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quinta-feira, 30 de junho de 2011

Arqueólogos esperam encontrar sala secreta dos Dambusters



Uma equipe de arqueólogos está em Grantham, Inglaterra, tentando descobrir segredos dos lendários Dambusters.

O dono da propriedade rural St. Vincents, Graham Jeal, convidou os arqueólogos para o local, que foi usado durante a guerra como QG do 5º Grupo do Comando de Bombardeio da RAF – então sob a rígida liderança do Marechal-do-Ar Arthur “Bomber” Harris.

Na noite do ataque dos Dambusters, Bomber Harris estava na sala de operações no QG junto com o criador das bombas elásticas, Barnes Wallace, esperando notícias do sucesso ou falha da operação.

Rumores nas redondezas dizem há um centro de comando subterrâneo sob a construção, e isso fez com que o proprietário contatasse os arqueólogos 18 meses atrás. Um deles, Dave Hibbert, disse: “Tivemos um excelente sucesso inicial, com interessantes estruturas sendo encontradas. Esperamos poder investigar mais sobre o uso delas”.

Uma dessas estruturas parece ser um sistema de trincheiras com degraus e outra é uma construção de concreto, cujo propósito desconhece-se. “Tudo isso sugere que há bem mais para ser descoberto aqui”, disse Hibbert.

David O’Flanagan, membro da Associação do Comando de Bombardeio, visitou o local e ficou satisfeito com o que viu: “É maravilhoso que Graham esteja tão interessado, e quer que a propriedade seja explorada. Este é um lugar um pouco esquecido, é surpreendente que tão poucas pessoas tenham ideia de sua história”.

Fonte: Grantham Journal, 29 de junho de 2011.

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quarta-feira, 29 de junho de 2011

Nota de Falecimento: Albert Wells


Albert Wells
(10/04/1922 - 24/06/2011)

Faleceu no último dia 24 de junho em Pinecrest, Florida, de causas naturais aos 89 anos de idade, o ás do Corsair Capitão Albert Philip Wells.

Nascido em New York, Albert era filho único de Roger e Alice Wells. Logo após completar 20 anos de idade, ele alistou-se no Programa de Cadetes de Aviação da Marinha dos EUA, em julho de 1942. Ao completar o treinamento, foi comissionado 2º Tenente e transferido para o Corpo de Fuzileiros Navais em julho de 1943. Enviado para o recém-formado esquadrão VMF-323 em Cherry Point, North Carolina, Wells iniciou o treinamento no novo caça naval Chance-Vought F4U Corsair. Após três dos seus colegas pilotos matarem uma cascavel de 2 metros de comprimento e pendurarem a pele na sala de operações, o esquadrão adotou o apelido "Death Rattlers" (Cascaveis Mortais).

Em julho de 1944, os Death Rattlers partiram para o Pacífico à bordo do porta-aviões USS Long Island. Após chegar ao teatro de operações, o esquadrão passou nove meses voando missões de treinamento em ilhas seguras no Pacífico Sul, somente partindo para a zona de combate em abril de 1945. Iniciando operações em 10 de abril, o esquadrão encontrou pesada oposição aérea japonesa sobre Okinawa, que estava nos estágios iniciais da invasão americana. No dia 11, Wells abriu seu escore e também o dos Death Rattlers ao derrubar um caça japonês. Ele conseguiu um total de cinco vitórias aéreas confirmadas entre abril e junho, tornando-se oficialmente um ás. Comprovando tremenda perícia, os Death Rattlers terminaram a guerra com 124 vitórias sobre aeronaves japonesas, sem perder nenhum de seus pilotos. Doze dos Death Rattlers tornaram-se ases.

Retornando aos EUA no fim de junho, Wells foi promovido a Capitão e pediu baixa em 1946. Depois disso, ele fez carreira como piloto e diretor de linhas aéreas como a North American Airlines, Northeast Airlines e Hawaiian Airlines, ganhando uma reputação de líder enérgico e inspirador. Viúvo, Albert Wells deixa cinco filhos e onze netos.

Insígnia dos "Death Rattlers".

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terça-feira, 28 de junho de 2011

Spitfire será escavado em pântano na Irlanda


Um caça Spitfire que caiu num pântano no condado de Donegal, na Irlanda, será escavado com a ajuda de um time anti-bombas do Exército Irlandês.

O caça britânico era pilotado por um americano que saltou de paraquedas antes da aeronave colidir com o solo lamacento em novembro de 1941. Roland “Bud” Wolf foi mantido pelos próximos dois anos no campo de prisioneiros de Curragh, enquanto aguardava batalhas diplomáticas entre os governos irlandês e britânico.

O caça carregava munição e muitas metralhadoras Browning quando caiu. O porta-voz das Forças Armadas Irlandesas, Neil Nolan, disse: “O time anti-bombas irá acompanhar a escavação da aeronave para garantir que as munições a bordo não se tornem uma ameaça à segurança pública. Irão checar os sistemas de armas para garantir que não estão carregados; e se estiverem, irão retirar as cápsulas com segurança”.

Bud Wolf foi recrutado para voar Spitfires na Irlanda do Norte. Sua aeronave sofreu uma falha no sistema de resfriamento do motor, forçando-o a abandoná-la.

A equipe de escavação, que encontrou o Spitfire recentemente utilizando detectores de metal, já está trabalhando na área. O caça será levado para Derry, onde será limpo e restaurado para exposições futuras.

Autoridades irlandesas já alertaram sobre possíveis interrupções no tráfego de veículos entre Redcastle e Gleneely durante as operações de escavação.

Fonte: Irish Times, 23 de junho de 2011.

