Loading

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Faleceu Dona Dulce Drewes


Faleceu na madrugada da última quarta-feira, 29 de setembro de 2010, Dona Dulce Hurpia Drewes, esposa do meu caro amigo Major Martin Drewes. Dona Dulce tinha 87 anos de idade e faleceu em casa. Para quem leu "Sombras da Noite", Dona Dulce é uma pessoa familiar: a sorridente senhora que aparece nas fotos do último capítulo.

Tive a felicidade de conhecê-la em 2008 e poder revisitá-la em fevereiro deste ano. Uma pessoa extremamente doce e educada, ainda que um pouco frágil, ela exibia um sempre presente bom-humor. Deixará saudades.

Peço aos amigos que queiram deixar sua mensagem de conforto ao Sr. Martin, que o façam através dos comentários do post. Estarei com ele na próxima semana, e com certeza lhe transmitirei as palavras de todos. Deixem nome e cidade, para identificar-se.

Um abraço,

Júlio

Comente aqui!

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Rússia entrega documentos de Katyn à Polônia


Rússia entrega documentos de Katyn à Polônia


A Rússia entregou à Polônia 20 volumes de documentos da Segunda Guerra Mundial sobre o Massacre de Katyn, numa cerimônia oficial em Moscou.

Saak Karapetyan, chefe de cooperação internacional no escritório do Procurador Estatal da Rússia, entregou os documentos a Piotr Marciniak, da Embaixada Polonesa em Moscou.

Os materiais incluem documentos sobre soldados poloneses enviados a campos de prisão, transcrições de interrogatórios e certificados de óbito, de acordo com o escritório russo.

O NKVD, a polícia secreta da União Soviética, assassinou aproximadamente 22.000 oficiais poloneses na primavera de 1940 na floresta de Katyn, perto de Smolensk, no oeste da Rússia. Outros locais também foram utilizados para o massacre, nas atuais Rússia, Ucrânia e Bielorrússia.

O presidente russo Vladimir Medvedev prometeu em maio à Polônia que Moscou iria liberar arquivos secretos de Katyn como um sinal de amizade entre os dois países.

Num gesto simbólico, ele entregou 67 volumes de evidências do massacre para Bronislaw Komorowski, presidente da Polônia na época.

Em 2004, promotores militares russos encerraram as investigações do massacre, recusando a classificá-lo como crime de guerra ou crime contra a humanidade.

Por décadas, Moscou pôs a culpa de Katyn na Alemanha Nazista, até que o líder soviético Mikhail Gorbachev finalmente admitiu em 1990 que os oficiais poloneses foram executados a mando de Stalin.

Fonte: The Sydney Morning Herald, 23 de setembro de 2010.

Veja também:
>>Rússia libera documentos sobre Katyn
>>Sob a névoa da guerra
>>Polônia condena invasão soviética como tirânica
>>Polônia investigará morte de Wladyslaw Sikorski
>>Polêmico busto de Stalin no Memorial do Dia-D
Comente aqui!

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Nota de Falecimento: Hermann Eckardt


Hermann Eckardt
(04/01/1920 - 16/09/2010)

Faleceu no último dia 16 de setembro em Korb, na Alemanha, de causas naturais aos 90 anos de idade, o ganhador da Cruz do Cavaleiro, Oberfeldwebel Hermann Eckardt.

Nascido em Schwäbisch Gmünd, no sul da Alemanha, Eckardt era filho de fazendeiros e cursou economia agrícola, tornando-se mais tarde administrador das terras da família. Em outubro de 1940 foi convocado para o serviço militar, e inicialmente treinou como operador de metralhadora pesada. Contudo, em novembro, foi transferido para a Panzertruppe e designado para a 10ª Divisão Panzer na França. Logo em seguida foi novamente transferido, desta vez para o 8º Regimento da 15ª Divisão Panzer. Com a ofensiva britânica no deserto em fins de 1940, os italianos recuaram na Líbia e perderam a Cirenaica, o que fez com que Hitler oferecesse um bem-vindo auxílio na forma do Deutsche Afrika Korps. Uma das unidades blindadas designadas para ir à África foi justamente a 15ª Panzer.

Desembarcando em Trípoli em maio de 1941, Eckardt seguiu Rommel em sua rompante ofensiva, engajando os ingleses em Capuzzo, Passo de Halfaya, Sollum, Tobruk e Marmarika. Contudo, com a ofensiva de Auchinleck, tiveram que recuar para Gazala e El Agheila. Com a nova ofensiva do Eixo em 1942, Eckardt envolveu-se nos combates que levaram finalmente à queda de Tobruk e à invasão do Egito, culminando na Batalha de El Alamein. Após o recuo para a Tunísia diante da ofensiva do 8º Exército Britânico, Eckardt posicionou-se na Linha Mareth e ajudou a atrasar o avanço de Montgomery. Após ganhar as duas classes da Cruz de Ferro e ter destruído 25 tanques inimigos, ele foi evacuado para a Europa no fim de março de 1943. Em dezembro, assumiu o comando de um canhão auto-propulsado na 20ª Divisão Panzergrenadier em Krivoi Rog, no sul da União Soviética. Em 26 de julho de 1944, sozinho, Eckardt enfrentou um grupamento blindado soviético e destruiu seis tanques num intenso combate. Por esta ação, recebeu a Cruz Alemã em Ouro.

Seguindo o recuo geral da linha alemã, em fevereiro de 1945 Eckardt viu-se em Sagan, na Silésia (local do infame Stalag Luft III). Em 26 de fevereiro, ele engajou-se num pesado combate de duas horas contra a cabeça-de-praia soviética no rio Neisse. Eckardt destruiu toda uma unidade de infantaria inimiga usando morteiros pesados, sendo também ferido por um sniper. Ele eventualmente eliminou a cabeça-de-praia, e por essas ações foi condecorado com a Cruz do Cavaleiro da Cruz de Ferro. Ao fim da guerra, Eckardt havia contabilizado 78 tanques russos destruídos, que somados aos 25 destruídos no deserto, deram-lhe o total de 103 tanques inimigos destruídos.

Hermann Eckardt viveu sua aposentadoria em Korb, na região de Baden-Württemberg, perto de sua cidade natal.

Canhão auto-propulsado alemão passa por tanques russos destruídos.

NOTA: Agradeço aos amigos Philippe Bastin e Richard Schmidt pela ajuda!

Veja também:
>>Nota de Falecimento: Ernst Barkmann
>>Nota de Falecimento: Heinrich Köhler
>>Nota de Falecimento: Bodo Spranz
>>Nota de Falecimento: Wilhelm Niggemeyer
>>Nota de Falecimento: Hinrich Ahrens
Comente aqui!

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Nota de Falecimento: Mohinder Pujji


Mohinder Singh Pujji
(14/08/1918 - 18/09/2010)

Faleceu no último dia 18 de setembro em Gravesend, Inglaterra, de causas naturais aos 92 anos de idade, o veterano indiano da Batalha da Inglaterra, Squadron Leader Mohinder Singh Pujji.

Nascido em Simla, Índia, Pujji era filho de um importante funcionário do Departamento de Saúde e Educação. Ele aprendeu a voar em 1937, recebendo sua Licença "A" na Escola de Voo de Delhi. Pujji trabalhou como piloto para a Shell em 1938, e quando a Segunda Guerra começou em setembro de 1939, leu um anúncio num jornal pedindo por pilotos com Licença "A" para uma comissão na reserva da Força Aérea Indiana. Ele foi selecionado para embarque para a Inglaterra, sendo comissionado em 1 de agosto de 1940 como parte dos "Primeiros 24" - o grupo pioneiro de 24 pilotos indianos enviados para a Inglaterra.

