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quarta-feira, 31 de março de 2010

Veteranos russos são processados por cantar canções da guerra


Veteranos russos são processados por cantar canções da guerra


Veteranos da Segunda Guerra Mundial que cantaram canções de guerra no ano passado foram avisados que terão de pagar taxas aos proprietários dos direitos autorais. Os donos disseram que os veteranos os devem dinheiro já que cantaram as músicas em público. A controvérsia gerou um pronunciamento do parlamento da Rússia.

A música teve um papel importante na Segunda Guerra Mundial. Foi usada para elevar o moral de soldados e civis durante o conflito, e desde então essas músicas permanecem; particularmente no coração daqueles que sobreviveram às batalhas.

Embora as baixas em todos os lados durante a guerra tenham sido absolutamente horrendas, as perdas sofridas pela União Soviética foram chocantes – quase 27 milhões de pessoas perderam suas vidas.

Em setembro de 2009 um coral de veteranos realizou um concerto em Samara, uma das maiores cidades russas. No evento livre eles cantaram aquelas canções que os ajudaram a enfrentar as duras lutas e que hoje os enche de nostalgia.

No entanto, a Sociedade de Autores da Rússia (RAS) iniciou um processo contra os organizadores do concerto. Parece que já que as canções de guerra que os veteranos cantaram têm direitos autorais, taxas devem ser pagas à RAS. Compreensivelmente, os veteranos estão muito tristes e não conseguem entender o que está acontecendo.

Nós cantamos para passar uma mensagem educacional às nossas crianças”, disse um dos veteranos. “E temos que pagar por isso? Isso é um crime?

Para que as canções fossem entoadas legalmente no evento, um acordo de licença teria de quer sido assinado com a RAS – o que não foi feito, de acordo com o vice-diretor da organização, Oleg Partin.

A controvérsia desencadeou um pronunciamento na Câmara Baixa do Parlamento Russo, para que o Comitê de Artes deve explicações imediatamente. “A Lei de Direitos Autorais está lá para combater a pirataria”, disseram, “não para combater os veteranos”.

Isso não tem sentido! É inaceitável que aqueles que cantam as maravilhosas canções da Segunda Guerra tenham que pagar suborno”, disse o líder do Partido Comunista Gennady Zyuganov. “Eu acredito que nesse caso a insanidade cresce cada vez mais forte. Agora chegamos ao nível da total estupidez”.

Em 9 de maio de 1945 a Rússia celebrou o fim da Grande Guerra Patriótica. O 65º aniversário daquele dia se aproxima e agora parece que a RAS está tentando amenizar o dano que causou. Eles estão sugerindo que mudanças sejam feitas para que cantar canções de guerra naquele dia seja uma atividade livre.

Fonte: TorrentFreak, 28 de março de 2010.

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terça-feira, 30 de março de 2010

Veterano agradece o carinho em carta


Veterano agradece o carinho em carta

Li esta carta e achei tão bonita que resolvi compartilhar aqui na Sala de Guerra. É uma tristeza saber que tais exemplos são mais do que raríssimos em nosso país – tristeza e vergonha. Eu me considero uma pessoa de sorte por ter conhecido (e ainda poder conhecer) tantos veteranos, pessoas tão boas, e compartilhar momentos com eles. Faço questão de deixar clara a minha reverência e interesse, e vejo que eles apreciam e correspondem. Quisera eu que mais pessoas honrassem a bravura e nobreza – nesses tempos em que essas qualidades são cada vez mais raras.

"Sou um aposentado do Exército e veterano da Segunda Guerra Mundial, de 92 anos. Recentemente tive algumas incríveis experiências envolvendo as pessoas de Knoxville [Tennessee].

Minha esposa Wilma e eu celebramos nosso 72º aniversário, que incluiu uma limusine com chofer até o Restaurante Regas para jantar com nossa filha, Cathy Morton, e seu marido Ben. A notícia de alguma forma circulou entre as pessoas lá sobre nosso aniversário de casamento, e muitas foram até nossa mesa para nos parabenizar pelos muitos anos juntos. As felicitações de nosso aniversário por tantas pessoas desconhecidas nos deixou muito felizes e fizeram da noite muito mais memorável.

Algumas noites depois, enquanto minha esposa e eu jantávamos no Restaurante Chili’s, nosso garçom nos informou que nossa conta já havia sido paga, como forma de retribuição ao meu serviço pelo nosso país durante a Segunda Guerra Mundial, e por ter ajudado a salvar o mundo da tirania. Eles disseram que merecíamos pelo menos uma boa refeição por sua conta.

Como veterano da Segunda Guerra, quase sempre uso meu boné de veterano com fitas na frente e também tenho insígnias de veterano no meu carro. Muitas pessoas que encontro querem mostrar seu agradecimento pelo meu serviço, me dizendo que nós, “a Grande Geração”, salvamos o mundo. Algumas dessas pessoas até derramam lágrimas enquanto expressam sua gratidão, enquanto outros correm até o lado do meu carro estacionado para me cumprimentar.

Eu devo ter um ego bem grande, porque realmente gosto desses rápidos encontros com essas boas pessoas. Sua vontade de expressar sua gratidão pelo que os soldados da Segunda Guerra Mundial fizeram, bem como os grandes sacrifícios realizados durante os congelantes invernos europeus e quentes florestas do Pacífico, significa muito mais do que eles possam imaginar. Ao mostrar suas expressões de agradecimento, não é somente para mim, mas para todos os meus irmãos de guerra e suas famílias, que enfrentaram a devastação e separação de seus entes queridos, e para aqueles que nunca voltaram para casa.

Infelizmente, todos nós nos iremos em pouco tempo, e não haverá mais ninguém com conhecimento de primeira mão ou memórias da Segunda Guerra. Dos 16 milhões de soldados uniformizados durante a guerra, somente 2 milhões ainda vivem, e estão morrendo numa taxa de 1.400 a cada dia.

Eu queria essa oportunidade para retornar meus agradecimentos a todas as boas pessoas de Knoxville, que tiraram um tempinho para lembrar aqueles de nós que estivemos lá durante o período mais difícil da nossa história. Mais uma vez, meu muito obrigado pelo reconhecimento e carinho."

Keith J. Honaker nasceu na Virgínia Ocidental em 1917. Ele está casado com sua melhor amiga e alma gêmea há 72 anos. Honaker já escreveu três livros sobre suas experiências na Segunda Guerra Mundial. Ele e a esposa têm cinco filhos, oito netos e 11 bisnetos.

Fonte: Knoxville News Sentinel, 27 de março de 2010.

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segunda-feira, 29 de março de 2010

5 coisas que você não sabia sobre Iwo Jima


5 coisas que você não sabia sobre Iwo Jima

Isso é como lutar numa mesa de sinuca” – Primeiro-Tenente Raoul J. Archambault.

Waterloo, Antietam, Khe Sahn, Iwo Jima: Esses são os tipos de local que geralmente não ocupam espaço nos livros de história, exceto pelos dias em que dois exércitos lá colidiram, para a glória de um e a desonra do outro.

Crescendo na década de 1930, quantos garotos norte-americanos pelo menos sabiam da minúscula ilha vulcânica no Pacífico conhecida como Iwo Jima? Provavelmente nenhum dos quase 7.000 soldados americanos mortos lá em 1945 já tinha ouvido falar dela. Hoje, como território sagrado, um lugar que define o Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA, tornou-se o local da icônica fotografia ganhadora do Pulitzer e de incontáveis relatos ficcionais. Para aqueles que lutaram lá, e para alguns historiadores, a batalha tem significância igual à dada a Gettysburg por Abraham Lincoln.

Como os dois países contendores reconhecem o 65º aniversário da decisiva batalha, apresentamos cinco fatos que você não sabia sobre a Batalha de Iwo Jima:

1-A Batalha de Iwo Jima foi responsável por 1/3 de todas as Medalhas de Honra para os fuzileiros americanos na Segunda Guerra Mundial.

A primeira coisa que você não sabia sobre a Batalha de Iwo Jima é que ela simplesmente significa a identidade do Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos.