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segunda-feira, 27 de junho de 2011

Nota de Falecimento: Geoff Fisken


Geoff Fisken
(17/02/1916 - 12/06/2011)

Faleceu no último dia 12 de junho em Rotorua, Nova Zelândia, de causas naturais aos 96 anos de idade, o maior ás da Commonwealth no Pacífico Sul, Flying Officer Geoffrey Bryson "Geoff" Fisken.

Nascido em Gisborne, no nordeste neozelandês, Fisken era filho de um fazendeiro, e ainda muito jovem construiu seu próprio planador. Ele aprendeu a voar aos 14 anos de idade, conciliando a paixão pelo voo com sua profissão de pastor de ovelhas. Quando a Segunda Guerra Mundial começou em setembro de 1939, Fisken tentou alistar-se imediatamente, mas foi recusado por exercer uma "atividade vital para o esforço de guerra". Após conseguir que seu patrão o liberasse, ele tentou novamente e foi aceito para o treinamento de piloto no começo de 1940.

Graduando-se no começo de 1941, ele foi imediatamente enviado para Cingapura, onde deveria voar hidroaviões de patrulha Short Singapore. Contudo, tais aeronaves estavam sendo transferidas para um outro esquadrão, e Fisken então foi designado para um treinamento emergencial em caças. Ao terminar o treinamento, ele foi alocado no 243º Esquadrão da RAF, voando o Brewster Buffalo.

Logo após o ataque a Pearl Harbor, os japoneses lançaram ofensivas por todo o Pacífico em dezembro de 1941, incluindo uma possante ofensiva rumo sul pela Malásia até Cingapura. Fisken abriu seu escore em 16 de dezembro, quando derrubou um Mitsubishi Zero, e no dia 29 abateu mais dois bombardeiros japoneses. Um caça Nakajima Ki-27 caiu em 12 de janeiro de 1942 e ele se tornou um ás dois dias depois, ao abater mais um Zero, sua quinta vítima. No dia 17 ele participou da destruição de três bombardeiros Mitsubishi G3M e derrubou outro caça quatro dias depois. Fisken era reconhecido por sua extrema resistência física. Certa vez seu mecânico desmaiou ao vê-lo saindo do cockpit com um estilhaço atravessando-lhe o quadril. "Não notei que estava lá", lembrou-se Fisken. "Só então senti a dor e o sangue que escorria pelas minhas pernas. Tentei puxar com uma pinça, mas doía demais. Então me levaram pro hospital, anestesiaram e tiraram. Me puseram um curativo e pude voar quatro dias depois".

Contudo, os combates em terra favoreciam claramente os japoneses, e os esquadrões de caça estavam perdendo muitas aeronaves e pilotos. Fisken foi evacuado para a Nova Zelândia pouco antes da queda de Cingapura em 15 de fevereiro de 1942. Ao chegar à sua terra natal, ele foi enviado para o 14º Esquadrão da RNZAF, que estava prestes a receber o Curtiss P-40 Warhawk. Fisken personalizou sua aeronave com o apelido "Wairarapa Wildcat", uma referência ao local onde costumava pastorear. Em junho de 1943, o esquadrão foi movido para a linha de frente em Guadalcanal, e rapidamente Fisken destruiu mais dois caças japoneses. No dia 4 de julho, ele realizou seus últimos abates, um Zero e dois bombardeiros Mitsubishi G4M. Neste dia, o Almirante Chester Nimitz, que estava na região, ao saber do feito, fez questão de ir pessoalmente cumprimentar Fisken. Ele ganhou a Distinguished Flying Cross logo em seguida.

Contudo, as profundas feridas conseguidas nos combates por Cingapura estavam cada vez mais fazendo-se sentir em Fisken, e ele recebeu baixa por razões médicas em dezembro de 1943. Seu escore na época era de 11 vitórias confirmadas individuais. Ele voltou a pastorear ovelhas, até vender sua fazenda e se tornar gerente de uma empresa multinacional de prestação de serviços empresariais, até aposentar-se em 1976. Frequentemente convidado para participar de encontros de veteranos nos Estados Unidos, Geoff Fisken ficou viúvo em 1997. Ele deixa cinco filhos e uma filha.

Geoff Fisken e seu "Wairarapa Wildcat".

Arte mostrando Fisken derrubando um Mitsubishi Zero.

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sexta-feira, 24 de junho de 2011

Fotografias revelam os anos que levaram à guerra


Tão interessante quanto observar momentos da Segunda Guerra Mundial, é observar momentos do mundo antes da Segunda Guerra Mundial. Como regiões que foram devastadas e transformadas em campos de batalha, pessoas que mais tarde se tornariam protagonistas da história e eventos não tinham ainda toda a sua significância entendida eram vistos durante a conturbada década de 1930.

O jornalista Alan Taylor está montando uma retrospectiva fotográfica da Segunda Guerra em 20 partes, a serem publicadas sempre no domingo, e a primeira parte já está no ar: Before the War (Antes da Guerra).

São imagens de alta-resolução que capturam momentos dramáticos da nossa história. Vale a pena conferir o álbum completo, bastante amplo:


Aqui, algumas amostras:






Meus agradecimentos ao amigo André Luis pela dica!

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quinta-feira, 23 de junho de 2011

Nota de Falecimento: Hans-Georg Borck


Hans-Georg Borck
(24/09/1921 - 08/05/2011)

Faleceu no último dia 8 de maio em em Hagen, na Alemanha, de causas naturais aos 89 anos de idade, o ganhador da Cruz do Cavaleiro, Hauptmann Hans-Georg Borck.

Nascido em Hagen, filho de um professor, Borck terminou seus estudos em 1940, sendo então em outubro convocado para o 3º Batalhão de Engenharia da Reserva. Passando para o 2º Batalhão em março de 1941, ele completou seu treinamento e foi designado para 79º Batalhão de Engenharia Panzer, da 4ª Divisão Panzer, em Poznan.

