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terça-feira, 31 de março de 2009

Spitfire restaurado deverá ser vendido por £2 milhões


Spitfire restaurado deverá ser vendido por £2 milhões


Um veterano avião de caça da Segunda Guerra Mundial resgatado de um ferro-velho irá a leilão pela oferta de £2 milhões em Hendon.

O Spitfire Mk IX completamente funcional será leiloado no Museu da RAF em Grahame Park Way, no próximo dia 20 de abril.

É o primeiro modelo biposto de sua classe a oferecido em leilão nos últimos 20 anos, e espera-se que levante mais do que o £1,1 milhão conseguido por um Supermarine Spitfire de 1945 (sem condições de voo) em setembro do ano passado.

O avião da Vickers-Supermarine, fabricado em 1944, era originalmente um monoposto, mas foi convertido para acomodar um passageiro extra após a guerra, pelo valor de 5.200 libras.

A aeronave foi vendida pela RAF para a Real Força Aérea Sul-Africana em 1948, embora não se saiba como nem quando ela foi utilizada.

Ela foi descoberta num ferro-velho da Cidade do Cabo em 1970 e foi resgatada por um já falecido engenheiro civil e entusiasta da aviação, que começou o processo de restauração.

Foi então vendida a proprietários privados antes do início de sua restauração de cinco anos, em 2002.

Um porta-voz dos leiloeiros da Bonhams disse: “Este Spitfire está sendo ofertado como novinho de fábrica e ‘zero quilômetro’ após uma complexa restauração para o perfeito padrão biposto TR Mk IX – de fato uma aeronave histórica absolutamente pronta para voar e em condições impecáveis”.

O Spitfire não é parte da coleção do Museu da RAF e está sendo vendido pelo seu proprietário privado, com valor estimado entre £1,5 e £2 milhões.

James Knight, diretor do departamento de veículos motorizados da Coleção Bonhams, que gerencia a venda do Spitfire, disse: “Estamos verdadeiramente honrados em receber a incumbência de vender uma aeronave histórica tão distinta”.

A venda de uma aeronave tão ligada à história e à própria sobrevivência desta nação tem enorme significância para nós”.

Fonte: The Times: 30 de março de 2009.

Nota: Tô avisando com bastante antecedência pra vocês irem preparando os bolsos! ;)

Veja também:
>>Spitfire em condições de vôo será leiloado por £1 milhão
>>Itens pessoais de Hitler e Goering vão a leilão
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>>Faca de Himmler deverá ser vendida por milhares de libras
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segunda-feira, 30 de março de 2009

Bunker nazista é reaberto pela primeira vez desde a guerra


Bunker nazista é reaberto pela primeira vez desde a guerra


Um bunker nazista perfeitamente preservado, que sobreviveu aos bombardeiros da RAF e do Exército Britânico, foi descoberto no norte da França.

Descrito como “a Caverna de Aladim da história militar”, inclui uma arma PAK 32 de 47 mm, usada durante toda a Segunda Guerra Mundial.

O bunker de concreto estava escondido debaixo de montes de destroços e areia em Le Portel, perto de Boulogne. O porto foi alvo de ataques de bombardeiros britânicos em setembro de 1943, com a intenção de indicar aos alemães que o futuro desembarque se daria em Pas de Calais, ao invés da Normandia. Quando tropas britânicas e canadenses entraram na cidade no verão de 1944, engenheiros tentaram dinamitar o bunker, mas novamente ele sobreviveu.

Agora, com as comemorações do 65º aniversário do Dia-D se aproximando em 6 de junho, as portas do bunker foram abertas pela primeira vez desde a guerra. “O grande mistério é como este bunker sobreviveu ao bombardeio inglês e às tentativas do exército de explodi-lo”, disse um porta-voz dos exploradores.

A equipe não teve grandes dificuldades para adentrar a casamata. Para eles, o contato com o canhão, dormente desde o fim da guerra, é o ponto culminante de uma operação que começou em setembro de 2007.

A peça – uma arma antitanque fabricada pela Skoda, capaz de perfurar blindagens de 55 mm – ainda está em perfeitas condições apesar da ferrugem. “Aqui está a alça de mira. Aqui o gatilho. Aqui você ainda pode ver o chassis de bronze no qual era acoplado uma metralhadora...”, relata Christian, um aposentado, que está por trás da descoberta, como se sempre tivesse conhecido a arma.

Duzentas e trinta unidades desta arma foram instaladas em fortalezas da Muralha do Atlântico”, disse outro explorador. No entanto, há hoje poucas outras tão completas como esta. Em um canto, estão caixas com cápsulas vazias. Todo o sistema de ventilação, completo com filtros de carvão, ainda está lá. Também está lá o mecanismo de movimentação e proteção externa da arma.

As operações de desmontagem já começaram. O canhão será armazenado num local seguro antes de remontado e provavelmente exposto.

Fontes: La Voix Du Nord & The Evening Standard, 27 de março de 2009.

Veja também:
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>>Polícia encontra canhão de flak em garagem
>>Cartões postais revelam o humor na Kriegsmarine
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sexta-feira, 27 de março de 2009

O bombardeio italiano a Manama


O bombardeio italiano a Manama


por Alberto Rosselli

Em 19 de outubro de 1940, quatro bombardeiros especiais Savoia-Marchetti SM.82 da Regia Aeronautica atingiram as refinarias de petróleo britânicas no Golfo Pérsico, realizando uma longa, dura e brilhante missão de guerra.

Durante a Segunda Guerra Mundial, a Regia Aeronautica, embora em falta de números consistentes de bombardeiros estratégicos, conseguiu transformar diversos trimotores de transporte SM.82 e SM.75 em aeronaves capazes de atingir alvos inimigos (aeródromos e parques industriais) que estavam muito além do alcance dos bombardeiros médios convencionais normalmente utilizados, como o Savoia-Marchetti SM.79, Fiat BR.20 e Cant Z.1007. Graças à sua construção robusta e longo alcance, um punhado de SM.82s e SM.75s modificados foram capazes de realizar diversas missões.

Estas missões foram impressionantes, não somente pelo dano causado ao esforço de guerra inimigo, mas especialmente por sua importância estritamente técnica.

De junho de 1940 até julho de 1943, os bombardeiros SM.82s e SM.75s realizaram ataques a Gibraltar, Suez, Port Sudan e Bahrain. Estes tiveram imenso valor propagandístico. Eles substituíram os quadrimotores Piaggio P.108 que, embora mais adaptados à missão, não estavam sempre disponíveis devido aos seus escassos números.

Entre as brilhantes ações levadas a cabo pelos trimotores Savoia-Marchetti está a realizada no fim da primavera de 1942, quando um SM.75 especial estabeleceu uma nova conexão de voo entre Roma e Tóquio, passando sobre a União Soviética. Mas também merece destaque, por seu significado, um ataque realizado em meados de outubro de 1940 sobre as refinarias de Manama, no Golfo Pérsico.

As refinarias inglesas no Golfo Pérsico foram escolhidas como primeiro alvo estratégico no começo do verão de 1940, quando os primeiros modelos dos gigantescos trimotores Savoia-Marchetti saíram das linhas de montagem. Eles eram transportadores convertidos em bombardeiros.

As aeronaves pertencentes a esta série receberam um compartimento de bombas ventral na parte dianteira da fuselagem, um dispositivo de lançamento de bombas e três metralhadoras Breda-SAFAT. Os primeiros bombardeiros SM.82 iniciaram suas atividades em 17 de julho, quando três aeronaves decolaram de Guidonia, em Roma, para atacar a fortaleza inglesa em Gibraltar, com o lançamento de bombas de 100 e 250 kg durante a ação. Ataques similares foram realizados contra Gibraltar em 25 de julho (desta vez os aviões decolaram da base de Alghero, na Sardenha) e em 20 de agosto. Os resultados foram bons (os alvos foram atingidos, embora com pequena quantidade de explosivos, e alguns aviões se perderam ou foram danificados durante as missões). No começo de outubro de 1940, o comando da Regia Aeronautica decidiu que cinco bombardeiros SM.82 pertencentes ao 41º Gruppo, comandado pelo Tenente-Colonello Ettore Muti, deveriam ser transferidos de Ciampino, em Roma, para o aeródromo de Gadurrà, na ilha de Rhodes.

