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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Nota de Falecimento: Vitaly Popkov


Vitaly Popkov
(01/05/1922 - 06/02/2010)

Faleceu no último dia 6 de fevereiro em Moscou, de causas naturais aos 87 anos de idade, o duas vezes Herói da União Soviética, Tenente-General Vitaly Ivanovich Popkov.

Nascido numa família de trabalhadores em Moscou, Popkov era filho de um ex-motorista de carro blindado durante a Revolução, e seguir os passos do pai inspirou-o a escolher a carreira militar. Em 1940 ele passou pelos primeiros exames de voo, e entrou para a Academia de Aviação Militar de Chuguivska. Popkov graduou-se na classe de 1941, que produziria 59 Heróis da União Soviética; entre seus colegas estavam Ivan Kozhedub e Vladimir Lavrinenkov. Notado por sua disciplina, foi instantaneamente feito instrutor, mas pouco depois ingressou na Academia de Aviação Militar de Bataisk, de onde graduou-se em maio de 1942.

Enviado imediatamente ao front, Popkov foi designado para o 5º Regimento de Caças da Guarda, voando o LaGG-3. Sua primeira vitória veio no começo de junho de 1942, quando ele derrubou um Dornier Do 217. Em agosto, o Tenente-Júnior Popkov derrubou sua quinta presa, tornando-se um ás; sobre Stalingrado no dia 26 daquele mês, venceu um combate contra o 9º maior ás alemão, Hermann Graf, e após a guerra os dois tornaram-se amigos. Contudo, num combate sobre Rzhev, sua aeronave foi alvejada pesadamente, e veio abaixo em chamas. Popkov ainda conseguiu controlar a queda e fazer um pouso forçado, mas já estava com o rosto e corpo queimados. Fazendo um último esforço, ele conseguiu sair da aeronave, e por sorte caiu desacordado numa poça de lama. Encontrado e levado a um hospital, a primeira coisa que pediu quando recobrou a consciência foi papel e lápis. Com os lábios queimados, estava incapaz de falar, mas escreveu "Por favor, avisem ao meu regimento que estou vivo. Eu gostaria de avisar os meus camaradas, é muito importante". Quando seus colegas chegaram, ele arriscou as primeiras palavras: "Obrigado meus amigos!"

Em agosto de 1943, já voando o Lavochkin La-5, Popkov recebeu o comando de um esquadrão do 5º Regimento. Aos 21 anos, ele já derrubara 24 aeronaves alemãs e se tornado um líder, e em 8 de setembro o Soviete Supremo condecorou-o com a Estrela Dourada de Herói da União Soviética. Popkov era um líder ponderado, nunca elevou a voz aos subordinados, sendo sempre obedecido sem questionamento. Ele continuou seu caminho de vitórias por Kalinin, Don, Ucrânia e Polônia. Uma de suas vitórias, sobre um Junkers Ju 88, foi conseguida após Popkov abalroar a cauda do aparelho com seu caça. Certa vez, um de seus pilotos novatos, Yevgeny Sorokin, cometeu um erro e abateu um de seus camaradas. Após voltarem, Popkov viu o novato chorando bastante na sala de refeições. Ele sentou-se ao seu lado e disse: "Ele não viu nada. Você sabe como é, as coisas acontecem por acaso. Vamos deixar para protocolar isso depois, se outro erro acontecer". Popkov tomou Sorokin como aprendiz e, na última batalha sobre Berlim, os dois derrubaram quatro aeronaves inimigas. O Capitão Popkov terminou a guerra tendo cumprido 475 missões, 117 combates e com 41 vitórias individuais confirmadas.

Ele participou da Parada da Vitória em 24 de junho, e no dia 27 foi agraciado pela segunda vez com o título de Herói da União Soviética. Após a guerra, ele graduou-se na Academia de Estado-Maior Geral, e voou 25 tipos de aviões e helicópteros, chegando à patente de Tenente-General em 1968. Em 1980, passou a lecionar engenharia aeronáutica na Academia de Engenharia de Zhukovsky, finalmente aposentando-se em 1989. Em 1953, um busto em sua homenagem foi inaugurado em Moscou. Seu falecimento foi inesperado; ele foi enterrado no cemitério Novodevichy, na capital russa.


Popkov ao lado do seu La-5 com as marcas de suas vitórias.
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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Real Museu de Artilharia revela sua nova peça


Real Museu de Artilharia revela sua nova peça


O Real Museu de Artilharia, conhecido como “Firepower”, revelou seu mais novo e maior objeto a ficar em exibição em sua coleção, um canhão de 11,5 metros e 40 toneladas.

O monstro tem calibre de 230 mm e foi encontrado num ferro-velho de Gibraltar nos anos 1980; é um raro exemplar sobrevivente dos grandes canhões costeiros instalados por todo o Império Britânico no começo do século XX.

Os canhões de Gibraltar começaram a ser instalados em 1902, e tinham potência para disparar um projétil de 172 kg sobre um alcance de 25 km. Eles permaneceram em operação até a década de 1950, quando foram eventualmente substituídos por sistemas de mísseis guiados.

Esse tipo de artilharia pesada foi utilizado para proteger portos costeiros de importância estratégica na Grã-Bretanha e pelo Império, incluindo Dover, Aden, Hong Kong, Cingapura e Gibraltar.

Uma base de 15 toneladas foi instalada no lugar para suportar a arma, do lado de fora do Real Museu de Artilharia, onde permanecerá em exposição pública permanente.

Fonte: Culture 24, 22 de fevereiro de 2010.

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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Nota de Falecimento: Bob Doe


Bob Doe
(10/03/1920 - 21/02/2010)

Faleceu no último dia 21 de fevereiro em Rusthall, Inglaterra, de causas naturais aos 89 anos de idade, o terceiro maior ás britânico da Batalha da Inglaterra, Wing Commander Robert Francis Thomas "Bob" Doe.

Nascido em Reigate, filho de um jardineiro, Doe deixou a escola aos 14 anos de idade para trabalhar como ajudante do jornal News of the World. Ele voluntariou-se para a RAF em março de 1938 e ganhou foi comissionado em janeiro de 1939, apesar de mal ter superado o treinamento para a caça. Em novembro, foi designado para o 234º Esquadrão, que voava Spitfires em Leconfield. Não participando da Batalha da França, Doe somente teve seu batismo de fogo quando a Luftwaffe passou a atacar seu país, dando início à Batalha da Inglaterra.

No dia 15 de agosto de 1940, o 234º Esquadrão recebeu um alerta de decolagem, e Doe preparou-se para seu primeiro combate. "Eu sabia que ia morrer. Eu era o pior piloto do esquadrão", lembrou-se mais tarde. Contudo, o medo de ser taxado de covarde era pior do que o medo de ser morto. Uma hora depois, quatro de seus colegas estavam mortos; ele voltara, tendo derrubado dois Messerschmitt Me 110s perto de Swanage. No dia seguinte, derrubou um Me 109 e danificou um Dornier Do 18. Dois dias depois, derrubou outro Me 109. No fim de agosto ele já era um ás, e com a intensificação da batalha, sua lista de abates foi crescendo. Ele derrubou três Me 110 em 4 de setembro e, durante o último grande ataque diurno da Luftwaffe, em 7 de outubro, ele derrubou um Junkers Ju 88, sua 14ª vitória. Alguns dias depois, ele foi seriamente ferido quando sua aeronave foi alvejada pelo inimigo. Ele recuperou-se e voltou a voar em dezembro, mas em 3 de janeiro de 1941, durante uma missão noturna, seu motor falhou e ele fez um trágico pouso forçado. Seu cinto de segurança partiu-se e ele esmagou a face contra o painel. Um olho saltou para fora, a mandíbula foi fraturada e o nariz destruído.

