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terça-feira, 30 de junho de 2009

Nota de Falecimento: Leopold Heimes


Leopold Heimes
(30/08/1916 - 26/06/2009)

Faleceu no último dia 26 de junho em Chimay, Bélgica, de causas naturais aos 92 anos de idade, o último veterano belga da Batalha da Inglaterra, Sargento Leopold Heimes.

Nascido em Merbes-le-Château, na Valônia, Heimes ingressou na Real Força Aérea Belga em 1936, mas foi recusado nas avaliações para piloto. Decidido a permanecer, ele acabou tornando-se um artilheiro aéreo/observador, completando o treinamento e sendo designado para o 2º Regimento Aéreo. Quando os alemães invadiram a Bélgica em maio de 1940, a pequena força aérea do país lutou bravamente, mas a rápida progressão da ofensiva não deu qualquer chance de vitória aos belgas. Junto com muitos outros colegas, Heimes fugiu para a Inglaterra, chegando lá no dia 27 de junho.

Durante a Batalha da Inglaterra, Heimes voou como artilheiro de um Bristol Blenheim do 235º Esquadrão do Comando Costeiro da RAF. Em abril de 1941, ele foi aceito para treinamento de piloto de caça. Em 19 de novembro daquele ano, Heimes foi então transferido para o recém-criado 350º Esquadrão (Belga) da RAF, voando o Supermarine Spitfire Mk.II. As primeiras missões dos pilotos belgas foram escoltas de comboios no Mar da Irlanda, mas em abril de 1942 o esquadrão iniciou missões de ataque sobre a França. Heimes também voou missões de patrulha nos comandos de um PBY-5 Catalina. Em 1945, ele foi transferido para o 76º Esquadrão do Comando de Transporte, voando o Douglas C-47 na Índia.

Após a guerra, Heimes continuou com a RAF até setembro de 1951, trabalhando em seguida como piloto da aviação civil até aposentar-se. Um veterano muito ativo, Leopold Heimes participava constantemente de celebrações e shows na Bélgica e na Inglaterra. Em 10 de maio de 2008 ele foi homenageado pelo Museu do Exército Belga, quando recebeu uma pintura celebrando os aviadores belgas que lutaram na Batalha da Inglaterra.


Leopold Heimes (à dir.) e o colega aviador François Venesoen na Inglaterra, em agosto de 1940.
(Cortesia de Shannon Blosser-Salisbury da Coleção Pamela Webb-Venesoen)

Veja também:
>>Nota de Falecimento: Georges Jaspis
>>Nota de Falecimento: Ken Mackenzie
>>Museu celebra os “esquecidos poucos” entre os Poucos
>>Fiat CR.42 Falco
>>Vídeo: Batalha da Inglaterra
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segunda-feira, 29 de junho de 2009

Inglaterra planejou usar dardos venenosos contra os alemães


Inglaterra planejou usar dardos venenosos contra os alemães

O conceito soa quase medieval em sua crua simplicidade.

A ideia era pulverizar as tropas inimigas com dezenas de milhares de dardos venenosos feitos com agulhas de máquinas de costura, que poderiam levar à morte em minutos.

Incrivelmente, o plano foi considerado pelos ingleses no ponto alto da Segunda Guerra Mundial.

Os detalhes, revelados recentemente em documentos secretos liberados pelo Arquivo Nacional, descrevem os horrendos efeitos físicos de tal ataque nos soldados alemães.

Os documentos também mostram como o governo tentou fazer com que a fabricante de máquinas de costura Singer se tornasse seu fornecedor de agulhas.

Cientistas no instituto de pesquisa militar Porton Down em Wiltshire usaram alguns protótipos de uma fábrica local da Singer, em Salisbury.

Percebendo que estavam com pouco suprimento de agulhas, o maior especialista em armas químicas da Inglaterra, Dr. Paul Fildes, escreveu pessoalmente à empresa.

O conceito, desenvolvido entre 1941 e 1945, envolvia dardos carregados com uma quantidade suficiente de veneno para causar “morte ou invalidez”.

Mais de 30.000 dardos podiam ser colocados dentro de bombas de fragmentação, que poderiam ser lançadas contra tropas inimigas de uma aeronave voando a 1.000 metros de altitude, segundo o arquivo intitulado “Pesquisa do uso de Antrax e outros venenos para guerra biológica”. A morte ocorreria dentro de 30 minutos se os dardos não fossem rapidamente removidos.

Em tenebroso detalhamento, os especialistas listam os efeitos colaterais do veneno especialmente desenvolvido – mas não identificado.

Quando testado em ovelhas, os animais foram “considerados sem esperança” dentro de um a cinco minutos, e estavam mortos dentro de meia-hora. Efeitos incluíam salivação profusa e suor, defecação descontrolada e vômito.

Os arquivos sugerem que os dardos pesariam cerca de 4 gramas e teriam uma calda de papel. Jogados desta altitude, eles seriam capazes de penetrar “10 centímetros de carne ou até serem parados pelos ossos”.

Também incluídas nos documentos estão as cartas trocadas entre os pesquisadores e a Singer em Bristol. Devido à natureza secreta do projeto, os cientistas não divulgaram a razão de seu pedido por um tipo particular de agulha.

O Dr. Fildes escreveu: “É um pouco difícil de explicar o que eu quero com as agulhas de máquina de costura...

Uma resposta da Singer, datada de 24 de dezembro de 1941, diz: “Temo que não conseguimos entender inteiramente seus requerimentos. Analisando seu pedido, parece que as agulhas que necessita são para algum outro propósito, que não para máquinas de costura. Em todo caso, gostaríamos de ajudá-lo, se for possível”.

O plano foi descartado em 1945 porque os dardos foram considerados uma “arma muito dispendiosa”.

Mark Dunton, historiador dos Arquivos Nacionais, disse que a Inglaterra tornou-se tão desesperada para levar a guerra a um fim que estava preparada para considerar qualquer coisa. “Esse tipo de arma teria causado terror irrefreável”, disse ele.

Embora os Protocolos de Genebra, de 1925, banissem a guerra biológica, eles não impediam o uso de armas químicas como os dardos.

TÓQUIO NO ALVO

A Inglaterra considerou atacar Tóquio com armas químicas mais de um ano antes que os americanos despejassem as bombas atômicas.

Documentos governamentais recentemente revelados mostram os detalhes de um estudo feito 15 meses antes do bombardeio atômico de Hiroshima, em 6 de agosto de 1945.

Os documentos descrevem como o clima em Tóquio e suas ruas estreitas afetariam a dispersão de gás. Os cientistas consideraram o uso de fosgênio, gás mostarda e incendiários.

Fonte: Daily Mail, 26 de junho de 2009.

Veja também:
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>>Primeiro-Ministro japonês queria continuar a luta
>>Complexo secreto de túneis em Londres à venda
>>Sobrevivente ainda assombrado pela noite de terror
>>Jornalismo à serviço das autoridades de guerra
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sexta-feira, 26 de junho de 2009

Livro: Mussolini e a Ascensão do Fascismo


Mussolini e a Ascensão do Fascismo

A cadeia de eventos que permitiu a ascensão dos fascistas ao poder é analisada em um livro da editora Agir.

por Júlio César Guedes Antunes

Analisar a origem de um acontecimento tão importante para a história como a Segunda Guerra Mundial é analisar além dos fatos mais óbvios: o desejo de Hitler pela Polônia, a política apaziguadora de Chamberlain, o jogo duplo de Stalin. Analisando mais a fundo, temos que buscar a origem dos regimes de extrema-direita que afloraram em diversos países europeus durante a as décadas de 1920 e 30, que tornaram-se rivais dos regimes democráticos e adicionaram um componente muito volátil na caldeira européia. Voltar e analisar essas origens nos remete inevitavelmente ao primeiro: o fascismo italiano.

Como o primeiro dos déspotas destes regimes, Benito Mussolini, “Il Duce”, gabou-se por vinte anos de ter tomado o poder através da força, pela revolução, materializada em sua altamente propagandeada “Marcha sobre Roma”. Mussolini, contudo, foi trazido ao poder por vias inteiramente legais – foi convidado pelo rei Vittorio Emanuele III para formar um novo governo, com o posto de Primeiro-Ministro – em 30 de outubro de 1922. A raiz de sua retórica, entretanto, necessitava ser afagada com essa versão distorcida dos acontecimentos.

Em um livro conciso e objetivo, é o que nos conta o historiador inglês Donald Sassoon, autor de Mussolini e a Ascensão do Fascismo (200 páginas, 30 reais). Sassoon utiliza um estilo de escrita extremamente enxuto e científico, aproximando-se muito da linguagem acadêmica. Ele apresenta um retrato político da Itália nas décadas anteriores à era fascista, desde sua tardia unificação em 1870, quando Piemonte forçou a união de diversas províncias peninsulares sem muita identidade comum, até os conturbados anos que seguiram à “vitória mutilada” na Primeira Guerra Mundial.