Chegando a Liverpool em outubro, Pujji foi colocado em treinamento avançado. Contudo, sendo da etnia Sikh, Pujji fazia questão de não retirar seu turbante, nem mesmo na cabine de um caça. Após explicar a situação ao oficial-comandante, ele recebeu permissão especial para usar o turbante operacionalmente, fazendo uma adaptação especial para os fones de ouvido, que passavam por cima do tecido - ele tornou-se o único a fazer isso durante toda a guerra. Voando o Hurricane a partir de abril de 1941 com o 258º Esquadrão, Pujji escoltou bombardeiros em ataques a alvos na Europa ocupada. "No dia que derrubei meu primeiro inimigo, fui para o meu quarto e me deitei - não queria falar com ninguém. O que eu tinha passado - aquela podia ter sido minha morte, sabe?", lembrou-se. Em outra ocasião, Pujji disse ter sido salvo por seu turbante: ele teve que fazer um pouso forçado na costa sul da Inglaterra após ter seu motor danificado por fogo alemão, e bateu forte contra o chão, efetivamente deixando o avião em pedaços. Contudo, o enchimento do turbante agiu como um amortecedor para sua cabeça, e ele não teve ferimentos sérios.

No fim de setembro de 1941, Pujji foi enviado para o Norte da África, voando o Curtiss Warhawk no deserto durante a Operação Crusader. Em uma missão, ele foi derrubado pela antiaérea alemã e fez um pouso forçado na areia. "Só sabia que indo para o norte alcançaria o Mediterrâneo; de resto, não sabia mais nada. Sentei no avião e vi uma coluna de poeira. Eu não me importava por quem seria resgatado, alemães ou ingleses, tanto fazia. Acenei com minha camisa, e por sorte, eram ingleses". Em fevereiro de 1942, Pujji foi transferido de volta para a Índia, voando Lysanders e mais tarde Hurricanes contra as forças japonesas na Birmânia. Ele classifica o Teatro de Operações Indiano como um ambiente altamente perigoso e hostil. Um de seus pilotos, voando em Miranshah, na atual fronteira Paquistão-Afeganistão, teve que saltar e foi capturado por rebeldes Sarhaddi, que o esquartejaram. "Eles cortaram o corpo dele em pedaços e me devolveram numa sacola. Que tipo de guerra é essa?" Mohinder Pujji foi um dos poucos indianos condecorados com a Distinguished Flying Cross, por seus serviços na Birmânia, e se tornou o único deles a ver serviço nos três teatros de operação: Europa, Oriente Médio e CBI (China-Birmânia-Índia).

Após a guerra, ele tornou-se um exímio piloto de planadores, obtendo diversos recordes na categoria, e também foi diretor de um aeroclube local. Retornou para a Inglaterra, passando a residir em Gravesend, Kent, onde tornou-se foco de grande atenção da mídia em seus últimos anos. No começo de 2010, publicou suas memórias "For King & Another Country".

Pujji em seu Hurricane "Amrit", batizado em homenagem a sua noiva.

Squadron Leader Mohinder Pujji.

Veja também:
>>Museu celebra os “esquecidos poucos” entre os Poucos
>>O marajá que fez um pacto com Hitler
>>Nota de Falecimento: Sam Manekshaw
>>O Exército Indiano secreto de Hitler
>>Churchill deixou milhões morrerem de fome na Índia
Comente aqui!

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Os últimos gloriosos Poucos


Os últimos gloriosos Poucos


Eles são os gloriosos Poucos, os aviadores cuja extraordinária bravura salvou a Grã-Bretanha da invasão alemã.

Setenta anos depois, os herois que repeliram a Luftwaffe durante a Batalha da Inglaterra formam um grupo em extinção – acredita-se que somente 79 estejam vivos hoje. Uma comemoração especial acontecerá na Abadia de Westminster para lembrar todos que tomaram parte no esforço – talvez o mais importante já lutado pela Grã-Bretanha.

Muitos tinham 18, 19 ou 20 anos quando alçaram os céus em Spifires e Hurricanes entre julho e outubro de 1940. Outros voaram Blenheims, Beaufighters e Defiants. Alguns se tornaram ases na batalha, derrubando avião após avião.

Durante o combate, Winston Churchill disse: “A gratidão de todas as casas da nossa ilha, nosso império, e de todo o mundo, vai para os aviadores britânicos que, apesar das dificuldades, incansáveis em seu desafio constante e perigo mortal, estão virando a maré da guerra por sua bravura e devoção”.

Nunca no campo do confilito humano tantos deveram tanto a tão poucos”.

Quando a batalha acabou, 544 aviadores da RAF haviam perecido. Aqui está um tributo aos últimos dos sobreviventes:

1-Flight Lieutenant Robin Appleford, 89 anos
Juntou-se ao 66º Esquadrão aos 18 anos. Vividamente lembra-se de desafiar a morte após seu Spitfire ser atacado sobre Kent. “Alguns Messerschmitts vieram do sol sobre nós”, disse ele. “Eu estava na traseira da formação de nossa patrulha e a primeira coisa que vi foi que minha que minha asa direita tinha sumido. Meus sapatos foram destruídos, o que me deixou furioso porque eu tinha comprado eles nos dia anterior”. Trabalhou na África do Sul como instrutor de voo e hoje vive em um asilo em Berkshire.

2-Flight Lieutenant Owen Burns, 95 anos
Lembra-se perfeitamente da cueca de seda que usava para proteger-se do frio. Artilheiro num Blenheim do 235º Esquadrão do Comando Costeiro, ele também lembra-se de sentir-se vulnerável. “Você está por conta própria, completamente. Tudo que você pensa é voltar ao chão em segurança”, disse. “E quando você sai da aeronave e vê os buracos, parece que virou queijo suíço. Éramos todos muito jovens, era um mundo totalmente diferente o que vivíamos”. Vive hoje no oeste de Londres.

3-Flight Lieutenant Terry Clark, 91 anos
Artilheiro no 76º Esquadrão, sua mais vívida memória é das cruéis noites passadas em chãos frios esperando o alarme. “Tudo que tínhamos era um pequeno cobertor para nos aquecer, mas eles nos davam enormes sanduíches enquanto passávamos o tempo jogando cartas”. Viúvo desde 2001, ele vive hoje em Yorkshire.

4-Air Commodore John Ellacombe, 90 anos
Enfrentou sozinho 12 aviões alemães sobre a costa sudeste. “Fui direto pra eles e comecei a atirar – e não parei”. Ele fez um pouso forçado com seu Hurricane num campo após uma bala atingir seu motor. “Enquanto saía do avião eu vi um homem correndo na minha direção, agitando um forcado e gritando ‘Eu te mato, alemão maldito!’ Ele me perseguiu ao redor do avião. Foi uma cena cômica”. Felizmente quatro soldados ingleses chegaram e desarmaram o fazendeiro. John Ellacombe permaneceu na RAF até aposentar-se em 1973. Vive em Middlesex.

5-Hubert Flower, 88 anos
Nascido na Ilha de Man, aos 18 anos era o mais jovem aviador a voar na Batalha da Inglaterra. Artilheiro e operador de rádio no 248º Esquadrão, ele voou Bristol Blenheims. Mais tarde serviu na África e voou 103 missões durante a Ponte Aérea de Berlim. Após a guerra, trabalhou no Serviço Colonial e Alfândega no Departamento de Lorde Chancellor.

6-Wing Commander Robert Foster, 90 anos
Piloto de Hurricane no 605º Esquadrão, juntou-se à ação durante a Blitz. “Vimos Londres em chamas”, ele disse. “Foi nossa primeira visão da guerra real. Me lembro de um amigo, Bunny Curran, dizendo ‘Oh Deus, agora realmente estamos nessa, se é isso que é a guerra’”. Ele acrescenta: “Ficar sentado esperando é a pior parte: aguardar o sino tocar para você decolar”. Após a guerra tornou-se gerente da Shell-Mex e British Petroleum. Ele hoje é presidente da Associação de Caça da Batalha da Inglaterra.

7-Flight Lieutenant Trevor Gray, 95 anos
Ficou amigo de um piloto alemão de Messerschmitt Me 110 que ele derrubou em um combate com seu Spitfire. “Seu nome era Helmut e quando ele veio para a Inglaterra eu o levei para jantar com sua esposa e minha falecida esposa, Dorothy. Trocávamos cartões de natal todo ano até que ele morreu três anos atrás”. Após a guerra, Gray, que voou com o 64º Esquadrão, desenvolveu radares marítimos e aparelhos de navegação para aeronaves.

