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terça-feira, 31 de agosto de 2010

Vídeo: Focke-Wulf no Show Aéreo de Breitscheid 2010


Uma demonstração de extrema beleza! Um Focke-Wulf Fw 190 faz sua impecável demonstração no Show Aéreo de Breitscheid 2010, que aconteceu no fim de semana de 20 a 22 de agosto. O piloto Marc Mathis demonstrou toda sua perícia nos controles do Fw 190A-8N, acompanhado de Walter Eichhorn em seu Messerschmitt Me 109 Buchon.

Apreciem:


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segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Alemães invadindo a Inglaterra em uniformes ingleses


Alemães invadindo a Inglaterra em uniformes ingleses


Os alemães planejaram invadir a Inglaterra em 1940 vestindo-se com uniformes ingleses e fazendo uso de duas escadarias nos penhascos de Dover para caminhar pela praia, revelam arquivos do MI5.

Os planos de invasão foram revelados em um relatório de um membro de uma unidade de inteligência alemã chamada Sondertab (Força Especial) Hollmann.

Era chefiada por Wilhelm Hollmann, descrito com 45 anos, mas com “aparência de pelo menos 50... um pouco curvado, com o dente incisivo direito de ouro e pouquíssimo cabelo”.

O pouco cabelo que tem é louro claro”, acrescenta um relatório da inteligência americana. “Tem braços longos, pernas muito magras e olhos azuis”.

Hollmann começara sua carreira como secretário da Jahnke Buro, uma agência de inteligência freelancer administrada por Kurt Jahnke para Rudolf Hess nos anos 1930.

De acordo com o relatório, membros do grupo de Hollmann passaram o mês de março de 1940 treinando embarque e desembarque em balsas que haviam sido construídas nos rios e canais da Alemanha e Holanda, e então rebocadas até a costa do Canal da Mancha, preparando-se para atacar Dover.

Segundo um informante, os desembarques foram planejados ao longo de toda a costa inglesa, Escócia e sul da Irlanda, mas o ataque se concentraria ao redor de Dover.

A invasão começaria com um “pesado ataque aéreo” seguido por “tropas de choque especialmente treinadas” que deveriam “realizar os desembarques com o objetivo de tomar e manter posições estratégicas até que o corpo principal das tropas alemãs pudesse ser trazido pelo canal em balsas”.

O informante, Werner Janowski, disse que sua unidade deveria chegar sob proteção da noite, usando uniformes ingleses, da mesma forma que durante as invasões da França e Holanda.

O relatório, recentemente liberados pelos Arquivos Nacionais, diz que eles deveriam “prosseguir ao longo dos penhascos até um ponto perto de Dover, onde havia escadas que levavam à praia. Desse ponto em diante, deveriam continuar pela praia e voltar aos penhascos por escadas posicionadas perto da estação de Dover”.

A unidade deveria tomar as docas e a estação ferroviária e sinalizar para a Luftwaffe que eles estavam prontos para receber o corpo principal que seguiria por balsa até o porto.

O treinamento para a invasão continuou até setembro e outubro de 1940, com a unidade recebendo ordens de “preparar-se para embarcar a qualquer momento”.

As ordens nunca foram canceladas, mas em outubro todos já tinham se dado conta de que a invasão não aconteceria mais naquele ano. Quando as balsas foram removidas para Dunquerque, a maioria foi destruída por ataques da RAF em dezembro.

Os soldados estavam certos: Hitler havia cancelado a Operação Leão Marinho em 17 de setembro de 1940, após saber que suas forças não teriam apoio naval após as perdas na campanha norueguesa, nem apoio aéreo, após as perdas na Batalha da Inglaterra.

Fonte: The Telegraph, 25 de agosto de 2010.

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sexta-feira, 27 de agosto de 2010

A última batalha em solo britânico


A última batalha em solo britânico


Hospedados num pub na costa de Kent, eles tinham sido ordenados a capturar qualquer tripulação alemã derrubada sobre a área. Mas os homens do 1º Batalhão do London Irish Rifles marcariam para si um pouco conhecido lugar na história: eles lutaram a última batalha a acontecer em solo britânico.

Durante a Batalha da Inglaterra, eles foram enviados para capturar a tripulação de um bombardeiro alemão derrubado, só para descobrir que os aviadores os esperavam com metralhadoras. Após uma curta batalha os alemães se renderam – e seus captores os levaram para cerveja no pub local.

A extraordinária escaramuça, que aconteceu em 27 de setembro de 1940, foi apelidada de Batalha de Graveney Marsh.

A maioria dos livros de história registra o esmagamento da rebelião jacobita do Príncipe Charles Stuart em Culloden, no ano de 1746, como a última batalha terrestre lutada em solo britânico. Agora, esforços estão sendo feitos para dar à Batalha de Graveney Marsh mais reconhecimento oficial.

Ela aconteceu quando um Junkers Ju 88 avariado fez um pouso forçado após ser atacado por Spitfires da RAF nos céus sobre a costa inglesa. Um dos motores do bombardeiro já tinha sido invalidado por fogo antiaéreo quando o segundo foi destruído pelos Spitfires.

O piloto, Unteroffizier Fritz Ruhlandt, viu-se forçado a aterrissar em Graveney Marsh. O pouso foi observado por membros da Companhia A do London Irish Rifles, que foram reunidos no pub Sportsman Inn em Seasalter, perto de Whitstable, e então despachados para avaliar o avião inimigo.

Eles tranquilamente esperavam que a tripulação de quatro aviadores da Luftwaffe – incluindo o operador de rádio Unteroffizier Erwin Richter, que havia se casado apenas dois meses antes – se rendesse sem resistência.

Mas para seu horror, quando se aproximaram da aeronave os alemães abriram fogo com duas metralhadoras da aeronave. Alguns dos soldados ingleses se jogaram no chão e retornaram fogo, enquanto um pequeno grupo se arrastou ao longo de uma vala para chegar a 50 metros do avião antes de começar a atirar.

Após uma pesada troca de chumbo, eles montaram um ataque ao Junkers e os alemães se renderam. Ninguém foi morto na batalha, embora um dos tripulantes tenha sido alvejado no pé.


Numa dramática reviravolta, o comandante da companhia inglesa, Capitão John Cantopher, escutou de um dos alemães capturados que o avião iria “pelos ares” a qualquer momento.

Cantopher então correu de volta à aeronave, encontrou a carga explosiva sob uma das asas e a arremessou na vala. Ele queria que seu prêmio capturado fosse examinado por engenheiros ingleses.

O Capitão Cantopher foi condecorado com a George Medal por sua bravura. Inacreditavelmente, os soldados ingleses foram tomar cerveja com seus prisioneiros alemães no pub antes que eles fossem levados para a prisão.

Em setembro de 2010, a Associação Regimental do London Irish Rifles irá comemorar os 70º aniversário da batalha ao inaugurar uma placa comemorativa no pub.

Nigel Wilkinson, vice-presidente da associação, disse: “Embora mal seja mencionada em livros de história, Graveney Marsh foi a última batalha a acontecer em solo britânico envolvendo um inimigo estrangeiro. Na época, a aeronave era um modelo novo e como só tinha duas semanas de fabricação, deu ao Ministério do Ar valiosas informações”.

Claro que os homens do London Irish Rifles falaram sobre a batalha. Ela entrou para o imaginário do regimento. Mas parece estar sendo esquecida”, disse Wilkinson.

