma formação de três aeronaves, o Mustang subiu fez uma curva ascendente à esquerda. O Skyraider fez o mesmo movimento um pouco depois, porém num ângulo mais agudo, e acabou por chocar sua asa direita no P-51. O piloto do "Big Beautiful Doll" conseguiu saltar do cockpit antes que o caça colidisse com o solo. Já o piloto do Skyraider conseguiu, com muita perícia, conduzir a aeronave ao solo em um pouso forçado. Para sua sorte, apesar de ter perdido um grande pedaço da asa direita, o aileron permaneceu preso à fuselagem:






Veja o dramático momento em vídeo:


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segunda-feira, 11 de julho de 2011

Bombardeios Aliados mudaram o clima da Inglaterra



As operações aéreas de bombardeio dos Aliados durante a Segunda Guerra Mundial encheram o céu britânico com esteiras, oferecendo um estudo de caso para os cientistas modernos estudarem como o clima é afetado por essas longas e belas linhas de condensação que se formam atrás de uma aeronave.

Os pesquisadores se focaram nas grandes missões de bombardeio entre 1943 e 1945, após a Força Aérea do Exército dos EUA (USAAF) juntar-se à campanha contra as forças alemãs. A aviação civil era rara na década de 1940, então essas missões de combate representaram um gigantesco aumento no tráfego aéreo e na alteração do clima por esteiras.

É aparente para nós que os bombardeios Aliados durante a guerra representaram um ambiente de experimento da habilidade das esteiras em afetar a energia que entra ou sai da Terra num local particular”, disse o pesquisador Rob Mackenzie, que conduziu os trabalhos no Centro Ambiental Lancaster, no Reino Unido.

As esteiras se formam quanto os escapamentos quentes e úmidos dos exaustores dos motores se encontram com o ar frio. Pequenas gotas líquidas se formam, e depois congelam – formando uma linha branca retilínea. Essas nuvens lineares podem durar dias, algumas vezes se dispersando de forma a se tornar indistinguíveis das nuvens naturais.

Esteiras têm um efeito complexo na temperatura da superfície terrestre: podem refletir a luz do sol, causando resfriamento, ou mesmo prender radiação de ondas longas, impedindo que escape para o espaço, e causando aquecimento da superfície.

Mackenzie e seus colegas pesquisaram registros militares e meteorológicos, e selecionaram ataques que envolveram mais de 1.000 aeronaves seguidos de dias sem atividade aérea com clima similar. Eles escolheram o ataque do dia 11 de maio de 1944 como o melhor estudo de caso.

Naquela manhã, 1.444 aeronaves decolaram do sudeste da Inglaterra em céu limpo. As esteiras dessas aeronaves suprimiram significativamente o aumento da temperatura matutina por todas as áreas que tiveram alta densidade de voos, descobriram os pesquisadores.

É uma marcante evidência de que os bombardeios da Segunda Guerra Mundial podem nos ajudar a entender os processos que afetam nosso clima contemporâneo”, concluiu Mackenzie.

Fonte: Live Science, 7 de julho de 2011.

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sexta-feira, 8 de julho de 2011

Nota de Falecimento: Helmut Eberspächer


Helmut Eberspächer
(18/11/1915 - 19/06/2011)

Faleceu no último dia 19 de junho em Esslingen, Alemanha, de causas naturais aos 95 anos de idade, o ganhador da Cruz do Cavaleiro, Hauptmann Helmut Eberspächer.

Nascido em Tübingen, ele voluntariou-se para um ano de serviço com o Reichswehr em 1934, sendo enviado para um batalhão blindado de reconhecimento. Em seguida, cursou engenharia mecânica na Universidade de Stuttgart, graduando-se em 1939 com uma tese em motores aeronáuticos. Com o início da guerra, Eberspächer foi transferido para a Luftwaffe, onde atuou de julho de 1940 até janeiro de 1943 como reconhecedor de longo alcance no Lehrgeschwader 2, voando missões nos fronts oeste e leste.

