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terça-feira, 26 de abril de 2011

Evento: Dia da Aviação de Caça 2011 - Parte 1



Ao retornar da Alemanha ano passado, constatei um fato: eu tinha acumulado uma boa experiência conhecendo e conversando com veteranos da Segunda Guerra Mundial, seja pessoalmente, por e-mail ou cartas. Eu tinha ido à Europa duas vezes, visitado Alemanha e Romênia, e feito diversos amigos em países como Itália, Rússia e Estados Unidos. Mas faltava uma coisa.

Faltava conhecer nossos próprios herois.

Me deparei com uma falha até mesmo grosseira da minha parte: eu até então não havia ido ao Rio de Janeiro para conhecer os bravos Jambocks, nossos aviadores que tão bonito fizeram nos céus da Itália. Isso eu tinha que resolver – e o quanto antes.

Bom, através do meu amigo Celso Menezes, autor da HQ “Jambocks”, fiquei sabendo dos detalhes das cerimônias que cercam a data de 22 de abril, comemorado aqui no Brasil como Dia da Aviação de Caça. Todos os anos nesta data, realiza-se na Base Aérea de Santa Cruz, no Rio de Janeiro, uma cerimônia em honra do 1º Grupo de Caça e seus membros caídos em combate.

Configura-se esta uma excelente ocasião para conhecer melhor os nossos veteranos e bater um papo com eles. Decidi-me a comparecer este ano, sem falta. Como não sabia ao certo como proceder (nunca tinha estado no Rio de Janeiro a passeio), decidi buscar uma luz na melhor das fontes: o próprio Brigadeiro Rui Moreira Lima. Escrevi-lhe, apresentei-me e pedi instruções.

Alguns dias depois, eis que meu telefone toca com uma agradável surpresa: o Brigadeiro Rui me liga para agradecer o interesse (se alguém estava agradecido e honrado, esse alguém era eu com certeza), e ele mesmo fez uma reserva de hotel para mim e me colocou na lista de convidados para as festividades. Agradeci-lhe e nos despedimos, dando um até logo.

No dia 20 de abril, tomei o avião no trajeto Montes Claros – Belo Horizonte – Rio de Janeiro, inesperadamente sem atrasos nem contratempos. Cheguei ao hotel do Clube da Aeronáutica rapidamente, pois este fica bem ao lado do Aeroporto Santos Dumont. O Clube é um bom local, com o único contratempo de meu quarto ficar bem ao lado da pista de decolagem, e o barulho dos jatos em operação não é pouco. De qualquer maneira, eu tinha pela frente uma boa noite de descanso, pois no dia seguinte, 21 de abril, haveria meu primeiro contato com os nossos Avestruzes.

Na manhã do dia 21, aprontei-me e desci para o térreo às 10h da manhã. O Brigadeiro Rui havia me dito por telefone que neste dia haveria uma missa às 11h, seguido do almoço do 1º Grupo de Caça, no qual comparecem os veteranos com suas famílias e amigos convidados. É uma comemoração mais informal, que acontece sempre um dia antes do Dia da Aviação de Caça, destinada a ser um ponto de confraternização.

Pois bem, após dar umas voltas pelas instalações, vejo o primeiro a chegar: o Capitão Osias, que foi auxiliar de operações do Grupo. Vestido bastante despojadamente com um paletó branco e camisa com gola por cima da lapela, Osias exibe uma saúde invejável e parece ser a força física motora por trás da organização dos eventos. Ao seu lado, já mais frágil um pouco, andando com o auxílio de uma bengala, um outro senhor, cuja fisionomia me escapou no primeiro momento. Aproximei-me para apresentar-me, e ele respondeu: “Prazer, Tenente Varela”. Nossa, como fui deixar de lembrar dele! Uma expressão bastante serena e bondosa caracteriza este veterano que por tantas vezes armou nossos P-47 para o combate.

Minha próxima surpresa foi conhecer o veterano Geraldo Perdigão, um dos últimos veteranos vivos da nossa 1ª Esquadrilha de Observação e Ligação (ELO), que atuou em apoio da Divisão de Infantaria Expedicionária comandada pelo General Mascarenhas de Moraes. Perdigão é mineiro de João Monlevade, e ficou muito satisfeito em encontrar um conterrâneo de seu estado natal. Presenteou-me com um belo chaveiro com as insígnias do Senta a Pua e da 1ª ELO. Perdigão também contou-me passagens divertidíssimas, como quando namorou algumas pilotas russas. Por minha experiência prévia com veteranos, este exemplo soma-se a incontáveis outros, que demonstram que nada substitui o contato pessoal com eles. São histórias que não estão nem nunca estariam registradas em livros, e que você somente consegue em primeira mão.

Ao escutar o chamado para a missa, descemos para o térreo e fomos em direção ao Auditório Ten. Brig. Deoclécio, onde aconteceria a cerimônia. É um salão muito bonito, decorado com uma variedade de maquetes de aeronaves e uma galeria de patronos do Incaer (Instituto Cultural da Aeronáutica). Após a abertura feita pelo Osias e a Primeira Leitura, realizada pelo Varela, o Padre Campos fez um sermão muito bonito sobre nossos veteranos, e a importância deste momento, em que ainda os temos conosco, porém em números cada vez menores. Lá nos primeiros bancos estavam os Brigadeiros Rui e Meira, nossos dois pilotos presentes (o Brigadeiro Miranda Corrêa não compareceu por motivos de saúde e o Major Buyers por não conseguir vir de Maceió). Após a comunhão, o Brig. Rui tomou a palavra e falou um pouco sobre o Brigadeiro Nero Moura, comandante do 1º Grupo de Caça na Itália.