Achamos que já era hora de fazermos algo para lembrá-la e reconhecê-la oficialmente”, disse o Cabo George Willis, de 90 anos. Gaitista do regimento, Willis estava no pub Sportsman quando os homens voltaram com os alemães.

Todos estavam muito animados e vieram para o pub com os alemães”, disse ele. “Demos umas canecas de cerveja pros alemães e eles nos deram alguns souvenires. Eu ganhei uma insígnia esmaltada da Luftwaffe”.

Espera-se que 60 membros do London Irish Rifles compareçam ao evento em Seasalter, no domingo, 26 de setembro.

Haverá uma parada para o presidente da associação, Major-General Corran Purdon, que ganhou a Military Cross na Segunda Guerra Mundial pelo ataque a St. Nazaire, e foi prisioneiro em Colditz.

Será então realizada uma cerimônia religiosa antes da inauguração da placa.

Fonte: Daily Mail, 21 de agosto de 2010.

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>>Placa alemã lembrando ataque ao Altmark é doada a museu inglês
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quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Nota de Falecimento: Marcel Albert


Marcel Albert
(25/11/1917 - 23/08/2010)

Faleceu no último dia 23 de agosto em Harlingen, Texas, de causas naturais aos 92 anos de idade, o ás francês e Herói da União Soviética, Capitão Marcel Albert.

Nascido em Paris, Albert era filho de uma família operária. Ele tornou-se um mecânico, montando caixas de marcha para a Renault antes de entrar para o Armée de l'Air. Tendo frequentado a Escola de Voo de Caudron em Anberieu, ele completou o treinamento e recebeu seu brevê em maio de 1938, como Sargento Piloto. Prosseguindo para o Centro de Instrução de Caça em Chartres, ele voou o Bloch MB.152, Morane-Saulnier MS.406 e o Curtiss Hawk 75. Com o início da Segunda Guerra Mundial, Albert viu-se designado para a o Groupe de Chasse I/3, unidade que operava o mais avançado caça francês, o Dewoitine D.520.

Quando os alemães invadiram a França em maio de 1940, seu esquadrão estava em Reims, e envolveu-se em pesados combates contra a Luftwaffe. Em 14 de maio, ele abriu seu escore ao derrubar um Dornier Do 17, e no mesmo dia pôs abaixo um Me 109 que, contudo, não foi confirmado. Após o Armistício, Albert voou com sua unidade para a Argélia, de onde voou algumas missões contra os ingleses pela Força Aérea de Vichy. Em 14 de outubro de 1941, Albert e dois colegas desertaram, pousando seus caças em Gibraltar. Enviado à Inglaterra, ele voou 47 missões com o 340º Esquadrão da RAF, nos comandos de um Supermarine Spitfire. Contudo, em 1942 as negociações entre De Gaulle e Stalin deram origem ao Normandie-Niemen, um grupo de caça francês que operaria em apoio da VVS na União Soviética. Como um dos primeiros 15 pilotos voluntários, Albert chegou à URSS em 7 de outubro de 1942, iniciando o treinamento no Yakovlev Yak-1.

Após completarem o treinamento e adaptação, os pilotos franceses iniciaram suas missões operacionais em abril de 1943, e Albert derrubou um Focke-Wulf Fw 189 em 16 de junho. Em julho, mais quatro aeronaves alemães caíram perante suas armas, e em 4 de setembro ele recebeu o comando da 1ª Esquadrilha. Nessa época, o grupo já trocara seus caças pelo mais moderno Yak-9. Avançando constantemente enquanto o Exército Vermelho ganhava terreno rumo oeste, o Normandie-Niemen passava de aeródromo a aeródromo, sempre em condições precárias. Após alcançar 22 vitórias contra a Luftwaffe no front leste, e tornar-se o maior pontuador de seu grupo, Marcel Albert foi promovido a Capitão e condecorado com a mais alta comenda soviética por bravura, a Estrela Dourada de Herói da União Soviética, em 28 de novembro de 1944. Tendo voado 262 missões de combate, ele terminou a guerra com 23 vitórias confirmadas, fazendo dele o segundo maior ás francês da Segunda Guerra Mundial, atrás somente de Pierre Clostermann (embora haja discussões sobre o real escore de Clostermann).

Condecorado pessoalmente por De Gaulle, após a guerra Albert tornou-se piloto de testes, voando o Mustang e o Thunderbolt, somente para atestar que o Yakovlev Yak-3 era superior a estes. Ele também foi enviado como adido militar à Tchecoslováquia, onde conheceu sua futura esposa. Em 1948, deixou a carreira militar e mudou-se para os Estados Unidos, tornando-se um bem-sucedido empresário. Em 12 de novembro de 2009, Albert foi condecorado com o grau de Oficial da Legião da Honra, a mais alta condecoração francesa.

Com sua morte, resta somente um último piloto do Normandie-Niemen: Roland de La Poype, amigo e ala de Albert no front leste, e também Herói da União Soviética.

Marcel Albert, Roland de La Poype, ?, Marcel Lefèvre e Joseph Risso na União Soviética em outubro de 1943.

Albert sendo condecorado com a Legião da Honra, novembro de 2009.


Veja também:
>>Nota de Falecimento: Jacques de Saint Phalle
>>Jean Accart
>>Gabriel Gauthier
>>Nota de Falecimento: Maurice Chauvet
>>Nota de Falecimento: Marcel Bigeard
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quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Pensamentos de Hiroo Onoda


Pensamentos de Hiroo Onoda

Hiroo Onoda, 88 anos, antigo membro de uma unidade de inteligência do Exército Imperial Japonês, era um comando de elite durante a Segunda Guerra Mundial que foi enviado à Ilha de Lubang nas Filipinas em 1944 para conduzir uma guerrilha e conseguir informações de inteligência. Treinado em operações clandestinas, sua missão era infiltrar-se por trás das linhas inimigas, realizar vigilância e sobreviver independentemente até receber novas ordens. Ele fez exatamente isso pelos próximos 30 anos. Muito após a rendição japonesa em 1945, ele continuou a servir seu país na selva, convencido que a Guerra do Grande Leste Asiático ainda acontecia.

Ele viveu principalmente comendo bananas e mangas, esquivando-se de equipes japonesas de busca e da polícia filipina, que ele pensava serem todos espiões. Em março de 1974, aos 52 anos, um japonês que havia encontrado Onoda trouxe seu antigo superior à ilha com instruções que o liberavam de seus deveres militares. Após um breve retorno ao Japão, ele mudou-se para o Brasil e tornou-se um bem-sucedido pecuarista. Voltou ao Japão na década de 1980 e criou a Escola Natural Onoda, com o objetivo de ensinar as crianças os valores da vida. Suas inacreditáveis aventuras em Lubang são detalhadas no livro “No Surrender: My Thirty-year War”.

Se você tem um peso nas costas, alguém precisa tirá-lo de você.
Precisamos de amigos. O sentimento de pertença nasce com a família e mais tarde inclui amigos, vizinhos, comunidade e país. É por isso que a ideia de uma nação é tão importante.

É melhor nunca acordar de alguns sonhos.
Em Lubang, eu acreditava estar defendendo o Japão ao transformar a ilha numa fortaleza, da melhor forma que eu podia, com meus dois camaradas, Shimada e Kozuka. Quando os dois morreram, eu continuei minha missão sozinho. Quando a Segunda Guerra Mundial terminou para mim em 1974, meu passado todo parecia um sonho.