Ele então iniciou o treinamento em aeronaves de ataque Focke-Wulf Fw 190, e em março de 1943 foi postado na 3ª Staffel do Schnellkampfgeschwader 10, realizando missões "Jabo" (caça-bombardeiro) contra a costa sul da Inglaterra, incluindo Londres. No início de 1944, sua unidade era uma das poucas operando no front oeste, onde tinha a enorme responsabilidade de realizar tarefas de caça diurna, noturna, reconhecimento e treinamento - tudo devido aos constantes ataques Aliados que destruíram a infra-estrutura da Luftwaffe na França. Na madrugada de 6 de junho de 1944, Eberspächer foi um dos pouquíssimos pilotos alemães que puderam decolar após avisos de lançamentos de paraquedistas inimigos nas praias da Normandia. Decolando algumas horas antes do amanhecer, ele atingiu o litoral da Normandia junto com os primeiros raios da manhã, e pôde observar do ar toda a magnificência da invasão Aliada: "Lentamente, mais luz aparecia no horizonte, e minuto após minuto ficava mais claro o que se desenvolvia abaixo. Era de fato gigantesco. Mais e mais silhuetas de centenas de navios de diversos tamanhos continuavam a emergir ao longo de todo o oceano. Diretamente a frente e em paralelo à costa, estavam os couraçados americanos que disparavam todas as suas grandes armas contra as defesas alemãs na praia. Barcos de desembarque nadavam entre os couraçados como pequenas pérolas, deixando um rastro branco na água".

Eberspächer, completamente aturdido com a cena que observava, ignorou as medidas de segurança e voou a apenas algumas centenas de metros para ver melhor. Passou acima dos couraçados, mas não recebeu uma única bala inimiga. "Mais tarde descobri que o General Bradley havia proibido que se abrisse fogo contra aeronaves naquela manhã, já que havia muita possibilidade de derrubar-se uma aeronave Aliada". Ele reportou tudo que vira, sendo um dos primeiros a fazê-lo. Naquele mesmo dia, durante a maciça operação de bombardeio da região normanda, Eberspächer abateu três bombardeiros quadrimotores americanos. Por esses feitos ele recebeu a Cruz Alemã em Ouro e foi promovido a Hauptmann em 23 de julho de 1944.

Em novembro, ele recebeu o comando da 3ª Staffel do Nachtschlachtgruppe 20 (NSGr.20), onde assumiu uma sequência de ousadas e arriscadas missões de ataque contra a vanguarda Aliada em todo o front oeste, incluindo a Batalha das Ardenas e a Batalha de Remagen. Como reconhecimento a essas corajosas missões realizadas, Eberspächer foi condecorado com a Cruz do Cavaleiro da Cruz de Ferro em 24 de janeiro de 1945. Ele terminou a guerra com 170 missões realizadas, e sete vitórias aéreas confirmadas (sendo três à noite).

Após a guerra, o jovem engenheiro Eberspächer retomou o negócio da família, transformando-o numa gigantesca indústria de fornecimento de peças automotivas, que foi batizada com seu nome. Ele trabalhou durante muitos anos com associações de trabalhadores e transformou-se numa referência mundial em sua área de atuação. Em 2010, suas empresas somavam internacionalmente 5.600 empregados, com faturamento de vendas no valor de 1,9 bilhão de euros.

Helmut Eberspächer.

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quinta-feira, 7 de julho de 2011

Invader restaurado retorna ao seu proprietário em New York



Levou mais de 12 anos, 12 mil horas de trabalho e 200 mil dólares, mas o Douglas A-26B Invader da Segunda Guerra Mundial que foi restaurado pelo Historical Aircraft Squadron retornou aos seus donos.

O bombardeiro bimotor decolou com destino ao 1941 Historical Aircraft Group Museum em Geneseo, New York. Será mantido lá por seu proprietário, um colecionador californiano de aeronaves que contratou a restauração da aeronave para retorná-la à condição de voo.