O voo de transferência aconteceu no dia 13 de outubro. O comando italiano pretendia empregar os SM.82s especiais para bombardear as refinarias inglesas em Manama, no Golfo Pérsico, para exibir o potencial operacional da Força Aérea Italiana. Foi uma missão longa e dificultosa, envolvendo um voo de 4.000 quilômetros. Ettore Muti e seus camaradas passaram quatro dias trabalhando numa revisão completa dos planos e estabeleceram um complexo plano de voo.

Os italianos decidiram não realizar a perigosa manobra de retornar a Rhodes pela mesma rota durante a volta, já que poderiam ser interceptados pelos caças da RAF baseados em Chipre, Palestina e Iraque, e escolheram outra opção. Após bombardear as refinarias, os aviões iriam virar para o sudoeste, voar por sobre o imenso e desabitado deserto da Arábia para atingir o Mar Vermelho, e pousar na colônia italiana da Eritréia.

Às 17:10h de 18 de outubro, após encher os tanques normais e suplementares, eles carregaram três de quatro SM.82s com 1,5 tonelada de bombas explosivas e incendiárias pesando 15, 20 ou 50 quilos. Então os quatro bombardeiros trimotores decolaram.

No comando da primeira aeronave, que ganhava altura com dificuldade da pista de Gadurrà, devido a sua sobrecarga de 19.500 kg, estava o Tenente-Colonello Muti. Ele estava auxiliado pelo Maggiore Giovanni Raina e pelo Capitano Paolo Moci, que tinha experiência prévia voando aeronaves carregadas com até 21 toneladas.

O Tenente-Colonello Fortunato Federici, Capitano Aldo Buzzaca e Tenente Emanuele Francesco Ruspoli estavam na segunda aeronave, enquanto o Capitano Giorgio Meyer, Tenente Adolf Rebex e Maresciallo Aldo Carrera estavam na terceira. A quarta aeronave era pilotada pelo Capitano Antonio Zanetti, sendo assistido pelo Tenente Vittorio Cecconi e pelo Maresciallo Mario Badii.

Os SM.82s, após ganhar altitude (uma manobra que requereu esforço impressionante devido ao enorme peso das aeronaves) foram para leste, voando sobre Chipre, Líbano e Síria, virando para sudeste enquanto passavam pela Jordânia e Iraque, até atingir o Golfo Pérsico. Durante o longo voo, o papel de demarcador do SM.82 de Muti provou seu valor, liderando a formação. Dois imensos losangos brancos foram pintados nas partes superiores das asas e iluminados por duas lâmpadas, para que os pilotos dos outros aviões pudessem ver facilmente o líder e seguir a aeronave de Muti na completa escuridão.

Por razões de segurança, o comandante decidiu que todas as comunicações por rádio deveriam ser cortadas. Esta medida foi bastante desconfortável para as tripulações, mas permitiu que os italianos mantivessem a preciosa vantagem do elemento surpresa.

Levando em consideração o papel desempenhado pelo avião demarcador, devemos observar que era seu dever avistar o alvo e jogar suas bombas para que os outros pudessem fazer o mesmo. Contando somente com a ajuda de um dispositivo rudimentar, o único bombardeador na formação, o Maggiore Giovanni Raina, deveria encontrar o difícil alvo. Às 2:20h, um pouco antes de atingir as ilhas do Bahrain, a aeronave do Tenente-Colonello Federici subitamente perdeu contato visual com o SM.82 de Muti, e teve que lançar suas bombas em diferentes alvos na vizinhança de Manama, enquanto os outros aviões atingiram o alvo primário.

Como bombardeador, Raina mais tarde relatou: “a operação de avistar o alvo foi fácil graças à completa iluminação das refinarias”, que foram parcialmente danificadas pelas bombas (meia dúzia de poços de alguns tanques de petróleo foram incendiados). Assim que perceberam os clarões das primeiras explosões, os aviões italianos iniciaram a longa rota de retorno, pousando na pista de Zula, na Eritréia, às 8:40h da manhã.

Toda a formação italiana tinha voado 2.400 quilômetros em 15,5 horas de voo. No aeroporto eritreu, junto com uma pequena platéia de aviadores italianos, os bravos pilotos encontraram o quinto SM.82 que, nesse meio tempo, tinha vindo de Rhodes como aeronave de apoio, caso algum dos bombardeiros tivesse que fazer um pouso de emergência no deserto.

Alguns dias depois os cinco SM.82s do Colonello Muti decolaram de Zula e, sem maiores problemas, chegaram ao aeroporto de Urbe, em Roma. De um ponto de vista estritamente militar, o ataque às refinarias de petróleo em Manama não foi capaz (especialmente devido aos poucos aviões utilizados) de causar danos sérios à produção inimiga. A empreitada liderada por Muti, no entanto, foi de grande importância técnica e propagandística. De fato, após o ataque, a RAF teve que deslocar um esquadrão de caças para guarnecer as refinarias, bem como dois batalhões de infantaria e algumas baterias de armas antiaéreas para proteger as fábricas, afetando dessa forma o esforço de guerra britânico.

Fonte:
http://www.comandosupremo.com/Manama.html

Veja também:
>>Sabres por Savoia
>>A Itália declara: "Guerra!"
>>Batalha de Nikolajewka - Parte 1, Parte 2
>>A Conquista da Somalilândia Britânica - Parte 1, Parte 2, Parte 3
>>Serie 5 – Uma salvação tardia para a Regia Aeronautica - Parte 1, Parte 2
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quinta-feira, 26 de março de 2009

Estados Unidos tentam deportar suposto criminoso nazista


Estados Unidos tentam deportar suposto criminoso nazista


O governo dos Estados Unidos disse que requerendo de oficiais alemães os documentos necessários para deportar o guarda nazista da Segunda Guerra Mundial, Ivan Demjanjuk, que é acusado de participar do assassinato de 29.000 pessoas.

Os departamentos da Alfândega e Imigração exibiram seus contatos com o governo alemão em seu esforço para deportar Demjanjuk, que já foi acusado e inocentado de ser o notório guarda do campo de extermínio de Treblinka, na Polônia ocupada.

O senhor de 88 anos, morador de um subúrbio de Cleveland foi recentemente acusado na Alemanha por crimes cometidos enquanto era guarda em Sobibor, outro campo de extermínio na Polônia. Seu filho, John Demjanjuk Jr., disse que seu pai permanece em casa e não está sob custódia federal. O mandado alemão procura a deportação ou extradição de Demjanjuk, que vive em Seven Hills e nega seu envolvimento em qualquer assassinato.

Os promotores de Munique dizem que Demjanjuk será formalmente acusado em frente ao juiz assim que for extraditado. “No seu trabalho, ele participou da equipe que assassinou pelo menos 29.000 pessoas de origem judaica”, disse o escritório dos promotores. A corte de Munique está lidando com o caso porque Demjanjuk passou algum tempo em um campo de refugiados na área após a guerra.

A família do suspeito disse que ele está com a saúde debilitada e impedido de viajar. “Meu pai passou algumas horas numa sala de emergência há alguns dias”, disse seu filho. “Ele está tratando pedras nos rins atualmente”. Ele disse que o pai tem doença renal crônica, junto de outros males.

Kurt Schrimm, chefe dos promotoria especial alemã, que caça nazistas desde 1958 e pediu a Munique que pedisse a extradição de Demjanjuk, não quis comentar.