A Medalha de Honra foi instituída em 1861 por uma moção do Senado e aprovada como lei pelo presidente Lincoln, autorizando que “medalhas de honra” fossem produzidas e distribuídas àqueles soldados americanos que “se distinguissem por sua coragem em ação”. A Medalha foi concedida mais de 3.400 vezes desde então, incluindo 464 durante a Segunda Guerra. Dessas, 82 foram entregues a fuzileiros durante o conflito, sendo que 23 deles a receberam por coragem mostrada durante a Batalha de Iwo Jima. As citações são extraordinárias, como as dos Soldados William Caddy e James La Belle: ambos se jogaram sobre granadas japonesas para salvar as vidas de seus amigos. Ou então a do Sargento William Harrell: sua defesa de um posto custou-o ambas as mãos, por duas granadas diferentes, e ele também foi esfaqueado foi um soldado japonês que carregava um sabre.

2-A Batalha de Iwo Jima foi a mais custosa para o Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA. Fato.

No dia em que a batalha começou, o Tenente-General Holland Smith fez uma previsão que pode ter soado inacreditável para aqueles ao seu redor. Ele previu que a tomada de Iwo Jima poderia custar cerca de 15.000 baixas americanas. Na verdade, o total seria ainda maior; a batalha gerou baixas de 1 em cada 4 soldados, uma taxa estarrecedora quando você leva em consideração que as forças envolvidas aproximavam-se de 100.000. Mais de 23.000 deles eram fuzileiros, que tiveram quase 6.000 mortos, fazendo dela a mais custosa batalha da história do Corpo de Fuzileiros Navais. Por outro lado, as forças japonesas eram estimadas em 21.000 no começo da batalha. Somente 1.000 foram feitos prisioneiros; os outros 20.000 foram mortos ou cometeram suicídio.

3-Os EUA devolveram a ilha ao Japão.

A posse norte-americana de Iwo Jima durou apenas 24 anos. Em 1968, o Primeiro-Ministro Eisaku Sato foi aos Estados Unidos, e o presidente Johnson devolveu ao Japão um conjunto de pequenas ilhas tomadas durante a guerra, incluindo Iwo Jima. Todos os anos, veteranos americanos e japoneses retornam à ilha para uma reunião.

4-Dois soldados somente se renderam em 1949.

As forças japonesas foram superadas em número pelas norte-americanas por uma margem de cinco para um, mas tiveram tempo de fortificar a ilha e preparar-se para a batalha. O resultado foi um complexo de labirintos de túneis e cavernas cavado bem fundo na ilha.

Esses túneis eram tão complexos e não bem-preparados que pelo menos dois soldados japoneses que lutaram na batalha em 1945 foram capazes de viver nas cavernas e evitar a captura pelas forças de ocupação americanas por quase cinco anos.

5-Os codificadores Navajo foram creditados com a vitória na Batalha de Iwo Jima.

Em “The Code Book”, o autor Simon Singh relata que os codificadores Navajo (membros da tribo Navajo que passavam mensagens usando um código baseado em seu dialeto tribal) em Iwo Jima trabalharam infalivelmente e cita que o Major-General Howard Connor disse: “Sem os Navajos, os fuzileiros nunca teriam tomado Iwo Jima”. O Tenente-General Seizo Arisue, chefe da inteligência japonesa, admitiu após a guerra que, enquanto eles já tinham quebrado o código da Força Aérea, falharam em quebrar o código Navajo, fazendo dele um dos poucos e seletos códigos que entraram inquebráveis para a história.

Fonte: Ask Men, 27 de março de 2010.

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sexta-feira, 26 de março de 2010

Antigo castelo da SS é aberto ao público


Antigo castelo da SS é aberto ao público


Uma exibição de 12 milhões de dólares contando a história do império da SS dentro do Terceiro Reich será aberta na Alemanha no próximo mês – dentro do castelo renascentista que já foi sua sede espiritual.

Os organizadores da exibição dizem que seu objetivo principal é educacional, e não de glorificação do regime.

A mostra será a maior do mundo devotada à história da elite do Terceiro Reich – e um poderoso aviso para que não se permita que aconteça novamente.

O Castelo de Wewelsburg, financiado por uma fundação e pelo governo de Nordrhein-Westfalen, abre para visitantes no dia 15 de abril.

Era lá que o líder da SS, Heinrich Himmler, reunia seus oficiais seniores. Ele até instalou uma mesa redonda e brasões para seus “cavaleiros” da SS, bem como realizou cerimônias pagãs exaltando a ordem.

Pela primeira vez desde que a SS usou o lugar, a sala em que Himmler e seus correligionários se encontravam para traçar o destino da Europa Oriental será aberta a visitantes.

Nós pensamos nisso como uma segurança para o futuro, esperando que o profundo entendimento de tal grupo criminoso possa preservar a paz e a liberdade, impedindo que tal força seja usada novamente contra as pessoas”, disse Manfred Müller, administrador do distrito de Wewelsburg.

Embora haja tão mais em Wewelsburg do que a SS durante sua longa história, esta será a primeira exibição permanente no mundo a abordar não somente os crimes da SS, mas também suas raízes ideológicas e seu envolvimento com a ciência, arte e ambições político-culturais”.

Wewelsburg, construído na forma de um triângulo, deveria ser um “centro espiritual” da ordem da SS, e Himmler construiu um campo de prisão lá perto para prover a mão-de-obra necessária para realizar as reformas na estrutura.

A exibição mostrará itens inéditos da SS, entre planos, desenhos, fotografias, material de arquivo, uniformes, cartas, diários e testemunhos de servos e membros da ordem.

O novo museu alimenta uma crescente demanda de conhecimento do Terceiro Reich na Alemanha. Locais associados ao regime, como o retiro montanhês de Hitler na Bavária e os prédios do partido em Berlim e Munique, agora estão firmemente marcados nos mapas turísticos.

Em sua posição de líder supremo da SS, Himmler consultou videntes e esotéricos, e montou a maior coleção de livros de ocultismo fora da Universidade de Berlim. Ele também mergulhou nas lendas de Arthur e os Cavaleiros da Távola Redonda.

Em 1934, um ano após a subida dos nazistas ao poder, ele assinou um contrato de locação de 100 anos para tornar o castelo numa escola de liderança da SS.

O ponto focal do complexo de Wewelsburg é Obergruppenführersaal – uma câmara de pedra na torre norte na qual Himmler instalou uma mesa redonda de carvalho com 12 assentos – para os 12 maiores oficiais da SS, que eram seus “cavaleiros”.

Fonte: Daily Mail, 23 de março de 2010.

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quinta-feira, 25 de março de 2010

Nota de Falecimento: Robert White


Robert M. White
(06/07/1924 - 17/03/2010)

Faleceu no último dia 17 de março em Orlando, Flórida, de causas naturais aos 85 anos de idade, o primeiro homem a voar a Mach 6, Major-General Robert Michael White.

Nascido em Nova Iorque, White, aos 18 anos de idade, alistou-se na Força Aérea do Exército em 25 de novembro de 1942. Iniciou seu treinamento de voo em 15 de maio de 1943 e concluiu-o, sendo comissionado Segundo-Tenente, em 8 de fevereiro de 1944. Dessa forma, ele foi designado para o 355º Grupo de Caça, então baseado em Steeple Morden, Inglaterra. Voando o Mustang P-51 com a unidade – que se tornaria a melhor unidade de ataque ao solo da USAF na guerra – White realizou 52 missões entre julho de 1944 e 23 de fevereiro de 1945. Naquele dia, voando sobre a Alemanha, ele foi derrubado e feito prisioneiro. Inicialmente foi mantido no famoso Stalag Luft III em Sagan, na Silésia, ele depois foi enviado a Nuremberg. Após dois meses em cativeiro, foi libertado em abril de 1945.

