A única WASP com uma câmera

É difícil não querer fazer milhares de perguntas enquanto olha o álbum de Lillian Yonally com as fotos coloridas das pilotas americanas em uniforme na Segunda Guerra Mundial. Mulheres pilotando na Segunda Guerra? Voando bombardeiros? Em cores? Qual era sua história?
Para aqueles que não viveram a época, às vezes parece que a Segunda Guerra aconteceu em preto e branco – sem dúvida o resultado de observar incontáveis fotografias históricas. Em contraste, as fotos coloridas de Yonally, tonalizadas com azuis, verdes e vermelhos primários, parecem ter sido tiradas de um sonho.
Yonally, agora com 87 anos, foi uma das 1.100 jovens da Women Airforce Service Pilots, um curto programa militar conhecido como WASP, que treinou voluntárias civis para voar aviões pelo país, para que os homens pudessem ser liberados para voar em combate no estrangeiro. As mulheres, que deveriam ter experiência prévia de voo, treinaram no Campo Avenger, em Sweetwater, Texas, e então foram distribuídas por 120 bases aéreas pelos EUA.
Yonally tirou as fotos entre 1943 e 1944 no Campo Avenger, quando tinha 21 anos de idade e estava em treinamento. Prosseguiu então para o Campo Irwin, na Califórnia, onde foi estacionada. No Campo Irwin, ela rebocava alvos atrás do seu avião para que artilheiros no solo pudessem praticar – com munição real. O revolucionário programa WASP foi encerrado após apenas dois anos, devido principalmente aos pilotos civis requererem as vagas, mas não antes que as mulheres provassem que podiam voar. As WASPs recentemente foram condecoradas com a Medalha de Ouro do Congresso por seus feitos.
O pai de Yonally presenteou-a com uma câmera, uma Argus C3, que disse ser considerada “contrabando” na base. Isso não a impediu de fotografar, e ela tirou fotos das amigas, dos aviões que voou e dos instrutores. Ela enviava os filmes por correio para Boston, e seu pai fazia a revelação colorida. Dessa forma, ela pensou, sua família podia ver o que ela estava fazendo, e ela teria um registro de suas experiências quando voltasse para casa.
E há histórias por trás das fotos. A foto de um avião, um PT-19, com um belo céu de amanhecer atrás de si, foi feita para mostrar aos pais que ela acordava cedo. Outra mostra as meninas acenando, celebrando sua recente aprovação nos testes de voo. Outra ainda mostra Yonally com trajes de voo e segurando um malote de correio aéreo – tirada para mostrar à família seu novo vestuário de treinamento.
Ao ser questionada sobre se ela e as colegas sentiam o quanto especial era o programa WASP, Yonally ficou bastante animada e falou bastante sobre o ato de voar e sobre mulheres nos comandos. Ela claramente mostra paixão pela aviação, e aproveitou a oportunidade ao máximo. “Não acho que fiquei pensando muito tempo, eu apenas achei que era uma oportunidade maravilhosa, e estávamos todas ansiosas para começar”.
Para Yonally, suas fotografias são prova de que “as mulheres podem fazer qualquer coisa”.
Fonte: The Picture Show Blog, 10 de março de 2010.
Para aqueles que não viveram a época, às vezes parece que a Segunda Guerra aconteceu em preto e branco – sem dúvida o resultado de observar incontáveis fotografias históricas. Em contraste, as fotos coloridas de Yonally, tonalizadas com azuis, verdes e vermelhos primários, parecem ter sido tiradas de um sonho.
Yonally, agora com 87 anos, foi uma das 1.100 jovens da Women Airforce Service Pilots, um curto programa militar conhecido como WASP, que treinou voluntárias civis para voar aviões pelo país, para que os homens pudessem ser liberados para voar em combate no estrangeiro. As mulheres, que deveriam ter experiência prévia de voo, treinaram no Campo Avenger, em Sweetwater, Texas, e então foram distribuídas por 120 bases aéreas pelos EUA.Yonally tirou as fotos entre 1943 e 1944 no Campo Avenger, quando tinha 21 anos de idade e estava em treinamento. Prosseguiu então para o Campo Irwin, na Califórnia, onde foi estacionada. No Campo Irwin, ela rebocava alvos atrás do seu avião para que artilheiros no solo pudessem praticar – com munição real. O revolucionário programa WASP foi encerrado após apenas dois anos, devido principalmente aos pilotos civis requererem as vagas, mas não antes que as mulheres provassem que podiam voar. As WASPs recentemente foram condecoradas com a Medalha de Ouro do Congresso por seus feitos.
O pai de Yonally presenteou-a com uma câmera, uma Argus C3, que disse ser considerada “contrabando” na base. Isso não a impediu de fotografar, e ela tirou fotos das amigas, dos aviões que voou e dos instrutores. Ela enviava os filmes por correio para Boston, e seu pai fazia a revelação colorida. Dessa forma, ela pensou, sua família podia ver o que ela estava fazendo, e ela teria um registro de suas experiências quando voltasse para casa.
E há histórias por trás das fotos. A foto de um avião, um PT-19, com um belo céu de amanhecer atrás de si, foi feita para mostrar aos pais que ela acordava cedo. Outra mostra as meninas acenando, celebrando sua recente aprovação nos testes de voo. Outra ainda mostra Yonally com trajes de voo e segurando um malote de correio aéreo – tirada para mostrar à família seu novo vestuário de treinamento.Ao ser questionada sobre se ela e as colegas sentiam o quanto especial era o programa WASP, Yonally ficou bastante animada e falou bastante sobre o ato de voar e sobre mulheres nos comandos. Ela claramente mostra paixão pela aviação, e aproveitou a oportunidade ao máximo. “Não acho que fiquei pensando muito tempo, eu apenas achei que era uma oportunidade maravilhosa, e estávamos todas ansiosas para começar”.
Para Yonally, suas fotografias são prova de que “as mulheres podem fazer qualquer coisa”.
Fonte: The Picture Show Blog, 10 de março de 2010.
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