Com o fim da cerimônia religiosa, subimos para o salão, onde as mesas já estavam arrumadas e o almoço servido. Só então pude me aproximar do Brigadeiro Rui. Grande foi minha emoção, ao ver este verdadeiro guerreiro e heroi da pátria brasileira pessoalmente pela primeira vez. Ao apresentar-me, ele me deu um caloroso abraço e mostrou-se muito feliz com minha presença. Apresentou-me também ao impressionante Brigadeiro Meira. Será exagero ou redundância falar de veteranos da Segunda Guerra com saúde excelente? Pois então serei redundante mais uma vez: Meira é de um vigor físico implacável, e nem de longe aparenta ter seus 88 anos.

O Brig. Rui fez um discurso importante e intenso (como todos que o conhecem já podem esperar, hehe), falando sobre a origem do encontro de 21 de abril e agradecendo a presença dos veteranos franceses, poloneses e belgas também presentes no salão. Muito bem-humorado, o Brig. Rui, sempre auxiliado pelo Capitão Osias, chamou um garotinho para cantar o “Carnaval em Veneza”, o eterno hino da caça brasileira, criado pelos Jambocks durante a guerra. Para encerrar, o Brigadeiro puxou um pujante “Adelphi!”, saindo sob aplausos da plateia, impressionada com sua saúde em recuperação.

A este momento, seguiu-se o almoço propriamente dito. Diversos pratos bastante saborosos acompanhados de bebidas variadas regaram os convidados. Pude então conversar com o filho do Brig. Rui, Pedro Luis, que falou-me sobre seus projetos relacionados à história do Grupo.

Em seguida, dei início à minha tradicional coleta de autógrafos, fazendo um tour pelas mesas. Foi assim que travei contato com vários veteranos Jambocks que eu ainda desconhecia, como Raymundo Ferreira “Ferreirinha” de Brito, Ed Torres Furtado e outros. Tive ainda outra interessante oportunidade de papear com o Brig. Rui enquanto ele assinava fotos para mim.

A comemoração terminou às 16h. Balanço final deste dia? Tendo comparecido a encontros de veteranos na Alemanha e podido conversar com pessoas que compartilham os mesmos interesses que tenho sobre história militar, foi gratificante sentir o mesmo aqui no Brasil. Fiz novos amigos, conheci nossos herois Jambocks, e de quebra tudo isso na bela paisagem da Baía de Guanabara. Não dá pra pedir mais.

No dia seguinte, as comemorações oficiais do Dia da Aviação de Caça na Base Aérea de Santa Cruz. Mas isso fica para a próxima postagem.

Abraços!

















Veja também:
>>Uma aventura da ELO no Norte da Itália – 1944
>>Livro: Brazilian Expeditionary Force in World War II
>>Fernando Corrêa Rocha
>>Livro: Jambocks!
>>Câmera de combate do P-47
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quarta-feira, 20 de abril de 2011

Vídeo: Entrevista com Dr. Reinhard Opitz


Em entrevista à Royal Aeronautical Society, o Dr. Reinhard Opitz (homônimo, mas sem parentesco com o colega Rudolf Opitz), veterano piloto de Me 163 Komet, nos conta aqui a respeito da operação do fantástico interceptador a foguete e como ele acabou se tornando um dos poucos pilotos na história a estar nos controles desta aeronave tão singular. A entrevista foi concedida ao lado do Komet da Fundação Messerschmitt, em seu hangar no aeroporto de Manching:


Veja também:
>>Vídeo: Réplica do Komet em voo
>>Nota de Falecimento: Rudolf Opitz
>>Vídeo: Entrevista com Hanna Reitsch
>>Entrevista com Adolf Galland - Parte 1 , Parte 2
>>Entrevista com Hanna Reitsch disponibilizada on-line
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terça-feira, 19 de abril de 2011

Nota de Falecimento: Jack Watson


Jack Watson
(14/01/1917 - 12/04/2011)

Faleceu no último dia 12 de abril em Aldershot, Inglaterra, de causas naturais aos 94 anos de idade, o paraquedista que libertou a primeira vila francesa no Dia-D, Major Jack Watson.

Nascido em Scarborough, Yorkshire, Watson juntou-se ao Exército Britânico em 1939. Servindo inicialmente com a Infantaria Leve do Duque de Cornwall, em 1942 ele passou para o 13º Batalhão de Lancashire, parte do Regimento de Paraquedismo. Foi com essa unidade que, na noite de 5 para 6 de junho de 1944, ele participou dos pousos noturnos com planadores na região próxima das praias francesas, antecedendo aos desembarques da Operação Overlord.