Efraim Zuroff, o maior caçador de nazistas do Centro Simon Wiesenthal, comemorou a notícia. “Estamos muito felizes que estes passos estejam sendo dados para facilitar a extradição de Demjanjuk para a Alemanha, para que possa ser julgado e receba a punição apropriada por seus hediondos crimes durante a guerra”.

O Ministério da Justiça alemão disse que não confirma o requerimento das autoridades americanas por documentos específicos, mas reiterou que seu governo está trabalhando em parceria com os EUA para garantir sua extradição.

Demjanjuk se tornou cidadão americano em 1958 e nunca foi condenado por crimes de guerra por uma corte do país. Mas um juiz federal de Cleveland revogou sua cidadania em 2002, dizendo que a promotoria provou que ele serviu o regime nazista por mais de dois anos durante a guerra, como guarda da SS.

Ele foi acusado em 1977 de ser o notório guarda de Treblinka conhecido como “Ivan, o Terrível”. Ele foi extraditado para Israel em 1986, e dois anos depois foi condenado a morte por crimes contra a humanidade.

Em 1993 ele recorreu à Suprema Corte, que unanimemente decidiu que ele era inocente. Ele foi autorizado a voltar aos EUA. O juiz-chefe da Imigração nos EUA decidiu em 2005 que Demjanjuk pode ser deportado para a Alemanha, Polônia ou Ucrânia. A Suprema Corte dos EUA recusou-se a ouvir um apelo do acusado.

Fonte: Yahoo News, 24 de março de 2009.

Veja também:
>>Corrida para pegar os últimos nazistas foi perdida
>>Os 10 nazistas mais procurados
>>Nota de Falecimento: Dinko Sakic
>>O papel das mulheres nos crimes nazistas
>>Áustria liberta “guarda de valas comuns”
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quarta-feira, 25 de março de 2009

Vídeo: Afrika Korps em cores


Este cara está de parabéns pela colorização que fez. Poucas vezes eu vi um vídeo colorizado que ficasse realmente convincente, mas este chega muito perto! Algumas imagens ficam realmente preciosas sob este novo prisma:


E aqui um vídeo com algumas fotos coloridas originais do Afrika Korps. Também vale a pena assistir:


Veja também:
>>Veteranos alemães homenageiam Marseille
>>Museu exibe mostra sobre Erwin Rommel
>>Johannes Kümmel
>>Annibale Bergonzoli
>>Nota de Falecimento: Josef Dörries
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terça-feira, 24 de março de 2009

Áustria liberta “guarda de valas comuns”


Áustria liberta “guarda de valas comuns”

Um ex-membro da SS acusado de tomar parte no extermínio de 8.000 judeus foi libertado pela Áustria, um dia após ser extraditado dos EUA.

O Ministério da Justiça da Áustria disse que o ex-guarda da SS Josias Kumpf, de 83 anos, não pode ser colocado em julgamento porque o estatuto de limitações expirou.

Os Estados Unidos dizem que ele foi ativo no assassinato e despojo de corpos de prisioneiros judeus em valas comuns no campo de concentração de Trawniki, na Polônia ocupada pelos nazistas.

Ele deixou a Áustria em 1956 para viver nos EUA, e tornou-se um cidadão americano em 1964.

O Departamento de Justiça Americano processou o Sr. Kumpf, que vivia no estado do Wisconsin, e retirou-lhe a cidadania em 2003.

A porta-voz do Ministério da Justiça austríaco, Katharina Swoboda, disse que Viena alertou os Estados Unidos de que o Sr. Kumpf não poderia ser processado na Áustria porque o estatuto de limitações relacionado aos seus crimes expirou em 1965.

Nós sempre dissemos aos Estados Unidos que ele não poderia ser processado aqui pelos crimes dos quais é acusado”, ela disse.

Ordens para atirar

O Ministério da Justiça também disse que o Sr. Kumpf era um adolescente na época dos crimes dos quais é acusado, e que nunca foi um cidadão austríaco.

A oposição ao governo tem feito apelos para a aprovação de uma emenda legal que permita o indiciamento de supostos criminosos de guerra nazistas, desconsiderando o tempo já passado.

A Justiça norte-americana disse que o Sr. Kumpf admitiu que ele manteve guarda sobre uma vala onde prisioneiros estavam sendo fuzilados, e “liquidou” os feridos.

Foi revelado que o Sr. Kumpf serviu como guarda no campo de concentração de Sachsenhausen, na Alemanha, e em Trawniki, na Polônia ocupada, onde o assassinato em massa ocorreu em 1943.

Sua tarefa era procurar por vítimas que ainda estivessem “meio vivas”, ou “em convulsão” e impedir que escapassem, alegou o Departamento de Justiça dos EUA.

Não houve nenhum comentário do Sr. Kumpf ou do seu advogado, Peter Rogers. Eles já negaram, há alguns anos, que o Sr. Kumpf tivesse qualquer papel nas atrocidades.

Fonte: BBC News, 20 de março de 2009.

Veja também:
>>Estudante localiza suposto criminoso de guerra nazista
>>Criminoso de guerra perde luta judicial contra extradição
>>Filho de criminoso nazista quer pai declarado morto
>>Plantas de Auschwitz são encontradas em Berlim
>>Campo de extermínio de Auschwitz é confundido com cerveja
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segunda-feira, 23 de março de 2009

Guy Simonds


Guy Simonds
Tenente-General
(1903 - 1974)

Guy Granville Simonds nasceu em Bury St. Edmunds, Inglaterra, no dia 23 de abril de 1903. Seu pai era um oficial do exército inglês, e a família rapidamente emigrou para o Canadá. Ele estudou na Real Academia Militar do Canadá em Kingston, Ontário, entre 1921 e 1925, e graduou-se com honras por desempenho, comportamento e disciplina. Juntou-se então à Real Artilharia Hipomóvel do Canadá, e entre 1936 e 1938 cursou a Academia de Estado-Maior de Camberley, Inglaterra. O então Capitão Simonds se tornou interessado no uso de blindados na guerra, e publicou uma série elogiada de artigos sobre o tema durante os últimos anos da década de 30, quando ele era professor na Academia.

Quando a guerra começou em setembro de 1939, ele foi designado oficial no estado-maior da 1ª Divisão de Infantaria Canadense, que foi enviada para a Grã-Bretanha. Em novembro de 1940, o General Andrew McNaughton incumbiu o Major Simonds de criar um programa de treinamento para oficiais, que tornou-se uma referência de eficiência.

Tido em alta conta por suas destacadas qualidades de planejamento, Simonds subiu rapidamente pela hierarquia militar. Ele acabou tornando-se o mais jovem oficial do Exército Canadense a atingir o posto de Major-General e, em abril de 1943, tomou o comando da 1ª Divisão Canadense, recebendo seu batismo de fogo na invasão da Sicília. Ele organizou com perfeição seus tanques, artilharia e infantaria, e foi notado por Bernard Montgomery, que fez dele um de seus “protegidos”.

Em seguida ele lutou na Itália com o 8º Exército, mas em novembro de 1943 foi transferido para a recém-formada 5ª Divisão Blindada Canadense. Sua permanência com a 5ª Blindada foi, no entanto, curta. Já em janeiro de 1944 ele foi promovido a Tenente-General e recebeu o comando do II Corpo Canadense, o qual liderou durante o avanço na campanha da Normandia.