As pessoas não podem viver completamente sozinhas.
Se você tem dúvidas sobre isso, apenas imagine estar completamente só. Poderia encontrar toda a comida, fazer uma fogueira, costurar suas roupas e tomar conta de si mesmo quando estiver doente ou machucado? Conseguiria sozinho?

Deve-se ter sempre em mente o dever cívico.
Todos os minutos de cada dia, por 30 anos, eu servi meu país. Nunca cogitei se isso era bom ou ruim para mim como indivíduo.

A história é escrita pelos vencedores.
Desde o fim da Segunda Guerra Mundial, a história japonesa ensinada em nossas escolas foi baseada num programa norte-americano para promover a culpa de guerra e a propaganda esquerdista. Eu não culpo os Estados Unidos por isso. Eles queriam enfraquecer o Japão, e sua missão está cumprida; japoneses educados após o fim da guerra não têm qualquer confiança em sua cultura ou em si mesmos.

O Japão foi forçado a participar da Segunda Guerra.
As potências ABCD (América, Grã-Bretanha, China e Índias Orientais Holandesas), impuseram sansões tão fortes contra o Japão que não tínhamos como importar óleo, aço ou nada. Iríamos morrer ou ser invadidos e escravizados.

Os líderes políticos japoneses eram sábios no passado.
Todas as nações asiáticas exceto a Tailândia e o Japão foram colonizadas. No nosso caso, o xogunato Tokugawa fez uma transição tranquila para o primeiro governo Meiji, para salvar-nos da colonização.

Após ter queimado a língua em sopa quente, você sopra até sushi frio.
É dessa forma que o governo se japonês agora se comporta para com os EUA e outras nações. Somos tão cuidadosos e deixamos os outros devorar tanto; mas mesmo assim eles sempre querem algo mais do Japão.

Sem um grande choque, os dormentes e ignorantes japoneses nunca irão acordar.
A situação hoje é similar àquela que de 1853, quando os navios negros do Comodoro Perry chegaram. A menos que os mísseis Nodong e Taepodong voem sobre nossas cabeças, não faremos nada para nos defender.

Pais devem criar crianças mais independentes.
Quando eu vivia no Brasil na década de 1980, eu li que um japonês de 19 anos matou seu pais após ser reprovado no vestibular. Eu fiquei pasmo. Por que ele tinha matado os pais ao invés de sair de casa? Eu acho que ele não tinha confiança o suficiente. Eu acho que esse é um sinal de que os japoneses estão ficando muito fracos. Eu resolvi voltar para o Japão e estabelecer uma escola para dar mais poder às crianças.

Homens nunca devem desistir.
Eu nunca desisti. Odiaria perder.

Homens nunca devem competir com mulheres.
Se competirem, os homens sempre perderão. É porque as mulheres têm muito mais perseverança. Minha mãe me disse isso, e ela estava certa.

Nunca reclame.
Quando eu reclamei, minha mãe disse que se eu não gostava da minha vida, que desistisse e morresse. Ele me lembrou que quando eu estava em seu ventre, eu disse a ela que queria nascer, e então ela me deu a luz, me amamentou e trocou minhas fraldas. Ela disse que eu tinha que ser corajoso.

Pais devem se lembrar que eles devem morrer antes dos filhos.
Ninguém irá ajudá-los depois disso, então o maior presente que os pais podem dar aos filhos é a independência.

A vida não é justa e as pessoas não são iguais.
Algumas pessoas comem melhor do que outras. Em nossa escola, as crianças participam de jogos de sobrevivência. Por exemplo, eles devem preparar seu próprio jantar com os ingredientes que encontrarem. Trocas são permitidas, mas mesmo assim algumas crianças fazem um banquete em comparação com outras.

Fonte: The Japan Times, 16 de janeiro de 2007.

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>>O papel da ofensiva soviética na derrota do Japão
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>>Últimos veteranos japoneses falam sobre Nanking
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terça-feira, 24 de agosto de 2010

O túnel subaquático secreto de Stalin


O túnel subaquático secreto de Stalin


Para os líderes soviéticos Josef Stalin e Nikita Khrushchev, era um dos dois túneis subaquáticos ultra-secretos sendo construídos para conectar as duas margens do rio Dnieper, e uma carta na mangar para ajuda na vitória Aliada na Segunda Guerra Mundial.

Se os alemães bombardeassem todas as pontes do rio, este túnel em Kiev seria o responsável por transportar tropas e suprimentos.

Para os mais de 12 mil trabalhadores que o construíram sob rígida vigilância, era apenas parte do “Objetivo Nº 1”, já que meramente usar a palavra “túnel” numa conversa era o suficiente para pegar 10 anos num campo de trabalhos forçados.

Agora, ocupa um espaço na margem, flanqueado por dois novíssimos prédios de apartamentos, casas e um campo de golfe. Você pode encontrá-lo afastando-se do campo de golfe e indo em direção à Ponte Moscou. O monolítico remanescente soviético parece taciturno e deslocado, coberto de vegetação e pichações.

Em 1936, Khrushchev era o chefe do projeto. Os túneis deveriam se estender por 6,5 quilômetros sob a água, serem completados em nove anos e descer até 32 metros, de acordo com o historiador Arseniy Fineberg.

Na época, Khrushchev chefiava o vasto projeto de construção do metrô de Moscou. Ele também foi o primeiro secretário do comitê central do Partido Comunista.

O túnel norte deveria ligar a então desabitada área pantanosa de Obolon com o subúrbio de Troyeshchyna na margem esquerda. O túnel sul deveria ligar a ilha de Zhukiv a Osokorky, ainda quase desabitada e ainda separada de Kiev.

Conectada a ferrovias removíveis, o túnel deveria permitir a movimentação de tanques, soldados e suprimentos sob a água, em caso das pontes da cidade serem explodidas durante a guerra. Mas em 1941, quando a Alemanha e seus aliados invadiram a União Soviética, a construção ainda estava somente 10% completada. Isso correspondia um poço de cimentação de 15 metros de diâmetro cercado por muro de tijolos de 0,5 x 10 metros.

Ainda hoje os historiadores não estão sobre quem deu a ideia dos túneis. Khrushchev visitou o local. Empregados de Kiev trabalharam lá, enquanto a gerência vinha principalmente do metrô de Moscou.

Mesmo com o início da guerra, ninguém envolvido na construção foi enviado ao front, para preservar o segredo da obra. Os envolvidos foram parar na reserva do Exército.

O chefe da construção era o engenheiro Mikhail Terpyrovyev. O engenheiro-chefe era Konstantin Kuznetsov, que futuramente chefiaria o projeto do metrô de São Petersburgo.

Hoje o túnel em Obolon é utilizado como playground por crianças que gostam de nadar nas águas do rio. As garrafas quebradas de cerveja em seu interior são retratos de seu abandono. É também uma parada frequente de excursões sobre os pontos secretos de Kiev.

Fonte: Kyiv Post, 19 de agosto de 2010.

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segunda-feira, 23 de agosto de 2010

RAF marca 70º aniversário do discurso de Churchill


RAF marca 70º aniversário do discurso de Churchill


Aeronaves da Segunda Guerra Mundial rugiram sobre os tetos de Londres mais uma vez enquanto multidões se juntavam para lembrar os 70 anos do discurso que marcou a Batalha da Inglaterra.