8-Flight Lieutenant Bill Green, 92 anos
Viu-se sozinho entre 16 inimigos circulando sobre Kent enquanto voava com o 501º Esquadrão. “De repente uma explosão de vidro – um grande buraco no pára-brisas. Eu fiquei coberto de óleo e percebi que a aeronave já era”. Ele saltou, mas inicialmente o paraquedas não abriu. Lembrou-se: “Por mágica, houve uma lufada. O vento deve ter entrado pelas dobras do paraquedas. Eu não acreditava que estava vivo”. Tornou-se instrutor de voo da RAF após a guerra.

9-Squadron Leader Tony Iveson, 90 anos
Voou Spitfires com o 616º Esquadrão. “Até onde sabemos, salvamos o mundo”, diz ele. Enfrentando fogo inimigo, o então inexperiente piloto teve que mergulhar 6.000 metros com seu caça e fazer um pouso forçado no mar, perto da costa de Suffolk. “Vi a temperatura subindo lentamente e a pressão do óleo desaparecendo, e o motor começando a tossir. Sabia que tinha que pousar, mas só via céu e mar, e eu sozinho lá. Pular na imensidão do Mar do Norte teria sido uma idiotice”. Continuou na RAF após a guerra e hoje vive em Oxted, Surrey.

10-Wing Commander Terence Kane, 91 anos
Membro do 234º Esquadrão, ele se lembra de abandonar seu Spitfire sobre o Canal após um combate no qual – aos 19 anos – ele derrubou um avião alemão. “Meu motor parou e percebi que a única coisa a fazer era saltar”. Mas não conseguiu soltar sua máscara de oxigênio e teve que voltar à cabine para soltar-se. “Eu tentei alcançar a cordinha do paraquedas, mas não a encontrei. Entrei em pânico. Eu caía pelas nuvens... Se eu tivesse puxado a corda três segundos depois, não estaria aqui hoje. Os alemães me resgataram e eu passei o restante da guerra como prisioneiro”. Ele ficou na RAF após a guerra e foi enviado para a Alemanha e Líbia. Tem três filhas e é viúvo desde 1993.

11-Wing Commander Tom “Ginger” Neil, 90 anos
Um dos pilotos que o Ministério da Guerra usou para propaganda por causa de sua altura (1,93m) e beleza. Um bem-sucedido ás do Hurricane, ele voou 141 missões de combate (enquanto poucos pilotos chegavam a 50) derrubando 13 aeronaves inimigas – e ele tinha só 19 anos quando a batalha terminou. “Eu deveria ter morrido umas 12 vezes”, ele disse. Após deixar a RAF em 1964, ele trabalhou na indústria de calçados e escreveu suas experiências na Batalha da Inglaterra em “Gun Button To Fire”. Vive em Norfolk com a esposa Betty, com quem casou-se há 65 anos. Tem três filhos, de 64, 62 e 60 anos.

12-Squadron Leader Tony Pickering, 90 anos
Derrubado por um caça alemão, ele se lembra de saltar do Hurricane em chamas e 1.000 metros. “Eu apenas e soltei e fui. Aterrissei no meio de um depósito da Guarda em Caterham, Surrey”. Baseado em Gravesend com o 501º Esquadrão, ele estava de volta aos voos no dia seguinte. “Éramos muito jovens. Não acho que percebíamos o perigo do que estávamos fazendo. Éramos entusiasmados e estimulados por Churchill”. Após a guerra, se tornou projetista de turbinas a vapor até aposentar-se em 1985. Casado com sua esposa, Chris, ele tem um filho, uma filha, cinco netos e cinco bisnetos.

13-Squadron Leader Nigel Rose, 90 anos
Juntou-se ao 602º Esquadrão em Drem, na Escócia, em junho de 1940 aos 20 anos. “Éramos muito novos e crus”, lembra-se. “No meu terceiro dia com o esquadrão eu tive meu primeiro combate, quando avistamos alemães chegando. Eu nunca tinha visto um avião alemão na minha vida, e lá tinha mais de 100. Tive meu batismo de fogo, tive sim”. Após a guerra, ele voltou ao seu trabalho de recenseador e casou-se com Pámela Anding, que conheceu num clube de squash perto da base. Tiveram uma filha, a novelista Barbara Erskine. Viúvo, vive em Essex.

14-Squadron Leader Michael Wainwright, 90 anos
Destruiu um Messerschmitt Me 109 na costa sul em 25 de julho de 1940. Dois meses antes, o estreante de 20 anos do 64º Esquadrão tinha derrubado outro 109, sobre Dunquerque, durante a Batalha da França. Aposentou-se da RAF em 1958 mas continuou voando como instrutor e piloto civil na Inglaterra e Oriente Médio. Finalmente pendurou suas asas em 1 de agosto de 1990. Em seu diário de guerra, escreveu: “Nunca fiz boas amizades com outros pilotos – não queria que meus amigos fossem mortos”.

15-Flight Lieutenant William Walker, 97 anos
Entrou em ação em junho de 1940 junto ao 616º Esquadrão após apenas cinco horas de treinamento. Dois meses depois seu Spitfire foi derrubado sobre Dover por um dos mais famosos ases alemães, Werner Mölders. “No mar eu tentei sentar-me em algo flutuante, mas toda hora caía na água. Um barco de pesca me pegou”. Quando chegaram a Ramsgate, ele já sofria de hipotermia. “Fui levado pelas escadas do porto e uma multidão me aplaudia. Uma bondosa mulher me deu um pacote de cigarros”.

16-Squadron Leader Geoffrey Wellum, 89 anos
O mais jovem piloto de caça da Batalha da Inglaterra, voou Spitfires com o 92º Esquadrão aos 18 anos de idade, e foi oficialmente creditado com a destruição de três aeronaves alemãs, além de quatro prováveis e diversas outras danificadas. Sofreu um colapso nervoso em 1942, que detalhou em sua autobiografia “First Light”, publicada em 2002. Vive em Cornish. Disse ele: “A Batalha da Inglaterra me fez dar valor à vida. Decidi que se sobrevivesse, queria poder aproveitá-la. Agora tenho uma vida muito tranquila”.

17-Flying Officer Ken Wilkinson, 92 anos
Voou Spitfires com o 616º Esquadrão sob o comando do lendário ás Sir Douglas Bader. “Ele era um líder”, diz Wilkinson. “Eu era muito novo na época, então além de acenos e chamá-lo de ‘Senhor’ eu não falava muito com ele. Mesmo com minhas próprias pernas eu não podia voar como ele”. Ele acrescentou: “Éramos muito metidos. Estupidamente metidos, melhor dizendo. Simplesmente não considerávamos a derrota. Alguns podem ter morrido, mas sabíamos que íamos vencer”.

Fonte: Daily Mail, 19 de setembro de 2010.

Veja também:
>>Herói da Batalha da Inglaterra é homenageado
>>A última batalha em solo britânico
>>Nota de Falecimento: John Freeborn
>>Museu celebra os “esquecidos poucos” entre os Poucos
>>Bombardeiro alemão será recuperado das areias inglesas
Comente aqui!

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Acidente com réplica de Mustang em Reno


O piloto de corridas aéreas George Giboney saiu ileso de um espetacular acidente no domingo, 19 de setembro, na Reno Air Races. Ele pilotava uma réplica do North-American P-51 Mustang, apelidada de "Rapid Travel". Durante a decolagem, a aeronave não conseguiu afastar-se do solo, prendeu a asa no direita em algum obstáculo no chão e capotou, partindo-se em pedaços. Giboney emergiu praticamente ileso das ferragens, e fez um sinal positivo para a apreensiva plateia antes de ser levado ao hospital.








Veja também:
>>Único Hurricane sobrevivente da SGM sofre acidente
>>Acidente com o Me 109 "Black 2"
>>Vídeo: Colisões aéreas
>>O presente de Natal que todos queríamos
>>Ás americano se reúne com P-51 restaurado
Comente aqui!

