Loading

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Funeral de Henry Allingham reúne milhares


Funeral de Henry Allingham reúne milhares


A filha do mais velho veterano britânico da Primeira Guerra Mundial estava entre as milhares de pessoas que se juntaram para honrar a vida de Henry Allingham.

Betty Hankin, que não falava com pai há 40 anos, após uma rixa familiar, compareceu ao emocionado velório. Allingham, de 113 anos, faleceu pacificamente durante o sono em 18 de julho, no asilo St. Dunstan’s, perto de Brighton.

Dezenas de familiares vieram de perto e de longe para marcar a passagem do icônico veterano.

Em um fim do espectro estava Tyler Morgan Hankin, seu tataraneto de dez meses. No outro, a filha de 89 anos, Betty.

Tragicamente, eles se separaram no que familiares descreveram como “disputa familiar” a respeito da morte por leucemia de sua amada esposa Dorothy.

Eles estavam fora de contato por tanto tempo que ele acreditava que ela havido morrido.

Mas ela estava lá usando pérolas e vestido preto, auxiliada por seu filho Roland e os netos que Henry nunca conheceu.

Numa entrevista semana passada, ela recusou-se a falar sobre o pai que viu pela última vez décadas atrás, ou revelar a verdade sobre a rixa que separou-os.

Temo dizer que minha vida é privada”, ela disse. “Nunca daria entrevistas sobre isso”.

O Sr. Allingham, que serviu com a Royal Navy e a RAF, foi sepultado com completas honras militares na Igreja de St. Nicholas em Brighton.

No começo da tarde, multidões iniciaram aplausos espontâneos enquanto seu caixão, coberto com a bandeira britânica, chegou aos jardins da igreja.

No começo da cerimônia, o Padre Robert Chavner, pároco da igreja, abriu a fala: “Viemos aqui hoje para lembrarmos perante Deus o nosso irmão Henry; dar graças por sua vida; enviá-lo a Deus nosso pai misericordioso e juiz; entregar seu corpo para cremação, e para confortar-nos em nossa tristeza”.

A prece foi seguida pelo primeiro hino, que foi “Praise, My Soul, The King Of Heaven”.

A enorme congregação na igreja, que é batizada em homenagem ao santo padroeiro dos marinheiros e pescadores, se levantou enquanto a procissão chegava.

Família, amigos e representantes da Royal Navy e da Royal Air Force compareceram à cerimônia liderada pelo Reverendo Chavner. Os convidados incluíam Kevan Jones, do Ministério dos Veteranos; o Chefe de Estado-Maior Aéreo da RAF Air Chief Marshal Sir Stephen Dalton; o Comandante-em-Chefe da Esquadra da Royal Navy Almirante Sir Trevor Soar e a Duquesa de Gloucester, como patrona da Associação de Veteranos da Primeira Guerra Mundial.

Tributos e hinos foram lidos enquanto se lembraram do homem que tocou a tantos.

Durante a cerimônia, um dos netos de Allingham, David Gray, dividiu preciosas memórias de infância do seu avô com a congregação. Ele lembrou-se do momento em que viu seu avô de 93 anos chegar ao aeroporto de Miami empurrando um membro mais jovem da empresa aérea em sua cadeira de rodas.

E ele falou do eterno amor de seu avô pela esposa, Dorothy, que faleceu de leucemia em 1970. “Ele insistia que ela era a única garota que ele já tinha beijado”, disse Gray.

Embora ela tenha falecido há quase 40 anos, ele nunca parou de pensar em seu amor por ela como se ela nunca o tivesse deixado”.

Falando da generosidade do seu avô, ele disse: “Seu amor pelas crianças e o desejo de fazê-las beneficiarem-se de sua experiência de vida foi seu maior foco nos últimos anos”. E continuou: “Ele soprou a poeira dos livros de história para nós, deu-nos um vislumbre de nossa herança e nos lembrou de nossas raízes e dos que se foram antes de nós”.

Dois militares do Royal Marines soaram os últimos ritos enquanto o caixão deixava a igreja. Isso foi seguido de um minuto de silêncio, e a procissão seguiu para longe da igreja enquanto os sinos tocaram 113 vezes para marcar cada ano da vida do Sr. Allingham.

A multidão irrompeu em aplausos ao olhar para cima e ver cinco réplicas de aeronaves da Primeira Guerra sobrevoando. Eram três biplanos SE5A, um Sopwith Pup e um triplano Sopwith. Os aviões representavam muito porque o Sr. Allingham trabalhou em cada um dos modelos enquanto servia.

Fonte: Daily Mail, 30 de julho de 2009.

A filha Betty Hankin.

O tataraneto Tyler Morgan Hankin.

O neto David Gray.











Dorothy e Henry, 1916.

Allingham e Harry Patch em novembro de 2008.












Veja também:
>>Nota de Falecimento: Henry Allingham
>>O último soldado americano da Grande Guerra
>>Nota de Falecimento: Delfino Borroni
>>Waldemar Levy Cardoso
>>Nota de Falecimento: Bill Stone
Comente aqui!

Documentário: Stalingrado - O Ataque


Eis aqui uma boa surpresa no Youtube. O documentário de 2003 "Stalingrad", com legendas em português. O documentário é composto de três episódios: "The Attack", que conta as operações de verão e o ataque à cidade, indo até o ponto do cerco; "The Kessel" conta o cotidiano das tropas alemãs cercadas e "The Doom" narra os eventos que levaram à inevitável derrota do 6º Exército.

Confiram o primeiro episódio, "The Attack":










Veja também:
>>A guerra de Hitler contra a América
>>Luigi Poluzzi - Uma história de guerra e de paz
>>Vídeo: Japan's War
>>America's War
>>Vídeo: Entrevista com Hanna Reitsch
Comente aqui!

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Alemanha homenageia conspiradores


Alemanha homenageia conspiradores

A Alemanha marcou os 65 anos do fracassado atentado por um grupo de oficiais para assassinar Adolf Hitler e tirar os nazistas do poder.

A Conspiração de 20 de Julho viu o Coronel Claus von Stauffenberg plantar uma bomba sob a mesa dentro da “Toca do Lobo”, o posto de comando de Hitler na Prússia Oriental.

Mas, através de uma série de sortudas circunstâncias, Hitler somente feriu-se levemente, e a conspiração foi exposta. A tentativa de assassinato é um dos maiores orgulhos do Exército Alemão.

Durante a cerimônia em Berlim na segunda, centenas de jovens recrutas fizeram seu juramento cerimonial à República Alemã.

MEMORIAL

Para muitos alemães, Stauffenberg é um herói – um dos poucos oficiais que escolheu seguir sua consciência ao invés das ordens.

A conspiração da qual participou foi a que os oponentes de Hitler dentro das forças armadas alemãs mais chegaram perto de matá-lo.

A tentativa de golpe, que previa o estabelecimento de um regime militar conservador na Alemanha, inclinado a negociar uma paz honrável, era liderado pelo Marechal-de-Campo Erwin von Witzleben e o General Ludwig Beck.

Como foi planejado, Stauffenberg colocou a valise contendo explosivos sob a mesa perto de Hitler, dentro da Toca do Lobo. Após deixar o local, ele escutou a bomba explodir e presumiu que o ditador alemão estava morto.