Com essa unidade, tomou parte na Operação Barbarossa, lutando em Brest-Litovsk, Bobruisk, Smolensk e Gomel. Entre setembro de 1941 e fevereiro de 1942, Borck foi enviado para um curso avançado de engenharia em Dessau, e em abril foi comissionado Leutnant. Ele então recebeu o comando de um pelotão do 209º Batalhão de Engenharia, da 11ª Divisão Panzer, participando assim das batalhas em Voronezh e Kharkov. No fim de junho de 1942, o avanço de seu pelotão foi impedido por quatro tanques soviéticos T-34. Borck então liderou um audacioso ataque de homens contra blindados, tendo sozinho destruído dois dos tanques inimigos. Por essa ação ele ganhou a Cruz de Ferro de 1ª Classe e duas Insígnias de Destruição de Tanque em Prata, costuradas na manga direita de seu uniforme. Ferido em ação pouco depois, Borck recebeu uma licença médica, mas retornou em dezembro para assumir o comando da Companhia.

Defendendo posições em Kolotowska, no rio Don, ele mais uma vez provou-se um soldado de extrema bravura pessoal. Em 7 de fevereiro de 1943 a 7ª Divisão Panzer estava, com muita dificuldade, contendo um pesado ataque blindado soviético. No meio do tremendo esforço para segurar a linha, um tanque T-34 perfurou as defesas alemãs. Ao perceber isso, Borck imediatamente correu em direção ao blindado soviético, subindo nele e detonando-o com um explosivo de carga oca. O ataque inimigo foi contido, e Borck recebeu grande parte dos créditos por destruir o único que havia penetrado as defesas. Em 11 de março ele recebeu a Cruz Alemã em Ouro por esta ação, bem como sua terceira Insígnia de Destruição. Em 1 de abril, Borck foi promovido a Oberleutnant, e foi seriamente ferido durante a Batalha de Kursk.

Retornando ao front em setembro de 1943, sua unidade foi cercada no Bolsão de Cherkassy. No infernal ambiente dentro do cerco, ele recebeu temporariamente o comando do 2º Batalhão do 3º Regimento de Granadeiros Panzer. Nesse comando, ele liderou um desesperado contra-ataque que segurou um ataque blindado soviético, no qual os soldados alemães se envolveram em combate à queima-roupa com os tanques inimigos. Borck destruiu mais um tanque em combate pessoal, e foi o único sobrevivente da ação. Por este feito de crítica importância para impedir a destruição das tropas alemãs dentro do bolsão, Hans-Georg Borck foi condecorado com a Cruz do Cavaleiro da Cruz de Ferro em 23 de dezembro de 1943 - e também sua quarta Insígnia de Destruição. Após recuperar-se de seus ferimentos, ele fez mais um curso avançado de engenharia, sendo em seguida enviado para um posto de estado-maior em Berlim. Borck foi promovido a Hauptmann em 1 de março de 1945, e foi capturado pelos americanos em abril, sendo libertado em novembro.

Hans-Georg Borck retornou à sua cidade natal de Hagen, onde passou o restante da vida. Ele deixa esposa e três filhos.

Foto autografada de Hans-Georg Borck.

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quarta-feira, 22 de junho de 2011

Operação Barbarossa: 70 anos



Quatro milhões e meio de homens se posicionaram ao longo da imensa e sombria fronteira que corta longitudinalmente a Europa do Mar Báltico até o Mar Negro, há exatos 70 anos no passado. Quase três mil quilômetros de extensão tinha a gigantesca frente de combate, e atrás dela, um país desconhecido e enigmático.

No frio daquela madrugada, é dito que Erich von Manstein – então comandando o 56º Corpo Panzer – por horas contemplou aquela fronteira silenciosa, perguntando-se o que os aguardava do outro lado. O mesmo pensamento de milhões de soldados, distribuídos de norte a sul por toda a fronteira com o maior país do mundo, a União Soviética.

Lançada exatamente às 3:15 da madrugada de domingo, 22 de junho de 1941, a Operação Barbarossa foi a maior e mais custosa operação militar na história, e suas implicações ecoaram por todo o restante do século XX até os nossos dias. Significou a abertura de uma frente de combate que conheceu uma selvageria ímpar em intensidade e escala na história recente – somente sendo encerrada quatro anos depois, no coração da Europa.

Barbarossa não é um fato militar, é um fato definitivo na nossa história. A decisão de Adolf Hitler, de arriscar o destino da Alemanha e da Europa numa ofensiva-surpresa contra a potência de Josef Stalin, desencadeou a sequência de eventos que construiu o mundo atual e afetou as vidas de incontáveis seres humanos, incluindo a dele próprio.

Baseando-se em estimativas errôneas e mal-calculadas, Hitler foi levado a acreditar que derrotar a União Soviética seria uma questão de apenas aplicar um golpe duro inicial. Como ele disse: “Chute a porta, e casa inteira cairá”. Não podia estar mais longe da verdade. Os soviéticos vinham construindo a maior máquina militar do mundo, longe dos olhos dos estrangeiros, ultrapassando em muito qualquer coisa que os europeus ou americanos tivessem.

Quantidades impressionantes de tanques e aviões saíam das fábricas soviéticas, desde a ordem de mobilização emitida em 1939. Em apenas dois anos – entre 1939 e 1941 – o Exército Vermelho mais do que dobrou de tamanho, chegando ao dia 22 de junho de 1941 com 5,7 milhões de soldados. Stalin organizou todo seu dispositivo ao longo da fronteira ocidental da URSS, numa atitude até hoje não muito clara e que provoca infindáveis discussões entre historiadores do mundo todo.