Como comandante de pelotão e segundo em comando da Companhia A, Watson venceu a guarnição alemã e liberou a pequena vila de Ranville, que tornou-se a primeira localidade francesa a libertar-se da ocupação germânica. Em seguida, rumaram para a Ponte Pegasus, onde deram reforço contra um contra-ataque alemão que tentou retomar a estrutura. Graças ao audacioso ataque dos paraquedistas ingleses, os alemães não puderam reforçar as praias no setor anglo-canadense, permitindo que as tropas Aliadas desembarcassem com menos oposição. Watson caracterizava-se por ser um oficial de extrema coragem pessoal, que sempre liderava da frente.

Recebendo o comando da Companhia A em setembro de 1944, ele liderou seus homens durante os piores momentos da Batalha das Ardenas. Durante a batalha pela pequena cidade belga de Bure, entre 3 e 6 de janeiro de 1945, sua companhia ficou sob pesado ataque de morteiros e metralhadoras. Ordenado a retomar a cidade, Watson ignorou o bombardeio e reorganizou suas tropas para o ataque. Os paraquedistas desceram por um declive e, sempre em movimento, começaram a tomar as casas. Imediatamente, os alemães contratacaram com tanques Tiger e infantaria, mas Watson ordenou a formação de times para repelir os blindados. Em dado momento, ele próprio atraiu a atenção de um Tiger, passando a 50 metros do tanque, para permitir que seus homens tivessem a chance de destrui-lo. Watson repeliu todos os contrataques alemães e completou a tomada da cidade, tendo liderado calmamente a vitoriosa ação. Por esses feitos, ele foi condecorado com a Military Cross.

Watson ainda participou dos saltos da travessia do Reno em março de 1945, e prosseguiu no avanço britânico pela costa do Báltico, no norte da Alemanha, até a rendição do inimigo em maio. Após a guerra, ele galgou diversas posições de comando até aposentar-se em 1958. Watson liderava as peregrinações anuais dos paraquedistas ingleses à Normandia, e visitou muitas vezes os antigos locais de batalha nas Ardenas e no Reno. Ele foi condecorado pelo governo francês com o Grau de Cavaleiro da Legião da Honra em 2005, sendo feito também cidadão honorário das cidades de Bure e Ranville.

Um oficial altamente condecorado e guerreiro de indubitável valor, o Major James Watson deixa cinco filhos, 11 netos e 16 bisnetos.

Oficiais e sargentos da Companhia A em fevereiro de 1945. Major Watson está sentado, o quarto da esquerda para a direita.

Veja também:
>>Nota de Falecimento: Bill Millin
>>Nota de Falecimento: Maurice Chauvet
>>Nota de Falecimento: David Wood
>>Saltos marcam as celebrações do Dia-D
>>Nota de Falecimento: Richard Winters
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segunda-feira, 18 de abril de 2011

Pilotos Tuskegee relembram suas histórias


Pilotos Tuskegee relembram suas histórias


Alexander Jefferson, um pequeno e magro senhor com um bigode prateado, serviu como piloto de caça no famoso 332º Grupo de Caça dos EUA, os “Tuskegee Airmen”. Após decolar da base aérea de Ramitelli, na Itália, ele foi derrubado no dia 12 de agosto de 1944.

Ele atacava estações de radar alemães quando seu Mustang foi atingido. Após perder a consciência na queda, ele foi acordado por um soldado alemão que apontava-lhe uma arma e gritava: “Naeger! Naeger!” (A palavra soa similar ao termo pejorativo norte-americano “nigger”, que traduz-se por “crioulo”).

Pensei: ‘Mas que droga – até na Alemanha!’”, disse Jefferson rindo e balançando a cabeça. “Mas depois descobri que ele não estava me xingando – essa era a palavra deles para ‘negro’”.

Na verdade, o oficial-comandante do soldado alemão saudou Jefferson quando levou-o em custódia. “Eu fui tratado como um oficial todo o tempo que passei no cativeiro alemão”, disse ele.

Hiram Mann, também veterano Tuskegee, é hoje um efervescente octogenário, cuja brincalhona personalidade rendeu-lhe o apelido de “Gremlin”.

Ele disse que quando entrou no serviço, era “um pouco mais jovem que a maioria dos caras”.

Eu tinha 21 anos e já era casado”, lembrou-se. Ele estava voltando à base para voar uma missão importante quando foi proibido de decolar pelo cirurgião da base, que disse que Mann e seus colegas não tinham tido descanso o suficiente antes do seu próximo voo.

O avião dele, “Boss Lady” (“Chefona”, um apelido carinhoso para sua esposa), foi designado para outro piloto – que não voltou da missão. “Eu penso nisso frequentemente”, disse Mann. “Podia ter sido eu no lugar dele, não sei”.

Os aviadores Tuskegee escoltaram bombardeiros na missão mais longa daquele teatro de operações, quando decolaram de Ramitelli e acompanharam os quadrimotores até Berlim, onde destruíram uma fábrica da Daimler-Benz. Eles retornaram cobertos de glórias e citações – até que voltaram para casa.

Ao voltar para casa de barco”, lembrou-se Jefferson, “chegamos ao porto de New York, com as bandeiras balançando, a Estátua da Liberdade. Descemos do navio e um pequeno soldado lá embaixo dizia: ‘brancos para a direita, crioulos para a esquerda’”.

Bem-vindos de volta.

Fonte: NPR, 11 de abril de 2011.

