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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Devastator descoberto nas águas de San Diego


Devastator descoberto nas águas de San Diego


Um avião militar perdido, com um grande significado histórico, foi encontrado nas águas da costa de San Diego, e um esforço está sendo feito para tirá-lo do fundo do oceano.

Especialistas consideram o TBD Devastator da Segunda Guerra Mundial como o “Santo Graal” das restaurações de aeronaves navais. Na importantíssima Batalha de Midway, as tripulações destes torpedeiros navais foram reconhecidas por seu heroísmo. Contudo, pouco depois o modelo foi retirado do serviço ativo.

É extremamente raro. Não existe nenhum em exposição no mundo todo”, disse Ed Ellis, do Museu Nacional de Aviação Naval em Pensacola, Florida. Ele disse que isso logo poderá mudar, pois descansando nas águas próximas a San Diego está um Devastator.

Em 1941, um voo de treinamento de North Island terminou com a queda e afundamento da aeronave. De acordo com um relatório do acidente, o piloto sobreviveu, e disse: “Uma onda atingiu minha asa esquerda. O avião afundou com a asa direita primeiro”.

Uma empresa de resgates usou sonar para localizar a aeronave e um mergulhador confirmou que é um Devastator. A empresa não revelou o local, mas de acordo com representantes do museu, a aeronave está entre 2 e 9 quilômetros da costa, a cerca de 200 metros de profundidade.

É o Santo Graal da aviação naval e é o que queremos neste museu”, disse Ellis. Em agosto de 2010, o museu realizou a recuperação de um Helldiver.

No entanto, a recuperação do Devastator será mais difícil e bem mais cara. O museu procura patrocinadores para ajudar a conseguir os 300 mil dólares necessários.

O museu manteve a localização do Devastator em segredo por mais de uma década, focando-se em um exemplar que afundou perto de Miami. Contudo, este último projeto encontra-se paralisado por razões legais.

Outro Devastator, afundado perto das Ilhas Marshall, custaria 2 milhões de dólares para ser resgatado, então o avião de San Diego ganhou prioridade máxima.

Fonte: 10 News, 24 de fevereiro de 2011.

Veja também:
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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Nota de Falecimento: Robert Goebel


Robert Goebel
(28/02/1923 - 20/02/2011)

Faleceu no último dia 20 de fevereiro em Torrance, Califórnia, EUA, de causas naturais aos 87 anos de idade, o ás norte-americano Tenente-Coronel Robert John Goebel.

Nascido em Rascine, Wisconsin, Goebel era o mais novo de sete filhos. Entrou para a Força Aérea do Exército em 1942, aos 19 anos, começando sua carreira no Centro de Treinamento de Cadetes em San Antonio, Texas. Ele realizou todo seu treinamento de voo em bases texanas, concluindo e sendo comissionado Segundo-Tenente em maio de 1943. Pronto para ir para o exterior participar dos combates, Goebel viu-se, entretanto, indo para o Panamá, defender a região do Canal. Lá, voou o Bell P-39 Airacobra numa base próxima à fronteira com a Colômbia, e conheceu um excêntrico Capitão do Exército que tomava conta de uma pista remota, e sempre andava acompanhado de dois índios. Em dezembro de 1943, voltou aos EUA e foi imediamente transferido para a Argélia, no Norte da África.

No começo de janeiro de 1944 ele iniciou um período de transição para Spitfires, que então equipavam o 31º Grupo de Caça, sua unidade designada. Contudo, em abril o grupo começou a trocar seus caças por Mustangs P-51, e passaram a operar na base aérea de Foggia, na Itália. Goebel realizou sua primeira missão operacional escoltando bombardeiros pesados em 16 de abril de 1944, e abriu seu escore em 29 de maio sobre Viena, Áustria, onde derrubou um Messerschmitt Me 109. E já no dia 3 de julho, sobre Bucareste, na Romênia, derrubou sua quinta aeronave inimiga, tornando-se oficialmente um ás. Goebel, em seu P-51 "Flying Dutchman" voou diversas missões como líder de esquadrão e duas como líder do grupo inteiro, e rapidamente tornou-se um piloto veterano. Uma de suas missões acompanhou os bombardeiros em longo alcance, pousando na União Soviética e retornando alguns dias depois.

Em 20 de julho, sobre Friedrichshaven, Goebel avistou um Me 109 e posicionou-se para abrir fogo. Como de costume, ele apertou o gatilho a 120 metros, mas percebeu que tinha ativado apenas a câmera de tiro. Consertando o erro, Goebel agora tinha o caça alemão preenchendo todo o seu parabrisas, e disparou uma assustada rajada que atingiu o alvo em cheio. Ao passar pelo Messerchmitt, ele viu que o piloto estava inconsciente na cabine, e a aeronave tinha buracos gigantescos por toda a fuselagem - o motor estava em chamas. Goebel descobrira as vantagens de atirar a curta distância: "Olhando para trás, não sei como consegui derrubar os aviões antes daquele, disparando de tão longe como eu fazia", lembrou-se.

No começo de setembro de 1944, ele recebeu o comunicado dizendo que seu tour operacional havia acabado, e retornaria em breve aos EUA. Bob Goebel tinha derrubado 11 aeronaves inimigas em um total de apenas 61 missões operacionais! Ele entrou para a reserva em 1946, graduando-se em Física na Universidade de Wisconsin em 1948 e retornando ao serviço ativo em 1950. Goebel trabalhou no projeto do foguete do Programa Gemini, para a NASA, e aposentou-se em 1966 com a patente de Tenente-Coronel. Uma pessoa bastante simpática, ele tinha 9 filhos e 27 netos, e em 1991 publicou suas memórias, "Mustang Ace: Memoirs of a P-51 Fighter Pilot".

