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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Tanque T-34 é recuperado no rio Volga


Tanque T-34 é recuperado no rio Volga


Um veículo de combate T-34 foi recuperado do fundo do rio Volga no Distrito de Surovikinsky, na região de Volvogrado.

O tanque será restaurado e enviado a um museu, e a história de sua tripulação – que defendeu Stalingrado – será também publicada.

Especialistas acreditam que o tanque foi fabricado em uma das fábricas dos Urais, já funcionando na época, e foi enviado para o front diretamente da linha de montagem. O veículo encontrado, que era um dos dez tanques que seguraram a linha de aproximação de Stalingrado, provavelmente encerrou sua vida de combate em 1942.

Somente agora, 68 anos depois, pouco antes do aniversário da liberação de Stalingrado, o destino de sua tripulação poderá ser estabelecido.

Os restos mortais dos soldados serão enterrados com honras militares na colina Mamaev (importante ponto de combates durante a batalha pela cidade) em 9 de maio de 2011, Dia da Vitória.

Enquanto historiadores trabalham para descobrir detalhes sobre a história dos homens, o tanque será enviado para reconstrução na Fábrica de Tratores de Volvogrado. Em seguida será colocado num pedestal no centro da cidade, em frente ao Museu da Batalha de Stalingrado.

Para o museu, será seu primeiro tanque que realmente tomou parte na crucial batalha às margens do rio Volga.




Fonte: Russia IC, 28 de janeiro de 2011.

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sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Último guarda-costas de Hitler desiste de responder cartas


Último guarda-costas de Hitler desiste de responder cartas


Mais de 65 anos após o fim da Segunda Guerra Mundial, o último guarda-costas sobrevivente de Adolf Hitler diz que não pode mais responder à contínua cascata de cartas de fãs – que ele recebe de todo o mundo – por causa de sua idade avançada.

Rochus Misch está com 93 anos e usa um andador para locomover-se por sua casa. Ele disse à imprensa que “não é mais possível” responder às cartas que recebe pedindo por autógrafos, devido à sua idade.

Elas vêm da Coreia, Estados Unidos, Finlândia, Islândia – e nenhuma tem nada de ruim escrito a meu respeito”, diz Misch, que acredita-se ser o último homem vivo que viu Hitler e toda sua cúpula em carne e osso.

No passado, Misch costumava mandar aos fãs cópias autografadas de fotos de si mesmo na época da guerra, em um belo uniforme da SS. Agora as cartas que chegam, incluindo envelopes e pacotes, ficam empilhadas em sua residência no sul de Berlim.

Misch também serviu como operador de telefone e mensageiro de Hitler. Suas memórias, “A Última Testemunha”, foram publicadas em 2008 na Alemanha e um filme sobre sua vida está em pré-produção.

Fonte: Reuters, 26 de janeiro de 2011.

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>>E se Hitler tivesse escapado?
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quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Nota de Falecimento: Dr. Josef-Georg Mulzer


Dr. Josef-Georg Mulzer
(23/04/1915 - 21/01/2011)

Faleceu no último dia 21 de janeiro em Grünwald, Alemanha, de causas naturais aos 95 anos de idade, o ganhador das Folhas de Carvalho para a Cruz do Cavaleiro, Oberstleutnant Dr. Josef-Georg Mulzer.

Nascido em Munique, Mulzer ingressou no 7º Batalhão de Engenharia em 1934, sendo comissionado Leutnant em 1936. Mostrando-se um oficial comprometido e talentoso, a partir de 1938 foi feito ajudante do 83º Batalhão de Engenharia de Montanha, tomando parte com essa unidade na invasão da Polônia, em setembro de 1939. Em abril de 1940, participou da campanha norueguesa, desembarcando em Narvik junto com as tropas comandadas por Eduard Dietl.

A partir de setembro de 1942, Mulzer serviu na União Soviética, combatendo no setor de Leningrado. No dia 25 de novembro ele recebeu o comando do 83º Batalhão. Transferido para a região central da URSS, Mulzer foi promovido a Major e recebeu o comando do 195º Batalhão de Engenharia, tomando parte na Operação Cidadela em julho de 1943 - que visava destruir um saliente soviético na frente de combate ao redor da cidade de Kursk. No mês seguinte, já sob contra-ataque do Exército Vermelho, Mulzer defendeu a cidade de Orel contra diversos ataques soviéticos, restaurando a situação numerosas vezes e mostrando-se um líder de linha de frente, cujas ordens precisas mantiveram seus soldados resolutos contra as tentativas inimigas. Por essas ações ele foi condecorado com a Cruz do Cavaleiro da Cruz de Ferro em 7 de setembro de 1943. Em dezembro daquele ano, novamente Mulzer se distinguiu em combate, frustrando uma tentativa soviética de romper a linha em Bobruisk, na atual Bielorrússia. Por tal feito, ele foi convocado ao quartel-general de Hitler em Rastenburg em 30 de janeiro de 1944, tornando-se o 367º soldado da Wehrmacht a ganhar as Folhas de Carvalho para sua Cruz do Cavaleiro.

Enviado então para treinamento de estado-maior junto à 2ª Divisão Panzer na Itália, e em 9 de setembro de 1944 recebeu o comando do 1º Regimento de Engenheiros de Combate, atuando no front oeste contra os Aliados. Contudo, no mês seguinte foi seriamente ferido em batalha, sendo evacuado para o hospital, onde permaneceu até o fim da guerra. Enquanto convalescia, foi promovido a Oberstleutnant em 1 de dezembro de 1944.

Após a guerra, Mulzer estudou contabilidade e conseguiu um doutorado na área. Atuou como contador e auditor até aposentar-se, mudando-se para Grünwald, uma rica cidade bávara 12 quilômetros a sudoeste de Munique. Com sua morte, restam 19 ganhadores das Folhas de Carvalho ainda vivos.

Major Mulzer, já com as Folhas de Carvalho, no front leste, 1944.

Meus agradecimentos aos amigos Gilberto Ziebarth Jr. e e Philippe Bastin pela ajuda.

Veja também:
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>>Nota de Falecimento: Alois Eisele
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quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Tanque Sherman será restaurado em Leicestershire


Tanque Sherman será restaurado em Leicestershire


Um tanque da Segunda Guerra Mundial, que acredita-se ser um sobrevivente dos desembarques do Dia-D, encontrou um novo lar em Leicestershire.