Ex-pilotos de caça e parentes de heróis de guerra se juntaram para as comemorações, enquanto o discurso do “tanto devido a tão poucos” de Winston Churchill arrancou lágrimas na audiência.

O ator Robert Hardy começou a ler o discurso às 15:52 de 20 de agosto de 2010, exatamente 70 anos após o Primeiro-Ministro lê-lo perante o Parlamento.

Entre os que se juntaram para a cerimônia nos Salões de Guerra de Churchill estava Dame Vera Lynn e a filha de Churchill, Lady Soames.

Falando depois do discurso, Dame Vera, 93 anos, cantora de We’ll Meet Again e musa dos pilotos da RAF durante a batalha, disse: “Ouvir isso trouxe tudo de volta. Nunca devemos tanto a tão poucos – e é maravilhoso que alguns daqueles bravos homens estejam aqui hoje.”

Lady Soames, de 88 anos, disse: “É muito emocionante por que 70 anos atrás eu estava na Casa dos Comuns escutando meu pai fazer esse discurso. Para mim é particularmente significativo, mas acho maravilhoso olhar ao redor dessa multidão e ver que o discurso ainda os emociona.”

Os expectadores, acenando com bandeiras nacionais, saudaram quando mais antigo Spitfire e um Hurricane emergiram dentre as árvores e voaram baixo sobre os prédios governamentais de Londres.

Para os veteranos isso trouxe memórias “vívidas” da Batalha da Inglaterra, que começou em 10 de julho e terminou em 31 de outubro de 1940.

Mais de 2.900 aviadores britânicos, do Império e Aliados tomaram parte nos combates e com sucesso afugentaram a Luftwaffe.

O triunfo ajudou a impedir os planos de Hitler de invadir a Inglaterra e plantou as fundações da vitória Aliada cinco anos depois.

O sacrifício dos aviadores foi celebrado por Churchill em seu discurso aos parlamentares: “Nunca no campo do conflito humano tantos deveram tanto a tão poucos.”

Phil Reed, diretor dos Salões de Guerra de Churchill, disse: “Neste discurso Churchill sumarizou sua habilidade de capturar da maneira melhor maneira o espírito da nação lutando por sua existência, enquanto a Grã-Bretanha mantinha-se firme contra a máquina de guerra nazista.”

Agora como parte do imaginário da batalha, o discurso é considerado um momento decisivo do conflito e um dos mais emotivos e motivadores pronunciamentos de Churchill.”

Entre aqueles que assistiram o sobrevoo estava o Wing Commander Bob Foster, de 90 anos.

O Sr. Foster, que se tornou um dos primeiros oficiais da RAF a adentrar Paris junto com as forças francesas de liberação, disse: “O barulho traz velhas lembranças de volta. Um deles é um Hurricane, que eu voei. É tremendamente emocionante.”

Fonte: The Telegraph, 20 de agosto de 2010.


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sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Nota de Falecimento: Bill Millin


Bill Millin
(14/07/1922 - 17/08/2010)

Faleceu no último dia 17 de agosto em Dawlish, Inglaterra, de causas naturais aos 88 anos de idade, o gaitista escocês que tocou durante do desembarque na Normandia, Soldado William "Bill" Millin.

Nascido em Glasgow, na Escócia, Bill era filho de um policial. Sua família emigrou para o Canadá quando ele era pequeno, e somente na adolescência ele voltou à Escócia. Já em serviço no Exército, devido à sua grande habilidade com a gaita de fole escocesa, ele foi escolhido pelo Brigadeiro Simon Fraser - o 15º Lorde Lovat - como seu gaitista pessoal. Embora o uso de gaitistas em batalha fosse uma antiga tradição militar escocesa, o Ministério da Guerra havia proibido o toque de gaitas em combate. Contudo, Lovat, um aristocrata escocês, resolveu desconsiderar as ordens superiores e pediu a Millin que tocasse durante o desembarque, para elevar o moral de sua unidade, a 1ª Brigada de Serviços Especiais. Millin, então com 21 anos, considerou o pedido uma honra.

Na manhã de 6 de junho de 1944, Lovat e Millin estavam no primeiro veículo de desembarque a chegar na praia Sword, na extrema esquerda da invasão. Enquanto os comandos desembarcavam, Millin tocou "The Road to the Isles" e saltou na água com seu saiote kilt, abrindo caminho para a praia em meio ao pesado fogo inimigo. Seguido de perto por Lovat, ele somente parou de tocar quando a unidade ficou sob fogo de um sniper nos arbustos perto da praia. Após a ameaça ser eliminada, ele mais uma vez recomeçou a tocar, seguindo pela estrada à frente dos comandos ingleses, finalmente chegando ao objetivo da unidade: fazer a ligação com os paraquedistas que haviam tomado a Ponte Pegasus. Com galhardia, Millin atravessou a ponte, escutando o estalar das balas inimigas contra a estrutura metálica, e tocou até a unidade chegar aos arredores da vila de Ranville, que deveriam tomar. Nos combates que se seguiram, sua gaita foi mortalmente danificada por estilhaços, e ele não pôde mais tocar. Soldados alemães capturados na praia foram questionados sobre o porquê de não terem atirado em Millin: "Pensamos que ele era louco". O próprio Bill Millin falou sobre suas ações anos depois: "Eu não percebi que estavam atirando em mim. Quando você é jovem, faz coisas que nunca sonharia em fazer ao ficar mais velho".

Após a guerra, Millin trabalhou na propriedade rural de Lorde Lovat em Inverness, e mais tarde tornou-se gaitista numa companhia volante de teatro. Ainda trabalhou como enfermeiro num hospital psiquiátrico antes de aposentar-se em Devon. Em 1962, sua curiosa participação nos combates na Normandia foi imortalizada no filme "O Mais Longo dos Dias", onde foi interpretado pelo gaitista pessoal da Rainha Mãe, Major Leslie de Laspee.

Em 2007, os franceses levantaram 120 mil dólares para erigir uma estátua em homenagem ao Gaitista Millin em Colleville-Montgomery, no litoral da Normandia. Tendo viajado diversas vezes à França e aos EUA para falar sobre sua experiência, Millin tocou no funeral de Lorde Lovat em 1995. Bill Millin era viúvo e deixa um filho.

Millin tocando para os comandos ingleses após chegarem à Ponte Pegasus.

Bill Millin em sua casa em 2004.


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>>Nota de Falecimento: Maurice Chauvet
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>>Davi e Golias na Batalha da Normandia
>>Nota de Falecimento: Ernst Barkmann
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quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Últimos momentos de piloto da RAF revelados em carta


Últimos momentos de piloto da RAF revelados em carta


Eles foram arquiinimigos, lutando entre si pela própria sobrevivência. Mas cinco anos após o piloto de bombardeio William Ross ser derrubado e morto na Segunda Guerra Mundial, foi um soldado alemão quem mostrou compaixão pela noiva que ele deixou para trás.

Gernot Knop tinha testemunhado a morte do Sargento de 28 anos, por fogo antiaéreo, enquanto ele atacava um petroleiro inimigo.

E escrevendo em inglês para Dorothy Bird, ele contou-lhe sobre a heróica última missão de Ross e devolveu-a uns poucos pertences que ele levava consigo ao morrer em um porto líbio em 1941.