Bob Goebel em um Mustang pintado em sua homenagem.

Veja também:
>>Nota de Falecimento: Walter Starck
>>Nota de Falecimento: Lee Archer
>>Nota de Falecimento: Carl Luksic
>>Nota de Falecimento: Dale Karger
>>Nota de Falecimento: Eugene Paul Roberts
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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Sobreviventes de Iwo Jima têm recepção de herois


Sobreviventes de Iwo Jima têm recepção de herois


Crianças expressam sua gratidão aos veteranos da batalha.

James Linn, veterano da Marinha dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial, esperou 18 anos para comparecer a uma reunião anual da Associação de Sobreviventes de Iwo Jima.

Ele disse que não tinha dinheiro para ir, mas finalmente conseguiu levantar a quantia para ir ao evento deste ano, que marcará o 66º aniversário da captura da ilha japonesa.

Linn foi um dos primeiros soldados a pôr os pés na ilha em fevereiro de 1945. Ele era operador de rádio da Companhia de Sinaleiros de Assalto. “Eu tinha que comunicar o que acontecia nas praias para os navios no mar”, lembrou-se. “Eu pude ver balas zunindo e colegas sendo atingidos. Não foi nada bom. Uma experiência marcante”.

Linn foi um dos 59 sobreviventes de Iwo Jima que compareceram com suas famílias à 21ª Reunião Anual da associação. Como parte do evento, o grupo visitou uma escola infantil, onde foram recebidos por uma linha dupla de crianças carregando bandeiras nacionais – eles passaram pelo meio, sorrindo e acenando.

Quando sentaram-se para almoçar na biblioteca da escola, os estudantes entregaram cartões de agradecimento – que eles próprios fizeram – aos veteranos.

Isso significa muito para mim”, disse Linn, que foi professor após a guerra. “As crianças são ótimas. Que escola maravilhosa eles têm aqui”. Enquanto filmagens de época eram mostradas na TV, os veteranos contaram histórias e fizeram discussões com os alunos.

Comparecendo pela sexta vez, o veterano da Marinha Kimel Brent veio com a esposa e três netos. Ele disse que chegou a nem querer cogitar ir às reuniões para não trazer de volta memórias horrendas da guerra.

Eu queria esquecer tudo, e quase consegui”, disse Brent. “Mas um dia meus netos me pediram para escrever uma história sobre o que aconteceu. Eu fiz, tinha 13 páginas. Aí fiquei mais confortável para falar e comparecer às reuniões”.

Ele disse que serviu em Iwo Jima por um ano, com a perigosa missão de acompanhar tanques enquanto se moviam pela ilha. Revelou que embora muitas coisas horríveis tivessem acontecido, ele gosta de dividir boas memórias com outros veteranos que tiveram experiências similares.

No fim da visita à escola, escoteiros presentearam os veteranos com a bandeira americana, e 22 estudantes cantaram “American Tears” em coral.

Vocês mostraram valor e coragem naquele dia”, disse um estudante. “Até hoje vocês são nossos herois”.

Sobrevivente de Iwo Jima e ganhador da Medalha de Honra, Hershel Woodrow “Woody” Williams agradeceu os estudantes e professores, e em seguida o grupo embarcou num ônibus.

Durante a reunião deste ano ocorreu uma homenagem aos sobreviventes do cruzador USS Indianapolis, afundado em 30 de julho de 1945, e uma reencenação do hasteamento da bandeira no Monte Suribachi.

Fonte: Times Record News, 19 de fevereiro de 2011.


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>>Nota de Falecimento: Charles W. Lindberg
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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Nota de Falecimento: Nikolai Koronenkov


Nikolai Koronenkov
(09/05/1922 - 04/02/2011)

Faleceu no último dia 4 de fevereiro em Vladivostok, na Rússia, de causas naturais aos 88 anos de idade, o Heroi da União Soviética, Nikolai Ivanovich Koronenkov.

Nascido em uma família camponesa numa aldeia nas proximidades de Kursk, Koronenkov terminou seus estudos na escola local e foi trabalhar nas fazendas coletivas. Em fevereiro de 1943 foi convocado para o Exército Vermelho e teve seu batismo de fogo durante a Batalha de Kursk, mais especificamente na região de Prokhorovka. Numa ação contra o ataque de uma divisão blindada alemã, Koronenkov destruiu três tanques sozinho, sendo condecorado com a Ordem da Bandeira Vermelha.

Em outubro de 1943, os soviéticos chegaram à margem oriental do rio Dniepr, e planejaram uma travessia no dia 15. Koronenkov voluntariou-se para um pelotão de 30 homens que seria a primeira unidade a cruzar o rio e tentar estabelecer uma cabeça-de-ponte para o grosso das tropas que viria em seguida. Sob pesado fogo inimigo, iniciaram a travessia, durante a qual muitos foram mortos. "Foi a coisa mais assustadora do mundo", lembrou-se Koronenkov, "restaram seis de nós - de dois batalhões!". Os seis soldados sobreviventes realizaram um destemido desembarque, destruindo seis ninhos de metralhadora e liberando uma área grande o suficiente para permitir a chegada da força principal. Por este supremo esforço, no dia 30 de outubro de 1943 o Soviete Supremo condecorou Nikolai Koronenkov com a Estrela Dourada de Heroi da União Soviética. Ele tinha apenas 21 anos.

Mais tarde, Koronenkov ainda participou das batalhas na Romênia e Polônia, sendo condecorado com a Ordem de Lenin, Ordem da Guerra Patriótica e mais 23 medalhas. Após a vitória sobre a Alemanha, foi enviado ao extremo oriente, onde lutou contra os japoneses na Manchúria, chegando até Port Arthur.

