Antigos inimigos se contatam 67 anos depois

Marinheiro canadense troca cartas com o único sobrevivente do submarino alemão afundado por seu navio em 1943.
Quase 70 anos depois de um famoso incidente da Segunda Guerra Mundial, no qual um navio canadense abalroou e afundou um submarino alemão no Mediterrâneo, o único sobrevivente do U-boat e talvez o último marinheiro sobrevivente do HMCS Ville de Quebec se descobriram na internet – dois antigos inimigos agora formando uma amizade de longa distância por cartas.
A incrível reunião realizou-se após um jornal californiano publicar, em novembro de 2009, a história de guerra de Frank Arsenault, um veterano canadense de 86 anos que hoje mora em Santa Cruz.
O ponto alto dos quatro anos de Arsenault a bordo do Ville de Quebec foi o fatídico encontro da corveta com o U-224, um submarino alemão que ameaçava um comboio canadense na costa do Marrocos em 13 de janeiro de 1943.
A presença do submarino inimigo foi detectada pelo sonar do Ville de Quebec, e dez cargas de profundidade foram despejadas no mar. Uma delas atingiu e danificou o submarino, que subiu à superfície enquanto marinheiros alemães em pânico tentavam escapar. Um oficial – o Leutnant zur See Wolf Dankworth – foi à torre para conter o pânico.
Foi aí que o capitão do navio canadense, Tenente-Comandante A. R. Coleman, preocupado com as armas de deque do submarino, deu ordem de abalroar o submarino danificado.
“Eu vi esse cara sair da escotilha”, lembrou-se Arsenault. “Foi quando o capitão percebeu que podíamos atingir o submarino e gritou ‘Preparem-se para impacto!’”
O impacto foi tão forte que Danckworth foi nocauteado. Contudo, ele foi o único alemão que conseguiu chegar à superfície enquanto o U-224 era engolido pelo mar. 55 alemães morreram no afundamento. Arsenault lembra-se de ver Danckworth balançando nas ondas, aguardando resgate por outro navio canadense, HCMS Port Arthur, enquanto sua própria tripulação se ocupava dos danos no navio.
“Eu frequentemente pensava no que teria acontecido com aquele pobre sujeito na escotilha da torre”, disse Arsenault – que recentemente descobriu o que queria.
O veterano alemão de 93 anos – e fanático por tecnologia – surfava na internet procurando informações sobre o U-224, ele leu a história de Arsenault e publicou um comentário no site do jornal.
Ele começou a busca pelo canadense, ligando para moradores da cidade de Arsenault. Então mandou uma carta para o jornal recontando sua dramática fuga do U-224 e pedindo os contatos do antigo inimigo.
“Eu estava na escotilha quando o impacto me afundou uns 15 metros. Desmaiei e quando abri os olhos vi bolhas de ar ao redor – elas me mostraram o caminho para a superfície”. Danckworth lembra-se de ter sido tirado da água gelada, ser agasalhado com cobertores e ganhar uma laranja.
“A laranja ainda é saborosa na minha memória”, lembrou-se.
O atônito canadense recebeu então uma amigável carta de seu antigo inimigo, que ele vira – pela primeira e única vez – quase 70 anos atrás. “Não acreditei que ele achou a minha história! Ele queria fazer contato, e escreveu ‘Sou o sobrevivente que você viu sair do submarino. Tenho 93 anos e estou vivo!’”
Desde então, os dois têm trocados numerosas cartas.

Fonte: The Vancouver Sun, 21 de setembro de 2010.
Quase 70 anos depois de um famoso incidente da Segunda Guerra Mundial, no qual um navio canadense abalroou e afundou um submarino alemão no Mediterrâneo, o único sobrevivente do U-boat e talvez o último marinheiro sobrevivente do HMCS Ville de Quebec se descobriram na internet – dois antigos inimigos agora formando uma amizade de longa distância por cartas.
A incrível reunião realizou-se após um jornal californiano publicar, em novembro de 2009, a história de guerra de Frank Arsenault, um veterano canadense de 86 anos que hoje mora em Santa Cruz.
O ponto alto dos quatro anos de Arsenault a bordo do Ville de Quebec foi o fatídico encontro da corveta com o U-224, um submarino alemão que ameaçava um comboio canadense na costa do Marrocos em 13 de janeiro de 1943.
A presença do submarino inimigo foi detectada pelo sonar do Ville de Quebec, e dez cargas de profundidade foram despejadas no mar. Uma delas atingiu e danificou o submarino, que subiu à superfície enquanto marinheiros alemães em pânico tentavam escapar. Um oficial – o Leutnant zur See Wolf Dankworth – foi à torre para conter o pânico.
Foi aí que o capitão do navio canadense, Tenente-Comandante A. R. Coleman, preocupado com as armas de deque do submarino, deu ordem de abalroar o submarino danificado.
“Eu vi esse cara sair da escotilha”, lembrou-se Arsenault. “Foi quando o capitão percebeu que podíamos atingir o submarino e gritou ‘Preparem-se para impacto!’”
O impacto foi tão forte que Danckworth foi nocauteado. Contudo, ele foi o único alemão que conseguiu chegar à superfície enquanto o U-224 era engolido pelo mar. 55 alemães morreram no afundamento. Arsenault lembra-se de ver Danckworth balançando nas ondas, aguardando resgate por outro navio canadense, HCMS Port Arthur, enquanto sua própria tripulação se ocupava dos danos no navio.
“Eu frequentemente pensava no que teria acontecido com aquele pobre sujeito na escotilha da torre”, disse Arsenault – que recentemente descobriu o que queria.
O veterano alemão de 93 anos – e fanático por tecnologia – surfava na internet procurando informações sobre o U-224, ele leu a história de Arsenault e publicou um comentário no site do jornal.
Ele começou a busca pelo canadense, ligando para moradores da cidade de Arsenault. Então mandou uma carta para o jornal recontando sua dramática fuga do U-224 e pedindo os contatos do antigo inimigo.
“Eu estava na escotilha quando o impacto me afundou uns 15 metros. Desmaiei e quando abri os olhos vi bolhas de ar ao redor – elas me mostraram o caminho para a superfície”. Danckworth lembra-se de ter sido tirado da água gelada, ser agasalhado com cobertores e ganhar uma laranja.
“A laranja ainda é saborosa na minha memória”, lembrou-se.
O atônito canadense recebeu então uma amigável carta de seu antigo inimigo, que ele vira – pela primeira e única vez – quase 70 anos atrás. “Não acreditei que ele achou a minha história! Ele queria fazer contato, e escreveu ‘Sou o sobrevivente que você viu sair do submarino. Tenho 93 anos e estou vivo!’”
Desde então, os dois têm trocados numerosas cartas.

Fonte: The Vancouver Sun, 21 de setembro de 2010.
Veja também:
>>Piloto de caça alemão salvou tripulação americana
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>>Um encontro de dois antigos oponentes, agora amigos
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Um comentário:
Fantástico.!!
impressionante e emocionante.
Lambert
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