Mas um oficial havia movido a valise atrás de uma sólida perna da mesa, e Hitler sofreu somente pequenas queimaduras e contusões.

Iludido, Stauffenbert voou de volta a Berlim para se encontrar com Witzleben e Beck, e para tomar o poder usando o Exército. No entanto, eles foram hesitantes e falharam em tomar controle da rede de comunicações.

Uma vez que se soube que Hitler estava vivo, a conspiração caiu por terra.

Stauffenberg e diversos de seus colaboradores foram executados na mesma noite no pátio do Bendlerblock, um edifício em Berlim que ainda é parte do Ministério da Defesa e local de memorial.

Diversas outras pessoas foram subsequentemente humilhadas em um julgamento forjado e executadas, penduradas com cordas de piano e ganchos de carne. Suas mortes foram filmadas para serem exibidas a altos-membros do Partido Nazista e às forças armadas.

Fonte: BBC News, 20 de julho de 2009.

O Atentado

-Stauffenberg colocou a maleta-bomba sob a mesa de carvalho e saiu.
-Um dos pesados suportes da mesa protegeu Hitler da explosão.
-Grandes janelas e paredes de Madeira permitiram o escape da pressão.
-Todos os presentes teriam morrido se tivessem se reunido no bunker, como de costume.
1. Adolf Hitler
2. Marechal Wilhelm Keitel
3. General Alfred von Jodl
4. General Walter Warlimont
5. Franz von Sonnleithner
6. Major Herbert Buchs
7. Estenógrafo Heinz Buchholz
8. Tenente-General Hermann Fegelein
9. Coronel Nikolaus von Below
10. Contra-Almirante Hans-Erich Voss
11. Otto Gunsche, Hitler's adjutant
12. General Walter Scherff (ferido)
13. General Ernst John von Freyend
14. Capitão Heinz Assman (ferido)
15. Estenógrafo Heinrich Berger (morto)
16. Contra-Almirante Karl-Jesco von Puttkamer (ferido)
17. General Walther Buhle
18. Tenente-Coronel Heinrich Borgmann (ferido)
19. General Rudolf Schmundt (morto)
20. Tenente-Coronel Heinz Waizenegger
21. General Karl Bodenschatz (ferido)
22. Coronel Heinz Brandt (morto)
23. General Gunther Korten (morto)
24. Coronel Claus von Stauffenberg
25. General Adolf Heusinger (ferido)

Veja também:
>>Fui o guarda-costas de Hitler
>>Nota de Falecimento: Philipp von Boeselager
>>Otto Ernst Remer
>>Um astro em busca da reinvenção
>>Trailer: Valkyrie (trailer 2)
Comente aqui!

terça-feira, 28 de julho de 2009

Velho marinheiro é o último veterano britânico sobrevivente


Velho marinheiro é o último veterano britânico sobrevivente

Ele pode viver bem longe da Inglaterra, mas Claude Choules, veterano de 108 anos de idade, tem um lugar especial na história da nação.

Após a morte de Harry Patch em 25 de julho, o Sr. Choules, ex-marinheiro da Royal Navy agora vivendo no oeste da Austrália, é o último veterano britânico sobrevivente da Primeira Guerra Mundial.

Eu sou o último homem ainda em pé, que honra”, disse o Sr. Choules, em seu asilo em Perth, Austrália.

Sua filha Anne Pow disse que seu pai ficou “muito orgulhoso” em saber que agora é o último veterano britânico da Primeira Guerra Mundial, e um dos três últimos ainda vivos no mundo todo.

Ele tinha um sorriso no rosto quando disse isso a ele esta manhã”, disse a Sra. Pow, que acabou de celebrar seu 80º aniversário.

O Sr. Choules, que nasceu em Wyre Piddle, Worchestershire, alistou-se na Royal Navy com apenas 15 anos em 1916, e foi servir a bordo do couraçado HMS Revenge.

A especialidade do Sr. Choules, de acordo com sua filha, era “explodir as coisas”, e enquanto atualmente ele luta para se lembrar das coisas mundanas, quando perguntando, ele narrará sobre seu tempo na guerra.

Ele era um piadista, então costumava nos contar todo tipo de coisa quando éramos crianças, estava sempre contando histórias”, disse a Sra. Pow. “Ele alistou-se muito jovem e foi para o navio de treinamento; costumava nos contar o quão difícil era e reclamava da comida horrível”.

Durante a Primeira Guerra Mundial, o Sr. Choules testemunhou a rendição da Marinha Imperial Alemã dez dias após o Armistício, bem como viu o afundamento da frota alemã na base da Royal Navy em Scapa Flow, na Escócia, em 1919.

Em 1926 ele foi enviado à Austrália como instrutor em uma base naval, e no navio durante a longa viagem ele conheceu sua futura esposa, uma enfermeira escocesa chamada Ethel.

Após passar alguns anos na Austrália ele decidiu transferir-se permanentemente para lá e serviu com a Royal Australian Navy durante a Segunda Guerra Mundial como oficial de torpedo e oficial-chefe de demolições.

A Sra. Pow lembra-se do seu pai sendo enviado para Broome no norte da Austrália para reparar o porto, e voltando com um par de sandálias cor-de-rosa como presente para ela.

Outro trabalho incluiu desativar minas que eram carregadas para a praia e sabotar o porto da cidade de Fremantle, perto de Perth, em caso de invasão japonesa.

Ele teria que ser o último a deixar o porto por causa dos explosivos”, disse a Sra. Pow. “E ele iria fugir de bicicleta. Então, quando os japoneses chegassem lá, seria meu pai pedalando desesperado com os japoneses atrás dele”.

Ela disse que o Sr. Choules ficou apaixonado pelo modo de vida australiano – incluindo ir caçar com os mateiros que viviam perto da casa da família.

Ele sempre amou a Austrália, ele nunca mais quis voltar à Inglaterra após casar-se com minha mãe”, lembrou a Sra. Pow.

Ethel faleceu em 2006 após mais de 70 anos de casamento. No entanto, o Sr. Choules ainda tem uma grande família que regularmente o visita, incluindo três filhos, 11 netos e 22 bisnetos.

Um de seus netos é piloto, e levou o Sr. Choules num bimotor para um voo sobre Perth no seu 101º aniversário.

Meu pai adorou, ele estava olhando por sobre as asas antes de decolar e realmente gostou de estar lá em cima”, disse sua filha. “Ele adora experimentar coisas novas e ocupar-se com as coisas”.

A Sra. Pow disse que o segredo para a longevidade do seu pai é a dieta saudável e os exercícios regulares. “E eu acho que eles tem ótimos genes”, ela acrescentou.

Fonte: The Times, 26 de julho de 2009.

Veja também:
>>O último soldado americano da Grande Guerra
>>Vídeo: Boomerang em vôo
>>Nota de Falecimento: Max Shean
>>Waldemar Levy Cardoso
>>Nota de Falecimento: Edward Kenna
Comente aqui!

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Nota de Falecimento: Harry Patch


Harry Patch
(17/06/1898 - 25/07/2009)

Faleceu no último dia 25 de julho em Wells, Inglaterra, de causas naturais aos 111 anos de idade, o último soldado das trincheiras da Primeira Guerra Mundial, Henry John "Harry" Patch.