A Itália nasceu no último terço do século XIX, fruto da unificação de territórios com população de maioria rural e sem consciência política. Seus novos governantes tentaram colocar a nova nação entre o seleto clube das potências européias, mas tendo chegado atrasados no processo imperialista, suas aventuras coloniais eram de pouca valia. Nada ajudou o fato da Itália ter sido a única nação européia a ter sido derrotada por forças africanas, na Batalha de Adowa, em 1 de março de 1896. A Alemanha, que nasceu no mesmo período e compartilhou das dificuldades coloniais, teve nos prussianos uma força impávida que moveu a nação na direção da industrialização maciça, o que os piemonteses também tiveram dificuldade em repetir.

Dessa forma, a Itália tornou-se “a última das grandes potências”, status que muitos políticos e intelectuais italianos tentaram modificar. O liberal Giovanni Giolitti, cinco vezes Primeiro-Ministro, foi considerado o político mais influente da Itália pré-fascismo, mas teve que lutar contra um número de facções políticas contrárias, além de um sistema clientelista do qual ele mesmo era complacente. Nas palavras do autor: “enquanto na Inglaterra o Primeiro-Ministro tinha poder por ser o líder do maior partido político, na Itália ele o tinha por poder distribuir favores”. A cisão entre católicos e socialistas nunca permitiu uma união da esquerda no país, o que abriu espaço direto para um movimento unificado de direita.

Assim, quando deu-se início a Primeira Guerra Mundial em 1914, as facções intervencionista e isolacionista iniciaram uma acalorada discussão sobre a atitude que a Itália deveria tomar. Eventualmente, o país entrou na guerra em 1915, mas o desempenho fraco no campo de batalha contra os austríacos e alemães marcou o despreparo e falta de união nacional dos italianos. Após o desastre na Batalha de Caporetto, em outubro de 1917, o General Luigi Cadorna foi substituído como Chefe de Estado-Maior Geral pelo General Armando Diaz, que reorganizou o Exército e infligiu uma decisiva derrota aos austríacos na Batalha de Vittorio Veneto, em novembro de 1918.

O triunfo militar, todavia, não traduziu-se nos ganhos esperados pelos italianos. As reivindicações na costa da Dalmácia e a possessão da cidade de Fiume não foram atendidas pelo Tratado de Versalhes, gerando uma insatisfação que abalou as estruturas do governo vigente. O poeta e veterano de guerra Gabriele D’Annunzio, junto com um grupo de milicianos nacionalistas, tomou o controle da cidade em 1919 e estabeleceu um governo autônomo. A aventura de D’Annunzio provaria ser uma das fontes inspiradoras de um então obscuro jornalista, Benito Mussolini, que encabeçava um movimento – não ainda um partido – sem uma identidade definida: o “Fascio di Combattimento”.

A crescente influência dos socialistas – no esteio da Revolução Russa – preocupava as elites industriais do Vale do Pó, pois organizavam greves e protestos da massa trabalhadora. Com o governo fragmentado e corrupto, os industriais recorreram ao violento grupo de fascistas que atacava os escritórios e concentrações de socialistas na região. A crescente violência dos fascistas não encontrava resistência por parte da polícia e do estado, que por vezes eram-lhes complacentes.

A corrupção generalizada do estado italiano em 1921, descrita por Sassoon num capítulo particularmente intrigante, inevitavelmente faz-nos lembrar da nossa atual situação, de uma maneira às vezes assustadora. A obra examina nicho a nicho a sociedade italiana e sua participação no cenário político calamitoso que culminou na nomeação de Mussolini pelo rei em 30 de outubro de 1922. Seria o começo de um governo que se tornaria uma ditadura cinco anos depois, colocaria a Itália no cenário internacional e que somente seria derrubado após três anos de desastroso envolvimento na Segunda Guerra Mundial.

O livro de Sassoon representa, para o nosso restrito mercado editorial, uma referência importante para compreender a complexa mecânica que culminou na ascensão do fascismo na Itália, e a transformação de Mussolini em um ícone que inspiraria Adolf Hitler em sua corrida para tomar o poder.

Il Duce no ápice de sua popularidade, na década de 1930.

Veja também:
>>A Itália declara: "Guerra!"
>>Militaria: Ordine della Corona D'Italia
>>Filmes: Fascistas em Marte
>>Hino da Brigata Sassari
>>Livro: O Zoológico de Varsóvia
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quinta-feira, 25 de junho de 2009

Museu de San Diego exibirá réplica de stealth alemão


Museu de San Diego exibirá réplica de stealth alemão


O National Geographic Channel o descreve como um dos mais bem-guardados segredos do Terceiro Reich de Hitler.

Nos últimos dias da Segunda Guerra Mundial uma misteriosa e futurista aeronave foi descoberta por tropas americanas em uma instalação alemã ultra-secreta. O protótipo de jato, que lembrava uma grande asa de morcego, e outras avançadas aeronaves alemãs foram trazidos para os Estados Unidos pelos militares na “Operação Cavalo Marinho”.

No começo da década de 1960, o protótipo foi transferido para o Museu Smithsonian em Maryland, e deixado fora dos olhos do público. E está lá até hoje.

Não houve liberação de documentos dele, e o público não tem acesso a ele”, disse Michael Jorgensen, um produtor de documentários que conseguiu o apoio do National Geographic Channel para juntar um grupo de engenheiros aeronáuticos da Northrop Grumman para estudar a aeronave e construir uma réplica em tamanho real, a partir das plantas originais.

O modelo completo, que tem uma envergadura de 18 metros, foi discretamente transportado para San Diego na última semana para se juntar ao acervo permanente do Museu Aeroespacial de San Diego.

O grande mistério: esta era uma aeronave stealth criada mais de três décadas antes da estréia da moderna tecnologia stealth? Poderia o jato em forma de bumerangue – quase inteiramente feito de madeira – realmente escapar da detecção do radar?

Se sim, os analistas militares imaginam se o fim da guerra poderia ter sido diferente caso os alemães tivessem tempo de empregar operacionalmente a tecnologia. O protótipo foi testado com sucesso pelos alemães no fim de 1944.

O processo de reconstrução foi filmado por três meses no fim do ano passado pela produtora de Jorgensen, a Flying Wing Films. As equipes de filmagem seguiram o modelo até o campo de testes da Northrop Grumman no deserto de Mojave em janeiro, onde a aeronave foi montada num mastro rotatório de cinco andares de altura. O radar foi apontado para ela por todas as direções e ataques aéreos foram simulados.

Foi a chance de estar envolvido na resolução de um mistério que tem intrigado os historiadores da aviação por um longo tempo”, disse Jim Hart, porta-voz da Northrop Grumman, empresa que criou o bombardeiro stealth B-2.

O documentário que conta a história do Horten Ho 229, o protótipo de jato ultra-secreto desenhado pelos irmãos Walter e Reimar Horten, estréia no domingo, 28 de junho, às 21h, no National Geographic Channel (nos EUA). Seu título é “O Caça Stealth de Hitler”. Poderia isso ser uma dica do resultado dos testes?

Fonte: SignOnSanDiego.com, 23 de junho de 2009.

Veja também:
>>Horten Ho 229
>>Arado Ar 234 Blitz
>>Messerschmitt Me 262 Sturmvogel
>>Focke-Wulf Triebflugel
>>Caproni-Campini N.1
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quarta-feira, 24 de junho de 2009

Nota de Falecimento: Max Shean


Max Shean
(06/07/1918 - 15/06/2009)

Faleceu no último dia 15 de junho em Perth, na Austrália, de causas naturais aos 90 anos de idade, o homem-rã dos mini-submarinos ingleses Tenente-Comandante Maxwell Shean.

Nascido em Perth, Shean passou sua infância brincando a bordo de barcos fluviais, e mais tarde iniciou estudos de Engenharia na Universidade do Oeste da Austrália. Ao escutar as notícias de Dunquerque, ele trancou o curso e ingressou na Real Reserva Voluntária Naval da Austrália. Treinado como oficial de guerra anti-submarina, Shean foi designado para a corveta HMS Bluebell. Sua proficiência no uso do sonar rendeu-lhe o apelido de "King Ping", e ele teve participação vital no afundamento do U-208 em dezembro de 1941. Em setembro de 1942, Shean voluntariou-se para uma missão perigosa, cujo propósito desconhecia. Ele se tornaria mergulhador dos altamente secretos mini-submarinos X-craft, engenhos britânicos inspirados nos Maiali italianos.