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Antigos inimigos se contatam 67 anos depois


Antigos inimigos se contatam 67 anos depois


Marinheiro canadense troca cartas com o único sobrevivente do submarino alemão afundado por seu navio em 1943.

Quase 70 anos depois de um famoso incidente da Segunda Guerra Mundial, no qual um navio canadense abalroou e afundou um submarino alemão no Mediterrâneo, o único sobrevivente do U-boat e talvez o último marinheiro sobrevivente do HMCS Ville de Quebec se descobriram na internet – dois antigos inimigos agora formando uma amizade de longa distância por cartas.

A incrível reunião realizou-se após um jornal californiano publicar, em novembro de 2009, a história de guerra de Frank Arsenault, um veterano canadense de 86 anos que hoje mora em Santa Cruz.

O ponto alto dos quatro anos de Arsenault a bordo do Ville de Quebec foi o fatídico encontro da corveta com o U-224, um submarino alemão que ameaçava um comboio canadense na costa do Marrocos em 13 de janeiro de 1943.

A presença do submarino inimigo foi detectada pelo sonar do Ville de Quebec, e dez cargas de profundidade foram despejadas no mar. Uma delas atingiu e danificou o submarino, que subiu à superfície enquanto marinheiros alemães em pânico tentavam escapar. Um oficial – o Leutnant zur See Wolf Dankworth – foi à torre para conter o pânico.

Foi aí que o capitão do navio canadense, Tenente-Comandante A. R. Coleman, preocupado com as armas de deque do submarino, deu ordem de abalroar o submarino danificado.

Eu vi esse cara sair da escotilha”, lembrou-se Arsenault. “Foi quando o capitão percebeu que podíamos atingir o submarino e gritou ‘Preparem-se para impacto!’

O impacto foi tão forte que Danckworth foi nocauteado. Contudo, ele foi o único alemão que conseguiu chegar à superfície enquanto o U-224 era engolido pelo mar. 55 alemães morreram no afundamento. Arsenault lembra-se de ver Danckworth balançando nas ondas, aguardando resgate por outro navio canadense, HCMS Port Arthur, enquanto sua própria tripulação se ocupava dos danos no navio.

Eu frequentemente pensava no que teria acontecido com aquele pobre sujeito na escotilha da torre”, disse Arsenault – que recentemente descobriu o que queria.

O veterano alemão de 93 anos – e fanático por tecnologia – surfava na internet procurando informações sobre o U-224, ele leu a história de Arsenault e publicou um comentário no site do jornal.

Ele começou a busca pelo canadense, ligando para moradores da cidade de Arsenault. Então mandou uma carta para o jornal recontando sua dramática fuga do U-224 e pedindo os contatos do antigo inimigo.

Eu estava na escotilha quando o impacto me afundou uns 15 metros. Desmaiei e quando abri os olhos vi bolhas de ar ao redor – elas me mostraram o caminho para a superfície”. Danckworth lembra-se de ter sido tirado da água gelada, ser agasalhado com cobertores e ganhar uma laranja.

A laranja ainda é saborosa na minha memória”, lembrou-se.

O atônito canadense recebeu então uma amigável carta de seu antigo inimigo, que ele vira – pela primeira e única vez – quase 70 anos atrás. “Não acreditei que ele achou a minha história! Ele queria fazer contato, e escreveu ‘Sou o sobrevivente que você viu sair do submarino. Tenho 93 anos e estou vivo!’

Desde então, os dois têm trocados numerosas cartas.


Fonte: The Vancouver Sun, 21 de setembro de 2010.

Veja também:
>>Piloto de caça alemão salvou tripulação americana
>>Ratos do Deserto se encontram com antigo inimigo
>>Um encontro de dois antigos oponentes, agora amigos
>>Nota de Falecimento: Jürgen Oesten
>>Veterano encontra colega que pensava estar morto há 67 anos
Comente aqui!

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Tiger 131 consegue os fundos para sua restauração


Tiger 131 consegue os fundos para sua restauração


O último exemplar funcional do tanque Tiger alemão no mundo acabou de vencer uma de suas maiores batalhas.

O Tiger 131, capturado pelos Aliados durante uma dura batalha no deserto da Tunísia em 1943, foi entregue ao Museu de Tanques de Bovington após a Segunda Guerra Mundial.

Apesar de sua deplorável condição, tendo sido desmontado para que tripulações britânicas e americanas pudessem entender suas forças e fraquezas, ele rapidamente tornou-se uma das estrelas do museu.

No entanto, parecia que o tempo finalmente havia dado seu veredicto para o Tiger no começo deste ano, quando a direção do museu disse que precisavam de 40.000 libras para financiar um profundo trabalho de restauração.

Nove meses depois e graças em grande parte a uma doação de 20.000 libras do Conselho de Museus, Bibliotecas e Arquivos, o valor foi superado – em impressionantes 30.000 libras.

O porta-voz do museu, Nik Wyness, explicou: “Este projeto capturou a imaginação de órgãos financiadores e doadores individuais. Conseguimos 20.000 libras em doações públicas, incluindo caixas de donativos no próprio museu, pedidos diretos aos nossos patrocinadores e quase 7.000 libras no site justgiving.com”.

Também recebemos outras 20.000 libras de outros órgãos financiadores, incluindo 15.000 libras do Fundo Lotérico Heritage”. O valor total recebido foi de 70.000 libras.

O curador do museu, David Willey, disse: “Isso permitirá que trabalho extra seja realizado para avaliar o impacto de rodar com esse singular veículo histórico e também proverá uma oportunidade única de devolver o tanque a um estado mais original, já que foi inicialmente desmontado como parte dos testes durante a Segunda Guerra Mundial”.

O Tiger 131 foi capturado pelo 48º Real Regimento Blindado após ser “misteriosamente abandonado” durante as batalhas na Tunísia.

Foi mais tarde inspecionado pelo Primeiro-Ministro Winston Churchill e pelo Rei George VI.

Fonte: Dorset Echo, 15 de setembro de 2010.

Veja também:
>>Museu lança campanha para salvar tanque Tiger
>>Vídeo: Panzers restaurados
>>Avô inglês pode ter matado Michael Wittmann
>>Veterano em plena forma
>>Diário de Bordo 2009 - Parte 4
Comente aqui!

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Nota de Falecimento: Roberto de Pessôa


Roberto de Pessôa
(25/02/1910 - 17/09/2010)

Faleceu no último dia 17 de setembro no Rio de Janeiro, de causas naturais aos 100 anos de idade, o primeiro paraquedista militar brasileiro, General de Divisão Roberto de Pessôa.

Nascido em João Pessoa, na Paraíba, Roberto ingressou como praça na Escola Militar de Realengo, no Rio de Janeiro, em 21 de maio de 1928. Tornou-se Aspirante em dezembro de 1932 e foi comissionado 2º Tenente em julho de 1933. Após concluir o curso de Educação Física, e já 1º Tenente, Roberto foi convocado pelo Ministério da Guerra para realizar uma importante missão secreta para o Exército Brasileiro. Ele foi enviado a Alemanha em julho de 1936, infiltrado na delegação esportiva brasileira que participaria dos Jogos Olímpicos de Berlim. Tendo chegado a desfilar junto aos atletas brasileiros na cerimônia de abertura em 1 de agosto, Roberto recebeu um passe de imprensa que deu-lhe acesso aos camarotes da liderança nazista. Cumprimentou pessoalmente Adolf Hitler, descrevendo o encontro como "um cumprimento cordial, um contato amável, até".

