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sexta-feira, 30 de abril de 2010

Promoção: Sala de Guerra & Utopia e Barbárie


Primeira promoção da Sala de Guerra!

Como parceira do documentário "Utopia e Barbárie" - em cartaz nos cinemas brasileiros - a Sala de Guerra ganhou um kit do filme para sortear entre seus leitores. O kit contém:

-2 convites para assistir o filme;
-1 camisa;
-1 pôster autografado;
-1 revista do filme.

Para concorrer, basta seguir a Sala de Guerra no Twitter: @saladeguerra e mandar um tweet direto dizendo "porque você quer assistir 'Utopia e Barbárie'". A melhor resposta enviada até domingo (02/05/10) ao meio-dia será premiada e o nome do ganhador será publicado no próximo post.

Boa sorte meus amigos!

Veja também:
>>Documentário: Utopia e Barbárie
>>Documentário: Il Nemico Sulle Ali
>>Documentário: Volando con Visconti
>>Documentário: Lo Spirito del Serchio
>>“Caro Tio Adolf”: documentário sobre cartas para Hitler
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quinta-feira, 29 de abril de 2010

Rússia libera documentos sobre Katyn


Rússia libera documentos sobre Katyn


Documentos secretos detalhando a decisão da liderança soviética de assassinar 22.000 oficiais poloneses em Katyn foram liberados por ordem do Presidente Medvedev.

Num ato sem precedentes, os Arquivos Estatais da Rússia publicaram documentos que mostram como o ditador soviético Josef Stalin aprovou o massacre proposto por seu chefe de polícia Lavrenti Beria, durante a Segunda Guerra Mundial. Outros membros proeminentes do Politburo Soviético também aprovaram a matança.

Um documento de quatro páginas enviado por Stalin para Beria, chefe do NKVD (predecessora da KGB), detalha sua proposta de “rapidamente examinar o uso dos meios mais altos – morte por fuzilamento”. A assinatura de Stalin e o carimbo vermelho “confidencial” são visíveis na primeira página.

A liberação do primeiro arquivo pareceu mais uma tentativa da Rússia de resolver amargas divisões com a Polônia sobre Katyn. Houve uma melhora repentina nas relações após a queda em Smolensk do avião que levava o Presidente Lech Kaczysnki e 95 outros líderes poloneses para celebrar o 70º aniversário da tragédia.

Mais de 100 volumes de documentação relacionada à investigação criminal do massacre de Katyn permanecem secretos, apesar dos pedidos poloneses por sua liberação. A maioria das informações do arquivo recentemente liberado já era de conhecimento público.

Mas a Rússia tomou ações no sentido de confrontar o passado desde a queda fatal da aeronave, como televisionar o filme de Andrzej Wajda sobre Katyn pela primeira vez no país. Medvedev também compareceu ao funeral de Kaczynski na Polônia, onde o Cardeal Stanislaw Dziwisz apelou diretamente para ele para tentar resolver a história difícil dos entre o dois países.

O chefe dos Arquivos, Andrei Artizov, disse que o documento liberado exclui definitivamente a alegação de que os prisioneiros poloneses foram mortos pelos nazistas. O Kremlin manteve por 50 anos essa versão, até que Mikhail Gorbachev assumiu a responsabilidade de Moscou em 1990.

O lado russo está demonstrando total abertura já que está contando a história do que realmente aconteceu com os poloneses em Katyn... Acesso foi dado a documentos-chave sobre a tragédia”, disse Artizov.

Ele disse que o documento foi guardado nos Arquivos Estatais e entregue a Boris Yeltsin por uma comissão especial em 1992. “Contém uma carta, escrita por Beria em março de 1940, recomendando que os prisioneiros fossem executados e seus restos escondidos. A carta contém o parecer de Stalin e de outros membros do Politburo. Entre eles estão Kliment Voroshilov, Vyacheslav Molotov e Anastas Mikoyan. Está contida também a Resolução de 5 de março de 1940, que dá aprovação a Beria para executar os oficiais poloneses”.

Outros documentos incluem uma nota de 1959 de Alexander Shepelin, então chefe da KGB, dizendo que os arquivos relacionados ao assassinato dos oficiais poloneses haviam sido queimados como parte do esforço de encobrir o crime. Artizov disse que todos os líderes soviéticos depois de Stalin leram os documentos e sabiam do ocorrido. Cópias foram entregues ao Presidente polonês Lech Walesa na década de 1990 e, apesar de terem sido liberados por Yeltsin, o acesso aos documentos continua restrito – pesquisadores têm que obter permissão especial para vê-los.

Artizov diz que Katyn também contém mais 10.000 corpos de “cidadãos soviéticos comuns”, mortos nos expurgos stalinistas dos anos 1930. “Usando os mesmos métodos, este crime foi levado à perfeição com os prisioneiros poloneses”.

Fonte: The Times, 28 de abril de 2010.

Veja também:
>>Sob a névoa da guerra
>>Polônia investigará morte de Wladyslaw Sikorski
>>Encontrada vala comum da Segunda Guerra na Polônia
>>Polônia condena invasão soviética como tirânica
>>Corte rejeita processo do neto de Stalin
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quarta-feira, 28 de abril de 2010

“Caro Tio Adolf”: documentário sobre cartas para Hitler


Caro Tio Adolf”: documentário sobre cartas para Hitler


As cartas de fãs para Hitler durante a Segunda Guerra Mundial são o tema de um novo documentário produzido na Alemanha.

Caro Tio Adolf” é o primeiro documentário que detalha as dezenas de milhares de cartas de fãs que Hitler recebeu quando estava no poder, e que foram confiscadas pelos soviéticos quando capturaram Berlim em 1945.