Em setembro de 1943, Shean recebeu sua primeira missão: um ataque ao couraçado KMS Tirpitz na Noruega. Seu mini-submarino, o X-9, estava sendo rebocado pelo submarino HMS Syrtis, quando a corda de reboque enroscou-se num dos propulsores do rebocador. Em uma situação extremamente perigosa, os barcos estavam na superfície, totalmente à mercê da Luftwaffe. Corajosamente, Shean vestiu sua roupa de mergulho com pesos de aço nos bolsos, e mergulhou diversas vezes para tentar soltar a corda, nas congelantes águas do Mar do Norte, até finalmente conseguir.

Na operação seguinte, em abril de 1944, Max Shean estava no comando do X-24. Sua missão era plantar cargas explosivas numa imensa doca flutuante em Bergen, Noruega. Contudo, devido à um erro de informação, as cargas foram colocadas no mercante alemão Barenfels, que afundou em seguida. Apesar da troca de alvos, a missão foi executada com brilhantismo, e Shean recebeu a Distinguished Service Order. Após o Dia-D, os mini-submarinos foram transferidos para o Pacífico, e Shean passou a comandar o novo XE-4. Apesar de Chester Nimitz considerar os X-Craft como "barcos suicidas", ele foi forçado a designá-los para uma missão especial em julho de 1945, para cortar dois cabos subaquáticos de comunicação usados pelos japoneses em Saigon. Shean e sua tripulação entraram na foz do rio Mekong em 31 de julho, silenciosamente aproximando-se do primeiro cabo. Após um mergulho de 13 minutos, o mergulhador Ken Briggs retornou com um pedaço do cabo, para provar que fora cortado. Pouco mais de uma hora depois, o segundo cabo também foi cortado, e Shean voltou triunfante para Subic Bay, nas Filipinas.

Após a guerra, Shean concluiu seus estudos e trabalhou para o departamento de Eletricidade e Gás de Perth, até aposentar-se em 1978. Ele escreveu sua biografia, "Corvette and Submarine" em 1992. Max Shean deixa sua esposa, Mary Golding, e duas filhas.


O X-24 de Max Shean, mini-submarino com o qual ele atacou Bergen, na Noruega, em abril de 1944.
Veja também:
>>Nota de Falecimento: Ian Fraser
>>Nota de Falecimento: Gino Birindelli
>>Licio Visintini
>>SLC Maiale
>>Documentário: Lo Spirito del Serchio (trailers 2 e 3)
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terça-feira, 23 de junho de 2009

Trailer: Inglorious Basterds (trailer 2)


Saiu o novo trailer de Bastardos Inglórios (Inglorious Basterds). Nesta nova prévia a trama fica mais exposta, revelando que tudo gira em torno da premiere de um filme no qual os cabeças do Partido Nazista estarão presentes, incluindo Hitler. A personagem de Diane Kruger ganhou bastante espaço, e parece que o clímax não será menos do que explosivo.

Em tempo, vamos curtir aí ao lado o novo pôster do filme (em italiano), que lembra bastante o velho estilo dos cartazes de filmes de guerra, como Os Doze Condenados e Fugindo do Inferno.


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>>Trailer: Inglorious Basterds
>>Trailer: Dead Snow
>>Filmes: Patton - Rebelde ou Herói?
>>Filmes: Fuga para a Vitória
>>Filmes: Fascistas em Marte
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segunda-feira, 22 de junho de 2009

Rússia: Ocidente esqueceu dos soviéticos nas celebrações do Dia-D


Rússia: Ocidente esqueceu dos soviéticos nas celebrações do Dia-D


A Rússia acusou os líderes ocidentais de diminuir o papel da União Soviética para a vitória Aliada sobre a Alemanha Nazista em suas comemorações do desembarque do Dia-D este mês na Normandia.

As celebrações de 6 de junho não poderiam ter acontecido se não fosse pelo sacrifício de milhões de soldados soviéticos”, disse o porta-voz do Ministério do Exterior, Andrei Nesterenko.

Ele disse que os líderes da Inglaterra, França, Canadá e Estados Unidos apresentaram uma “interpretação peculiar” da Segunda Guerra, superestimando a significância do front ocidental e não reconhecendo adequadamente a contribuição soviética para a vitória.

Nem uma palavra foi dita sobre o papel decisivo da União Soviética, que suportou o mais terrível peso do exército de Hitler e sofreu as maiores baixas humanas”, disse Nesterenko.

Os comentários marcam a insistência dos líderes russos na aceitação universal de sua versão dos acontecimentos históricos, particularmente da Segunda Guerra Mundial e do papel decisivo da União Soviética na Europa pós-guerra. Em discurso na celebrações na Normandia, o Presidente Barack Obama foi o único líder ocidental a mencionar o sacrifício soviético.

A liberação da Europa e as comemorações do Dia-D “seriam impossível se milhões de nossos soldados não tivessem pagado com seu sangue e suas vidas na batalha contra as melhores unidades da Wehrmacht de Hitler; se nosso exército – nas palavras de Churchill – não tivesse quebrado a espinha da máquina de guerra de Hitler”.

Estima-se que 27 milhões de cidadãos soviéticos morreram na guerra, e a vitória sobre a Alemanha Nazista é uma imensa fonte de orgulho para os russos não importando se olham para o período soviético com nostalgia ou ódio.

Por décadas, governantes russos e muitos cidadãos expressaram seu desapontamento com o que eles vêem como desacato ocidental pela contribuição soviética. Muitos russos, por sua vez, não têm consciência da extensão da contribuição ocidental, e uma visão comum moldada pela propaganda soviética é que os Estados Unidos esperaram para entrar na guerra quando seu desfecho já estava decidido.

As celebrações na Normandia já são polêmicas devido às disputas diplomáticas entre as nações ocidentais sobre seu papel na guerra. Muitos ingleses reclamam que sua nação não ganha o reconhecimento que deve – tanto por seu aliado, os Estados Unidos, ou dos franceses que ajudaram a libertar.

Os comentários do Ministério do Exterior chegam no meio da crescente campanha do Kremlim de criticar qualquer um que questione a interpretação russa da história desde a fundação do país mais de um milênio atrás. No mês passado, o presidente Dmitry Medvedev criou uma comissão estatal para lutar contra o que ele chama de tentativas de prejudicar a Rússia por mentir sobre sua história.

Os críticos do Kremlin dizem que a Rússia está buscando esconder a verdade e “limpar” a conduta da União Soviética em casa e no exterior.

O Kremlin busca controlar a interpretação da história pós-guerra, o que aumenta o desgaste entre a Rússia e as antigas repúblicas soviéticas e satélites do leste europeu, cuja maioria dos cidadãos vê a União Soviética como um ocupador, não libertador.

O governo polonês exigiu uma explicação no começo do mês após um artigo culpando a Polônia pela Segunda Guerra Mundial foi publicado no site do Ministério da Defesa russo.

Tensões se montam enquanto a Rússia prepara-se para celebrar o 65º aniversário da vitória Aliada no próximo mês de maio.

Fonte: Whiznews.com, 18 de junho de 2009.

Veja também:
>>Saltos marcam as celebrações do Dia-D
>>Nota de Falecimento: Valentin Varennikov
>>Veteranos farão última celebração na Normandia
>>Livro: Os Três Grandes
>>Submarino soviético é encontrado no Mar Báltico
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sexta-feira, 19 de junho de 2009

Ratos do Deserto se encontram com antigo inimigo


Ratos do Deserto se encontram com antigo inimigo


Quase sete décadas depois, antigos inimigos se reúnem mais uma vez... para abraçar-se como velhos camaradas.

Foi um momento tocante em um fim de semana extraordinário quando um grupo de Ratos do Deserto se reuniu com um antigo inimigo. Rudolf Schneider, agora com 86, encontrou pela primeira vez o ex-motorista de ambulância Alex Franks no deserto da Líbia 68 anos atrás.

Não foi bem um encontro, nós compartilhamos um momento”, ri Franks, agora com 90. “Eu estava nas minhas rondas quando acidentalmente entrei com a ambulância numa posição de tanques alemães”. A curiosidade foi que o erro de Franks coincidiu exatamente com a inspeção diária de Rommel naquela mesma posição.

Foi assustador”, ele disse. “Devo ter ficado a uns 5 metros dele”. Não havia o que fazer senão render-se. Mas Rommel disse-lhe que fosse embora – ambulâncias não eram tanques, e o General alemão não via honra em capturar médicos.

Ao lado de Rommel naquele curioso dia estava Schneider. O jovem de 18 anos observou Franks dar a volta na sua ambulância e voltar para Tobruk.

Franks, da 7ª Companhia Blindada – foi um dos companheiros de Schneider no almoço daquele fim de semana, junto com o Tenente Philip Brownless, Artilheiro Ray Ellis, Sinaleiro Jack Senior e Tenente John Rigg.