Nascido em Combe Down, Somerset, Patch deixou a escola aos 15 anos para tornar-se aprendiz de encanador. Um dos seus irmãos havia sido ferido em ação na Batalha de Mons, e Harry soube o que tinha que temer ao ser recrutado quando completou 18 anos em junho de 1916. Após seis meses de treinamento com o 33º Batalhão em Warminster, Wiltshire, ele foi reconhecido por sua precisão de pontaria. Ao chegar à França em junho de 1917, Harry havia se tornado metralhador da companhia C do 7º Batalhão, Infantaria Leve do Duque de Cornwall, baseada em Rouen. Ele lembrou-se de ter que andar agachado o tempo inteiro, pois levantar-se significava ser ceifado pelas metralhadoras alemãs. Harry vivenciou toda a carnificina das trincheiras durante os quatro meses em que esteve em Ypres.

Durante a Batalha de Passchendaele, sua unidade passou por um membro do regimento deitado numa poça de sangue, com uma abertura do ombro até a cintura. Enquanto o homem implorava para ser morto, Harry sacou a arma, mas antes que pudesse dar o tiro de misericórdia, o soldado morreu suspirando "Mãe...". Harry recordou-se mais tarde: "Aquilo foi um alívio pra ele. Sempre me lembrarei que a morte não é o fim".

Às 22:30h do dia 22 de setembro de 1917, ele e outros quatro companheiros cruzavam o terreno aberto, voltando para as linhas de suprimento, quando uma cápsula explodiu ao seu lado, instantaneamente matando três deles. Harry foi atingido na virilha por um estilhaço, perdendo os sentidos. Quando voltou a si, estava num hospital, onde o médico disse-lhe que podia remover o estilhaço de cinco centímetros, mas que não tinha nenhum anestésico disponível. Harry concordou e, segurado por quatro homens, urrou durante a operação de dois minutos - ele lembrou-se de querer matar o médico.

Harry passou o resto da guerra no hospital, e depois retornou à profissão de encanador. Durante a Segunda Guerra Mundial, ele serviu como bombeiro em Bath, quando lutou para controlar os incêndios provocados por um bombardeio alemão contra a cidade em 28 de março de 1942. Após 1945, ele abriu seu próprio negócio, que floresceu com grande sucesso. Harry aposentou-se em 1963, aos 65 anos de idade. Ele casou-se duas vezes, e ambas as esposas morreram antes dele.

Após completar 100 anos, Harry tornou-se uma celebridade, com equipes de televisão querendo entrevistá-lo com frequência crescente. Ele nunca se adequou ao status de herói de guerra - tinha sido um relutante alistado e enxergava a guerra como "assassinato organizado, nada mais". Falecendo apenas uma semana após Henry Allingham, Harry Patch tinha direito a funeral de estado, mas sempre recusou a honraria, preferindo ser enterrado ao lado da família em Monkton Combe.


Harry Patch numa celebração Wells, Inglaterra, em outubro de 2007.
Harry Patch visitando o campo de batalha em Passchendaele em 2007.

Veja também:
>>Nota de Falecimento: Henry Allingham
>>Nota de Falecimento: Bill Stone
>>Nota de Falecimento: Delfino Borroni
>>Nota de Falecimento: Dr. Erich Kästner
>>O último soldado americano da Grande Guerra
Comente aqui!

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Evento: Dia da Aviação na Romênia 2009



Todo ano se comemora na Romênia o dia 20 de julho como Dia da Aviação, já que em 1913 os romenos escolheram São Elias (cuja data festiva é 20 de julho) como padroeiro da aviação. A comemoração acontece anualmente junto ao Monumento aos Heróis do Ar em Bucareste. O monumento, erigido entre 1930 e 1935, foi projetado pela arquiteta Lidia Kotzebuie, e localiza-se no centro do Boulevard dos Aviadores.

Neste ano, compareceram diversos veteranos da Segunda Guerra Mundial, principalmente pilotos. Estavam presentes os ases do Me 109: Ion Dicezare, Ion Dobran e Dragos Stinghe; os pilotos de SM.79 Eusebie Hladiuc e Sr. Coman; e o piloto de Bristol Blenheim Nicolae Traian.

A Força Aérea Romena fez uma exibição com C-130 Hercules, MiG-21s, IAR-99s e diversos helicópteros.

Confiram as fotos, cedidas pelos amigos Claudiu Stumer e Dan Melinte:

Nicolae Traian (repare a Cruz de Ferro no peito) e Eusebie Hladiuc.

Sr. Craciunoiu (historiador) e General Ion Dobran.

Eusebie Hladiuc (centro) e Dragos Stinghe (direita).

General Ion Dicezare em uniforme completo com a capa de ganhador da Mihai Viteazul.

Militares de hoje e de ontem acompanhando a celebração.

Guarda Nacional Romena.

Discurso de Ilie Radulescu, sobrinho do pioneiro da aviação romena Aurel Vlaicu.

Passagem baixa de três Hercules da Força Aérea Romena.

Dicezare acompanhando a cerimônia.

Entrega das coroas de flores em homenagem aos aviadores mortos em combate.

Veja também:
>>Evento: 90º aniversário de Ion Dobran
>>Evento: 90º aniversário de Martin Drewes
>>Evento: Dambusters Raid Meeting 2009
>>Evento: Reunião 2008 da ANR
>>Evento: Mosquito Meeting 2008
Comente aqui!

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Entusiastas constroem seu próprio Panzer III


Entusiastas constroem seu próprio Panzer III


Um tanque alemão irá rodar pelas ruas do Condado de Kent – mas não há razão para pânico.

Um trio de entusiastas da história militar da cidade de Hoo acabou de construir uma formidável réplica de um extremamente raro Panzer III – completo com torre giratória, armas e sistema de rádio.

É a única réplica funcional de um Panzer III na Grã-Bretanha, de acordo com o soldador industrial John Phillips.

Ele e um pequeno time de entusiastas passaram quase três meses transformando um transportador de tropas blindado britânico comprado por £5.000 numa máquina de combate da Segunda Guerra Mundial, gastando mais £15.000 no processo.

A maquiagem militar deu à máquina de guerra uma arma principal de 50 mm e duas metralhadoras MG 34. Elas são operadas a gás, fazendo sons e flashes realísticos, e são completamente legais.

John, de 49 anos, disse: “Não havia Panzers por aqui para tomarmos por referência, então compramos um modelo em escala e o aumentamos. Tanques como este são tão raros atualmente que você somente pode encontrá-los em museus”.

Se você puder comprar um, iria custar centenas de milhares de libras. Nós conseguimos comprar um AFV432 britânico e transformá-lo num tanque alemão”.

O engenheiro eletrônico Tim Bluck instalou o equipamento de rádio do tanque. Ele disse: “O maior trabalho que tivemos foi mover o motor mais para trás. É um monstro Rolls-Royce que é tão pesado que nosso guindaste, que levanta duas toneladas e meia, sofreu para carregá-lo”.

Embora não seja de verdade, John acha que sua réplica dá ao público uma boa ideia de como um autêntico Panzer III seria.