White deixou o serviço ativo em dezembro de 1945, mas foi reconvocado em maio de 1951, durante a Guerra da Coreia. Em fevereiro de 1952, passou a comandar uma seção do 40º Esquadrão de Caça, no Japão. Em 1953 retornou aos EUA, onde cursou a Escola de Pilotos de Teste. Em 1958, tornou-se piloto-chefe do programa de testes X-15. Em 1961, White realizou três históricos voos no X-15, se tornando, em sequência, o primeiro homem a romper a barreira de Mach 4, Mach 5 e Mach 6 – quando ele levou a aeronave à sua potência máxima. E mais ainda: em 17 de julho de 1962, White voou o X-15 à uma altitude de 96 quilômetros, se tornando o primeiro ser humano a voar uma aeronave com asas no espaço.

Enquanto voava sem gravidade, ele disse: “Esta é uma vista fantástica”. E após o pouso: “Vi a costa oeste dos Estados Unidos de bem acima da baía de São Francisco até bem abaixo até o México”. White tornou-se o quinto americano a receber a insígnia de astronauta, logo depois de Alan Shepard, Virgil Grissom, John Glenn e Scott Carpenter.

Em 1967 ele tornou-se vice-comandante da 355ª Ala de Caça Tática, na Tailândia, e voou 70 missões de combate sobre o Vietnã. Em 1975, tornou-se Chefe de Estado-Maior da 4ª Força Aérea Tática na Base Aérea de Ramstein, Alemanha, aposentando-se como Major-General em fevereiro de 1981. O General White foi inscrito no Hall da Fama da Aviação Nacional em 2006. Viúvo desde 2007, ele deixa quatro filhos e quatro netos.


Robert White em seu traje de voo, ao lado do X-15.

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quarta-feira, 24 de março de 2010

Evacuação em Moscou após descoberta de projéteis


Evacuação em Moscou após descoberta de projéteis


Dois grandes prédios residenciais foram evacuados e todo o tráfego paralisado num distrito a noroeste de Moscou, após um lote de cápsulas de artilharia da Segunda Guerra Mundial ser descoberto por trabalhadores de construção civil.

A descoberta foi feita às 14h, quando os trabalhadores estavam instalando uma nova tubulação de aquecimento.

De acordo com o Ministério de Emergências da Rússia, um total de 916 projéteis de 76 mm – 40 dos quais com detonadores instalados – foram encontrados no local.

Cerca de 200 residentes, que foram evacuados para uma escola local, já retornaram às suas casas após o fim da escavação.

Eles dizem que esses achados perigosos são comuns a eles, já que um imenso complexo de tiro estava situado na área durante a Segunda Guerra.

Os peritos em bombas já carregaram as cápsulas em caminhões que as levaram a um campo de tiro fora de Moscou, onde foram detonadas.

Um representante do escritório do comandante militar de Moscou disse que cerca de 200 a 300 projéteis intactos são descobertos na cidade todos os anos.

Fonte: Russia Today, 17 de março de 2010.


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terça-feira, 23 de março de 2010

Vídeo: Peter Spoden demonstra suas táticas de caça


Peter Spoden foi piloto da caça noturna da Luftwaffe junto ao NJG 5 e NJG 6; em março de 1945 ele foi condecorado com a Cruz Alemã em Ouro e recebeu o comando do I./NJG 6. O Hauptmann Spoden terminou a guerra com 24 vitórias aéreas, todas noturnas (e todas, menos uma, contra quadrimotores).

Uma pessoa bastante comunicativa, Spoden com frequência comparece a encontros de aviadores e faz palestras por diversos países. Neste vídeo, em visita aos EUA, Spoden demonstra, mais de 60 anos depois, suas táticas de abate de bombardeiros utilizando os canhões oblíquos Schräge Musik. Uma cena raríssima, que merece ser apreciada:


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segunda-feira, 22 de março de 2010

A explosão do Vesúvio em 1944


A explosão do Vesúvio em 1944


Em 1943, os Aliados começaram o ataque ao que Winston Churchill chamava de “ventre macio da Europa”. Tudo começou com a invasão da Sicília em julho. Em setembro, as tropas Aliadas tinham cruzado o Estreito de Messina para desembarcar no “dedão” da Itália.

O 5º Exército Americano abriu caminho pela Calábria com outras tropas, se movendo perto de Salerno. Forças canadenses desembarcaram perto de Reggio Calabria e encontraram pouca oposição. Os canadenses tomaram vantagem disso e rapidamente se moveram continente adentro por duas semanas e capturaram Potenza, que fica a 80 quilômetros a leste de Salerno.

Nessa época, os italianos tinham se cansado de Mussolini e da guerra, e finalmente se livraram do Duce, se rendendo incondicionalmente. Seus aliados alemães rapidamente desarmaram todas as tropas italianas que encontraram e decidiram realizar uma lenta e combativa retirada da península, em direção ao norte. Então, em janeiro de 1944, os Aliados pensaram num plano.

Envolvia outro desembarque anfíbio, dessa vez em Anzio, que fica na costa a cerca de 50 quilômetros ao sul de Roma. Também era cerca de 70 quilômetros atrás das linhas alemãs. Surpreendeu tanto os alemães que os Aliados desembarcaram sem oposição. Isso surpreendeu também o comandante americano.

Quando a mesma coisa aconteceu em setembro de 1943, os canadenses tiraram vantagem da situação parecida e avançaram rapidamente para dentro do continente. Mas o Major-General John P. Lucas, que liderava o desembarque americano, deu ordens vagas. Ele devia desviar o máximo possível de forças inimigas do front ao sul e preparar uma posição defensiva. Mas parece que Lucas tomou nota somente da parte que dizia “preparar posição defensiva”. Ao invés de aproveitar a oportunidade para avançar, ele tomou uma lenta e defensiva postura. Isso permitiu aos alemães reagir e os soldados americanos acabaram enfrentando uma dura luta por um pedaço de terra que poderia ter sido tomado facilmente.

Mas, como parece, os alemães podem não ter sido o mais perigoso inimigo que os Aliados enfrentaram. Porque em 18 de março de 1944 o Monte Vesúvio explodiu em uma erupção de cinco dias. Tão temido era o vulcão, conhecido por ter enterrado a cidade romana de Pompéia, que o cruzador USS Philadelphia recuou pela única vez em seus 8 anos de serviço.

A sorte do Philadelphia foi que era um navio no mar, e podia fugir rapidamente. As forças em solo não tiveram tanta sorte. Em 23 de março, a maioria dos B-25 Mitchells do 340º Grupo de Bombardeio estavam cobertos com cinzas quentes que queimaram as superfícies de controle e derreteram as seções de plexiglass.

Alguns aviões ficaram tão pesados que se desequilibraram sobre suas caudas. Algo entre 78 e 88 aviões foram destruídos, o que representou mais do que as perdas do 340º para a Luftwaffe no ataque à Córsega três meses antes. Não houve mortes ou grandes baixas no campo de Pompéia mas, apesar dos melhores esforços da 12ª Força Aérea, suas aeronaves ficaram fora de serviço por muito tempo. O 340º não foi o único grupo afetado, já que diversos grupos de bombardeio e caça tiveram que lidar com Vesúvio, bem como as tropas terrestres. Presumivelmente, o Vesúvio causou problemas também para os alemães, como um nêmesis comum.

Outras unidades aéreas militares foram profundamente afetadas, como o 57º Grupo de Caça em Cercola, Itália. A população comum teve que enfrentar mais dificuldades além daquelas apresentadas pela guerra. Cinzas cobriram jardins e casas por todo o caminho desde o Vesúvio até Salerno, e muitos civis ficaram desabrigados. A lava cobriu muitas estradas e causou grandes engarrafamentos.

Eventualmente os alemães se renderam e os americanos inventaram a bomba que terminou a guerra. Mas nenhum exército na Terra sobrepuja a natureza. Tornados, furacões, enchentes e terremotos não tomam lados e devastam igualmente forças inimigas. E o Monte Vesúvio permanece o campeão inconquistável da península italiana, pronto para acordar e destruir todos os inimigos. A erupção durante a Segunda Guerra Mundial foi a última do Vesúvio até agora.