Entrando para a reserva em 1946, ele cursou uma escola agrícola e tornou-se operador de máquinas em Chernigovka. Depois, graduou-se em Engenharia Agrícola e tornou-se engenheiro-chefe de fazendas coletivas. Em seus últimos anos, foi bastante ativo, participando de atividades sociais e trabalhos com a juventude. Desde o falecimento de sua esposa em 2008, vivia em Vladivostok com o filho.

Nikolai Koronenkov numa cerimônia em Vladivostok, maio de 2010. (Yuri Yevdayev)

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>>Nota de Falecimento: Nikolai Baibakov
>>Nota de Falecimento: Boris Yefimov
>>Cemitério da Wehrmacht é inaugurado na Rússia
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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Vídeo: Entrevista com Otto Kretschmer


Otto Kretschmer (1912 - 1998), o maior dos ases dos submarinos, com 47 navios afundados num total de 274.333 toneladas de arqueamento, foi capturado em março de 1941 a bordo do U-99 no Atlântico. Prisioneiro até o fim da guerra, ele reingressou na Marinha em 1955, aposentando-se como Flotillenadmiral.

Aqui, nestas entrevistas realizadas na década de 1990 pela equipe do site Sharkhunters, ele fala sobre sua carreira, com algumas interessantes observações pessoais:

Qualidades de um bom comandante de submarinos


Como uma tripulação deve se apresentar no retorno?


Tempos Felizes


Veja também:
>>Erich Topp
>>Günther Prien
>>Friedrich Guggenberger
>>Nota de Falecimento: Hans-Georg Hess
>>A carta de Doenitz
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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Nota de Falecimento: Mario Traverso


Mario Traverso
(24/09/1916 - 04/01/2011)

Faleceu no último dia 4 de janeiro em Milão, na Itália, de causas naturais aos 94 anos de idade, o líder da última carga de cavalaria bem-sucedida da história, Tenente Mario Traverso.

Nascido em Nápoles, Traverso vinha de uma família com tradição na indústria têxtil. Ele aprendeu inglês com uma governanta irlandesa e entreou para a Universidade de Nápoles em 1934. Concluiu seu doutorado em Negócios na Universidade de Bari em 1939, trabalhando em seguida na fabricante de elevadores Otis. Contudo, com a aproximação da guerra, ele ingressou no corpo de cavalaria em Roma, sendo aprovado no topo de sua classe para a Cavalaria de Savoia.

Em julho de 1941, a Cavalaria de Savoia, como parte da 3ª Divisão Celere "Príncipe Amedeo Duque de Aosta", foi enviada para a União Soviética como parte do Corpo Expedicionário Italiano. Não encontrando oportunidades para usar seu potencial naquele ano, os homens e animais do regimento sofreram bastante no duro inverno, com temperaturas de -50ºC. No entanto, durante o verão de 1942, a Savoia cobria o flanco norte da ofensiva alemã na direção do rio Don, a 200 km a noroeste de Stalingrado. Nas proximidades de Isbushenski, no dia 23 de agosto, encontraram uma retaguarda soviética de 2.000 homens, apoiados por metralhadoras e morteiros. O comandante do regimento, Colonello Alessandro Bettoni, ordenou o acampamento pela noite, e pela manhã decidiu preparar o ataque. Bettoni decidiu que era hora agir e Traverso, comandante do esquadrão de metralhadoras, foi o primeiro a atacar as posições do 812º Regimento de Infantaria Siberiana, cobrindo o centro inimigo com uma rajada de fogo. Então, usando suas gravatas vermelhas e luvas brancas, o 2º Esquadrão realizou um ataque perfeito pela esquerda da posição soviética, atacando os siberianos com seus sabres em punho.

Bettoni ordenou então um ataque frontal do 4º Esquadrão pelo campo coberto de girassois, utilizando-se de granadas para dispersar os inimigos, que iniciaram uma fuga desordenada. Os italianos então concluíram a ação com uma carga do 3º Esquadrão contra o flanco direito soviético. 150 siberianos foram mortos, e mais 500 capturados, contra a perda de 40 homens da Savoia. Foi a última carga de cavalaria bem-sucedida da história, e a última vez que a Savoia realizou uma ação ofensiva. Traverso e seus colegas tiveram que recuar após a ofensiva soviética de dezembro de 1942 contra as posições italianas no Don, e após percorrerem 2.000 km chegaram a Gomel, na Bielorrússia, de onde iniciaram o transporte de volta à Itália.

Após a assinatura do Armistício italiano em setembro de 1943, Traverso ordenou a dispersão da unidade que comandava e rumou norte para Milão, onde reativou a indústria têxtil da família em sociedade com um primo. Após a guerra, seu negócio cresceu e Traverso expandiu a empresa para a Austrália, Inglaterra e Japão. Tornou-se consultor de companhias químicas que produziam fibras de tecidos sintéticos e finalmente aposentou-se em 2003.

Traverso salvou a bandeira regimental da Cavalaria de Savoia logo após a Batalha de Isbushenski, recuperando-a das mãos de um camarada morto. Ele levou-a consigo de volta à Itália e guardou-a em casa, somente revelando estar de sua posse há alguns anos. Uma delegação do regimento compareceu ao seu funeral e estendeu a bandeira sobre o caixão durante o enterro, depois retirando-a para finalmente expô-la no museu regimental.

Oficiais da Cavalaria de Savoia na União Soviética.

Veja também:
>>Sabres por Savoia
>>Nota de Falecimento: Amedeo Guillet
>>La Leggenda del Comandante Diavolo
>>O último adeus a Amedeo Guillet
>>Batalha de Nikolajewka - Parte 1, Parte 2
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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Nota de Falecimento: Hans Teusen


Hans Teusen
(26/07/1917 - 11/02/2011)

Faleceu no último dia 11 de fevereiro em Bad Neuenahr, na Alemanha, de causas naturais aos 93 anos de idade, o ganhador da Cruz do Cavaleiro Generalmajor Hans Teusen.