Por anos essas cartas de carinho, conselhos, presentes e dicas de saúde permaneceram esquecidas nos arquivos russos. Descobertas em 2007, elas formaram a base para um livro em alemão chamado “Cartas para Hitler”. Agora, o documentário mostra o fascínio que Hitler exercia sobre a Alemanha, enquanto atores lêem as cartas que encheriam um caminhão.

As cartas normalmente era acompanhadas de presentes: no caso de Margareth Wagner, um par de meias enviado em 1938 após Hitler ocupar os Sudetos, na região fronteiriça da Tchecoslováquia.

Eu as tricotei para você enquanto nos libertava”, ela escreveu.

A Sra. Troeltzsch, de Berlim, enviou a Hitler três lenços de seda com imagens do Führer, que foram devolvidas por Rudolf Hess com a mensagem: “você não tem permissão de enviar lenços com imagens de Herr Hitler”.

Tais mulheres foram mais tarde colocadas sob vigilância da Gestapo já que Hitler temia que o culto à sua personalidade pudesse desestabilizar a vida doméstica no Reich. Enquanto ele subia mais alto na escada do poder, a periodicidade das cartas aumentava.

Um departamento especial foi criado no serviço postal tanto em Munique quanto em Berlim para lidar com a gigantesca onda de correspondências que chegava para ele todos os dias. Em 25 de abril de 1932, um dia após as eleições que fizeram do partido uma força inexorável na política nacional, Peter Beck, da Silésia – atualmente parte da Polônia – escreveu: “Não queremos saber do governo mais – queremos somente Adolf Hitler como líder”.

Nós, Nacional-Socialistas, queremos ver um expurgo de jornais que injetam veneno no nosso Führer, ver os judeus enquadrados como o que realmente são, ver punidos os chefes de governo locais que enganaram seus cidadãos. Daremos nosso sangue a Adolf Hitler! Use mão de ferro e realize seu programa com vontade ditatorial. Não negocie, aja!

Confiamos em nosso Führer e doamo-lhe nossos corações com cada pulso!

Fonte: The Telegraph, 26 de abril de 2010.

Veja também:
>>Documentário colorizado é exibido na Alemanha
>>Livro: Quero Matar Hitler
>>Petacci: Hitler era um sentimentalista
>>Documentário: Hitler's Stealth Fighter
>>Fui o guarda-costas de Hitler
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terça-feira, 27 de abril de 2010

Nota de Falecimento: John Vogt


John Vogt
(18/03/1920 - 16/04/2010)

Faleceu no último dia 16 de abril em Melbourne, Flórida, de causas naturais aos 90 anos de idade, o ás norte-americano General John William Vogt.

Nascido em Elizabeth, New Jersey, Vogt estudou relações exteriores em Yale e con conseguiu seu mestrado na Universidade de Columbia. Em 1941 ele juntou-se ao então Corpo Aéreo do Exército como cadete, e passou por treinamento em Randolph Field e Ellington Field, no Texas. Em abril de 1942 ele foi comissionado Segundo-Tenente, sendo designado para o 63º Esquadrão do 56º Grupo de Caça. Em 12 de janeiro de 1943 o 56º desembarcou na Inglaterra, seguindo imediatamente para a base aérea de King's Cliffe.

Vogt iniciou suas missões de combate voando o Republic P-47C "Lucky Little Devil", rapidamente engajando a Luftwaffe sobre a Europa. Em 2 de setembro de 1943, Vogt foi severamente alvejado por um Focke-Wulf Fw 190, e contou somente com a robustez do Thunderbolt para levá-lo de volta pelo Canal da Mancha, fazendo um pouso forçado em Eastchurch, perto de Minster. Promovido a Capitão e com três vitórias aéreas, ele concluiu seu tour de combate e partiu para os EUA. Vogt voltou à Inglaterra em maio de 1944, quando assumiu o comando do 360º Esquadrão do 356º Grupo de Caça. Agora voando o P-51 Mustang, ele participou das operações de apoio ao desembarque na Normandia, campanha da Renânia e escolta de bombardeiros. Ao fim da guerra, Vogt era um ás com oito vitórias aéreas confirmadas.

Entre novembro de 1945 e abril de 1946, ele comandou o esquadrão da base de Ibura, em Recife, no Brasil. Em 1951, tornou-se assistente dos Chefes de Estado-Maior, e depois ocupou uma cadeira no Conselho de Segurança Nacional. Em 1956 foi para o Havaí servir como assistente do Comandante-em-Chefe do Pacífico, e em 1963 tornou-se diretor de planejamento político da Secretaria de Defesa. Promovido a General em abril de 1972, ele assumiu o comando do Comando de Assistência Militar dos EUA ao Vietnã, conduzindo as operações aéreas no Sudeste da Ásia nos últimos dezoito meses de envolvimento militar americano. Vogt foi feito comandante das Forças Aéreas do Pacífico em outubro de 1973 e das Forças Aéreas na Europa em junho de 1974. Ele é o único oficial na história a ter ocupado as duas chefias.

O General John Vogt aposentou-se em 31 de agosto de 1975 e mudou-se para a Flórida. Ele deixa esposa e uma filha; seu corpo seguiu para o Cemitério Nacional de Arlington.

Detalhe do nose-art do P-47C "Lucky Little Devil" do Capitão John Vogt. Note as marcações de três vitórias aéreas.