Não é a primeira vez que o time cria uma rara arma de guerra. No ano passado eles construíram um canhão autopropulsado alemão StuG III.

O tanque estará em exposição no próximo War and Peace Show em Paddock Wood, que acontece na última semana de julho. Depois, a equipe planeja restaurar um veículo anfíbio de quatro rodas – conhecido como Schwimmwagen.

Fonte: Kent News, 15 de julho de 2009.

Veja também:
>>16 tanques Stuart do Brasil para a Inglaterra
>>Vídeo: Panzers restaurados
>>SdKfz. 302 "Goliath"
>>Veterano em plena forma
>>Mörser Karl Gerät - Isso é que é gigante!
Comente aqui!

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Nota de Falecimento: Shifty Powers


Darrell "Shifty" Powers
(13/03/1923 - 17/06/2009)

Faleceu no último dia 17 de junho em Dickenson County, Virginia, de câncer aos 86 anos de idade, o veterano da Easy Company, Sargento Darrell "Shifty" Powers.

Nascido em Clinchco, Virginia, ele tinha quatro irmãos e uma irmã. Um excelente jogador de basquete, ganhou o apelido "Shifty" pelos dribles que fazia em quadra. Antes de alistar-se, ele também tinha sido um exímio praticante de caça, o que ampliou muito sua habilidade com tiro de precisão. Em 1942, voluntariou-se para servir com os paraquedistas, junto com o amigo "Popeye" Wynn. Os dois foram designados para a Companhia E (Easy Company) do 506º Regimento de Infantaria, 101ª Divisão Aerotransportada. Seu treinamento, como membro original da unidade, foi realizado em Camp Toccoa, no estado da Georgia.

Na madrugada do dia 6 de junho de 1944, a Easy Company foi lançada sobre a França ocupada, mas a escuridão e a reação antiaérea alemã fizeram com que os aviões se dispersassem e Shifty perdeu sua zona de lançamento. Sozinho e perdido na noite, ele conseguiu entrar em contato com Floyd Talbert, e os dois mais tarde se uniram ao restante da unidade. Ele participou do ataque a Carentan e em todas as outras grandes batalhas nas quais a Easy se envolveu até o fim da guerra. Considerado por muitos como o melhor atirador da unidade, ele demonstrou suas habilidades durante a Batalha das Ardenas. Quando a companhia achava-se sob ataque de um sniper alemão num gelado dia de inverno, Shifty conseguiu eliminá-lo com um único tiro, mirando a respiração do homem através da neblina. "Foi bem aqui", disse Shifty apontando para a testa. "Entre os olhos dele". Sobre os soldados alemães, Shifty lembrou-se anos mais tarde: "Podíamos ter muito em comum. Eles podiam gostar de pescar, sabe, podiam gostar de caçar. Claro, eles estavam fazendo o que deveriam fazer, e eu estava fazendo o que eu deveria fazer. Mas em circunstâncias diferentes, poderíamos ter sido bons amigos".

Como muitos homens servindo na Easy não tinham pontos suficientes para ir para casa no fim da guerra na Europa (a unidade ainda esperava uma transferência para o Pacífico), realizou-se uma loteria. Como os colegas voluntariamente retiraram seus nomes do sorteio, Shifty ganhou a viagem para casa. Contudo, no trajeto para o aeroporto, o veículo em que estava sofreu um grave acidente, e ele passou muitos meses recuperando-se em hospitais europeus. O resultado foi que seus colegas voltaram aos EUA muito antes dele.

Após a guerra, Shifty tornou-se maquinista da Clinchfield Coal Corporation. Sua história passaria incólume como a de qualquer outro veterano se não fosse o livro de Stephen Ambrose, "Band of Brothers", de 1992. O sucesso levou à realização da minissérie televisiva de mesmo nome em 2001. Desde então, Shifty recebia constantes cartas e telefonemas de fãs ao redor do mundo. Em setembro de 2008, ele deveria ir visitar os soldados americanos no Iraque, mas não pode ir por motivos de saúde. Shifty Powers deixa esposa e dois filhos.


Shifty Powers interpretado pelo ator Peter Youngblood Hills na minissérie "Band of Brothers".
Veja também:
>>Nota de Falecimento: Ronald Speirs
>>Nota de Falecimento: Robert Prince
>>George Patton
>>Nota de Falecimento: Roy Boehm
>>Rudolf Witzig
Comente aqui!

terça-feira, 21 de julho de 2009

Nota de Falecimento: Henry Allingham


Henry Allingham
(06/06/1896 - 18/07/2009)

Faleceu no último dia 18 de julho em Brighton, Inglaterra, de causas naturais aos 113 anos de idade, o último veterano da Batalha da Jutlândia e homem mais velho do mundo, Henry Allingham.

Nascido em Clapton, no condado de Londres, Allingham perdeu o pai quando tinha 14 meses de idade. Ele tornou-se um aprendiz na construção de chassis de automóveis, mas quando estourou a Primeira Guerra Mundial em agosto de 1914, ele, aos 18 anos, tentou-se alistar-se como mensageiro no Real Corpo de Engenheiros, mas foi recusado. Após o falecimento de sua mãe em 1915, ele tentou novamente e foi aceito, mas ao retornar para casa viu um avião passar rasante logo acima, e pensou "isso é pra mim". Imediatamente alistou-se no Serviço Aéreo da Marinha. Allingham tornou-se mecânico de aeronaves, e realizou uma variedade de tarefas: ele acendeu sinalizadores para pistas de caças noturnos ingleses que atacavam zeppelins alemães; montava e desmontava aeronaves nos deques dos navios; e ocasionalmente voava como observador. Em 31 de maio de 1916 ele estava abordo da traineira HMS Kingfisher, quando o navio recebeu ordens de apoiar a Royal Navy contra a Frota Alemã de Alto-Mar no Mar do Norte, no que seria o maior confronto naval da história moderna, a Batalha da Jutlândia. Allingham se lembra de ver os dreadnoughts britânicos passando por ele, levantando ondas na proa, e dos projéteis cruzando o ar.

Quando seu esquadrão foi transferido para a França em 1917, ele foi responsável por procurar restos de aeronaves derrubadas no campo de batalha. Numa dessas caminhadas à noite, ele caiu numa cratera inundada, que "estava cheia de braços, pernas, orelhas, ratos mortos - muita carne morta e amassada. Não posso descrever o cheiro de carne e lama misturadas". Allingham muitas vezes atuou como bombardeador aéreo, jogando bombas com as mãos sobre aeródromos inimigos, e em diversas ocasiões teve que usar a metralhadora Lewis traseira para afugentar caças alemães em sua cola. Com a formação da Força Aérea Real em abril de 1918, ele se tornou membro fundador do serviço, com a matrícula 208317. Apesar da horrenda experiência na cratera, ele se dizia privilegiado em comparação aos colegas que lutaram nas trincheiras.

Após a guerra ele voltou a trabalhar na indústria automobilística, e quando a Segunda Guerra Mundial iniciou-se em setembro de 1939, ele estava na reserva das forças armadas. Por sua experiência como engenheiro, em dezembro de 1939 ele foi chamado para auxiliar no desenvolvimento de um sistema que neutralizasse as minas magnéticas alemãs que tinham sido lançadas em Essex. A equipe completou com sucesso a tarefa nove dias depois.