Nas primeiras semanas da invasão, incontáveis depósitos de munição, peças de artilharia e verdadeiros “rebanhos” de soldados soviéticos foram capturados pelos soldados do Eixo em avanço. Dezenas de milhares de aeronaves e tanques foram destruídos em bases que margeavam a fronteira. Stalin entrou num estado de choque profundo, e desapareceu da vista de todos por 10 dias inteiros.

Desde o início, a justificativa alemã para o aparentemente não-provocado ataque à União Soviética foi de que se tratava de um ataque preventivo, em vista de uma poderosa invasão vermelha que se avizinhava, somente a semanas de distância. Esta justificativa foi prontamente descartada pela historiografia pós-guerra como mera propaganda. Mas seria mesmo completamente infundada?

Stalin certa vez chamou Hitler de “quebrador de gelo”. Um quebrador de gelo para quebrar o delicado equilíbrio, a "fina camada de gelo" que mantinha a Europa em estabilidade. O próprio Stalin brindou um acordo de não-agressão com os alemães, que continha um protocolo de partilha do estado polonês entre as duas potências. O próprio Stalin em seguida inventou um falso ataque finlandês para justificar a invasão daquele país, e tomar dele sua mais protegida zona de segurança, o Istmo da Karélia. O mesmo Stalin em junho de 1940 tomou os três estados bálticos Estônia, Letônia e Lituânia – criando para si uma fronteira direta com a Alemanha. E esse mesmo Stalin, nesse mesmo mês, tomou da Romênia as províncias da Bessarábia e Bucovina do Norte, aproximando-se dos poços petrolíferos de Ploiesti, a maior fonte de petróleo de Hitler.

Tudo isso aconteceu enquanto Hitler tomava os países ocidentais, França, Holanda, Noruega, Bélgica, Dinamarca e Luxemburgo – e enfraquecia a Europa como um todo. Um ano depois, Hitler colocou todo o peso de seu exército, e o de mais seis nações aliadas, numa guerra de tudo ou nada contra a União Soviética. Winston Churchill, até então um ferrenho anticomunista, abraçou a causa de Stalin instantaneamente, enviando ajuda e falando favoravelmente do déspota que já havia mandado milhões para a morte. Churchill confessou: “Se Hitler invadisse o inferno, pelo menos uma menção favorável ao demônio eu faria na Câmara dos Comuns”.

E assim foi. Como todos sabemos, a ofensiva alemã paralisou-se às portas de Moscou no inverno de 1941. Já nos limites de seus recursos, os alemães montaram uma segunda ofensiva, somente no setor sul da URSS, em 1942, que viria a terminar no desastre de Stalingrado. Daí para frente, foi a vez de Stalin tomar as rédeas da situação, e lentamente empurrar de volta as forças do Eixo em direção às suas fronteiras.

Apenas um ano após o fim da guerra, e da ocupação soviética do leste europeu, Churchill – agora uma figura decorativa sem qualquer poder – mais uma vez muda de opinião sobre Stalin e, nos EUA, profere as proféticas palavras:

De Stettin, no Báltico, até Trieste, no Adriático, uma cortina de ferro desceu através de todo o continente. Por trás dessa linha jazem todas as capitais dos antigos estados da Europa Central e Oriental. Varsóvia, Berlim, Praga, Viena, Budapeste, Belgrado, Bucareste e Sofia; todas essas famosas cidades e suas populações jazem no que chamo de esfera soviética, e sob crescente controle de Moscou”.

A exportação da revolução comunista foi atrasada em quatro anos, segundo a corrente que defende a teoria do ataque preventivo – e resultou em apenas metade do objetivo atingido: apenas meia Europa caiu sob julgo soviético, ao contrário do continente todo. A partir deste momento, soube Stalin, sua União Soviética estava condenada. O mundo ocidental colocou todo o peso de sua economia e força militar contra a URSS, e meio século depois, ela teve que pedir arrego.

O impacto de Barbarossa continua a ser sentido, 70 anos depois.

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terça-feira, 21 de junho de 2011

Entrevista na revista "Leituras da História"


Pessoal,

A edição deste mês da revista "Leituras da História" traz uma entrevista comigo, falando sobre o trabalho na Sala de Guerra. O editor da revista, Roberto Lopes, entrou em contato para conhecer mais sobre as origens do meu interesse no assunto e os contatos com os veteranos mundo afora.

Uma boa conversa de umas duas horas gerou a entrevista final, que vocês podem conferir aqui:


Errata: Eu sou apenas pós-graduado em história, não tenho doutorado, hein!

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segunda-feira, 20 de junho de 2011

Ion Dobran conta como ganhou seu apelido "Faquir"


Revendo meus arquivos da visita à Bucareste, encontrei este vídeo. É mais um daqueles momentos que capturam um fato histórico que não será encontrado em nenhum livro, e somente pode ser conseguido diretamente com os próprios veteranos.

Aqui, Dobran conta como ganhou seu famoso apelido "Faquir". Apesar de eu já ter me referido a este fato na biografia dele que escrevi em 2009, achei legal dividir com vocês o próprio Dobran contando a história.

Em março de 1943, Dobran e seus colegas do 9º Grupo de Caça, que até então voavam o caça nacional IAR 80, foram enviados a Tiraspol para receber treinamento no Messerschmitt Me 109G, recém-adquirido pela Romênia. Seu instrutor foi ninguém menos que o 13º maior ás da história, o alemão Helmut Lipfert (203 vitórias).