Vai para um museu. Vão mantê-lo em condições de voo, mas quem sabe se voará de novo?”, disse Branson Rutherford, da empresa que restaurou o avião. Em 1998, o Historical Aviation Squadron concordou em realizar o trabalho de restauração da aeronave mediante um pagamento parcelado.

A empresa desmontou o A-26 e trouxe-o para o condado de Fairfield em cinco imensos trailers.

Quando o Invader retornou à condição de voo, o que exigiu peças repositórias desde o motor até o plexiglas, 12 mil horas de trabalho tinham sido realizadas nele, e o proprietário havia desembolsado 200 mil dólares em peças.

Desde 2009, quando a restauração foi concluída, o bombardeiro voou somente seis vezes. O voo de transferência foi o sétimo.

Um A-26 operacional é coisa rara. Somente 47 são conhecidos, mas menos de 12 realmente voam. O modelo foi introduzido em operação no fim da Segunda Guerra Mundial e também voou na Guerra da Coreia e no Vietnã.

O exemplar restaurado voou em combate na Europa durante a Segunda Guerra, revelou Rutherford. “Simplesmente não há aviões como esse. É uma ave muito rara”, disse ele.

Fonte: Lancaster Eagle Gazette, 6 de julho de 2011.

O A-26 Invader decola rumo ao estado de New York.

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quarta-feira, 6 de julho de 2011

Documentário: Quando Pedro Volava


"Quando Pedro Volava" é a nova produção do produtivo cineasta italiano Claudio Costa, da Ronin Films. Desta vez Claudio entrevisou o ás italiano Costantino Petrosellini - uma lenda da aviação, ele foi o primeiro italiano a quebrar a barreira do som, em 1953. Piloto de suprema experiência, encerrou sua carreira com mais de 20 mil horas de voo.

Petrosellini conserva uma saúde muito boa e, de acordo com o Claudio, é um piadista nato. Prestigie:


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terça-feira, 5 de julho de 2011

Nota de Falecimento: Bill Lacey


Bill Lacey
(1920 - 10/06/2011)

Faleceu no último dia 10 de junho em Portchester, Inglaterra, de ataque cardíaco aos 91 anos de idade, o último soldado britânico de Dunquerque a voltar para casa, William "Bill" Lacey.

Nascido em Portchester, ele terminou seus estudos e juntou-se ao Exército Britânico, sendo designado para a infantaria do 2º Batalhão do Regimento de Gloucestershire. A unidade foi uma das que desembarcou na França após o irrompimento da Segunda Guerra Mundial, como parte da Força Expedicionária Britânica. Enviados para o setor nordeste do país, na fronteira com a Bélgica, Lacey e seus colegas foram de encontro ao Grupo de Exércitos A de Fedor von Bock, somente para cair na armadilha alemã e serem cortados pelos tanques de Rundstedt.

Cercados do restante da força Aliada principal, os ingleses buscaram refúgio no porto francês de Dunquerque, o único que não havia caído em mãos inimigas. Imediatamente, Churchill ordenou um esforço máximo da Royal Navy e até de pequeno barcos privados ingleses, para que resgatassem seus soldados das praias francesas. Entre 26 de maio e 3 de junho de 1940, mais de 338 mil soldados foram resgatados e levados de volta à Inglaterra. Lacey chegou a subir a bordo de um dos navios, mas ao ver um colega ferido, decidiu dar-lhe seu lugar, e voltou à praia. "Eu vi o último dos barcos ir embora sem mim, e sabia que não havia esperança de outros virem".

Lacey então conseguiu fugir e passar pelas linhas alemãs, trocando seu uniforme por roupas civis. Ele passou quatro meses em fuga, sempre evitando patrulhas alemãs e sobrevivendo de comida furtada de fazendas francesas. Finalmente, conseguiu roubar um barco de pesca e velejar sozinho pelo Canal da Mancha até a Inglaterra. Chegando lá, foi preso pelo serviço de inteligência por suspeita de ser um agente inimigo infiltrado, somente sendo libertado após jornais franceses confirmarem sua história.