Veja também:
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>>Nota de Falecimento: Eugene Paul Roberts
>>Nota de Falecimento: Carl Luksic
>>Nota de Falecimento: Dale Karger
>>Donald "Don" Blakeslee
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segunda-feira, 26 de abril de 2010

Nota de Falecimento: Basil Stapleton


Basil Stapleton
(12/05/1920 - 13/04/2010)

Faleceu no último dia 13 de abril na Inglaterra, de causas naturais aos 89 anos de idade, um dos mais famosos pilotos da Batalha da Inglaterra, Squadron Leader Basil Gerald "Stapme" Stapleton.

Nascido em Durban, na África do Sul, Stapleton foi educado na Inglaterra, no Colégio Rei Edward VI, em Devon. Em janeiro de 1939, ele juntou-se à RAF para um período curto de serviço, mas o início da Segunda Guerra Mundial em setembro de 1939 muda seus planos. Designado para o 603º Esquadrão, na base de Montrose, na Escócia, Stapleton viu seus colegas derrubarem a primeira aeronave alemã sobre a Inglaterra ainda em 1939. Durante a primeira fase da Batalha da Inglaterra, o 603º permaneceu na Escócia, mas em 27 de agosto de 1940 o esquadrão foi transferido para 11º Grupo na base de Hornchurch.

Agora no centro da batalha, Stapleton - que era alto, loiro e usava um estiloso bigode - começou imediatamente a interceptar as formações da Luftwaffe que atacavam as bases da RAF. A perda inicial de alguns colegas foi um duro golpe para o esquadrão, mas Stapleton logo mostrou seu talento nos comandos do Spitfire: em 3 de setembro derrubou um Me 109 pilotado pelo Oberleutnant Franz von Werra (que mais tarde tornou-se o único prisioneiro de guerra a fugir do Canadá e chegar à Alemanha). Em 7 de setembro ele foi alvejado sobre o Canal da Mancha e teve sorte ao conseguir levar o Spitfire até as praias inglesas, onde fez um pouso forçado. Ele relatou: "Saí do avião e vi um casal fazendo pique-nique. Quando me aproximei, também veio um sargento que havia saltado de paraquedas. O casal nos ofereceu uma xícara de chá e uma carona, não para o aeroporto, mas para o bar mais próximo". Stapleton recebeu a Distinguished Flying Cross em 15 de novembro e retornou com o 603º para a Escócia em dezembro. Durante seus três meses de combate, ele obteve 6 vitórias individuais e 2 compartilhadas.

Em março de 1941 ele passou a servir a bordo de navios no Atlântico, como piloto de Hurricanes catapultáveis. Contudo, ele nunca avistou o inimigo nessas missões. Logo depois, ele recebeu o comando do 247º Esquadrão, que deu apoio às tropas na França a partir de agosto de 1944. Voando o Hawker Typhoon, Stapleton realizou diversas missões de ataque com foguetes contra tropas alemãs, e participou ativamente da Operação Market-Garden. No dia 23 de dezembro, enquanto atacava uma composição ferroviária, um dos seus foguetes atingiu um vagão de municões que explodiu violentamente à sua frente, danificando seu radiador e obrigando-o a saltar. Stapleton foi feito prisioneiro e levado ao Stalag Luft I, na costa do Báltico. Ficou lá até maio de 1945, quando foi finalmente libertado.

Após a guerra ele saiu da RAF e tornou-se piloto da BOAC, voando DC-3s na costa oeste da África até 1948, quando retornou para a África do Sul. Ele trabalhou como guia de safáris em Botswana durante décadas, até voltar para a Inglaterra em 1994. Basil Stapleton era um personagem muito conhecido nos shows aéreos, sempre simpático e solícito. Era considerado a "imagem" da Batalha da Inglaterra, e em 2007 um dos Spitfires do Voo Memorial foi pintado como seu caça em 1940. Em 2002, o autor David Ross publicou uma biografia dele, chamada "Stapme". Basil Stapleton deixa esposa e um filho.

Basil Stapleton no Show Aéreo de Duxford em 2004.

Veja também:
>>Nota de Falecimento: Ken Mackenzie
>>Nota de Falecimento: Bob Doe
>>Nota de Falecimento: Leopold Heimes
>>Nota de Falecimento: "Bam" Bamberger
>>Luftwaffe convidada para celebração da Batalha da Inglaterra
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sexta-feira, 23 de abril de 2010

Documentário: Utopia e Barbárie



Estreia nesta sexta-feira, 23 de abril de 2010, nos cinemas nacionais o documentário "Utopia e Barbárie", de Silvio Tendler.

O documentário retrata o mundo pós-Segunda Guerra Mundial percorrendo diversos países, como Itália, EUA, Vietnã, Cuba, Chile e outros. Em cada um desses lugares, protagonistas da história dão seus depoimentos, que repassam por polêmicos períodos do último século.

Recentemente elogiado pela crítica, "Utopia e Barbárie" tem narração de Letícia Spiller, Chico Diaz e Amir Haddad.

Para acompanhar as novidades do lançamento, acompanhe:



Veja também:
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>>Documentário colorizado é exibido na Alemanha
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quinta-feira, 22 de abril de 2010

Capacete de quatro estrelas de Ike irá a leilão


Capacete de quatro estrelas de Ike irá a leilão


Nos últimos tempos, tem crescido o interesse por itens pertencentes ou relativos a Dwight Eisenhower, particularmente durante seu serviço na Segunda Guerra Mundial. Esse interesse foi catalisado pelos filhos de seu antigo ajudante de campo, Coronel Ernest “Tex” Lee, que resolveram colocar à venda a gigantesca coleção do pai. Tex possuía uma imensa quantidade de itens de Eisenhower.