Certo dia, Lipfert gabou-se de que ninguém conseguia voar mais raso do que ele no Me 109, e Dobran aceitou o desafio. Após Lipfert decolar, fazer um baixíssimo rasante na pista e pousar, Dobran seguiu-o, e abaixou tanto o avião que o propulsor tocou o solo 40 vezes. Na cabine, ele apenas sentiu a aeronave estranhamente perder velocidade. Miraculosamente, Dobran conseguiu sair do rasante e pousar o Messerschmitt em segurança, para assombro de todos presentes. Estarrecido com o feito, Lipfert jogou seu quepe no chão e gritou: "Faquir, faquir!" (OBS: Faquir é geralmente um homem hindu que realiza feitos mágicos, como engolir fogo ou deitar-se em cama de pregos).


Este apelido acabou por espalhar-se e tornou-se "oficial". Em 1946, ele ganhou de um amigo uma caricatura, mostrando-o em trajes indianos e encantando cobras com uma flauta - um verdadeiro faquir, que Sala de Guerra exibe aqui, com exclusividade:


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sexta-feira, 17 de junho de 2011

General Dobran usando boné da FAB


Quando fui a Bucareste em outubro de 2009, tive a honra de conhecer um dos mais famosos ases romenos da Segunda Guerra Mundial: General Ion Dobran. Já tinha me correspondido com ele antes, mas ao receber o convite de visitar a capital romena, e visitá-lo em sua casa, decidi levar-lhe um presente.

Pelas fotos que já havia visto dele, percebi que o General é adepto do boné, e escolhi um belo exemplar bordado da Força Aérea Brasileira para presenteá-lo. Não deu outra: ele me recebeu na porta de casa fardado e com o característico boné cobrindo a cabeça. Muito alegre, deu-me um abraço e quando presenteei-lhe, imediatamente trocou o boné que usava pelo da FAB.

Estas fotos são da minha visita a Dobran em outubro de 2009. Conosco estava Claudiu Stumer, colaborador da Sala de Guerra na Romênia:



Alguns meses depois, contatei o ás norte-americano Coronel Barrie Davis, que havia sido quase morto por Dobran em 1944. Davis iria visitar Dobran em Bucareste, num encontro que já relatei aqui. Ficou surpreso por eu já ter visitado ele, e agradeceu quando mandei-lhe fotos de minha visita, pois nunca tinha visto uma foto recente de seu ex-rival. Encontraram-se na Romênia no fim de janeiro de 2010, e pelo que me foi relatado pelos dois, ambos gostaram muito do reencontro.

Pois bem, passado mais de um ano do evento, hoje encontrei um álbum de fotos do filho de Barrie Davis, Mike, que acompanhou o pai na viagem. Eis que me deparo com fotos do jantar oficial de recepção dos ases na Academia da Força Aérea Romena em Brasov, 24 de janeiro de 2010. E lá está Ion Dobran usando o boné da Força Aérea Brasileira que lhe dei!

Pode não parecer muito, mas me emocionei. Um verdadeiro ás usando o distintivo de nossa Força Aérea Brasileira em um evento oficial, na presença de autoridades americanas e romenas. Certamente questionaram-lhe sobre o boné, e ele com certeza mostrou-se orgulhoso de usá-lo.

Mandou bem!




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quinta-feira, 16 de junho de 2011

Veterano se forma, décadas após sua Medalha de Honra



Ele é o mais condecorado veterano do estado do Oregon, EUA, mas aos 90 anos idade, Bob Maxwell recebeu uma honra pela qual esperou mais de 70 anos: completou o segundo grau na classe de 2011.

Aos 15 anos de idade, ele não andava pelos corredores da escola; ele nem estava na escola. Foi forçado a interromper os estudos para trabalhar na fazenda dos pais no Kansas, durante a Grande Depressão.

Isso era aceito naqueles dias”, disse Maxwell. “Quando um garoto tinha idade suficiente para fazer o trabalho de um homem, era o que ele fazia”.

Uma lição que o ganhador da Medalha de Honra do Congresso continua a ensinar todos os dias é a modéstia. Ele foi condecorado com a maior honraria norte-americana após jogar-se contra uma granada ativa na França, salvando o restante de seu pelotão da morte certa.

O fato de ele ter nos escolhido para estudar é uma grande honra para nós”, disse o diretor da escola, H. D. Wedell. “Mesmo assim, por causa de sua humildade, ele se sente honrado”.

Honrado, mas sem muita certeza se merece jogar para cima seu chapéu de formando com o restante dos colegas de classe.

De certa maneira, sinto que é um diploma que não fiz por merecer”, disse Maxwell. “Mas então eu olho pelos 73 anos que se passaram, e penso que acumulei conhecimentos e habilidades suficientes para dizer que sim, eu o mereço”.

Um homem de feitos heróicos, mas ainda assim muito humilde. Seu exemplo inspirou seus colegas de classe a perseguir uma vida melhor.

Eles podem conseguir, devido ao fato de Bob ter conseguido”, disse Wedell. “Ele arriscou sua vida para que nossos filhos pudessem estar aqui hoje”.

Mas haverá espaço na parede do mais condecorado veterano do Oregon para sua mais nova honraria?

Espero encontrar um lugarzinho na parede para pendurar o diploma”, confessou Maxwell. “É uma grande honra”.

Fonte: KTVZ, 12 de junho de 2011.

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quarta-feira, 15 de junho de 2011

Nota de Falecimento: Alfred Czech


Alfred Czech
(12/10/1932 - 13/06/2011)

Faleceu no último dia 13 de junho em Hückelhoven, Alemanha, de causas naturais aos 78 anos de idade, o mais jovem ganhador da Cruz de Ferro, Alfred Czech.

Nascido em Goldenau, na então região alemã da Alta Silésia (hoje parte da Polônia), Czech era filho de um casal de fazendeiros. Bem jovem, entrou para a Jungvolk, uma organização criada para crianças de 10 a 14 anos, que ainda não tinham idade para juntar-se à Juventude Hitlerista. Com a aproximação do Exército Vermelho em março de 1945, os combates tomaram a zona rural próxima à sua casa.