Simonds era consistentemente inovador como comandante. Enfrentando o problema de como mover sua infantaria sobre terreno dominado por fogo de armas portáteis inimigas, ele teve a idéia de remover a arma de 105 mm do canhão autopropulsado M7 Priest, e colocar um grupo de soldados no interior do veículo – feito que fez de Guy Simonds o pai do transporte blindado de tropas do lado Aliado. Quando os Priests começaram a faltar, ele utilizou os chassis de tanques canadenses Ram, criando o veículo blindado de transporte de tropas Kangaroo, que tornou-se o precursor dos atuais APCs. Dessa forma, dois regimentos completos de infantaria blindada, um canadense e um inglês, foram formados durante a campanha da Europa Ocidental em 1944-1945.

Contudo, alguns dos planos de batalha de Simonds eram complicados demais para suas tropas inexperientes executarem com sucesso. Na Normandia, durante a Operação Totalize, Simonds desenvolveu um complexo plano de ataque que deveria anular as defesas inimigas em profundidade. Ele autorizou um ataque noturno com pouca preparação de artilharia para atingir o máximo de surpresa. Raios de rádio, holofotes e balas traçantes foram usadas para manter as tropas no curso, mas as complicações que sempre podem afetar o sucesso de um ataque noturno foram demais. Algumas tropas perderam sua direção no meio da escuridão, tirando potência do ataque, e após um pequeno sucesso inicial a batalha degenerou-se no embate de forças que Simonds esperava evitar.

Em 27 de setembro de 1944, ele substituiu o General Harry Crerar (que se recuperava de uma doença), assumiu temporariamente o comando do 1º Exército Canadense. Na liderança da unidade, ele levou os canadenses à vitória na Batalha do Rio Scheldt. Em seguida, ele reassumiu o comando do II Corpo. O General Crerar não se dava bem com Montgomery, ao contrário de Simonds, que mantinha com o Marechal excelentes relações. Ainda assim, Simonds preferiu continuar comandando sem pedir muitos favores, e foi muito bem-sucedido por seus próprios meios. Ele continuou comandando o II Corpo até o fim da guerra, através da Bélgica, Holanda e norte da Alemanha.

Após a guerra, Simonds permaneceu na Inglaterra, ministrando na Academia de Defesa Imperial. Ele retornou para o Canadá como comandante da Real Academia Militar em 1949. Entre 1951 e 1955 ocupou o cargo máximo do Exército Canadense: Chefe de Estado-Maior Geral. Ele reorganizou suas forças para a Guerra da Coréia e operações da OTAN.

Guy Simonds é tido em alta conta pela história militar, sendo considerado o melhor soldado canadense da Segunda Guerra Mundial. Montgomery, polêmico como sempre, disse que ele era “o único oficial canadense apto para o Alto-Comando em guerra”. Ele foi considerado “o melhor general canadense” na opinião de Omar Bradley, e “o melhor de meus comandantes de corpo” por Sir Miles Dempsey. Guy Simonds faleceu aos 71 anos de idade em Toronto, no dia 15 de maio de 1974.

Veja também:
>>Sir Harold Alexander
>>Sir Archibald Wavell
>>Sir William Slim
>>Sir Alan Brooke
>>George Patton
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sexta-feira, 20 de março de 2009

Filmes: Os Doze Condenados


Os Doze Condenados (The Dirty Dozen)
EUA, 1967 - 150 min.

Direção: Robert Aldrich
Roteiro: E. M. Nathanson, Nunnally Johnson
Elenco: Lee Marvin, Ernest Borgnine, Charles Bronson, Telly Savalas, John Cassavetes, Jim Brown, George Kennedy, Robert Ryan, Donald Sutherland, Trini Lopez

por Júlio César Guedes Antunes


“Treine-os! Estimule-os! Arme-os!... Então solte-os contra os nazistas!
” Com essa chamada estreou nos cinemas no dia 15 de junho de 1967 o clássico Os Doze Condenados (EUA, 1967). O filme é considerado um marco do dos “filmes de missão”, e consegue prender a platéia com uma trama interessante e um final que descarrega adrenalina.

A história foi baseada no livro homônimo do escritor E. M. Nathanson, lançado em 1965, tornando-se um best-seller. Ainda em maio de 1963, a MGM havia sido bem-sucedida em comprar os direitos de adaptação para cinema, e com o sucesso do livro nas prateleiras, o estúdio não demorou para por a produção do filme em movimento. O diretor Robert Aldrich, que anteriormente havia tentado comprar os direitos do romance, foi escolhido para conduzir as filmagens. Com um elenco principal obviamente bastante grande (doze condenados mais outros personagens), a seleção foi demorada e acabou apresentando nomes de alta categoria. Estão lá diversos veteranos da Segunda Guerra, como Lee Marvin, Ernest Borgnine, Robert Webber, Telly Savalas, Charles Bronson, Robert Ryan e George Kennedy.

Entre os “doze condenados” estão John Cassavetes, que mais tarde se destacaria como diretor e pioneiro do cinema independente; Jim Brown, astro do futebol americano e único jogador na história a ter média de 100 jardas por jogo; Trini Lopez, cantor americano de origem latina; e Donald Sutherland, veterano ator e pai de Kiefer Sutherland (o Jack Bauer de “24 Horas”).

A produção moveu-se para os estúdios ingleses em Ashridge, Hertfordshire, onde aconteceram as filmagens das cenas de campo. O chateau francês do clímax foi especialmente construído para a produção pelo diretor de arte William Hutchinson, juntamente com todo o cenário ao redor. A trama requeria que o chateau fosse explodido para a cena final de ação, mas a construção ficou tão sólida que para explodi-la seriam necessárias 70 toneladas de explosivos. Sendo assim, somente uma seção do chateau, feita de plástico, foi realmente explodida.

A trama se inicia em Londres, na primavera de 1944. O Major da OSS John Reisman (Marvin) é convocado pelo Major-General Worden (Borgnine), que o incumbe de uma missão quase suicida, denominada “Operação Anistia”. Reisman, um oficial corajoso, mas indisciplinado, tem de agarrar a missão para salvar sua carreira. Ele deve treinar doze soldados condenados por crimes de alto grau (alguns condenados a morte, outros a décadas de prisão), para saltarem na França na noite anterior à invasão, invadir um chateau e eliminar o maior número possível de oficiais alemães de alta patente lá reunidos. Se forem bem-sucedidos e sobreviverem à perigosíssima missão, os condenados terão suas penas comutadas.

A cena dos créditos de abertura é épica: Reisman chega à prisão onde são mantidos os prisioneiros, e eles lhe são apresentados pelo Sargento Clyde Bowren (Richard Jaeckel). Reisman encara os doze face a face, o que destaca suas expressões de descaso pelo oficial. A face de Reisman, em contraste, não poderia ser mais rígida: Marvin, com suas sobrancelhas arqueadas para cima, lhe conferindo uma expressão diabólica, perscruta os homens como lixo a ser reciclado.

Surpreendentemente, após uma seriedade óbvia mantida pela película até este ponto, o filme passa a apresentar um bom humor muito bem-acabado a partir do começo do treinamento dos condenados. Fica bastante evidente o entrosamento do time de atores (particularmente entre os condenados), o a trama torna-se uma experiência muito interessante de ser assistida. Quando Franko (John Cassavetes) se recusa a barbear-se com água fria (alegando que somente eles não têm água quente no acampamento), Reisman os ameaça de suspender banhos e barbas, se estivessem incomodados com a situação. Todos os doze se recusam a utilizar a água fria, fato que Reisman atesta como o início da formação de um “espírito de equipe” entre eles. Após algumas semanas, os imundos soldados são apelidados por Bowren de “Os Doze Sujos”, daí a explicação do título original em inglês.

Enquanto isso, somos apresentados ao Coronel Breed (Robert Ryan), um militar rígido detestado por Reisman. Breed é o comandante de uma escola de paraquedismo na qual os condenados deverão passar por treinamento. Prevendo resistência de seu inimigo, Reisman o engana dizendo que tem um General disfarçado de soldado em sua comitiva. O escolhido para interpretar alto-oficial é Pinkley (Donald Sutherland), numa cena realmente hilária. Breed fica ultrajado com a farsa de Reisman e envia dois de seus homens para agredir Wladislaw (Charles Bronson), que é defendido pelos colegas.

