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quinta-feira, 31 de março de 2011

Álbum de Fotografias do 7º Comando de Caças


Álbum de Fotografias do 7º Comando de Caças


Foi-me enviado por Maurie Ashland este incrível acervo fotográfico em alta-resolução do 7º Comando de Caças dos EUA na ilha de Iwo Jima em 1945. O 7º Comando foi a unidade de Mustangs P-51 que passou a escoltar os B-29 até o Japão a partir de abril de 1945, e meu amigo Jerry Yellin foi um dos pilotos que esteve naquela histórica missão.

O álbum de fotos é bastante diverso, mostrando aeronaves, acidentes, pilotos e uma boa quantidade de fotos do comandante, Brigadeiro-General Ernest "Mickey" Moore - que também voou algumas dessas longas e perigosas missões.


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quarta-feira, 30 de março de 2011

Carga de navio afundado por U-boat será recuperada


Carga de navio afundado por U-boat será recuperada


A empresa de recuperações submarinas Odyssey Marine Exploration está tentando recuperar uma carga de prata avaliada em até 260 milhões de dólares de um navio afundado por um submarino alemão em 1941.

A empresa, sediada na Florida, ganhou um contrato com o governo britânico que permite-lhe manter cerca de 80% do montante recuperado do SS Gairsoppa, um cargueiro a vapor afundado pelo submarino alemão U-101 em fevereiro de 1941, na costa da Irlanda. Há uma gigantesca quantidade de prata nos destroços, de acordo com o presidente da Odyssey, Mark Gordon.

Neste ano sairemos em busca e o acharemos”, disse Gordon. Ele disse que o custo da busca será de cerca de 10 milhões de dólares. “O custo total da busca e recuperação será uma fração do valor da carga”, confessou.

A Odyssey planeja recuperar a carga do Gairsoppa em uma profundidade de 4.270 metros, em meio ao crescente preço da prata no mercado internacional, que mais do que dobrou desde 2010. A empresa recuperou 17 toneladas de ouro e prata em 2007, numa operação no oceano Atlântico chamada “Black Swan”. Também planeja recuperar os tesouros de pelo menos outros cinco navios, incluindo o HMS Sussex, afundado em 1694 perto de Gibraltar com uma carga de ouro hoje avaliada em 4 bilhões de dólares.

Dependendo do clima, a busca pelo Gairsoppa pode começar em maio de 2011 usando sonar, detectores de metal e robôs subaquáticos. As condições dos destroços ajudarão a determinar a rapidez da recuperação da carga.

A Odyssey enfrenta hoje uma batalha judicial contra o governo da Espanha, por ter recuperado na costa portuguesa em 2007 cerca de 500 milhões de dólares em moedas de ouro de um navio espanhol afundado.

Fonte: Bloomberg, 29 de março de 2011.

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terça-feira, 29 de março de 2011

Metralhadora é encontrada em pacote na Lituânia


Metralhadora é encontrada em pacote na Lituânia


Oficiais dos correios e alfândega da Lituânia disseram ter encontrado uma metralhadora da Segunda Guerra Mundial inteiramente funcional, completa com munição, num pacote no Aeroporto Internacional de Vilnius.

A metralhadora alemã MG-42 foi encontrada ser analisado um pacote suspeito de 20 quilos postado na Lituânia com destino na Alemanha.

A porta-voz da alfândega Asta Mikeleviciute disse que é a primeira vez que os funcionários descobrem algo desta natureza e que uma investigação foi iniciada.

Nenhum procedimento de emergência foi realizado no aeroporto, mas as autoridades colocaram o local em alerta.

Mais de 65 anos após a guerra, a Lituânia e outros países do leste europeu continuam a descobrir grandes quantidades de armamentos e munições não-explodidas.

Fonte: The Guardian, 22 de março de 2011.

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segunda-feira, 28 de março de 2011

Vídeo: Charles Chauncey e o B-29 "Fifi"


Charles Chauncey, de 87 anos, foi piloto do Boeing B-29 "Goin Jessie", o Superfortress recordista de missões na Segunda Guerra Mundial, tendo completado 51 incursões contra o Japão sem nenhuma abortagem ou acidente. Ele completou 35 missões voando como comandante da aeronave, e hoje é bastante ativo falando sobre suas experiências. Chauncey recentemente teve a oportunidade de voar no B-29 "Fifi", atualmente o único exemplar em condições de voo, operado pela Commemorative Air Force.

Nestes dois belíssimos vídeos, vemos primeiramente o vôo que levou "Fifi" aos ares depois de um longo período de restauração, e depois o voo e Charles Chauncey na aeronave. Um passeio imperdível:


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sexta-feira, 25 de março de 2011

Fuzileiro sobreviveu a morteiros em Okinawa


Fuzileiro sobreviveu a morteiros em Okinawa

Menos de uma hora após ter desembarcado na ilha japonesa de Okinawa, Harry Hopkins encontrou um soldado japonês armado – ou assim ele pensou.

Eu congelei”, disse Hopkins, de 92 anos, que serviu no Corpo de Fuzileiros Navais durante a Segunda Guerra Mundial. “Não consegui me mover um centímetro”. O inimigo não disparou um tiro sequer. Olhando mais de perto, Hopkins viu que o japonês estava morto – era uma tática para assustá-los.

Alguém tinha colocado aquele soldado morto numa posição de tiro, alinhando-o com seu possível alvo”, disse Hopkins. “E eu caí direitinho”.

Este encontro com o inimigo deu a ele o primeiro gosto da guerra. “Só estávamos na praia há 30 minutos, então não sabíamos o que esperar”, disse ele, cuja unidade desembarcou no domingo de Páscoa, em abril de 1945. “Pra minha sorte, o primeiro japonês que encontrei estava morto. Eu não congelei daquele jeito de novo”.

Hopkins, que servia com o III Corpo Anfíbio, participou da luta contra os japoneses no Teatro de Operações do Pacífico. Lá, testemunhou um imenso banho de sangue.

Ele quase perdeu a vida duas vezes na guerra. “Eu estava junto de um tanque quando morteiros começaram a cair”, disse. “O primeiro caiu tão perto que me fez voar uns quatro metros para trás”. Ele recuperou a consciência 20 minutos depois.