O M-4 Sherman, agora baseado em Husbands Bosworth, é um dos 25 existentes no Reino Unido.

Nick Simons, do Armourgeddon, uma empresa que fornece às pessoas comuns a experiência de dirigir tanques, acredita que pode levar até 12 meses para restaurar o tanque de 36 toneladas. O veículo foi o principal tanque usado pelas forças americanas durante a guerra, e outros milhares foram distribuídos entre as tropas Aliadas.

Embora aproximadamente 50 mil Shermans fossem produzidos, estes veículos ganharam uma reputação por sua natureza potencialmente explosiva.

A blindagem era tão fina neles, que podiam ser destruídos de qualquer lado”, disse Simons. “De fato houve dois apelidos famosos para esses tanques. Os alemães os chamavam de ‘Ronsons’, porque queimava como o famoso isqueiro; ‘Acende na primeira tentativa, toda vez’”.

Já os britânicos e alguns americanos os chamavam de ‘Tommy cookers’ porque quando eram atingidos no tanque de combustível queimavam muito, muito rápido. Se você fosse atingido lá, tinha segundos pra sair”.

Após a guerra um grande número de tanques sobreviventes foi espalhado pela Europa ou vendido como ferro velho. O novo hóspede de Leicestershire tinha sido previamente um guarda de portão num museu belga.

Stuart Garner, dono do Armourgeddon, disse que uma ampla variedade de pessoas visita sua empresa para experimentar os controles de um tanque, incluindo um senhor de 95 anos que havia dirigido Shermans durante a Segunda Guerra Mundial.

Garotos nunca crescem e este é um dos melhores trabalhos que acho que já inventamos”, disse Garner.

Uma vez que você se acostume, ficará surpreso com o quão bem os tanques funcionarão com você. O truque é sempre mostrar quem manda, depois dá tudo certo”.

Fonte: BBC News, 20 de janeiro de 2011.

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>>16 tanques Stuart do Brasil para a Inglaterra
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>>Matemática para descobrir a produção alemã de tanques
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terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Nota de Falecimento: Barney Hajiro


Barney Hajiro
(16/09/1916 - 21/01/2011)

Faleceu no último dia 21 de janeiro em Honolulu, Havaí, EUA, de causas naturais aos 94 anos de idade, o ganhador da Medalha de Honra do Congresso, Soldado Barney F. Hajiro.

Nascido no Havaí, de pais japoneses imigrantes de Hiroshima, Hajiro era o segundo de nove irmãos. Devido à pobreza da família, largou os estudos para trabalhar na colheita de cana de açúcar em Maui, indo depois atuar como estivador no porto de Honolulu. Pouco após o ataque japonês a Pearl Harbor, Hajiro foi convocado para o serviço militar, inicialmente designado para um batalhão de engenharia. Em março de 1943, ele voluntariou-se para o recém-formado 442º Time Regimental de Combate, uma unidade independente do tamanho de regimento, composta por soldados Nissei (descendentes de japoneses) que seria enviada para combate na Europa.

Em maio de 1944 o 442º chegou à Itália, onde distinguiu-se em combate contra os alemães ao norte de Roma. Logo em seguida, a unidade foi transferida para a França. No dia 19 de outubro, Hajiro servia de sentinela nas proximidades de Bruyeres quando auxiliou um grupo de soldados Aliados que atacava uma casa ocupada pelos alemães, a 200 metros de distância. Ele atraiu para si o fogo inimigo e eliminou dois snipers alemães com seu rifle automático. Três dias depois, com o auxílio de um colega, ele tomou um posto de observação do inimigo e, após esconder-se, emboscou uma patrulha alemã pesadamente armada de 18 homens, matando dois e levando o restante prisioneiro.

Em 24 de outubro de 1944, o 1º Batalhão do 141º Regimento (36ª Divisão de Infantaria) foi cercado por forças alemãs mas montanhas Vosges, entrando sob pesado ataque. Foi então ordenado o resgate da unidade, porém as duas primeiras tentativas fracassaram completamente. A terceira tentativa foi feita pelo 442º, que em cinco dias de pesado combate (26 a 30 de outubro) conseguiu romper o cerco alemão e resgatar 230 homens, sofrendo por si cerca de 800 baixas. Durante este ataque, em 29 de outubro, Barney Hajiro subiu a chamada Colina do Suicídio (devido ao imenso custo de vidas para tomá-la), ascendendo 100 metros sob fogo inimigo, e então localizando dois ninhos de metralhadoras camuflados. Avançando contra as armas alemãs e retornando fogo com seu rifle, ele sozinho destruiu as duas posições, matando dois atiradores no processo e sendo ferido no ombro e pulso, que deixou seu braço esquerdo parcialmente paralisado. Devido às suas corajosas ações, o ataque foi bem-sucedido e a colina capturada. Os soldados nipo-americanos fizeram do 442º Regimento a mais condecorada unidade militar americana da história - em seu tamanho e período de atividade - com seu 100º Batalhão de Infantaria ganhando o apelido de "Batalhão Purple Heart".

Por suas ações durante o "Resgate do Batalhão Perdido", Barney Hajiro recebeu a segunda mais alta condecoração americana por bravura, a Distinguished Service Order. Contudo, na década de 1990 uma revisão dos registros militares foi iniciada, para corrigir erros históricos motivados pela segregação de soldados negros, asiáticos e de outras minorias. O registro de Hajiro foi reexaminado e considerado para a maior condecoração nacional por bravura. Sendo assim, numa cerimônia na Casa Branca em 21 de junho de 2000, o presidente Bill Clinton condecorou Barney Hajiro com a Medalha de Honra do Congresso. Outros 20 soldados Nissei também receberam a medalha, sendo 15 deles postumamente.

Hajiro também foi condecorado pela Grã-Bretanha com a Military Medal e pela França com a Legião da Honra. Após a morte de John Finn em maio de 2010, ele tornou-se o mais velho detentor da Medalha de Honra ainda vivo. Com seu falecimento, o mais velho tornou-se Nicholas Oresko, também com 94 anos.

Hajiro recebe a Medalha de Honra das mãos de Bill Clinton.

Barney Hajiro, Shizuya Hayashi e Ed Ishiyama em 2006.