Não acho que estejamos apenas querendo fazer dinheiro, há um interesse verdadeiramente grande por isso lá fora”, diz Bill Lee, filho de Tex. Em sua primeira venda alguns meses atrás, o nível de interesse foi chocante, diz Bill Panagopulos, dono do site de leilões virtuais que vende as peças. Os filhos de Lee procuraram nos armários da mãe (falecida ano passado), pelos itens mais interessantes, visto que a maioria já havia sido doada à Biblioteca Presidencial Eisenhower em Abilene, Texas.

O que encontraram irá a leilão no fim de maio, e é impressionante. O item mais importante é o capacete de quatro estrelas de Ike, que pode alcançar US$ 30 mil. “Essa é talvez uma das mais significantes relíquias da Segunda Guerra a ir a leilão”, diz o leiloeiro. Entre os outros itens estão: o chicote de equitação de Ike, com uma adaga escondida por dentro, seus passes para o Quartel-General Aliado e Quartel-General Estratégico das Forças Expedicionárias Aliadas, a bandeira de cinco estrelas do seu carro pessoal e a história oficial da Operação Overlord, feita para ele por seu estado-maior.

O interesse é grande e Panagopulos diz que é devido à atual conjuntura política: “Como Supremo-Comandante durante a Segunda Guerra, Ike uniu todos os Aliados numa guerra contra um inimigo comum, e como presidente foi uma calma figura paternal que gostava de jogar golfe. Talvez seja por isso que as pessoas estejam procurando hoje, uma influência calma num tempo turbulento”.

Fonte: US News, 19 de abril de 2010.

Veja também:
>>Montgomery e Eisenhower apostaram sobre o futuro da Europa
>>Alto-Comando Norte-Americano - 1945
>>George Patton
>>Carl Spaatz
>>A Bandeira do NSDAP no Museu Patton
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quarta-feira, 21 de abril de 2010

Polêmicos planos para as torres antiaéreas de Viena


Polêmicos planos para as torres antiaéreas de Viena

Espalhadas por Munique estão seis grandes torres antiaéreas, que lembram o passado nazista da cidade.

As torres antiaéreas foram montadas durante a Segunda Guerra Mundial, entre 1942 e 1945. Elas foram construídas em pares, em parques do coração da cidade.

Armas para derrubar aeronaves Aliadas foram montadas no alto dos bastiões de concreto e centenas de civis abrigavam-se lá durante bombardeios.

Mas a historiadora de arquitetura, Ute Bauer, que está tomando parte no estudo das torres, disse que seu principal propósito era a propaganda.

As torres foram feitas para representar um símbolo de força militar do Terceiro Reich, para mostrar que os bombardeiros Aliados podiam ser derrotados. Em 1943, quando as torres foram erigidas, as autoridades sabiam que os bombardeiros voavam muito alto – então elas não tinham uso militar, mas foram construídas da mesma forma”.

Ela disse que os abrigos antiaéreos subterrâneos eram mais eficientes para a população civil que as destacadas torres.

Horror da guerra

As torres antiaéreas foram construídas por trabalhadores forçados. Em suas paredes internas ainda podem ser vistas inscrições, feitas com giz ou lápis, por prisioneiros de guerra.

Milano, poi morire”, escreveu um prisioneiro italiano. “Milão, depois morrer”.

Hoje, uma das torres abriga um aquário e outra é usada pelo Exército Austríaco. Mas há controvérsia sobre o que deve ser feito com as outras.

Livrar-se dos titãs de concreto reforçado pode ser muito difícil e caro, de acordo com Sandro Forst, da Administração da Cidade de Viena. “Mesmo se você puser uma bomba lá dentro não dá pra destruir a torre, então são necessárias poderosas serras de diamante para cortá-las em pedaços. E cortar toda uma torre é, do ponto de vista técnico, impossível”, disse.

As torres têm poucas janelas e seus frios vãos de concretos e ecoantes escadarias lembram um período da história que muitos austríacos preferem esquecer.

Bastante seguro

O Museu MAK de Artes Aplicadas e Contemporâneas de Viena quer transformar uma das torres em um centro de arte moderna, mas até agora não conseguiu nada.

Agora o Conselho Municipal está considerando planos de transformar uma das mais bem-conservadas torres, a Leitturm no Parque Arenberg, em um “data center”.

Sandro Forst diz que os custos de manutenção das torres estão “crescendo enormemente”, e que o aluguel para uma empresa de depósitos comerciais ajudaria com a manutenção dos prédios.

Sobre tudo, ele diz, as torres antiaéreas são seguras: “Os data centers devem ser mantidos seguros contra qualquer ato de terrorismo. As torres são feitas de concreto muito resistente, são bem localizadas e muito seguras devido às espessas paredes”.

Mas Sabine Gretner, do Partido Verde, acredita que as torres deveriam ser abertas ao público – como um lembrete do obscuro período da cidade.

Ela diz isso porque “a paisagem política austríaca é muito importante para entender-se a Segunda Guerra Mundial. Temos políticos de direita, e jovens que estão começando a votar neles. E esses prédios são tão fortes por dentro que você pode sentir o horror da guerra. Eu quero que as pessoas sintam isso para que não aconteça de novo”.

No momento, não há sequer placas explicando a história e função das torres. Mas sua inexorável presença sobre os parques de Viena não pode ser ignorada.

Fonte: BBC News, 18 de abril de 2010.