Contudo, o contato mais proveitoso foi feito com o Reichssportführer Hans von Tschammer und Osten. Tschammer concedeu ao brasileiro acesso à Academia de Esportes de Berlim, na qual Roberto pôde acompanhar as rotinas de treinamento atlético desenvolvidas pelo regime nazista. Sua perspicácia mais uma vez mostrou-se formidável ao encontrar o chefe da Luftwaffe Hermann Goering. Despropositamente, Roberto mostrou interesse nos paraquedistas alemães, e pediu a Goering para cursar o treinamento. Teve o pedido negado, contudo, Goering ofereceu-lhe um curso de piloto de planador - que acontecia paralelamente, no mesmo local de treinamento dos paraquedistas: a ilha de Sylt, no Báltico. Roberto de Pessôa fez um extenso registro fotográfico de seu período no curso, inclusive de áreas proibidas, e retornou ao Brasil com uma imensa carga de conhecimento.

Com a entrada do Brasil na Segunda Guerra Mundial em agosto de 1942, Roberto de Pessôa foi enviado para Fort Benning, nos EUA, onde recebeu treinamento de paraquedismo militar juntamente com a 101ª Divisão Aerotransportada norte-americana. Graduado na turma de 1944, ele pediu para acompanhar seus colegas americanos aos combates na Europa, mas teve a permissão negada pelo General Eurico Gaspar Dutra, Ministro da Guerra. Roberto deveria voltar ao Brasil e repassar o conhecimento obtido.

Após a guerra, o então Capitão Roberto de Pessôa tornou-se o primeiro comandante do Centro de Instrução de Paraquedismo do Exército, entre maio de 1946 e janeiro de 1948. Em 1951, assumiu a Secretaria de Segurança Pública de Pernambuco, ampliando o aparato de segurança do estado e assumindo o comando da Polícia Militar estadual. Como Coronel em 1959, recebeu o comando do Batalhão Santos Dumont, no Rio de Janeiro, e passou para a reserva como General de Divisão R/1 em outubro de 1966. Em agosto de 1997, a Assembleia Legislativa de Pernambuco concedeu ao General Roberto de Pessôa a título de Cidadão Pernambucano.

Sua história foi contada numa reportagem especial do programa Esporte Espetacular em janeiro de 2010. O General Roberto de Pessôa, PQDT nº 1 do Exército Brasileiro, faleceu no Hospital do Amparo, no Rio de Janeiro. Ele deixa esposa, filhos e netos.

O então Tenente-Coronel Roberto de Pessôa.

General Roberto de Pessôa em sua casa no Rio de Janeiro.


NOTA: A Sala de Guerra saúda o General Roberto de Pessôa, verdadeiro heroi nacional, que nos deixa com a certeza do dever cumprido.

Descanse em Paz, General!

Veja também:
>>Waldemar Levy Cardoso
>>Fernando Corrêa Rocha
>>Elza Cansanção Medeiros
>>A vingança das Cobras Fumantes
>>Nota de Falecimento: Renato Goulart Pereira
Comente aqui!

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Nota de Falecimento: John Freeborn


John Freeborn
(01/12/1919 - 28/08/2010)

Faleceu no último dia 28 de agosto em Southport, Inglaterra, de causas naturais aos 90 anos de idade, o ás da Batalha da Inglaterra Wing Commander John Connell Freeborn.

Nascido em Middleton, Yorkshire, Freeborn foi educado na Leeds Grammar School, e mostrou-se um aluno brilhante, porém impetuoso e sem medo de autoridades. Seus confrontos com professores fizeram-no sentir-se deveras aliviado ao completar os estudos. Ele juntou-se à RAF em janeiro de 1938 e, após completar o treinamento em outubro, foi enviado para o 74º Esquadrão. Esta unidade, em fevereiro de 1939, foi reequipada com o novo Supermarine Spitfire. Logo após o começo da guerra, em 6 de setembro de 1939, pilotos do 74º decolaram para interceptar "aeronaves desconhecidas" no setor. Os "inimigos" eram, entretanto, Hurricanes do 56º Esquadrão que estavam em treinamento. Freeborn derrubou o caça de Montague Hulton-Harrop, que tornou-se o primeiro piloto da RAF a morrer na Segunda Guerra. Seu comandante, o lendário Adolph "Sailor" Malan, testemunhou contra ele na corte marcial, mas Freeborn acabou inocentado das acusações. O evento, contudo, deixou amarga a relação entre os dois.

Em maio de 1940, durante a evacuação de Dunquerque, Freeborn teve o primeiro contato com o inimigo. Durante seis dias de ação, o esquadrão derrubou 19 inimigos, sendo 2 por Freeborn. Em 10 de julho, dia que marcou o início da Batalha da Inglaterra, ele derrubou um Messerschmitt Me 109 do JG 51 sobre Kent. No intenso dia 11 de agosto ele voou quatro missões em oito horas, derrubando três caças da Luftwaffe, bem como um provável quarto. Dois dias depois ele derrubou um Dornier Do 17, sendo ele próprio derrubado em seguida, mas sem ferir-se. No mesmo dia ele recebeu a Distinguished Flying Cross por seus feitos, e seu escore continuou a expandir-se, com três Me 109s caindo em 5 de dezembro. Em fevereiro de 1941 ele ganhou uma segunda DFC, e em junho recebeu uma licença, após três anos de contínuas operações com o 74º Esquadrão.

Freeborn então tornou-se instrutor de caça, e após o ataque a Pearl Harbor, continuou este trabalho nos Estados Unidos. Lá, também tornou-se piloto de testes, voando o P-47 (que ele odiou), P-51, B-17 e A-20. Ao retornar para a Inglaterra em fins de 1942, assumiu o comando do 602º Esquadrão, dando escolta a bombardeiros que atacavam alvos costeiros na França e Holanda. Em 1944 ele foi promovido e tornou-se um dos mais jovens Wing Commanders da RAF, chefiando a 286ª Ala em Grottaglie, sul da Itália. Num período de intensa operações, ele coordenou ataques a alvos alemães nos Bálcãs e defendeu instalações Aliadas na região. Freeborn retornou à Inglaterra em dezembro de 1944, encerrando a guerra não só como um ás de 12 vitórias confirmadas, mas também um ás na própria Batalha da Inglaterra (7 vitórias) e como o piloto da RAF com mais horas operacionais voadas durante a dura batalha pelos céus ingleses.

Exonerando-se da RAF em 1946, ele tornou-se diretor regional de uma empresa de bebidas, aposentando-se em 1980 e indo morar na Espanha. Ele retornou para a Grã-Bretanha em 2000, e tornou-se um ávido participante de eventos e entrevistas, frequentemente externando sua personalidade iconoclástica e divergências com nomes famosos da época, como Douglas Bader: "Ele não era universalmente adorado por seus colegas; ele me dava nojo. Nunca encontrei um idiota tão convencido em toda a minha vida". Freeborn nunca esqueceu a morte acidental de Hulton-Harrop em 1939, e disse: "Eu penso nele quase todo dia. Sempre pensei. Eu tive uma vida boa - e ele deveria ter tido uma vida boa também". Em 2009, ele publicou suas mémorias, "Tiger Cub". Viúvo duas vezes, John Freeborn deixa uma filha do primeiro casamento.

Pilotos do 74º Esquadrão. Freeborn é o segundo à esquerda.

John Freeborn, Doug Tidy, Derek Morris Ted Mansfield numa reunião do 74º Esquadrão em 2007.

Veja também:
>>Nota de Falecimento: Basil Stapleton
>>Nota de Falecimento: Bob Doe
>>Nota de Falecimento: Ken Mackenzie
>>Nota de Falecimento: "Bam" Bamberger
>>Nota de Falecimento: Leopold Heimes
Comente aqui!

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Vídeo: Sgt. Taggiasco fala sobre os combates na Itália


Eis aqui um material do mais alto nível de raridade: o depoimento de um soldado da RSI, mais especificamente um veterano da Divisão Alpina Monterosa. A Monterosa foi uma das divisões que frequentemente se chocaram com a Força Expedicionária Brasileira, desde o fim de 1944, quando a FEB ainda se encontrava no setor da Garfagnana. Pouco depois da substituição de nossas tropas pela 92ª Divisão de Infantaria "Buffalo" (divisão negra norte-americana), forças ítalo-germânicas - incluindo a Monterosa - realizaram uma curta, porém bem-sucedida ofensiva na região, no dia 26 de dezembro.