Veja também:
>>Nota de Falecimento: Shizuya Hayashi
>>Nota de Falecimento: John Finn
>>Nota de Falecimento: Vernon Baker
>>Nota de Falecimento: Michael Daly
>>Nota de Falecimento: Robert Nett
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segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Nota de Falecimento: Fritz Rumpelhardt


Fritz Rumpelhardt
(19/06/1920 - 20/01/2011)

Faleceu no último dia 20 de janeiro em Kehl, na Alemanha, de causas naturais aos 90 anos de idade, o ganhador da Cruz do Cavaleiro, Leutnant Friedrich "Fritz" Rumpelhardt.

Nascido em Konstanz, no sul da Alemanha, Rumpelhardt deixou a escola em fevereiro de 1939, seguindo então para seu período obrigatório no Reichsarbeitsdienst. Após o início da guerra, ele voluntariou-se para a Luftwaffe em Cottbus, e após concluir o treinamento básico foi enviado para a escola de operadores de radar do Luftlotte 1 em julho de 1940. Depois, cursou a escola de voo cego em Viena e a escola de caças pesados em Schleissheim. No começo de 1943, enquanto servia no II Gruppe do Nachtjagdgeschwader 1, Rumpelhardt tornou-se operador de radar do Messerchmitt Me 110 do então Leutnant Heinz-Wolfgang Schnaufer.

Como operador de radar (Bordfunker) de Schnaufer, Rumpelhardt mostrou-se um exímio localizador de alvos à noite, levando o jovem piloto a uma série inigualável de vitórias. Schnaufer recebeu sua Cruz do Cavaleiro em dezembro de 1943, quanto já contava com 42 vitórias. Com a impressionante sequência de sucessos apresentados pela tripulação Schnaufer, o Alto-Comando da Luftwaffe recomendou os outros dois membros da equipe, Rumpelhardt e o artilheiro de ré Wilhelm Gänsler (Bordschütze), para a Cruz do Cavaleiro da Cruz de Ferro. Com efeito, ambos receberam a condecoração em 27 de julho de 1944. Na noite de 21 de fevereiro de 1945, o trabalho colaborativo de Rumpelhardt e Schnaufer levou a um resultado nunca pareado na história: a destruição de 9 bombardeiros quadrimotores em apenas 24 horas, sendo 7 deles numa impressionante janela de 19 minutos. Enquanto Schnaufer terminou a guerra como o maior dos ases da caça noturna, com 121 vitórias, e um dos únicos 27 soldados a receber os Diamantes para a Cruz do Cavaleiro, Fritz Rumpelhardt se tornou o mais bem-sucedido operador de radar da história, tendo guiado seu piloto com sucesso em 100 abates.

Após a guerra, ele estudou ciências agrárias e mudou-se para Kehl em 1957, onde organizou a cooperativa de agricultores da região, elevando sua produtividade. Dando ênfase na realocação dos negócios de dentro das apertadas cidades para o campo, ele gerou novas oportunidades desenvolvimento e ampliação da infra-estrutura das vilas. Em 1967 foi feito Diretor da Secretaria de Agricultura na capital regional Offenburg, permanecendo nessa posição até aposentar-se em 1984. Uma pessoa de natureza alegre, que sempre estava presente em festivais junto da esposa Herta, Fritz Rumpelhardt publicou em 2002 suas memórias, "Minha história e de minha família - O tempo do serviço militar". Seu falecimento veio após um longo período de luta contra saúde frágil.

A mais bem-sucedida tripulação de caça noturna da história: Fritz Rumpelhardt, Heinz-Wolfgang Schnaufer e Wilhelm Gänsler em julho de 1944.

Fritz Rumpelhardt (© Chris Breithaupt).

Veja também:
>>Nota de Falecimento: Hajo Herrmann
>>Nota de Falecimento: Wolfgang Falck
>>Nota de Falecimento: Günther Bahr
>>Vídeo: Ataque de caça noturno em "Night Flight"
>>Condecorações em cores
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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Último túnel do Stalag Luft III será escavado


Último túnel do Stalag Luft III será escavado


Os três túneis conhecidos como Tom, Dick e Harry são sinônimos da Grande Fuga, mas engenheiros britânicos irão escavar seu primo desconhecido, George, que foi cavado pelos prisioneiros restantes no campo.

A entrada do George foi descoberta no velho teatro do campo de prisioneiros Stalag Luft III, em Zagan, na então Polônia ocupada pelos alemães.

George foi construído por homens amargurados por não terem escapado pelo Harry na noite de 24 de março de 1944. Somente depois é que eles descobriram que a Gestapo havia fuzilado 50 dos 76 fugitivos, tornados famosos pelo filme estrelado por Steve McQueen, Sir Richard Attenborough e Charles Bronson.

O Squadron Leader Ivor Harris, hoje com 90 anos, que operava a bomba de ar na entrada do túnel George, retornou ao teatro recentemente e identificou o buraco no chão onde as escavações começaram. É a partir deste ponto que a equipe iniciará sua própria escavação.

George nunca foi usado porque quando o Exército Vermelho aproximou-se da região, os guardas alemães puseram os prisioneiros numa marcha forçada de volta à Alemanha. Cerca de 200 morreram durante a caminhada.

Howard Tuck, historiador da RAF envolvido no projeto, disse que a equipe de escavação iniciará os trabalhos em breve. Eles levarão equipamento não só para explorar o George, mas também para examinar a possibilidade de escavar o Harry. “Os veteranos nos disseram que estavam estocando equipamentos no George”, disse. “Alguns disseram que costumavam estocar equipamento para lutar contra os alemães, se precisassem”.

Charles Clarke, que esteve no George enquanto era prisioneiro do Stalag Luft III, e hoje é presidente da Associação de Ex-Prisioneiros de Guerra, disse que alguns prisioneiros deixavam itens pessoais, como fotos, no túnel.

Espera-se que tais artefatos possam ser encontrados nas futuras escavações, e eventualmente expostos no museu do campo, bem como em outras exibições pela Grã-Bretanha.

Fonte: The Telegraph, 19 de janeiro de 2011.

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quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

A trama para capturar Hitler na Inglaterra


A trama para capturar Hitler na Inglaterra

Na primavera de 1941, uma trama ultra-secreta estava sendo desenvolvida. Se bem-sucedida, poderia mudar a face da Europa.

Era um plano para sequestrar Adolf Hitler no aeródromo da RAF em Lympne, Kent.

Hitler deveria ter sido tirado vivo do avião após uma rápida descida sobre o Canal da Mancha, antes de colocado no porta-malas de um carro e levado até Londres.