Mostrando o respeito que tropas inimigas têm entre si, ele contou na carta como os ingleses foram enterrados com “honras militares” e foram saudados por sua bravura pelo Generalfeldmarschall Erwin Rommel, líder das forças alemãs na campanha do Norte da África.

A carta começa assim: “Com o fim desta guerra, sinto-me obrigado a enviá-la estas coisas, que encontrei junto ao Sgt. W. A. Ross...

A carta de Knop foi enviada de Hamburgo em 3 de junho de 1946. E embora Bird já tivesse sido oficialmente notificada da morte de Ross, parentes disseram que foi um conforto para ela saber tudo o que podia sobre a morte de seu “querido Bill”.

Knop, um engenheiro, descreveu os momentos finais do piloto: “Ele voou sobre as rochas e foi em direção ao navio, mas as bombas caíram na água; então ele veio a 10 metros de altura sobre nós, tentando escapar”.

Eu vi quando um de seus motores foi atingido e parou. O piloto apontou o avião para nossa bateria antiaérea, mostrando-a para seu artilheiro. Naquele momento o destino do Bristol Blenheim foi selado”.

Uma série de projéteis impactou-se contra o bombardeiro, o piloto foi morto e o avião esmagou-se contra uma casa, onde diversos de nossos soldados também foram mortos”.

Ele enviou uma foto marcada com um X mostrando onde o avião caíra no porto de Bardia. “Colocamos o Sgt. Ross e seus camaradas em caixões e os enterramos com honras militares”.

Ross, um contador, havia jogado rúgbi pela Escócia antes da guerra. Os objetos enviador para Bird incluíam uma fotografia dele no time escocês durante uma partida contra a Inglaterra em 1937, notas de banco e selos.

Tudo irá a leilão, e espera-se que o lote seja vendido a 150 dólares.

A Srta. Bird casou-se mais tarde com Alan Cooper, um advogado que tinha sido um artilheiro antiaéreo. Eles tiveram dois filhos. Bird faleceu em 2001, aos 86 anos de idade.

Sua filha, Sheena Cooper, disse: “Mamãe e Bill cresceram juntos. Ela ficou inconsolável ao perdê-lo. Ela tinha muito carinho pela carta do alemão”.


Fonte: Daily Mail, 18 de agosto de 2010.

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quarta-feira, 18 de agosto de 2010

O marajá que fez um pacto com Hitler


O marajá que fez um pacto com Hitler

Enquanto a maioria dos indianos sabe que Subhash Chandra Bose encontrou-se com Adolf Hitler em 1941 pela liberdade da Índia, ele aparentemente não foi o primeiro. De acordo com um novo livro, o líder do estado de Baroda, Sayajirao Gaekwad, encontrou-se com o ditador alemão durante as Olimpíadas de 1936 em Berlim – pela mesma razão.

Gaekwad até mesmo assinou um pacto secreto com Hitler para conseguir seu apoio à causa da liberdade da Índia. Ficou conhecido como Pacto Baroda-Berlim. O assistente pessoal de Gaekwad, Vishnu Nene, foi enviado previamente à Alemanha para arranjar o encontro. “Gaekwad acreditava que um inimigo de seu inimigo era seu amigo. Então, decidiu aliar-se a Hitler”, disse o Dr. Damodar Nene, filho de Vishnu Nene, e que escreveu uma nova e reveladora biografia de Gaekwad, dando detalhes do pacto.

Para garantir que os ingleses não suspeitassem de nada, Gaekwad pediu permissão para assistir às Olimpíadas em Berlim. “Seu camarote ficava bem abaixo do de Hitler durante a cerimônia de abertura”, disse Nene.

Acredita-se que Gaekwad tenha prometido a Hitler o apoio de todos os príncipes hindus em caso de guerra na Europa. “Foi concordado que os príncipes hindus iriam apoiar Hitler na Segunda Guerra Mundial e Hitler iria apoiar a Índia em sua luta pela liberdade. O pacto foi mantido em segredo, já que os ingleses o considerariam um ato de traição”, acrescentou.

Gaekwad assinou o pacto como chanceler da Câmara dos Príncipes e estava confiante que todos os membros o apoiariam”, disse Nene. A câmara foi estabelecida em 1920 por decreto real para criar um fórum de líderes dos principados para que seus apelos fossem levados ao governo britânico. O órgão somente foi dissolvido em 1947.

O príncipe de Maratha até mesmo patrocinou um grupo de atletas de Amravati para participar das Olimpíadas. “Ele pediu aos atletas para carregarem uma bandeira nacional durante a cerimônia de abertura, já que representavam Baroda”, disse Nene. O pacto foi esquecido após a morte de Gaekwad em 1939, enquanto o mundo estava à beira da guerra.

Fonte: The Times of India, 15 de agosto de 2010.

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terça-feira, 17 de agosto de 2010

Nota de Falecimento: Jürgen Oesten


Jürgen Oesten
(24/10/1913 - 05/08/2010)

Faleceu no último dia 5 de agosto em Hamburgo, Alemanha, de causas naturais aos 96 anos de idade, o ganhador da Cruz do Cavaleiro e último comandante de U-Boot ainda vivo a ter afundando um navio brasileiro, Korvettenkapitän Jürgen Oesten.

Nascido em Grunewald, Berlim, Oesten iniciou sua carreira naval em abril de 1933, passando pelo treinamento básico e sendo designado para grandes navios de superfície, como o KMS Graf Spee e o KMS Karlsruhe. Em maio de 1937 ele foi transferido para a arma submarina, e em outubro tornou-se oficial de observação no U-20. Em 12 de agosto de 1939, Oesten foi comissionado comandante do novo U-61. Partindo em sua primeira patrulha no fim de outubro, ele afundaria seis navios, totalizando 20.754 toneladas, até julho de 1940, quando completou sua nona patrulha. Um mês depois, ele recebeu o comando do novo submarino oceânico Tipo IXB U-106.

Já em sua primeira patrulha com o novo barco, Oesten afundou dois navios e, após uma extremamente bem-sucedida segunda patrulha em costas africanas - na qual nada menos que 8 navios sucumbiram aos seus torpedos - ele foi condecorado com a Cruz do Cavaleiro da Cruz de Ferro. Durante essa patrulha, em 20 de março de 1941, Oesten perseguia o comboio SL-68, e num ataque ao anoitecer, disparou dois torpedos contra um mercante. Ele registrou o horário dos impactos e saiu da área, inconsciente de que seu segundo torpedo havia de fato atingido e danificado seriamente o couraçado inglês HMS Malaya, que ficou quatro meses em reparos. Em outubro, Oesten deixou o U-106 quando foi nomeado comandante da 9ª Flotilha de Submarinos, em Brest, na França. Já em março de 1942, ele passou a trabalhar no estado-maior do Führer der U-Boote Nordmeer (Chefia de Submarinos do Mar do Norte), dirigindo as operações no Ártico, mas em setembro de 1943 voltou à ação, recebendo o comando do U-861 (Tipo IX D2).