Ao concluir o treinamento, Reisman quebra as regras mais uma vez e convida um grupo de mulheres para o quartel, para que festejem com os homens (interessante notar em muitas delas penteados da década de 60). Excluído da comemoração está Maggott (Telly Savalas), que é um fanático religioso e fora condenado justamente por matar uma prostituta.

Quando Breed descobre a localização do acampamento de Reisman, ele tenta tomar o local com seus homens armados, mas é surpreendido por Reisman e humilhado pelos condenados. A ação indisciplinada de Reisman chega ao General Worden, e toda a operação quase é cancelada. Uma chance de redenção surge com a sugestão do Major Armbruster (George Kennedy) para testar os homens nos próximos jogos de guerra.

A seqüência dos jogos de guerra é divertidíssima e valeria por si só o filme inteiro. O elenco atinge um alto grau de interação o resultado de seu plano para “capturar” o quartel-general inimigo é fantástico.

O filme entra em seu último ato quando os homens saltam sobre a França para executar a missão. Um pouco antes, temos a cena na qual Reisman conduz uma revisão dos procedimentos, e vemos que todos eles estão completamente a par do que devem fazer. Após um imprevisto no salto, no qual o grupo perde Jiminez (Trini Lopez), tudo corre muito bem, e Reisman e Wladislaw entram no chateau com uniformes alemães, enquanto Pinkley fica na porta vestido como seu motorista. Desse momento em diante, a tensão se monta na trama, e é quase palpável. O nervosismo culmina numa cena em que uma prostituta alemã entra num quarto no qual Maggott está escondido. Impossível não compartilhar do temor da moça ao ser interpelada pelo maníaco.

Maggott se descontrola e põe a operação em risco, sendo finalmente eliminado por Jefferson (Jim Brown). Os alemães soam um alarme e correm para um abrigo subterrâneo que, como descobrem Reisman e Wladislaw, está recheado de produtos inflamáveis. Os dois então prendem os oficiais no abrigo, ao mesmo tempo que um reforço alemão vem chegando pela estrada e é bloqueado por dois dos condenados, operando uma metralhadora.

Enquanto as baixas entre o grupo se iniciam com Pinkley sendo atingido, Reisman e os restantes jogam granadas (ainda com seus pinos) e gasolina pelos suspiros do abrigo subterrâneo, o que faz com que os ocupantes (oficiais alemães e suas acompanhantes) se desesperem lá embaixo. É curioso perceber que a tática usada por Reisman é bastante semelhante às táticas empregadas pelos próprios nazistas.

Este aspecto de relativização do bem e do mal faz parte da filosofia dos anos 60, e pode ser novamente verificado quando Reisman ordena que um de seus homens mate a sangue frio os recepcionistas alemães do chateau, já rendidos. Quando o americano encara suas vítimas, fica clara a intenção do diretor Aldrich em mostrar um jovem soldado alemão com expressão serena, muito diferente do nazista fanático que costumava ser apresentado no cinema.

Com os reforços alemães gradualmente tomando a vantagem, Reisman ordena que Franko consiga um veículo para a fuga, e este consegue dar a partida em um meia-lagarta. Enquanto isso, Jefferson joga granadas nos suspiros e o chateau vai pelos ares, mas ele mesmo é atingido e morto. Reisman escapa no meia-lagarta junto com Wladislaw e Bowren. Todos os outros perdem a vida em ação, mas suas fichas são limpas e suas famílias recebem a notícia de que “morreram no cumprimento do dever”. Já no hospital, e bastante engessados, os três recebem a visita do General Worden, que diz a Wladislaw (um homem antes condenado por assassinato): “Fique bom logo filho, precisamos de homens como você”. Quando Worden deixa o recinto, ele comenta com Reisman, num ótimo humor negro: “Eh, matar Generais pode virar uma rotina pra mim”.

O filme muito bem recebido nas bilheterias quando foi lançado, principalmente entre jovens do sexo masculino. Para contragosto do Exército, foi também um sucesso imediato quando exibido nos quartéis ao redor do mundo. Em 1968, recebeu quatro indicações para o Oscar. Ganhou o de Melhores Efeitos, e foi indicado para Melhor Som, Melhor Edição e Melhor Ator Coadjuvante para John Cassavetes.

Os Doze Condenados até hoje mantém sua aura de aventura, sendo um clássico que não falta nas prateleiras dos colecionadores. O longa original deu origem a uma seqüência, não tão boa, de 1985, na qual Lee Marvin retornou ao seu papel como Major Reisman. Com a morte do ator em 1987, Telly Savalas assume como protagonista do terceiro filme, lançado naquele mesmo ano. Em 1988, Savalas retornou mais uma vez para liderar condenados num quarto filme. Borgnine reprisou seu papel em todos os filmes. Ainda em 1988, uma malfadada série de TV estreou, durando apenas 6 episódios. Embora com um legado não tão bem-sucedido, o filme de 1967 ainda agrada muito aos velhos fãs, e continua conquistando gerações de novos.

Trailer

Veja também:
>>Filmes: Fugindo do Inferno
>>Filmes: Fuga para a Vitória
>>Filmes: Patton - Rebelde ou Herói?
>>Filmes: O Triunfo da Vontade
>>Filmes: Leão do Deserto
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quinta-feira, 19 de março de 2009

Nota de Falecimento: David Wood


David Wood
(23/02/1923 - 12/03/2009)

Faleceu no último dia 12 de março em Cullompton, Devon, Inglaterra, vítima de câncer aos 85 anos, o último sobrevivente da famosa captura da Ponte Pegasus no Dia-D, Coronel David Wood.

Aos 19 anos de idade, David Wood foi comissionado no 2º Batalhão de Infantaria Leve de Oxfordshire e Buckinghamshire no dia 21 de março de 1942. Em seguida, ele passou por dois anos de treinamento em planadores, sendo transferido para a 6ª Divisão Aerotransportada. Durante o planejamento para a invasão da Europa, duas pontes próximas à Normandia, a Benouville sobre o canal de Caen (codinome Pegasus) e a Ranville sobre o rio Orne (codinome Horsa) foram identificadas. O Alto-Comando Aliado montou então a Operação Tonga, que deveria enviar tropas inglesas em planadores para capturar as pontes, consideradas vitais para os alemães reforçarem a frente de batalha. O treinamento aconteceu em Exeter, que tinha duas pontes parecidíssimas com os alvos franceses.

O comandante da operação, Major John Howard, notou a capacidade de liderança de Wood, apesar de sua pouca idade, e deu-lhe o comando do 24º Pelotão. Dessa forma, o jovem Tenente Wood, de 21 anos, iria ao combate liderando uma força de 20 homens. Com precisão cirúrgica, o planador de Wood pousou ao lado da Pegasus às 00:17h de 6 de junho. Como ele próprio reconheceria mais tarde, a grande sorte foi que o Major alemão encarregado da ponte estava fora, num encontro romântico com uma francesa. Os ingleses agiram rapidamente e tomaram a ponte da guarnição alemã, que havia minado a estrutura para destrui-la no caso de invasão. Ambas as pontes estavam em mãos Aliadas às 00:26h, e o sinal "Ham and Jam" foi enviado, sinalizando o sucesso. Mais tarde a operação foi chamada de "os dez minutos mais importantes da guerra".

Durante a ação, Wood foi ferido na perna por fogo de metralhadora e evacuado para Ranville, e depois para a Inglaterra. "Fui ferido na perna e sou constantemente lembrado do meu encontro com a arma inimiga. Minha perna esquerda, onde fui ferido, é quase 4 centímetos mais curta que a outra, devido às fraturas que sofri", relatou. Ele foi condecorado com a Legião da Honra pelo governo francês.