Após 22 operações, e anos em recuperação, Doe retornou à ação em outubro de 1943, quando voluntariou-se para servir na Índia. Lá, ele comandou o 10º Esquadrão, equipado com Hurricanes (armados com quatro canhões de 20 mm para apoio terrestre). O esquadrão deu apoio às tropas do General William Slim em sua ofensiva na Birmânia, e Doe foi condecorado com a DFC e a DSO por sua atuação na guerra. Seu recorde foi de 14 vitórias individuais e 2 compartilhadas.

Após o conflito, ele foi enviado ao Egito em maio de 1950 para comandar o 32º Esquadrão, que voava jatos De Havilland Vampire. Como nunca tinha voado o modelo, no caminho ele parou em uma unidade de manutenção e tomou um exemplar para "dar umas voltas". Ao deixar o comando da unidade três anos depois, o 32º Esquadrão tinha uma reputação invejada por toda a RAF. Em abril de 1966 ele aposentou-se e montou uma empresa de aluguel de carros.

Bastante admirado, mas sempre modesto, Bob Doe nunca considerou-se um herói, e sempre dizia que "estava apenas fazendo meu trabalho". Ele publicou suas memórias em 1989, sob o título "Bob Doe, Fighter Pilot". Doe deixa sua terceira esposa e cinco filhos.


Bob Doe assinando uma pintura.
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>>Luftwaffe convidada para celebração da Batalha da Inglaterra
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terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Urânio nazista encontrado na Holanda


Urânio nazista encontrado na Holanda


Pesquisadores nucleares europeus disseram que as misteriosas porções de urânio encontradas ano passado em um ferro-velho holandês originaram-se do programa alemão de armas atômicas na década de 1940.

Cientistas da Comissão Europeia do Centro de Pesquisa Conjunta (JRC) traçaram a origem de dois pedaços de metal – descritos como um cubo e uma chapa. Aparentemente, ambos vieram do mesmo local, a mina “Joachimsthal”, hoje na República Tcheca. Contudo, as peças pertencem a lotes diferentes.

O cubo, de acordo com especialistas do JRC, foi produzido em 1943 para o programa nuclear alemão e foi usado no laboratório do famoso cientista Werner Heisenberg. A chapa aparentemente pertenceu aos experimentos do colega de Heisenberg, Karl Wirtz.

Muitas análises históricas, pouco precisas, sugerem que o programa nuclear alemão nunca chegou perto de desenvolver uma bomba atômica. Não havia equivalente do Projeto Manhattan, contudo, linhas de pesquisa diferentes foram seguidas em laboratórios diferentes. Além do mais, os alemães foram prejudicados por terem expulsado muitos de seus melhores físicos em sua política anti-semita, bem como mandaram muitos outros cientistas para o Exército, onde lutaram como soldados regulares.

Não satisfeita com isso, a liderança nazista também escolheu brigar com os poucos gênios que restaram. Em certo ponto, o SS-Reichsführer Himmler sugeriu que Heisenberg fosse tratado como um “judeu branco”, com presumíveis conseqüências fatais. Himmler mais tarde mudou de idéia, mas esse incidente em nada deve ter incentivado Heisenberg a dar o melhor de si.

O progresso dos alemães era quase totalmente desconhecido pelos Aliados, o que provavelmente foi a causa dos esforços monstruosos colocados no Projeto Manhattan. Em particular, os planos alemães de adquirir grandes quantidades de água pesada da Noruega – para usar como controlador de reação – causou grande preocupação aos Aliados. Uma sequência de operações clandestinas e bombardeios – realizados pelos serviços secretos inglês e francês, partisans noruegueses, comandos e forças aéreas Aliadas – foi realizada, resultando na constante destruição dos carregamentos de água pesada e equipamento para sua produção.

Embora as operações de Telemark se tornassem umas das mais bem sucedidas da história, elas podem não ter sido tão críticas quanto se pensa. Após a guerra, Heisenberg disse que ele e seus colegas sempre foram céticos sobre o potencial da fissão atômica como um explosivo. Mais ainda, eles foram cuidadosos em não ressaltar esse aspecto da pesquisa aos seus superiores nazistas, por razões de seu interesse.

Nós definitivamente não queríamos entrar nesse negócio de bombas”, disse Heisenberg. “Não gostaria de idealizar isso; fizemos isso também por nossa segurança pessoal. Achávamos que a probabilidade de nossa pesquisa resultar em bombas atômicas durante a guerra era quase zero. Se tivéssemos feito o contrário, e se muitos milhares de pessoas tivessem sido colocadas para trabalhar nisso, e no fim nada fosse criado, as conseqüências seriam muito ruins para nós”.

Fonte: The Register, 19 de fevereiro de 2010.

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>>Pesquisa encontra apoio para bombas atômicas na Segunda Guerra
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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Stalin será celebrado como herói em Moscou


Stalin será celebrado como herói em Moscou


Stalin fará um retorno às ruas de Moscou pela primeira vez em décadas para a celebração da vitória soviética sobre Hitler na Segunda Guerra Mundial.

Pôsteres e bancas de informação devotadas ao ditador soviético deverão ser espalhados por toda a capital, após uma proposta do Conselho Municipal de Moscou, para marcar os 65 anos da derrota dos nazistas em 9 de maio. A decisão causou ultraje em grupos de direitos humanos e partidos de oposição, que condenam a ação como mais um passo para reabilitar o tirano.

Também mostra uma rachadura no sistema político entre sinais de desconforto do Kremlin com o legado da repressão de Stalin, que pode obscurecer os planos de honrar veteranos do que a Rússia chama de Grande Guerra Patriótica. Milhões de pessoas morreram nos campos de trabalho escravo durante a ditadura de Stalin.

Podemos dizer que não foi Stalin quem ganhou a guerra, mas o povo”, diz Boris Gryzlov, líder do parlamento, do partido Rússia Unida de Vladimir Putin. “O papel ambíguo de Stalin na vida do nosso país não será corrigido com pôsteres”.

Lyudmila Alekseyeva, chefe do Grupo Moscou Helsinque, disse: “Nós vamos protestar contra isso. Aqueles que querem colocar pôsteres de Stalin em Moscou desejam ver o retorno do estado de terror do período stalinista”.

Sergei Mitrokhin, líder do partido de oposição Yabloko, disse que o plano foi “um insulto à memória dos nossos pais, avôs e bisavôs, que venceram a guerra contra o fascismo com seu trabalho e sangue”.

Mikhail Gorbachev, ex-presidente soviético, também se opôs. Ele disse: “Não se pode remover Stalin da história da guerra. Mas deve ser lembrado que o país entrou na guerra pessimamente preparado e com seus próprios comandantes militares reprimidos”.

Gennadi Zyuganov, líder do Partido Comunista, disse que o reconhecimento de Stalin como comandante-em-chefe do Exército Vermelho foi “não somente absolutamente correto, mas também corajoso”. Ele disse: “Pela primeira vez em 20 anos encerramos a hipocrisia das autoridades em esquecer quem era o líder do país quando ganhamos a guerra”.

Vladimir Makarov, chefe do comitê de anúncios e informações do Conselho Municipal, disse que a campanha está sendo feita com base num pedido de grupos de veteranos. Ele disse: “Por anos tivemos informações sobre nossos comandantes da guerra. Mas o supremo-comandante estava faltando. Precisamos nos lembrar do homem que liderou nosso país na guerra”.

A campanha será indubitavelmente bem-vinda para muitos veteranos que continuam a reverenciar Stalin como um líder de guerra. Nadezhda Popova, piloto de guerra e condecorada Heroína da União Soviética, disse: “Claro que houve repressões, mas temos o direito de nos lembrar dele porque lutamos sob sua liderança. Acreditávamos nele. Ele era como um deus para nós”.