Veja também:
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terça-feira, 20 de abril de 2010

Maior sobrevoo de B-25s desde a Segunda Guerra


Maior sobrevoo de B-25s desde a Segunda Guerra


Três dos 80 aviadores americanos que bombardearam o Japão em 1942 esperando mudar o curso da Segunda Guerra Mundial foram honrados no último domingo, dia 18 abril, com um sobrevoo de bombardeiros B-25, o modelo que voaram para atacar o Japão.

Thomas Griffin, 92, de Cincinatti, David Thatcher, 88, de Missoula, Montana, e Dick Cole, 94, de Comfort, Texas (que era o co-piloto do líder do ataque, James Doolittle), observaram a passagem dos B-25s sobre o Museu Nacional da Força Aérea dos EUA em Dayton, Ohio. Os antigos aviões haviam decolado minutos antes de uma pista atrás do museu.

Um quarto do ataque de 1942, Robert Hite, 90, de Nashville, Tennessee, esteve com grupo no sábado, mas voltou para casa antes do voo de domingo.

O voo foi programado para acontecer logo antes de oficiais da Força Aérea homenagearem os veteranos num monumento dedicado a eles. 17 bombardeiros B-25 de proprietários privados voaram para lá de todo o país, no que a Força Aérea chamou de “o maior voo do tipo desde a Segunda Guerra Mundial”.

A palavra ‘herói’ é bastante usada nos EUA, e aplicada a esportistas, músicos e outros”, disse à platéia o diretor do museu, Charles Metcalf. “Hoje, no verdadeiro sentido da palavra, estamos entre heróis”.

Cole, que cresceu em Dayton, disse que as reuniões anuais dos veteranos pelo país são realizadas para honrar a memória dos camaradas que caíram. “É um reconhecimento àqueles que se foram antes de nós”, disse Cole. “Todos dividimos os mesmos riscos”.

Os homens então assinaram autógrafos para os visitantes do museu.

Oito dos aviadores de Doolitle ainda vivem. Os outros quatro não puderam fazer a viagem até Dayton. São eles: William Bower, 93, de Boulder, Colorado; Frank Kappeler, 96, de Santa Rosa, Califórnia; Charles Ozuk, 93, de San Antonio, Texas; e Edward Saylor, 90, de Puyallup, Washington.

Fonte: Dayton Daily News, 18 de abril de 2010.


Veja também:
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>>B-25 voa após 28 anos de restauração
>>A despedida do B-25 de Duxford
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>>Nota de Falecimento: David "Davey" Jones
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segunda-feira, 19 de abril de 2010

Os 10 nazistas mais procurados (2010)


Lista recentemente atualizada:

1-Dr. Sandor Kepiro: 95, vivendo na Hungria. Durante a guerra serviu na Sérvia, onde participou do massacre de Novi Sad em 1942. As vítimas foram fuziladas ao longo do Danúbio e jogadas nas águas congelantes. Kepiro foi sentenciado a 10 anos de cadeia em 1944, mas depois foi libertado pelo governo húngaro e fugiu para a Argentina. Dois anos depois, o governo comunista da Hungria o condenou in absentia por crimes de guerra. Ele retornou para a Hungria em 1996.

2-Milivoj Asner: 96, chefe de polícia croata que supostamente colaborou com os nazistas. Ele é acusado de mandar centenas de judeus, ciganos e sérvios para os campos de morte. Em 1942, toda a comunidade judaica da cidade natal de Asner, Pozega, desapareceu. Após a guerra Asner mudou-se para a Áustria, onde conseguiu cidadania. Cinco décadas depois ele retornou para Pozega, onde foi descoberto por um jovem historiador. Asner imediatamente retornou à Áustria. Em 2005, a Croácia exigiu sua extradição, mas a Áustria negou o pedido baseando-se na cidadania de Asner. Quando descobriu-se que ele havia perdido sua cidadania, a Áustria negou a extradição por alegações médicas.

3-Samuel Kunz: 89, vive na Alemanha e é acusado de ter servido no campo de Belzec, na Polônia ocupada, onde 500.000 judeus foram encarcerados. Kunz é acusado de ter participado do assassinato de 434.000 pessoas durante seu serviço como guarda.

4-Adolf Storms: 90, antigo oficial da SS, acusado de matar 58 judeus em março de 1945 na vila de Deutsche Schuetzen, na Áustria. Ele supostamente fez com que as vítimas se ajoelhassem em uma vala aberta antes de serem mortas. Acusado em Duisburg, Alemanha, com os crimes, o Centro Wiesenthal quer adiantar os procedimentos antes que a saúde degradada tire sua vida.

5-Klaas Carl Faber: 88, holandês que serviu no Sicherheitsdienst (SD), o serviço de inteligência da SS, na Holanda. Foi sentenciado a morte na Holanda por assassinatos de prisioneiros no campo transitório de Westerbork.

6-Karoly (Charles) Zentai: 88, húngaro residente na Austrália, luta contra a extradição para Budapeste para enfrentar acusações de massacre de judeus em 1944.

7-Soren Kam: 88, acusado de ser responsável pela morte de um jornalista dinamarquês e juntar judeus da Dinamarca para retirar seus registros em Copenhagen. Vivendo na Alemanha, Kam comparece regularmente a reuniões de veteranos da SS. Ele também é amigo próximo da filha de Heinrich Himmler, Gudrun Burwitz, e sua rede Stille Hilfe – “Ajuda Silenciosa” – montada para dar ajuda a veteranos da SS.

8-Peter Egner: 98, suspeito de ser membro de unidades móveis de extermínio operando na Belgrado ocupada. Acredita-se que ele esteja conectado às mortes de 17.444 pessoas. A Sérvia quer julgá-lo lá. Ele atualmente está sendo deportado dos EUA, onde vive desde os anos 1950.