Nascido em Salz, na Renânia-Palatinado, Teusen juntou-se à nova e ainda semi-secreta força de paraquedistas da Luftwaffe. Após o exaustivo período de treinamento, foi designado para o 2º Regimento de Paraquedistas, e após ser comissionado Leutnant, tomou o comando do 6º Pelotão.

No começo de março de 1941, o 2º Regimento foi enviado à Bulgária para tomar um grupo de ilhas gregas. Contudo, com a rápida sequência de vitórias do Eixo, as forças britânicas iniciaram uma apressada retirada, e os paraquedistas receberam a nova tarefa de cortar-lhes a rota de fuga, tomando o Canal de Corinto. Em 25 de abril, o 2º Regimento embarcou nos Junkers Ju 52 e preparou-se para saltar sobre o Canal. Um pouco à frente da força principal, o pelotão de Teusen, em planadores DFS 230, desceu no lado sul da ponte que cruzava o Canal, para capturá-la. Após pousarem, os homens iniciaram o ataque, recebendo pesado fogo de metralhadora e destruindo duas armas antiaéreas britânicas. Enquanto o céu se enchia de paraquedas sobre suas cabeças, o destacamento de engenheiros de Teusen adentrou a ponte, cortando os cabos dos explosivos que minavam a estrutura. Quando o grupo correu pela ponte para desarmar as cargas da outra extremidade, uma arma antiáerea inimiga disparou uma salva certeira, que atingiu em cheio os explosivos. Teusen, que escrevia um apressado relatório de combate, foi pego de surpresa pela tremenda explosão da ponte, que foi pelos ares.

Em seguida, Teusen e seus homens seguiram para a cidade de Corinto em veículos ingleses capturados. Após a queda da cidade, ele recebeu ordens de levar seu pelotão como guarda avançada até Nauplia. Chegando lá, ele decidiu por seu próprio risco avançar até Tolon, conseguindo assim alçancar a retaguarda britânica em fuga. No embate que se seguiu, Teusen foi ferido, mas conseguiu isolar um grupamento armado inimigo. Enviando um sargento fluente em inglês, ele mandou dizer aos ingleses que toda uma divisão paraquedista alemã chegaria, juntamente com Stukas, a qualquer momento. O truque funcionou e 1.400 soldados ingleses se renderam para o pelotão de Hans Teusen. Por essa ação ele foi condecorado com a Cruz do Cavaleiro da Cruz de Ferro em 14 de junho de 1941. Ele terminaria a guerra com a patente de Major.

Após a guerra ele retornou ao serviço militar em 1956. Promovido a Oberst em abril de 1965, ele comandou a 25ª Brigada Aerotransportada até setembro de 1969, e de 1971 até 1973 foi comandante da 12ª Divisão Panzer. Hans Teusen aposentou-se em setembro de 1977, com a patente de Generalmajor.

Generalmajor Teusen na década de 1970.

Veja também:
>>Rudolf Witzig
>>Livro: O Outro Lado da Colina
>>Nota de Falecimento: Richard Winters
>>Wilhelm Schmalz
>>Nota de Falecimento: Hajo Herrmann
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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Filmes 3D nazistas são descobertos


Filmes 3D nazistas são descobertos


Filmes feitos em 3D na Alemanha Nazista pré-guerra foram descobertos nos Arquivos Federais em Berlim.

Dois filmes de propaganda em preto e branco, com 30 minutos de duração, feitos em 1936, foram descobertos pelo diretor austríaco Philippe Mora, que está preparando um documentário sobre como os nazistas usavam imagens para manipular a realidade.

Mora fez história com seu primeiro filme “Swastika”, lançado em 1973, que apresentava as até entao inéditas imagens coloridas caseiras de Hitler, feitos por sua amante Eva Braun no Berghof, nas montanhas da Bavária.

Agora ele descobriu que os nazistas estavam décadas à frente de Hollywood no desenvolvimento de uma tecnologia que só se popularizaria nos anos 1950, e que agora ganhou reconhecimento internacional.

Os filmes foram rodados em 35mm – aparentemente com um prisma em frente das lentes”, disse Mora. “Foram feitos por um estúdio independente para o Ministério da Propaganda de Goebbels e registrados como ‘raum film’ – ou filmes de espaços – que talvez explique o porque de ninguém ter descoberto que eram em 3D até agora”.

Um dos filmes, um musical rodado durante um festival chamado “Tão real que você pode tocar”, exibe closes de churrascos e comidas típicas; o outro, “Seis garotas num fim de semana”, mostra garotas se divertindo.

A qualidade dos filmes é fantástica. Os nazistas eram obcecados por registrar tudo e cada imagem era controlada – era tudo parte da estratégia de ganhar controle do país e do povo”, disse Mora.

Ele planeja incorporar o material em uma seção 3D do documentário – título provisório “Como o Terceiro Reich foi Registrado” – e está convencido de que há mais antigos filmes 3D para serem encontrados.

Fonte: Variety, 15 de fevereiro de 2011.

Veja também:
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>>Documentário colorizado é exibido na Alemanha
>>Massacre de civis alemães é revelado em vídeo
>>O encontro da British Legion com Hitler
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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Trailer: Iron Sky (novo - em HD)


Foi lançado um novo trailer do aguardado Iron Sky. Desta vez em alta-resolução, a prévia recapitula a jornada dos nazistas até a lua. Uma sacada inteligente foi o discurso do primeiro pouso, copiando as palavras de Neil Armstrong: "Ein kleiner Schritt für die Menschen, aber ein grosser Schritt für das Vaterland" - "Um pequeno passo para um homem, mas um grande salto para a Pátria".