Certo dia, Czech viu-se em meio ao fogo cruzado, e ao tentar afastar-se encontrou um grupo de soldados alemães feridos, que haviam sofrido um ataque de morteiros soviéticos. Ele correu para casa e, sem hesitar, tomou a carroça do pai e voltou ao local do combate, ajudando os soldados feridos a subirem e resgatando oito deles. Numa demonstração de excepcional coragem, Czech voltou mais uma vez ao front e resgatou mais quatro soldados, levando-os para casa e administrando os primeiros socorros - conhecimento que tinha aprendido na Jungvolk. Alguns dias depois, um general alemão apareceu na casa da família, e disse aos pais que preparassem o filho para uma viagem a Berlim.

Levado numa aeronave de transporte militar para a capital em 20 de março de 1945, Czech integrou um grupo de 20 jovens combatentes da Juventude Hitlerista que seriam cumprimentados pessoalmente por Adolf Hitler. Tomaram um café da manhã reforçado e receberam uniformes novos, sendo então levados para o jardim da Chancelaria do Reich. O Führer recebeu-os aparentando extrema fragilidade, com a gola do casaco puxada para cima e a mão esquerda (que tremia incontrolavelmente devido ao Mal de Parkinson) firmemente presa às costas. Ao passar pelos garotos, Hitler parou na frente de Czech e disse: "Então você é o mais jovem de todos? Não ficou com medo quando resgatou aqueles soldados?" O jovem de 12 anos apenas respondeu: "Não, meu Führer!"

Em seguida, os 20 meninos receberam de Artur Axmann suas Cruzes de Ferro, e desceram para o bunker, para um almoço com Hitler. Após conversar sobre suas experiências, os jovens foram questionados se gostariam de voltar para casa ou ir para a linha de frente. Todos optaram pela segunda alternativa. Sendo assim, Czech foi enviado para combater em Freudenthal, nos Sudetos. "Todos os soldados regulares tinham que me saudar por causa da minha Cruz de Ferro", lembrou-se ele. Em meados de abril, Czech teve um dos pulmões perfurado por uma bala, e recuperava-se no hospital quando a guerra acabou. Mantido prisioneiro na Tchecoslováquia até 1947, ele teve que voltar a pé de Praga até a casa dos pais em Goldenau, onde descobriu que seu pai havia sido morto nos últimos dia do conflito.

Com a região da Silésia cedida para a Polônia, a população alemã da área que não migrou imediatamente passou por diversas dificuldades sob os novos proprietários poloneses. Somente em 1964 Czech conseguiu autorização para sair do país, estabelecendo-se na Renânia, Alemanha Ocidental, onde trabalhou no ramo de construção civil até aposentar-se.

Até seus últimos dias, Alfred Czech manteve num porta-retrato a fotografia de seu encontro com Hitler. "Como uma criança, eu não pensava muito. Só queria fazer algo pelo meu povo", disse ele. "Não acho que foi insano mandar crianças para o combate. Aquilo era guerra". Ele deixa esposa, 10 filhos e 20 netos.

O pequeno Alfred Czech é cumprimentado por Adolf Hitler, 20 de março de 1945.

Imagem colorizada do mesmo evento.


Meus agradecimentos ao amigo Richard Schmidt pela dica!

Veja também:
>>Membro da Juventude Hitlerista divide lições aprendidas
>>Nota de Falecimento: Sepp Allerberger
>>Bate-papo com o veterano - Theo Nau responde
>>Mais jovem soldado morto na guerra é identificado
>>Rendição poupou um jovem, duvidoso kamikaze
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Bombardeiro B-17 cai em Illinois


Bombardeiro B-17 cai em Illinois


Um bombardeiro da Segunda Guerra Mundial foi destruído no estado de Illinois, e as autoridades tentam descobrir o que pode ter causado o incêndio a bordo.

O bombardeiro B-17, conhecido como “Fortaleza Voadora”, é o exemplar batizado de Liberty Belle. A aeronave estava operando no Aeroporto Municipal de Aurora, 60 quilômetros a oeste de Chicago. Construído em 1944, o exemplar viu serviço ativo durante a guerra: foi um dos poucos aviões que sobreviveu ao catastrófico ataque a Düsseldorf, Alemanha, em setembro de 1944, e voou 64 missões de combate antes de ser aposentado em fevereiro de 1945.

O B-17 foi então restaurado pela Liberty Foundation de Miami, Florida. Ele deveria prosseguir de Aurora para Indianápolis, e então para Ohio. Voava das 10h às 15h durante a semana, e depois ficava em exposição estática.

Marty Kunkel, chefe dos bombeiros na cidade vizinha de Sugar Grove, explicou que o pilotou reportou fogo a bordo pouco antes da decolagem: “Ele tentou fazer o retorno para o aeroporto, mas não conseguiu, e então fez o pouso forçado num milharal”. Após parar, a aeronave foi consumida pelo fogo.

O Liberty Belle levava sete pessoas a bordo. Ninguém se feriu.

Fonte: Huffington Post, 13 de junho de 2011.







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terça-feira, 14 de junho de 2011

Nota de Falecimento: John Alison


John Alison
(21/11/1912 - 06/06/2011)

Faleceu no último dia 6 de junho em Washington DC, EUA, de causas naturais aos 98 anos de idade, o ás e "pai" das Operações Especiais da USAF, Major-General John Richardson "Johnny" Alison.