Fonte: Symon Sez, 18 de março de 2010.


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sexta-feira, 19 de março de 2010

Entrevista com Emilio Bianchi


Entrevista com Emilio Bianchi
Mergulhador da Decima MAS

por Andrea Piccinotti

Emilio Bianchi é hoje, aos 98 anos, o último dos seis mergulhadores da Xª MAS que protagonizaram a mais famosa ação da unidade, contra Alexandria, na noite de 18 para 19 de dezembro de 1941. Três “maiali” – cada um com dois homens – afundaram os couraçados HMS Valiant e HMS Queen Elizabeth, bem como o petroleiro norueguês Sagona. Acredita-se que esse ataque, sozinho, mudou a maré da guerra em favor do Eixo por mais um ano, pois a destruição dos navios permitiu que os suprimentos de Rommel chegassem à Trípoli. Condecorado com a Medaglie d’Oro al Valor Militare, Bianchi concedeu esta entrevista em janeiro de 2002.

Entrando na casa de Emilio Bianchi eu fiquei extasiado ao pensar nesse soldado, um dos maiores heróis da história naval italiana. Fiquei impressionado com sua modéstia; diversas vezes durante a entrevista ele falou de treinamentos e mergulhos como se qualquer um pudesse fazer isso. Também fiquei tocado por sua dedicação ao país e à marinha.

-Sr. Bianchi, como foi o seu treinamento?
-O treinamento foi bastante duro, na verdade muito difícil. Você só tem que parar para pensar que no meio do inverno nós mergulhávamos às 21h e passávamos a noite toda em treinamento e mergulhando com nossos “maiali”. O treinamento era muito desafiador e exaustivo, e somente nosso entusiasmo nos permitia ir em frente.

O treinamento inicial foi feito em Bocca del Serchio (a base secreta da Xª MAS), onde aprendemos a controlar o veículo de ataque, familiarizar-nos com ele e aprender táticas de ataque. Após a entrada da Itália na guerra, quando a data para um ataque estava se aproximando, treinávamos “atacando” a base da Regia Marina em La Spezia. Não podíamos alertar as sentinelas das nossas operações, então o “ataque” era realizado em completo segredo e corríamos o risco de sermos alvejados por nossos próprios soldados.

Nós então partimos da Ilha de Tino. Tivemos que sobrepujar as duplas linhas de defesa perto de Punta Santa Maria, perto da entrada do porto militar, e então passar por mais duas linhas de defesa perto do navio que estávamos atacando. O aspecto mais difícil era o fato de termos que operar a 15 metros de profundidade numa noite muito escura e dessa forma estávamos praticamente cegos; tínhamos que estar em perfeita sincronia com nossos colegas.

Para passar pelas defesas, tínhamos ferramentas especiais que nos permitiam cortar as redes sem muito esforço [isso era uma limitação da combinação gasosa nos tanques de respiração dos mergulhadores, que não permitia atividades estressantes]. Usávamos cortadores hidráulicos ou macacos pneumáticos. Uma vez que a carga estivesse presa ao casco do navio, o treinamento ainda não havia acabado. Devido ao segredo de nossas operações, tínhamos que voltar simulando uma fuga da base.

-Então, durante o treinamento o senhor passou pelos mesmos riscos que enfrentou em Alexandria?
-Eu diria que os riscos durante o treinamento eram até maiores, porque nesses treinamentos nós simulávamos circunstâncias que não aconteceram em Alexandria. Lá, graças ao nosso serviço secreto e aos batedores, nós sabíamos perfeitamente onde estavam os couraçados e como proceder. Apenas tínhamos que repetir o que fizemos durante o treinamento.

-Qual o foi maior perigo que o senhor já enfrentou?
-O maior perigo foi durante a segunda missão contra Gibraltar. Após alguns atrasos, nós conseguimos entrar no porto militar onde alguns navios ingleses estavam despejando cargas de profundidade por todo o lugar, mas sem nos dar muito trabalho. De repente, uma explosão interna [provavelmente devido aos gases formados dentro do compartimento da bateria] no “maiale”, bem embaixo da minha bunda [ao dizer isso, o Sr. Bianchi começou a rir...], causou uma parada instantânea do motor e o veículo começou a descer.

Eu devo lembrá-lo que nossos aparelhos de respiração não nos permitiam descer mais do que 15 metros, enquanto chegar a 30 metros era absolutamente proibido. Meu veículo continuou a descer e, ao checar o medidor de profundidade, vi que tinha ficado preso a cerca de 30 metros. Nesse ponto, o veículo tocou o fundo e parou. [Luigi Durand De La Penne, o piloto, não conseguiu recuperar o “maiale” e abandonou-o imediatamente]

Nesse momento, se a profundidade do mar fosse um pouquinho maior, eu com certeza teria batido as botas. Após perceber que Durand não estava mais lá, tentei consertar o “maiale” com a válvula manual, mas não deu certo. Eu então senti os primeiros sintomas de tonteira e desisti. Uma vez de volta à superfície, encontrei meu comandante, De La Penne. Veio então um barco de patrulha inglês se aproximando muito rápido, mas felizmente não nos viram e nadamos de volta para a costa espanhola [nadar às 2:30h da madrugada, nas águas geladas infestadas de navios inimigos é – nas palavras do Sr. Bianchi – a coisa mais fácil do mundo...]. Chegando à Espanha, nossos agentes nos levaram de volta à Itália. Ah sim; dessa vez eu passei perigo...

-Durante os mergulhos, não sentia frio?
-Nós usávamos uma pesada vestimenta de lã, parecidas com ceroulas, dos pés até o torso, e suéteres no topo. Então colocávamos um traje de mergulho à prova d’água. Bem, era à prova d’água só na teoria, já que frequentemente a água entrava porque o traje era muito delicado e qualquer coisa o rasgava. Era feito de tecido emborrachado e tinha a infeliz característica de enrugar abaixo de 10 metros ou mais. Essa ação criava algo parecido com pinças dentro da roupa, que agarravam e puxavam sua pele. Uma vez fora da água no fim dos treinamentos, parecia que eu tinha sido chicoteado. Na cabeça usávamos um gorro de lã, mas a água entrava, causando cãibras terríveis; mas depois a água dentro do gorro esquentava e a dor desaparecia.

-Após o ataque a Alexandria o senhor foi capturado. Como os ingleses o trataram?
-Os primeiros marinheiros ingleses que nos viram riram de nós, achando que tínhamos falhado, mas logo os oficiais superiores perceberam a situação. Eles nos fizeram tirar nossas roupas e fomos trazidos para a praia. Lá, dois oficiais que falavam italiano – até melhor que nós! – nos interrogaram um a um. Os oficiais ingleses nos ameaçaram e apontavam para uma pistola na mesa, mas sabíamos que era apenas um truque para nos assustar e nos fazer falar; não dissemos nada. Nesse ponto, fomos trazidos de volta a bordo do Valiant e trancados numa sala abaixo da linha d’água, na esperança de que disséssemos onde estava a bomba. Sabíamos que rapidamente a carga explodiria e estávamos esperando a explosão com alguma ansiedade. Quando aconteceu, balançou todo o navio e nos deixou no escuro. Eles vieram nos pegar e nos levaram para a costa; aqui eu notei, com grande prazer, que o navio começava a se inclinar.

Eu gostaria de ressaltar que os couraçados não foram afundados, mas apenas colocados fora de ação em águas rasas* [ele só diz isso pra diminuir os próprios feitos...]. Após o ataque, fomos levados para a Palestina, numa área chamada Latrum, por cerca de 8 meses. Então, depois de El Alamein, com o medo de que os alemães cruzassem o Canal de Suez, os três oficiais foram levados para a Índia, enquanto o restante de nós foi levado à África do Sul em Transvaal [gostaria de mencionar que o Sr. Bianchi tentou a fuga duas vezes. Eu somente descobri isso após ler suas memórias, porque durante a entrevista ele não mencionou isso, provavelmente por modéstia]. Os três oficiais e Marino retornaram à Itália imediatamente após o Armistício; enquanto usando alguns argumentos sobre minha saúde, decidi ficar no campo de prisioneiros até o fim da guerra. Eu não queria voltar à Itália porque não sabia o que fazer; teríamos que lutar contra nossos irmãos [referindo-se à guerra civil].