Partindo de Kiel em 20 de abril de 1944, o U-861 se tornaria parte do "Monsun Gruppe", um grupo de submarinos da Kriegsmarine que operou no Oceano Índico. Contudo, Oesten antes passou algum tempo patrulhando águas brasileiras, e às 04:54 da manhã de 20 de julho de 1944 pôs a pique o transportador Vital de Oliveira, que levava tropas e suprimentos de Vitória para o Rio de Janeiro. O navio afundou em apenas 6 minutos, levando consigo 100 dos 275 a bordo, sendo também o último navio brasileiro afundado pelo inimigo. Oesten ainda afundaria mais três navios em sua rota para Penang, nas Índias Orientais Holandesas, onde chegou em 23 de setembro de 1944. Com uma carga de matérias-primas raras, o U-861 partiu de Soerabaja, na Indonésia, em 15 de janeiro de 1945. Habilmente conduzindo seu submarino por águas infestadas de navios e aeronaves Aliadas - e ainda tendo colidido com um iceberg ao largo da Groenlândia - Oesten conseguiu chegar com segurança a Trondheim, na Noruega, em 14 de abril de 1945, com somente mais cinco barris de combustível nos tanques.

Tendo afundado 19 navios, totalizando 101.744 toneladas de arqueação, Oesten figura como o 29º mais bem-sucedido comandante de U-Boots da história. Uma pessoa muito simpática e gentil, ele participou de diversos eventos e encontros de submarinistas, na Europa e Estados Unidos, e em 2005, aos 92 anos de idade, foi consultor do jogo "Silent Hunter III". Segundo sua família, Jürgen Oesten faleceu pacificamente em casa, tendo sido ativo até seus últimos dias.

A tripulação do U-861.

O navio brasileiro Vital de Oliveira, torpedeado e afundando por Oesten.

NOTA: Em 2008, correspondi-me com Jürgen Oesten, que mostrou maestria no domínio da língua inglesa, e foi extremamente cavalheiro. Guardo uma foto autografada por ele em minha coleção:


Descanse em paz comandante!

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>>Nota de Falecimento: Friedrich Kemnade
>>Nota de Falecimento: Heinz Stahlschmidt
>>Günther Prien
>>Livro: Massacre no Atlântico
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segunda-feira, 16 de agosto de 2010

O papel da ofensiva soviética na derrota do Japão


O papel da ofensiva soviética na derrota do Japão


Enquanto os Estados Unidos despejavam suas bombas atômicas em Hiroshima e Nagasaki em agosto de 1945, 1,6 milhão de tropas soviéticas lançavam um ataque-surpresa contra o Exército Japonês que ocupava o leste da Ásia. Dentro de poucos dias, a força de 1 milhão de homens de Hiroito entrava em colapso.

Foi uma virada espetacular no campo de batalha do Pacífico durante a Segunda Guerra Mundial, e mesmo assim um dos momentos mais eclipsados nos livros de história pelo lançamento das bombas atômicas na mesma semana, 65 anos atrás. Contudo, recentemente alguns historiadores argumentaram que a ação soviética foi tão eficiente – ou possivelmente mais eficiente – que os ataques nucleares para terminar a guerra.

Um novo trabalho de um professor da Universidade da Califórnia reforça esta visão, argumentando que o medo de uma invasão soviética persuadiu os japoneses a optar pela rendição aos americanos, que eles acreditavam que os tratariam mais generosamente do que os soviéticos.

As forças japonesas no nordeste da Ásia entraram em confronto com os soviéticos inicialmente em 1939, quando o Exército Imperial tentou invadir a Mongólia. Sua esmagadora derrota na
Batalha de Khalkhin-Gol induziu o Japão a assinar um pacto de neutralidade que manteve a URSS fora da guerra no Pacífico.

Tóquio virou sua atenção para confrontar as forças americanas, britânicas e holandesas, levando ao
ataque a Pearl Harbor em 7 de dezembro de 1941.

Mas seguindo-se à rendição alemã em 8 de maio de 1945, e tendo sofrido uma série de derrotas nas Filipinas,
Iwo Jima e Okinawa, o Japão recorreu a Moscou para mediar um fim para a guerra.

No entanto, o líder soviético
Josef Stalin já tinha secretamente prometido a Washington e Londres que atacaria o Japão três meses depois que a Alemanha fosse derrotada. Ele então ignorou os pedidos de Tóquio, e mobilizou mais de 1 milhão de soldados ao longo da fronteira com a Manchúria.

A ofensiva vermelha foi lançada em 9 de agosto de 1945, enquanto Nagasaki era bombardeada, e tirou as vidas de 84.000 japoneses e 12.000 soviéticos em duas semanas de combate. Os soviéticos avançaram até ficar a apenas 50 quilômetros da ilha norte do Japão, Hokkaido.

A entrada soviética na guerra teve um papel maior que os bombardeios atômicos em induzir os japoneses a render-se, porque eliminou qualquer esperança que o Japão tinha de terminar a guerra pela mediação moscovita”, disse Tsuyoshi Hasegawa, cujo recente livro “Racing the Enemy” examina a conclusão da Guerra do Pacífico e é baseado em documentos soviéticos recém-divulgados, bem como nos arquivos americanos e japoneses.

O Imperador e o partido da paz (dentro do governo) se apressaram em terminar a guerra esperando que os americanos os tratassem melhor do que os soviéticos”, disse Hasegawa.

Apesar do número de mortos os ataques atômicos – 140.000 em Hiroshima e 80.000 em Nagasaki, o Alto-Comando acreditava que podia se manter contra uma invasão americana se mantivesse o controle da Manchúria e Coreia, de onde vinham suas matérias-primas, disseram Hasegawa e Terry Charman, historiador do Imperial War Museum em Londres.

O ataque soviético mudou tudo”, disse Charman. “A liderança em Tóquio percebeu que não tinha esperanças, e nesse sentido o ataque vermelho teve um efeito maior na decisão japonesa de render-se do que as bombas”.

Nos EUA, as bombas ainda são vistas como um último recurso usado contra um inimigo que aparentava estar determinado a lutar até a morte. O
Presidente Harry Truman e seus líderes militares acreditavam que a invasão do Japão custaria centenas de milhares de vidas americanas.

O historiador americano Richard Frank argumenta que por mais terrível que tenham sido os ataques nucleares, eles salvaram a vida de centenas de milhares de soldados americanos e milhões de soldados e civis japoneses, que teriam perecido se o conflito se estendesse até 1946.

Nas famosas palavras do Secretário da Guerra Henry Stimson, as bombas eram ‘a escolha menos horrenda’ de uma lista de opções enfrentadas pelos líderes americanos”, disse Frank. “Alternativas à bomba atômica não davam garantia de término rápido da guerra e tinham um preço altíssimo em mortes e sofrimento humano”.

Frank, que está escrevendo uma história em três volumes sobre a Guerra do Pacífico, disse que continua a discordar de Hasegawa sobre a importância relativa da intervenção soviética e das bombas atômicas para a rendição japonesa.

Mas ele disse que concorda que a responsabilidade definitiva pelo que aconteceu está com o governo japonês e o Imperador, que em junho de 1945 decidiram convocar quase toda a população, homens e a maioria das mulheres, para lutar até a morte.

Já que nenhuma providência foi tomada para uniformizar essas pessoas, as tropas Aliadas de invasão não seriam capazes de distinguir combatentes de não-combatentes, o que efetivamente tornaria todos os vilarejos japoneses em alvos militares”, disse.

O impacto do avanço-relâmpago soviético apareceu nas palavras do então Primeiro-Ministro japonês, Kantaro Suzuki, ao sugerir a rendição ao gabinete.

Ele é citado no livro de Hasegawa: “Se perdermos a chance de hoje, a União Soviética não tomará somente a Manchúria, Coreia e Sakalina, mas também Hokkaido. Devemos encerrar a guerra enquanto ainda podemos negociar com os Estados Unidos”.