E Schneider, que voou de Stauchitz, perto de Dresden, para estar na reunião, disse aos cinco veteranos ingleses: “Eu era um soldado alemão. Hoje eu sou um amigo”.

Durante 242 sangrentos e sufocantes dias em 1941, os Aliados seguraram desesperadamente o porto de Tobruk contra as investidas do Afrika Korps – finalmente infligindo a primeira derrota a Hitler. O cerco pos um obstáculo à inexorável marcha alemã pelo Norte da África e mudou o curso da guerra.

Em menor número e com menos suprimentos, além de estar à mercê dos bombardeiros alemães, os Aliados chegaram à vitória contra todas as expectativas. Eles sabiam que tinham tomado parte em algo importante e os laços entre eles se tornaram mais fortes do que nunca. E seu genuíno apreço pelo alemão de olhar bondoso é evidente aos olhos.

Schneider era parte da equipe pessoal de Rommel, trabalhando com o General enquanto ele lançava seus Panzers ao ataque. Ele se lembra: “Eu só tinha 18 anos. Todo dia eu levava Rommel pelo deserto para ele inspecionar a linha de frente antes de cada novo ataque. Eu só dizia ‘Sim senhor’ para ele. Quando ele falava, todos saltavam”.

Franks e Schneider se encontraram por acaso em 2001 e se tornaram grandes amigos. Mas quando os ex-inimigos se sentaram para almoçar juntos, eles admitiram que nunca sonharam que isso pudesse acontecer.

Nem em um milhão de anos”, disse John Rigg, 89. “Naquela época a gente nem imaginava que ia viver para chegar aos 25... e a ideia de que pudéssemos ser amigos de um dos homens de Rommel parecia ser loucura”. Ray Ellis, que permanece uma figura poderosa aos 89, com um brilhante bigode, brincou ao ver Schneider chegando: “Cuidado rapazes, lá vem o inimigo”. Poderia ter sido um momento estranho, mas não foi. Nenhum desses homens guarda rancor contra o povo alemão – ou contra Schneider.

Meu ódio era contra os líderes nazistas”, explica Ellis. “Nunca contra os caras que lutavam. Eles estavam lá fazendo seu trabalho, assim como nós”. Ele se lembra de um incidente que sumariza para ele a humanidade nas linhas de frente. “Minha mãe tinha me mandado um embrulho, mas quando chegou a mim estava tudo quebrado – tudo que restava era um pacote de balões”, lembrou-se.

Todo mundo riu de mim, claro – o que eu ia fazer com aqueles balões? Então uma manhã estávamos na trincheira e como sempre estava infernal – uma constante barragem de metralhadora e morteiros. Eu então enchi um dos balões e soltei-o, só pra ver o que aconteceria”.

Assim que saiu da trincheira, todas as armas pararam, imediatamente. Os alemães não sabiam o que estávamos fazendo, enviando pequenos balões. Então, lentamente, eles começaram a dar tiros nele – não com metralhadoras, mas com rifles, como snipers. E, quando alguém o atingiu, houve vivas dos dois lados. Então eu enchi outro, e outro. E toda vez que alguém estourava um, as vivas aumentavam. Éramos como crianças brincando juntas”.

Isso continuou por toda a manhã até que eles estouraram todos, e depois que a última viva terminou, e todos perceberam que não havia mais, as metralhadoras recomeçaram e todos voltamos a tentar nos matar”.

Jack Senior, 90, também se lembra como a incrível pressão do ataque alemão significou um aumento na camaradagem entre os soldados. “Havia um estranho companheirismo que nunca mais vi em lugar nenhum. Havia um moral tremendo, mesmo que estivéssemos todos passando fome e sob fogo. Curiosamente, eu não estava assustado”.

Me lembro que estávamos num antigo alojamento italiano, bem no alcance de um dos grandes canhões alemães, e balas chegavam cada vez mais perto toda noite. Passávamos o tempo apostando cigarros onde as cápsulas iriam cair”.

Na primavera de 1941 Tobruk foi sitiada por três lados pelos alemães. 35.000 homens do Afrika Korps de Rommel cercaram a cidade, apoiados por divisões Panzer de elite e levas de bombardeiros de mergulho. Lá dentro estavam 26.000 australianos e britânicos, sem apoio aéreo. Mesmo assim, os Aliados seguraram os alemães por 242 dias e acabaram por fazê-los recuar. Apelidados de “os pobres ratos do deserto de Tobruk” pela propaganda alemã, os soldados acabaram adotando este nome para si, como um sinal de orgulho.

Fonte: The Daily Mirror, 15 de junho de 2009.

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quinta-feira, 18 de junho de 2009

Nota de Falecimento: Ken Mackenzie


Ken Mackenzie
(06/06/1916 - 04/06/2009)

Faleceu no último dia 4 de junho em Sibbertoft, Inglaterra, de causas naturais aos 92 anos de idade, o ás da Batalha da Inglaterra, Wing Commander Kenneth William Mackenzie.

Nascido em Belfast, Mackenzie estudou Engenharia na Queen's University. Ele entrou para a RAF em 1939, completando seu treinamento em setembro de 1940. Com a emergencial crise em plena Batalha da Inglaterra, Mackenzie foi imediatamente enviado para o 501º Esquadrão, onde apresentou-se no começo de outubro. Dentro de poucos dias, ele derrubou um Messerschmitt Me 109 e danificou outro. Em 7 de outubro, sobre as docas de Londres, ele dividiu a destruição de um Me 109 e perseguiu outro, atirando até esgotar a munição. Determinado a não deixar o alemão escapar pelo Canal, Mackenzie aproximou seu Hurricane e colocou-se do lado direito do Messerschmitt, abalroando a cauda do inimigo com a ponta de sua asa esquerda. O violento e criativo golpe imediatamente arrancou a cauda do alemão, que caiu em direção ao mar. Mackenzie perdeu um pedaço da asa, mas conseguiu manter o controle e fazer um pouso forçado num campo, perdendo quatro dentes no choque.

Retornando à ação, ele derrubou outro 109 em 25 de outubro e dividiu a destruição de outro. Ele derrubou outros três inimigos antes do fim do mês. Em junho de 1941 ele foi para o 247º Esquadrão em Cornwall, como comandante de voo. Voando o Hurricane como caça noturno, ele derrubou dois bombardeiros alemães sobre o Canal da Mancha. Em 29 de setembro, enquanto atacava um aeródromo na França, ele foi atingido pela antiaérea e obrigado a saltar. Capturado, Mackenzie iniciou uma série de tentativas de fuga, que acabou por levá-lo ao Stalag Luft III. Ele desenvolveu um comportamento enérgico, por vezes beirando a loucura, sempre voltado às fugas. Tal comportamento rendeu-lhe, após a guerra, o apelido de "Mad Mac".

Mackenzie tornou-se então instrutor de caças, e em julho de 1951 ele recebeu o comando de uma ala de caças Gloster Meteor em Suffolk. Em 1965 ele participou da ponte aérea de combustível para a Zâmbia, servindo no quartel-general de Lusaka. À convite do governo da Zâmbia, ele se tornou vice-comandante da recém-criada Força Aérea do país, ocupando o cargo até 1970, quando tornou-se gerente da Air Kenya até sua aposentadoria em 1973. Em 1987, publicou suas memórias, "Hurricane Combat: The Nine Lives of a Fighter Pilot". Ken Mackenzie deixa a terceira esposa e uma filha do primeiro casamento.


Ken Mackenzie (à dir.), com Basil Stapleton (à esq.) e Tony Pickering (centro), assinando autógrafos em Duxford, 10 de julho de 2004.
Veja também:
>>Nota de Falecimento: "Bam" Bamberger
>>Vídeo: Batalha da Inglaterra
>>Museu celebra os “esquecidos poucos” entre os Poucos
>>Vídeo: Sea Hurricane Ib restaurado
>>Spitfire vs Repórter
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quarta-feira, 17 de junho de 2009

Breda Ba.65


ORIGENS

Projetado para ser um "aeroplano di combattimento" capaz de se encaixar nos papéis de caça interceptador, bombardeiro leve, reconhecedor e aeronave de ataque, o Breda Ba.65 era uma evolução do Ba.64, tendo sido projetado por Antonio Parano e Giuseppe Panzeri.

DESENVOLVIMENTO

O protótipo fez seu primeiro vôo em setembro de 1935, pilotado por Ambrogio Colombo. Era um monoplano de asa baixa com trem de pouso semi-retrátil sob as asas. A estrutura básica da fuselagem era de uma liga cromo-molibdênio coberta com duralumínio, exceto partes móveis das asas. A cauda também era de uma liga metálica leve.