Voltei a mim bem devagar”, lembra-se. “Um lado do meu corpo estava totalmente preto. A primeira coisa que fiz foi contar todos os meus dedos, mãos e pés. A única coisa que faltava era o meu capacete”.

Hopkins conseguiu reencontrar seus colegas, que estavam a uns 180 metros do local do ataque. Quando ele finalmente conseguiu encontrar um médico, suas feridas já cicatrizavam. “Me senti bem, então só continuei em frente”.

No entanto, oito meses depois, pequenos caroços começaram a se formar no lado ferido do seu corpo, perto dos órgãos internos.

Médicos militares descobriram que uma grande quantidade de tecido interno cicatrizado havia se formado na área do impacto. Como resultado, os tecidos fibrosos formados internamente tiveram que ser cirurgicamente removidos.

Isso não era uma tarefa fácil para os médicos da época. Na verdade, a maioria do pessoal médico no USS Repose – o navio-hospital que transportava soldados americanos feridos ao longo da costa chinesa – estavam convencidos de que Hopkins não sobreviveria por muito tempo após a cirurgia.

Mas estou aqui, aos 92 anos de idade”, disse Hopkins, sorrindo.

Fonte: Delmarva Now!, 19 de março de 2011.

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quinta-feira, 24 de março de 2011

Wellington em restauração pelo Museu da RAF


Wellington em restauração pelo Museu da RAF


Nos nove anos de história do Centro de Conservação Michal Beetham do Museu da RAF, nunca um projeto tão grande tinha sido levado a cabo.

O enorme bombardeiro Vickers Wellington está sendo minuciosamente restaurado num projeto que deve durar cinco anos, juntando-se à outras lendas da aviação no hangar de reparação, incluindo um Handley Page Hampden TB1 e um Spitfire Mk XIX.

O Centro de Conservação do Museu não é normalmente aberto ao público, mas todos que acabam entrando saem com um sorriso no rosto e muito entusiasmo pelo trabalho que fazemos aqui”, diz o gerente Tim Wallis, que acabou de autorizar visitas públicas às suas instalações.

Esperamos que as pessoas tirem o máximo desta oportunidade, conversando com minha equipe e aproveitando a atmosfera que cerca essas históricas e icônicas aeronaves”.

A equipe de técnicos de Wallis gosta de falar sobre o projeto das aeronaves, métodos de construção, práticas de engenharia e dificuldades enfrentadas em seu trabalho, que já ganhou diversos prêmios por sua performance e programas de treinamento.

Inaugurado em maio de 2002, o Centro é considerado um das melhores oficinas aeronáuticas do mundo, rotineiramente fazendo a manutenção de centenas de veículos em exposição nos museus de Cosford e Londres.

Esta é também a última oportunidade para testemunhar-se a reconstrução de um Sopwith Douphin da Primeira Guerra Mundial antes que seja retornado ao museu.

Fonte: Culture 24, 10 de março de 2011.

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quarta-feira, 23 de março de 2011

Dias Negros na Irlanda do Norte: A Blitz de Belfast


Dias Negros na Irlanda do Norte: A Blitz de Belfast


Na noite de 15 de abril de 1941 quase 1.000 pessoas foram mortas durante um bombardeio alemão à Belfast. A cidade foi considerada um alvo legítimo durante a Segunda Guerra Mundial devido ao seu estaleiro e indústria aeronáutica.

A noite escolhida pela Luftwaffe para realizar o ataque foi a terça-feira de Páscoa de 1941.

Um aviso antiaéreo em Belfast naquela noite dizia: “As sirenes começaram às 22:45, e às 23h minha equipe estava na rua – foi aí que começaram seis horas de horror, morte e destruição”.

Por horas, centenas de toneladas de bombas de alto-explosivo e incendiárias foram despejadas na cidade. Ao redor dos alvos nas docas estavam residências abarrotadas. Nas apertadas ruas do distrito industrial, viviam os trabalhadores das fábricas. Cada bomba desgarrada podia matar civis em grandes números.

Os mortos foram empilhados numa piscina vazia de Falls Road e num mercado perto do centro da cidade. Muitos corpos e partes não puderam ser identificados – se houvesse rosários nos bolsos, a vítima possivelmente era católica.

Não somente houve uma grande perda de vidas – mas também extensivo dano por toda Belfast.

Bombas atingiram metade das casas da cidade, deixando 100.000 pessoas desabrigadas. Memórias daquela noite persistem na mente dos sobreviventes.

Um residente de Belfast lembra-se de apagar incêndios em diversos pontos da cidade: “Dois dos nossos foram mortos na estação Sans Souci. Estavam dirigindo numa rua quando uma bomba caiu e deixou uma cratera. O carro deles caiu na cratera”.

Mas ele nunca esqueceu o que se passou após o bombardeio na Rua York: “Um vi um cachorro com um bebê morto na boca. Estava fugindo. Eu tirei meu capacete de metal e o joguei no chão. O barulho o assustou e ele largou o bebê. Me lembro de ter enrolado o corpo do bebê em um pedaço de cortina de uma das casas atingidas. Deixei-o com alguns soldados, colocando uma nota dizendo onde o tinha encontrado... Coisas assim, você nunca esquece”.

Ele também lembrou-se de seu amigo, cuja casa no norte da cidade fora bombardeada, e que nunca conseguiu encontrar os corpos da mãe e do pai. “Fomos ver os corpos no mercado. Os mortos estavam por toda parte. Me lembro de passar ao redor e ir levantando os lençóis para ver quem era. Mas nunca encontramos seus pais”.

Hoje, há dois monumentos nas valas comuns onde os corpos sem identificação foram enterrados – um no cemitério católico Milltown, e o outro no cemitério municipal.

Não houve distinção entre católicos e protestantes nos enterros. Todos morreram unidos. Apesar da histórica rivalidade religiosa entre as duas Irlandas, brigadas de bombeiros irlandeses vieram duas vezes ajudar seus vizinhos do norte, apesar da neutralidade da República da Irlanda.

Fonte: BBC News, 21 de março de 2011.