Veja também:
>>Nota de Falecimento: Bill Holloman
>>Nota de Falecimento: Lee Archer
>>Nota de Falecimento: Luther Smith
>>Veteranos relembram campanha das Aleutas na SGM
>>Minissérie reconta heroísmo de capitão de U-boat
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sexta-feira, 15 de abril de 2011

Documentário: Battle of Britain: The Real Story


Battle of Britain: The Real Story, é uma recente produção da BBC, que apresenta novos fatos e novas perspectivas a respeito da Batalha da Inglaterra. 70 anos após o clássico embate entre Inglaterra e Alemanha, vemos que a situação não era exatamente aquela que está nos livros de história. Entrevistas interessantes com Billy Drake, Hans-Ekkehard Bob e Hajo Herrmann (falecido em novembro de 2010), completam este belíssimo documentário, exibido aqui em alta definição!








Veja também:
>>Nota de Falecimento: Bob Doe
>>A última batalha em solo britânico
>>Herói da Batalha da Inglaterra é homenageado
>>Os últimos gloriosos Poucos
>>Nota de Falecimento: Ken Mackenzie
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quinta-feira, 14 de abril de 2011

Extremista judeu propôs assassinar Churchill


Extremista judeu propôs assassinar Churchill


Um extremista judeu que assassinou um ministro do governo britânico durante a Segunda Guerra Mundial também propôs assassinar Winston Churchill, mostram documentos do MI5.

Eliyahu Bet-Zuri sugeriu enviar agentes da Stern Gang, um grupo paramilitar sionista devotado a expulsar os britânicos da Palestina, a Londres para matar o então Primeiro-Ministro.

Bet-Zuri foi enforcado em 1945 por assassinar Lord Moyne, ministro britânico residente no Oriente Médio e grande amigo de Churchill, no Cairo em novembro de 1944.

O MI5 estava muito preocupado que terroristas judeus pudessem tentar assassinar outros líderes políticos britânicos, em particular o ministro do exterior do pós-guerra, Ernst Bevin, mostram arquivos recentemente liberados.

O Major James Robertson, da seção do MI5 no Oriente Médio, disse que as ameaças feitas por Bet-Zuri foram reveladas por outro membro da Stern Gang capturado em abril de 1945.

O suspeito revelou: “Logo que Bet-Zuri retornou ao quartel-general do Stern, ele propôs um plano para assassinar altas personalidades políticas britânicas, incluindo o Sr. Churchill, sendo portanto necessário que emissários fossem enviados a Londres”.

Mas o Major Robertson notou: “A informação acima, como pode ser visto, não diz muito. No entanto, justifica nossa preocupação com o perigo de atentados contra a vida de pessoas importantes, e é uma preocupação a ser levada a sério”.

Após a Segunda Guerra Mundial houve um dramático crescimento do terrorismo sionista na Palestina, que ainda era administrada pela Grã-Bretanha, numa tentativa de pressionar o governo de Clement Atlee a criar um estado judaico.

Em fevereiro de 1946 o oficial de segurança do Reino Unido na Palestina enviou um telegrama secreto para Londres revelando detalhes de “fonte seguras” sobre um plano para assassinar ministros britânicos.

Ele escreveu: “O Stern está treinando membros para irem à Inglaterra para assassinar membro do governo de Sua Majestade, especialmente o Sr. Bevin. O grupo também parece estar ganhando a simpatia de judeus poderosos na Palestina. Um fluxo constante de recrutas para a Stern vem dessas conexões”.

Em junho daquele ano o Major Robertson disse à Scotland Yard que a crescente atividade terrorista na Palestina se devia em parte à um discurso feito por Bevin em Bournemouth.

Ele escreveu: “Este discurso causou considerável amargura na comunidade judaica na Palestina. O povo nas ruas descreve o discurso como ‘o mais anti-semita’ já proferido por um estadista britânico”.

Os medos cresceram em julho de 1946 quando o grupo judeu paramilitar Irgun bombardeou o Hotel King David, principal centro administrativo britânico em Jerusalém, matando 91 pessoas.

No dia seguinte, o MI5 levantou preocupações sobre um possível assassinato de Bevin se este desejasse prosseguir com uma visita ao Egito para a assinatura de um tratado: “Haveria obviamente perigo considerável de um atentado contra ele, tanto por grupos que se opõem ao tratado quanto pelo Irgun ou Stern. Se um fanático tentasse assassiná-lo, sem preocupação com a própria segurança, haveria muito pouco que pudéssemos fazer”.

E um telegrama secreto enviado da sede do MI5 para o Oriente Médio avisava: “Possibilidade de ataques terroristas contra o secretariado durante a proposta visita ao Egito é quase uma certeza absoluta no Oriente Médio”.

Fonte: Daily Mail, 4 de abril de 2011.


Lista de terroristas judeus procurados pelos britânicos em 1946.

Veja também:
>>Nota de Falecimento: Nigel Gribbon
>>Sir Archibald Wavell
>>URSS teve duas chances de matar Hitler
>>Ingleses queriam os Dambusters para matar Mussolini
>>Diplomata amador buscou acordo com os Nazistas
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quarta-feira, 13 de abril de 2011

Vídeo: Ten. Fiaschi fala sobre combates contra a FEB


Neste raríssimo e interessante vídeo, o Tenente Cesare Fiaschi, da artilharia da Divisão Alpina "Monterosa", discorre sobre a chegada de sua unidade no setor da Garfagnana, no fim de outubro de 1944, e os primeiros confrontos com a Força Expedicionária Brasileira. Não preciso ressaltar que é extremamente raro ver soldados da RSI falando sobre nossas tropas.