O pedido inicial de produção foi feito em 1936, para 81 exemplares, todos equipados com o motor Gnome-Rhône K-14 de 700 hp que foi instalado no protótipo. Um lote de 13 dessas aeronaves equipou a 65ª Squadriglia da Aviazione Legionaria, o contingente aéreo italiano enviado para apoiar o General Francisco Franco na Guerra Civil Espanhola. A unidade tomou parte nas operações em Santander em agosto de 1937, depois em Teruel e nas batalhas pelo rio Ebro. A única vitória de um Ba.65 aconteceu em 24 de julho de 1937, quando um piloto italiano encontrou e abateu um bombardeiro bimotor Tupolev SB-2 sobre Soria.

Como o protótipo, os Ba.65 enviados à Espanha eram caças monopostos, com o cockpit "razorback" fechado, tapando a visão traseira. A experiência na Espanha indicou que o Breda Ba.65 servia somente como aeronave de ataque, e a partir daí o modelo serviu com a maioria das oito Squadriglie do 5º e 50º Stormi da Regia Aeronautica.

Uma segunda série de 137 exemplares foi construída pela Breda (80) e Caproni-Vizzola (57), antes que a produção terminasse em julho de 1939. Esses se diferenciavam dos Ba.65 da primeira produção por terem motores Fiat A.80 RC.41 de 1.000 hp. Seis desses e quatro da primeira produção foram enviados à Espanha para a Aviazione Legionaria em 1938.

COM A REGIA AERONAUTICA

Com a entrada da Itália na Segunda Guerra Mundial em 10 de junho de 1940, os Ba.65 se envolveram na luta no Norte da África contra os ingleses. Eles não serviram muito bem no deserto, mostrando uma pobre performance operacional. O futuro ás Adriano Visconti voou suas primeiras missões na guerra em um Ba.65. A última aeronave em serviço foi perdida durante a ofensiva britânica na Cirenaica, em janeiro de 1941. Um grande número de Breda Ba.65s que serviu com as unidades da Regia Aeronautica era biposto, com um observador/artilheiro traseiro em um cockpit aberto atrás do piloto.

Um pequeno número de exemplares tinha um torreta Breda L, mas em ambos os casos, o observador/artilheiro traseiro operava uma única metralhadora 7,7 mm. Embora teoricamente pudesse carregar 1.000 kg de bombas, o Ba.65 geralmente carregava 300 kg no compartimento de bombas na fuselagem ou 200kg sob as asas.

As exportações incluíram 25 Ba.65s bipostos com motores Fiat para o Iraque em 1938, dois deles com controle duplo para treinamento e torreta Breda L; 20 Ba.65 com motores Piaggio P.XI C.40 para o Chile no mesmo ano, 17 deles monopostos e três bipostos para treinamento; e 10 Ba.65 bipostos com motores Fiat e torretas Breda L para Portugal em novembro de 1939. Um único exemplar foi testado com o motor americano Pratt & Whitney R-1830 em junho de 1937. A União Soviética recebeu 10 aeronaves. Houve também uma antecipação para um pedido proveniente da China, mas que nunca se concretizou.

Os Breda Ba.65 iraquianos viram limitado combate contra os britânicos em maio de 1941, durante a rebelião anti-britânica em seu país.

DADOS TÉCNICOS

Tripulação: 1
Comprimento: 9, 3 m
Envergadura: 12,1 m
Altura: 3,2 m
Área alar: 23,5 m²
Peso vazio: 2.400 kg
Peso cheio: 2.950 kg
Motor: 1× Fiat A.80 RC.41 de 1.000 hp (746 kW)
Velocidade máxima: 430 km/h
Alcance: 550 km
Teto operacional: 6.300 m
Armamento: 2x metralhadoras Breda-SAFAT de 12,7 mm, 2x metralhadoras Breda-SAFAT de 7,7 mm, 500 kg de bombas

Veja também:
>>Breda Ba.88 Lince
>>Fiat CR.32 Chirri
>>Adriano Visconti
>>IMAM Ro.57
>>O bombardeio italiano a Manama
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terça-feira, 16 de junho de 2009

Nota de Falecimento: Carl Luksic


Carl Luksic
(20/06/1921 - 24/05/2009)

Faleceu no último dia 24 de maio em Panama City, Flórida, de causas naturais aos 87 anos de idade, o ás do P-51 Mustang Tenente-Coronel Carl John Luksic.

Filho de um Coronel do Exército, Luksic era um aprendiz de construção de moinhos quando os japoneses atacaram Pearl Harbor em 7 de dezembro de 1941. Alistando-se no dia seguinte, ele foi comissionado Segundo-Tenente no seu aniversário de 21 anos em 20 de junho de 1942. Após três meses de treino no P-47 em Springfield, Massachussets, ele foi finalmente declarado piloto de combate.

Enviado à Inglaterra, Luksic foi designado para o 487º Esquadrão do 352º Grupo de Caça, na base da RAF em Bodney. A unidade, que tinha o apelido de "The Blue Nose Bastards of Bodney", começou a voar missões sobre a Europa ocupada, inicialmente sem muita ação por parte do inimigo. Contudo, quando a Luftwaffe começou a atacar os bombardeiros americanos, as coisas mudaram de figura. O grupo então fez a conversão para o North-American P-51 Mustang. E foi voando um Mustang em 8 de maio de 1944 que Luksic entrou para a história, ao se tornar o piloto norte-americano que mais derrubou aeronaves em uma única missão na Europa. Após estar no ar por mais de 5 horas, ele separou-se de seu ala e encontrou 25 caças alemães. No combate que se seguiu, ele derrubou 3 Focke-Wulf Fw 190s e 2 Messerschmitt Me 109s, tornando-se "ás em um dia" e recebendo a segunda maior condecoração militar americana, a Distinguished Service Cross.

Ele ainda abateria mais três aeronaves antes do dia 24 de maio, quando foi derrubado e tornou-se prisioneiro de guerra. Inicialmente levado para o Stalag Luft III, Luksic fugiu do campo mas foi recapturado, sendo levado desta vez para o Campo de Oficiais em Nuremberg. Junto com um colega, Luksic fugiu mais uma vez, passando 42 dias nas florestas e encontrando uma patrulha da 3ª Divisão Blindada no Reno. Levado para um hospital em Paris, ele foi mandado para casa em seguida.

Após o fim do conflito, Luksic permaneceu na Força Aérea, combatendo ainda nas guerras da Coréia e Vietnã. Ele aposentou-se como Tenente-Coronel em dezembro de 1969. Em fevereiro de 1994, a Associação dos Veteranos Norte-Americanos (AMVETS) batizou sua nova estação em Callaway, Flórida, em honra a Carl Luksic. Rocky Bradford, diretor da unidade, disse: "Nós, membros da AMVETS, estamos tristes por perdê-lo. Sentiremos falta de seu humor e sua amizade. Ele não será esquecido".


Carl Luksic desce do seu P-51 após a missão de 8 de maio de 1944, mostrando quantos caças alemães abateu.
Veja também:
>>Donald "Don" Blakeslee
>>Nota de Falecimento: Gordon Graham
>>Nota de Falecimento: Dale Karger
>>Nota de Falecimento: Eugene Paul Roberts
>>Bate-papo com o veterano - Cel. Peterburs responde
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segunda-feira, 15 de junho de 2009

Ex-presidente Bush visita porta-aviões com seu nome


Segue abaixo uma carta aberta escrita pelo Capitão-Médico da USN Dr. Lee R. Mandel, atualmente servindo a bordo do USS George H. W. Bush:

Uma visita histórica

Saudações a todos! Em 26 de maio, o homem que leva o nome do nosso porta-aviões, o Ex-presidente George H. W. Bush, foi recebido a bordo para uma visita de um dia. Era seu grande desejo assistir as operações do convés de voo do mais novo porta-aviões nuclear de nossa Marinha, e conhecer seus marinheiros. Como um condecorado aviador naval durante a Segunda Guerra Mundial, isso tem uma significância especial para ele. Ele estava acompanhado da filha (e patrocinadora do nosso navio), Doro Bush Koch. Eles observaram as operações de voo no convés e na ponte de comando, jantaram com diversos altos-oficiais (eu tive a felicidade de estar lá) e acompanharam as operações noturnas da ponte de comando do almirante.

Na manhã seguinte ele foi ao Refeitório do Chefe e foi escoltado pelo navio, encontrando e cumprimentando os marinheiros. Finalmente, juntamos a tripulação no hangar interno nº 2. Nosso comandante destacou que seu aniversário seria em 12 de junho (ele faz 85 anos na data) e quase 2.500 marinheiros cantaram-lhe “feliz aniversário”. Ele então leu o juramento para nossos realistados, e leu as ordens de promoção dos nossos marinheiros avançados (tinha um bocado deles).