O endosso oficial de Stalin num momento-chave de celebração nacional seria um desenvolvimento dramático na gradual restauração de símbolos da era soviética na Rússia sob o governo de Putin. Ele restaurou o hino nacional soviético em 2000 e ressuscitou as paradas militares na Praça Vermelha em 2008.

Putin também endossou um livro didático que descreve Stalin como um “gerente eficiente” e não um genocida, e como alguém que comportou-se racionalmente, fazendo da União Soviética uma superpotência.

Ascensão e queda

*Após Stalin falecer em 5 de março de 1953, seu corpo foi embalsamado e colocado na Praça Vermelha.

*Três anos depois, seu sucessor Nikita Khrushchev condenou-o por realizar “repressões em massa”.

*Em 1961 o corpo de Stalin foi enterrado no Kremlin.

*No vigésimo aniversário da vitória em 1965, o líder soviético Leonid Brezhnev proclamou Stalin um “herói de guerra”.

*Durante a glasnost e após o colapso da URSS, os líderes russos Mikhail Gorbachev e Boris Yeltsin condenaram-no como um ditador.

Fonte: The Times, 19 de fevereiro de 2010.

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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Roy Geiger


Roy Geiger
Tenente-General
(1885 - 1947)

Roy Stanley Geiger nasceu em Middleburg, Flórida, em 25 de janeiro de 1885. Ele graduou-se em direito na Universidade Stetson e alistou-se no Corpo de Fuzileiros Navais (USMC) como Soldado em 2 de novembro de 1907. Enviado ao acampamento dos Fuzileiros em Washington DC, ele foi promovido a Cabo em junho de 1908. Contudo, após exames profissionais e uma aprovação médica ele foi comissionado Segundo-Tenente em fevereiro de 1909.

Geiger tornou-se então amigo de “Archie” Vandergrift, também futuro General e comandante do Corpo de Fuzileiros Navais. Ele serviu na Nicarágua e Filipinas entre 1912 e 1913, e depois em Pequim, entre 1913 e 1916. Geiger se tornou um dos primeiros fuzileiros a qualificar-se como piloto, e comandou o Esquadrão A da 1ª Força Aérea dos Fuzileiros na França, a partir de julho de 1918. Após a Primeira Guerra Mundial, ele graduou-se das escolas de Comando e Estado-Maior Geral e Academia de Guerra do Exército. Geiger comandou a aviação do USMC em Quantico, Virginia, entre 1931 e 1935, e graduou-se na Academia de Guerra da Marinha em março de 1941.

Já com a patente de Brigadeiro-General, Geiger serviu brevemente como adido naval assistente em Londres. Em agosto de 1941, ele recebeu o comando da 1ª Ala Aérea dos Fuzileiros, e nessa posição viu os Estados Unidos entrarem na Segunda Guerra Mundial. Promovido a Major-General, Geiger assumiu o comando das operações em Guadalcanal em setembro de 1942. Liderando a “Força Aérea Cactus”, novo nome da 1ª Ala, ele deu apoio às ofensivas terrestres e, mais decididamente, interditou os esforços navais japoneses para reforçar a ilha.

Durante esse período, Geiger teve que conviver com diversos problemas, que iam desde a escassez de combustível de aviação a manter o aeródromo em operação, em meio aos freqüentes ataques japoneses. Através de tudo isso, ele cuidadosamente utilizou seus parcos recursos em objetivos específicos. Trabalhando em parceria com seu amigo Vandergrift, Geiger sagrou-se um exímio comandante durante as batalhas do fim de outubro pelo controle do Campo Henderson (o aeródromo de Guadalcanal). Num incrível período de dez dias, entre 16 e 25 de outubro, seus pilotos derrubaram 103 aeronaves inimigas, afundaram um cruzador japonês e deram suporte à infantaria dos Fuzileiros.

Substituído no comando em 7 de novembro, Geiger retornou para o quartel-general da 1ª Ala na ilha de Espiritu Santo. Nos meses seguintes, sua unidade deu apoio aéreo ao avanço nas Ilhas Salomão. Em novembro de 1943, Geiger substituiu Vandergrift no comando do 1º Corpo Anfíbio dos Fuzileiros, quando Vandergrift partiu para se tornar Comandante do USMC. Nessa época, os fuzileiros lutavam em Bougainville.

O 1º Corpo Anfíbio foi redesignado 3º Corpo Anfíbio em abril de 1944, e Geiger comandou-o na retomada da ilha de Guam, no arquipélago das Marianas, entre 21 de julho e 8 de agosto de 1944. Antes dos desembarques, ele fez um discurso pelos auto-falantes dos navios de transporte: “Os olhos da nação estão sobre vocês, enquanto vão à batalha para liberar este antigo bastião americano das mãos inimigas. Não se enganem; será uma luta dura e amarga contra um inimigo determinado e ousado que defenderá Guam contra esta invasão. Que a tradição gloriosa do ‘esprit de corps’ dos Fuzileiros os conduza à vitória. Vocês foram honrados”.

Um comandante que acreditava na liderança pela linha de frente, ele prosseguiu comandando a unidade na captura das ilhas do sul de Palau, entre setembro e outubro daquele ano. Em Pelileu, ele desembarcou na praia para supervisionar as coisas ainda no primeiro dia, antes da cabeça-de-praia ser estabelecida. Ele teve que ser convencido a voltar ao navio por seus ansiosos subordinados.

Promovido a Tenente-General, Geiger ainda liderou o 3º Corpo Anfíbio na invasão da ilha de Okinawa, em abril de 1945. Quando o comandante do 10º Exército, Tenente-General Simon Bolivar Buckner Jr perdeu a vida em combate no dia 18 de junho, Roy Geiger assumiu interinamente o comando da unidade, tornando-se o primeiro Fuzileiro Naval a comandar um Exército dos EUA. Ele foi substituído pelo General Joseph Stilwell em 23 de junho. No mês seguinte, Geiger tornou-se comandante da Força de Fuzileiros da Frota no Pacífico, sendo o único oficial-general do USMC presente na cerimônia de rendição oficial dos japoneses a bordo do couraçado USS Missouri, em 2 de setembro de 1945.

Geiger continuou no comando da Força até ser chamado de volta ao Quartel-General do USMC em novembro de 1946. Três meses antes de aposentar-se, Roy Geiger faleceu no Centro Médico Naval Nacional em Bethesda, Maryland, aos 61 anos de idade, no dia 23 de janeiro de 1947. Conhecido por seus contemporâneos como um homem bravo e destemido, e de constituição física imponente, Roy Stanley Geiger foi promovido postumamente a General (4 estrelas). Ele está enterrado no Cemitério Nacional de Arlington.

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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Ocupação americana censurou ex-membros da Unidade 731


Ocupação americana censurou ex-membros da Unidade 731


Um documento recentemente veio a público mostrando uma ordem das autoridades de ocupação norte-americanas para censurar o correio de antigos membros da Unidade 731, a unidade do Exército Imperial Japonês que conduziu experimentos de guerra bacteriológica em pessoas, disse um historiador de Tóquio.

O documento, marcado como “sigiloso”, foi descoberto por Taketoshi Yamamoto, professor de história da mídia na Universidade de Waseda, em Tóquio, em um arquivo de microfilmes da Biblioteca Nacional do Congresso.

O documento foi enviado pelo Exército dos Estados Unidos para o escritório de censura da ocupação norte-americana em 15 de fevereiro de 1946.

Lá estão listados os nomes e endereços de 12 japoneses cujo correio deveria ser censurado, incluindo o antigo comandante da Unidade 731 Tenente-General Shiro Ishii, e Kanji Ishihara, antigo oficial do Exército que tinha planejado o Incidente da Manchúria em 1931.