Em seguida, ele descreve o planejamento para a Operação Tempestade de Inverno - ideia que partiu dos dois generais capturados por nossos soldados: Mario Carloni e Otto Fretter-Pico - e que foi realizada no fim do ano de 1944, atingindo em cheio a 92ª Divisão de Infantaria norte-americana.

Confiram:


Veja também:
>>Vídeo: Sgt. Taggiasco fala sobre os combates na Itália
>>Alto-Comando Brasileiro em Berchtesgarden
>>Vídeo: Juramento à RSI
>>Documentário: MTM 548
>>Sergio Denti
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Vídeo: Voando com Hans-Ekkehard Bob


O Major Hans-Ekkehard Bob, ganhador da Cruz do Cavaleiro, ás alemão de 60 vitórias durante a Segunda Guerra Mundial (sendo 14 durante a Batalha da Inglaterra), está hoje com 94 anos de idade. Incrivelmente, mantém uma saúde perfeita e reflexos de águia. Dono de uma personalidade vívida e bem-humorada, Bob ainda pilota, e é um entusiasta de seu antigo companheiro de batalha, o Messerschmitt Me 109.

Nestes vídeos, vamos acompanhar o piloto alemão Jörg Wingefeld, amigo do velho ás, enquanto os dois acompanham a ignição de um Me 109 e fazem um voo sobre a Floresta Negra.



NOTA: Tive o prazer de conhecer pessoalmente Hans-Ekkehard Bob em 2009, uma verdadeira lenda viva da aviação. Sem nenhum exagero, é impressionante a energia que ele tem! Bob parece ter 20 anos a menos do que sua idade real. Extremamente carismático, foi até a nossa mesa de café da manhã para cumprimentar a todos, especialmente Martin Drewes, seu amigo de longa data. Na ocasião, ele havia acabado de lançar seu segundo livro, "Grünherzjäger", e nosso amigo Márcio Madeira levou uma das primeiras cópias.

Eu, Márcio Madeira, Hans-Ekkehard Bob e Martin Drewes em Friedrichroda, Alemanha, outubro de 2009.

Veja também:
>>Vídeo: Charles Chauncey e o B-29 "Fifi"
>>Vídeo: Entrevista com Otto Kretschmer
>>Vídeo: Entrevista com Clayton Kelly Gross
>>Vídeo: Sgt. Taggiasco fala sobre os combates na Itália
>>Vídeo: Peter Spoden demonstra suas táticas de caça
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terça-feira, 12 de abril de 2011

50 anos do voo de Yuri Gagarin


Hoje a Sala de Guerra dá uma pequena pausa na Segunda Guerra Mundial para celebrar uma data histórica para a civilização humana: os 50 anos do primeiro voo do homem ao espaço, protagonizado pelo cosmonauta soviético Yuri Gagarin em 12 de abril de 1961.

A missão Vostok 1 decolou pouco antes das 8h da manhã do dia 12 de abril de 1961 no cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão. Gagarin completou uma órbita do planeta Terra com um tempo total de 108 minutos de voo, do lançamento até a aterrissagem nas proximidades de Engels, na região de Saratov.

Após a calorosa recepção na Praça Vermelha de Moscou, sendo condecorado com Estrela Dourada de Heroi da União Soviética, Gagarin fez um tour por diversos países, sempre sendo recepcionado por autoridades e multidões entusiásticas.

O pioneiro da era humana no espaço veio a falecer num trágico acidente aéreo a bordo de um MiG-15UTI, na Base Aérea de Chkalovsky, no dia 27 de março de 1968. Ele tinha 34 anos.

Por arriscar-se rumo ao desconhecido e iniciar a aventura humana no espaço, a Sala de Guerra saúda este Heroi, não só da União Soviética, mas de toda a humanidade!

Coronel Yuri Alekseyevich Gagarin (09/03/1934 - 27/03/1968)

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domingo, 10 de abril de 2011

Sala de Guerra: 4 anos no ar!



4 anos e quase 1000 postagens depois, está aqui hoje a Sala de Guerra. Uma janela através da qual fiz muitos amigos, por todo mundo, e especialmente aqui no nosso Brasil. Mais do que um divertimento ou distração, este blog hoje representa para mim uma tarefa. Tarefa prazerosa, mas que deve ser levada a sério e construída com zelo.

A missão de informar é uma missão nobre, e cujo orgulho sinto por estar sendo tão bem recebida. As mensagens diárias de apreço, incentivo e sugestão me agradam imensamente, e embora não possa responder a todas, saibam que são todas lidas com carinho. Minha esperança é poder continuar a agradar a vocês com postagens interessantes e exclusivas, captando a Segunda Guerra de uma maneira atual e humana.