Henry Allingham nunca participou de reuniões de veteranos até 2003, por tentar esquecer as lembranças da guerra. Mesmo assim, nunca as esqueceu. Em 1999, foi condecorado pelo governo francês com a Legião da Honra, e passou seus últimos anos como uma personalidade de destaque no Reino Unido, sendo apresentado à rainha e ao primeiro-ministro. Em 11 de novembro de 2008, Allingham, junto com Harry Patch e Bill Stone, os três últimos veteranos ingleses da Grande Guerra, participaram de uma cerimônia em celebração dos 90 anos do fim do conflito.

Allingham era viúvo desde 1970, e suas duas filhas também faleceram antes dele. Ele tinha muitos netos, bisnetos, trinetos e até mesmo uma tataraneta. Henry Allingham atribuía sua longevidade a "cigarros, uísque, e mulheres muito selvagens". Com a morte do japonês Tomoji Tanabe em 19 de junho, ele tornou-se o homem mais velho do mundo; com sua morte, o título passa para o americano Walter Breuning.


Crianças cumprimentam o Sr. Allingham ao lado do HMS Victory, no seu aniversário de 111 anos em 2007.

Bela reportagem da BBC com Henry Allingham em junho de 2006.

Veja também:
>>Nota de Falecimento: Bill Stone
>>Nota de Falecimento: Delfino Borroni
>>Nota de Falecimento: Dr. Erich Kästner
>>O último soldado americano da Grande Guerra
>>Waldemar Levy Cardoso
Comente aqui!

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Entrevista com Ion Dobran - Parte 2


Entrevista com o General Ion Dobran
Ás da Força Aérea Romena


-O senhor teve algum combate difícil contra os soviéticos?
-Sim, uma das primeiras missões reais que voei. Em 5 de outubro de 1943, eu e um camarada, Puiu Muresan, voamos em formação. Eu pedi para decolar e ficar na frente, porque parecia que podíamos nos tornar ases, nós éramos jovens. Emparelhei meu nariz com o dele, e fiz uma busca pelo céu, achei seis caças russos. Na confusão eu atirei com as metralhadoras.

Estava escuro e com neblina. Eu escutei algo atrás, achei que fosse Puiu, mas era um russo. Ele acertou meu radiador, era um cometa. Tentei pousar, já que o motor estava falhando. O trem de pouso não quis descer, estava parado. Não sabia se tinha pousado em território controlado pelos russos ou pelos alemães, mas eu escutava a artilharia. Meu camarada, eu o escutei me pedindo por um sinal, mas não pude responder porque o rádio estava com algum defeito.

Depois de algum tempo, passou uma aeronave alemã, cuja missão era procurar pilotos perdidos. Me levaram para o grupo de voo de Rudel, os Stukas, que ficava a uns 200 km de distância do meu. Me ofereceram um almoço, eu cansado e sujo, nos meus trajes de voo, e eles de uniforme completo, que só usavam para o jantar. Rudel me pôs à sua direita, e eu morri de vergonha da minha aparência. Ele foi me buscar com o motorista, abriu a porta e me deu as boas-vindas.

Era tanta festa que eu fiquei aliviado quando meu chefe, Serbanescu, chegou pra me buscar. Depois disso fui para a cidade de Uman, onde recebi um novo Messerschmitt. Os alemães eram muito organizados. Os aviões recebidos tinham botes de resgate infláveis, balões e um pequeno sinalizador, se você caísse na água. O bote vinha num envelope e era pintado de amarelo, para se destacar da água, e o pessoal do resgate te enxergar.

Eu ainda tenho um mapa e um colete de voo, que resistiram todos esses anos. Os alemães estavam muito bem equipados.

-Em 23 de agosto de 1944, o senhor pressentiu a mudança? Como foi quando os ex-aliados alemães bombardearam Bucareste?
-Havia algo no ar, falava-se de mudança. Até nossos camaradas alemães estavam saturados. E não me refiro somente aos pilotos, que eram geralmente inteligentes. Tinha um artilheiro do meu grupo que depois da guerra se tornou um leiteiro. E ele dizia “é, a guerra acabou”. Somente os fanáticos da SS acreditavam cegamente na vitória. Em 23 de agosto estava implícito, não deveríamos atacar uns aos outros.

Nós entramos em combate contra eles somente quando o General Gerstenberg, seguindo as ordens do insano Hitler, atacou Bucareste. Eles tinham bases em Focsani e perto das montanhas, e atacaram de lá. Mandaram uma formação de Stukas que destruiu o Teatro Nacional e o Teatro Lira, seguindo depois para o Palácio do Telefone. Eles atacaram principalmente a base aérea de Pipera, onde estavam nossos aviões.

Havia somente seis ou sete caças, e decolamos imediatamente. Eles tinham somente oito ou nove Heinkels bombardeando. A uns 1.500 metros eu os alcancei, disparei as metralhadoras e derrubei um deles. Um colega, Buzea, conseguiu derrubar outro. Um piloto obstinado de Messerschmitt era sempre melhor que um Heinkel.

-E como foi a luta no oeste? Somente davam suporte aéreo às tropas romenas?
-Não, os russos não tinham muitos bombardeiros em suas fileiras, somente uns Bostons que vieram como ajuda dos americanos. Então, um esquadrão romeno de Stukas foi para a Áustria, para dar apoio à ofensiva russa. Gicu Badulescu conseguiu destruir uma grande ponte em Budapeste, cortando as rotas de suprimento dos húngaros e alemães. Como recompensa, ele foi mais tarde expulso das forças armadas.

-Como foi então o período sobre domínio dos comunistas?
-Nosso 9º Grupo de Caça tornou-se 1º Regimento de Caça, seguindo o modelo soviético. O comando do regimento foi estabelecido em Popesti-Leordeni. Para a chefia suprema da defesa territorial foi nomeado Constanti Doncea, que havia participado das greves de 1933, e não tinha ideia do que era aviação. Ele tinha um conselheiro amigo meu, Capitão Galea.

Certo dia, um aviador, Piturca, fugiu para a Iugoslávia. Eles mal notaram que ele queria fugir, e a mensagem de alerta só foi dada quando ele estava perto do espaço aéreo sérvio. Galea disse que não havia sentido em mandar uma aeronave atrás dele, que não podiam alcançá-lo. Doncea ficou furioso e o demitiu. Galea foi sentenciado a oito anos de prisão, dos quais cumpriu três... Então, eles te puniam sem o mínimo sentido. Fora os que tinham influência política, pessoas como eu, que tinham feito a campanha no leste, podiam ser eliminadas porque chegaram novos chefes que não entendiam de nada!

Foram trazidos para o trabalho novos oficiais, com poucas horas de treinamento na escola de aviação de Focsani. Os cadetes das quatro turmas foram feitos tenentes, alguns muito fracos, os piores receberam o melhor. Houve uma proletarização da aviação militar romena. Embora [Galea] fosse um piloto de alta classe, os comunistas o demitiram. Não foram somente os pilotos que foram substituídos. Eles colocaram pessoas rudes, trabalhadores, que nada sabiam de aviões, para voar.