Também lista os nomes de nove ex-membros da Unidade 731 com formação em medicina, cujos endereços não eram conhecidos pelas autoridades. Eles trabalharam em instalações da notória unidade.

De acordo com Yamamoto, o governo americano garantiu imunidade aos antigos membros da Unidade 731 em troca de dados sobre guerra bacteriológica, incluindo informações sobre experimentos em seres humanos.

A censura pode ter sido necessária para os EUA darem imunidade à Unidade 731, checando se estariam planejando algum tipo de retaliação contra os Estados Unidos ou não”, disse Yamamoto.

Poucas listas de pessoas observadas [pela ocupação] restam hoje. Este é um material precioso, que mostra que os Estados Unidos secretamente conduziram uma operação de censura”, comentou.

Uma mensagem ordenando a destruição do documento ainda pode ser vista no canto do papel.

A Unidade 731, formada em 1936, era baseada nos arredores de Harbin, no nordeste da China. A unidade secretamente estudou e desenvolveu armas bacteriológicas conduzindo testes em prisioneiros chineses e russos. O número de vítimas pode ter passado de 3.000.

A Unidade 731 espalhou o bacilo da peste durante a guerra com a China e planejou em vão um ataque contra os Estados Unidos nos últimos estágios da Segunda Guerra Mundial.

Após a guerra, a unidade explodiu a maioria das suas instalações numa tentativa de destruir as evidências de suas armas e experimentos.

Fonte: The Japan Times, 10 de fevereiro de 2010.

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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Últimas lanchas operacionais da guerra são salvas


Últimas lanchas operacionais da guerra são salvas


Duas das últimas lanchas de alta velocidade da Segunda Guerra Mundial completamente operacionais no mundo foram salvas pela Portsmouth Naval Base Property Trust (PNBPF) com a ajuda de £580.000 doados pelo National Heritage Memorial Fund.

Quando construídas, estavam entre as lanchas mais rápidas do mundo. Uma delas, a MGB 81, estava ativa durante o desembarque norte-americano na praia de Omaha, durante o Dia-D, e recebeu as honras de combate “Normandia 1944”. A outra, HSL 102, é o último exemplar da classe 100 e estava estacionada na base aeronaval da RAF em Calshot durante a Batalha da Inglaterra, resgatando aviadores que caiam no mar. Por toda a duração da guerra, essas lanchas salvaram 10.000 aviadores de muitas nacionalidades.

O dinheiro permitirá comprar as lanchas. Embora ambas sejam exemplos incríveis da engenharia naval britânica, elas tinham vida útil de somente 20 anos. Foram agora restauradas às condições originais e estão em exibição em Portsmouth. Passeios devem ser oferecidos nas lanchas, para que as pessoas experimentem a sensação das tripulações há 70 anos atrás.

Peter Goodship, executivo chefe do PNBPF, disse: “Essas lanchas singulares são um legado ao heroísmo daqueles tripulantes da Segunda Guerra Mundial. Os dois barcos fizeram contribuições significativas ao esforço de guerra e salvaram as vidas de muitos marinheiros e aviadores. Estamos gratos a todos os que contribuíram, sem os quais nada seria possível”.

As lanchas representavam uma tecnologia pioneira quando foram construídas em Hythe, perto de Southampton. Eram conhecidas como os “Spitfires do Mar” e efetivamente eram como andar sobre um grande coquetel molotov. Com 3.000 galões de combustível a bordo, se fossem atingidas no tanque simplesmente explodiriam. E como eram feitas de madeira e não tinham nenhum armamento verdadeiro, eram extremamente vulneráveis.

Os jovens que tripulavam esses barcos, muitos dos quais eram adolescentes, eram responsáveis pelo trabalho de salva-vidas, muitas vezes em condições terríveis. Alguns desses heróis pagaram com suas vidas, e contar a história desses barcos é uma maneira de lembrar sua bravura e dedicação.

O Tenente James Shadbolt, veterano da 8ª Flotilha de Lanchas da Royal Navy, disse: “Estou muito feliz que estes dois barcos estejam agora salvos. Os generosos doadores tiveram um papel vital em proteger nossa preciosa herança. É maravilhoso saber que as gerações futuras poderão experimentar em primeira mão essas máquinas extremamente excitantes, da mesma forma que nós fizemos durante a guerra”.

Fonte: AboutMyArea, 10 de fevereiro de 2010.

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terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Restos de aeronave japonesa encontrados em Bataan


Restos de aeronave japonesa encontrados em Bataan


Os destroços de um caça japonês da Segunda Guerra Mundial e os restos mortais de seu piloto, que se engajou em um histórico combate aéreo com um aviador norte-americano, foram encontrados acidentalmente em uma área florestal de Bataan, nas Filipinas.

Os restos do Sargento Toshishada Kurusawa e os destroços do seu Nakajima Ki-27 foram encontrados por uma expedição nipo-americana liderada pelo americano Spike Nasmyth. Ele iniciou o projeto, chamado “Grande Descoberta”, em 2006.

O grupo estava, na verdade, procurando os restos do Segundo-Tenente Earl Stone, piloto americano que foi morto num combate contra aeronaves japonesas em 9 de fevereiro de 1942. Ao invés disso, encontraram os destroços do avião japonês, seguidos pelos restos de Kurusawa.

Noel Duero, um voluntário, disse que eles conseguiram localizar os restos do avião japonês, juntamente com Kurusawa, parcialmente enterrados no topo do Monte Tarak.

Nasmyth disse que a descoberta certamente vai impactar a história da Segunda Guerra. Antes era considerado impossível recuperar as duas aeronaves envolvidas no famoso e mortal combate acontecido no auge da guerra no Pacífico.

Há muitos livros escritos sobre aquela história... mas todos dizem a mesma coisa: Não foram encontrados restos de Earl Stone ou seu avião. Agora, estamos reescrevendo esses livros; podemos dizer agora: encontramos. É uma grande descoberta”, disse Nasmyth.

Ele admitiu à imprensa que a descoberta do avião japonês foi acidental, já que estavam procurando a aeronave americana que foi abaixo em chamas após uma grande explosão no ar.

Não procurávamos pelo avião japonês, então pensamos ter encontrado o de Earl Stone; ficamos surpresos ao encontrar um motor radial diferente do tipo usado pelos americanos”, disse.

Os parentes do piloto japonês ficaram muito aliviados em recuperar os restos de Kurusawa e disseram que sua viagem desde Hokkaido, Japão, valeu muito a pena.

Fonte: Manila Bulletin, 12 de fevereiro de 2010.

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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Nota de Falecimento: Horace Greasley


Horace Greasley
(25/12/1918 - 04/02/2010)

Faleceu no último dia 4 de fevereiro em Costa Blanca, Espanha, de causas naturais aos 91 anos de idade, o recordista de fugas durante a Segunda Guerra Mundial, Horace Joseph "Jim" Greasley.

Nascido em Ibstock, Leicestershire, Greasley trabalhava como cabeleleiro quando a Alemanha anexou a Tchecoslováquia em março de 1939 e a Inglaterra publicou o Ato de Treinamento Militar, convocando os homens de 18 a 40 anos para o serviço. Convocado na primeira leva, ele passou por um treinamento de sete semanas junto ao 2º/5º Regimento de Leicestershire, sendo desembarcado na França como parte da Força Expedicionária Britânica. Em 25 de maio de 1940, enquanto recuava para Dunquerque, Greasley foi feito prisioneiro em Carvin, ao sul de Lille. Juntamente com outros britânicos capturados, ele foi enviado a um campo de prisioneiros na Silésia, a leste da Alemanha.