Neste vídeo, o Sargento Gian Ugo Taggiasco, do Grupamento de Artilharia "Bergamo", conta como combateu contra uma patrulha de 100 soldados da Divisão Buffalo no começo de janeiro de 1945:


Veja também:
>>Otto Fretter-Pico
>>Uma aventura da ELO no Norte da Itália – 1944
>>Nota de Falecimento: Mario Rigoni Stern
>>Waldemar Levy Cardoso
>>Batalha de Nikolajewka - Parte 1, Parte 2
Comente aqui!

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Trailer: Kokoda


Kokoda, produção australiana de 2009, reconta a história das terríveis lutas na Trilha de Kokoda em Papua-Nova Guiné. Uma luta extremamente árdua levada a cabo pelos australianos contra os japoneses, e que estendeu-se por meses. Boa ambientação e fotografia permeiam o trailer.

Confiram:


Veja também:
>>Trailer: For Those We Love
>>Trailer: Tali-Ihantala 1944
>>Trailer: Iron Sky
>>Trailer: Burnt by the Sun 2
>>Trailer: Defiance
Comente aqui!

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Herói da Batalha da Inglaterra é homenageado


Herói da Batalha da Inglaterra é homenageado

Todo ano uma cidade do sul da Escócia pára para lembrar o homem que coordenou a vitória da RAF na Batalha da Inglaterra.

A cidade de Moffat é orgulhosa de ter sido o local de nascimento do Air Chief Marshal Hugh Dowding. Um memorial em sua honra foi erguido lá, e todo setembro um show aéreo é realizado em sua memória.

Este ano, no 70º aniversário de sua bem-sucedida defesa dos céus da Grã-Bretanha, ele foi lembrado novamente.

Uma missa, colocação de coroas de flores e sobrevoo por um Spitfire e um Hurricane aconteceram no domingo, 12 de setembro, da mesma forma que acontecem desde 1970. É um tributo que sua cidade natal orgulhosamente faz ao seu “arquiteto da libertação”.

Hugh Caswall Tremenheere Dowding nasceu na cidade vitoriana em 1882. Após terminar seus estudos na região, ele rapidamente seguiu a carreira militar que eventualmente tornou-o líder dos “Poucos” na Batalha da Inglaterra.

Um comandante de esquadrão no Royal Flying Corps durante a Primeira Guerra Mundial, ele permaneceu na nova Royal Air Force e tornou-se chefe do Comando de Caças em 1936.

Ele incentivou o desenvolvimento do radar e os caças Spitfire e Hurricane, vistos como peças-chave para a derrota da Luftwaffe. Ele também decidiu as datas para a Batalha da Inglaterra, embora tenha admitido que a data de começo tenha sido “um pouco arbitrária” e somente escolhida porque marcou o primeiro grande ataque aéreo sobre o país.

Foi a capacidade tática e estratégica de Dowding que recebeu o crédito por permitir que as diminutas forças britânicas pudessem fazer frente aos bombardeios alemães.

Em 1968, apenas dois anos antes de sua morte, ele falou à BBC sobre suas memórias do período de 16 semanas em 1940, que passou a ser conhecido como Batalha da Inglaterra.

A memória mais recorrente é a do stress intolerável, misturado com ansiedade de que tanta responsabilidade estava em nossos ombros, no Comando de Caças, para prevenir uma invasão e destruição do país”, disse ele.

Um momento-chave foi sua visita ao gabinete de guerra para tentar persuadir Winston Churchill a não mandar mais pilotos e aeronaves para a França após 3 de junho de 1940. Dowding disse que a acreditava que a Inglaterra estava vulnerável a um ataque doméstico, argumento que provou-se vitorioso.

O importante é que virtual e substanciosamente o fluxo de caças para a França parou”, ele disse.

Eu nunca fui amigo de Churchill porque forcei-o a mudar sua teimosa opinião em uma sala cheia de altos oficiais e líderes políticos do país, e ele não gostou nada disso. Eu não acho que ele nunca mais nutriu qualquer simpatia para comigo após isso, se é que já havia nutrido”.

Isso, entretanto, deu a Dowding tempo precioso para tentar melhorar o equipamento e treinamento dos pilotos até o começo da batalha em julho. A luta, que duraria até outubro, passou a favorecer os ingleses em meados de setembro, e fez Adolf Hitler postergar indefinidamente seus planos de invasão.

O historiador A. J. Taylor descreveu-a como “a mais decisiva batalha da guerra”, e disse que foi ganha por Dowding. Ele disse que a vitória foi “tão gloriosa para nossa história quando a Batalha de Trafalgar”.

O arquiteto do triunfo faleceu em 1970 na cidade de Tunbridge Wells, Kent. Sua memória, no entanto, é mantida viva na cidade onde nasceu.

Fonte: BBC News, 12 de setembro de 2010.

Veja também:
>>Nota de Falecimento: Douglas Benham
>>A última batalha em solo britânico
>>Livro: O Outro Lado da Colina
>>Museu celebra os “esquecidos poucos” entre os Poucos
>>Museu lança mostra do centenário de Douglas Bader
Comente aqui!

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Churchill deixou milhões morrerem de fome na Índia


Churchill deixou milhões morrerem de fome na Índia

O Primeiro-Ministro britânico Winston Churchill deliberadamente deixou milhões de indianos morrerem de fome, diz a autora de um novo livro, motivado parcialmente por seu ódio racial.

Cerca de três milhões de pessoas morreram na Grande Fome de Bengala em 1943 após o Japão capturar a vizinha Birmânia – grande fonte de importação de arroz – e as autoridades britânicas guardarem toda a comida para soldados e operários de guerra.

A compra em pânico de arroz levou a uma alta vertiginosa dos preços, e os canais de distribuição foram desativados quando as autoridades confiscaram ou destruíram a maioria dos barcos e carros de Bengala para evitar que caíssem em mãos japonesas, caso fossem invadidos.

O arroz repentinamente tornou-se escasso no mercado e, enquanto a fome se espalhava pelas aldeias, Churchill repetidamente recusava súplicas por carregamentos emergenciais de alimentos.

Massas de famintos migraram para Kolkata, onde testemunhas descreveram homens lutando por restos e mães esqueléticas morrendo nas ruas enquanto os britânicos e indianos de classe média comiam fartas refeições em seus clubes e em casa.

Essa epidemia de fome é dos capítulos mais negros do Raj Britânico, mas agora a autora Madhusree Mukerjee disse ter descoberto evidências de que Churchill foi diretamente responsável pelo extremo sofrimento.

Seu livro, “Churchill’s Secret War”, mostra documentos nunca antes vistos que dizem que nenhum navio podia ser poupado da guerra. Análise de encontros do gabinete de guerra mostra que navios carregados de grãos da Austrália passavam pela Índia em seu caminho para o Mediterrâneo, onde grandes reservas foram construídas.

Não era uma questão se Churchill sabia ou não: pedidos de suprimentos para Bengala foram feitos repetidamente e ele e seus associados mais próximos recusaram todos os esforços”, disse Mukerjee.

Os Estados Unidos e a Austrália ofereceram-se para prestar ajuda mas não puderam, porque o gabinete de guerra não queria liberar os navios. E quando os americanos ofereceram-se para enviar comida em seus próprios navios, a oferta não foi seguida pelos britânicos”.

Segundo a autora, a atitude de Churchill para com os indianos era pouco admirável: “Ele disse coisas terríveis sobre os indianos. Disse à sua secretária que queria que eles fossem bombardeados. Ele estava furioso com os indianos porque antevia que os EUA não deixariam que o domínio britânico continuasse na Índia”.

Churchill desprezava o líder do movimento de independência, Mahatma Gandhi, descrevendo-o como “homem santo semi-nu”. Quando pediam-lhe para enviar comida, Churchill respondia perguntando o porque de Gandhi ainda não ter morrido.

Eu odeio os indianos. São um povo bestial com uma religião bestial”, disse Churchill a Leo Amery, secretário de estado para a Índia. Ele ainda acusou os indianos de provocarem a própria fome por “procriarem como coelhos”.