Claro que sem ajuda a Sala de Guerra não poderia ter chegado onde chegou, e a estes insubstituíveis amigos eu devo meus sinceros agradecimentos. Richard Schmidt, Martin Drewes, Gilberto Ziebarth Jr, Celso Menezes, Peter Spoden, Claus Colling, Claudiu Stumer, Dan Melinte, Pietro Montagna, Paul Perron, Claudio Costa, Max Zastrow, Jim Pattillo, Maurie Ashland, Ben Nicks, Jerry Yellin, Barrie Davis, Theo Nau, Anto Sepp, Boris Fabian, Willi Kriessmann, Rui Moreira Lima e tantos outros, meu sincero MUITO OBRIGADO.

Espero que este novo ano de postagens que se inicia seja ainda mais proveitoso e interessante que os anteriores. O que o futuro guarda? Não sabemos e esta é a grande graça por trás de tudo. Cada dia é um novo dia de aprendizado e surpresas. Tentarei manter a Sala de Guerra no nível dos meus leitores: sempre alto e mirando sempre o melhor.

Um grande abraço,

Júlio César Guedes Antunes

Veja também:
>>Sala de Guerra: 3 anos no ar!
>>Sala de Guerra: 2 anos no ar!
>>Sala de Guerra: 1 ano no ar!
>>Diário de Bordo 2009 - Parte 3
>>Diário de Bordo 2009 - Parte 7
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sexta-feira, 8 de abril de 2011

Um Focke-Wulf nos céus da Nova Zelândia


Um Focke-Wulf nos céus da Nova Zelândia


E novamente duelando contra seu antigo rival, o Spitfire.

Uma antiga “ferrari” dos céus está remontada no Centro Histórico de Aviação de Omaka, na Nova Zelândia.

O Focke-Wulf Fw 190 deve estar em condições de voo e pronto para enfrentar seu rival, o Supermarine Spitfire, no Classic Fighters Airshow no aeródromo de Omaka, no domingo de Páscoa.

O Fw 190 foi um cavalo de batalha da Luftwaffe, introduzido em 1941 e usado em todas as áreas operacionais, da França à Rússia. O Spitfire, voado pela Royal Air Force, foi a única aeronave a manter-se um caça de primeira linha desde o começo até o fim da guerra em 1945.

O organizador do evento, Graham Orphan, disse que o Fw 190 chegou a Marlborough após ter vindo de navio desde a Alemanha, e será o único de seu tipo voando no hemisfério sul.

O Fw 190 ficará em Omaka por tempo indefinido e é propriedade de um neozelandês residente na África.

O Focke-Wulf foi introduzido operacionalmente na França em agosto de 1941. O modelo de Omaka é uma réplica, construída na Alemanha, e quando decolou pela primeira em 2004 tornou o primeiro Fw 190 a fazê-lo desde a Segunda Guerra.

O avião foi então desmontado e muitas cópias foram feitas.

Foi montado de volta ao longo dos últimos dois anos, e logo que ficou pronto, foi empacotado e enviado para Omaka.

Estamos muito agitados; toda vez que você transporta algo pelo globo tem que lidar com dificuldades, atrasos na entrega e coisas que não estavam planejadas. Se fosse um pouco mais perto da Páscoa, estaríamos roendo nossas unhas”.

Um piloto de Auckland está animadíssimo para subir no cockpit assim que o caça tiver sua permissão para voar concedida pela Agência de Aviação Civil da Nova Zelândia, disse Orphan.

Ele está doido para pilotar isso. A maioria das aeronaves que operamos são como Corollas ou Comodoros – esta aqui está mais para uma Ferrari, então qualquer piloto fica louco por ela”.

O Fw 190 será acompanhado no show por dois Spitfires – esta é também a primeira vez que os dois voarão juntos no evento.

Fonte: The Marlborough Express, 7 de abril de 2011.

NOTA: A empresa que fabrica as réplicas de Focke-Wulf é a Flugwerk, do meu amigo Claus Colling. Em outubro passado estive visitando as instalações da empresa no aeroporto de Manching, Alemanha, e vi este exato Focke-Wulf, ainda recebendo os trabalhos finais de montagem antes de ser enviado para a Nova Zelândia.

Uma máquina impressionante devo dizer. Estive no cockpit do Fw 190 e posso dizer que é uma experiência singular. Ao fechar o canopy, você praticamente "veste" o caça.

No hangar do Flugwerk. O Fw 190 neozelandês à esquerda.

Veja também:
>>Vídeo: Focke-Wulf no Show Aéreo de Breitscheid 2010
>>Vídeo: Soviéticos testam um Fw 190 capturado
>>Rússia faz documentário sobre piloto neozelandês da RAF
>>Museu Aeronáutico de Hannover em 360º
>>Vídeo: Museu Asas de um Sonho
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quinta-feira, 7 de abril de 2011

O mito da carga de cavalaria polonesa contra panzers


O mito da carga de cavalaria polonesa contra panzers


Para irritar um polonês de uma certa idade, pode-se fazer algo simples: fale sobre a suposta carga da cavalaria polonesa contra as divisões panzer alemãs na Segunda Guerra Mundial.

Essa história alimenta um estereótipo dos homens poloneses como desesperadamente românticos, idiotas que galopariam seus cavalos contra tanques de aço.