9-Algimantas Dailide: 98, extraditado dos EUA para a Lituânia por seu papel na prisão de judeus durante a guerra. Ele foi poupado da prisão por conta de sua saúde e idade.

10-Mikhail Gorshkow: 96, antigo oficial da Gestapo na Estonia durante a guerra, acusado de participar no assassinato de 3.000 judeus na Rússia. Mudou-se para os EUA, mas saiu de lá antes de perder sua cidadania em 2002. Desde então, a Estônia tem investigado suas atividades durante a guerra sem dizer sua localização.

Fonte: The Telegraph, 14 de abril de 2010.

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>>O papel das mulheres nos crimes nazistas
>>Corrida para pegar os últimos nazistas foi perdida
>>Filho de criminoso nazista quer pai declarado morto
>>Gravação de oficiais nazistas sobre corpo de Hitler é encontrada
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sexta-feira, 16 de abril de 2010

Livro: Jambocks!


Jambocks!

A participação brasileira na Segunda Guerra contada de uma forma moderna e atraente.

por Júlio César Guedes Antunes

Jambocks!” é uma grata surpresa. Não só porque se trata de uma obra visualmente belíssima, que traz para nós um vislumbre dos heróicos dias da participação brasileira na Segunda Guerra Mundial, mas também porque demonstra – definitivamente – que estamos evoluindo. Evoluindo técnica e intelectualmente: nossa geração (chamo de “nossa” porque também me incluo nela, com meus 26 anos) é a primeira que mostra um discernimento aguçado, livre de ranços e rancores políticos que contaminaram nossa “cultura” nos últimos 20 anos.

A obra de Celso Menezes e Felipe Massafera pode soar ultrajante para todo um grupo de professores de história de ensino médio e fundamental no Brasil. E é bom que soe. Pois em sala de aula nada aprendemos de nossos esforços naquele conflito mundial, no qual protagonizamos um papel de fundamental importância (não se enganem) para a vitória de 1945. Devido a uma orientação política duvidosa, nossos tutores preferiram distorcer e ridicularizar um momento marcante da história brasileira, reduzindo-o a um mero parágrafo ou nota de rodapé – consultem seus livros e vejam se estou errado.

Mesmo ausente dos currículos escolares, nossa participação na Segunda Guerra Mundial vem ganhando espaço na mídia, seja através do excelente documentário “Senta a Pua” de Erik de Castro, pelos inúmeros fóruns de discussão na internet, e mais recentemente por este lançamento da Zarabatana Books: “Jambocks!”.

Com roteiro de Celso Menezes e (impressionantes) desenhos de Felipe Massafera, “Jambocks!” narra a história de Max, um jovem do Rio de Janeiro que – em meio aos protestos de estudantes pedindo a guerra – decide se voluntariar para ir ao combate na Europa. Massafera apresenta um traço bastante parecido com o do quadrinhista americano Alex Ross, de “O Reino do Amanhã”, mas varia o estilo de desenho conforme o fluxo da narrativa. Já o roteiro de Menezes – que contou com a inigualável consultoria dos Brigadeiros Rui, Meira e Miranda Corrêa (nossos três “avestruzes” ainda vivos) – parece ter sido feito para adaptação para as telas (grandes, tomara!): impossível não visualizar as páginas como “storyboards” de um filme de ação.

Desde o prólogo, numa pacata cidade sergipana, até a maravilhosa (não canso de falar isso) cena de ação de Alberto Martins Torres afundando o U-199 de Hans-Werner Kraus com o Catalina “Arará” na costa do Rio de Janeiro, temos a impressão de que estamos diante de um trabalho internacional (norte-americano até), o que deixa uma bela sensação de orgulho ao lembrarmos que é 100% brazuca.

Este primeiro volume – sim, a história toda virá em 4 volumes – é um “prelúdio” para a guerra. Começa ainda nos tempos de paz em 1942, passa pelo choque dos afundamentos dos nossos navios pelo U-507 de Harro Schacht, e ainda detalha (com um tom de sincero pragmatismo) as negociações entre Vargas e Roosevelt para nossa cooperação com o esforço de guerra. A história de Max é entremeada aos acontecimentos históricos, e o ritmo é mantido de tal forma que, quando termina de ler esse volume, você já anseia nervosamente pelo próximo.

A edição em si é impecável: couché de alta gramatura, formato 18 cm x 28 cm, costurado e com detalhes envernizados na capa. Definitivamente, algo para se ter na estante. Custo-benefício? Excelente! Olha, sinceramente, eu não poderia recomendar com mais firmeza. Jambocks!” é imperdível!

Parabéns meus amigos Celso e Felipe!

Garanta o seu exemplar por preço promocional direto da loja da Zarabatana Books:


Blog oficial do projeto: jambocks.blogspot.com

Veja também:
>>Livro: Quero Matar Hitler
>>Livro: Mussolini e a Ascensão do Fascismo
>>Livro: O Zoológico de Varsóvia
>>Livro: O Outro Lado da Colina
>>Livro: Massacre no Atlântico
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quinta-feira, 15 de abril de 2010

Desenho de Hitler e Lenin jogando xadrez é leiloado


Desenho de Hitler e Lenin jogando xadrez é leiloado


Um desenho de Adolf Hitler jogando xadrez contra Vladimir Lenin 100 anos atrás irá a leilão por esperados 60 mil dólares.

Por décadas os historiadores debateram sobre a possibilidade de dois dos mais famosos ditadores do mundo terem medido seus intelectos um contra o outro num tabuleiro de xadrez.