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terça-feira, 22 de março de 2011

Um raro Spitfire e sua orgulhosa proprietária


Um raro Spitfire e sua orgulhosa proprietária


Carolyn Grace dá instruções precisas para subir no avião, onde por os pés, braços e cabeça. “Você não entra em um Spitfire”, diz ela. “Você o usa”. Entende-se o que ela quer dizer, pois têm-se que entrar um espaço muito reduzido e apertado. Eles não foram desenhados para conforto.

Mas este não é qualquer Spitfire e Carolyn não é qualquer proprietária.

Cerca de 22.000 Spitfires foram produzidos nas décadas de 1930 e 1940, mas estima-se que hoje existam apenas cerca de 30 modelos funcionando. Um foi vendido a £2 milhões recentemente.

O Spitfire de Carolyn foi o primeiro avião Aliado a derrubar uma aeronave inimiga sobre as praias da Normandia no Dia-D. E Carolyn, uma ex-fazendeira, não é somente uma proprietária feliz, mas também a única mulher que pilota Spitfires atualmente.

A história de como ela tornou-se a proprietária é um tanto interessante: um dia em 1979, seu marido Nick viu um pequeno anúncio num jornal. “Olha, estão vendendo um Spitfire”, disse ele à esposa. “Legal, por que não vai lá dar uma olhada?”, ela respondeu.

Mas Nick fez mais do que olhar a aeronave. Alguns dias depois dois caminhões estacionaram ao lado de sua casa, numa pequena fazenda que tinham comprado. “Os caminhões se abriram e estavam cheios de Spitfires! Nick tinha comprado dois por £50 mil. Era algo tipo ‘pague um e leve dois”.

Ambos estavam desmontados. Um foi imediatamente revendido, deixando o outro como adorno de jardim do casal. Nick restaurou-o durante os próximos seis anos; ele montou um hangar ao lado da casa, e o caça decolou pela primeira vez em 16 de abril de 1985 no aeroporto de Merryn, Cornwall.

Contudo, três anos após montar o Spitfire peça por peça, Nick faleceu num trágico acidente de carro. Determinada a manter viva a memória do marido, Carolyn dedicou-se a cuidar do Spitfire que ele tanto gostava. Era a vontade de Nick dar o Spitfire aos filhos, quando crescessem.

Ela então fez o curso de pilotagem, inclusive o árduo treinamento especial necessário para se pilotar o Spitfire. E descobriu também que possuía um exemplar bastante singular.

Produzido em abril de 1944, o caça foi entregue inicialmente ao 485º Esquadrão Neozelandês. O piloto Johnnie Houlton levou-o até as praias da Normandia na manhã de 6 de junho de 1944, onde observou um Junkers Ju 88 sobre as praias, abrindo fogo e derrubando-o em seguida.

Mais tarde, o Spitfire ainda passou por outros cinco esquadrões até o fim da guerra, e foi convertido para o padrão biposto de treinamento em 1951, quando voava com a Força Aérea Irlandesa.

Carolyn participou dos recentes voos comemorativos dos 75 anos do Spitfire em 5 de março de 2011. Orgulhosa da peça que possui, ela mantém o vivo o legado do falecido marido e também o da aeronave considerada um verdadeiro tesouro nacional da Grã-Bretanha.

Fonte: Daily Mail, 11 de março de 2011.





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segunda-feira, 21 de março de 2011

Vídeo: B-17 passando muito baixo!


Essas incríveis passagens baixas (muito baixas!) de um Boeing B-17 foram feitas na década de 1980, durante as filmagens de um comercial estatal do Texas. Juntamente com a Fortaleza Voadora, participaram das filmagens também um P-51 Mustang e um F4F Wildcat.

Confiram:


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>>B-17 "Liberty Belle" chega à Inglaterra
>>Aeronaves da Segunda Guerra em circuito nos EUA
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sexta-feira, 18 de março de 2011

Tribunal de Riga permite marcha que honra a SS


Tribunal de Riga permite marcha que honra a SS


Centenas de pessoas se encontraram na capital da Letônia, Riga, para relembrar seus veteranos da Segunda Guerra Mundial que lutaram na Waffen SS, após um tribunal retirar a proibição do controverso encontro anual.

Uma corte da cidade de Riga removeu a proibição colocada pela prefeitura contra o “Dia da Legião”, permitindo que veteranos e seus simpatizantes marchassem pelo centro da cidade no dia seguinte.

Eles marcharam em memória dos cerca de 140.000 letões que lutaram contra a União Soviética ao lado dos alemães.

A Letônia foi ocupada pelo Exército Vermelho em 1940, e muitos residentes viram os alemães como libertadores quando eles entraram no país um ano depois. Um grande número de homens posteriormente voluntariou-se ou foram convocados para a Legião da Letônia, um braço da Waffen SS.

Enquanto o grupo nacionalista de veteranos Daugavas Vanagi diz que a marcha é uma simples lembrança daqueles que envergaram o uniforme alemão, críticos alegam que existe na verdade uma exaltação das forças fascistas.

Um letão de coragem deve dizer a seu povo: estes não são os herois de um membro democrático da União Europeia”, disse o diretor do Centro Simon Weisenthal, Efraim Zuroff.

Um grupo de russos étnicos também se juntou no centro de Riga para protestar contra a marcha, dizendo que ela desonra a luta contra a Alemanha Nazista.

Um grande número de policiais também estava presente para garantir que a cerimônia ocorresse pacificamente.

Fonte: The Local, 16 de março de 2011.

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>>Veteranos da Waffen SS marcham por Riga
>>Felix Steiner
>>Paul Hausser
>>Nota de Falecimento: André Bayle
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quinta-feira, 17 de março de 2011

Encontrada caveira de cristal que pertenceu a Himmler


Encontrada caveira de cristal que pertenceu a Himmler


Uma misteriosa caveira de cristal, que acredita-se ter pertencido ao chefe da SS Heinrich Himmler, foi descoberta na Alemanha.

O artefato foi encontrado num compartimento embaixo do telhado de uma casa numa vila da Bavária, e atraiu a atenção de diversos caçadores de tesouros. Eles acreditam que a caveira pode ser parte de um lote de artefatos valiosos que pertenceram ao homem mais sinistro da Alemanha Nazista.