Confiram:


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>>Trailer: Iron Sky
>>Produção de Iron Sky é iniciada
>>Filmes: Fascistas em Marte
>>O bombardeiro orbital nazista
>>Piloto descreve contato com OVNI durante a guerra
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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Álbum de fotos de reencenação da Batalha das Ardenas


Álbum de fotos de reencenação da Batalha das Ardenas


A reencenação anual da Batalha das Ardenas, que acontece todo mês de janeiro em Fort Indiantown Gap, Pennsylvania, já foi até mesmo comentada aqui na Sala de Guerra. Trata-se de um grande evento que reúne centenas de reencenadores, em uniformes americanos, ingleses e alemães, além de muitos outros em roupas civis da época. Milhares de curiosos também aparecem para prestigiar o espetáculo.

Vai aqui um álbum com 250 fotos em alta-resolução do evento, revelando detalhes bem interessantes dos uniformes e parafernália, reproduzidos à perfeição:


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>>Reencenação da Batalha das Ardenas acontece no frio
>>Cidade transformada em vila francesa para reencenação
>>Reencenação traz Alto-Comando alemão
>>Nasce o 1º RI - Reenactors da FEB
>>RAF marca 70º aniversário do discurso de Churchill
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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Voluntários levantam fundos para restaurar o USS Cavalla


Voluntários levantam fundos para restaurar o USS Cavalla


O Furacão Ike fez ao USS Cavalla o que os destróieres japoneses nunca conseguiram. A tempestada cavou um gigantesco buraco na proa do submarino da Segunda Guerra Mundial, que tinha sobrevivido a ataques com cargas de profundidade na Batalha do Mar das Filipinas.

Ike flutuou o Cavalla, embora seu casco tivesse sido enterrado 5 metros no solo quando foi colocado no Seawolf Park, em Galveston, Texas, em 1971. A tempestade também flutuou a fragata USS Stewart, outra atração do parque que fica ao lado do Cavalla, levando um barco para baixo dela.

Mais de dois anos após a tempestade, voluntários e funcionários começaram a reparar o buraco de 10 metros no Cavalla, onde placas de metal enferrujado – arrancadas pelo Ike – cobrem o terreno. A equipe é liderada por John McMichael, ex-submarinista com 32 anos de experiência debaixo das ondas. Já conseguiram levantar 86 mil dólares, mas precisa de 520 mil para construir os sistemas de segurança que evitarão danos às embarcações históricas caso outro furacão passe pela área.

O Cavalla, submarino da classe Gato, batizado em homenagem a um peixe de água salgada, foi comissionado em 29 de fevereiro de 1944. Em sua primeira patrulha, recebeu pesado ataque de destróieres japoneses no Mar das Filipinas, mas colocou três torpedos no porta-aviões Shokaku, que havia participado do ataque a Pearl Harbor. Com este sucesso, o Cavalla se tornou o primeiro submarino norte-americano a afundar um porta-aviões.

Ao ser descomissionado, o submarino foi doado pela Marinha a um grupo de veteranos de guerra, que por sua repassou-o para a cidade de Galveston, onde se tornaria a base do Seawolf Park. Os veteranos queriam batizar o parque com o nome de um dos 52 submarinos afundados durante a guerra. Escolheram o USS Seawolf, perdido no mar após afundar mais tonelagem do que qualquer outro submarino americano.

Contudo, após ser colocado no Seawolf Park em 1971, o submarino entrou em franca decomposição por falta de cuidados. Chegou quase a ser vendido como ferro-velho em 1998. Desde então, foi criada a Fundação Histórica do Cavalla, que levanta fundos para sua restauração.

A estrutura havia sofrido bastante com ferrugem, visitantes tinham roubado peças vitais e vândalos tinham destruído paredes e beliches.

Ao longo dos últimos dez anos, McMichael restaurou todas as beliches e o periscópio, além de diversas outras renovações. Entretanto, muito trabalho ainda precisa ser realizado. O submarino e a fragata também precisam de nova pintura.

Fonte: Chron – Houston & Texas News, 12 de fevereiro de 2011.

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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Os computadores femininos da Segunda Guerra


Os computadores femininos da Segunda Guerra


Enquanto filmava um documentário sobre uma associação feminina da Filadélfia, a cineasta LeAnn Erickson entrevistou as irmãs Shirley Blumberg Melvin e Doris Blumberg Polsky. As gêmeas, já há muito aposentadas, de passagem mencionaram um trabalho diferente que realizaram durante a Segunda Guerra Mundial: foram “computadores” femininos do Exército Americano.

Computador naquela época não era uma máquina, era um tipo de trabalho. Muito antes de serem empresárias, ativistas, mães e avós, as gêmeas foram recrutadas pelas Forças Armadas dos EUA para realizar cálculos de balística. Trabalhavam seis dias por semana, muitas vezes em turnos duplos ou triplos, com dezenas de outras mulheres.

As trajetórias de armas que elas calcularam foram repassadas para soldados no campo de batalha e bombardeadores no ar. Algumas de suas colegas continuaram no programa para trabalhar no primeiro dos computadores de emprego geral, o ENIAC.

Não era um trabalho de fábrica, mas elas também fizeram sua parte para ajudar no esforço de guerra.

A cineasta ficou surpresa. “Do que estão falando? Sou historiadora e nunca ouvi falar disso! Mulheres trabalhando com matemática e ciência em segredo? Eu não sabia!

As memórias e testemunhas destes fatos estavam desaparecendo, constatou Erickson. E a verdade sobre as mulheres na tecnologia e as primeiras programadoras de computador iam junto.