Ao chegar lá, conheceu a filha de 17 anos do diretor de uma mina de mármore anexa ao campo. Rosa Rauchbach trabalhava como intérprete de inglês, e uma atração imediatamente surgiu entre os dois. Em algumas semanas, Jim Greasley e Rosa já conduziam seu romance em plena luz do dia, encontrando-se em dormitórios, oficinas e em qualquer lugar que conseguissem. Contudo, cerca de um ano depois, ele foi transferido para o campo de Freiwaldau, a 65 quilômetros de distância. Greasley decidiu que a única maneira de manter o relacionamento seria era fugir do campo, mas como qualquer esperança de alcançar a Inglaterra não passava de devaneio, ele tinha que pensar numa maneira de voltar ao cativeiro. Então, iniciou uma série de "saídas rápidas" disfarçado em grupos de trabalho, e passou a ser ajudado por diversas pessoas na região. Como barbeiro do campo, ele recebia constantes recados de Rosa, passados pelos colegas que iam cortar o cabelo. Ela ainda enviou algumas peças em lotes separados, que permitiram aos prisioneiros montar um rádio e escutar a BBC. Ao todo, Greasley fugiu e voltou ao cativeiro mais de 200 vezes, sempre desapercebido.

Uma foto do tempo de guerra mostra Jim Greasley encarando Heinrich Himmler, enquanto o SS-Reichsführer inspecionava o campo. Greasley disse que havia tirado a camisa para mostrar a Himmler o quão magro estava, e pedir por mais rações. Ele foi libertado em 24 de maio de 1945, após 5 anos na prisão. Ele ainda recebeu cartas de Rosa após o fim da guerra mas, pouco após retornar para a Inglaterra, recebeu a notícia de que ela havia falecido durante um parto, juntamente com a criança. Ele nunca soube se o filho era dele.

Nas décadas seguintes, Jim Greasley abriu uma barbearia, uma companhia de táxi e uma firma de logística. Ele conheceu sua esposa Brenda em 1970 e casaram-se em 1975, indo morar na Espanha em 1988. Greasley finalmente publicou seu livro "Do The Birds Still Sing In Hell?" em 2008, e deveria visitar a Silésia para um documentário de TV na primavera de 2010, mas faleceu dormindo antes que pudesse cumprir a promessa. O cineasta Steven Spielberg mostrou interesse em filmar a história de Jim Greasley. Ele deixa sua esposa, um filho e uma filha.


Jim Greasley confronta Heinrich Himmler no campo de prisioneiros.
Veja também:
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>>Nota de Falecimento: David "Davey" Jones
>>Filmes: Fuga para a Vitória
>>Nota de Falecimento: Ken Mackenzie
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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Nota de Falecimento: Jens-Anton Poulsson


Jens-Anton Poulsson
(27/10/1918 - 02/02/2010)

Faleceu no último dia 2 de fevereiro em Kongsberg, Noruega, de causas naturais aos 91 anos de idade, um dos "Heróis de Telemark", Coronel Jens-Anton Poulsson.

Nascido em Tinn, na região de Telemark, Poulsson entrou para a Academia Militar no verão de 1939, sendo comissionado Segundo-Tenente ao completar o curso. Quando a Alemanha invadiu a Noruega em abril de 1940 e conseguiu a vitória sobre as forças Aliadas, ele conseguiu fugir para a Inglaterra. Poulsson então foi treinado pelo SOE (Special Operations Executive), em sabotagem e guerrilha, sendo em seguida colocado no comando de uma unidade de incursão. O medo de que os alemães pudessem utilizar a produção norueguesa de água pesada em seu projeto de armas atômicas fez com que alta prioridade fosse dada às operações de saboragem na Noruega.

No comando do time Grouse, Poulsson saltou de paraquedas sobre o platô de Hardangervidda em 18 de outubro de 1942. Sua missão era destruir a estação de produção de água pesada em Rjukan. Eles receberam suprimentos lançados pelos ingleses e mais tarde foram reforçados com o time Gunnerside. Em 27 de fevereiro de 1943, os sabotadores conseguiram entrar no porão principal da fábrica através de uma janela, e plantaram cargas explosivas nas câmaras de eletrólise de água pesada - ajustando os detonadores para dar tempo à sua fuga. Eles deixaram para trás propositalmente uma submetralhadora inglesa, para indicar que fora trabalho dos ingleses e não da resistência norueguesa (e aliviar possíveis represálias contra a população). Conforme planejado, as cargas explodiram e destruíram todo um estoque de água pesada produzida durante a ocupação alemã - cerca de 500 quilos - como também equipamento vital para a operação de eletrólise. Poulsson fugiu para Oslo e cruzou a fronteira sueca, de onde voltou para a Inglaterra. Ele foi condecorado pelo Rei Haakon VII da Noruega, exilado em Londres.

Em outubro de 1944, Poulsson mais uma vez saltou sobre a Noruega. Dessa vez, ele faria parte da Operação Sunshine: um esforço para evitar que os alemães demolissem instalações vitais norueguesas, como sua indústria e infra-estrutura, conforme a guerra aproximava-se do fim. Responsável mais uma vez pela região de Rjukan, Poulsson foi extremamente bem-sucedido na missão, dando combate ao inimigo até o fim da guerra em maio de 1945. Por suas ações, Poulsson foi condecorado pelo governo britânico com a Distinguished Service Order.

Após a guerra ele continuou no Exército, comandando em 1960 o Batalhão Dinamarca-Noruega na missão da ONU em Gaza. Mais tarde, tornou-se comandante do 3º Regimento de Infantaria, finalmente aposentando-se em 1982, na patente de Coronel. Jens-Anton Poulsson era um homem bastante reservado, e nunca acostumou-se a receber tanta atenção pelos trabalhos vitais que realizou durante a Segunda Guerra Mundial.


Em 1963, alguns dos antigos sabotadores retornaram à fábrica de Rjukan, palco de seus feitos em 1943. Da esq. para dir.: Knut Haugland, Knut Lier Hansen, Jens-Anton Poulsson, Knut Haukelid.
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>>Heinkel He 111 será restaurado na Noruega
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>>Trailer: Dead Snow
>>Nota de Falecimento: Max Shean
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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Mais jovem soldado morto na guerra é identificado


Mais jovem soldado morto na guerra é identificado


Um menino de 14 anos de idade foi confirmado com o mais jovem soldado britânico a perder a vida na Segunda Guerra Mundial.

Reginald Earnshaw tinha 14 anos e 152 dias quando morreu sob fogo inimigo no SS North Devon em 6 de julho de 1941. O grumete da Marinha Mercante tinha mentido sobre sua idade, dizendo ter 15 anos, para poder juntar-se ao esforço de guerra.

Sua irmã Pauline Harvey, 77, marcou seu aniversário colocando uma coroa de flores em sua tumba no cemitério Comely Bank, em Edimburgo.

A confirmação oficial da idade de Earnshaw foi feita após sua irmã ter respondido a um apelo nacional para que seus parentes fossem a público. Durante a visita à tumba, a Sra. Harvey e sua sobrinha-neta Jenny também encontraram parentes de Douglas Crichton e Reg Mitchell, que também foram mortos no ataque à costa de Norfolk.

A Sra. Harvey, uma professora aposentada de Epworth, em North Lincolnshire, tinha nove anos quando seu irmão foi morto. Ela disse: “A morte de Reggie numa idade tão tenra e após apenas alguns meses no mar veio como um grande choque para toda a família”.

Estou imensamente grata a tantas pessoas que ajudaram a pesquisar a história esquecida do meu irmão, e à Comissão de Túmulos de Guerra por providenciar uma lápide para sua tumba”.

A história de Earnshaw veio à luz após um colega de navio conduzir uma pesquisa para descobrir o destino do seu amigo. O antigo metralhador Alf Tubb tinha 18 anos quando seu navio mercante foi bombardeado por aviões alemães em sua rota para Tyneside em julho de 1941.