-Se tivesse voltado à Itália, o que acha que teria feito?
-Eu acho que, tendo conhecido Borghese e seus homens, eu teria acabado me juntando à “Repubblica di Salò”, também porque não se pode começar uma guerra e num dado ponto dizer ao seu antigo aliado [a Alemanha] que agora ele é um inimigo. É uma questão de ética, de consciência. Se eu tivesse voltado, não poderia enxergar os ingleses como meus amigos e os alemães como inimigos. Eu gostaria de mencionar algo que Tesei me disse: “Não importa se a guerra é ganha ou perdida, o que importa é lutar bem”. O Alto-Comando fez tudo que podia para lutar mal. Após nossa ação em Alexandria, a Marinha não tomou vantagem de nossa esmagadora superioridade; evidentemente nós não tínhamos bons estrategistas!

-O que o senhor acha da não-ocupação de Malta; foi o maior erro da Itália?
-Me deixe apenas dizer que em 10 de junho de 1940, logo após ouvir o anúncio pelo rádio, Tesei disse: “Agora a Regia Marina deve imediatamente eliminar Malta a qualquer custo!” Eu digo, será possível que um oficial de engenharia naval poderia entender a real importância de Malta, enquanto os grandes almirantes não estavam nem se ligando? Malta cobraria indubitavelmente um preço alto; deve-se pensar nos nossos pobres soldados na África, que nem mesmo munição tinham. Num certo ponto, a ilha estava exausta, nós poderíamos tê-la conquistado com pequenos riscos, mas nunca fomos lá... O que poderíamos fazer? Não era nossa responsabilidade [ele diz com clara amargura em sua voz].

-Uma última pergunta Sr. Bianchi. Porque o senhor acha que, entre os seis homens da missão de Alexandria, o seu time é o mais famoso?
[O Sr. Bianchi não respondeu. Não sei se foi por modéstia ou porque ele não deseja reiterar as acusações de protagonismo excessivo que sempre seguiram De La Penne].

Meus infinitos agradecimentos ao Sr. Emilio Bianchi por sua disposição e honra em atender-me. Também gostaria de agradecer ao Sr. Enzo Casciani e ao Sr. Lorenzo Salvestrini, que possibilitaram este encontro.

Fonte: Regiamarina.net, 18 de janeiro de 2002.

*NOTA: A questão do conceito de "afundamento" já foi discutida aqui na Sala de Guerra. Pessoalmente concordo com o autor quando ele diz que Bianchi tentou diminuir o valor de seus próprios feitos dizendo que "não afundou" o HMS Valiant. Ele é sem dúvida uma grande pessoa, com quem tive a maravilhosa oportunidade de me corresponder dois anos atrás. Ele me enviou também uma foto autografada, que guardo com muito carinho:



Veja também:
>>SLC Maiale
>>Sergio Denti
>>Licio Visintini
>>Nota de Falecimento: Gino Birindelli
>>Entrevista com Luigi Gorrini - Parte 1 , Parte 2 , Parte 3
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quinta-feira, 18 de março de 2010

Riga recebe novamente marcha de veteranos da SS


Riga recebe novamente marcha de veteranos da SS


Veteranos da infame Waffen SS nazista marcharam em congelantes temperaturas pelas ruas de Riga, capital da Letônia, saudados pelos moradores, que os consideram heróis.

Uma proibição da prefeitura foi anulada às 11h do dia anterior por decisão judicial. Isso significou que cerca de 30 homens que uma vez usaram a insígnia da tropa de elite nazista foram honrados em meio a 2.000 combatentes do comunismo.

Agora com média de 90 anos, esses senhores lutaram pelo Terceiro Reich contra a União Soviética na Segunda Guerra Mundial, foram os heróis do dia na Letônia, onde Stalin é considerado pior do que Hitler.

Efraim Zuroff, mais proeminente caçador de nazistas do mundo, e que esteve presente entre o pequeno grupo que protestava contra o desfile, pediu aos letões que não honrem a memória dos seus 140.000 soldados da SS. Ninguém deu-lhe ouvidos.

Cerca de 500 desses soldados são acusados de participar do massacre de 40.000 judeus do gueto de Riga. Contudo, naquela parte do mundo, em que 65.000 pessoas foram deportadas para a Sibéria na primeira ocupação comunista de 1940-1941, e que depois de 1945 passou por quase meio século sob a sombra de Moscou, os veteranos da SS são vistos como soldados da liberdade.

Dois mil policiais armados fizeram a segurança de todo o trajeto, que foi iniciado na catedral local, onde o bispo fez um sermão detalhando os males do stalinismo e comunismo.

Junis Dogeds, 88 anos, foi um dos que lutou pela SS. Ele não tem arrependimentos: “Os russos foram os bastardos desse país. Eles mataram milhares antes de Hitler chegar. Nós lutamos pelo menor de dois males. Hitler se foi em três anos, mas os soviéticos ficaram por mais 50. Eles eram nosso verdadeiro inimigo. Então eu marchei com orgulho e sempre o farei, até minha última respiração”.

Os nazistas mataram cerca de 18.000 dos nossos. Os russos mataram mais de 300.000. Então te pergunto, quem são os nossos inimigos aqui?”, concluiu.

Nils Usakovs, político de origem russa que atualmente é prefeito de Riga, tentou cancelar as celebrações. Ele disse que o ato é um desastre para a imagem internacional da Letônia. Já Katherine Sliane, repórter de uma agência de notícias local, disse: “Isso nunca será resolvido. Você tem 1 milhão de pessoas em Riga, metade russos, metade letões. Uma metade sempre vai achar que a outra está errada. Nem todos aqui são nazistas: isso é mais uma celebração do nacionalismo e orgulho da Letônia. Os velhos nazistas são apenas parte do evento, e são a parte na qual os oponentes se focam”.

Ela ressalta que o Museu da Ocupação na cidade é dividido meio a meio entre exibições nazistas e soviéticas.

Aivars Ozols, 85 anos, foi outro que marchou e depositou um buquê de rosas brancas num monumento aos mortos, e disse que foi convocado em 1943, não tendo escolha senão lutar.

Eu passei nove anos num gulag depois dos russos me capturarem”, ele disse. “Paguei por minhas ações e agora vim aqui para honrar meus camaradas, nada mais”.

Fonte: Daily Mail: 16 de março de 2010.


Veja também:
>>Veteranos da Waffen SS marcham por Riga
>>Erich von dem Bach-Zelewski
>>Russos protestam contra calendário estoniano da SS
>>Prefeito romeno usa provoca ultraje ao usar uniforme alemão
>>Polônia condena invasão soviética como tirânica
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quarta-feira, 17 de março de 2010

A única WASP com uma câmera


A única WASP com uma câmera


É difícil não querer fazer milhares de perguntas enquanto olha o álbum de Lillian Yonally com as fotos coloridas das pilotas americanas em uniforme na Segunda Guerra Mundial. Mulheres pilotando na Segunda Guerra? Voando bombardeiros? Em cores? Qual era sua história?

Para aqueles que não viveram a época, às vezes parece que a Segunda Guerra aconteceu em preto e branco – sem dúvida o resultado de observar incontáveis fotografias históricas. Em contraste, as fotos coloridas de Yonally, tonalizadas com azuis, verdes e vermelhos primários, parecem ter sido tiradas de um sonho.

Yonally, agora com 87 anos, foi uma das 1.100 jovens da Women Airforce Service Pilots, um curto programa militar conhecido como WASP, que treinou voluntárias civis para voar aviões pelo país, para que os homens pudessem ser liberados para voar em combate no estrangeiro. As mulheres, que deveriam ter experiência prévia de voo, treinaram no Campo Avenger, em Sweetwater, Texas, e então foram distribuídas por 120 bases aéreas pelos EUA.