Evidências do plano podem ser encontradas em documentos oficias da RAF mantidos no Arquivos Nacionais em Kew.

A história começa na capital búlgara, Sofia, quando um homem chamado Kiroff entrou no escritório do adido militar britânico e disse que seu cunhado, Hans Baur, o piloto pessoal de Hitler, planejava desertar com o avião de Hitler, e com o próprio Führer a bordo.

A RAF tinha que se planejar para a eventualidade de Hitler ser trazido à Grã-Bretanha”, disse o historiador Andy Saunders.

A data marcada para a chegada de Baur e Hitler foi 25 de março de 1941. O dia chegou e passou – e o avião nunca pousou.

Baur passou o resto da guerra como piloto pessoal de Hitler. Então, tudo isso tinha realmente a mínima chance de acontecer?

Na realidade, algumas semanas depois, Rufolf Hess, secretário do Führer, realmente desertou, pousando de paraquedas na Escócia.

Foi bem longe do aeródromo de Lympne, e não exatamente o prêmio que a RAF esperava.

Fonte: BBC News, 17 de janeiro de 2011.

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quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Gigantesco canhão alemão é transportado nos EUA


Gigantesco canhão alemão é transportado nos EUA


Não há muitas peças de artilharia tão grandes quanto “Anzio Annie”, e agora o gigantesco obuseiro alemão da Segunda Guerra Mundial está novamente montado.

O maciço canhão do obuseiro ferroviário Krupp K-5 foi colocado de volta na gôndola da peça de artilharia. A peça inteira era grande demais para ser transportada para Fort Lee, New Jersey, de uma única vez, então a gôndola foi levada primeiro, sendo seguida pelo canhão em si.

O canhão foi carregado num caminhão para um trem, que levou-o até as proximidades de Fort Lee. Então, foi levado para um caminhão especial, que transportou-o até o local de exposição.

Chris Semancik, diretor do Museu de Munições do Exército, disse que devido às disposições da ferrovia em Fort Lee, somente foi possível trazer o canhão por caminhão. Só o canhão pela metade do K-5, 110 toneladas. A peça inteira pesa 218 toneladas.

Foi a primeira vez desde a Segunda Guerra que o gigantesco obuseiro foi desmontado.

A histórica arma chegou a Fort Lee como parte do processo de realocação do Corpo de Munições para a base. Com a unidade, veio todo o acervo do museu.

Greg Hagge, curador do museu, disse que todo o processo de trazer Anzio Annie para Fort Lee foi planejado com detalhes, e que está feliz por ver tudo concluído: “Nunca tinha sido desmontado desde a guerra. É um exemplo de artilharia super-pesada, e não há muitos similares no resto do mundo”.


Fonte: The Progress Index, 18 de janeiro de 2011.

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terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Vídeo: Entrevista com Clayton Kelly Gross


O bem-humorado ás norte-americano Clayton Kelly Gross (6 vitórias) explica nesta entrevista um pouco de seu cotidiano durante a guerra, dos combates aéreos e de veteranas russas, hehe. Piloto do P-51 "Live Bait", Gross derrubou um Messerschmitt Me 262 perto do fim da guerra em 1945. A entrevista foi feita no Gathering of Mustangs and Legends, edição de 2008:




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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Nota de Falecimento: Constantin Dragomir


Constantin Dragomir
(16/01/1921 - 07/01/2011)

Faleceu no último dia 7 de janeiro em Cluj, na Romênia, de causas naturais aos 89 anos de idade, o piloto de Stuka Major-General Constantin Dragomir.

Nascido na cidade de Buzau, no sudeste do país, Dragomir ingressou na Escola de Oficiais em 1939, passando pela Academia de Aviação e graduando-se como Segundo-Tenente Aviador em 1941. Com a entrada da Romênia nas operações do Eixo contra a União Soviética, ele viu-se designado para o 81º Esquadrão de Bombardeio Leve, que então operava o biplano de fabricação nacional IAR 37. Enviado para o front, Dragomir realizou missões de bombardeio em apoio às tropas romenas e alemãs que avançavam no sul da URSS no verão de 1942. Transferido para o 3º Grupo de Bombardeio em agosto, ele passou a operar no aeródromo de Morozovskaya, a 35 quilômetros de Stalingrado. Em novembro, com o contra-ataque soviético que atingiu as linhas do 4º Exército Romeno, Dragomir testemunhou o caos da retirada: "Tomamos em cheio o golpe em Stalingrado. Ainda me lembro dos gigantescos comboios de feridos que chegavam ao aeródromo. As pessoas fugiam em terror dos russos".

Após o desastroso recuo, Dragomir foi um dos 36 pilotos romenos escolhidos para treinamento no Junkers Ju 87 Stuka, que deveria substituir seus velhos biplanos de ataque. Após completar o treinamento em março de 1943, foi designado para o novo 3º Grupo de Bombardeio de Mergulho, atuando na Crimeia em apoio aos alemães. De fato, o suporte aéreo provido pelos romenos aos alemães em Kerch é considerado um dos melhores realizados pelo Eixo no front leste. Voando sob pesado fogo antiaéreo soviético, os Stukas romenos tiveram desempenho invejável, e Dragomir foi condecorado pelos alemães com as duas classes da Cruz de Ferro. Em 20 de julho de 1944, ele foi um dos cinco pilotos romenos escolhidos para receber treinamento no novo caça-bombardeiro que substituiria seus Stukas, o Focke-Wulf Fw 190. Contudo, logo após completarem o treinamento em Prostejov, na então Tchecoslováquia, a Romênia assinou o cessar-fogo com a URSS em 23 de agosto, e trocou de lado na guerra, fazendo com que Dragomir e seus colegas fossem rendidos pelos alemães. Enviado para um campo de prisioneiros ao norte de Berlim, ele só foi liberado em 3 de maio de 1945.

Após a guerra, Dragomir voltou à Força Aérea Romena e em 1949 reingressou na Academia Militar. Contudo, em abril de 1952 o governo comunista expulsou-o do serviço militar por ter "antecedentes perigosos". Dragomir então teve que trabalhar como soldador na indústria, até que foi reabilitado em 1959, conseguindo um diploma de Engenharia Mecânica e trabalhando como engenheiro-chefe de uma fábrica em Cluj, no noroeste romeno, até aposentar-se em 1996. Em 2002, o presidente Ion Iliescu promoveu-o ao generalato, como compensação pelo expurgo promovido pelo antigo governo comunista. Desde 1997, Constantin Dragomir era presidente da Associação Nacional de Veteranos de Guerra, sendo uma voz ativa na defesa dos interesses dos antigos combatentes romenos.