Após a guerra, Wood ainda serviu no Chipre, Egito, e Suez, durante a crise. Ainda teve postos na Irlanda do Norte, Malásia e Aden, antes de tornar-se vice-comandante da área do Reno, na Alemanha; ele finalmente aposentou-se como Coronel em 1978. Em sua aposentadoria, retornou diversas vezes à Normandia para as celebrações de aniversário da invasão. Sem filhos, ele deixa sua esposa, Sarah. 

Capitão Wood (à dir.), Major John Howard (centro) e Georges Gondree (à esq., dono do "Café Gondree", hoje "Café Ponte Pegasus") brindam ao lado da ponte em 1946.

Veja também:

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quarta-feira, 18 de março de 2009

Veteranos da Waffen SS marcham por Riga


Veteranos da Waffen SS marcham por Riga


Veteranos letões da Waffen SS marcharam por Riga no dia 16 de março, desafiando uma proibição oficial. A marcha anual divide o país. Letões de descendência russa a vêem como um insulto, mas outros honram os combatentes por resistir à ocupação soviética.

Cerca de 300 veteranos letões da Waffen SS e seus apoiadores marcharam por Riga na última segunda-feira para celebrar seus camaradas que lutaram contra a União Soviética na cruzada fanática de Adolf Hitler durante a Segunda Guerra Mundial.

Os apoiadores vêem os letões que lutaram pela Waffen SS como libertadores do julgo soviético durante a guerra. A Rússia e muito russos étnicos na Letônia vêem a parada anual como uma glorificação do fascismo.

A demonstração aconteceu em desafio a uma proibição municipal. Dezenas de protestantes vaiaram os veteranos enquanto estes carregavam flores para o Monumento da Liberdade na capital da Letônia.

A marcha acontece anualmente, mas as autoridades municipais quiseram impedi-la este ano por medo de que pudesse aumentar as tensões que se seguiram a um violento protesto em janeiro, quando anti-governistas enfurecidos pela crise financeira confrontaram a polícia. Na segunda, cerca de 1.200 pessoas se juntaram no Monumento da Liberdade, que simboliza a luta da Letônia contra a dominação soviética.

A polícia separou os veteranos de seus opositores, que em sua maioria vinham da população de origem russa, enquanto gritavam “Stalin kaputt” e “Hitler kaputt” uns para os outros. Treze pessoas foram detidas, mas nenhum ato violento foi registrado.

O evento de 16 de março causa tensões todos os anos desde que os veteranos começaram a realizá-lo após a Letônia recuperar sua independência da URSS em 1991. Os russos étnicos, que compõem cerca de um terço da população de 2,3 milhões de pessoas, acreditam que a União Soviética liberou o estado báltico do fascismo.

Forças soviéticas ocuparam os estados bálticos da Letônia, Estônia e Lituânia em junho de 1940, mas foram expulsas pelos alemães um ano depois. O Exército Vermelho retomou os estados bálticos em 1944, e os reincorporou à URSS. Os estados recuperaram sua independência em 1991 após o colapso soviético.

Em 16 de março de 1944, a Waffen SS da Letônia lutou contra o Exército Vermelho no rio Velikaya. Em 1998 o Parlamento Letão declarou o dia oficial de comemoração, mas o feriado foi cancelado dois anos depois. Contudo, os veteranos ainda tratam o 16 de março como um feriado informal.

Quase 80.000 judeus, ou 90% da população judaica pré-guerra da Letônia, foi assassinada em 1941-42, dois anos antes da formação da Waffen SS do país. Alguns letões usam esse fato para provar que a unidade nada teve a ver com o Holocausto.

No entanto, historiadores dizem que alguns soldados letões da Waffen SS estiveram envolvidos no assassinato de judeus como força auxiliar, antes de entrarem em serviço de linha de frente.

A Letônia diz que cerca de 100.000 homens que serviram na Legião da Waffen SS foram convocados e viram o chamado como a única maneira de lutar contra o Exército Vermelho após Moscou anexar sua nação antes da guerra. O governo diz que seus homens nada tiveram a ver com as atrocidades da SS. O Tribunal Internacional de Crimes de Guerra em Nuremberg não acusou a Legião da Letônia de crimes associados ao Holocausto.

Fonte: Der Spiegel, 17 de março de 2009.

Veja também:
>>Russos protestam contra calendário estoniano da SS
>>Felix Steiner
>>Nota de Falecimento: Dinko Sakic
>>Fui o guarda-costas de Hitler
>>Estudante localiza suposto criminoso de guerra nazista
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terça-feira, 17 de março de 2009

Evento: Tirpitz Raid Meeting 2009



O Museu Aéreo de Yorkshire foi palco, no dia 14 de março de 2009, de um encontro de veteranos aviadores dos ataques aéreos contra o couraçado alemão KMS Tirpitz. Martin Bull esteve lá para conferir o evento, e a Sala de Guerra traz, com exclusividade, a cobertura em português.

"O Diecast Aviation Forum preparou um pequeno e restrito encontro no Museu Aéreo de Yorkshire, no último dia 14 de março, cuja temática foram os diversos ataques aéreos contra o KMS Tirpitz. Uma fascinante e ilustrativa palestra foi dada pelo conhecido historiador do 617º Esquadrão, Jim Shortland. Presente para discutir lembranças, responder perguntas e, claro, participar de uma limitada sessão de autógrafos, estava um pequeno (e que infelizmente está diminuindo) grupo de homens “que estiveram lá”.

Devido ao público restrito, foi muito mais fácil do que de costume tirar fotos – uma atmosfera muito relaxada e cordial, sem os indignos “empurra-empurras” que costumam ser a marca registrada desses eventos.

Aqui está uma foto geral dos veteranos:


Da esquerda para a direita: “Archie” Johnstone (44º e 617º Esquadrões), John Morrison (35º Esquadrão), Colin Cole (617º Esquadrão), Ken Johnson (9º e 61º Esquadrões) e Ken Jenkinson (617º Esquadrão).

Aqui um “close” de “Archie” Johnstone...


Ele voou um tour operacional completo como bombardeador junto ao 44º Esquadrão (Rodesiano) de Lancasters e então transferido para o 617º Esquadrão bem a tempo de tomar parte no último ataque contra o Tirpitz. Ele foi um dos que mais contribuiu para este evento – você nunca diria que ele está com quase 95 anos de idade!

Aqui está ele novamente numa animada discussão com John Morrison...


John é um veterano das primeiras operações com o Handley-Page Halifax, voando 13 missões como telegrafista com o 35º Esquadrão. Sua aeronave foi atingida pela antiaérea do Tirpitz no mal-sucedido ataque de 28/29 de abril de 1942, e ele passou o resto da guerra como prisioneiro dos alemães.

Outro telegrafista, e famoso veterano do 617º Esquadrão nos últimos anos da guerra, Colin Cole...


Ele também estava lá no último ataque contra o Tirpitz, e aqui está uma foto de Colin (à esq.) posando com um “Tallboy” no aeródromo de Yagodnik (próximo a Arkhangelsk, URSS) durante uma das primeiras missões “shuttle” (missões que decolavam da Inglaterra e pousavam na União Soviética). Note, ao fundo, os Lancasters modificados do 617º Esquadrão, com as torres de dorso removidas...


Aqui, à esquerda, está Ken Johnson, que voou como artilheiro de dorso junto ao 61º Esquadrão e então transferiu-se para o 9º Esquadrão. Ao lado dele está Ken Jenkinson, que como parte da tripulação de Nicky Ross, sobreviveu a um pouso forçado na Suécia na volta de uma missão “shuttle” do 617º Esquadrão.


E finalmente, como parte da coleção do próprio Museu Aéreo de Yorkshire, aqui está a bomba em si – uma Barnes Wallis “Tallboy” de 6.000 kg.