Conseguindo um posto nas forças especiais, ele serviu no Oriente Médio e nas Ilhas do Canal, participando de um ataque a Jersey com a missão de capturar um general alemão. Lacey foi ferido nessa missão e passou o restante da guerra em recuperação.

Após recuperar-se, retornou ao serviço ativo no Exército. Serviu em Portsmouth e aposentou-se como Sargento em 1964. Em seguida, trabalhou como carteiro até aposentar-se definitivamente. Sua história tornou-se famosa ao ser apresentada ao país em um documentário no ano 2000. Viúvo, Bill Lacey deixa um filho e três netos.

Bill Lacey.

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segunda-feira, 4 de julho de 2011

FBI libera seus arquivos sobre “fuga de Hitler”



Teorias da conspiração são sempre abundantes. Embora ocasionalmente estranhas e assustadoras, o mais surreal é quando são levadas a sério.

O FBI recentemente liberou seus arquivos relacionados a Adolf Hitler, que flertam com a ideia de que o Führer sobreviveu à guerra e escondeu-se. A agência investigou a possibilidade de o líder nazista ter fingido sua própria morte, e os novos documentos mostram testes de laboratório em sua certidão de casamento, testamento e outros arquivos políticos.

O FBI liberou 867 páginas de documentação, centenas das quais se devotam a especular se Hitler escapou da Alemanha e viveu em segurança na Argentina com outros líderes nazistas, sósias, e até mesmo com Eva Braun após a guerra. Um relatório detalha o relato de uma testemunha que disse que Hitler chegou à Argentina com um grande grupo de pessoas, e prosseguiu a cavalo para um local secreto.

Em todos os documentos, os nomes foram censurados. No relatório reproduzido abaixo, a palavra CENSURADO designa os nomes:

CENSURADO reporta contato com CENSURADO. Diz ter ajudado seis altos-oficiais argentinos a esconder ADOLF HITLER após sua chegada de submarino à Argentina. É dito que HITLER está se escondendo na base sul da cordilheira dos Andes.

De acordo com CENSURADO, ele foi um dos quatro homens que encontraram HITLER e sua comitiva quando estes chegaram em dois submarinos à Argentina aproximadamente duas semanas e meia após a queda de Berlim.

Os documentos também contêm cartas de pessoas que disseram ter visto Hitler ou conhecer seu paradeiro:

Caro Senhor,

Faço uma aposta de que Hitler está localizado exatamente na cidade de New York!

Não há outra cidade no mundo em que ele pudesse ser tão bem absorvido. Sem dúvidas vocês já consideram esta possibilidade, mas estou aqui mencionando-a de qualquer maneira.

Outros detetives amadores disseram que Hitler estava escondendo-se na Suíça ou ao largo do Rio Grande (fronteira mexicana), e alguns deram até mesmo a localização de bunkers secretos na América do Sul.

Os documentos incluem correspondências entre agentes do FBI, discutindo entrevistas com informantes sobre assassinatos políticos, subornos e judeus americanos.

J. Edgar Hoover, diretor do FBI na época, assinou recibos de confirmação de muitos desses relatórios e cartas. Estes e outros documentos encontram-se disponíveis on-line no website: vault.fbi.gov

Fonte: International Business Times, 30 de junho de 2011.

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sexta-feira, 1 de julho de 2011

Documentário: Bloody Omaha


"Bloody Omaha" é um documentário feito pela BBC para examinar com mais detalhes o desembarque norte-americano na praia Omaha, durante as operações de desembarque na Normandia em 6 de junho de 1944: o Dia-D. Omaha foi a mais sangrenta e custosa das cinco praias francesas invadidas naquele dia, ceifando milhares de vidas americanas.







E aqui, um vídeo especial muito interessante, que mostra como os efeitos especiais de "Bloody Omaha" foram realizados:


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