Constantin Dragomir (esq) e Dumitru Pasare (dir) com um Ju 87D-3 romeno na União Soviética, 1943.

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>>Nota de Falecimento: Boris Capbatut
>>Nota de Falecimento: Ion Marinciu
>>Vídeo: Dobran discursa no túmulo de Serbanescu
>>Diário de Bordo 2009 - Parte 7
>>Evento: Dia da Aviação na Romênia 2009
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sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Rússia faz documentário sobre piloto neozelandês da RAF


Rússia faz documentário sobre piloto neozelandês da RAF


Uma equipe de TV da Rússia foi à Wellington, Nova Zelândia, para pesquisar um pouco conhecido heroi de guerra que ganhou uma rara medalha da antiga União Soviética.

O Wing Commander Henry Ramsbottom-Isherwood, que nasceu na cidade neozelandesa de Petone em 1905, liderou uma ala de caça da RAF de dentro do Círculo Ártico em Murmansk, após a Alemanha invadir a União Soviética em 1941.

O canal de televisão estatal russo Rossiya 1, que atinge quase 140 milhões de telespectadores russos, está produzindo um documentário e um livro que irá incluir sua história, como parte de uma seção que mostra como a Nova Zelândia ajudou a União Soviética durante a Segunda Guerra Mundial. Entre os entrevistados, estão os veteranos da Real Marinha Neozelandesa que tomaram parte nos comboios de suprimento do Ártico: Pen Moore, 90, Chris King, 88, e Derek Whitwam, de 85 anos.

O correspondente Kirill Kiryanov disse que Ramsbottom-Isherwood “fez muito” pela Rússia. “Os russos não o conhecem... Ele destruiu muitos aviões alemães”.

A missão da ala era treinar pilotos russos e equipagens de terra na pilotagem e manutenção de Hawker Hurricanes britânicos, cedidos à URSS.

A maioria das aeronaves foi em seguida para a linha de defesa de Leningrado.

David Ramsbottom-Isherwood, 85 anos, primo do comandante da unidade, disse que Henry era um bom homem. Ele o levou para seu primeiro voo sobre a cidade de Blenheim, quando ainda era uma criança. “Foi uma experiência ótima”.

Como reconhecimento de sua liderança da ala de caça, Henry Ramsbottom-Isherwood se tornou um de apenas quatro não-russos a serem condecorados com a Ordem de Lenin.

A medalha foi encontrada por sua filha durante uma faxina doméstica em sua casa na Inglaterra. Ela mais tarde vendeu-a num leilão juntamente com outras medalhas, por 95 mil dólares.

Ramsbottom Isherwood faleceu em 1950 quando seu caça a jato Gloster Meteor caiu durante uma tempestade em Tonbridge, Kent.

Fonte: Manawatu Standard, 13 de janeiro de 2011.

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quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Nota de Falecimento: William Bower


William "Bill" Bower
(13/02/1917 - 10/01/2011)


Faleceu no último dia 10 de janeiro em Boulder, Colorado, EUA, de causas naturais aos 93 anos de idade, o último piloto do Raide de Doolittle, Coronel William "Bill" Bower.

Nascido em Ravenna, Colorado, Bower juntou-se à Guarda Nacional em 1936, seguindo depois para o Corpo Aéreo do Exército dos Estados Unidos, de onde se graduou em 4 de outubro de 1940, com a patente de Segundo-Tenente. Após o ataque japonês a Pearl Harbor em dezembro de 1941, o Alto-Comando do Exército planejou um ataque retaliatório contra o Japão, encarregamento o então Tenente-Coronel James Doolittle de executá-lo. Bower voluntariou-se para a missão, e após um intensivo período de treinamento no B-25 Mitchell, foi embarcado no porta-aviões USS Hornet, zarpando em 2 de abril de 1942.

No dia 18 de abril, após serem detectados por barcos japoneses durante a aproximação, os americanos tiveram que decolar antecipadamente, antes do ponto planejado no qual teriam combustível para pousar na China. Doolittle decolou na primeira aeronave, e Bower estava no comando do 12º bombardeiro a deixar o convés do Hornet. Pilotando o B-25 "Fickle Finger of Fate", Bower direcionou sua aeronave para Tóquio e os alvos secundários ao redor da capital. Devido a uma espessa cobertura de nuvens encontrada no caminho do alvo primário, ele mudou para o secundário, bombardeando uma refinaria, fábricas e depósitos em Yokohama. Apesar de reportar pesada atividade da artilharia antiaérea e perseguição por biplanos inimigos, seu B-25 não foi atingido, e ele então rumou para a China. Às 23:30h, no limite do combustível, a tripulação saltou de paraquedas nas proximidades de Chuchow. De lá, foram levados até Chunking, reunindo-se ao restante dos aviadores sobreviventes.

Bower foi um dos 23 participantes do ataque que foram recebidos na Casa Branca em junho de 1942, sendo condecorados com a Distinguished Flying Cross. Depois, ele partiu para a África e Europa com o 428º Esquadrão de Bombardeio, eventualmente assumindo o comando da unidade. O esquadrão utilizou o B-25 Mitchell por toda a guerra, realizando missões de interdição do campo de batalha por todo o Teatro de Operações do Mediterrâneo, voltando para os EUA em setembro de 1945.

Após a guerra, Bower continuou na USAF, trabalhando em comissões de investigação de acidentes e no comando de uma unidade de transporte no Ártico. Ele ainda foi feito comandante da Base Aérea de Dobbins, em Marietta, Georgia, antes de aposentar-se como Coronel em 1966. Então mudou-se com esposa e quatro filhos para Boulder, Colorado, onde fez diversos trabalhos voluntários e tornou-se um ávido participante de encontros anuais de veteranos do Raide de Doolittle. Com sua morte, somente cinco "raiders" ainda estão vivos - ele era o último dos 16 pilotos originais. Viúvo desde 2004, o Coronel Bill Bower deixa quatro filhos e seis netos.

Bill (segundo à esq.) e sua tripulação a bordo do USS Hornet.

Bill Bower com o brasão dos Doolittle Raiders.