Por último, ele falou à tripulação. Foi um momento e tanto – no fim de seus curtos comentários, ele olhou para cima, parou por um segundo, e disse “Esse navio significa um mundo para mim...” e então emocionou-se por alguns segundos. Não havia quem não tivesse se comovido naquele hangar. Ele então continuou e agradeceu cada um de nós por nossos serviços ao país e por orgulhá-lo como um dos “seus marinheiros”. Eu entrei para a Marinha há quase 30 anos atrás, e não consigo me lembrar de ter presenciado um momento mais especial. Pouco depois, o Presidente Bush foi saudado e voltou para Norfolk.

Acredito que esta foi a primeira vez na história da Marinha dos Estados Unidos na qual o portador do nome de batismo de um porta-aviões não só estava vivo na época de seu comissionamento, mas com saúde suficiente para vir a bordo com o navio no mar. Eu queria compartilhar isso com todos vocês. R. LEE.

Lee. R. Mandel, MD, MPH, FACP.
Capitão, Corpo Médico, Marinha dos Estados Unidos
Oficial-Médico Sênior
USS George H. W. Bush (CVN-77)
FPO AE 09153-2803


Fotos da visita:






Como curiosidade, segue o interessante website do porta-aviões CVN-77 USS George H. W. Bush:

http://www.nn.northropgrumman.com/bush/

Veja também:
>>Chester Nimitz
>>Chance-Vought F4U Corsair
>>Nota de Falecimento: James Swett
>>Nota de Falecimento: Hamilton McWhorter III
>>Paul Newman foi um condecorado marinheiro na SGM
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sexta-feira, 12 de junho de 2009

Nota de Falecimento: John Brown Jr.


John Brown Jr.
(24/12/1921 - 20/05/2009)

Faleceu no último dia 20 de maio em Crystal, Novo México, de causas naturais aos 88 anos de idade, um dos Codificadores Navajo originais, John Brown Jr.

Nascido no Canion De Chelly, próximo a Chinle, no Arizona, Brown estudou em Albuquerque, Novo México. Durante uma partida de basquete com outros amigos da tribo Navajo, ele soube do ataque japonês a Pearl Harbor. Brown alistou-se no Corpo de Fuzileiros Navais após o recrutador dizer-lhe que havia muitas mulheres bonitas em outras partes do mundo. "Meu pai era um homem meio romântico", explicou seu filho, Frank Brown. Enviado a Camp Pendleton, Califórnia, Brown tornou-se parte do time original de 29 Codificadores Navajo que desenvolveu um código baseado em sua língua nativa.

Embarcado para o Pacífico, Brown e seus colegas começaram a transmitir mensagens militares sobre táticas inimigas, movimentos de tropas japonesas e outras informações do campo de batalha, num código que o inimigo nunca decifrou. O código consistia da versão navajo de 411 palavras em inglês, usando nomes de animais como simbolismo para termos militares. Eventualmente, centenas de rapazes Navajo se tornaram Codificadores, e estavam presentes em todos os ataques conduzidos pelos Fuzileiros Navais de 1942 até 1945. Brown esteve presente nos ataques a Guadalcanal, Tarawa, Saipan e Tinian.

Após a guerra, o trabalho de Brown e seus colegas Navajo foi mantido em segredo, que somente foi levado ao público em 1968. Ele trabalhou como soldador, carpinteiro e construtor, e foi eleito para o Conselho Tribal Navajo em 1962, servindo por vinte anos. Mais tarde tornou-se presidente da comunidade, por três mandatos.

Em 26 de julho de 2001, Brown e os outros quatro Codificadores ainda vivos do time original foram agraciados com a Medalha de Ouro do Congresso pelo presidente George W. Bush. Na ocasião, ele disse: "Fizemos nossa parte para proteger nossos valores. É minha esperança que nossos jovens possam carregar esta honrosa tradição enquanto a grama crescer e a água fluir". John Brown Jr. deixa sua esposa Loncie Brown, quatro filhos e um número de netos e bisnetos.


John Brown Jr. é condecorado por George W. Bush na Casa Branca, 26 de julho de 2001.
Veja também:
>>Nota de Falecimento: Jack Lucas
>>Nota de Falecimento: Charles W. Lindberg
>>Museu celebra os “esquecidos poucos” entre os Poucos
>>O Exército Indiano secreto de Hitler
>>Nota de Falecimento: Havildar Bhanbhagta Gurung
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quinta-feira, 11 de junho de 2009

Nota de Falecimento: Don Albury


Charles Donald Albury
(12/10/1920 - 23/05/2009)

Faleceu no último dia 23 de maio em Orlando, na Flórida, de falência cardíaca aos 88 anos de idade, o co-piloto do B-29 "Bockscar" na missão atômica de Nagasaki, Capitão Charles Donald "Don" Albury.

Nascido em Miami, Albury mudou-se com a família para as Bahamas, onde seu pai tinha um negócio. Mais tarde ele entrou para a Escola de Engenharia da Universidade de Miami, mas juntou-se ao Exército antes da graduação. Transferido para a Força Aérea do Exército, ele serviu na Base Aérea Rickenbacker em Columbus, Ohio, em 1943. Em 1944, voluntariou-se para voar os novos Boeing B-29 no 393º Esquadrão de Bombardeio, a unidade que Paul Tibbets escolheu para formar o primeiro grupo de bombardeio atômico da história. Treinando em White Sands, Novo México, sob completo segredo e vigilância constante do FBI, Albury e seus colegas aprenderam a lançar uma arma cuja natureza desconheciam. Em junho de 1945, no comando do B-29 "The Great Artiste", Albury chegou a Tinian, nas Ilhas Marianas.

Na missão atômica de Hiroshima, Albury comandou o "The Great Artiste" logo atrás do "Enola Gay" de Tibbets, e viu o cogumelo gigante da explosão: "O topo da nuvem era a coisa mais aterrorizante e bela que eu já vi - cada cor do arco-íris parecia estar saindo dela. Eu fiz uma pequena prece: 'Senhor, por favor olhe por aqueles lá embaixo. Foi tudo que pude fazer'". Para a segunda missão, Albury sentou-se na cadeira do co-piloto do B-29 "Bockscar" comandado por Charles Sweeney. Como nuvens cobriam o alvo primário, Kokura, Sweeney rumou para o alvo secundário, Nagasaki. Esta também estava coberta, mas finalmente o bombardeador avistou um buraco nas nuvens. "A bomba atingiu a cidade do outro lado de umas grandes colinas que cercam Nagasaki. A maioria das pessoas vivia do lado onde a bomba não atingiu. Isso salvou muitas vidas civis".

Depois da rendição, Albury e Tibbets voaram para Nagasaki para levar ajuda médica. "Eu vi as pessoas olhando para nós pelas janelas. Pude ver muito ódio em seus olhos, mas também alívio de que a guerra tinha acabado". Albury nunca sentiu remorso, pois dizia que os ataques preveniram um devastador derramamento de sangue em caso de invasão do Japão.

Após a guerra ele deu baixa e foi voltou para a Flórida, fazendo carreira como piloto comercial da Eastern Airlines. Pouco antes de aposentar-se, ele gerenciou o programa de treinamento da empresa no Airbus A-300. Casado desde 1943, Don Albury deixa esposa e um filho. Ele era o último tripulante ainda vivo a participar das duas missões atômicas.


Don Albury mostra uma foto da tripulação com o "The Great Artiste".
Veja também:
>>Boeing B-29 Superfortress
>>Aposentando-se no B-29!
>>Paul Tibbets
>>Bastidores do último ano da guerra
>>Nota de Falecimento: Edward Roddy
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quarta-feira, 10 de junho de 2009

Submarino soviético é encontrado no Mar Báltico


Submarino soviético é encontrado no Mar Báltico


Um time de mergulhadores suecos e finlandeses localizou os destroços de um submarino soviético Tipo-S da Segunda Guerra Mundial perto das ilhas Aland, no Mar Báltico.

O submarino S-2 afundou no dia 2 de janeiro de 1940, ao penetrar um campo minado durante da Guerra de Inverno entre União Soviética e Finlândia (novembro de 1939 a março de 1940). Toda a tripulação de 50 homens foi perdida.

Após vasculhar uma seção do fundo, os destroços foram encontrados no Mar de Aland perto da fronteira marítima entre Suécia e Finlândia, por um time binacional de mergulhadores”, disse a Agência TT.

O time iniciou a busca pelo submarino há mais de uma década atrás, em abril de 1999. Entre os mergulhadores está Ingvald Eckerman, neto de J. A. Eckerman, que estava de vigia no farol de Märket em 2 de janeiro de 1940 e testemunhou o afundamento do S-2.

Autoridades suecas, bem como a embaixada russa na Suécia, foram informadas da descoberta, disse o time.