É ótimo que um evento tão bom pôde ser preparado por um pequeno grupo de entusiastas que se encontram na internet para discutir “coleções de brinquedos”. No geral, foi uma experiência maravilhosa encontrar e ouvir esses incríveis cavalheiros. Não haverá muito mais chances de se fazer isso..."

Martin Bull

Veja também:
>>Evento: Mosquito Meeting 2008
>>Evento: 90º aniversário de Martin Drewes
>>Evento: 90º aniversário de Ion Dobran
>>Evento: Reunião 2008 da ANR
>>Handley Page Halifax
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segunda-feira, 16 de março de 2009

Museu Aeronáutico de Hannover em 360º



Olhe para frente, e lá está um Spitfire. Olhe para trás, um Messerschmitt Me 109. Atrás dele, um Focke-Wulf Fw 190. Por todo o salão, milhares de peças da história aeronáutica, desde os biplanos da Primeira Guerra, até um magnífico Starfighter que equipou a Luftwaffe na década de 60. Este é o Museu Aeronáutico de Hannover, agora ao alcance de todos em um fantástico tour de 360º. Percorra os corredores e entre nos cockpits dos aviões, visite o vagão que Edu Neumann usou no Norte da África. Até os menores detalhes são visíveis!

Divirta-se:



E vai um desafio; vamos ver quem acha:

-a famosa foto de Galland e seu cachorro;
-um Cant Z.1007 Alcione;
-um U-Boot Tipo XXI.

Agradecimentos ao meu amigo Deangelis Caldeira pela dica!

Veja também:
>>Museu exibe mostra sobre Erwin Rommel
>>Vândalos atacam museu do ataque japonês no Oregon
>>Fotos do museu da ANR
>>A Bandeira do NSDAP no Museu Patton
>>Réplica em 1/10 do Yamato
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sexta-feira, 13 de março de 2009

Único Hurricane sobrevivente da SGM sofre acidente


Único Hurricane sobrevivente da SGM sofre acidente


Um singular avião de caça da Segunda Guerra Mundial acidentou-se durante um pouso, apenas seis semanas depois de seu dono ter completado uma complexa restauração que durou três anos e meio.

O Hawker Hurricane Mk IIIB – apelidado de “Hurribomber” – terminou com o nariz no chão após as rodas do trem de pouso travarem ao tocar o solo. O piloto não se feriu no acidente. A extensão dos danos ao avião – o único de seu tipo ainda voando em todo o mundo – ainda não é conhecida.

Mas, pelo menos, vai precisar de um novo propulsor.

O trabalho de restauração foi completado somente seis semanas atrás. William Page, que testemunhou o acidente, e trabalha na vizinha fábrica da Essex Motorworks, disse: “eu assisti o avião fazer umas duas passagens baixas, e então ele começou a aproximação para o pouso”.

Tudo parecia estar indo bem até que ele finalmente tocou o solo – pareceu que os freios tinham travado de repente e eu vi o nariz atingir o solo e cauda ficar suspensa no ar”.

Um porta-voz da Hawker Restorations em Milden, Suffolk, disse que o dono tinha levado o avião para seu primeiro voo em 27 de janeiro e que seu aeródromo-base era North Weald. O porta-voz disse: “É um avião único, já que é o único Hurricane bombardeiro em condições de voo; está montado completo com suas armas e pode, potencialmente, carregar duas bombas. É o único nessas configurações que pode voar, no mundo todo”.

Eles normalmente não pousam com o propulsor primeiro, e nesse caso ele curvou-se ao tocar a pista”.

Ele acrescentou: “Aviões como esse valem cerca de £1,5 milhão e levam cerca de 30.000 horas para serem restaurados. Não estamos muito felizes. Vamos esperar para ver os danos”.

Cinco caminhões de bombeiros foram enviados para o aeródromo de North Weald, perto de Epping em Essex, transportando também paramédicos.

O piloto era a única pessoa a bordo e ele saiu andando do local do acidente”, disse o porta-voz do serviço de resgate do condado. “Felizmente ninguém ficou preso no avião e não houve vazamento de combustível”.

O avião, construído no Canadá, foi embarcado para a sitiada Grã-Bretanha em 1940 e usado como escolta e reconhecimento em Tangmere, Sussex ,durante a guerra. É atualmente propriedade de um grupo chamado Hangar 11.

Junto com o Spitfire, o Hurricane – equipado com metralhadoras Browning – é creditado como essencial para a vitória na Batalha da Inglaterra.


O "Hurribomber" durante a restauração:


Fonte: Daily Mail, 11 de março de 2009.

Veja também:
>>Vídeo: Sea Hurricane Ib restaurado
>>Acidente com o Me 109 "Black 2"
>>Museu celebra os “esquecidos poucos” entre os Poucos
>>Spitfire em condições de vôo será leiloado por £1 milhão
>>One Summer - Two Messerschmitts
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quinta-feira, 12 de março de 2009

Campo de extermínio de Auschwitz é confundido com cerveja


Campo de extermínio de Auschwitz é confundido com cerveja


Algumas crianças britânicas acham que Auschwitz é um tipo de cerveja – ao invés de um notório campo de extermínio nazista, diz pesquisa.

Uma pesquisa com cerca de 1.000 estudantes ingleses de 11 a 16 anos mostrou que 10% dos jovens não sabiam o que Auschwitz era.

Quase 10% acharam que o campo era um país que fazia fronteira com a Alemanha, e 2% acharam que era uma marca de cerveja. Outros 2% erroneamente identificaram Auschwitz com um festival religioso, enquanto 1% pensa que é um tipo de pão.

A pesquisa mostra que 6 em cada 10 jovens não sabe o que a Solução Final era, e desses, um quinto acredita que o nome se refere às conversações de paz que encerraram a Segunda Guerra Mundial.

Apesar de o Holocausto ser um item especificado no nas diretrizes escolares inglesas, somente 37% dos pesquisados sabiam que cerca de 6 milhões de judeus (e outras minorias) foram mortos durante a ditadura de Hitler. Dos 6 milhões de mortos, cerca de 1,1 milhão perderam a vida em Auschwitz.

Quase 100% dos questionados foram capazes de identificar Adolf Hitler em uma fotografia, enquanto os outros que não conseguiram o confundiram com outros personagens famosos como Winston Churchill, Salvador Dali e Albert Einstein.

Stephanie Rose, do Centro Cultural Judaico de Londres, que ajudou na elaboração da pesquisa, disse: “Não estamos surpresos com os resultados, embora estejamos desapontados. Se não tivermos cuidado, o Holocausto irá desaparecer da nossa história assim como a Batalha de Trafalgar”.

É vital que as crianças sejam alertadas dos efeitos da ignorância”.

A pesquisa coincide com o lançamento em DVD do filme O Menino de Pijama Listrado. O filme, baseado num romance de John Boyne, conta a história da amizade de um garoto alemão com um garoto judeu preso em um campo de concentração.

A Miramax, que produziu o filme, está atualmente trabalhando para encorajar as escolas a usar a história como forma de melhorar o conhecimento das crianças sobre o Holocausto.

Fonte: Sky News, 9 de março de 2009.

Veja também:
>>Museu do campo de Auschwitz corre risco de inundação
>>Plantas de Auschwitz são encontradas em Berlim
>>Polêmica sobre o caso dos "gêmeos" de Mengele
>>O papel das mulheres nos crimes nazistas
>>Prisioneiro morre mais de 60 anos após ser torturado por nazistas
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quarta-feira, 11 de março de 2009

Cant Z.501 Gabbiano


ORIGENS

Em 1931 a Cantieri Navale Triestino passou a se chamar Cantieri Riuniti dell' Adriatico (CRDA) e o Maresciallo dell'Aria Italo Balbo, então Ministro do Ar italiano, persuadiu o engenheiro Filippo Zappata, que morava na França, a retornar para casa e se tornar o engenheiro-chefe da nova companhia. Seu primeiro projeto com a CRDA foi o Cant Z.501 Gabbiano, um hidroavião bombardeiro-reconhecedor de longo alcance construído de madeira, com cobertura de lona nas superfícies das asas e cauda.