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quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Nota de Falecimento: Richard Winters


Richard Winters
(21/01/1918 - 02/01/2011)

Faleceu no último dia 2 de janeiro em Palmyra, Pennsylvania, EUA, de causas naturais aos 92 anos de idade, o famoso comandante da Easy Company, Major Richard "Dick" Winters.

Nascido em Ephrata, Pennsylvania, Winters trabalhou numa série de empregos para pagar sua faculdade, na qual graduou-se em junho de 1941. Na esperança de encurtar seu tempo de serviço militar, ele decidiu alistar-se no Exército em 25 de agosto daquele ano, passando pelo treinamento básico na Carolina do Sul. Com o ataque japonês a Pearl Harbor, as coisas mudaram de figura, e Winters foi selecionado para a Escola de Aspirantes a Oficial em abril de 1942, e lá conheceu seu futuro colega de guerra Lewis Nixon. Comissionado Segundo Tenente em julho, ele decidiu juntar-se à infantaria paraquedista, recebendo ordens para se apresentar ao 506º Regimento de Infantaria Paraquedista em Camp Toccoa, Georgia. Lá, Winters recebeu o comando do 2º Pelotão da Companhia E ("Easy Company"), e ganhou o respeito dos soldados devido à sua competência e espírito de liderança.

Chegando à Inglaterra em setembro de 1943 - já como parte da 101ª Divisão Aerotransportada - o 506º Regimento iniciou uma dura fase de treinamento em Wiltshire, que resultou no crescimento de tensões entre Winters e o comandante da Easy Company, Capitão Herbert Sobel. Winters duvidava da capacidade de Sobel de exercer liderança em situações de combate, e sua opinião era compartilhada por muitos sargentos da unidade. Após uma troca de acusações e um manifesto oficial dos sargentos, o comandante do 506º, Coronel Robert Sink, decidiu remover Sobel e substitui-lo pelo Primeiro-Tenente Thomas Meehan III.

Durante os saltos noturnos que precederam o desembarque na Normandia, o avião que levava Meehan foi derrubado pela antiaérea alemã, e Winters passou a atuar como comandante da Easy já no dia 6 de junho de 1944. Neste mesmo dia, ele liderou um ataque a uma bateria alemã de obuseiros 105 mm que atiravam sobre a praia de Utah. O exemplar assalto coordenado por Winters, conhecido como Ataque de Brécourt Manor, ainda é ensinado na academia de West Point como exemplo de ataque à posições fixas. Com apenas 13 homens, ele destruiu a posição inimiga, guardada por 50 soldados, e ainda capturou um mapa das defesas alemãs na área. Por esta ação ele foi condecorado pelo General Omar Bradley com a Distinguished Service Cross e promovido a Capitão.

Em setembro, a 101ª tomou parte na Operação Market-Garden, saltando sobre a Holanda. Numa encruzilhada, os paraquedistas entraram sob fogo de metralhadora alemã. Winters fez um reconhecimento e chamou o restante de seu pelotão para auxiliar no ataque à posição defensiva alemã. Embora tenha estimado a defesa inimiga em cerca de 50 homens, na verdade Winters concluiu com sucesso um ataque a uma força de 300 soldados alemães. Pouco depois, ele foi promovido a Oficial Executivo do 2º Batalhão, e nessa posição tomou parte na defensiva da cidade de Bastogne, na Bélgica, durante a ofensiva alemã de dezembro de 1944. Segurando a cidade contra uma força alemã muito maior, a 101ª sofreu muitas baixas, mas resistiu por uma semana até a chegada das tropas do 3º Exército do General George Patton. Em março de 1945, Winters recebeu o comando do 2º Batalhão, liderando-o por um período de relativa pouca atividade, desde o Reno até a Bavária no fim de abril. No começo de maio, ele recebeu a ordem de capturar Berchtesgaden, o retiro montanhês de Hitler. No dia 5, a Easy Company chegou ao Ninho da Águia, a casa construída para o Führer no topo das montanhas bávaras.

Após a guerra, Winters foi trabalhar com seu amigo Nixon até 1951, quando foi reconvocado para serviço ativo durante a Guerra da Coreia. Winters treinou oficiais por algum tempo, entrando para a reserva novamente em 1952. Casado e pai de dois filhos, ele abriu uma empresa de insumos agropecuários em Hershey, Pennsylvania, atuando como fornecedor por todo o estado. Em 1992, foi entrevistado pelo historiador Stephen Ambrose para seu livro "Band of Brothers: Easy Company, 506th Regiment, 101st Airborne from Normandy to Hitler's Eagle's Nest", que foi transformado pela HBO na mundialmente famosa minissérie "Band of Brothers" em 2001. Apesar da saúde frágil de seus últimos anos, bem como uma dura batalha contra o Mal de Parkinson, Dick Winters continuou o quanto pôde a participar de eventos públicos, e recentemente uma campanha foi iniciada para construir uma estátua sua na Normandia. William "Wild Bill" Guarnere, que serviu sob o comando de Winters na Easy, disse: "Quando ele dizia 'vamos', ele estava bem na frente. Nunca ficava para trás. Era um líder personificado".

Desejando apenas uma cerimônia simples para a família e amigos, Dick Winters pediu que seu falecimento fosse mantido em segredo até que o enterro fosse realizado, o que aconteceu no dia 8 de janeiro de 2010. Ele deixa esposa (Ethel) e dois filhos (Tim e Jill).

O Major Winters sendo homenageado no Ridgway Hall, setembro de 2004.

Winters interpretado pelo ator Damian Lewis na minissérie "Band of Brothers".

NOTA: A Sala de Guerra presta sua última homenagem a este guerreiro, que representa a sumarização do líder combatente. Corajoso, responsável e humilde. Uma pessoa que fará falta.

Descanse em Paz, Major!

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segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

China irá reconstruir estrada usada na Segunda Guerra


China irá reconstruir estrada usada na Segunda Guerra


A China vai reconstruir a histórica “Estrada Stilwell”, rota usada por ingleses e americanos para suprir as tropas chinesas na batalha contra o Japão durante a Segunda Guerra Mundial.

A estrada foi batizada em homenagem ao general americano Joseph “Vinegar Joe” Stilwell, pelo líder nacionalista chinês Chiang Kai-shek, para honrar sua determinação em encontrar um caminho mais rápido para transferir suprimentos militares da Índia para as tropas chinesas em Kunming.