As indicações são de esta caveira faz parte de uma série de artefatos similares adorados pela antiga cultura Maia, localizada no atual México. Existe a lenda de que as caveiras de cristal são vitais para impedir o fim do mundo em 2012.

Himmler era fascinado por mitos e lendas até suicídio em 1945, após ser capturado por tropas inglesas. Ele financiou expedições por todo o mundo, protagonizadas por aventureiros da SS que procuravam provas da superioridade da raça ariana.

A caveira, que pesa 10 quilos, tem o mesmo desenho daquela utilizada nos uniformes da SS.

Foi encontrada na casa de uma velha senhora que já foi casada com um alto oficial da SS, e agora está nas mãos do jornalista suíço Luc Burgin, que disse: “Tenho 99% de certeza de que esta é uma das caveiras dos Maias, mas precisamos de mais, e os testes necessários serão feitos para certificar sua autenticidade”.

Outros 35 tesouros perdidos dos nazistas foram encontrados juntamente com a caveira de cristal.

Os Maias esculpiram 13 caveiras de cristal, das quais nove eram coloridas e representavam as raças humanas, e quatro eram cristalinas, para representar “os animais que andam, arrastam, deslizam e voam”.

Foram enviadas para seus locais de “nascimento” até o tempo em que fosse necessário reuni-las para evitar a catástrofe que o homem iria trazer ao planeta.

Os Maias – excelentes astrônomos e matemáticos – calcularam a data para o “fim do mundo” – o solstício de inverno, 12 de dezembro de 2012.

Fonte: The Mirror, 10 de março de 2011.

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>>Faca de Himmler deverá ser vendida por milhares de libras
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quarta-feira, 16 de março de 2011

Nota de Falecimento: Günter Frenzel


Günter Frenzel
(19/03/1919 - 12/03/2011)

Faleceu no último dia 12 de março em Eitorf, na Alemanha, de causas naturais aos 91 anos de idade, o ganhador da Cruz do Cavaleiro Leutnant Günter Frenzel.

Nascido em Berlim, desde pequeno Frenzel demonstrou interesse pelo voo, e logo fez sua inscrição na escola de planadores de Gotha e Laucha. Após um período trabalhando como aprendiz na ferrovia, tornou-se instrutor de voo aos 17 anos de idade, sendo mestre de diversas turmas iniciantes em voo a vela. Em 1938 foi convocado pela Luftwaffe, terminando o treinamento básico em um ano. Em 1939, foi para Tutow aprender a voar o Heinkel He 111 e o Focke-Wulf Fw 200 Kondor, passando também pela escola de navegação noturna. Ao finalizar o treinamento em 1940, foi para Cracóvia para seu primeiro serviço operacional, substituindo uma tripulação de Junkers Ju-52. Após um curto tempo em Paris, vai a Foggia, na Itália, onde participa das operações no fronte grego em abril de 1941. Pouco depois, foi transferido para as operações no Norte da África.

Voando com a 11ª Staffel do Transportgeschwader 1 (TG 1), ele foi um dos 12 pilotos encarregados de transportar para a África o 71º Regimento Werfer, uma unidade lançadora de foguetes, em 12 de maio de 1942. Contudo, os ingleses descobriram, através do sistema ULTRA (que lia secretamente as comunicações alemãs), que o transporte aconteceria naquela data e enviaram uma esquadrilha de interceptação em Malta. Caindo em cheio na armadilha britânica, os indefesos Junkers entraram no enxame de caças da RAF. Ao avistar o perigo, Frenzel iniciou uma série de manobras defensivas, mas entrou no campo de fogo de um dos ingleses, e teve sua mão direita explodida por um dos projéteis inimigos. Seu avião foi completamente alvejado e danificado, mas ele, mesmo com uma mão em pedaços, manteve o controle e fez um perfeito pouso forçado nas águas costeiras de Derna, na Líbia, sem nenhuma fatalidade a bordo.

Após recuperar-se, Frenzel participou de uma missão bastante inusitada: ao pousar na pista do Oásis de Giarabub, no interior da Líbia, ele recebeu um uniforme inglês e foi apresentado à uma tripulação com as mesmas vestimentas. Deveria, com outras duas tripulações, voar três Vickers Wellington capturados numa missão clandestina até o Congo Belga, onde os ingleses haviam montado uma grande base de abastecimento. Os alemães voaram até a base, pousaram, reabasteceram, e ao decolar novamente bombardearam as instalações, retornando em segurança à Líbia.

Por suas ações, Günter Frenzel foi condecorado com a Cruz do Cavaleiro da Cruz de Ferro em 23 de dezembro de 1942. Transferido para Creta, continuou a voar no Mediterrâneo até ser novamente ferido em ação, sendo então enviado para a escola de oficiais em Berlim. Após terminar o treinamento e ser comissionado Leutnant, foi feito instrutor de planadores avançados nos programas de treinamento do Me 163 Komet e Arado Ar 234 Blitz. Permanecendo nessa posição até o fim da guerra, ele foi capturado pelos americanos e libertado em dezembro de 1945.

Após a guerra, Frenzel trabalhou com mecânica industrial, eventualmente tornando-se gerente de uma fábrica de peças automotivas. Considerado um mecânico de vasto conhecimento e experiência, ele consertou o Ford Lincoln do Presidente John Kennedy em 1961, e na década de 1980 trabalhou do carro de Fórmula 1 de Ayrton Senna em Interlagos, São Paulo.

Alguns anos atrás, o leiloeiro americano Craig Gottlieb encontrou por acaso numa loja da California o Ehrenpokal (Cálice de Honra) original de Frenzel, que havia sido roubado no fim da guerra. Ele comprou a peça e foi até a Alemanha devolvê-la, numa emocionante reunião. Gottlieb aproveitou e registrou duas horas de entrevista em vídeo com Frenzel (cuja primeira parte pode ser conferida abaixo).

Craig Gottlieb devolve o Ehrenpokal de Günter Frenzel.