A provável origem da lenda é uma escaramuça na vila pomerana de Krojanty, no primeiro dia da invasão alemã, 1 de setembro de 1939. Cavaleiros poloneses, cujas unidades ainda não haviam sido motorizadas, realmente atacaram um batalhão de infantaria da Wehrmacht, mas foram forçados a recuar por pesado fogo de metralhadora. Quando os correspondentes de guerra alemães e italianos chegaram ao local, alguns tanques já estavam lá, e os fatos isolados foram juntados numa única história.

A história foi usada pela propaganda alemã e depois pela soviética para retratar os oficiais poloneses (que foram assassinados em massa por Stalin no ano seguinte) como despreocupados com as vidas de suas tropas.

O que mais irrita os poloneses é que esta fábula em particular diminui a importância da contribuição da Polônia para o esforço de guerra Aliado, reduzindo-o a um único momento de insensatez.

Sobre isso, o historiador Ben MacIntyre escreveu: “A contribuição polonesa para a vitória Aliada na Segunda Guerra Mundial foi extraordinária, talvez até decisiva, mas por muitos anos foi miseravelmente diminuída, obscurecida pelas políticas da Guerra Fria”.

Ele ressalta que 1 em cada 12 pilotos na Batalha da Inglaterra era polonês, e cerca de 250.000 soldados poloneses serviram nas forças britânicas, enquanto um grande e esquecido papel foi protagonizado pela Resistência Polonesa.

O “Home Army”, como era chamado, chegou a cerca de 400.000 homens, e infligiu sérios danos às forças de ocupação alemãs por toda a guerra. A Resistência Francesa só chegou a esse número após o Dia-D, quando a situação ficou claramente favorável a eles. Mas enquanto os franceses puderam liderar a liberação de Paris, os poloneses e sua memória foram esmagados por seus novos ocupantes soviéticos, com aquiescência do ocidente.

Para contentar Stalin, os poloneses não foram convidados para a Parada da Vitória de 1946 em Londres.

Fonte: The Guardian, 6 de abril de 2011.

Veja também:
>>Polônia condena invasão soviética como tirânica
>>Rússia libera documentos sobre Katyn
>>Polônia investigará morte de Wladyslaw Sikorski
>>Encontrada vala comum da Segunda Guerra na Polônia
>>Nota de Falecimento: Ludwik Martel
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quarta-feira, 6 de abril de 2011

Escavação revela destroços de Mosquito


Escavação revela destroços de Mosquito


Local da queda de uma aeronave na Segunda Guerra foi exposto recentemente por uma escavação. Centenas de fragmentos de metal foram desenterrados durante os trabalhos no antigo campo de pouso da RAF de Banff, em Boyndie, na Escócia.

Foram as tristes evidências de uma catástrofe acontecida durante um voo de testes em janeiro de 1945, na qual o piloto e seu colega foram mortos.

Seu De Havilland Mosquito teve problemas durante uma acrobacia a 300 metros de altitude e mergulhou verticalmente contra o solo perto do perímetro sul do aeródromo.

O piloto, Flight Lieutenant Douglas Donald, do Canadá, foi enterrado no cemitério de Banff, e o mecânico Gerard Robbins em Dundee. Os ocupantes de uma casa de campo atingida pelo avião sobreviveram, mas a propriedade foi danificada e nunca mais reocupada.

A escavação foi organizada pelo entusiasta Craig Anderson, que disse: “Após assistir um programa de TV sobre recuperações de aeronaves, decidi tentar uma recuperação arqueológica do Mosquito”.

Ele obteve o relatório da queda com a RAF em Hendon, e conseguiu permissão dos proprietários da terra para escavar. A licença de escavação foi concedida pelo Ministério da Defesa.

Encontramos a maioria do metal do trem de pouso e motores, algumas identificáveis e outras não, e outros itens como cápsulas de canhão 20 mm. Também encontramos parte de uma bota e, incrivelmente, um pedaço de madeira de balsa que sobreviveu”.

Os Mosquitos eram construídos majoritariamente de madeira, e os fragmentos recuperados mostram a força da queda”. Anderson irá limpar os destroços e fazer um relatório para o Ministério da Defesa.

Todas as partes do avião estão sendo removidas do local e o plano é plantar dois carvalhos em memória dos dois aviadores que morreram”.

O aeródromo de Banff foi usado durante a guerra por uma força multinacional de ataques à navegação inimiga no Mar do Norte e na costa norueguesa.

Fonte: The Press and Journal, 4 de abril de 2011.

Veja também:
>>Vídeo: De Hallivand Mosquito em show aéreo
>>Evento: Mosquito Meeting 2008
>>Warbirds em CG
>>Nota de Falecimento: Douglas Oxby
>>Apelo: Recuperação de Fw 190 na França
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segunda-feira, 4 de abril de 2011

Apelo: Recuperação de Fw 190 na França


Amigos, chegou nossa hora de ajudar! Theo Nau, piloto de caça do JG 11, e grande amigo da Sala de Guerra, enviou o seguinte apelo hoje pela manhã:

Em 28 de julho de 1944 foi derrubado perto de Lisieux, na França, o Focke-Wulf Fw 190 do piloto Herbert Addicks, desde então considerado desaparecido em ação.

Agora, meu amigo, o presidente da Association Normande du Souvenir Aérien 39-45, encontrou a aeronave e irá tentar vasculhar o solo pelos destroços. Ele acredita que o piloto ainda esteja no cockpit.