As forças Aliadas tinham sido prejudicadas após os japoneses tomarem a Estrada da Birmânia, sendo forçadas a transportar suprimentos para os chineses através dos Himalaias, por via aérea. Então, engenheiros americanos começaram a construção de uma estrada de 770 quilômetros de Ledo, na Índia, até Mogaung, na Birmânia, em 1942.

Com a ajuda de tropas chinesas, eles abriram caminho pelo alto Passo de Pangsau como uma rota alternativa para a Birmânia, em Mu-se, em janeiro de 1945.

O General Stilwell era um duro crítico da decisão de Winston Churchill de focar o esforço de guerra britânico contra as forças alemãs na Europa, e acreditava que ele estava mais preocupado em manter suas colônias do que derrotar o Império do Japão.

A estrada está agora marcada para reconstrução pela empresa de engenharia civil Yunnan, numa parceria com o grupo Yuzana, de Mianmar (nome atual da antiga Birmânia).

O acordo foi assinado por ministros dos dois países durante uma visita a capital Yangon em 22 de novembro de 2010. Não está claro se o propósito da reconstrução é militar ou comercial, mas a China tem reclamações territoriais na área e o assunto já preocupa autoridades dos países vizinhos.

Fonte: The Telegraph, 6 de janeiro de 2011.

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sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Minissérie reconta heroísmo de capitão de U-boat


Minissérie reconta heroísmo de capitão de U-boat


Um dos esquecidos herois do esforço de guerra Aliado na Segunda Guerra Mundial foi um comandante alemão de submarinos. Esta é a curiosa verdade revelada numa minissérie em duas partes a ser exibida pela BBC: The Sinking of the Laconia. A produção conta os extraordinários eventos que aconteceram no Atlântico Sul em setembro de 1942. A história chega ao ar após cinco anos de pesquisas e oposição por parte daqueles cuja reputação pode ficar manchada.

O drama reconta a bravura do Korvettenkapitän Werner Hartenstein, submarinista alemão que colocou em risco sua própria vida e a de sua tripulação para salvar centenas de passageiros a bordo do RMS Laconia, um navio de cruzeiro requisitado para serviço militar na Inglaterra, e que foi torpedeado por suas ordens a quase mil quilômetros da costa oeste da África.

Nenhum comandante de U-boat que tenha esperado na superfície por tanto tempo arriscando sua própria vida é um homem mau”, disse Geoffrey Greet, marinheiro inglês sobrevivente do Laconia. “Eu não gostei nada dele a princípio – até porque ele tinha matado 2.000 dos meus colegas passageiros. Mas no fim, passei a admirá-lo”.

Greet, de 91 anos, acredita que a minissérie vai recontar corretamente a história de um dos mais controversos incidentes marítimos da guerra.

Após disparar dois torpedos no desavisado Laconia na noite de 12 de setembro de 1942, Hartenstein percebeu que muitos dos quase 3.000 a bordo eram civis, mulheres, crianças e prisioneiros de guerra italianos. Numa série de urgentes telegramas com o Alto-Comando em Berlim, o comandante alemão anunciou sua intenção de resgatar o máximo de sobreviventes possível. A marinha inglesa desconfiou dos planos de resgate de Hartenstein e, num erro terrível, bombardeiros americanos tentaram afundar o submarino, U-156, mesmo vendo que estava carregado de sobreviventes e exibindo uma cruz vermelha.

De tempo em tempo eu relembro de tudo e penso que para Hartenstein havia uma certa ‘irmandade do mar’. Ele estava tentando ajudar as mulheres, crianças e prisioneiros italianos”, disse Greet. “Eu me lembro tão bem de sua face. Eu o descreveria como sóbrio e muito sério o tempo todo. Ele desesperadamente tentou nos convencer de que o que estava fazendo era para o nosso próprio bem”.

Pessoas de muitas nacionalidades envolvidas neste incidente não queriam que a história fosse contada”, disse a produção. “Os americanos em particular não queriam que os fatos fossem contados. Se a tripulação do B-24 viu ou não a cruz vermelha, permanece um mistério”.

Greet, que retornava à Inglaterra no Laconia após três anos de serviço no mar, lembra-se claramente do momento em que o primeiro torpedo explodiu, enquanto ele esperava por sua refeição noturna em sua beliche no quarto deque.

Eu conhecia muito bem o som de um torpedo e sabia que íamos afundar; do contrário, o submarino mandaria mais uns. Eu tinha passado três anos esperando constantemente o momento em que seria atingido, e não entrei em pânico. Mostrei aos soldados como colocar os salva-vidas e fui o último a sair”.

Quando Greet chegou ao convés, o navio pendia bastante para estibordo. “Foi um pandemônio. Todos tentavam desprender os barcos salva-vidas. Eu estava determinado em não entrar naquela confusão, então foi para a amurada do outro lado. Eu ia me abaixar com uma corda e então entrar num barco. Então olhei pra cima e vi um bote descendo acima de mim”.

Greet e dois colegas abaixaram o bote, arduamente afastando-o da lateral do navio. “Quando chegamos à água foi difícil soltar o bote do navio, e tínhamos gente entrando no bote por todos os lados. Tínhamos cinco prisioneiros italianos, e soldados poloneses que os guardavam. Só eu era marinheiro. Tentávamos nos afastar porque um navio daquele tamanho quando desce, cria uma imensa sucção”.

Algumas das piores memórias de Greet são da cena a estibordo: “O mar estava absolutamente escuro com os corpos. Procurávamos pessoas que pudessem estar vivas, mas éramos 64 num barco desenhado para 32. Fixamos uma corda para que alguns pudessem se segurar, mas nenhum deles estava lá pela manhã. Foi a noite mais longa da minha vida. Me lembro de ver uma menina loira com o cabelo flutuando ao redor dela, e perto estava uma senhora ainda com o chapéu na cabeça. Ambas mortas. Foi macabro”.

Muitos afundaram com o navio, muito feridos ou chocados para escapar. Então o U-boat subiu e Hartenstein instruiu os sobreviventes em inglês, levando as mulheres e crianças feridas para dentro para tratamento e servindo sopa e água para todos.

Hartenstein falava inglês muito bem. Ele me garantiu que havia barcos vindo de Dakar. Foi óbvio que ele era uma pessoa bem melhor do que pensávamos”, disse Greet, que eventualmente foi levado a bordo de um navio da França Vichy e colocado em internamento no Marrocos. “Estou feliz em ver a história sendo contada agora”, concluiu. Seis meses depois do incidente do Laconia, o submarino de Hartenstein foi afundado, com a perda de toda a tripulação.

