(04/01/1920 - 16/09/2010)
Faleceu no último dia 16 de setembro em Korb, na Alemanha, de causas naturais aos 90 anos de idade, o ganhador da Cruz do Cavaleiro, Oberfeldwebel Hermann Eckardt.
Nascido em Schwäbisch Gmünd, no sul da Alemanha, Eckardt era filho de fazendeiros e cursou economia agrícola, tornando-se mais tarde administrador das terras da família. Em outubro de 1940 foi convocado para o serviço militar, e inicialmente treinou como operador de metralhadora pesada. Contudo, em novembro, foi transferido para a Panzertruppe e designado para a 10ª Divisão Panzer na França. Logo em seguida foi novamente transferido, desta vez para o 8º Regimento da 15ª Divisão Panzer. Com a ofensiva britânica no deserto em fins de 1940, os italianos recuaram na Líbia e perderam a Cirenaica, o que fez com que Hitler oferecesse um bem-vindo auxílio na forma do Deutsche Afrika Korps. Uma das unidades blindadas designadas para ir à África foi justamente a 15ª Panzer.
Desembarcando em Trípoli em maio de 1941, Eckardt seguiu Rommel em sua rompante ofensiva, engajando os ingleses em Capuzzo, Passo de Halfaya, Sollum, Tobruk e Marmarika. Contudo, com a ofensiva de Auchinleck, tiveram que recuar para Gazala e El Agheila. Com a nova ofensiva do Eixo em 1942, Eckardt envolveu-se nos combates que levaram finalmente à queda de Tobruk e à invasão do Egito, culminando na Batalha de El Alamein. Após o recuo para a Tunísia diante da ofensiva do 8º Exército Britânico, Eckardt posicionou-se na Linha Mareth e ajudou a atrasar o avanço de Montgomery. Após ganhar as duas classes da Cruz de Ferro e ter destruído 25 tanques inimigos, ele foi evacuado para a Europa no fim de março de 1943. Em dezembro, assumiu o comando de um canhão auto-propulsado na 20ª Divisão Panzergrenadier em Krivoi Rog, no sul da União Soviética. Em 26 de julho de 1944, sozinho, Eckardt enfrentou um grupamento blindado soviético e destruiu seis tanques num intenso combate. Por esta ação, recebeu a Cruz Alemã em Ouro.
Seguindo o recuo geral da linha alemã, em fevereiro de 1945 Eckardt viu-se em Sagan, na Silésia (local do infame Stalag Luft III). Em 26 de fevereiro, ele engajou-se num pesado combate de duas horas contra a cabeça-de-praia soviética no rio Neisse. Eckardt destruiu toda uma unidade de infantaria inimiga usando morteiros pesados, sendo também ferido por um sniper. Ele eventualmente eliminou a cabeça-de-praia, e por essas ações foi condecorado com a Cruz do Cavaleiro da Cruz de Ferro. Ao fim da guerra, Eckardt havia contabilizado 78 tanques russos destruídos, que somados aos 25 destruídos no deserto, deram-lhe o total de 103 tanques inimigos destruídos.
Hermann Eckardt viveu sua aposentadoria em Korb, na região de Baden-Württemberg, perto de sua cidade natal.
Nascido em Schwäbisch Gmünd, no sul da Alemanha, Eckardt era filho de fazendeiros e cursou economia agrícola, tornando-se mais tarde administrador das terras da família. Em outubro de 1940 foi convocado para o serviço militar, e inicialmente treinou como operador de metralhadora pesada. Contudo, em novembro, foi transferido para a Panzertruppe e designado para a 10ª Divisão Panzer na França. Logo em seguida foi novamente transferido, desta vez para o 8º Regimento da 15ª Divisão Panzer. Com a ofensiva britânica no deserto em fins de 1940, os italianos recuaram na Líbia e perderam a Cirenaica, o que fez com que Hitler oferecesse um bem-vindo auxílio na forma do Deutsche Afrika Korps. Uma das unidades blindadas designadas para ir à África foi justamente a 15ª Panzer.
Desembarcando em Trípoli em maio de 1941, Eckardt seguiu Rommel em sua rompante ofensiva, engajando os ingleses em Capuzzo, Passo de Halfaya, Sollum, Tobruk e Marmarika. Contudo, com a ofensiva de Auchinleck, tiveram que recuar para Gazala e El Agheila. Com a nova ofensiva do Eixo em 1942, Eckardt envolveu-se nos combates que levaram finalmente à queda de Tobruk e à invasão do Egito, culminando na Batalha de El Alamein. Após o recuo para a Tunísia diante da ofensiva do 8º Exército Britânico, Eckardt posicionou-se na Linha Mareth e ajudou a atrasar o avanço de Montgomery. Após ganhar as duas classes da Cruz de Ferro e ter destruído 25 tanques inimigos, ele foi evacuado para a Europa no fim de março de 1943. Em dezembro, assumiu o comando de um canhão auto-propulsado na 20ª Divisão Panzergrenadier em Krivoi Rog, no sul da União Soviética. Em 26 de julho de 1944, sozinho, Eckardt enfrentou um grupamento blindado soviético e destruiu seis tanques num intenso combate. Por esta ação, recebeu a Cruz Alemã em Ouro.
Seguindo o recuo geral da linha alemã, em fevereiro de 1945 Eckardt viu-se em Sagan, na Silésia (local do infame Stalag Luft III). Em 26 de fevereiro, ele engajou-se num pesado combate de duas horas contra a cabeça-de-praia soviética no rio Neisse. Eckardt destruiu toda uma unidade de infantaria inimiga usando morteiros pesados, sendo também ferido por um sniper. Ele eventualmente eliminou a cabeça-de-praia, e por essas ações foi condecorado com a Cruz do Cavaleiro da Cruz de Ferro. Ao fim da guerra, Eckardt havia contabilizado 78 tanques russos destruídos, que somados aos 25 destruídos no deserto, deram-lhe o total de 103 tanques inimigos destruídos.
Hermann Eckardt viveu sua aposentadoria em Korb, na região de Baden-Württemberg, perto de sua cidade natal.
Canhão auto-propulsado alemão passa por tanques russos destruídos.
NOTA: Agradeço aos amigos Philippe Bastin e Richard Schmidt pela ajuda!
Veja também:
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