NOTA: Conheci Günter Frenzel em outubro de 2009 no encontro dos ganhadores da Cruz do Cavaleiro em Bad Honnef, Alemanha. Me surpreendeu este senhor, já em cadeira de rodas, tão vívido e animado. De sua mão direita sobraram apenas dois dedos, que ele, com alguma dificuldade para acomodar a caneta, usava para assinar as muitas fotos que apareciam. No fim da noite, ele acompanhava animado com as mãos o tom da orquestra que tocava no evento.

Nos encontramos novamente no encontro de outubro de 2010, onde mais uma vez ele se apresentou com saúde invejável e o bom humor de sempre. Nos contou um pouco sobre sua carreira e presenteou-nos com fotos. Lembrarei de Günter Frenzel como um dos melhores RKTs que conheci. Ele fará falta.

Descanse em paz!

Com Günter Frenzel em Kirchheim, Alemanha, outubro de 2010.

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>>Nota de Falecimento: Günther Rall
>>Nota de Falecimento: Rudolf Opitz
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terça-feira, 15 de março de 2011

Vídeo: Desmonte e remonte o jipe em 4 minutos


Um tributo à extrema simplicidade e versatilidade do desenho do Jipe Willys, o veículo leve que equipou as forças Aliadas por todo o mundo e indubitavelmente ajudou a alcançar a vitória final em 1945.

O vídeo mostra a incrível façanha de um grupo de militares canadenses num desfile na cidade de Halifax, Nova Escócia. Chegando à bordo do jipe, eles desmontam completamente o veículo e o remontam (dando a partida em seguida), em menos de 4 minutos! É impressionante, assistam:


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>>Camionetta AS 42 Sahariana
>>Vídeo: Réplica do Komet em voo
>>Vídeo: Tiger vs. Sherman
>>Veterano em plena forma
>>Tanque Sherman será restaurado em Leicestershire
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segunda-feira, 14 de março de 2011

Velho sniper prova que ainda é bom de tiro


Velho sniper prova que ainda é bom de tiro


Ele pode ter 85 anos de idade, mas quando o veterano sniper Ted Gundy recebeu a chance de mostrar as habilidades que usou na Segunda Guerra Mundial, ele provou que ainda equipara-se com os melhores.

Gundy foi convidado a experimentar a mais nova tecnologia do Exército Americano num desafio para atingir um alvo a 1.000 metros de distância. Mas o antigo militar superou o desafio demonstrando extrema precisão.

Afinal de contas, ele lutou na Batalha das Ardenas – considerada uma das mais decisivas da história militar americana e a maior batalha já lutada pelo Exército dos EUA.

Antes de pôr as mãos no equipamento moderno, o Exército presenteou-o com uma réplica de seu antigo rifle A4 1903 – o mesmo que ele usou em batalha e não via desde a guerra.

Apesar de ter ficado 66 anos sem usar a arma, Gundy não teve dificuldade em acertar o alvo a 300 metros, acertando todos os três tiros.

Foi então que os instrutores ensinaram-no como funciona o avançado rifle Remington 700, explicando como atingir um alvo a 1.000 metros. A técnica envolve um segundo atirador, chamado de observador, que determina a direção do vento e quaisquer outras condições que possam afetar a trajetória da bala.

Gundy disse antes do tiro: “Eu não poderia nem imaginar que se pudesse ver o alvo, ainda mais atingi-lo”.

Espero poder atingir o alvo, mas se tivesse que apostar dinheiro, colocaria nove contra um que eu não conseguiria. É um caminho muito, muito grande”.

Mas sua modéstia foi maior que suas habilidades e ele conseguiu atingir o alvo com facilidade, com três impressionantes tiros na cabeça, a 10 cm de distância entre si. “Eu não acreditava que conseguiria atingir alguma coisa dessa distância”, confessou.

O Sargento Robby Johnson, que ensinou Gundy a usar o novo rifle, disse: “Conhecer alguém que esteve realmente lá, e foi um sniper naquela época, é uma honra imensa”.

Segurando as lágrimas, Gundy disse que a experiência foi “uma das melhores coisas que já me aconteceram na vida”.

Fonte: Daily Mail, 5 de março de 2011.


Veja também:
>>Veterano agradece o carinho em carta
>>Nota de Falecimento: Sepp Allerberger
>>Simo Häyhä
>>Nota de Falecimento: "Shifty" Powers
>>Fyodor Okhlopkov
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sexta-feira, 11 de março de 2011

Nota de Falecimento: Giuseppe Biron


Giuseppe Biron
(12/10/1914 - 23/02/2011)

Faleceu no último dia 23 de fevereiro em Treviso, Itália, de causas naturais aos 96 anos de idade, o ás italiano, Generale di Brigata Aerea Giuseppe "Bepi" Biron.

Nascido em Legnano, na província de Verona, Biron juntou-se à Regia Aeronautica em abril de 1933, como Sergente Pilota, e recebeu sua insígnia de piloto em setembro. Inicialmente enviado para o 4º Stormo, ele foi rapidamente transferido para a África Oriental Italiana, onde voou com a 108ª Squadriglia Osservazione Aerea. Contudo, devido à problemas de saúde, retornou à Itália. Desta vez, Biron voluntariou-se para a Aviazione Legionaria, que servia na Guerra Civil Espanhola. Lá, ele voou com os grupos de caça "Gamba di Ferro" e "La Cucaracha". Com o fim do conflito e retorno ao seu país, Biron ingressou na escola de oficiais em dezembro de 1939, sendo comissionado Sottotenente em maio de 1941.

Biron então foi designado para 369ª Squadriglia do 22º Gruppo Autonomo - a unidade de caça escolhida para ir à União Soviética como parte do Corpo Expedicionário Italiano na Rússia (CSIR), em julho de 1941. Iniciando sua transferência em agosto, o grupo fez uma parada em Tirana, na Albânia, e lá Biron teve a inspiração para criar o símbolo da unidade (e que viria a ser um dos mais conhecidos da aviação militar italiana): o espantalho que fuma estrelas vermelhas, representando as aeronaves soviéticas. Contudo, chegando à frente de batalha, os italianos encontraram poucas condições operacionais: dificuldades com suprimentos, pistas adequadas e com suas próprias aeronaves, os Macchi MC.200 (que usavam cabines abertas no frio da URSS). Mesmo assim o 22º Gruppo realizou missões de ataque e escolta de bombardeiros alemães, resultando num total de 88 abates contra a perda de 15 dos seus. Biron atingiu 6 vitórias contra caças soviéticos antes do Gruppo ser chamado de volta à Itália na primavera de 1942.