Sua missão para resgatar o passado se materializou no documentário “Top Secret Rosies: The Female Computers of World War II”, que estreou ano passado na TV e recentemente saiu em DVD.

Havia milhares de mulheres fazendo esse trabalho, por todos os Estados Unidos; e nós simplesmente não sabíamos”, disse Erickson.

O documentário se foca nas mulheres escolhidas em escolas e faculdades para trabalharem na Universidade da Pensilvânia na década de 1940. Elas foram colocadas em dormitórios coletivos e passaram por uma rigorosa introdução em cálculo de balística para realizar o trabalho. Elas viviam juntas, trabalhavam e se divertiam juntas.

Jean Jennings Bartik era uma dos computadores femininos. Em 1945 ela graduou-se em matemática, e imediatamente recebeu um telegrama urgindo-lhe para apresentar-se rapidamente. Ela tomou um trem noturno e rumou para a Filadélfia.

Lá aprendeu os cálculos manuais e a operação do desajeitado analisador que acelerava o processo – sua precisão dependia do serviço de suas colegas e do mecânico que alimentava suas correias e engrenagens.

O fim da guerra chegou em 1945, mas apenas dois meses depois de chegar, Bartik foi contratada para um novo projeto – um computador eletrônico que podia fazer cálculos mais rápido que qualquer ser humano. O Eletronic Numeric Integrator and Computer (ENIAC), criado pelos cientistas John Mauchly e J. Presper Eckert Jr, pesava mais de 30 toneladas e continha 18.000 válvulas termiônicas. Conseguia reconhecer números, somar, subtrair, multiplicar, dividir e realizar outras funções básicas.

Homens construíram a máquina, mas foram Bartik e suas colegas que programaram cada válvula e aprenderam a fazê-la funcionar. Logo depois, elas demonstraram aos militares como o computador funcionava, com as programadoras iniciando os processos e mostrando como produzia resultados. A gigantesca máquina fazia instantaneamente cálculos que levavam horas para serem feitos a mão.

Mas nenhuma das programadoras foi convidada para o jantar de comemoração que se seguiu. Não receberam nenhum certificado nem comenda dos militares, e passaram para o esquecimento.

Seu trabalho durante a guerra foi pouco conhecido, e por isso deixado de fora da história oficial e do desenvolvimento da informática. Pesquisadores apontam que a razão para isso é reflexo da cultura da época, que considerava as mulheres como substitutas temporárias dos homens.

Contudo, desde que o documentário estreou, a história já foi exibida em diversas escolas e pequenos cinemas – e muitos pedidos por exibições apareceram. Há sempre algum tipo de “veterana” na platéia, e os aplausos são sempre efusivos.

A parte mais importante dessas histórias é que podemos usá-las para moldar o legado para a próxima geração de mulheres”, disse Carolyn Leighton, fundadora da Women in Technology International. “Sabemos como, sem dúvida, como exemplos podem inspirar e afetar escolhas. Não é somente por elas, mas também pelos jovens homens e mulheres que podemos inspirar”.

Fonte: CNN, 8 de fevereiro de 2011.

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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Nota de Falecimento: Wilhelm Salz


Wilhelm Salz
(19/09/1915 - 30/01/2011)

Faleceu no último dia 30 de janeiro na Alemanha, de causas naturais aos 95 anos de idade, o ganhador da Cruz do Cavaleiro Oberleutnant Wilhelm "Willi" Salz.

Nascido em Duisburg, na região do Rhur, oeste da Alemanha, Salz alistou-se no Exército Alemão após completar seu período obrigatório com o Reichsarbeitsdienst. Em fevereiro de 1940, foi designado para o 502º Regimento da recém-formada 290ª Divisão de Infantaria, aquartelada em Munster. Em maio daquele ano, a divisão tomou parte no ataque às potências ocidentais, penetrando na Bélgica e França, chegando à costa do Atlântico em Saint Nazaire.

Willi Salz tomou parte na Operação Barbarossa, lutando junto ao Grupo de Exércitos Norte até Leningrado. Em fevereiro de 1942, o Exército Vermelho cercou uma força alemã de seis divisões, incluindo a 290ª, em Demyansk, ao sul de Leningrado. Apesar do pujante ataque vermelho, os alemães conseguiram manter o bolsão abastecido por ar, e Salz, já Feldwebel junto à 6ª Companhia, destacou-se na defensiva da posição, sendo condecorado com a Cruz Alemã em Ouro em 25 de março de 1942. O cerco foi quebrado em abril, e Salz foi enviado para a Academia de Oficiais.

Promovido a Leutnant, ele assumiu o comando da 6ª Companhia do agora 502º Regimento de Granadeiros. Durante a Operação Bagration, a ofensiva do Exército Vermelho contra o Grupo de Exércitos Centro no verão de 1944, pesadas batalhas aconteceram ao redor de Polotsk, na atual Bielorrússia. Nas proximidades da cidade, o 2º Batalhão do 502º Regimento sofreu pesadas baixas com os ataques inimigos. Na confusão, Salz assumiu o comando do restante do regimento e, decidido a contra-atacar, reorganizou-os perto da aldeia de Fedkowa, onde também encontrou três canhões de assalto. Com esta força, ele montou um ataque-surpresa às forças soviéticas numericamente superiores, conseguindo desmantelar sua ofensiva com tenacidade. Por estes feitos, Willi Salz foi condecorado com a Cruz do Cavaleiro da Cruz de Ferro em 10 de setembro de 1944. Mais tarde, foi também promovido, terminando a guerra como Oberleutnant.

Willi Salz era o último ganhador da Cruz do Cavaleiro da 290ª Divisão ainda vivo.

Willi Salz (à dir) e Johannes Drewfs numa cerimônia em 2007.