Mas evidências forenses sugerem que as assinaturas no verso do desenho a lápis são de fato do ditador nazista e do revolucionário russo.

Presume-se que o desenho – que ganhou as manchetes no ano passado, quando foi revelado – foi feito pela professora de arte de Hitler, Emma Lowenstramm, uma judia. É entitulado “Um jogo de xadrez: Lenin e Hitler – Viena 1909”.

Os dois homens podem ter vivido a minutos um do outro na capital austríaca no começo do século XX. A casa da professora é conhecida por ter sido um lugar de encontro de pensadores políticos na época.

Mas especialistas estão céticos quanto à autenticidade do trabalho, pois Hitler, à esquerda controlando as peças brancas, parece muito velho para um jovem de 20 anos. Eles também argumentam que Lenin era careca, enquanto na imagem ele aparece com cabelo preto.

O desenho, que mede 51 cm x 38 cm, é um de diversos exemplares, mas o único que foi assinado pelos dois ditadores.

Um tabuleiro de xadrez em madeira, encontrado juntamente com o desenho e supostamente usado pelos dois também deve ser vendido a 60 mil dólares em leilão.

Richard Westwood-Brookes, da Casa de Leilões Mullocks, disse: “Alguns historiadores sempre debaterão sua autenticidade, mas a evidência é genuína e crível. Testes forenses mostraram uma probabilidade de 80% de que as assinaturas sejam genuínas”.

O desenho foi passado pela família Lowenstramm ao seu caseiro quando fugiram de Viena antes da Segunda Guerra Mundial. Foi entregue ao bisneto do caseiro, Felix Ednhofer, que passou a vida compilando um dossiê de evidências que irá acompanhar o leilão. O Sr. Ednhofer faleceu na década de 1990 e agora seu filho está vendendo a obra.

Fonte: Daily Mail, 15 de abril de 2010.

Veja também:
>>E se Hitler tivesse escapado?
>>Itens pessoais de Hitler e Goering vão a leilão
>>França encontra arquivo sobre o jovem Hitler
>>Mesa de Hitler vai à leilão
>>O juiz do Nobel que almoçava com Hitler
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quarta-feira, 14 de abril de 2010

Museu refará discurso de Churchill para comemoração


Museu refará discurso de Churchill para comemoração

O Museu Churchill e o Gabinete das Salas de Guerra
[Qualquer semelhança é mera coincidência!]
comemorarão o famoso discurso de Winston Churchill: “nunca tantos deveram tanto...”, lendo-o em alto-falantes no Whitehall, no dia 20 de agosto.

Parte da comemoração do 70º aniversário da Batalha da Inglaterra pelo Imperial War Museum, a leitura será feita na praça do lado de fora das famosas Salas de Guerra exatamente 70 anos após Churchill lê-lo pela primeira vez na Câmara dos Comuns.

No discurso ele tentou, com sucesso, elevar os corações e mentes da nação e convencer o público de que, apesar da série de derrotas, a Grã-Bretanha permanecia firme contra a máquina de guerra nazista.

É dito que o discurso foi inspirado pela visita de Churchill à sala de operações da RAF em Uxbridge em 16 de agosto de 1940, após a qual ele virou-se para um dos seus assistentes e disse: “nunca no campo do conflito humano tantos deveram tanto a tão poucos”.

O discurso que saiu desse comentário também estabeleceu o termo “os poucos”, usado para descrever os poucos pilotos da RAF na Batalha da Inglaterra, que conseguiram afugentar a Luftwaffe.

Agora parte do folclore popular da batalha, o discurso é hoje considerado um momento decisivo do conflito e um dos mais emotivos e motivacionais pronunciamentos de Churchill.

Um sobrevoo do Whitehall por um Spitfire e um Hurricane seguirá o discurso, e membros do público serão encorajados a explorar as históricas salas e o museu.

Um time de reencenação também realizará uma mostra interativa que mostrará como funcionava a mesa de plotagem da sala de operações da RAF durante a Batalha da Inglaterra.

Fonte: Culture 24, 8 de abril de 2010.

Veja também:
>>Luftwaffe convidada para celebração da Batalha da Inglaterra
>>Cortes podem atingir Voo da Batalha da Inglaterra
>>Vídeo: Batalha da Inglaterra
>>Museu celebra os “esquecidos poucos” entre os Poucos
>>Nota de Falecimento: Bob Doe
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terça-feira, 13 de abril de 2010

Sala de Guerra: 3 anos no ar!



Aqui estamos, em nosso terceiro aniversário. Este último ano foi muito trabalhoso, mas muito divertido. Finalmente fui à Europa e conheci as lendas vivas que queria conhecer. Isso devo ao meu caro amigo Martin Drewes, que me convidou para acompanhá-lo em sua viagem anual à Alemanha.

Sou muito grato a todos vocês que visitam a Sala de Guerra e a mantém funcionando. Já disse e repito: sem leitores, não há porque continuar escrevendo. Mas longe de ficar sem leitores, espanto-me ao ver que cada dia mais gente lê os artigos e torna-se visitante diário. Os e-mails que recebo são todos muito bem-vindos!

Vou começar meus agradecimentos com uma pessoa fantástica que conheci nesse último ano: Jerry Yellin. Piloto de P-51 durante as últimas fases da guerra contra o Japão, Jerry hoje conta uma história de vida emocionante, e é um escritor de primeira categoria. Continuo agradecendo os sempre prestativos pilotos de B-29 Jim Pattillo, Maurie Ashland e Ben Nicks, que estão me prestando ajuda fundamental na minha monografia sobre a 20ª Força Aérea dos EUA.