Ele retornou fogo antes de correr para a sala das máquinas e encontrar Earnshaw, mas foi impedido pelo vapor. Cinco outras pessoas morreram no ataque.

Mais de quatro anos atrás, o Sr. Tubb, de 86 anos, decidiu descobrir onde seu amigo tinha sido enterrado e fez um apelo pela internet. Ele descobriu o corpo de Reggie numa tumba sem marcação em Edimburgo. Após seus esforços, uma lápide de granito foi colocada no local.

Sabe-se agora que Earnshaw nasceu em Dewsbury, West Yorkshire, em 5 de fevereiro de 1927, filho de Dorothy Earnshaw. Ela depois casou-se com Eric Shires e o casal teve duas filhas: Pauline e Neva. A família mudou-se para a área de Granton em 1939, quando Reggie Earnshaw tinha 12 anos.

Ele estudava na escola Bellevue e deixou-a aos 14 anos para juntar-se à Marinha Mercante em fevereiro de 1941. Ronald Leask, da Comissão de Túmulos de Guerra, disse: “Tendo erigido no ano passado uma lápide no túmulo de Reggie, estamos muito satisfeitos que a Sra. Harvey tenha nos contatado. Ela agora será capaz de escolher a inscrição da lápide do irmão e dar a Reggie um tributo adequado”.

O mais jovem soldado morto na Segunda Guerra era anteriormente Raymond Steed, também da Marinha Mercante, que perdeu a vida aos 14 anos e 207 dias.

Fonte: BBC News, 5 de fevereiro de 2010.

Veja também:
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>>Erich Bärenfänger
>>Convocado em 13 de agosto e levado a um gulag soviético
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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

B-29 "Fifi" voará novamente!


Excelentes notícias! O Boeing B-29 "Fifi" voará novamente!

Após um longo período confinado ao chão, o gigante prateado da Segunda Guerra Mundial voltará a alçar voo. O aparelho passou por uma minuciosa restauração e manutenção completa, que exigiram a realização de uma grande campanha para levantamento dos fundos necessários.

"Fifi" é o único B-29 em condições de voo no mundo todo, e é um prazer vê-lo rugindo novamente!


Veja também:
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terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Documentário: Volando con Visconti (novos trailers)


O documentário Volando con Visconti, que conta a história da guerra área italiana através do olhar do Tenente Pilota Cesare Erminio. Você pode adquirir o documentário através do e-mail roninfilmproduction@libero.it.

Para deixar melhor, aqui vão alguns aperitivos:










Veja também:
>>Documentário: Volando con Visconti
>>Documentário: Lo Spirito del Serchio
>>Filmes: El Alamein
>>Filmes: Fascistas em Marte
>>Evento: Reunião 2008 da ANR
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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Reencenação da Batalha das Ardenas acontece no frio


Reencenação da Batalha das Ardenas acontece no frio


O som de metralhadoras ecoou através do vale enquanto o termômetro teimava em não subir acima dos 10 graus no sábado, 30 de janeiro de 2010.

Homens em uniformes caiam no solo. Já que não havia sangue para marcar os feridos, os espectadores das duas reencenações da Batalha das Ardenas tiveram que assistir com atenção para ver os capacetes de quem estavam no chão, ao invés de sobre suas cabeças. Nessa reencenação, este era o sinal de que tinha sido ferido.

A batalha – este ano celebra os 65 anos da última grande ofensiva nazista contra os Aliados – é apresentada anualmente pelos historiadores da World War II Federation.

Entre meados de dezembro de 1944 até janeiro de 1945, mais de um milhão de tropas se envolveram nessa batalha histórica, que se estendeu pela Bélgica, França e Luxemburgo antes dos Aliados finalmente conseguirem a vitória.

E desta forma foi a reencenação do dia 30/01. Ambos os lados “perderam” muitos homens antes da vitória ser declarada.

Por mais realistas que fossem o frio e o som das armas, não há maneira adequada de reproduzir o que realmente aconteceu naquele longínquo campo de batalha da guerra, de acordo com Alex Kisse, 85. Kisse sabe. Ele lutou na verdadeira Batalha das Ardenas.

Nós perdemos um monte de homens”, disse Kisse, membro da 28ª Divisão de Infantaria. “Todos que estavam lá, todos que estavam no front, ninguém fala disso. Nós que estávamos lá, queremos focar somente nas horas boas”.

Te conto isso. 99% do tempo, quando as pessoas falam das batalhas nas quais estiveram, elas não estavam na linha de frente. Estavam alguns quilômetros atrás, nas linhas de suprimento, ou escutaram de alguém que esteve lá. O resto de nós não fala sobre isso”.

Como um lembrete do quão sangrenta foi a Batalha das Ardenas, membros do grupo de reencenação também montaram um hospital de campo alemão para demonstrar o tratamento dos feridos de guerra. Médicos e enfermeiras alemãs, todos voluntários, trabalharam o tempo todo para salvar os soldados feridos.

O hospital de campo sofria de sérias deficiências. Poucas luvas estavam disponíveis para os cirurgiões; geralmente, eles simplesmente lavavam as mãos entre cirurgias. O anestésico mais comum era éter, e já que o desenvolvimento da penicilina ainda estava no futuro, os médicos usavam sulfa para evitar infecções. A morfina era usada para aliviar a dor. Mesmo assim, a maioria dos soldados que eram tratados em hospitais de campo sobreviveram às feridas e prosseguiam seu caminho.

Membros do grupo histórico também demonstraram outras facetas da batalha.

George Hobbs era um dos poucos que tinham um emprego aquecido naquele dia: atender na cozinha de campo. Membro da seção Grossdeutschland do grupo, Hobbs cozinhou e limpou os itens da cozinha de campo alemã. Visto que o Exército Alemão raramente tinha rações preparadas – em contraste com os Aliados – os cozinheiros tinham que preparar refeições no campo.

A cozinha de campo inclui uma grande panela de pressão, que tipicamente continha um guisado com qualquer tipo de carne disponível. Um fogão a parte era usado para fritar ou grelhar comida.

A cozinha também um galão de água quente que era usado para fazer café ou água para esterilizar equipamento cirúrgico. Normalmente o fogo era alimentado por madeira.

Além das reencenações educacionais, comerciantes venderam itens de militaria e réplicas.

Fonte: LDNews, 30 de janeiro de 2009.

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>>Hermann Priess
>>Vídeo: Veículos históricos italianos em parada
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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Museu lança campanha para salvar tanque Tiger


Museu lança campanha para salvar tanque Tiger


O Tank Museum de Dorset lançou uma campanha pública para levantar £40.000 para manter funcionando um tanque alemão de 57 toneladas que foi considerado um dos mais formidáveis veículos blindados da Segunda Guerra Mundial.

O notório Tiger 131 foi capturado pelos Aliados numa explosiva batalha na Tunísia em 1943, tendo sido atingido após ter destruído dos tanques Churchill ingleses.

Produzido em 1942 para atender a visão da Wehrmacht alemã de um panzer imponente o suficiente para causar impacto psicológico nas tripulações Aliadas, o Tiger 131 foi uma das 1.354 unidades fabricadas, vendo ação na Rússia, Tunísia, Itália e noroeste da Europa.

Carregava um letal canhão de 88 mm com alta precisão e uma blindagem grossa o suficiente para absorver a maioria das armas antitanque Aliadas – a menos que atirassem à queima-roupa – mas foi prejudicado por seu imenso peso durante campanhas em más-condições.

O motor tinha “um péssimo hábito de pegar fogo”, de acordo com sua descrição técnica, e a caixa de marchas era sujeita à falhas quando submetida a stress.