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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Documentário: Tiger Attack


Há muito tempo eu procurava este documentário, que me recordo assisti na tevê apenas uma vez, uns dez anos atrás. Lembro-me que foi com este documentário que descobri o nome de Otto Carius, comandante de Tigers que destruiu mais de 150 tanques inimigos durante a guerra, e ganhador da Cruz do Cavaleiro com Folhas de Carvalho. Conheci Carius em 2009 e o revisitei em 2010 - dispensa dizer que é uma experiência fora de série conhecer em pessoa uma lenda da história militar!

Visitando Otto Carius em seu escritório, outubro de 2010.

Deixo com vocês então, este excelente documentário sobre o Panzerkampfwagen VI Tiger, "Tiger Attack":







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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Band of Brothers - Disco 7



Mais uma louvável iniciativa realizada por um fã brasileiro: o site Band of Brothers - Disco 7. Após assistir a minissérie e tornar-se mais um aficionado pela lendária Easy Company, Raul Breno Marquardt decidiu debruçar-se em pesquisas, leu livros e vasculhou centenas de fontes na internet - decidindo por fim criar um website exclusivamente dedicado aos famosos protagonistas da histórica minissérie.

O resultado é invejável. Talvez o mais completo repositório de informações sobre a Easy Company na web - e tudo em português! O nome "Disco 7", de acordo com o criador do site, é uma referência ao box de DVD da minissérie, que vem com os dez episódios em 5 discos, e mais um sexto disco de extras. Contudo, Marquardt ainda achou que poucas informações foram disponibilizadas nesse disco de extras, fazendo então seu próprio sétimo disco.

Deixo aqui meus parabéns ao caro Raul Breno, e meu reconhecimento à excelência de seu trabalho.

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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Museu da RAF exibe exposição sobre a Blitz


Museu da RAF exibe exposição sobre a Blitz

Imagens icônicas de um dos mais mortais capítulos da Segunda Guerra Mundial estão em exposição em Londres.

O Museu da RAF, em Grahame Park Road, foi escolhido para sediar a exposição, planejada pelo prefeito Boris Johnson, para comemorar o 70º aniversário da Blitz.

Durante o bombardeio aéreo alemão de Londres, 50.000 bombas foram jogadas e 30.000 londrinos perderam a vida, entre setembro de 1940 e maio de 1941.

As imagens, que anteriormente estavam guardadas na prefeitura, foram cedidas pelo Museu de Transportes, Museu da Brigada de Incêndio e pela coleção histórica do Departamento de Polícia, entre outras coleções menores.

Ian Thirsk, encarregado de coleções no Museu da RAF, disse: “Gostaria de agradecer o escritório do prefeito e a prefeitura por nos dar a oportunidade de realizar esta exposição durante o aniversário de 70 anos da Blitz de Londres”.

Estamos particularmente honrados por mostrar este esforço colaborativo, de tantos órgãos da nossa capital, que narra a história de sua importância no provimento de serviços públicos básicos entre o fim de 1940 e o começo de 1941”.

O prefeito Johnson disse: “Nunca devemos nos esquecer da bravura e resoluta determinação dos homens e mulheres que lutaram para manter Londres funcionando em face dos terríveis e incessantes bombardeios que queriam destruir nossa grande cidade”.

Este tremendo espírito de resistência permanece no coração da capital e nós temos uma gigantesca dívida de gratidão e respeito para com todos aqueles que ajudaram a assegurar o futuro de Londres”.

As fotografias ficarão em exposição no Hall de Bombardeio do museu até 31 de maio de 2011. A entrada é franca.

Fonte: The Times, 31 de janeiro de 2011.

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sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Nota de Falecimento: Igor Vorobiev


Igor Vorobiev
(16/04/1918 - 23/01/2011)

Faleceu no último dia 23 de janeiro em Timersyany, Rússia, de causas naturais aos 92 anos de idade, o Heroi da União Soviética, Sargento Igor Terentevich Vorobiev.

Nascido numa família camponesa na aldeia de Timersyany, região de Ulyanovsk, Vorobiev não terminou seus estudos. Convocado para o Exército Vermelho em agosto de 1938, ele foi enviado para o extremo oriente no ano seguinte, e combateu nas planícies quentes da Mongólia as forças do Exército Imperial Japonês durante a Batalha de Khalkhin-Gol. Logo em seguida, foi embarcado novamente na Transiberiana, desembarcando nas gélidas florestas finlandesas para tomar parte na Guerra de Inverno. Com os eficientes contra-ataques finlandeses, as forças soviéticas recuaram e sofreram pesadas baixas em janeiro de 1940. Vorobiev então participou dos combates após a completa reorganização da frente soviética, que resultaram no cessar-fogo dois meses depois.

Vorobiev foi dispensado do Exército na primavera de 1941, voltando para casa e trabalhando no campo. Contudo, seu descanso não durou muito. Logo após o início da Operação Barbarossa ele foi reconvocado e enviado ao front, onde foi ferido logo nos primeiros dias. Após recuperar-se, lutou em Voronezh durante a ofensiva alemã de 1942, sendo em seguida feito motorista de ambulância. Entretanto, sendo um veterano de grande experiência, Vorobiev pediu - e conseguiu - transferência para uma unidade de elite: foi feito metralhador e organizador da 7ª Companhia do 23º Regimento de Infantaria Aerotransportada da Guarda.