Agora atuando na defesa do sul do país contra a aviação Aliada, entre 21 e 28 de agosto de 1943, Biron derrubou um Boeing B-17 Flying Fortress e três P-38 Lightning. Com a assinatura do Armistício em 8 de setembro, ele decidiu seguir para o norte e servir com a Aeronautica Nazionale Repubblicana (ANR), voando o Fiat G.55 com a Squadriglia Complementare Montefusco-Bonet e depois com o 1º Gruppo Caccia, antes de ser desviado para o treinamento de novos pilotos. Justificando sua decisão de juntar-se à RSI, Biron disse: "Eu percebera os eventos de três anos de guerra: soldados congelando nas trincheiras enquanto as lojas estavam cheias de roupas. Pedidos eram recebidos e enviados para todos os fronts, contudo, sempre havia falta de suprimentos nos estágios mais críticos das batalhas. Três anos de secreta sabotagem contra o soldado italiano, às custas de suas vidas, e tudo apenas para derrubar um partido e dividir as cadeiras restantes no poder".

Com o fim da guerra, Biron foi expulso das forças armadas sob a alegação de "colaboração com o inimigo". Contudo, devido à sua vasta experiência e competência, foi reconvocado em 1950, atuando como instrutor de Lockheed T-33 no 51º Stormo. Mais tarde tornou-se também instrutor de F-104 Starfighter (cujos exemplares da Força Aérea Italiana usavam a insígnia do espantalho criada por ele), Biron aposentou-se em 1971, como Generale di Brigata Aerea. "Bepi" Biron manteve boa saúde até seus últimos anos, frequentemente dando entrevistas a pesquisadores e jornalistas.

A insígnia do 22º Gruppo Autonomo, criada por Biron.

General Giuseppe Biron.

NOTA: Em 2008 consegui me corresponder com o General Biron, que foi muito atencioso e autografou uma foto para mim. Vinda de um soldado com uma carreira tão vasta e interessante, é uma das peças que com certeza será guardada com todo cuidado e carinho.

Descanse em paz General!



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quinta-feira, 10 de março de 2011

Raro relógio do Partido Nazista é encontrado na Polônia


Raro relógio do Partido Nazista é encontrado na Polônia

Um raro relógio de edição limitada produzido pelo Partido Nazista para celebrar o 47º aniversário de Adolf Hitler em 1936 foi descoberto pela alfândega polonesa após a revista de um suposto contrabandista.

O relógio de bolso – coberto com a insígnia nazista e com uma medalha especial para comemorar a data – foi produzido para os membros do partido.

Os guardas poloneses em Grzechotki descobriram o item quando pararam um nervoso motorista que tentava entrar no país vindo da Rússia.

Pensamos que ele estivesse contrabandeando cigarros. Mas quando revistamos o carro encontramos este relógio num compartimento escondido”, explicou um dos guardas. Agora, o relógio confiscado foi entregue ao Museu de História da Polônia, que ajudará a traçar suas origens.

Pessoas se alinhavam nas ruas de Berlim para celebrar o 47º aniversário do Führer em 1936.

Como presente de aniversário, o líder da Juventude Hitlerista Baldur von Schirach lançou um apelo para que todos os jovens de 10 anos de idade, de toda a Alemanha, se juntassem à organização. Como resultado, aquele ano tornou-se o ano da “Jungvolk (Juventude).

Em 20 de abril, aniversário de Hitler, uma cerimônia tomou lugar no antigo Castelo Marienburg, da Ordem Teutônica.

Entre o brilho de tochas, batidas solenes de tambores e fanfarras de trompete, meninos de 10 anos entraram para a Juventude Hitlerista com o seguinte juramento: “Na presença desta bandeira ensangüentada que representa nosso Führer, eu juro devotar todas as minhas energias e minha força ao salvador da nossa nação, Adolf Hitler. Estou disposto e pronto a dar minha vida por ele, com a ajuda de Deus”.

Mas foi em seu 50º aniversário em 1939 que a Alemanha realmente mostrou sua adoração a Hitler.

Um feriado nacional foi declarado e 50.000 soldados alemães conduziram uma vasta parada militar de cinco horas através das largas avenidas de Berlim. Havia 20.000 convidados de honra e centenas de milhares de alemães alinhando-se nas ruas.

Tanques roncaram pelas largas avenidas e aeronaves da Luftwaffe passaram acima.

Devido a Hitler não beber álcool, uma cervejaria de Munique criou um lote especial de cerveja com baixo teor alcoólico para seu aniversário, que então tornou-se um pedido regular.

Hitler ainda presenteou as famílias mais pobres com 15 Reichmarks, mais 5 Reichmarks para cada dependente, totalizando uma doação de 13 milhões de Reichmarks.

Fonte: Daily Mail, 7 de março de 2011.

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segunda-feira, 7 de março de 2011

Mapa de Iwo Jima retorna ao USS North Carolina


Mapa de Iwo Jima retorna ao USS North Carolina


Um raro mapa de inteligência da Segunda Guerra Mundial, feito de borracha, da ilha de Iwo Jima, foi devolvido ao couraçado USS North Carolina. O navio tomou parte no assalto anfíbio à ilha japonesa durante a sangrenta batalha por sua posse.

Nos últimos seis meses, um esforço de conservação foi realizado para reservar os relevos de borracha do mapa, removendo restaurações anteriores que causaram deterioração. O mapa agora é mantido num ambiente fechado a vácuo para garantir que a borracha não se deteriore mais, e será exibido juntamente com a coleção do navio.

O mapa de Iwo Jima foi originalmente construído pelo Centro de Interpretação Fotográfica da Marinha como preparação para a invasão da ilha.

Feito de balsa, plástico e borracha, na escala aproximada de 1:12.500, o modelo do terreno serviu para treinar o pessoal e mostrar a ilha e suas pistas de pouso, bem como suas características topográficas.