Yonally tirou as fotos entre 1943 e 1944 no Campo Avenger, quando tinha 21 anos de idade e estava em treinamento. Prosseguiu então para o Campo Irwin, na Califórnia, onde foi estacionada. No Campo Irwin, ela rebocava alvos atrás do seu avião para que artilheiros no solo pudessem praticar – com munição real. O revolucionário programa WASP foi encerrado após apenas dois anos, devido principalmente aos pilotos civis requererem as vagas, mas não antes que as mulheres provassem que podiam voar. As WASPs recentemente foram condecoradas com a Medalha de Ouro do Congresso por seus feitos.

O pai de Yonally presenteou-a com uma câmera, uma Argus C3, que disse ser considerada “contrabando” na base. Isso não a impediu de fotografar, e ela tirou fotos das amigas, dos aviões que voou e dos instrutores. Ela enviava os filmes por correio para Boston, e seu pai fazia a revelação colorida. Dessa forma, ela pensou, sua família podia ver o que ela estava fazendo, e ela teria um registro de suas experiências quando voltasse para casa.

E há histórias por trás das fotos. A foto de um avião, um PT-19, com um belo céu de amanhecer atrás de si, foi feita para mostrar aos pais que ela acordava cedo. Outra mostra as meninas acenando, celebrando sua recente aprovação nos testes de voo. Outra ainda mostra Yonally com trajes de voo e segurando um malote de correio aéreo – tirada para mostrar à família seu novo vestuário de treinamento.

Ao ser questionada sobre se ela e as colegas sentiam o quanto especial era o programa WASP, Yonally ficou bastante animada e falou bastante sobre o ato de voar e sobre mulheres nos comandos. Ela claramente mostra paixão pela aviação, e aproveitou a oportunidade ao máximo. “Não acho que fiquei pensando muito tempo, eu apenas achei que era uma oportunidade maravilhosa, e estávamos todas ansiosas para começar”.

Para Yonally, suas fotografias são prova de que “as mulheres podem fazer qualquer coisa”.

Fonte: The Picture Show Blog, 10 de março de 2010.


Veja também:
>>Nota de Falecimento: Diana Barnato Walker
>>Nota de Falecimento: Andrée Peel
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>>Elza Cansanção Medeiros
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terça-feira, 16 de março de 2010

Ingleses queriam os Dambusters para matar Mussolini


Ingleses queriam os Dambusters para matar Mussolini


Os britânicos propuseram um audacioso plano para assassinar Mussolini em seu quartel-general de Roma com um bombardeio de precisão realizado pelo Esquadrão Dambusters da RAF.

O Marechal-do-Ar Arthur “Bomber” Harris propôs o uso de Lancasters do 617º Esquadrão – os famosos “Dambusters” – para voar sobre Roma “ao nível dos telhados” e despejar bombas sobre o quartel-general do Duce e sua residência, numa tentativa de matá-lo ou invalidá-lo, dizem documentos liberados pelos Arquivos Nacionais.

A operação, concebida no começo de julho de 1943, tinha a aprovação de Anthony Eden, o Secretário do Exterior.

Num memorando ao Primeiro-Ministro Winston Churchill, datado de 13 de julho de 1943, Eden escreveu: “Harris pediu permissão para tentar bombardear Mussolini em seu escritório em Roma e bombardear sua residência simultaneamente em caso do Duce se atrasar naquela manhã”.

Eden disse que o quartel-general de Mussolini – o magnífico Palazzo Venezia no centro de Roma – e sua residência privada, Villa Torlonia, eram ambos “inconfundíveis” e poderiam facilmente ser identificados pelos bombardeiros ingleses.

O mais importante: nenhum estava a menos de 1,5 quilômetro do Vaticano, que os Aliados prometeram não danificar.

Eu acredito que se Mussolini for morto ou invalidado nas atuais circunstâncias, isso em muito aumentaria a chance de tirarmos a Itália da guerra o mais rápido possível. Dessa forma, peço sua permissão para prosseguir com a operação”, escreveu Eden.

Mas dentro de duas semanas Mussolini foi derrubado pelo Grande Conselho Fascista e substituído por um governo provisório liderado pelo Rei Vittorio Emmanuele III, que negociou a rendição com os Aliados.

Mussolini fugiu para o norte da Itália e liderou uma república fascista. Em abril de 1945, confrontado pela derrota total, ele tentou fugir para a Suíça, mas foi capturado e sumariamente executado por partisans italianos perto do Lago Como.

Christopher Duggan, um historiador da Universidade de Reading e biógrafo de Mussolini, disse que havia provavelmente outras boas razões para não autorizarem o bombardeio. Ele disse: “Poderia ter sido logisticamente difícil para os bombardeiros virem baixo o suficiente para realizarem um bom ataque. A RAF pode ter decidido que as defesas aéreas de Roma eram boas”.

E se eles somente ferissem Mussolini, poderiam ter feito a população italiana apoiá-lo. Ainda havia muita simpatia por Mussolini nessa época, então havia o perigo do tiro sair pela culatra”.

Fonte: The Telegraph, 12 de maio de 2010.

Veja também:
>>Discursos de Mussolini são hit do iTunes
>>Bomber Harris desprezava os Dambusters
>>Evento: Dambusters Raid Meeting 2009
>>Livro: Mussolini e a Ascensão do Fascismo
>>Serie 5 – Uma salvação tardia para a Regia Aeronautica - Parte 1, Parte 2
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segunda-feira, 15 de março de 2010

Exclusivo: Voando num Junkers 52!


Voando num Junkers 52!


Meu amigo Thomas Rübmann, de Stuttgart, recentemente tirou uma semana de férias para esquiar na Suíça. Grande entusiasta da aviação da Segunda Guerra, Thomas também é um excelente fotógrafo (a foto do Focke-Wulf que ilustra o cabeçalho da Sala de Guerra neste mês é dele), e fez um relato de como é voar em um autêntico Junkers Ju 52 sobre os Alpes. Essa é com certeza uma aventura que eu também ainda quero realizar! No ano passado eu vi um Ju 52 voando sobre Bad Honnef e o Reno, e foi maravilhoso só de vê-lo. Imagine como deve ser estar lá dentro!

“Você pode voar com o Ju 52 de um bocado de aeroportos na Alemanha. A Ju Air tem 4 Ju 52 operacionais, bem como um DC-3. Eu lhe falei sobre um grande show aéreo que acontece perto de Stuttgart – lá, os quatro estavam voando juntos com outro da França e o Ju 52 da Lufthansa. Ao todo 6 Jus.

Eu fui de carro até a Suíça, para a cidade de Dübendorf. Esse aeroporto é a base da Ju Air e dos 4 Jus. Dübendorf é o mais antigo aeródromo da Força Aérea Suíça.

Eu levei duas horas para chegar lá de carro. O link para o website deles é: http://www.airforcecenter.ch/

Meia hora antes da decolagem você tem que estar no escritório da empresa aérea. São permitidos 17 passageiros por voo. Você pega sua passagem e então caminha até o avião. Algumas vezes, o avião está retornando de outra viagem.

Que poderoso som vem dos três motores BMW 801 originais! Agora você tem tempo suficiente para tirar fotos do avião – por dentro e por fora.

Aí você toma seu assento, aperta o cinto de segurança, e os motores são ligados. É o último momento em que se tem silêncio. Mas o som é como música para os meus ouvidos!

Enquanto taxiamos na pista, você pode ver o piloto manobrando os controles dos dois motores das asas. Também operam os freios de ar comprimido nas rodas.

O voo agora pode começar! Lentamente a velocidade vai aumentando, mas você não precisa de muita velocidade. O Ju 52 já está voando a 150 km/h. Mas agora você começa a sentir o clima.

Não é como um jato moderno. O Ju vai pra cima e pra baixo conforme o vento sopra. E você pode ver o piloto segurando os controles. As curvas trazem sons magníficos aos ouvidos.

Não há cabine pressurizada aqui. Entre a porta e a fuselagem fica uma abertura.