Os submarinos médios Tipo-S, extra-oficialmente batizados “Stalinets”, eram uma das classes de submarinos mais fabricadas e empregadas pela Marinha Soviética durante a Segunda Guerra Mundial.

Barcos desse tipo foram extremamente bem-sucedidos e atingiram mais vitórias que qualquer outro submarino soviético. No total, eles afundaram 82.770 toneladas de navios mercantes e sete navios de guerra, o que representa um terço da tonelagem total afundada por submarinos soviéticos no conflito.

Fonte: Ria Novosti, 9 de junho de 2009.


Veja também:
>>Submarino da Segunda Guerra será resgatado
>>Alexandr Marinesko
>>U-Boot Tipo XXI em detalhes
>>Livro: Massacre no Atlântico
>>E-Boat nazista é salvo por historiador militar
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terça-feira, 9 de junho de 2009

Nota de Falecimento: Sir David Hay


Sir David Hay
(29/11/1916 - 18/05/2009)

Faleceu no último dia 18 de maio em Melbourne, Austrália, de causas naturais aos 92 anos de idade, o ex-Administrador de Papua-Nova Guiné, Tenente-Coronel Sir David Osborne Hay.

Nascido em Corowa, Nova Gales do Sul, Hay tornou-se no colégio um exímio jogador de cricket. Em 1934 ele marcou 284 corridas em um inning, recorde que somente foi quebrado em 1993 pelo jogador Justin Dery (na ocasião, Hay presenteou-lhe com seu bastão). Após graduar-se em Oxford, Hay trabalhou para o Tesouro da Austrália, sendo transferido para o Departamento de Relações Exteriores pouco antes da guerra em 1939. Em 1940 ele se alistou, sendo designado para a 2ª Companhia do 6º Batalhão de Infantaria, que foi enviado para o Egito. Enviado a Tobruk, Hay ficou responsável por 50 barris de conhaque capturados dos italianos. Para controlar uma possível desordem, ele ordenou que todo o conteúdo fosse incendiado. Transferido para a Grécia, ele se lembrou de ter visto o general neo-zelandês Bernard Freyberg gritando durante a evacuação de Monemvasia que queria ser o último a sair, no que foi interpelado por um jovem marinheiro, que disse-lhe: "Se o senhor não subir a bordo quando eu disser, não vai subir de jeito nenhum".

Em fevereiro 1945, já como Major e comandante da 2/6 Batalhão, Hay desembarcou na Nova Guiné. Suas ordens eram para não atacar diretamente os japoneses, mas seguir os bombardeios e fazer patrulhas agressivas para expulsar o inimigo da região. Após quatro meses dessas operações, ele resolveu subir num ponto alto para ter melhor visão das posições japonesas durante um ataque, quando um sniper atingiu-o no estômago. Hay disse que foi salvo por "anjos" locais: nativos com lanças, que prontamente o levaram para receber cuidados médicos.

Após a guerra, ele pediu baixa como Tenente-Coronel e foi serviu como embaixador na Tailândia. Em 1961 tornou-se Alto-Comissário no Canadá, e entre 1964 e 1965 representou a Austrália nas Nações Unidas. Hay foi nomeado Administrador de Papua-Nova Guiné, ainda um território australiano, em 1966. Seu período no cargo foi de grande importância para o país, que conseguiu a independência em 1975. Em 1970, ele foi feito chefe do Departamento de Territórios Exteriores. Hay aposentou-se definitivamente em 1979, ano em que foi elevado a Cavaleiro do Império Britânico.

Ele escreveu a história da 2/6 Batalhão, "Nothing Over Us", em 1986. Viúvo desde 2002, Sir David Hay deixa dois filhos e três netas.


Sir David Hay com sua esposa Alison, em 1973.
Veja também:
>>Nota de Falecimento: Sir Edmund Hillary
>>Nota de Falecimento: Sam Manekshaw
>>Hidroavião da Segunda Guerra chega à Austrália
>>Tul Bahadur Pun
>>Morre oficial responsável pela rendição japonesa
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segunda-feira, 8 de junho de 2009

Saltos marcam as celebrações do Dia-D


Saltos marcam as celebrações do Dia-D


Os velhos senhores em seus paletós e boinas fitaram a brilhante luz do sol enquanto paraquedistas enchiam o céu.

Alguns seguraram a emoção enquanto suas memórias lhes levavam de volta às batalhas lutadas tanto tempo atrás, ou aos amigos que nunca voltaram: porque 65 anos atrás os veteranos no chão eram os que estavam descendo de paraquedas, alguns dos primeiros soldados a chegar no Dia-D – o dia em que começou a invasão Aliada da França ocupada pelos nazistas.

O lançamento dos paraquedistas perto da Ponte Pegasus foi um show maravilhoso, reafirmando o espetáculo militar para as celebrações do Dia-D que acontecem por toda a Normandia, quando o Príncipe Charles se juntou ao presidente Obama e ao presidente Sarkozy para marcar o 65º aniversário da invasão.

Mas quando Dennis Boardman e seus camaradas saltaram na escuridão logo após a meia-noite de 6 de junho de 1944, em todos os sentidos, estavam saltando no desconhecido.

Um cara tentou me matar quando eu pousei”, disse o Sr. Boardman, um sinaleiro, apontando para o exato local onde tocou o solo. “Era um dos nossos – ele pensou que eu fosse alemão”. Ele pode ter tido sorte de escapar com vida, mas também teve um pouso sortudo. Nas árvores cercando Ranville, a vila que eles deveriam capturar, ele viu de dez a quinze de seus amigos paraquedistas pendurados nos galhos, mortos pelos alemães enquanto sufocavam desesperadamente.

Sempre digo às pessoas que nos últimos 65 anos eu tenho vivido uma vida emprestada. Eu devia estar com os meus amigos naquelas covas lá embaixo, mas com a graça de Deus, eu ainda estou aqui”.

Douglas Baines, 85 anos, deveria pousar de planador perto da Ponte Pegasus. Seu piloto se perdeu, e eles pousaram no rio Dives, a quilômetros de distância. “O piloto não conseguia ver um palmo a sua frente”, ele disse. “A maré estava baixa – se não fosse por isso eu teria me afogado. Levei duas horas para chegar à margem porque o rio estava grosso com lama”.

Quando eles se viram separados do restante das tropas inglesas, ele e um colega foram escondidos em um celeiro por um fazendeiro, mas tantos soldados se refugiaram lá tentando evitar a captura que eles decidiram procurar outro esconderijo. No dia seguinte os alemães descobriram o celeiro, explodiram a fazenda e mataram o fazendeiro e seus empregados. Todo ano o Sr. Baines volta e deposita uma coroa de flores em sua sepultura.

Após tentar um vão encontrar sua unidade, ele eventualmente conseguiu voltar para a Inglaterra, onde retornou para sua família em Bingley, Yorkshire. “Minha mãe recebeu um telegrama dizendo que eu estava desaparecido. Ela deve ter pensado que eu tinha morrido. Eu entrei na casa, então ela disse: ‘Mas onde é que você estava?’”.

Enquanto estavam lá, numa estreita passagem entre milharais, os velhos senhores pareciam perdidos nos rituais de lembrança. Um deles avistou o Major Jack Watson, seu antigo vice-líder de pelotão, que liderou o bem-sucedido ataque à guarnição alemã de Ranville. “Este é o homem que capturou o local!”, disse o antigo Sargento George Butler.

O Sr. Boardman veio e deu um grande abraço no Major Watson.

Se eles ligassem para as controvérsias que cercam as comemorações – a dúvida de se a Rainha viria ou ano, a atrasada intervenção do Príncipe Charles para garantir seu convite, a aparente incapacidade gerencial do evento pelo presidente Sarkozy e Gordon Brown – estariam preparados para esquecê-las por um momento.

Há alguns quilômetros de Colleville-Montgomery, onde uma estátua do Marechal Montgomery está a 100 metros da praia Sword, as festividades estavam a pleno vapor. Havia bandas e passagens de aeronaves do Memorial da Batalha da Inglaterra. Quando os veteranos desfilaram pela estátua de Montgomery em direção ao mar, as medalhas em seus peitos tilintavam enquanto marchavam.

As praias pareciam em paz, um belo local para passar um feriado. Mas não era assim que elas eram lembradas pelos veteranos. “Os mais baixos se afogaram lá, e então foram arrastados pelo peso do seu equipamento. Nós fizemos nosso caminho para a praia num tipo de arco, perdendo homens o tempo todo. Era o inferno na terra. Havia metralhadoras cobrindo a praia toda, e também lançavam morteiros em nós; armas pesadas lá atrás estavam nos dizimando”.

A única razão pela qual conseguimos foi porque havia muitos de nós. Éramos como formigas. Embora eles estivessem nos moendo, ainda havia alguém que conseguia passar”.