A organização do couraçado disse que durante o processo de conservação, inscrições no lado de baixo foram reveladas, bem com detalhes singulares de construção.

De todas as campanhas do Pacífico durante a Segunda Guerra, a Batalha de Iwo Jima é a mais icônica”, disse Mary Booker, curadora do museu.

Uma das mais duras batalhas lutadas pelos EUA na guerra, resultou em 7.000 mortos e 19.000 feridos. Os japoneses sofreram baixas maiores, com cerca de 18.000 mortos no combate.

O couraçado North Carolina ganhou 15 estrelas de combate enquanto lutava por todo o Pacífico, mas foi em Iwo Jima que ganhou o reconhecimento do público”, acrescentou Booker. “É um privilégio e uma honra ter em nossa coleção um artefato que foi usado nesse histórico evento e estamos gratos a todos que doaram dinheiro para a restauração”, concluiu.



Fonte: The Raleigh Telegram, 4 de março de 2011.

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sexta-feira, 4 de março de 2011

Nota de Falecimento: Georgiy Moskalev


Georgiy Moskalev
(10/09/1925 - 03/03/2011)

Faleceu no último dia 3 de março em Ulan-Ude, na Rússia, de causas naturais aos 85 anos de idade, o Heroi da União Soviética, Tenente Georgiy Nikolayevich Moskalev.

Nascido na aldeia de Ust-Menza Krasnochikoisky, no sudeste da então União Soviética, Moskalev vinha de uma família camponesa pobre. Seu pai trabalhava com transporte de água, e ele ingressou na escola em Ulan-Ude, a capital regional. Em seu tempo livre, Moskalev frequentava a escola de artes plásticas local. Contudo, aos 17 anos em janeiro de 1943, ele foi chamado direto da escola para o Exército Vermelho, tornando-se cadete da Academia Militar de Trans-Baikal. Em maio de 1944, ele foi comissionado Tenente-Júnior e enviado por trem para o front, onde chegou após quarenta dias de viagem.

Moskalev recebeu o comando de um pelotão de metralhadoras do 176º Regimento de Rifles da Guarda, 46º Exército. Seu batismo de fogo deu-se em 20 de agosto de 1944, durante a famosa Operação Jassy-Kishinev - a ofensiva do Exército Vermelho contra as forças do Eixo no leste da Romênia. O sucesso da operação trouxe os romenos para o lado Aliado. Já em dezembro, em pleno inverno, os soviéticos posicionaram-se para cruzar o rio Danúbio perto da cidade de Erchi, na Hungria, e o pelotão de Moskalev foi escolhido para compor a primeira força de desembarque. Iniciando a travessia às 23h do dia 4, alguns barcos, levando 24 soldados cada, se aproximaram da margem oeste, ocupada pelos alemães. Contudo, um dos barcos topou com uma cerca eletrificada, matando sete homens instantaneamente e dando o alerta ao inimigo.

Os alemães então iniciaram uma verdadeira barreira de fogo, com metralhadoras, morteiros e granadas. Moskalev conseguiu guiar seu barco até próximo da praia, mas ao saltar viu-se com água gelada até o pescoço. Em meio ao fogo cruzado, ele ainda resgatou alguns de seus camaradas que não sabiam nadar, e sem nenhuma vestimenta impermeável, liderou o ataque às posições alemãs, liberando a área mínima necessária para o desembarque da força principal. Alguns dias depois, Moskalev foi ferido na cabeça e no antebraço direito, permanecendo por dois meses no hospital. Por suas importantes e corajosas ações na travessia do Danúbio, o Presidium do Soviete Supremo condecorou-o com a Estrela Dourada de Heroi da União Soviética em 23 de março de 1945. Moskalev ainda participaria das batalhas por Budapeste e Viena, terminando a guerra como comandante de companhia.

Ao passar para a reserva em 1946, Moskalev pôde realizar seu sonho de infância e ingressar na Academia de Artes de Irkutsk, e depois no Instituto de Arte de Moscou. Seu dever para com os companheiros de combate fez com que ele escolhesse a guerra como fonte de inspiração para muitos de seus quadros, mas ele também nunca se ateve a um único tema. Realizou diversas exposições pelo país e recebeu o título de Artista Homenageado da Rússia em 1982. Esteve presente em Budapeste para o aniversário de 30 anos da liberação da Hungria e compareceu (como convidado do governo) aos desfiles na Praça Vermelha em 9 de maio de 1996 e 2000. O premiado artista era o último Heroi da União Soviética vivo de sua região (Buryatia). Ele deixa esposa e dois filhos.

Georgiy Moskalev.

A tela "A Travessia do Danúbio" (1975), de Moskalev.

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quinta-feira, 3 de março de 2011

Abrigo fortificado alemão é atração na Polônia


Abrigo fortificado alemão é atração na Polônia


O enorme abrigo de concreto projetado para proteger o trem de Hitler é um dos pontos famosos do sudeste da Polônia. O complexo reforçado é o maior do país, mas também impressiona por sua construção engenhosa e auto-suficiência.

A cidade de Stepina no sudeste da Polônia esconde um dos mais bem-preservados abrigos fortificados construídos pelos alemães durante a Segunda Guerra Mundial. O complexo de concreto foi feito para proteger os trens alemães, bem como o trem especial de Hitler, chamado “Amerika”. Uma fortificação similar pode ser encontrada perto de Strzyzow, onde o Führer tinha um de seus quarteis-generais.

Os trens eram um dos meios de transporte favoritos dos comandantes nazistas porque eram rápidos e móveis. Já que eram também vulneráveis, a Wehrmacht construiu uma série de abrigos para protegê-los contra ataques aéreos por toda a Europa, incluindo a Polônia.

O túnel de concreto em Stepina, perto de Frysztak, é uma atração popular para turistas interessados na história do conflito. O complexo consiste de sete estruturas de concreto reforçadas, fazendo dele o maior abrigo ferroviário da Polônia. Havia dúzias de edifícios, torres de guarda e casamatas. Dessa forma, o complexo era completamente auto-suficiente em relação a combustível, água, aquecimento, eletricidade e filtragem de ar.