Nascido em Micanopy, Florida, Alison apaixonou-se pelo voo quando, ainda adolescente, foi levado de carona por um aviador de acrobacias para uma performance. Ele então ingressou na Universidade da Florida e graduou-se engenheiro em 1936, mas logo depois juntou-se às fileiras do Corpo Aéreo do Exército. Comissionado Segundo Tenente em 1937, Alison se tornou um expert no Curtiss P-40 Warhawk, tanto que foi designado para demonstrá-lo para o líder chinês Chiang Kai-shek em 1940, quando este esteve nos EUA para comprar aeronaves. "Alison tirou mais do P-40 naquela demonstração de 5 minutos do que eu jamais vi alguém fazer antes ou depois", disse o General Claire Chennault, que assistiu tudo junto da delegação chinesa. Entusiástico, Chiang Kai-shek apontou para o P-40 e disse: "Nós precisamos de 100 desses!" Chennault então apontou para Alison e respondeu: "Não, vocês precisam de 100 desses".

Na primavera de 1941, Alison e Hubert "Hub" Zemke foram enviados para a Inglaterra para treinar pilotos da RAF no Warhawk, e em outubro do mesmo ano foram para Moscou treinar pilotos soviéticos na mesma aeronave, além do A-20 Havoc e B-25 Mitchell. Contudo, Alison insistentemente pedia por um posto de combate, e finalmente conseguiu um em junho de 1942, quando foi enviado para a China. Lá, foi feito sub-comandante do 75º Esquadrão do 23º Grupo de Caça - os ex-Tigres Voadores. Extremamente inventivo e ousado, ele começou a experimentar táticas de voo noturno, e em 30 de julho de 1942 fez a primeira interceptação noturna do Teatro de Operações China-Birmânia-Índia (CBI), recebendo a Distinguished Flying Cross pelo feito. No começo de 1943, demonstrou toda sua agressividade ao engajar três Zeros que atacavam seu aeródromo. Após derrubar um deles, Alison avistou reforços japoneses chegando e novamente partiu para cima, derrubando mais um dos Mitsubishi. Por essa ação ele foi condecorado com a Silver Star. Terminando seu tour operacional em maio de 1943, ele havia somado 7 vitórias aéreas confirmadas. David Lee "Tex" Hill, seu superior no 75º Esquadrão, disse: "John Alison tem a melhor e mais pura habilidade de voo entre todos os pilotos neste teatro de operações - um toque nos controles que não tem igual. Seu talento só é igualado por sua avidez pelo combate".

Com os japoneses tencionando invadir a Índia a partir da Birmânia, e os ingleses sofrendo muitos reveses na árdua luta na selva contra o inimigo, Hap Arnold decidiu montar uma unidade aérea especial, que realizaria operações de apoio aos Chindits do General Orde Wingate. Essa unidade, o 1º Grupo Aéreo de Operações Especiais, foi então entregue a John Alison e outro brilhante líder aviador, Philip Cochran. Os dois escreveram os manuais de operações aéreas especiais durante o longo voo até o CBI. Em março de 1944, a unidade iniciou voos de suprimento e suporte às tropas britânicas que enfrentavam a ofensiva japonesa na Birmânia. Contando com um variado inventário, que incluia Mustangs, Mitchells, C-47s, Wacos e diversas aeronaves de ligação, a unidade também foi a pioneira no uso do helicóptero Sikorski R-4 em combate, em maio de 1944. O trabalho de Alison e Cochran foi essencial para salvar a Índia da invasão japonesa e conter sua expansão territorial na Ásia.

Após a guerra, Alison foi feito Secretário-Assistente de Comércio da USAF, passando para a reserva em 1955 com a patente de Major-General. Logo depois, passou a trabalhar para a Northrop Aviation, aposentando-se como vice-presidente da empresa em 1984. Johnny Alison foi incluido no Hall da Fama da Aviação Nacional em 2005. Ele deixa esposa, dois filhos e três netos.

Philip Cochran e John Alison, comandantes do 1º Grupo Aéreo de Operações Especiais, no CBI, 1944.

General Alison é cumprimentado pelo Major Brian Strang, do QG de Operações Especiais da USAF, 6 de maio de 2008.

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sexta-feira, 10 de junho de 2011

Mustang é escavado na Tailândia


Mustang é escavado na Tailândia


A Força Aérea Tailandesa está escavando os destroços de um North American P-51D Mustang em Pathum Thani, 50 km ao norte de Bangkok. Um empreiteiro que construia no local encontrou um tanque de oxigênio a 12 metros de profundidade, num terreno bastante argiloso, e contatou os militares.

O Mustang foi abatido em 1945, quando fazia uma ataque de bombardeio à base militar inimiga em Don Muang, na Tailândia ocupada pelos japoneses.

Após terminar as escavações, o aparelho será restaurado e exibido no Museu da Força Aérea Tailandesa, em Bangkok.


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quinta-feira, 9 de junho de 2011

Vídeo: Montando um P-47 Thunderbolt


Continua a impressionar-me a importância que os americanos davam à praticidade de seus métodos. Claro, somente através da praticidade é possível entregar um número tão grande armamentos para virtualmente o mundo todo, enquanto enfrenta-se uma guerra em dois cantos opostos do planeta.

Este vídeo mostra um procedimento ultra-prático de montagem de um caça Republic P-47 Thunderbolt em condições de campo de batalha, sem o auxílio de guindastes ou ferramentas sofisticadas. Imagine, ser capaz de montar um aparelho tão complexo quanto uma aeronave de caça - e colocá-la em operação, apenas com ferramentas básicas e força física! Isso com certeza merece aplausos.

Acredito que nossos mecânicos do 1º Grupo de Caça nunca precisaram fazer um procedimento desses para valer, mas certamente foi um dos muitos vídeos que assistiram durante treinamento!

Confiram:





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quarta-feira, 8 de junho de 2011

Evento de reencenação inglês ameaça banir uniformes alemães


Evento de reencenação inglês ameaça banir uniformes alemães


Dez mil pessoas se juntaram para ver uma das mais espetaculares reencenações anuais da Segunda Guerra Mundial – apesar das ameaças de banimento de um dos lados do conflito.