O Dia VJ – Vitória sobre o Japão – veio em 15 de agosto de 1945, e a
rendição formal foi assinada em 2 de setembro.

Dominic Lieven, professor de políticas russas na Escola de Economia de Londres, disse que o sentimento anti-soviético no ocidente tendeu a minimizar os feitos militares soviéticos.

Também, “pouquíssimos anglo-americanos viram a ofensiva soviética no oriente com seus próprios olhos, e os arquivos soviéticos não foram abertos aos historiadores ocidentais subsequentemente”, disse.

Mais surpreendente é que mesmo na Rússia a campanha é pouco conhecida. Embora a escala da vitória soviética não tivesse precedentes, 12.000 mortos contra o Japão dificilmente se comparam à luta de vida e morte contra a Alemanha Nazista, que ceifou 27 milhões de vidas soviéticas.

A importância da operação foi imensa”, disse o General Makhmut Gareyev, presidente da Academia Russa de Ciências Militares, que tomou parte na campanha de 1945. “Ao entrar na guerra contra o Japão militarista... a União Soviética precipitou o fim da Segunda Guerra Mundial”.

Fonte: The Washington Post, 15 de agosto de 2010.

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sexta-feira, 13 de agosto de 2010

A história dos colonos holandeses no leste


A história dos colonos holandeses no leste


Uma nova pesquisa mostra como um grupo de fazendeiros holandeses deixou a Holanda rumo à Ucrânia e Lituânia durante a Segunda Guerra Mundial, e foram chamados pelos alemães de “judeus brancos”.

Eles chegaram aos milhares da Holanda para a Europa Oriental para ajudar os alemães a colonizar a terra durante a Segunda Guerra Mundial. Mas de acordo com a primeira grande pesquisa do movimento de colonização holandês, seus amigos alemães os desdenhavam, chamando-os de “judeus brancos”.

Aproximadamente 5.000 fazendeiros viajaram da Holanda para a Ucrânia e Lituânia de 1942 a 1945. Sua singular e pouco conhecida história permanecia escondida até de grandes estudiosos até o mês passado, quando foi apresentado à dezenas de pesquisadores no Museu do Holocausto no Yad Vashem, em Jerusalém.

A Dra. Geraldine von Frijtag Drabbe Kunzel da Universidade de Utrecht, na Holanda, está entre o punhado de pessoas que conhece a singular história desses fazendeiros holandeses. Ela definiu os colonos como “holandeses comuns”, famílias de fazendeiros que no geral falharam em adaptar-se à Ucrânia, apesar do fervor ideológico que os levou para lá.

A conferência reuniu estudiosos de 13 países, que discutiram assuntos pouco debatidos como a questão colaboracionista na Grécia e a visão dos partisans iugoslavos para com os paraquedistas judeus que desceram lá entre 1943 e 1945.

Os colonos holandeses eram voluntários enviados pelo NOC, um órgão estatal montado pelo partido NSB, que tomou o poder após a invasão alemã e a ocupação da Holanda em 1940.

Os alemães consideravam os holandeses e outros povos nórdicos como arianos puros, colocando-os no mesmo patamar na hierarquia racial. Embora outros países europeus tivessem atuantes partidos nazistas, a Holanda foi o único país – além da Alemanha – a encorajar seus cidadãos a iniciar a colonização dos territórios conquistados no leste.

A pesquisa mostra que os líderes da colonização visitaram Minsk em 1942, onde Wilhelm Kube, notório Gebietskommissar (Comissário Distrital) da Bielorrússia, colocou-lhes a par da necessidade de trabalhadores holandeses para substituir os judeus locais.


Recepção amigável

Um dos visitantes holandeses, H. C. Van Maasdijk, escreveu na época que Kube fez um amigável discurso de boas-vindas, no qual mencionou a “singular tarefa civilizadora” no leste, que dependia dos esforços de todos os povos germânicos.

Mas a retórica provou-se somente isso. Os fazendeiros holandeses viram que seus colegas alemães eram ariscos e desconfiados. As autoridades alemãs, por sua vez, reclamavam que os holandeses estavam muito ocupados confraternizando com os eslavos, que eram considerados subumanos.

Particularmente irritantes eram os relatos de fazendeiros holandeses desfrutando da companhia de mulheres de Vilnius. Alguns desses homens até mesmo casaram-se com mulheres locais, em direta violação de suas instruções, e as trouxeram suas novas esposas de volta à Holanda quando ficou claro que o império nazista ruiria.

Na Ucrânia, o desprezo dos alemães era provocado em particular pelas atividades holandesas no mercado negro. Alguns fazendeiros vendiam tudo que tinham, incluindo seus uniformes do NSB e sapatos. “Roubo, fraude e preços exorbitantes” estavam entre as palavras usadas para caracterizar os holandeses em Rowno. Notórios por suas habilidades comerciais, os holandeses foram apelidados de “judeus brancos” pelos alemães.

Cerca de 75% dos colonos holandeses foram para a Europa Oriental por ideologia, e permaneceram por razões econômicas, de acordo com von Frijtag. Dos 150 colonos cuja história ela estudou, 111 foram investigados pelos tribunais de pós-guerra na Holanda.

Baseado neste achado, ela argumenta que muitos dos colonos enfrentaram a justiça em seu país devido às suas ações, que incluíram o uso de trabalho escravo (na maioria prisioneiros de guerra russos), confisco de propriedade e assassinato.

Fonte: Haaretz, 12 de agosto de 2010.

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quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Nota de Falecimento: Vernon Micheel


Vernon Micheel
(20/08/1917 - 29/07/2010)

Faleceu no último dia 29 de julho em Atlantic Beach, North Carolina, de causas naturais aos 92 anos de idade, o veterano da Batalha de Midway, Capitão Vernon L. "Mike" Micheel.

Nascido em Davenport, Iowa, Micheel formou-se em ciências na Universidade do Iowa em 1939, entrando para a Marinha em dezembro de 1940 como cadete da aviação naval. Após completar o treinamento na Escola de Aviação Naval de Pensacola, Flórida, ele foi designado para o Esquadrão de Reconhecimento Nº 6 a bordo do porta-aviões USS Enterprise em abril de 1942. Após o sucesso do plano do Almirante Nimitz para descobrir o próximo alvo da Frota Combinada japonesa, os americanos se prepararam para um confronto decisivo na ilha de Midway.

Na manhã de 4 de junho de 1942, os porta-aviões da esquadra do Almirante Nagumo iniciaram um pesado ataque às defesas terrestres de Midway, preparando o terreno para sua pretendida invasão anfíbia. Durante todo o dia, os japoneses foram extremamente bem-sucedidos em impedir os ataques aéreos americanos contra seus navios-aeródromo, porém, eles próprios não haviam detectado três porta-aviões americanos na área, entre eles o Enterprise. Micheel decolou em seu Douglas SBD Dauntless e juntou-se à formação que encontrou o porta-aviões Akagi em meio ao reabastecimento de suas aeronaves. Ele iniciou o mergulho e acertou em cheio o convés do navio japonês, que explodiu instantaneamente. Ao retornar ao Enterprise, Micheel recebeu o aviso de que o último porta-aviões inimigo, o Hiryu, acabara de ser avistado. Ele voluntariou-se para subir novamente, apesar do cansaço, e mais uma vez, com precisão, colocou suas bombas no convés de voo do inimigo. O Hiryu ainda permaneceu flutuando por 24 horas, afundando no dia seguinte. Por suas ações, Micheel foi condecorado com a Navy Cross, a mais alta condecoração da Marinha Americana.