-Como o senhor foi demitido?
-No fim de 1951 eles concluíram que aqueles que tinham estado no front não podiam ser dignos de confiança o suficiente para voar um avião. Então fui removido do regimento e passei um tempo no comando, sem voar. Eu era Major. Em 12 de abril de 1952, nos disseram que estávamos “além do contingente necessário”. Selaram nosso escritório, não pudemos levar nada, nem nossos capacetes da guerra como memória.

Chegamos à estação de metrô de Timpuri Noi [em Bucareste] – um grupo de pilotos demitidos: Gavriliu, comandante Cosambescu, e outros. Um antigo subordinado, Capitão Dragos Stinghe, instalou-se lá mesmo, num negócio da família. Gavriliu mais tarde fez agronomia e especializou-se em tratores.

-Como o senhor conseguiu voar novamente?
-Fiquei sem trabalho até 1954, quando passei a trabalhar como técnico eletrônico, por cerca de 10 anos. Em 1964, com o governo mais liberal, Stinghe e eu tentamos voltar à aviação. O General Sendrea, responsável pela linha aérea nacional, era um velho e bom piloto, mas receava recrutar “elementos suspeitos”. Tive sorte, pois quando fui à minha audiência com ele, lá estava Constantin Balaur, que já era um Coronel, e tinha sido meu subordinado em Popesti-Leordeni. Ele insistiu com Sendrea para me contratar e eu consegui o emprego.

Mais tarde, Balaur, que se tornaria chefe da TAROM, ensinou-me pessoalmente a voar aviões de passageiros. Ele era um homem muito bom, pos na TAROM muitos antigos pilotos expulsos do exército, alguns no solo e outros em aviões.

Fonte: Jurnalul National, 4 de junho de 2009.

Veja também:
>>Entrevista com Ion Dobran - Parte 1
>>Entrevista com Adolf Galland - Parte 1 , Parte 2
>>Entrevista com Luigi Gorrini - Parte 1 , Parte 2 , Parte 3
>>Entrevista com Ilmari Juutilainen - Parte 1 , Parte 2 , Parte 3
>>Entrevista com James Edmundson - Parte 1 , Parte 2
Comente aqui!

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Entrevista com Ion Dobran - Parte 1


Entrevista com o General Ion Dobran
Ás da Força Aérea Romena


Ion Dobran nasceu em 1919 e mostrou talento técnico na juventude. Aviador novato em 1943, ele participou de todas as fases operacionais que envolveram a Romênia até o fim da Segunda Guerra Mundial, provando-se um piloto de elite. Agora, Major-General da reserva, lembra-se com memória fotográfica das situações do passado. Incrivelmente, foi encontrado em 2008 por um americano que ele quase derrubou em 1944.

-Não posso evitar. Embora devesse ser minha última pergunta, vou começar por ela. Como o senhor fez contato, depois de 64 anos, com o piloto americano que quase derrubou?
-Em 6 de junho de 1944 houve um grande ataque americano na região das refinarias. Eu ataquei uma patrulha de Mustangs – um eu atingi com força, outro me atingiu. Acertaram meu radiador, que começou a deixar um rastro de fumaça no ar. Fiz um pouso forçado num milharal. Eu não sabia quem tinha atingido. Em 2007, um polonês que queria fazer uma mostra de autógrafos da Segunda Guerra quis que Barrie e eu entrássemos em contato pela internet.

Ele percebeu que eu fui o piloto que o atacou, comparando suas memórias com as de Wayne Lowry, o piloto que me atacou. Barrie conseguiu segurar o avião terrivelmente danificado, sem capota e com a cauda destruída, indo pousar numa área dominada pelos soviéticos em Piryatin. Ele estava com uma cápsula não-explodida de 20 mm em seu tanque de combustível. Eu mantenho correspondência com Barrie Davies para contarmos nossas memórias, mas não acho que a idade irá permitir que nos conheçamos pessoalmente.

-Sei que voou ao lado dos dois maiores ases romenos da Segunda Guerra: Bâzu Cantacuzino e Alexandru Serbanescu. Bâzu foi até padrinho do seu casamento. Você era muito próximo dele?
-Ao contrário de Serbanescu, que era um clássico piloto militar, disciplinado, Bâzu mesmo durante o combate aéreo fazia todo tipo de acrobacia e manobras imprevisíveis. Como a guerra é um esforço conjunto, para que os colegas de esquadrão pudessem proteger as aeronaves envolvidas em combate, Bâzu era um aborrecimento para os outros.

Mas eram proezas espetaculares, e eu amava seu estilo de voar. Então nos tornamos amigos, e nos tornamos muito próximos.

-Permanece um mistério como ele, um príncipe, conseguiu a confiança dos comunistas para que o deixassem viajar ao exterior para participar de corridas – e eventualmente fugir...
-Ele era um aviador com uma folha de serviços excepcional. Sua família, que tinha sido proprietária de terras, tinha algum dinheiro ou ouro na Suíça. Ele tinha uma esposa, uma atriz de cinema terrivelmente linda, Nadia Herescu.

Ela estrelou diversos filmes famosos, e todos os homens eram loucos por ela. Nadia conseguiu uma permissão para atuar no exterior, e Bâzu, que era piloto da Tarsa, precursora da TAROM, tomou vantagem de uma corrida em Milão em janeiro de 1948, e ficou por lá após instruir o co-piloto a voar sozinho a aeronave de volta. Ele foi para Paris, onde Nadia estava, mas logo os dois se divorciaram.

Ela se casou então com um milionário inglês, e com ele teve uma filha, Linda Grey, que atuou em filmes nos EUA. Bâzu viveu de fazer acrobacias, ele era o melhor em voo invertido rasante, um procedimento muito perigoso. Ele viveu em Madri.

-Sei que em Madri ele fazia acrobacias com um Bücker vermelho que ele já tinha aqui na Romênia. Como ele conseguiu levar o avião daqui?
-Sim, ele tinha duas famosas aeronaves de acrobacia, um Bücker e um Fleet. Talvez ele tenha mandado antes, sob pretexto de fazer reparos.

-Soube que ele morreu de alcoolismo...
-De fato, ele era um bon vivant, gostava muito de mulheres (Nadia era sua quarta esposa), mas bebia muito pesadamente. Ele era grande, um cara sólido. Foi uma úlcera perfurada que o matou, não puderam fazer nada.

-Por outro lado, Serbanescu morreu em combate... o senhor estava lá, voou na mesma missão...
-Pouco tempo atrás eu fui chamado à base de Buzau onde dois MiG-21s e helicópteros Puma fizeram uma exibição para comemorar os 100 anos do seu nascimento. Ele era um homem muito carismático, inteligente, é uma pena que o destino tenha dado a ele somente 35 anos para viver. Em 18 de agosto de 1944 aconteceu o último bombardeio americano na Romênia.

Os aviões americanos que estavam acompanhando os bombardeiros eram de um grupo de
Mustangs. Nos preparamos para decolar com doze caças Messerschmitt Me 109G, mas no último minuto apareceu Bâzu, e ficamos em 13, o que dá má sorte. Serbanescu disse a ele para não decolar, que isso traria má sorte, mas Bâzu disse que era sua má sorte.