Se você olhar para fora da janela sobre as asas, pode ver o quanto de combustível e óleo estão nos tanques. O indicador de óleo é de vidro, com uma bóia, e o indicador de combustível tem um ponteiro. Ambos ficam atrás do motor.

Agora está na hora de voar pelas montanhas. É permitido ir até a cabine e conversar com os pilotos. Mas que grande visão das montanhas cobertas de neve! E a hélice do motor do nariz está girando bem à sua frente!

Algumas vezes as montanhas são mais altas do que a altitude do voo. E agora você sente o vento de novo! Antes de passar pelo topo, você sente o avião subindo. Mas depois é como estar em um elevador. Está indo pra baixo! É fantástico.

Depois de 40 minutos estamos voltando ao aeroporto. Eu estava na cabine durante a volta para a pista, e somente no último trecho eu tive que voltar ao meu assento. Isso não é possível num jato moderno.

Agora acontece a aterrissagem e vamos de volta à posição de parada. É uma sensação curiosa num avião com roda na cauda.

Algo muito especial nesses voos é o cheiro de óleo e engrenagens. E os três propulsores cantando sua música. Eu já voei três vezes em Dübendorf, em três aviões diferentes. Cada um tem sua própria “personalidade”. Mas isso você pode ver no link. Também há a visita ao museu.

E com certeza voltarei para meu próximo voo!!!”

Thomas Rübmann





Veja também:
>>Histórica aeronave alemã oferece voos turísticos
>>Focke-Wulf Fw 200 Kondor
>>Raro B-17 é resgatado de pântano na Nova Guiné
>>Cortes podem atingir Voo da Batalha da Inglaterra
>>Nota de Falecimento: Wilhelm Messer
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sexta-feira, 12 de março de 2010

Veteranos fazem emocionada peregrinação a Iwo Jima


Veteranos fazem emocionada peregrinação a Iwo Jima


Jerry Yellin passou a maior parte da vida tentando esquecer o cheiro de morte da ilha de Iwo Jima 65 anos atrás.

Yellin foi um piloto de caça P-51 que tinha feito 22 anos algumas semanas antes de tocar o solo da ilha em 7 de março de 1945, em meio a uma das mais sangrentas batalhas da campanha do Pacífico na Segunda Guerra Mundial.

De um lado, havia montes e montes e montes de corpos de soldados japoneses sendo empurrados com escavadeiras em valas comuns. E logo atrás da área do nosso esquadrão estava o necrotério dos fuzileiros, onde eles deitavam os cadáveres, checavam seus dog tags e coletavam impressões digitais para identificação”, lembra-se Yellin, um aposentado de 87 anos que vive em Vero Beach, Florida.

Eu vivi com aquelas memórias por toda a vida e é algo que nunca quero rever”.

Mesmo assim, Yellin esteve de volta à ilha pela primeira vez desde 1945 para uma celebração do 65º aniversário da batalha. Cerca de 22.000 soldados japoneses morreram defendendo a ilha – junto com mais de 6.000 americanos – numa batalha que ficou imortalizada na icônica foto do hasteamento da bandeira norte-americana no topo do Monte Suribachi, o vulcão dormente da ilha.

Os americanos dominaram a ilha em 26 de março de 1945, marcando o mais significativo avanço militar do país na estratégia de “salto pelas ilhas” para chegar ao Japão. Mas a batalha provou-se mais longa e letal do que os planejadores anteciparam, consumindo muitos recursos militares americanos. Os EUA abandonaram seu plano de invadir o Japão e recorreram à bomba atômica para encerrar a guerra.

Desde 1995, associações japonesas e americanas de Iwo Jima se encontram na ilha, agora conhecida como Iwo To, para celebrar os 35 dias de luta com uma “Reunião de Honra”.

Yellin e muitos outros veteranos fizeram uma longa viagem para Iwo Jima partindo de Guam em 3 março com a empresa Military Tours. “Cada um tinha sua razão para estar lá, mas todos foram embora unidos através do compartilhamento da experiência que somente alguns podem entender”, disse Cyril O’Brien, correspondente dos fuzileiros que cobriu originalmente a batalha.

De certa forma, é um alívio saber que algo que aconteceu a tanto tempo é provavelmente o que considero um dos momentos mais enobrecedores das nossas vidas. Eu sou escritor, então vir aqui desta vez, e olhar para o terreno vendo esta colina, este penhasco, esse bosque, abre toda uma nova página na minha memória”, disse ele.

O’Brien, um repórter aposentado que está trabalhando num livro sobre suas experiências como correspondente de guerra, já voltou a Iwo Jima para as reuniões quatro vezes. Mas o sentimento de admiração nunca diminui quando tem a primeira visão da ilha no avião, confessou.

Quando nos aproximamos de Iwo Jima e vemos o Suribachi, você se espantaria com o que acontece. Tudo se torna silencioso e solene como quando se entra numa catedral. Pode-se dizer que a ilha cativou todo mundo, a ilha os traz de volta à sua juventude. O primeiro momento é sempre muito emocionante. Sempre é”, disse.

Para Yellin, foi uma longa jornada de volta ao campo de batalha onde, como um jovem aviador, ele deixou para trás 11 camaradas, o que gerou anos de amargura e preconceito racial. Yellin se lembra de passar sobre a bandeira toda vez que ele e seus colegas voavam uma missão de apoio aos fuzileiros no solo, que tinham a formidável tarefa de tomar a ilha de uma força militar em sua última resistência.

Eu nunca pensei nas pessoas no solo como pessoas. Você pode odiar tanto alguém que não os enxerga como pessoas”, ele disse. “Eu não tinha nenhuma vontade de voltar ao Japão. Porque diabos você visitaria o lugar onde moravam seus inimigos? Quem quer visitar o povo contra quem você lutou e odiou?

A mudança começou em 1988, quando seu filho casou-se com uma japonesa cujo pai foi um piloto da Força Aérea do Exército Imperial, que também voou missões em Iwo Jima. Os futuros sogros do filho de Yellin se opunham ao casamento, até que os homens se conheceram e compartilharam suas experiências em Iwo Jima.

Eu o odiava e ele me odiava. Nos encontramos pela primeira vez três dias antes do casamento. E ele disse: ‘Qualquer homem que voou um P-51 contra os japoneses e viveu deve ser um bravo, e eu quero que o sangue desse homem flua pelas veias dos meus netos.’ Então, meu filho casou-se, começou a ter filhos e minha vida expandiu-se. Eu vi que seres humanos foram mortos na guerra, e eles eram boas pessoas, pessoas brilhantes, que agora são minha família”.

Através do casamento, os antigos inimigos fizeram as pazes, um processo que Yellin documentou em seu livro “Of War & Weddings”. Mas ele nunca tinha considerado visitar Iwo Jima até receber o convite para celebrar seus camaradas caídos – 11 em combate e 5 em treinamento – do 78º Esquadrão de Caças na Reunião de Honra.

Quando soube dos planos, o neto de 18 anos de Yellin mostrou interesse em ver o lugar no qual os avôs tinham se combatido.

Eu não queria reviver aquilo tudo, mas já que eu tenho um neto japonês e porque ele queria ir, eu tive que vir”, disse Yellin. “E estou feliz, satisfeito, emocionado em ter vindo. Chorei a maior parte do dia, desde o momento que chegamos. Muitas memórias voltaram, e nos fizemos um memorial para meus 16 amigos. Foi como fechar um ciclo”.

Fonte: CNN World, 8 de março de 2010.


Veja também:
>>Jerry Yellin honrado por livro sobre a guerra
>>North American P-51 Mustang
>>Artigo de Jerry Yellin na final do MWSA
>>Ben Nicks: A mais longa missão da Segunda Guerra
>>Boeing B-29 Superfortress
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quinta-feira, 11 de março de 2010

Documentário: Il Nemico Sulle Ali


Meu amigo cineasta Claudio Costa está produzindo mais um capítulo de sua série de documentários com veteranos italianos. Estamos trabalhando juntos para encontrar mais personalidades italianas para a série. O entrevistado deste novo documentário, entitulado "Il Nemico Sulle Ali" ("O Inimigo Nas Asas"), é o Generale di Brigata Aerea Alessandro Setti - que foi piloto de SM.79 Aerosiluranti. O bem-humorado Setti reconta as missões de torpedeamento de navios ingleses no Mediterrâneo, bem como sua amizade com os célebres Giulio Cesare Graziani, Martino Aichner e Carlo Emanuele Buscaglia.