O túnel tem 386 metros de comprimento, 14,5 metros de largura na base e mais de 7 metros de altura. Suas paredes têm espessura de três a quatro metros. Durante a guerra, o túnel foi sempre mantido pronto para abrigar o trem de Hitler ou outros trens a qualquer tempo. Em 1941, serviu de local de reuniões entre o Führer e o ditador italiano Benito Mussolini. Além disso, o abrigo também serviu de local de conferências entre importantes líderes do regime e das forças armadas.

Quando as forças soviéticas se aproximaram do local em junho de 1944, os alemães ordenaram a evacuação. A construção então serviu como hospital de campo soviético, abrigo para refugiados e até mesmo local de cultivo de cogumelos. Hoje, o túnel está em ótimas condições, porque sempre foi mantido em uso e com constante manutenção desde o fim da guerra.

Turistas podem admirar sua construção e desenho, os dois robustos portões de aço, bem como diversas portas anti-gás e postos de armas defensivas. O túnel está aberto a visitação de maio até o fim de outubro. Durante todo o ano, diversas reencenações de batalhas da Segunda Guerra também acontecem por lá.

Fonte: Tourism Review, 28 de fevereiro de 2011.

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quarta-feira, 2 de março de 2011

Rara adaga da SA é vendida nos EUA


Rara adaga da SA é vendida nos EUA


Uma adaga da SA em impecáveis condições foi vendida para Associação Americana de Colecionáveis Raros. Por todo o mundo, colecionadores apóiam a associação e decidem o que comprar. Seus representantes fizeram a compra.

Os representantes não receberam o nome do homem que trouxe a adaga. No entanto, descobriram como chegou às mãos do seu pai – e depois nas dele.

Durante a Segunda Guerra Mundial, Robert Vieregge era um soldado no Exército dos EUA. Ele ajudou a tomar um lote de suprimentos alemães que esperava para ser distribuído. Entre esses suprimentos estavam novíssimas adagas.

Naturalmente, os soldados levaram os souvenires para casa após a guerra. Muitas dessas adagas aparecem esporadicamente em coleções privadas, mas geralmente em precárias condições. É muito raro uma delas aparecer em sua embalagem original.

George McCurley, um dos compradores, estava muito animado em tê-la em mãos: “É uma peça muito especial”.

A adaga da SA era usada no cinto do uniforme. Eram uma mistura de estilo e funcionalidade, já que eram muito bonitas e ainda assim muito úteis. A adaga comprada chegou envolvida em sua embalagem original. Agora, provavelmente irá acabar em alguma coleção particular.

O fato de estar em tão boas condições significa que será vendida por três ou quatro vezes o preço normal de venda. Começa em 600 dólares e vai subindo a partir daí. “Já vimos umas 500 adagas dessas”, disse McCurley, “mas nunca em tão bom estado”.

Pelo fato de todo o lote original ter sido confiscado, há a chance de mais adagas intactas estarem por aí. A única maneira de um objeto desses ser vendido por um preço maior é se tivesse sido presenteada a alguém famoso.

Um exemplo disso é um violino que passou pelas mãos de McCurley, e que tinha pertencido ao ditador italiano Benito Mussolini. O instrumento acabou vendido por 23 mil dólares.

Fonte: The Telegraph, 27 de fevereiro de 2011.

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terça-feira, 1 de março de 2011

Nota de Falecimento: Frank Buckles


Frank Buckles
(01/02/1901 - 27/02/2011)

Faleceu no último dia 27 de fevereiro em Charles Town, West Virginia, EUA, de causas naturais aos 110 anos de idade, o último veterano americano da Primeira Guerra Mundial, Cabo Frank Woodruff Buckles.

Nascido em Bettani, Missouri, Buckles tinha apenas 16 anos quando os EUA entraram na Primeira Guerra Mundial em agosto de 1917. Ele mentiu diversas vezes sobre sua idade - dizendo ter 18 - para alistar-se, mas foi recusado repetidas vezes. Finalmente, ele resolveu contar uma mentira ainda maior - dizendo ter 21 - e dessa vez o recrutador deu-lhe sinal positivo.

Buckles embarcou para a Europa ainda em 1917, a bordo do RMS Carpathia - o mesmo navio que resgatara os sobreviventes do RMS Titanic cinco anos antes. Servindo na Inglaterra e França, Buckles tornou-se motorista de ambulância e motocicletas junto ao 1º Destacamento de Fort Riley, e numa de suas missões de ligação, conheceu o comandante das forças americanas na França, General John Pershing. Quando se deu o Armistício em novembro de 1918, ele passou a escoltar prisioneiros de guerra alemães de volta para a Alemanha. Buckles foi enviado de volta aos EUA e passou para a reserva em 1920.

Em 1940, Buckles passou a trabalhar para uma empresa de navegação em Manila, nas Filipinas. Com a invasão japonesa do arquipélago em 1942, ele foi enviado para o campo de prisioneiros de Los Baños, onde passou os próximos três anos e meio. Buckles perdeu muito peso e contraiu diversas doenças tropicais, mas manteve durante todo o tempo os colegas ativos por meio de um programa de exercícios. Ele somente foi libertado em 23 de fevereiro de 1945. Após a Segunda Guerra Mundial, ele mudou-se para San Francisco e lá casou-se em 1946. Na década de 1950, aposentou-se e comprou uma fazenda na West Virginia, onde criava gado. Em fevereiro de 2008, com a morte de Harry Richard Landis, Frank Buckles tornou-se o último veterano americano da Primeira Guerra Mundial ainda vivo. No ano anterior, a França condecorou-o com a Legião da Honra, e ele foi recebido na Casa Branca pelo presidente George W. Bush.

Ao completar 110 anos de idade em 1 de fevereiro de 2011, Buckles atingiu o status de "supercentenário", e ainda dava entrevistas. Ele será enterrado com todas as honras militares no Cemitério Nacional de Arlington. Com sua morte, restam apenas dois veteranos da Primeira Guerra ainda vivos: Florence Green (110 anos) e Claude Choules (109 anos).

Frank Buckles aos 107 anos de idade.


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