Mukerjee acredita que a visão de Churchill da Índia, onde ele serviu como um jovem oficial do exército, veio de sua criação vitoriana. Como seu pai, ele via a Índia como uma jóia fundamental na coroa britânica.

O ódio racial de Winston vinha de seu amor pelo Império, da mesma maneira que um marido ama sua esposa-troféu: ele prefere destruí-la do que perdê-la”, disse a autora.

A epidemia de fome, pode-se dizer, foi parcialmente um ato deliberado. A Índia foi forçada a exportar grãos nos primeiros anos da guerra e em 1943 estava exportando arroz por insistência pessoal de Churchill. A Grã-Bretanha explorou brutalmente a Índia durante a guerra e não deixou de fazê-lo mesmo quando a fome começou”.

Fonte: The Raw Story, 8 de setembro de 2010.

Veja também:
>>O marajá que fez um pacto com Hitler
>>O Exército Indiano secreto de Hitler
>>Museu celebra os “esquecidos poucos” entre os Poucos
>>Nota de Falecimento: Sam Manekshaw
>>Jim Pattillo: Os problemas operacionais do B-29 no CBI
Comente aqui!

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Fuzileiro Sid Phillips reconta sua vida em livro


Fuzileiro Sid Phillips reconta sua vida em livro


Conforme ele próprio conta, Sid Phillips estava tomando um milkshake de três bolas de sorvete em uma farmácia de esquina quando escutou pelo rádio as notícias do ataque a Pearl Harbor.

Naquele momento, recém-formado no segundo grau e com 17 anos de idade, ele decidiu alistar-se.

A história de seu tempo como fuzileiro naval durante a Batalha de Guadalcanal foi um ponto central para a premiada série da HBO “The Pacific”, que também deu foco às experiências de guerra de seu amigo Eugene Sledge.

Phillips reconta sua história num novo livro chamado “You’ll be Sorree!

Quando você chega no campo de treinamento com o cabelo grande e sua mala com roupas civis, a primeira coisa que escuta dos soldados é ‘você vai se arrepender.’ Eles estavam certos”, disse Phillips, rindo, numa recente entrevista.

Embora tenha lutado em algumas das mais sangrentas batalhas da Segunda Guerra Mundial, contos de tripas e sangue com balas voando não são o foco de seu livro. Phillips se concentra nos desafios básicos de sobrevivência durante os meses que sua unidade de fuzileiros passou em pequenas ilhas retomadas dos japoneses. Ele fala de incessante disenteria, fome quase mortal e troca de xingamentos com snipers japoneses que se infiltravam nos acampamentos americanos durante a noite.

Ele reconta como sua unidade, à beira da fome generalizada após os navios da marinha – que carregavam seus suprimentos – serem afundados, foi eventualmente salva por uma montanha de arroz deixada para trás pelos soldados japoneses. Em certo ponto, as coisas estavam tão desesperadas que Phillips e seus colegas tiveram que comer biscoitos velhos da Primeira Guerra Mundial que vieram para na praia em uma lata com a etiqueta “Ração de Campo – Biscoitos 1918”.

Começamos a comer aquelas coisas... Tinham que ser partidas em pedaços com as baionetas e então colocadas na boca para amolecer. Tinham gosto de papelão”.

Quando os suprimentos finalmente chegaram, Phillips devorou um latão de abacaxi fatiado, comendo todo o conteúdo em uma sentada, e então ficou “gloriosamente doente”.

O livro, como Phillips, é engraçado. Ele conta como foi nocauteado completamente por um coco que caiu, e como se tornou um heroi na unidade ao construir uma latrina que desmontou-se sobre os oficiais, mergulhando-os nos dejetos. O leitor compartilha de sua primeira cerveja e muitas outras depois dela, como também dos meses passados na Austrália correndo atrás das garotas locais.

No livro, Phillips tenta capturar algo que teme estar perdido nas histórias da Segunda Guerra Mundial – a importância do humor para os soldados que enfrentavam a morte diariamente.

Nós fuzileiros vivíamos em um mundo de sarcasmo e linguagem chula. Nada encorajador ou elogios foi jamais escutado. Eu era constantemente dito que era tão estúpido que não conseguia urinar numa bota com um alvo no solado. Se alguém dizia algo civilizado para você, era quase um sinal que não gostava de você”.

Eventualmente, Phillips retornou aos EUA e sua atenção voltou-se para ganhar o coração da mais linda caixa de banco que ele já vira e que, miraculosamente, não havia se casado enquanto ele estava fora, na guerra.

E então veio Mary Victoria Houston, em um vestido azul e saltos altos com seu cabelo castanho balançando. Eu cheguei a ficar tonto”, escreveu Phillips sobre a mulher que se tornaria sua esposa. “Graças a Deus os japas bombardearam Pearl Harbor! Isso manteve os rapazes longe de Mary até que eu pude crescer!

Fonte: Al.com, 29 de agosto de 2010.

Veja também:
>>Série da HBO tem foco na Guerra do Pacífico
>>Lembranças do Sargento Donald Boyd
>>Culto à Carga sobrevive no Pacífico Sul
>>Veterano devolve bandeira japonesa da Segunda Guerra
>>Enfrentei fogo pesado no Pacífico
Comente aqui!

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Vídeo: Réplica do Komet em voo


A Fundação Messerschmitt construiu alguns anos atrás uma réplica planadora do lendário Messerschmitt Me 163 Komet. Embora não conte com o antigamente instável e perigoso motor a foguete, a nova réplica dá um show à parte em elegância no ar:


Veja também:
>>Nota de Falecimento: Rudolf Opitz
>>Vídeo: Entrevista com Hanna Reitsch
>>Vídeo: 75 anos do Me 109
>>Messerschmitt Me 262 Sturmvogel
>>One Summer - Two Messerschmitts
Comente aqui!

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Nota de Falecimento: Onni Paronen


Onni Paronen
(02/01/1918 - 22/08/2010)

Faleceu no último dia 22 de agosto em Oulu, na Finlândia, de causas naturais aos 92 anos de idade, o ás finlandês Sargento Onni Kullervo Paronen.

Nascido em Viipuri, na região do Istmo da Karélia, Paronen ingressou na Força Aérea aos 18 anos de idade e após completar seu treinamento tornou-se instrutor. Contudo, as complicadas e sempre tensas relações da Finlândia com a União Soviética levaram ao irrompimento da Guerra de Inverno entre os dois países em 30 de novembro de 1939. Ele foi designado para o Lentolaivue (LLv) 26, que na época voava os caças holandeses de trem de pouso fixo Fokker D.XXI. Os finlandeses precisavam desesperadamente de caças, e Paronen foi duas vezes à Suécia buscar novos aviões, vindos de diversos países.

Onni Paronen abriu seu escore a bordo de um D.XXI no dia 5 de janeiro de 1940. Ele derrubou dois bombardeiros soviéticos, um Tupolev SB-2 e um Ilyushin DB-3, sobre as planícies congeladas do Istmo. Após o LLv 26 fazer a transição para o Fiat G.50 Frecchia, outro DB-3 foi abatido por Paronen poucos dias antes do cessar-fogo em 13 de março em 1940. Após a União Soviética realizar bombardeios à alvos finlandeses nas semanas seguintes ao início da Operação Barbarossa, a Finlândia declarou guerra à URSS (Guerra de Continuação). No esteio do ataque do Exército pelo Istmo da Karélia, Paronen derrubou um SB-2 em 25 de junho, e tornou-se um ás em 3 de setembro durante um encarniçado combate contra caças soviéticos, no qual derrubou um Polikarpov I-153 e dividiu a destruição de um I-16. Com a estabilização do front após a reconquista da Karélia, os combates na frente finlandesa diminuiram de ritmo. Em agosto de 1942, ainda voando o G.50, Paronen derrubou mais dois Polikarpov I-16s.