Confiram os quatro trailers já liberados:









Veja também:
>>Documentário: Volando con Visconti
>>Documentário: Lo Spirito del Serchio
>>Militaria: Ordine della Corona D'Italia
>>Vídeo: Museu de Vigna di Valle
>>Bate-papo com o veterano - Gen. Metellini responde
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quarta-feira, 10 de março de 2010

Nota de Falecimento: Andrée Peel


Andrée Peel
(03/02/1905 - 05/03/2010)

Faleceu no último dia 5 de março em Long Ashton, Inglaterra, de complicações seguidas a um acidente doméstico aos 105 anos de idade, a agente da Resistência Francesa, Andrée Peel.

Nascida como Andrée Marthe Virot em Brest, porto francês da região da Bretanha, filha de Francis e Martha Virot, ela era dona de um salão de beleza em sua cidade natal na época da invasão alemã em 1940. Após a queda do governo de Paris e o início da ocupação, ela envolveu-se com a Resistência e começou a distribuir jornais clandestinos. Contudo, rapidamente foi feita chefe de seção da Resistência, e passou a reportar a Londres sobre movimentos de tropas alemãs, instalações navais e resultados de bombardeios.

Sob o codinome "Agente Rose", ela também abrigou aviadores ingleses e americanos derrubados sobre a França. Com sua equipe, Peel utilizou tochas para sinalizar o pouso de aeronaves Aliadas em operações secretas e ajudou a evacuar os aviadores derrubados em submarinos e barcos de patrulha em pontos remotos da costa francesa. Dessa forma, ela salvou 102 aviadores Aliados, e ajudou mais 20.000 pessoas. Na primavera de 1944, quando a Gestapo fechou o cerco sobre sua célula da Resistência em Brest, Peel mudou-se para Paris e assumiu outra identidade, mas foi capturada uma semana após os desembarques na Normandia. Ela foi enviada ao campo feminino de prisioneiras de Ravensbrück, mas foi transferida para Buchenwald algum tempo depois. Peel estava marcada para execução por fuzilamento quando os americanos liberaram o campo em abril de 1945. Ela guardou o uniforme listrado azul e cinza que usava como prisioneira, e lembrou-se: "Foi um tempo terrível, mas olhando para trás estou orgulhosa do que fiz, e também feliz por ter ajudado a defender a liberdade para as novas gerações".

Ainda durante a guerra ela conheceu seu marido, o inglês John Peel, e depois do fim do conflito o casal mudou-se para Long Ashton, em Bristol. Andrée Peel recebeu uma carta de congratulações de Winston Churchill, foi condecorada pelo Rei George VI e pelo presidente Dwight Eisenhower. Em 2004, recebeu o grau de Oficial da Legião da Honra - a mais alta condecoração francesa - por seu próprio irmão, o General de 4 estrelas Maurice Virot. Peel nunca teve filhos e ficou viúva em 2003. Duas semanas após seu 105º aniversário, ela fraturou o quadril ao cair da cama e teve que passar por cirurgia, falecendo pouco depois.

Uma das mais condecoradas mulheres que serviram na Segunda Guerra Mundial, Andrée Peel disse: "A guerra é uma época que nunca esquecerei. Não acho que alguém que viveu aquele período consiga. Mas eu vivi uma vida diferente de muitas mulheres, pois lutei como homem. Você não dá valor à liberdade até que a perde. Aceitamos que iríamos morrer. Raramente eu pensava em minha segurança pessoal, eu só agia e fazia o que acreditava ser o certo".


Andrée Peel com o irmão, General Maurice Virot, na ocasião de sua condecoração como Oficial da Legião da Honra em 2004.

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>>Nota de Falecimento: Pearl Witherington
>>Elza Cansanção Medeiros
>>Nota de Falecimento: Diana Barnato Walker
>>Nota de Falecimento: Irena Sendler
>>Lilya Litvyak
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terça-feira, 9 de março de 2010

Raro B-17 é resgatado de pântano na Nova Guiné


Raro B-17 é resgatado de pântano na Nova Guiné


Sob muito sol, tremenda umidade e temperaturas que chegavam aos 40 graus, Alfred Hagen finalmente viu o ventre do bombardeiro da Segunda Guerra Mundial, no qual ele tanto trabalhou para retirar de um remoto pântano em Papua Nova Guiné.

Hagen, um empresário norte-americano, estava bastante preocupado em manter a fuselagem de seis toneladas, parcialmente inundada, em uma única peça. Quando um helicóptero começou a levantá-la, Hagen – sobre a asa direita separada do avião – começou a ficar nervoso.

A fuselagem subia e descia, rangendo”, ele disse. “Meu estômago estava embrulhando. Eu temia que não fosse conseguir... Ele apenas levantou-a e foi embora”. Isso aconteceu em 2006.

Hagen teria que esperar mais três anos e oito meses para colocar o B-17E Flying Fortress, apelidado de “Swamp Ghost”, em um navio para a Nova Zelândia, onde agora aguarda transporte para Los Angeles – devendo chegar lá em meados de abril. Ele tem um acordo de exibição com o Museu Aeroespacial Pima, em Tucson, no Arizona.

Empresário do ramo de construção e também um entusiasta da aviação, Hagen teve um tio-avô morto na Nova Guiné durante a guerra. Durante a última década, ele fixou sua atenção no Swamp Ghost, que avistou pela primeira vez em 1996.

Eu me apaixonei no instante em que desci lá para vê-lo”, disse Hagen. “É como quando você é jovem... caminhando pela rua e vê uma bela mulher, e você quer tê-la com todas as fibras do seu ser”. E concluiu: “Eu simplesmente pensei: que belo avião”.

O Swamp Ghost decolou ao amanhecer de 23 de fevereiro de 1942 da base de Townsville, na Austrália, para atacar os navios japoneses no porto de Rabaul, na Nova Bretanha. Ao chegar ao alvo, contudo, as portas do compartimento de bombas não abriram, e a tripulação decidiu circundar o alvo mais uma vez. Desta vez o compartimento abriu-se, mas também subiram os caças japoneses.

Durante os próximos 30 ou 40 minutos diversos Zeros alvejaram o avião, e 33 furos de bala foram feitos na cauda. Uma cápsula antiaérea também atingiu a asa direita do B-17.

O Swamp Ghost escapou do ataque e voou para a Nova Guiné, onde foi reabastecido em Port Moresby, mas a tripulação logo percebeu que não tinha potência suficiente para superar a cordilheira Owen Stanley.

O piloto então fez um pouso forçado no que pensava ser um campo gramado. Mas assim que tocaram a vegetação, perceberam que haviam pousado num pântano, e o bombardeiro deslizou 90 graus de lado.

A tripulação saiu e viu-se em meio a mais de um metro de água. Após quatro dias de caminhada sob intenso calor, nos quais alguns membros começaram a sofrer de alucinações, eles encontraram nativos. Então, após mais cinco semanas de viagem, finalmente conseguiram chegar a Port Moresby.

Em 1999, Hagen assinou um contrato de compra da fuselagem com o Museu Nacional de Papua Nova Guiné, no valor de 100 mil dólares. Mas devido a atrasos de diversas naturezas, somente em 2005 ele obteve permissão de retirar o B-17 do país.

Um dos únicos quatro B-17E recuperados no mundo, o Swamp Ghost entrará em exibição ainda este ano. O objetivo a longo prazo é restaurá-lo às condições de voo.

Fonte: Philadelphia Daily News, 6 de março de 2010.

Especial de TV sobre o Swamp Ghost

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