Contudo, infelizmente o proprietário do terreno não dá permissão para a escavação.

Poderiam encaminhar a seguinte carta por email?


Então pessoal, faço aqui o apelo para que enviem a seguinte carta, em inglês, para o endereço de e-mail ansa.ornemaine@free.fr. As cartas recebidas serão encaminhadas ao proprietário das terras onde o Focke-Wulf de Addicks foi encontrado.

É nossa chance de fazer a diferença! Encaminhem aos amigos este apelo. Contamos com a ajuda de todos vocês!

ASSUNTO: Recovery of Herbert Addicks's Fw 190

Dear owner of the terrain,

As you already know we located the German fighter plane Fw 190 in your terrain. The pilot Herbert Addicks, has been reported missing in action since July 1944. Unfortunately, you deny the permission to dig out the plane resting in your terrain. We assume that the pilot is still in the cockpit and it would be an act of humanity to grant the permission, thus allowing a dignified funeral for the soldier.

Since several decades, the Association Normande du Souvenir Aérien 39-45 has put their efforts in researching missing soldiers regardless of their nationality and has been successful in many cases.

Please imagine that many families all over the world are still uncertain about the fate of their family members missing in action since of the end of WWII.

We hope this letter will result in obtaining your permission for the recovery of the plane and the pilot.

Yours sincerely,
SUA ASSINATURA


TRADUÇÃO:
ASSUNTO: Recuperação do Fw 190 de Herbert Addicks

Caro dono do terreno,

Como já sabe, localizamos um avião de caça alemão Fw 190 em seu terreno. O piloto Herbert Addicks é considerado desaparecido em ação desde julho de 1944. Infelizmente, o senhor continua a negar permissão para escavar a aeronave que repousa em suas terras. Presumimos que o piloto ainda está no cockpit e que seria um ato de humanidade dar sua permissão, o que permitiria a realização de um funeral digno para o soldado.

Já há muitas décadas a Association Normande du Souvenir Aérien 39-45 tem colocado seus esforços na busca de soldados desaparecidos, independente de sua nacionalidade, e foi bem-sucedida em muitos casos.

Por favor, imagine que muitas famílias por todo o mundo ainda não sabem ao certo o destino de seus familiares desaparecidos em ação desde o fim da Segunda Guerra Mundial.

Esperamos que esta carta resulte na obtenção de sua permissão para a recuperação da aeronave e de seu piloto.

Atenciosamente,

Veja também:
>>Diário de Bordo 2009 - Parte 5
>>Restos de aeronave japonesa encontrados em Bataan
>>Um Focke-Wulf em Duxford
>>Vídeo: Focke-Wulf no Show Aéreo de Breitscheid 2010
>>Rall e Gärtner falam sobre o Fw 190
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sexta-feira, 1 de abril de 2011

Bomba alemã será adiciona ao acervo de museu


Bomba alemã será adiciona ao acervo de museu


Entusiastas da aviação começaram um novo projeto de expansão de seu museu ao receber uma bomba alemã de 500 kg.

O Museu de Aviação de Sywell, de Northampshire, Inglaterra, recebeu o artefato, que poderá ser apreciado como peça central de uma planejada seção da Luftwaffe.

A bomba é do mesmo tipo que aquelas jogadas sobre Wellingborough em 4 de agosto de 1942, matando seis pessoas e ferindo muitas mais. O bombardeiro Dornier que despejou as bombas foi perseguido e derrubado por caças Spitfire alguns minutos depois.

Richard Watts, representante do museu, disse: “A bomba é um elo importante com a história deste país. Tê-la aqui é como poder conta uma parte da nossa história. Muitas pessoas que vêm ao museu nos dizem que ainda se lembram do que aconteceu e de ter escutado sobre os eventos daquele dia”.

A bomba era propriedade do Museu da RAF em Cosford, mas foi trocada com o Museu de Sywell pela ponta da asa de um bombardeiro Handley Page Hampden que estava em sua exposição. Agora desativada – o museu também desativou o fusível – a bomba será exibida numa nova ala a ser construída, que será adicionada à estrutura já existente no museu.

Dentro em breve o museu também inaugurará uma nova ala dedicada ao aeródromo de Sywell. Lá, serão expostos os cockpits de um De Havilland Chipmunk, Vampire e Tiger Moth. Além disso, será exibido um treinador Link da época da guerra – o primeiro simulador de voo da história.

A nova ala será batizada em homenagem a Paul Morgan Hall, engenheiro aeronáutico e piloto de warbirds que morreu em Sywell pilotando um Hawker Sea Fury em 2001.

Ben Brown, secretário do museu, disse: “Não há nada pior do que um museu que não se atualiza, e queremos que as coisas andem. Podemos ter levado 10 anos para construir esses dois salões, mas eles irão renovar a situação e atrair novos visitantes”.

Fonte: Evening Telegraph, 1 de abril de 2011.

Veja também:
>>Museu da RAF exibe exposição sobre a Blitz
>>Os últimos gloriosos Poucos
>>Museu Aeronáutico de Hannover em 360º
>>Fotos do museu da ANR
>>A Bandeira do NSDAP no Museu Patton
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