O Tiger do museu representa um grande troféu das forças ocidentais, que ganharam dados de inteligência vitais ao inspecionar o veículo abandonado. O Rei George VI e Winston Churchill visitaram o tanque em Tunis, e foi exibido na Parada da Guarda Montada em novembro de 1944, antes de seguir para sua atual morada em Bovington, em um “estado certamente lastimável”.

O monstro já tinha rodado 123 quilômetros em 11 horas de uso de motor desde que foi restaurado pelo museu em 2004, mas trabalhos vitais no motor são necessários para que o ícone popular possa continuar entretendo multidões sem o risco de sofrer uma falha mecânica permanente.

O Tiger nunca foi famoso por sua confiabilidade, mas se passaram três anos antes que precisasse de restauração significativa”, disse o curador David Willey.

Desde então, o Tiger tem rodado em grandes eventos do museu e durante sessões de manutenção corriqueira – nada mal para um aposentado de 67 anos. A exibição do veículo nos últimos 60 anos e a decisão de restaurá-lo de volta às condições de operação, com apoio da Heritage Lottery Fund em 1998, fizeram deste tanque provavelmente o mais famoso do mundo.”

Essa campanha é para continuar o trabalho bem-sucedido e completar a restauração do tanque pela instalação de componentes faltosos da refrigeração, investigação dos desgastes e monitoramento do efeito do tempo de rodagem. O projeto não somente fará um veículo mais completo, como também dará ao museu dados dos efeitos reais de operar um tanque histórico”.

A campanha do Tiger 131 espera se beneficiar da fama do Tiger, que já foi observado em ação por meio milhão de pessoas no YouTube.

Um website foi montado para receber doações da Grã-Bretanha e internacionais, e os fãs também podem mandar doações diretamente para o museu.

Para doar, clique aqui.

Fonte: Culture 24, 28 de janeiro de 2010.


Veja também:
>>Vídeo: Tiger vs. Sherman
>>Vídeo: O rugido do Tigre
>>Vídeo: Panzers restaurados
>>Mörser Karl Gerät - Isso é que é gigante!
>>Veterano em plena forma
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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Prefeito francês exibe foto do Marechal Petain


Prefeito francês exibe foto do Marechal Petain

Um prefeito francês é acusado de insultar a memória de centenas de soldados britânicos que morreram liberando sua cidade, ao exibir um retrato de um notório colaborador nazista.

Bernard Hoye, líder cívico de Genneville-sur-Mer, na Normandia, insiste em homenagear Philippe Petain, o líder de Vichy que trouxe vergonha ao país durante a Segunda Guerra Mundial.

A homenagem ocorre apesar do fato de que comandos britânicos, incluindo Royal Marines e SAS, passaram dias lutando para derrotar a guarnição alemã da cidade nas semanas após o Dia-D.

Christian Leyrit, representante do governo na Baixa Normandia, escreveu a Hoye em termos duros, dizendo-o que “remova a foto de Petain imediatamente”.

O retrato não pode ser exibido ao lado de retratos oficiais pendurados na prefeitura, que é um lugar altamente simbólico para a República Francesa”, escreveu Leyrit.

As palavras de Leyrit refletem o crescente desgosto com a tentativa de alguns franceses de reabilitar a memória de Petain, que foi um herói nacional durante a Primeira Guerra Mundial.

Petain foi aprisionado após a liberação da França em 1944 por ter montado um regime pró-nazista na cidade de Vichy, efetivamente abolindo a República Francesa para se tornar um estado-fantoche alemão, colaborando inclusive na perseguição de judeus. Petain morreu no esquecimento em 1951.

Leyrit escreveu a Hoye após reclamações feitas por um grupo francês de direitos humanos, a Liga Internacional Contra o Racismo e o Anti-Semitismo (LICRA).

Em carta, a LICRA disse ser deplorável que Leyrit tenha sido “obrigado a dar lições de história e leis ao prefeito da cidade normanda apenas alguns meses depois do aniversário de 65 anos dos desembarques Aliados. Manter a fotografia em exibição é uma afronta à memória das vítimas das perseguições anti-semitas de Petain, da Resistência e dos soldados Aliados”.

Hoye, que foi eleito prefeito de Gonneville em 2008, disse: “Esta fotografia está aí há décadas. Petain aparece na galeria de chefes de estado franceses. Se são controversas ou não, eu não tomo partido, ao contrário da LICRA, que não é nada objetiva”. Hoye, um experiente advogado, disse que ninguém pediu-lhe que removesse o retrato, e que ninguém tinha o poder para fazê-lo.

Após semanas de lutas, Gonneville-sur-Mer foi finalmente liberada em meados de agosto de 1944 por comandos britânicos que abriram caminho desde as praias da Normandia.

Fonte: Daily Mail, 24 de janeiro de 2010.

Veja também:
>>Prefeito romeno usa provoca ultraje ao usar uniforme alemão
>>Polêmica sobre o caso dos "gêmeos" de Mengele
>>França encontra arquivo sobre o jovem Hitler
>>Jean Accard
>>Gabriel Gauthier
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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Discursos de Mussolini são hit do iTunes


Discursos de Mussolini são hit do iTunes

Uma coleção de discursos de Benito Mussolini se tornou um inesperado e controverso hit na internet.

Os discursos, o último dos quais foi proferido em 1938, quando a Itália introduziu leis que discriminavam os judeus, são o segundo item mais baixado da versão italiana do website Apple’s iTunes.

A popularidade do aplicativo, chamado iMussolini, causou furor entre alguns italianos na semana em que o país comemora o Dia Memorial do Holocausto – o 65º aniversário da liberação de Auschwitz pelas forças soviéticas.

O website foi inundado com comentários condenando a continuação do fascismo com Mussolini e um membro do Partido Comunista Italiano chamou a aplicação de “desgraçada”.

Ela contém 100 dos discursos de Il Duce e pode ser comprada por 79 centavos de euro.

Foi baixada mais do que o jogo de videogame baseado no filme “Avatar”. O item mais baixado foi uma aplicação para papel de parede.

A aplicação iMussolini foi criada por um jovem de 25 anos de idade, Luigi Marino, de Nápoles. Ele disse que não teve intenção de fazer apologia à era fascista. Ao invés disso, ele queria documentar uma “triste página da história do nosso país”, confessou no website.

Desde que a aplicação foi lançada em 21 de janeiro de 2010, está sendo baixada cerca de 1.000 vezes por dia.

No primeiro dia foi baixada 55 vezes, no segundo foram mais de 600 downloads e do terceiro em diante a média tem sido de 1.000 downloads diários”, disse Marino.

Ele disse que pretende juntar discursos de outras personalidades históricas e colocá-los à venda: “Para evitar controvérsia, talvez eu faça um de Gandhi”, disse.

Sua popularidade foi “surpreendente”, disse o jornal La Repubblica, dado que o iTunes é popular com a geração do Facebook, e não com “velhos nostálgicos e historiadores do fascismo”. Mussolini foi morto por partisans antifascistas no norte da Itália no fim da guerra.

Mas 65 anos depois de ser morto ao lado de sua amante, souvenires de Mussolini continuam a ser um grande negócio na internet e em sua cidade natal, Predappio, no nordeste da Itália.

Os itens fascistas incluem bustos de Mussolini, uma loção pós-barba chamada “Nostalgia” contida numa caixa com o símbolo da águia fascista, e camisetas com as iniciais WIDS – Viva Il Duce Sempre.

Fonte: The Telegraph, 28 de janeiro de 2010.

Veja também:
>>Livro: Mussolini e a Ascensão do Fascismo
>>Filmes: Leão do Deserto
>>A Itália declara: "Guerra!"
>>Filmes: Fascistas em Marte
>>Annibale Bergonzoli
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terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Nota de Falecimento: John Cowtan


John Cowtan
(10/02/1920 - 01/01/2010)

Faleceu no último dia 1 de janeiro na Inglaterra, de causas naturais aos 89 anos de idade, o veterano da campanha africana, Major-General John Cowtan.