Cerca de 800 veteranos foram à Normandia este ano, muitos deles fazendo esforços extraordinários para tomar parte nas celebrações que se tornaram parte integrante de suas vidas. O Sr. Baines tem uma perna de madeira desde 1947, legado de um pouso mal-feito de planador na Alemanha em 1945, no qual ele foi o único sobrevivente, mas ele ainda dirigiu até a Normandia de sua casa em Blackpool. “Eu tenho vindo aqui há 37 anos. Mas esta é minha última viagem. Não voltarei mais”.

Fonte: The Times, 6 de junho de 2009.

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>>Veterano encontra colega que pensava estar morto há 67 anos
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sexta-feira, 5 de junho de 2009

Veteranos farão última celebração na Normandia


Veteranos farão última celebração na Normandia


Veteranos dos desembarques do Dia-D realizarão suas últimas comemorações oficiais nas praias da Normandia enquanto preparam-se para debandar sua associação.

Cerca de 800 veteranos que tomaram parte nos desembarques de 1944 irão retornar para o norte da França para marcar o aniversário de 65 anos da invasão que iniciou a libertação da Europa ocidental ocupada.

Outros mil veteranos ingleses serão forçados a passar as celebrações em casa devido à saúde cada vez mais frágil.

Juntos, eles são os últimos sobreviventes de quase 62.000 soldados britânicos que desembarcaram na costa da Normandia em 6 de junho de 1944, como parte da força de invasão Aliada que somou 156.000 homens.

Aproximadamente 4.414 soldados Aliados morreram naquele dia.

Os veteranos britânicos na Normandia se juntarão a veteranos americanos e canadenses para o fim de semana de comemorações, que será assistido por Gordon Brown, Barack Obama e Nicolas Sarkozy.

Com uma média de 85 anos de idade, e saúde cada vez mais frágil, a Associação de Veteranos da Normandia, que lidera os esforços para comemorar os desembarques pelo último quarto de século, tomou a decisão de encerrar suas atividades centrais no fim deste ano.

Um grupo menor de indivíduos e alguns grupos locais de veteranos de todo o país deverão continuar a realizar a peregrinação anual para as praias e túmulos de guerra todo mês de junho, para honrar os mortos.

Mas o foco das futuras comemorações para veteranos britânicos deve mudar para locais do outro lado do Canal, na própria Inglaterra, que serão mais acessíveis aos idosos veteranos.

Isso segue o modelo adotado para os veteranos de Dunquerque, que anunciaram na época de seu 60º aniversário em 2000 que aquele seria seu último grande aniversário.

Os fundos restantes serão transferidos para uma nova organização comemorativa chamada Espírito da Normandia, que inclui filhos e netos dos veteranos.

Nós não podemos continuar pra sempre”, diz Ed Slater, 85, presidente da associação.

É muito melhor fazer isso enquanto alguns de nós ainda têm a vontade e força física para fazê-lo; do contrário, apenas desapareceríamos”.

Na sexta-feira, dia 5, os veteranos desfilarão em frente da estátua de Montgomery em Colleville-Montgomery, e participarão de uma cerimônia no Jardim da Paz em Caen.

Os eventos de 6 de junho incluem uma cerimônia para a Real Legião Britânica na catedral de Bayeux, uma cerimônia separada dos veteranos em um cemitério próximo, um desfile em Arromanches, e uma grande cerimônia internacional com presença de líderes mundiais no setor americano.

Originalmente, não havia planos para celebrar os 65 anos do Dia-D como um evento nacional, mas Gordon Brown indicou que ele pretende estar lá após Barack Obama confirmar sua presença.

A associação organizou um grande levantamento de fundos para possibilitar que centenas de veteranos pudessem realizar sua última visita às praias.

O Sr. Slater disse que muitas unidades locais da associação se tornaram cada vez mais dependentes de poucos indivíduos e muitas já tinham fechado por causa dos diminutos números e saúde frágil.

No nosso ápice, tivemos 105 unidades na Grã-Bretanha, agora temos 77, mas há unidades que estão por um fio, com apenas um ou dois veteranos”, disse ele.

Eu aposto minha última pensão que ainda haverá veterano indo lá para o 70º aniversário... Eu estarei com 90, e se eu puder ir eu irei”.

Uma polêmica foi levantada na última semana, quando foi divulgado que nenhum membro da família real britânica compareceria, e que a Rainha não foi convidada. A culpa caiu sobre Downing Street.

Gordon Brown disse à BBC: “Se a Rainha quisesse ir a esses eventos, ou qualquer membro da família real quisesse ir, eu possibilitaria”.

David Cameron, líder da oposição, disse: “O governo fez uma completa bagunça disso, desde o começo”.

O porta-voz do Palácio de Buckingham não fez nenhum comentário.

Fonte: The Telegraph, 1 de junho de 2009.

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quinta-feira, 4 de junho de 2009

B-25 voa após 28 anos de restauração


B-25 voa após 28 anos de restauração


Um bombardeiro North American B-25J Mitchell da Segunda Guerra Mundial retornou aos céus após uma restauração de 28 anos realizada por voluntários do museu aeronáutico da Commemorative Air Force em Mesa, Arizona. Batizado de “Maid in the Shade”, em referência à sua longa estadia dentro do hangar do museu, a aeronave levantou voo da pista de Falcon Field às 09h15min do dia 29 de maio, em frente a um pequeno grupo de pilotos, mecânicos e entusiastas.

Este é um tremendo feito para nossos membros voluntários”, disse Rick Senffner, chefe da Ala do Arizona da Commemorative Air Force. “A aeronave foi minuciosamente restaurada à sua configuração de guerra após ser doada para a organização em 1981. Ela voou 15 missões de combate contra as forças do Eixo partindo da Córsega com o 319º Grupo de Bombardeio em 1944-45, antes de ser descomissionada. Após anos de uso pesado combatendo incêndios, a condição geral da aeronave era muito ruim, e foi assim que a recebemos”, diz Senffner. “Nós a restauramos como um tributo à honra dos veteranos que lutaram por nossa liberdade mais de sessenta anos atrás”.

A aeronave se comportou maravilhosamente”, disse Tim Jackson, um experiente piloto especializado em bombardeiros da Segunda Guerra, que fez uma viagem de Minnesota para estar nos comandos do “Maid in the Shade” para seu primeiro voo depois da restauração. “Este é um dos mais belos B-25s que já pilotei”, disse ele. Jackson foi assistido pelo co-piloto Russ Gilmore, capitão sênior de uma grande empresa aérea, e por Spike McLane, piloto corporativo que atuou como mecânico de voo. A longa restauração foi supervisionada por Chuck Carl, um piloto comercial aposentado e mecânico de aeronaves.

Batizado em homenagem ao General Billy Mitchell, o personagem mais famoso do Corpo Aéreo do Exército nas décadas de 1920 e 1930, o North American B-25 provou-se uma das armas americanas mais importantes da Segunda Guerra. O bombardeiro bimotor se tornou equipamento padrão das Forças Aéreas Aliadas no conflito, e foi talvez a aeronave mais versátil da guerra. Se tornou uma das aeronaves mais bem armadas do mundo, e foi usada para bombardeio de grande e pequena altitude, ataque, reconhecimento fotográfico, patrulha anti-submarino e até como caça. Foi também a aeronave que completou o histórico
raide sobre Tóquio em 1942, sob o comando de Jimmy Doolittle. Subsequentemente, viu serviço em todos os teatros de operação, sendo voado por holandeses, britânicos, chineses russos e australianos, além dos americanos. Embora o avião tivesse sido inicialmente idealizado para bombardeiro de nível em médias altitudes, foi usado extensivamente no Pacífico para bombardear aeródromos japoneses no nível das arvores e para atacar a navegação inimiga.

Mais de 9.800 B-25Js foram construídos durante a Segunda Guerra. O monoplano de cauda bifurcada e asa mediana era propelido por dois motores Wright Cyclone de 1.700 hp cada. A capacidade padrão de bombas de 2.000 kg. Algumas versões carregavam um canhão de 75 mm no compartimento do bombardeador. Uma versão chegou a levar quatorze metralhadoras 12,7 mm de fogo frontal para ataques.

A Commemorative Air Force é uma das maiores forças aéreas privadas do mundo. Dedica-se a honrar a aviação militar americana através do voo, exibição e lembrança, com um museu de aeronaves militares clássicas. Uma associação educacional sem fins lucrativos, a CAF tem aproximadamente 9.000 membros e uma frota de quase 160 aeronaves representando mais de 60 modelos diferentes – incluindo aeronaves de diversos países estrangeiros e conflitos armados desde a Segunda Guerra Mundial.

Fonte: Aero-News Network, 3 de junho de 2009.

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