Lá em Bacharach, na Alemanha, vai o meu sincero “Danke Schön” ao nobre amigo Theo Nau.

Meus novos amigos alemães, Richard Schmidt, Thomas Rübmann e Johann Klimpfinger; meus amigos romenos Claudiu Stumer, Dan Melinte e Sorin Turturica; meus amigos croatas Boris Fabian e Goran Pjenovic; meus amigos italianos Paul Perron, Pietro Montagna e Claudio Costa. Sem deixar passar, claro, os brazucas Daniel Wachholz, Maru Berzotti, Paulo Rago, Gilberto Ziebarth e Dr. Oswaldo Pfiffer. Foram todos fundamentais para o sucesso das minhas empreitadas e projetos. Meus agradecimentos a todos!

Conto com todos vocês para continuar fazendo da Sala de Guerra o que ela é: um espaço de conteúdo exclusivo de história militar, para leitores cada vez mais exigentes!

Um forte abraço,

Júlio César Guedes Antunes

Veja também:
>>Sala de Guerra: 2 anos no ar!
>>Sala de Guerra: 1 ano no ar!
>>Diário de Bordo 2009 - Parte 3
>>Diário de Bordo 2009 - Parte 4
>>Diário de Bordo 2009 - Parte 7
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segunda-feira, 12 de abril de 2010

Nota de Falecimento: André Bayle


André Bayle
(20/05/1926 - 08/03/2010)

Faleceu no último dia 8 de março em Sausset-les-Pins, França, de causas naturais aos 83 anos de idade, o ex-voluntário francês da Waffen-SS, SS-Unterscharführer André Bayle.

Nascido em Marselha, em uma família de treinadores esportivos, Bayle foi à Berlim com os pais assistir os Jogos Olímpicos de 1936. Apaixonado pelo esporte, tornou-se um ginasta. Após a derrota da França em 1940, ele desejava entrar para a Marinha, mas seus sonhos foram desfeitos quando a frota na Riviera foi afundada após os alemães ocuparem Vichy em novembro de 1942 (em resposta ao desembarque Aliado nas colônias francesas do Norte da África). Descrito por si mesmo como "provinciano, francês, católico e europeu", André Bayle ressentiu-se dos seus compatriotas pela perda da frota, e juntou-se à Waffen-SS em 15 de março de 1943, aos 16 anos e meio.

Ele passou por treinamento em Clignancourt e depois em Sennheim, na Alsácia. Em agosto de 1944, ao concluir o período de instruções, foi transferido para o front na Ucrânia, onde lutou na região da Galícia. Após a morte de seu chefe de pelotão, Joseph Peyron, em 15 de agosto, Bayle viu sua unidade cercada por soviéticos e sem liderança. Ele então tomou o controle do pelotão, e guiou os homens até estarem fora de perigo. Sua atitude foi muito elogiada por seus comandantes, e ele recebeu a Cruz de Ferro de 2ª Classe. Em fevereiro de 1945, após a elevação da Brigada Francesa a 33ª Divisão Waffen-Grenadier-SS "Charlemagne", Bayle recebeu o comando de um pelotão da 2ª Companhia do 57º Regimento. Quando a Charlemagne foi enviada para os pesados combates contra os soviéticos na Pomerânia, Bayle conseguiu escapar do massacre do seu regimento na planície de Belgard, na manhã de 5 de março. Contudo, logo depois ele foi capturado por partisans poloneses e entregue aos soviéticos. Bayle foi enviado para o campo de prisioneiros de Tambov, onde ficou a maioria dos voluntários franceses.

Libertado em 1947, ele retornou à França. André Bayle nunca modificou suas convicções: "Eu não tenho arrependimentos das minhas ações e escolhas passadas, especialmente agora que os eventos recentes nos deram razão. Não tenho nada a negar; quando todos nos traíram, permanecemos fiéis. O melhor período da minha vida foi essa cruzada moderna contra o bolchevismo. Eu fiz o que pude, agora é com vocês". Ele escreveu dois livros, "De Marselha a Novosibirsk" e "San e os Persas", nos quais discorre sobre suas experiências de guerra. Recentemente, os dois foram publicados sob um único título, "Dos Jogos Olímpicos à Waffen-SS".

Capa da edição francesa de "Dos Jogos Olímpicos à Waffen-SS".

NOTA: Agradeço ao amigo Jarbinha Pelodan pela dica.

Veja também:
>>Nota de Falecimento: Fritz Darges
>>Veteranos da Waffen SS marcham por Riga
>>Nota de Falecimento: Ernst Barkmann
>>Nota de Falecimento: Friedrich Blond
>>Nota de Falecimento: Heinz Stahlschmidt
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sexta-feira, 9 de abril de 2010

Estreia de "The Pacific"


Chegou o grande dia! Há anos que estamos esperando a "sequência" da épica minissérie "Band of Brothers". Pois neste fim de semana, mais precisamente no domingo, dia 11 de maio, estreia na HBO Brasil "The Pacific". Com orçamento estimado em 200 milhões de dólares, esta é a minissérie mais cara da história, e conta a carreira de combate de três fuzileiros navais norte-americanos: Robert Leckie, Eugene Sledge e John Basilone.

A estreia acontece às 22:00. Seguem algumas imagens pra dar um gostinho do que vem por aí:

































Veja também:
>>Série da HBO tem foco na Guerra do Pacífico
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>>Nota de Falecimento: John Brown Jr.
>>Combates Aéreos: DeBlanc em Guadalcanal
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