Os organizadores ameaçaram banir uniformes alemães no último minuto, para evitar ofender sobreviventes do Holocausto. Isso se deveu a diversas reclamações da comunidade local, dizendo que no ano anterior um número muito grande de pessoas tinha comparecido usando uniformes alemães.

No entanto, apesar das preocupações de última hora, ambos os lados da guerra foram propriamente representados na reencenação do conflito 1939-1945, organizado pela Ferrovia East Lancashire.

Diversos “nazistas” foram vistos tomando parte no evento, que chamou a atenção de milhares de curiosos.

A polêmica seguiu-se a reclamações nos anos anteriores sobre pessoas usando uniformes e apetrechos da SS, um jipe chegando com uma bandeira da suástica e um homem interpretando Hermann Goering.

Christina Seidel, gerente de marketing da ferrovia, disse: “Pedimos às pessoas para que não venham com uniformes do exército alemão ou da SS, porque não queremos ofender a comunidade judaica local”.

Parece que o apelo foi atendido pelos visitantes que compareceram ao evento, mas alguns uniformes alemães ainda puderam ser observados na multidão.

Protestos também ocorreram do outro lado, com grupos de pessoas defendendo a correta representação do período, o que inevitavelmente inclui soldados alemães.

Muitos optaram por vestir-se com uniformes britânicos da época, e um grupo de mulheres optou por uniformes da RAF.

O evento também incluiu representações de batalhas da Segunda Guerra nas estações de trem de Rawtenstall e Ramsbottom. Trens a vapor transportaram visitantes em vagões da década de 1940 às estações, também devidamente ambientadas.

Aconteceu também um desfile de moda e uma feira de artigos do período.

Fonte: Daily Mail, 30 de maio de 2011.








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terça-feira, 7 de junho de 2011

B-17 Mary Alice retirado pela saída de incêndio


B-17 Mary Alice retirado pela saída de incêndio


O Imperial War Museum em Duxford começou o próximo estágio do meticuloso processo de restauração de seu Boeing B-17 Flying Fortress, “Mary Alice”.

Mas primeiro, a equipe de conservação teve o igualmente cuidadoso trabalho de retirar o B-17 do American Air Museum para o Hangar nº 5, onde acontecem os processos de conservação. Lá, começará todo o extensivo trabalho de conservação do bombardeiro.

Tendo sido desmontada no próprio local – incluindo a remoção dos propulsores, motores e asas – a fuselagem da aeronave foi tirada de dentro do museu pela saída de incêndio antes de fazer o longo caminho até o hangar nº 5.

O trabalho de conservação, que incluirá um novo processo anti-corrosão e nova pintura, tem prazo de 16 meses para ser completado.

Fonte: Culture 24, 20 de maio de 2011.





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segunda-feira, 6 de junho de 2011

Como consertar seu tanque Tiger - já a venda!


Como consertar seu tanque Tiger - já a venda!


Ele já foi uma das mais temidas armas alemãs – mas agora seus segredos estão sendo expostos da forma mais popular possível.

Os mecânicos do único tanque Tiger operativo do mundo são destaque de uma nova versão do Haynes Maintenance Manual, uma bíblia para entusiastas de automóveis clássicos.

Os especialistas do Museu de Tanques de Bovington são os únicos do mundo que têm conhecimento prático da arma favorita de Hitler.

O “Manual de Manutenção do Dono de Tanque Tiger” foi escrito por eles e exibe as intrincadas entranhas do Tiger 131 – do qual só existem 6 similares restantes no mundo.

Hitler ordenou que o tanque fosse construído durante a Segunda Guerra Mundial, e o Tiger tornou-se muito temido nos campos de batalha por suas armas especialmente desenhadas que disparavam projétil após projétil de munição de alta performance.

O protótipo foi completado a tempo para o aniversário de Hitler em 20 de abril de 1942 e foi usado como peça central de uma parada militar. No entanto, menos de um ano depois, um deles foi capturado pelos Aliados no deserto da Tunísia.

Foi uma vitória tão importante que o Primeiro Ministro Winston Churchill e o Rei George VI foram vê-lo pessoalmente.

O prólogo do manual foi escrito por Peter Gudgin, ganhador da Military Cross, e que foi ferido pelo tanque momentos antes de sua captura. Após recuperar-se num hospital ele escreveu um detalhado relatório sobre o veículo, e esse conhecimento foi utilizado no manual.

O livro consiste de uma série de fotografias do interior e exterior do tanque, que ajudam a explicar seu motor e sistema de armas. Contém detalhes do processo de manutenção e de como os especialistas do museu o dirigem.

Foi escrito por David Willey, curador do museu, David Fletcher, historiador, e Mike Hayton, gerente da oficina.

Willey disse: “O Tiger 131 é provavelmente nossa mais famosa atração e o único Tiger em funcionamento no mundo. O prólogo foi escrito por Peter Gudgin e é maravilhoso que ele ainda possa nos ajudar com a pesquisa. No total, 1.300 Tigers foram produzidos. Este aqui foi doado ao museu em 1951, mas não tinha sido montado corretamente depois de ter sido desmontado e examinado durante a guerra”.

Na década de 1990 começamos um processo de restauração e estamos agora na segunda fase do projeto, trabalhando com as plantas alemãs originais. Tivemos mais tempo para estudá-lo do que os próprios alemães, então provavelmente sabemos mais sobre ele do que eles mesmos”.

O tanque Tiger foi soberbamente projetado e era uma máquina de combate muito temida, mas não devemos esquecer dos danos que causou a tantos dos nossos soldados”.

Fonte: Daily Mail, 1 de junho de 2011.

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