O rádio do avião de Serbanescu não estava funcionando direito, e era um equipamento novo, operando numa freqüência diferente da nossa, não sendo capaz de se comunicar com o solo. Avisamos pelo rádio que havia um inimigo na cauda. Os Mustangs tinham um teto maior e atacaram de cima, por trás. Fomos separados e logo vi que estava num grupo de três, Serbanescu tinha sumido.

Eu vi a 7.800 metros, em algum lugar perto de Fagaras, uma formação de bombardeiros, que tinha decolado de Foggia, na Itália. Iniciamos uma batalha com um grupo de Mustangs muito valentes. O Primeiro-Tenente Vasile Gavriliu foi alvejado pelos americanos, mas conseguiu fazer um pouso forçado num milharal no vale de Buzau.

Para evitar atingir um garoto, ele desviou violentamente o avião. Talvez o garoto tenha sido abençoado pela sorte, porque se tornou um piloto depois. Eu o conheci, Tenente-Coronel Baba, fomos colegas na TAROM. O próximo a ser atingido foi Serbanescu, que atingiu o solo. Eu encontrei os restos de seu avião em algum lugar perto de Rusavat, no vale de Buzau. Ele morreu.

-Como estava o moral dos aviadores naquela época?
-O 7º e o 9º Grupos de Caça tinham perdido 32 pilotos durante toda a campanha no leste, só em maio [de 1944] foram 13. Nos preparávamos às 7 da manhã e íamos ao quartel-general para descobrir se os bombardeiros haviam decolado de Foggia a pra onde iam. Se eles fossem passar na nossa área, ficávamos felizes. Importunávamos a cabine de rádio e esperávamos o disparo do sinalizador vermelho. Toda vez que íamos lá também verificávamos quem estava na lista de voo.

-E [o Capitão Horia] Agarici, que se tornou tema de uma música de caça aos bolchevistas, o senhor conheceu?
-Sim, mas não em seu momento de glória. Até a guerra, nossos aliados tradicionais, Inglaterra e França, estavam modernizando nossa aviação. Os franceses nos venderam alguns bombardeiros
Potez e os ingleses mandaram um esquadrão de Hurricanes, com oito metralhadoras, excelentes aviões. No começo da guerra no leste, Agarici estava em Constanta. Os russos tentaram bombardear a cidade com velhos e lentos bombardeiros.

O esquadrão estava patrulhando, mas o avião de Agarici estava no solo, em plena manutenção. Mesmo assim ele decolou, encontrou os russos e despejou neles toda a sua munição, derrubando três. A música cobrou seu preço. Ele foi preso [depois da guerra], mas como os comunistas não estavam mais voando contra nós, o soltaram. Eu fui colega dele no leste, mas ele não estava mais voando, não sei por que. Quando chegavam cartas de casa, ele ficava feliz como uma criança. Pegava nelas com todo cuidado.

-O senhor foi derrubado?
-Durante a guerra três vezes. Eu tive sorte porque o Me 109G era um avião muito robusto, e a cabine era bastante protegida. Também era muito eficiente, o manche, os controles das metralhadoras e o botão do rádio. Havia boas chances de escapar com vida em um pouso forçado. Eu fiz isso três vezes, e usei uma saída de emergência numa janela lateral.

O tanque era protegido, tinha uma camada de borracha, era muito difícil de pegar fogo. Uma vez, quando eu quis derrubar um Lightning americano, fui tocado e tive que pousar de barriga. Consegui sair pela janela, e quando estava a alguma distância, vi o avião queimar e a munição explodir.

-Até agora falamos somente dos americanos... a aviação soviética era competitiva?
-A princípio seus aviões eram obsoletos. Com o Me 109E, que tínhamos inicialmente, conseguíamos lutar dois contra oito sem problemas. Na época de Stalingrado, começaram a aparecer Yaks e La-3s que tinham performance semelhante ao Messerschmitt. Eles tinham um punhado de bons pilotos. A maioria era enviada para o combate com poucas horas de voo, então caíam como moscas. Mas eles eram muitos. E também receberam
aviões americanos com armas de 34 mm [sic], muito perigosos.

Seus pilotos eram aterrorizados pelo regime. Na Moldávia, um bombardeiro foi derrubado e o piloto saltou, um clássico russo loiro, com cabelo curto. Levamos ele para nosso grupo, ele estava apavorado, pensando que ia ser morto. Depois que mostramos que éramos amigáveis, ele nos implorou para que, de maneira nenhuma, escrevêssemos para a Cruz Vermelha dizendo que ele estava vivo. Isso porque se o NKVD soubesse que ele não morrera heroicamente em combate, matariam seus parentes ou os deportariam para a Sibéria.

CONTINUA...

Veja também:
>>Ion Dobran
>>Evento: 90º aniversário de Ion Dobran
>>Vídeo: Dobran discursa no túmulo de Serbanescu
>>Nota de Falecimento: Ion Marinciu
>>One Summer - Two Messerschmitts
Comente aqui!

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Histórica aeronave alemã oferece voos turísticos


Histórica aeronave alemã oferece voos turísticos


Na década de 1930, “Titia Ju” era considerada a jóia das empresas aéreas – confortável, confiável, até mesmo bonita, apesar de sua estranha carcaça de alumínio corrugado semelhante a um armazém.

O Junkers Ju 52/3m era então a estrela da frota da Lufthansa, operando mesmo em rotas de longo alcance para Pequim. Também voou com muitas outras empresas, incluindo a Swissair e a South African Airlines.

Mas o impecavelmente restaurado Junkers da Lufthansa está agora oferecendo voos de passeio para entusiastas da aviação nostálgica, bem como passageiros que procuram um voo de volta pela história.

Tíquetes para voar no velho avião de 73 anos apelidado de “Titia Ju” – que percorreu diversas cidades alemãs durante o verão e começo do outono – estão à venda no site do Junkers da Lufthansa. As tarifas vão de US$ 93,00 a US$ 415,00 para voos de 10 a 110 minutos.

Durante a Segunda Guerra Mundial, alguns dos maiores feitos da Luftwaffe – como o ataque de planadores contra a fortaleza belga de Eben Emael, ou o ataque de paraquedistas contra a ilha de Creta – foram realizados usando Ju 52s.

O modelo era considerado tão confiável que uma versão de transporte VIP da aeronave foi construída para o ditador nazista Adolf Hitler, que usou-a como transporte pessoal durante a guerra.

O agora ultrapassado desenho trimotor era revolucionário no começo da aviação civil. Foi amplamente usado em aviões americanos como o Ford Goose – e em diversos tipos italianos, mas foi considerado obsoleto com o advento da Segunda Guerra Mundial. Modelos mais modernos apareceram, como o Douglas DC-3.

O antigo avião, que ainda mantém a matrícula original D-AQUI que recebeu quando entrou em serviço em 1936 com a empresa aérea alemã, foi inteiramente recondicionado após a Lufthansa comprá-lo de volta de um colecionador americano em 1984.

Embora mantenha janelas panorâmicas, motores radiais de nove cilindros e um trem de pouso fixo, foi modernizado com um interior de passageiros inteiramente novo, navegação no estado da arte, motores e instrumentos de voo que não existiam nos anos 30. Mais ainda, as caixas pretas, sem as quais as aeronaves modernas não podem ser certificadas para transportar passageiros, foram instaladas num novo compartimento de eletrônicos abaixo do piso do cockpit.