Durante a Ofensiva Vístula-Oder em janeiro de 1945, Vorobiev destruiu sozinho em combate seis ninhos de metralhadora alemães e capturou nove soldados. No dia 27 de janeiro, os alemães contra-atacaram as posições soviéticas na recém-estabelecida cabeça-de-ponte do Oder, ameaçando jogar todo um batalhão de volta na água. Vorobiev então liderou uma penetração sorrateira pelo flanco direito, passando em meio às defesas alemãs e causando extrema confusão. Ele conseguiu destruir três metralhadoras alemãs e abriu uma brecha na linha inimiga, que foi rapidamente explorada pelo restante do batalhão. Devido à importância de sua ação para a consolidação das posições soviéticas na margem ocidental do Oder, Vorobiev passou a ser conhecido como "o homem que quebrou o cadeado dos portões de Berlim". Logo após o fim dos combates, em 27 de junho de 1945, Vorobiev foi convocado a Moscou e recebido pessoalmente por Josef Stalin, que o levou ao Kremlin. Lá, fizeram um brinde e Vorobiev foi condecorado com Estrela Dourada de Heroi da União Soviética por seus feitos na margem do rio Oder.

Após a guerra, ele retornou mais uma vez à sua aldeia e trabalhou como tratorista no campo. Casou-se e teve seis filhos. Vorobiev chegou a vice-presidente da fazenda coletiva onde trabalhava, antes de aposentar-se. Um fiel seguidor dos ideais do Partido Comunista, ele ficou viúvo em 2000 e passou seus últimos anos morando sozinho (porém recebendo muitas visitas) numa pequena casa de madeira, com uma placa na porta onde se lia "Aqui vive o Heroi da União Soviética Igor Terentevich Vorobiev". Muito ativo até seus últimos dias, ele era o último HSU da região de Ulyanovsk.

Vorobiev sendo visitado por jornalistas em dezembro de 2010.

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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Vídeo: De Hallivand Mosquito em show aéreo


Aqui está uma bela demonstração de voo de um De Havilland Mosquito num show aéreo de 1996. Consegue-se notar toda a leveza do desenho e a manobrabilidade desta que é uma das aeronaves mais versáteis da história. Infelizmente, este exemplar acidentou-se alguns anos depois, com perda total.


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Piloto descreve contato com OVNI durante a guerra


Piloto descreve contato com OVNI durante a guerra


Sessenta e seis anos atrás, durante a Segunda Guerra Mundial, Everett Harris viu algo que revelou somente à família e raramente a alguns amigos próximos. Agora, aos 89 anos de idade, ele acha que chegou a hora de revelar sua experiência sem restrições.

Chamando-as de “as esferas misteriosas”, Harris escreveu um relatório de três páginas sobre o acontecimento. Numa parte se lê: “...outro piloto e eu estávamos voando em formação fechada no caminho de volta para nossa base... De repente, dois objetos esféricos, cada um maior do que um avião monomotor, apareceram, voando a não mais do que 20 metros do meu lado esquerdo, como se estivessem voando em formação conosco”.

Harris chamou a atenção de seu ala e apontou para os globos. Ele disse que seu ala encolheu os ombros num sinal de dúvida, indicando estar tão confuso quanto Harris.

Decidindo dar uma olhada mais de perto, Harris começou a aproximar-se lentamente dos objetos. Ele disse que eles então dispararam em alta velocidade, desaparecendo no horizonte ao sul. Harris disse que pôde ver claramente rebites na superfície, mas nenhuma fonte visível de propulsão.

Após pousar, e antes de fazer o relatório de sua missão, o jovem piloto perguntou ao seu ala, que conhecia há pouco tempo: “Você vai falar alguma coisa sobre o que vimos hoje de manhã?” O ala respondeu: “De jeito nenhum! Eles vão achar que somos loucos e não voaremos mais!

Hoje, Harris se pergunta se fizeram a coisa certa.

Ele disse nunca mais ter mencionado o encontro, até anos mais tarde quando seu supervisor, que também tinha sido piloto durante a guerra, disse-lhe que tinha passado por um avistamento similar nos céus da Itália.

Em seu livro “Companhias Estranhas – Encontros militares com OVNIs na Segunda Guerra Mundial”, o autor britânico Keith Chester descreve diversos estranhos avistamentos por pilotos Aliados sobre a Alemanha Nazista, similares aos que Harris e seu supervisor descreveram.

Harris disse que nunca tinha escutado o termo OVNI até anos depois de sua dispensa da Força Aérea. Ele disse recentemente, entretanto, que não descarta nenhuma possível origem para o que voou ao lado de seu caça P-51 sobre os céus da Alemanha naquela manhã de 1945.

Fonte: Ocala, 30 de janeiro de 2011.

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terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Ucrânia planeja transformar QG de Hitler em atração turística


Ucrânia planeja transformar QG de Hitler em atração turística


Autoridades de Vinnytsia, na Ucrânia central, revelaram um plano de transformar os restos do Quartel-General de Hitler no Front Leste em uma atração turística.

Espera-se que o museu esteja pronto até 9 de maio, aniversário da vitória sobre as forças da Alemanha Nazista.

Chegou a hora de transformar o quartel-general Wehrwolf numa atração turística, um memorial às vítimas do fascismo”, disse o chefe da admnistração local Mykola Djiga. “Este museu deverá nos lembrar o que nosso povo enfrentou, seus sacrifícios e seu heroísmo. Deve também mostrar a face do inimigo fascista. Devemos mostrar que inimigo derrotamos”.

O quartel-general Wehrwolf, que consistia de cerca de 20 cabanas de madeira e alojamentos, juntamente com 3 bunkers, está localizado a 12 quilômetros ao norte de Vinnytsia.

A construção começou em setembro de 1941 e foi concluída em abril de 1942. Mais de 10.000 prisioneiros de guerra soviéticos e cerca de 1.000 moradores da região participaram dos trabalhos e cerca de 6.000 perderam a vida.

Os alemães destruíram o local ao abandonar a região. Os subterrâneos do complexo foram mais tarde selados.

Fonte: RIA Novosti, 30 de janeiro de 2011.

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