Após Midway, Micheel ficou baseado nas Ilhas Salomão e em Guadalcanal até novembro de 1942. Em seguida, passou dois anos nos EUA treinando novos esquadrões de bombardeio de mergulho, antes de retornar ao Pacífico e participar de ações em Truk, Marianas e Filipinas, pelas quais ganhou a Distinguished Flying Cross. Ele ainda combateu na Coreia e Vietnã, terminando sua carreira como comandante da Estação Aeronaval de Mayport em Jacksonville, Flórida, de onde se aposentou como Capitão em 1972. Viúvo desde outubro de 2009, Vernon Micheel deixa dois filhos e cinco netos.

O ataque dos Dauntless ao Akagi em Midway, numa pintura de Robert Taylor.

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quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Homenagem a Truman nos 65 anos de Hiroshima


Homenagem a Truman nos 65 anos de Hiroshima


Veteranos realizaram uma cerimônia de homenagem ao Presidente Harry Truman no aniversário de 65 anos do lançamento da bomba atômica sobre Hiroshima, no Japão.

No 65º aniversário do primeiro ataque nuclear da história, veteranos norte-americanos da Segunda Guerra Mundial e da Guerra da Coreia fizeram uma cerimônia em homenagem ao Presidente Harry Truman, que tomou a decisão de autorizar o uso de bombas atômicas, uma arma recém-inventada, contra o Império do Japão.

A esperança de Truman era de que o uso de tão terrível arma pudesse finalmente convencer o Alto-Comando japonês a pedir o cessar-fogo. Já sob pesado bombardeio e bloqueio naval há quase um ano, o Japão resistia teimosamente em aceitar a derrota, levando a uma custosa campanha que clamou muitas vidas, de ambos os lados.

Acredita-se que o não-uso da bomba atômica levaria a uma resistência ainda mais prolongada por parte dos militares japoneses, acarretando uma invasão do Japão que ceifaria milhões de vidas.

Presentes para prestar sua homenagem e colocar uma coroa de flores no túmulo do Presidente, no Museu Truman em Independence, Missouri, estavam Vern Scott e Dominick Orsati, veteranos da Coreia; Lyn Crowley, veterano piloto de LSTs da US Navy, que participou do ataque a Iwo Jima; e Ben Nicks, comandante de B-29s e amigo da Sala de Guerra, que gentilmente me cedeu as fotos do evento.






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terça-feira, 10 de agosto de 2010

O polêmico roubo de tanques na Bulgária


O polêmico roubo de tanques na Bulgária


Presos em flagrante em dezembro de 2007, três homens tentavam tirar da Bulgária um antigo Panzer IV, para vendê-lo no mercado negro, onde seu preço facilmente excede 100 mil euros. Dois deles eram alemães, que trabalham colecionadores cada vez mais famintos por relíquias históricas, e o último era Alexei Petrov, major do Exército Búlgaro.

Hoje, Petrov é réu num julgamento, sob a acusação de formação de quadrilha e podendo ser condenado a 15 anos de cadeia.

Naquela época, cerca de 80 tanques e canhões de assalto alemães ainda estavam semi-enterrados na fronteira búlgara com a Turquia, como parte da “Linha Krali Marko”, que visava proteger o país de uma invasão durante a Guerra Fria.

Dois meses antes do grupo ser pego, o lendário Tsaritsa – um canhão de assalto Sturmgeschütz III Ausf. G fabricado em 1943 – desapareceu da área próxima ao vilarejo de Fakia. Dizem que o veículo foi um presente pessoal de Hitler para a rainha-mãe Yoana, daí seu apelido. Acredita-se que foi carregado em um caminhão e levado para a Alemanha, onde foi vendido.

A história é curiosa não apenas por ser o primeiro roubo de um tanque do Exército Búlgaro, mas por ter causado o início de uma série de medidas para impedir a perda de um dos maiores tesouros militares nacionais, a chamada Coleção de Tanques do Ministério da Defesa.

Contudo, muitos argumentam que o trio não poderia ter agido sozinho, e que teriam que ter proteção de alguém dentro do Estado-Maior Búlgaro. Se não fosse pela prisão de Petrov, até hoje tanques poderiam estar desaparecendo do país.

Ninguém sabe exatamente como funcionava o esquema e quem participava. Logo após o escândalo, um general deixou o Estado-Maior. O Major Alexei Petrov nunca recebeu uma ordem escrita, mas foi 100% ordenado a ajudar os alemães. Ele estava cumprindo uma ordem verbal, que nunca poderá ser provada”, disse Kaloyan Matev, historiador búlgaro que pesquisa os tanques na fronteira.

Após a notícia da prisão, o Ministério da Defesa ordenou que todos os tanques fossem removidos da fronteira e levados para Yambol, onde jazem hoje em um pátio.

Os antigamente temidos panzers agora merecem pena – inteiramente cobertos de ferrugem e com muitas peças faltando, enquanto alguns têm buracos de onde partes foram cortadas para venda. Entre eles está um Panzer IV Ausf. F, apelidado de “cabriolet”, porque sua torre inteira foi roubada, certamente vendida como ferro-velho.

No mesmo pátio está o Panzer IV que seria roubado da Bulgária. O caso ainda está em andamento no tribunal militar de Sliven.

O curioso é que uma semana após sua prisão, os alemães foram liberados por fiança, mas tiveram seus passaportes confiscados e foram proibidos de deixar o país. Contudo, em abril de 2010 foram flagrados em sua cidade natal na Alemanha, dando entrevistas para a mídia local e explicando como cruzaram a fronteira com a Grécia a pé.

A opinião predominante é que devem receber sentenças simbólicas. Do contrário, poderiam ir a público e revelar nomes de oficiais-generais do Estado-Maior envolvidos no caso.

Fonte: The Sofia Echo, 6 de agosto de 2010.

Coberto de ferrugem, um Panzer IV Ausf. J, fabricado em 1944.

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segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Reencenação traz Alto-Comando alemão


Reencenação traz Alto-Comando alemão


Um dia ensolarado – apesar da chuva do começo da manhã – e temperaturas em torno de 30º C às 15:30, não eram exatamente as condições climáticas que foram vistas no começo da manhã de 6 de junho de 1944.

Mas para aqueles que participaram do Fim de Semana de Reencenação do Dia dos Veteranos da Segunda Guerra Mundial, no Veterans Memorial Park em St. Clair Shores, Michigan, foi bom o suficiente. Algumas dezenas de reencenadores americanos e canadenses se juntaram e simularam o desembarque, chegando “sob fogo” dos defensores alemães.

Além do “desembarque”, o dia incluiu uma pequena feira de militaria, shows com bandas e músicas da década de 1940 e até mesmo um discurso de uma reencenadora de Eleanor Roosevelt.

Contudo, as verdadeiras estrelas do show foram as dezenas de veículos históricos que foram trazidos – e que puderam ser vistos de perto. E enquanto o tempo do começo do dia apresentou uma garoa que ameaçava estragar a festa (o que muito se assemelhou às condições de 1944), o resultado final foi esplêndido!












Fonte: Armchair General, 4 de agosto de 2010.

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