Filho do Vice-Marechal-do-Ar F. C. Cowtan, que foi cirurgião do Rei George VI, John foi educado em Wellington e Woolwich, sendo comissionado nos Engenheiros Reais em julho de 1939. Ele juntou-se à Força Expedicionária Britânica no começo de 1940, tornando ajudante de uma força-tarefa de engenheiros ad hoc sob comando do Major Perowne, e responsável por evitar um ataque paraquedista alemão contra o porto de Rouen. Quando o ataque não aconteceu, os "Perowne's Rifles" foram evacuados pelo Canal da Mancha.

Após servir um período na Inglaterra, Cowtan foi enviado para o Oriente Médio na primavera de 1941 como chefe dos engenheiros da 232ª Companhia. Após um período no Egito, Chipre e Palestina, ele chegou ao Deserto Ocidental no começo de 1942. Integrando uma das "Colunas Jock" (em homenagem ao Major-General "Jock" Campbell, VC), ele começou a participar de incursões contra postos avançados alemães e italianos, atacando aeródromos e linhas de comunicação. Cowtan ganhou uma Military Cross em março de 1942, quando fez parte de uma coluna - com apoio blindado e de artilharia - que fez um ataque preventivo ao aeródromo do Eixo em Martuba, para evitar que as aeronaves atacassem um comboio destinado a Malta. Dois meses depois, ele foi feito prisioneiro quando as vanguardas de Rommel atacaram as posições do 8º Exército na Linha de Gazala. Cowtan foi enviado para um campo de prisioneiros italiano em Bolonha, onde permaneceu até o Armistício de setembro de 1943.

Quando os guardas italianos se foram, Cowtan se escondeu no campo por 12 dias, até que os alemães - que ocuparam o local após o Armistício - fossem embora. Ele tentou alcançar um porto da costa do Adriático, mas não conseguiu e tempo depois se juntou a um grupo de partisans que preparavam uma sabotagem das linhas de comunicação alemãs na região. Ele usou seus conhecimento de demolição para treinar os partisans na arte de manipular explosivos, e o grupo destruiu diversos depósitos e linhas de trem. Em outubro de 1944, ele chegou às linhas Aliadas e foi condecorado com uma segunda Military Cross. Chegando à Inglaterra, ele voluntariou-se para tornar-se um paraquedista.

Após a guerra, ele seguiu novamente para a Palestina onde, no comando de uma unidade de engenheiros paraquedistas, envolveu-se com o resgate de vítimas de atentados de grupos de sionistas extremistas. Cowtan ainda foi oficial de ligação dos engenheiros nos EUA, comandou o 131º Regimento de Engenheiros Paraquedistas em Sandhurst e a 11ª Brigada de Engenheiros na Alemanha. Já como Major-General, ele foi apontado comandante da Real Academia Militar de Ciências, e aposentou-se em 1975. Casado desde 1949, John Cowtan deixa esposa, um filho e uma filha.


Cowtan (à esq. com as maõs para trás) lidera uma inspeção da área do Reno, na Alemanha, em 1961.
Veja também:
>>Nota de Falecimento: David Wood
>>Nota de Falecimento: Eric Wilson
>>Nota de Falecimento: Greenville Green
>>Nota de Falecimento: Michael Kyrle-Pope
>>Nota de Falecimento: Frank Gregory-Smith
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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Nota de Falecimento: Lee Archer


Lee Archer
(06/09/1919 - 27/01/2010)

Faleceu no último dia 27 de janeiro em Nova Iorque, EUA, de causas naturais aos 90 anos de idade, o único ás negro da Segunda Guerra Mundial, Tenente-Coronel Lee Andrew Archer, Jr.

Nascido em Yonkers, sua família rapidamente se mudou para o Harlem, em Nova Iorque. Desde pequeno, Archer lia revistas em quadrinhos sobre os combates aéreos do Barão Vermelho durante a Primeira Guerra Mundial, e alimentava o sonho de se tornar piloto militar. Ele ingressou na Universidade de Nova Iorque, mas logo abandonou-a para tentar a carreira no Corpo Aéreo do Exército. Rejeitado para o treinamento de pilotagem em 1941, ele tornou-se um infante e depois sinaleiro. Na época, o Exército não aceitava negros para o treinamento de voo, contudo, após uma intervenção da primeira-dama Eleanor Roosevelt, decidiu-se criar uma unidade de pilotos negros, que seriam treinados em Tuskegee, Alabama. Archer voluntariou-se novamente para o treinamento e foi aceito em dezembro de 1942. Graduado com honras em julho de 1943, ele foi comissionado Segundo-Tenente.

Designado para o 302º Esquadrão do 332º Grupo de Caça - os "Tuskegee Airmen" - Archer inicialmente pilotou o P-39 Airacobra em missões de apoio terrestre na Itália, antes que o grupo fizesse a conversão para o P-51 Mustang em meados de 1944. Na nova tarefa de escolta de bombardeiros, os "Red Tails" (o grupo pintara as caudas de seus caças inteiramente de vermelho) se mostraram exímios aviadores. Em 18 de julho de 1944, em uma missão de escolta de B-24s sobre o sul da Alemanha, a formação foi interceptada por um enxame de Messerschmitts Me 109. No combate que se seguiu, onze caças alemães foram derrubados; Archer derrubou um e imediatamente avistou outro. Quando aproximou-se para engajar o caça, seu colega Freddie Hutchins o seguiu. Archer abriu fogo contra o Me 109, danificando pesadamente a aeronave, que começou a cair lentamente. Foi quando Hutchins também disparou contra o caça, "terminando o serviço". Isso acabou fazendo com que 0,5 vitória fosse dada a cada piloto.*

Em agosto, durante uma missão de ataque ao solo, ele destruiu seis aeronaves estacionadas num aeródromo inimigo. Em 22 de outubro, voando com seu P-51C "Ina The Macon Belle" (em homenagem à sua esposa Ina Burdell Archer) sobre Lago Balaton, na Hungria, Archer avistou um Heinkel He 111 e iniciou a perseguição, quando deu de frente com 7 Messerschmitts. Mostrando toda a sua habilidade e agressividade, Archer abateu três dos caças inimigos. Embora seu total oficial emitido pela USAF seja de 4,5 vitórias aéreas confirmadas - um resultado contestado por muitos, inclusive pelo próprio Archer - ele é considerado o único ás negro da Segunda Guerra Mundial, e muitas fontes lhe conferem as 5 vitórias completas. Completando 169 missões de combate, ele foi condecorado com a Distinguished Flying Cross, Air Medal e Distinguished Unit Citation.

Após a guerra, ele continuou na Força Aérea até aposentar-se como Tenente-Coronel em 1970. Depois disso, foi trabalhar na General Foods, tornando-se um dos primeiros vice-presidentes corporativos negros em uma grande empresa americana. Em 1987 ele fundou uma firma de gerenciamento. Viúvo desde 1996, Lee Archer deixa três filhos e uma filha.


Os ases do P-51 Major-General Donald Strait (13,5 vitórias) e Tenente-Coronel Lee Archer em setembro de 2006.
*NOTA: No vídeo abaixo o Coronel Archer diz que o próprio Freddie Hutchins admitiu que não atirou contra o Messerschmitt em questão. Ao que parece (e ele alega), houve um caso de resistência dentro da USAF em admitir um ás negro.


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>>Nota de Falecimento: Luther Smith
>>Os africanos que lutaram na Segunda Guerra
>>A Bandeira do NSDAP no Museu Patton
>>Liberação de Paris foi feita uma "vitória branca"
>>Trailer: Miracle at St. Anna
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