Em 1943, a Finlândia começou a receber seus primeiros Messerschmitt Me 109s, e Paronen fez parte do seleto primeiro grupo de pilotos que foi à Alemanha buscar os novos caças. Agora parte do recém-criado Lentolaivue 34 (criado especialmente para voar os caças alemães), Paronen fez um total de seis viagens à Alemanha para buscar novos Me 109 para a Finlândia. Sua habilidade com o Messerschmitt não demorou a mostrar-se, e em 21 de maio de 1943 ele derrubou um I-153. Durante a grande ofensiva soviética de verão contra a Finlândia em junho de 1944, Paronen ainda derrubou três caças Yakovlev Yak-9 e um "tanque voador" Ilyushin Il-2 Sturmovik. O país assinou um armistício com a União Soviética em 19 de setembro de 1944. Onni Paronen havia atingido um total de 12,5 vitórias confirmadas em 316 missões de combate.

Após a guerra, Paronen continuou servindo a Força Aérea até 1955, quando tornou-se piloto da Pohjolan Voima, uma grande empresa da indústria de energia na Finlândia. Por muitos anos ele voou no Ártico transportando equipamentos e equipes de vistoria das linhas elétricas. Ele aposentou-se como chefe do setor de transportes da empresa. Em 2009, seu filho lançou o livro biográfico "Onni Paronen - Lentomestari Utista". Após a morte de Kyösti Karhila em setembro de 2009, ele era o maior ás finlândes ainda vivo.

Onni Paronen na cabine de seu Me 109G-2 "MT-229", Helsinque, 9 de junho de 1943.

Veja também:
>>Nota de Falecimento: Kyösti Karhila
>>Eino Ilmari Juutilainen
>>Simo Häyhä
>>Aarne Edward Juutilainen
>>Entrevista com Ilmari Juutilainen - Parte 1 , Parte 2 , Parte 3


Comente aqui!

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Vídeo: 75 anos do Me 109


No aniversário de 75 anos da criação do caça mais produzido da história, o Messerschmitt Me 109, duas jóias da aviação decolaram juntas e fizeram uma demonstração emocionante. Isso aconteceu no dia 9 de junho de 2010 durante o ILA em Berlim - um Me 109 e um Me 262 da Fundação Messerschmitt em um show inesquecível.

Vamos conferir:


Veja também:
>>Vídeo: Focke-Wulf no Show Aéreo de Breitscheid 2010
>>Acidente com o Me 109 "Black 2"
>>One Summer - Two Messerschmitts
>>Um Focke-Wulf em Duxford
>>A volta do Me 262!
Comente aqui!

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Bombardeiro alemão será recuperado das areias inglesas


Bombardeiro alemão será recuperado das areias inglesas


Um raro bombardeiro alemão encontrado em um banco de areia 70 anos após ter sido derrubado durante a Batalha da Inglaterra será resgatado.

O bimotor Dornier Do 17 foi localizado em Goodwin Sands, um banco de areia de 16 quilômetros de comprimento ao largo da costa de Deal, Kent, há dois anos atrás.

Desde então, o Museu da RAF tem trabalhado com a Wessex Archaeology para finalizar um estudo completo dos destroços, antes que o avião seja recuperado e eventualmente exibido como parte do projeto Battle of Britain Beacon.

O porta-voz do museu disse que a aeronave – conhecida como “Lápis Voador” por seu design afilado e linhas retas – era parte de uma grande formação inimiga que tentou atacar os aeródromos de Essex em 26 de agosto de 1940, sendo porém interceptada por caças da RAF sobre Kent antes de chegar ao alvo.

O piloto do bombardeiro, Willi Effmert, tentou um pouso de barriga em Goodwin Sands. Contudo, embora tenha pousado com sucesso, a aeronave afundou. Ele e outro tripulante foram capturados, mas outros dois homens morreram.

O porta-voz disse que o avião foi encontrado em condições “incríveis” considerando os anos de exposição à água, e está praticamente intacto, com os pneus do trem de pouso ainda inflados e hélices ainda mostrando os danos sofridos em seu pouso final.

O diretor-chefe do museu, Air Vice-Marshal Peter Dye, disse: “A descoberta do Dornier é de importância nacional e internacional. Esta aeronave é um sobrevivente único e sem pares da Batalha da Inglaterra. É particularmente significativa porque, como bombardeiro, formou o coração do ataque da Luftwaffe contra este país”.

O Dornier irá propiciar uma exibição emocionante, permitindo que o museu apresente uma história mais ampla da Batalha da Inglaterra e dos sacrifícios feitos pelos jovens de ambos os lados e de muitas nações”.

O trabalho de preparação do Dornier para exibição será realizado pelo centro de conservação do museu em Cosford, Shropshire.

O Museu da RAF, com apoio do Ministério da Defesa, está desenvolvendo um plano de recuperação e proteção da aeronave e sua preservação em longo prazo.

Há a preocupação de que materiais tenham sido removidos do local da queda, embora um grande número de itens tenha sido recuperado.

Fonte: Daily Mail, 3 de setembro de 2010.

Veja também:
>>Caça P-38 emerge das areias de Gales
>>Heinkel He 111 será restaurado na Noruega
>>Bombardeiro é resgatado em Liperi
>>Raro B-17 é resgatado de pântano na Nova Guiné
>>Preparação para recuperar Helldiver de San Diego começa
Comente aqui!

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Nota de Falecimento: Walter Wolfrum


Walter Wolfrum
(23/05/1923 - 26/08/2010)

Faleceu no último dia 26 de agosto em Oberfranken, Alemanha, de causas naturais aos 87 anos de idade, o ás alemão ganhador da Cruz do Cavaleiro, Oberleutnant Walter Wolfrum.

Nascido em Schmölz, perto de Kronach, ele ingressou na Luftwaffe como cadete logo ao completar a maioridade. Logo após terminar seu treinamento e ser comissionado Leutnant aos 19 anos de idade, ele foi enviado à 5ª Staffel do Jagdgeschwader 52, que então atuava na Criméia. Wolfrum teve um começo de carreira lento e díficil, sendo derrubado três vezes e ferido duas vezes antes que marcasse sua primeira vitória em 25 de maio de 1943.

Contudo, após domar o Messerschmitt Me 109 em batalha, seu escore subiu rapidamente, e no fim de 1943 ele já tinha 20 abates. Em 26 de março de 1944, ele derrubou seu 50º inimigo, e no dia 11 de maio, dado seu contínuo sucesso em combate, recebeu o comando da 1ª Staffel, numa época em que o JG 52 participava da defesa dos campos petrolíferos de Ploesti, na Romênia. Wolfrum atingiu a marca de 100 vitórias aéreas em 1 de junho, e no dia 16 de julho envolveu-se sozinho num combate contra dez caças soviéticos, no qual foi derrubado e seriamente ferido. No dia 27 daquele mês, enquanto recuperava-se no hospital, Walter Wolfrum foi condecorado com Cruz do Cavaleiro da Cruz de Ferro, quando já somava 126 vitórias. Promovido a Oberleutnant, Wolfrum retornou aos combates somente em fevereiro de 1945, voando até o fim da guerra e totalizando 137 vitórias aéreas em 424 missões operacionais. Ferido mais uma vez perto da rendição, e entregue ao cativeiro soviético, Wolfrum foi rapidamente libertado já em julho de 1945, dado seu complicado estado de saúde.

Após a guerra, Wolfrum iniciou uma bem-sucedida carreira como piloto de acrobacias, tornando-se bastante famoso e ganhando o Campeonato Alemão de Acrobacia Aérea em 1962, sendo vice em outras quatros ocasiões. Mais tarde entrou no ramo da construção civil. Em 2009, publicou suas memórias, sob o título "Unbekannte Pflicht - Meine Erinnerungen als Jagd und Kunstflieger 1923-2009".

Wolfrum e seu Me 109.

Wolfrum assinando pinturas.

Veja também:
>>Nota de Falecimento: Günther Rall
>>Nota de Falecimento: Adolf Dickfeld
>>Nota de Falecimento: Günther Bahr
>>Nota de Falecimento: Viktor Mölders
>>Nota de Falecimento: Wolfgang Schenck
Comente aqui!