DESENVOLVIMENTO

Era propelido por um motor em linha de 12 cilindros Isotta-Fraschini Asso XI RC2C.15 de 880 hp, com um propulsor de madeira com duas ou três pás. A nacela do motor na seção central foi estendida para acomodar um cockpit para o engenheiro de vôo, que era responsável pela operação de uma metralhadora Breda-SAFAT de 7,7 mm. Duas armas similares foram montadas, uma na torre dorsal e uma frontalmente no cockpit do observador. Posteriormente, a metralhadora frontal foi excluída e o cockpit do observador foi totalmente fechado. Suportes para bombas foram montados abaixo das asas, com os flutuadores para fora, podendo carregar um máximo de 640 kg de explosivos.

O protótipo fez seu primeiro vôo em 7 de fevereiro de 1934, alcançando um velocidade de 275 km/h. Era elegante e harmonioso, porém lento e praticamente indefeso se atacado. Em outubro daquele ano o piloto-chefe da Cantieri, Mario Stoppani, voou o Gabbiano por 4.120 km a 240 km/h, da fábrica da companhia em Monfalcone, Trieste para Massawa, na Eritréia; uma distância recorde para hidroaviões. Em julho de 1935, após a França bater o recorde, Stoppani o reconquistou voando 4.957 km até Berbera, na Somalilândia Britânica.

Por outro lado, a aeronave era sujeita a uma série de incidentes de vôo, especialmente durante pousos violentos causados por inexperiência do piloto ou fatalidade. A estrutura de suporte entre a asa e o motor algumas vezes se partia, fazendo o propulsor, que era posicionado bem acima do pedal de controle, cair e amputar as pernas dos pilotos.

EM OPERAÇÃO

O Cant Z.501 entrou em serviço a nível de esquadrão com a Regia Aeronautica em 1936, e quando a Itália entrou na Segunda Guerra Mundial, em 10 de junho de 1940, mais de 200 exemplares equipavam pelo menos 26 Squadriglie da Regia Marina. Durante o curso do conflito, o Z.501 foi empregado em diversas tarefas, como vigilância da costa, guerra anti-submarino e caça-minas.

Seu emprego como aeronave de resgate foi limitado por seu espaço a bordo, então quando o Gabbiano encontrava uma embarcação amiga em dificuldades, apenas sinalizava às unidades navais próximas. Ainda assim, era freqüentemente protagonista de pousos difíceis para resgatar marinheiros de navios afundados ou pilotos abatidos. Nas patrulhas caça-minas, o Cant Z.501 operava em colaboração com um navio caça-minas ou simplesmente atirava nelas à curta distância, provocando a explosão do artefato.

Bastante intenso foi também o suporte aos comboios marítimos, desviando-os de campos minados e submarinos inimigos. Durante uma dessas ações, no verão de 1941, um Z.501 afundou o submarino inglês HMS Union, também danificando nas semanas seguintes muitas outras embarcações inimigas.

Contudo, o Gabbiano havia atingido seu ápice de serviço com a Aviazione Legionaria, baseada em Majorca, na Espanha, operando em apoio aos nacionalistas do General Franco durante a Guerra Civil Espanhola. Um pequeno número de Z.501s serviu com a defesa costeira da Força Aérea Romena. Um total de 454 exemplares do Gabbiano foram entregues antes do fim da produção em 1943, e ao fim da guerra, somente restavam 24 aeronaves. Essas foram utilizadas até 1950 e subseqüentemente demolidas.

DADOS TÉCNICOS

Tripulação: 4-5
Comprimento: 14,3 m
Envergadura: 22,5 m
Altura: 4,4 m
Área alar: 62 m²
Peso vazio: 3.850 kg
Peso cheio: 7.050 kg
Motor: 2× Isotta-Fraschini Asso XI RC2C.15 de 880 hp (671 kW)
Velocidade máxima: 275 km/h
Alcance: 2.400 km
Teto operacional: 7.000 m
Armamento: 3x metralhadoras Breda-SAFAT de 7,7 mm, 640 kg de bombas


Cinejornal de guerra mostrando ataques de Z.501s, Z.506s e SM.79s a navios ingleses.

Veja também:
>>Cant Z.1007 Alcione
>>Savoia-Marchetti SM.82 Canguru
>>Piaggio P.108
>>Vídeo: Museu de Vigna di Valle
>>Vídeo: Sparvieros em "They Who Dare"
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terça-feira, 10 de março de 2009

Ás da Segunda Guerra é libertado da prisão


Ás da Segunda Guerra é libertado da prisão


Com lágrimas nos olhos, Abner Aust, Coronel reformado e veterano de guerra altamente condecorado, recebeu sua segunda chance para a liberdade.

O juiz Randall G. McDonald decidiu que o ás da Segunda Guerra Mundial de 87 anos não deve mais permanecer encarcerado.

Em 2000, Aust foi sentenciado a quase dois anos de prisão por tentar contratar alguém para incendiar a casa da ex-esposa. Enquanto estava preso, ele foi condenado e sentenciado a seis anos por tentar contratar alguém para matá-la.

Desde 2007 os promotores têm tentado conseguir mais tempo de prisão para Aust por causa de sua segunda tentativa de contratar um assassino, que violou os termos de condicional da primeira sentença.

Ao invés disso, o juiz decidiu que Aust pode ser liberado com o tempo que já serviu. Ele deve servir dois anos em prisão domiciliar sob condições específicas, que incluem ser monitorado por GPS e não ter qualquer contato com suas ex-esposas. Ele deve ir morar com um amigo que conhece há 25 anos.

No total, Aust passou quase nove anos encarcerado.

McDonald disse a Aust para mudar seus hábitos e não arrumar encrenca. “Espero não estar cometendo um erro”, disse o juiz. “Espero que você irá fazer exatamente o que deve fazer... e olhar para o pequeno futuro que tem e tentar aproveitá-lo da melhor maneira possível”.

McDonald disse que também baseou sua decisão nos 30 anos de serviço militar de Aust para o país. A carreira dele inclui a derrubada de Zeros na Segunda Guerra Mundial e o comando de uma Ala Tática de Caça no Vietnã. Ele aposentou-se como Coronel da Força Aérea.

Aust sentou-se no tribunal com lágrimas nos olhos. Ele abraçou seu advogado, Ron Kurpiers. “Abner está muito emocionado”, disse Kurpiers após a audiência. “Ele conseguiu a chance de viver os últimos anos de sua vida em liberdade”.

Kurpiers disse ao juiz que seu cliente não fez nenhuma ameaça ou pediu a alguém que molestasse sua ex-esposa em todos esses anos. Ele se aprofundou em estudos bíblicos enquanto estava preso. O advogado ainda destacou que a saúde de Aust tem piorado durante os últimos anos. “Não acredito que ele será um perigo para ninguém”, conclui.

No entanto, a ex-esposa de Aust, Brenda, que estava presente na audiência, limpou lágrimas com um lenço quando o juiz anunciou que libertaria seu ex-marido. O promotor-assistente Gary Allen argumentou que Aust permanece um perigo – especialmente para sua ex-esposa.

Ele pode ser libertado e ser livre”, disse Allen. “Mas, na verdade, é ela quem perde a liberdade com a libertação dele”. Allen disse que as ações de Aust no passado mostram que ainda pode contratar alguém para matar Brenda. “Eu digo que não se pode confiar nele”, concluiu.

Fonte: The Ledger, 3 de março de 2009.

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