Um dos poucos itens originais preservados no largo e envidraçado cockpit foram os manches de madeira estilo 1930.

Já que a companhia Junkers parou de fazer aviões em 1945, e a fábrica da BMW em Berlim que construiu os motores originais agora fabrica motocicletas de alta-performance, muitas das peças usadas na reforma tiveram que ser reconstruídas do zero pela Lufthansa Technik em Hamburgo, onde o D-AQUI fica estacionado durante o inverno.

A equipe de manutenção também está restaurando uma nova aeronave para sua seção histórica. O clássico Lockheed Constellation, que serviu nas suas rotas de longo alcance na década de 50, se juntará à coleção da Lufthansa. Também em desenvolvimento está a restauração de uma peça única, o Focke-Wulf Fw 200 Kondor.

A empresa tem um contingente de 10 tripulaçoes, ou 20 pilotos, qualificados para voar o Ju 52. Todos são pilotos comerciais regulares que se voluntariaram para pilotar o velho avião.

Eu simplesmente estou feliz por poder voar nele em meu tempo de folga”, disse Burkhard Jacobfeuerborn, que normalmente voa o Boeing 737 nas rotas européias da Lufthansa. “Para mim, como piloto profissional, é uma honra e um privilégio”.

Mathias Schultz, piloto de Airbus A300, é um dos voluntários. “Na média a gente faz três dias de voo no Junkers por mês”, ele disse.

“Titia Ju” também ocasionalmente viaja a países vizinhos. Sua recente viagem à Bélgica coincide com a aprovação recebida pela Lufthansa para comprar a Brussels Airlines.

O avião realizou diversas passagens baixas sobre Bruxelas, voando logo abaixo da cobertura de nuvens a cerca de 500 metros. As pessoas no solo ficaram observando o avião, e os carregadores de bagagem do aeroporto da capital tiraram suas câmeras para capturar o Junkers enquanto ele taxiava pela linha de modernos jatos esperando para decolar.

Fonte: San Jose Mercury News, 13 de junho de 2009.

Veja também:
>>Hidroavião da Segunda Guerra chega à Austrália
>>Junkers Ju 88
>>Focke-Wulf Fw 200 Kondor
>>B-17 "Liberty Belle" chega à Inglaterra
>>Veteranos de Doolittle alçam os céus
Comente aqui!

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Nota de Falecimento: Edward Kenna


Edward "Ted" Kenna
(06/07/1919 - 08/06/2009)

Faleceu no último dia 8 de julho em Geelong, Austrália, de complicações devido à acidente doméstico aos 90 anos de idade, o ganhador da Victoria Cross, Soldado Edward "Ted" Kenna.

Nascido em Hamilton, no sul da Austrália, Kenna largou os estudos aos 14 anos para trabalhar como encanador e ajudar a mãe, já que o pai havia ficado doente. Ele alistou-se nas Forças Imperiais Australianas em agosto de 1940, inicialmente servindo com a 23ª Companhia do 21º Batalhão, mas acabou transferido para a 2ª Companhia do 4º Batalhão em 1943. Com essa unidade ele foi embarcado para a Nova Guiné em outubro de 1944. Embora à beira do desastre completo, os japoneses ainda resistiam valentemente em bolsões do sudoeste asiático, e o 18º Exército do General Hatazo Adachi no norte da Nova Guiné era um desses exemplos.

Com os japoneses estabelecendo uma linha defensiva ao sul de Wewak, os australianos começaram a receber bombardeios constantes de artilharia, e a única posição na qual poderiam montar morteiros estava coberta por fogo pesado de metralhadora de três bunkers. Em 15 de maio de 1945, o pelotão de Kenna foi ordenado a avançar e destruir os três postos. Ele, com um pequeno time de suporte, se posicionou para cobrir o ataque principal do restante do pelotão, mas os japoneses descobriram a manobra e abriram fogo contra os atacantes. Com diversos companheiros feridos agonizando no chão, Kenna tomou uma metralhadora Bren e, arriscando-se de pé 50 metros em frente ao bunker, abriu fogo com a arma na cintura. Os japoneses responderam, e as balas passaram entre seus braços e o corpo, milagrosamente errando-o. Impávido, Kenna continuou a atirar até esgotar a munição, quando então soltou a metralhadora e tomou um rifle. Apesar do intenso fogo da casamata, ele fulminou o artilheiro japonês com um único tiro. Quando um segundo bunker abriu fogo, novamente Kenna mostrou-se um atirador impecável, e eliminou o artilheiro inimigo com um único disparo. As posições japonesas foram então tomadas sem maiores perdas.

Três semanas depois, enquanto participava de uma operação similar, Kenna foi atingido na boca por uma bala explosiva e evacuado para o hospital. Apesar da gravidade do ferimento, Kenna se recuperou e, em 6 de janeiro de 1947, foi agraciado com a Victoria Cross pelo Governador-Geral da Austrália, o Duque de Gloucester, por sua extremamente corajosa ação em Wewak.

Kenna então voltou para sua cidade natal e tornou-se administrador do estádio de críquete Melville Oval. Ele foi apresentado à Rainha Elizabeth II quando a monarca visitou a Austrália em março de 2000, e ganhou um retrato seu nas paredes da prefeitura local. Ted Kenna casou-se com Marje Rushberry, a enfermeira que cuidou dele quando foi ferido em ação, e juntos tiveram quatro filhos. Ele era o último dos ganhadores australianos da Victoria Cross na Segunda Guerra Mundial. Com a morte de Ted Kenna, restam somente três ganhadores da Victoria Cross na Segunda Guerra ainda vivos.


Ted Kenna e sua esposa Marje.
Veja também:
>>Nota de Falecimento: Ian Fraser
>>Nota de Falecimento: Havildar Bhanbhagta Gurung
>>Nota de Falecimento: Eric Wilson
>>Nota de Falecimento: Sir Tasker Watkins
>>Tul Bahadur Pun
Comente aqui!

terça-feira, 14 de julho de 2009

Um Focke-Wulf em Duxford


Nosso colaborador Martin Bull esteve presente no último show aéreo Flying Legends em Duxford, Inglaterra, onde uma verdadeira lenda voltou aos céus mostrando toda sua beleza: o Focke-Wulf Fw 190. Trata-se de uma das 20 réplicas construídas pela empresa alemã FlugWerk, que usou as plantas originais e tomou todo o cuidado para deixar o resultado final o mais fiel possível ao trabalho de Kurt Tank.

Os organizadores do show aéreo anteriormente se prendiam à regra de somente apresentar aeronaves originais, mas os pedidos por apresentações de aeronaves do Eixo foram crescendo com os anos, e o novo Focke-Wulf (de um proprietário francês) pôde fazer sua estreia.

É realmente muito bom ver um 190 de volta aos céus!









Pra terminar com chave de ouro, um vídeo do show:

Veja também:
>>Vídeo: Soviéticos testam um Fw 190 capturado
>>A despedida do B-25 de Duxford
>>Evento: Dambusters Raid Meeting 2009
>>Acidente com o Me 109 "Black 2"
>>A volta do Me 262!
Comente aqui!