Fonte: The Guardian, 2 de janeiro de 2011.

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quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Entrevista com Hanna Reitsch disponibilizada on-line


Entrevista com Hanna Reitsch disponibilizada on-line


Aqui está um material que até então somente poucos afortunados tinham acesso: a entrevista com a piloto de testes Hanna Reitsch, feita pouco tempo antes de seu falecimento em agosto de 1979. Aqui ela revela toda sua personalidade entusiástica e opiniões polêmicas, que acabaram por afetar seu status na história da aviação mundial. Com certeza uma peça rara:


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>>Vídeo: Entrevista com Hanna Reitsch
>>Vídeos: Me 321 e Me 323
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>>Vídeo: Réplica do Komet em voo
>>Entrevista com Adolf Galland - Parte 1 , Parte 2
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terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Vídeo: Mussolini em cores


Ver imagens em cores de Hitler e outros líderes alemães tornou-se até relativamente fácil com tamanha abertura de arquivos e facilidade de propagação de vídeos que encontramos hoje. Contudo, ainda há poucas imagens coloridas de outro protagonista do Eixo - Benito Mussolini até agora só era visto em preto e branco ou em poucas fotos coloridas.

Bem, este vídeo revela alguns relances do Duce em cores. Começando pela visita de Mussolini à Alemanha em 1937, passando logo em seguida para a visita de resposta de Hitler à Roma e Nápoles em 1938. Somos então transportados para a Ucrânia em agosto de 1941, quando o Duce e o Führer visitaram suas então vitoriosas tropas em avanço na União Soviética - como bônus ainda temos alguns segundos do momento em que Mussolini decidiu pilotar a aeronave que levava os dois líderes pelo front (segundo dizem, para o desespero de Hitler...).

Finalizando, vemos algumas filmagens coloridas da Itália Fascista e Mussolini com uniforme negro da MVSN:


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segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Mortos assombram piloto que atacou o Bismarck


Mortos assombram piloto que atacou o Bismarck


Os brilhantes olhos de John Moffat se obscurecem quando ele se lembra dos 2.000 marinheiros engolidos pelo Atlântico após seus torpedeiros selarem o destino do couraçado alemão KMS Bismarck há quase 70 anos.

Aquilo ainda me assombra. Foi uma visão terrível. Todas aquelas cabeças flutuando pra cima e pra baixo nas gigantescas ondas, e absolutamente nenhuma chance de serem resgatados”, disse Moffat, agora aos 91 anos.

Moffat é um dos últimos sobreviventes dos torpedeiros biplanos Fairey Swordfish que, em 26 de maio de 1941, aleijaram o que era então o maior navio de guerra do mundo, permitindo à Royal Navy que destruísse o Bismarck.

O afundamento demonstrou que couraçados não estavam à altura do poder aéreo, e pôs um fim aos sonhos de Hitler de desafiar a superioridade britânica no Atlântico, forçando a Alemanha a se focar na guerra submarina.

As histórias de Moffat sobre sua carreira de piloto são salpicadas de sorrisos e risadas, e o hoteleiro escocês aposentado ainda se impressiona que tenha sobrevivido ao seu encontro com o Bismarck. Somente quando se lembra do custo de vidas humanas é que se torna sério e sóbrio.

Dois dias antes do ataque de Moffat, o navio abalou a Grã-Bretanha ao destruir o orgulho da Royal Navy, o HMS Hood, levando Winston Churchill a despachar sua famosa ordem: “Afundem o Bismarck”.

Um acerto da esquadrilha de Swordfishes de Moffat travou o leme do Bismarck, permitindo que a marinha britânica o alcançasse.

O tempo estava horrível. Para fazer um porta-aviões balançar 20 metros, você precisa de um mar muito revolto, com ondas gigantes”, disse Moffat. “E também de uma ventania monstruosa. E foi isso que tivemos”.

As condições eram tão precárias que os bombardeiros decolaram do porta-aviões HMS Ark Royal para interceptar o Bismarck, mas acabaram atacando antes um navio inglês, o HMS Sheffield.

Evitando por pouco o desastre, os aviões desviaram, e rapidamente entraram sob fogo pesado do Bismarck em nuvens cerradas.

Foi o inferno. Não o tínhamos visto. Explosões estouravam por todo lado”, disse Moffat. “Eles montaram uma barragem de forma que, quando a cápsula explodisse, levantasse uma parede de água”.

Separado do restante das aeronaves, Moffat começou sua corrida de ataque e estava disparando seu torpedo quando escutou a voz de seu navegador, John “Dusty” Miller: “Ainda não!!!”.

Eu olhei para meu lado direito e tudo que pude ver foram suas costas no ar. Ele estava sobre o lado do avião”, disse. “Ele percebeu que se eu lançasse o torpedo no mar, iria para qualquer lugar, menos na direção desejada. Ele queria fazer todo o necessário para que o torpedo corresse na direção correta”.

Uma eternidade pareceu passar antes de Miller dar o sinal positivo para Moffat lançar o único torpedo que ele já lançou em combate.

Muito tempo passou. Eu tinha certeza de que iríamos atingi-lo”, confessou. “Eu estava bem perto quando lancei o torpedo”.

Longos debates vêm acontecendo sobre quem realmente disparou o torpedo que aleijou o Bismarck, e Moffat ficou desapontado quando editores decidiram mudar o nome de suas memórias de “Eu afundei o Bismarck” para “Nós afundamos o Bismarck”.

Eu disse-lhes que era a coisa mais controversa que podiam fazer, e eu acho bastante embaraçoso. Até onde eu sei, foram os torpedeiros da marinha que pararam o navio”, disse Moffat.

Com seu leme travado para bombordo, o Bismarck era um alvo fácil, e a Royal Navy entrou em cena. Mas apesar de ser reduzido a um monte de escombros fumegantes por horas de bombardeio, ele se recusava a afundar.

Então os torpedeiros de Moffat foram novamente enviados. Eles chegaram bem a tempo de ver o navio virar e centenas de marinheiros serem jogados no Atlântico. Somente 115 dos 2.200 foram salvos.

Quando voltamos ao deque, ninguém comemorava. Eles eram marinheiros, da mesma forma que nós”, disse Moffat. “A maioria de nós pensava que, se não fosse pela graça de Deus, poderíamos estar no lugar deles”.

Fonte: Edmonton Journal, 30 de dezembro de 2010.

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