(17/12/1919 - 13/07/2010)
Faleceu no último dia 13 de julho em St. Maries, Idaho, de câncer no cérebro aos 90 anos de idade, o ganhador da Medalha de Honra, Primeiro-Tenente Vernon Joseph Baker.
Nascido em Cheyenne, Wyoming, Baker perdeu os pais aos 4 anos de idade, num acidente de carro, e desde então foi criado pelos avós juntamente com suas duas irmãs. Após concluir seus estudos, trabalhou como ferroviário e alistou-se no Exército em 26 de junho de 1941, seguindo para treinamento em Camp Wolters, Texas. Baker cursou a Escola de Aspirantes a Oficial e foi comissionado Segundo-Tenente em 11 de janeiro de 1943. Em junho de 1944, ele foi enviado para a Itália junto ao 370º Regimento da 92ª Divisão de Infantaria - uma unidade composta inteiramente de soldados negros, exceto oficiais superiores.
Em ação no front, Baker foi ferido no braço por uma bala inimiga em outubro. Perdendo muito sangue, ele perdeu a consciência. Quando acordou após a cirurgia, percebeu que estava numa ala segregada de hospital. Em dezembro ele retornou à sua unidade em frente à Linha Gótica. Em 5 de abril de 1945, Baker liderava um pelotão de 25 homens em uma região cheia de bunkers e ninhos de metralhadora perto de Viareggio, ao norte de Pisa. Às 5h da manhã, eles atingiram um ponto a 250 metros do Castelo Aghinolfi, fortaleza alemã que esperavam capturar. Baker avistou uma luneta saindo de uma pequena fresta de um bunker, e aproximou-se com cuidado da abertura. Ele então deu diversos tiros com seu rifle M-1, matando os dois alemães da guarnição. Baker seguiu para um camuflado ninho de metralhadora, e matou os dois soldados inimigos enquanto tomavam café. Prosseguindo, ele jogou uma granada na abertura de um outro bunker, matou o soldado que saiu e depois adentrou a casamata, eliminando toda a guarnição. Enquanto isso, fogo de metralhadora e morteiros alemães começaram a chover sobre o pelotão. No meio da reação, Baker atacou e destruiu sozinho outros dois ninhos de metralhadora, antes de ocupar a posição do último e chamar a atenção do inimigo, para permitir a evacuação dos feridos do pelotão. Na noite seguinte, ele voluntariamente liderou um ataque através de campos minados e pesado fogo inimigo, para capturar o castelo.
Suas audaciosas ações inspiraram seus colegas a continuar na ofensiva, e Baker foi condecorado com a Distinguished Service Cross. Ele continuou na Europa até 1947, como parte das forças de ocupação, e passou para a reserva em 1968.
Em 1993, um estudo do Exército dos EUA comprovou que a discriminação racial foi um fator de grande relevância para a outorga de comendas durante a Segunda Guerra Mundial, impedindo assim que soldados negros fossem condecorados com a mais alta comenda militar norte-americana. Uma comissão então revisou diversos relatórios de recomendação, e encontrou sete casos em que soldados negros protagonizaram ações dignas da Medalha de Honra do Congresso. Vernon Baker era o único dos sete ainda vivo, e em 13 de janeiro de 1997, numa cerimônia na Casa Branca, o Presidente Bill Clinton condecorou-o ao som de "God Bless America", tocado pela Banda dos Fuzileiros Navais. Baker tinha uma lágrima descendo pelo rosto.
Perguntado sobre como era servir em uma unidade segregada, Baker disse: "Eu era um jovem furioso. Todos estávamos furiosos. Mas tínhamos um trabalho para fazer, e o fizemos. Meus pensamentos pessoais diziam que as coisas melhorariam, e estou orgulhoso por ter vivido para ver isso". Vernon Baker deixa esposa e cinco filhos.
Nascido em Cheyenne, Wyoming, Baker perdeu os pais aos 4 anos de idade, num acidente de carro, e desde então foi criado pelos avós juntamente com suas duas irmãs. Após concluir seus estudos, trabalhou como ferroviário e alistou-se no Exército em 26 de junho de 1941, seguindo para treinamento em Camp Wolters, Texas. Baker cursou a Escola de Aspirantes a Oficial e foi comissionado Segundo-Tenente em 11 de janeiro de 1943. Em junho de 1944, ele foi enviado para a Itália junto ao 370º Regimento da 92ª Divisão de Infantaria - uma unidade composta inteiramente de soldados negros, exceto oficiais superiores.
Em ação no front, Baker foi ferido no braço por uma bala inimiga em outubro. Perdendo muito sangue, ele perdeu a consciência. Quando acordou após a cirurgia, percebeu que estava numa ala segregada de hospital. Em dezembro ele retornou à sua unidade em frente à Linha Gótica. Em 5 de abril de 1945, Baker liderava um pelotão de 25 homens em uma região cheia de bunkers e ninhos de metralhadora perto de Viareggio, ao norte de Pisa. Às 5h da manhã, eles atingiram um ponto a 250 metros do Castelo Aghinolfi, fortaleza alemã que esperavam capturar. Baker avistou uma luneta saindo de uma pequena fresta de um bunker, e aproximou-se com cuidado da abertura. Ele então deu diversos tiros com seu rifle M-1, matando os dois alemães da guarnição. Baker seguiu para um camuflado ninho de metralhadora, e matou os dois soldados inimigos enquanto tomavam café. Prosseguindo, ele jogou uma granada na abertura de um outro bunker, matou o soldado que saiu e depois adentrou a casamata, eliminando toda a guarnição. Enquanto isso, fogo de metralhadora e morteiros alemães começaram a chover sobre o pelotão. No meio da reação, Baker atacou e destruiu sozinho outros dois ninhos de metralhadora, antes de ocupar a posição do último e chamar a atenção do inimigo, para permitir a evacuação dos feridos do pelotão. Na noite seguinte, ele voluntariamente liderou um ataque através de campos minados e pesado fogo inimigo, para capturar o castelo.
Suas audaciosas ações inspiraram seus colegas a continuar na ofensiva, e Baker foi condecorado com a Distinguished Service Cross. Ele continuou na Europa até 1947, como parte das forças de ocupação, e passou para a reserva em 1968.
Em 1993, um estudo do Exército dos EUA comprovou que a discriminação racial foi um fator de grande relevância para a outorga de comendas durante a Segunda Guerra Mundial, impedindo assim que soldados negros fossem condecorados com a mais alta comenda militar norte-americana. Uma comissão então revisou diversos relatórios de recomendação, e encontrou sete casos em que soldados negros protagonizaram ações dignas da Medalha de Honra do Congresso. Vernon Baker era o único dos sete ainda vivo, e em 13 de janeiro de 1997, numa cerimônia na Casa Branca, o Presidente Bill Clinton condecorou-o ao som de "God Bless America", tocado pela Banda dos Fuzileiros Navais. Baker tinha uma lágrima descendo pelo rosto.
Perguntado sobre como era servir em uma unidade segregada, Baker disse: "Eu era um jovem furioso. Todos estávamos furiosos. Mas tínhamos um trabalho para fazer, e o fizemos. Meus pensamentos pessoais diziam que as coisas melhorariam, e estou orgulhoso por ter vivido para ver isso". Vernon Baker deixa esposa e cinco filhos.
Vernon Baker recebendo a Medalha de Honra do Presidente Bill Clinton, 13 de janeiro de 1997.
Veja também:
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