Mostra sobre americano que lutou pela URSS será inaugurada

Uma mostra dedicada ao único homem conhecido que lutou tanto pelos Estados Unidos quanto pela União Soviética durante a Segunda Guerra Mundial será inaugurada em Moscou.
Joe Beyrle, pai do atual embaixador americano na Rússia, foi capturado por forças alemãs após saltar de paraquedas na Normandia em junho de 1944. Ele tentou escapar duas vezes, mas somente teve sucesso na terceira tentativa.
Após escapar, ele fez contato com uma divisão de tanques russos, e apesar de saber somente duas palavras em russo (“Amerikanskii tovarishch”, ou “Camarada americano”), tornou-se um valioso membro da unidade, tomando parte numa série de batalhas, incluindo a liberação do campo de prisioneiros no qual estivera.
Após ser ferido em combate, ele encontrou-se com o lendário herói de guerra Marechal Zhukov, que deu-lhe um salvo-conduto para a embaixada americana em Moscou, de onde ele conseguiu voltar para Michigan.
Quando ele eventualmente chegou à embaixada e disse que era Joe Beyrle, não acreditaram a princípio. Seus dog tags haviam sido encontrados num soldado alemão morto e o listaram como baixa de guerra. Os pais de Joe ainda fizeram um funeral para ele.
Joe mais tarde voltou à Rússia por diversas vezes para contar sua história – um conto que ainda tem relevância hoje, explica o organizador da mostra, Greg Guroff, presidente da Fundação para Artes Internacionais e Educação. “Isso se tornou um assunto de grande importância”, disse Guroff. “Muitas pessoas estão interessadas na história, e o simbolismo da cooperação americano-soviética durante a Segunda Guerra. Isso atraiu um grande número de interessados entre os membros do governo”.
Guroff disse que nos EUA pesquisas têm mostrado que muitas pessoas com menos de 40 anos acreditam que os americanos lutaram contra a União Soviética na Segunda Guerra.
“Na Rússia, eles acham que os americanos não fizeram quase nada na guerra, e não estão cientes que 15 milhões de americanos estão diretamente envolvidos na luta. Esta é uma tentativa de não esquecer o que aconteceu”, ele acrescenta. “Os veteranos estão morrendo. A Guerra Fria deixou uma triste marca nas nossas percepções mútuas”.
A mostra “Um herói de duas nações” será inaugurada em 18 de fevereiro de 2010 em São Petersburgo. Em maio, irá para Moscou, depois para Kursk e então Novorossiisk. Depois disso seguirá para os Estados Unidos.
Fonte: Ria Novosti, 12 de novembro de 2009.
NOTA: Bem, os leitores da Sala de Guerra sabem que existe pelo menos mais um americano que lutou ao lado dos soviéticos, e que já deu uma entrevista exclusiva bem aqui: Joe Peterburs. Quem diria que teríamos informações privilegiadas, hein!
Joe Beyrle, pai do atual embaixador americano na Rússia, foi capturado por forças alemãs após saltar de paraquedas na Normandia em junho de 1944. Ele tentou escapar duas vezes, mas somente teve sucesso na terceira tentativa.
Após escapar, ele fez contato com uma divisão de tanques russos, e apesar de saber somente duas palavras em russo (“Amerikanskii tovarishch”, ou “Camarada americano”), tornou-se um valioso membro da unidade, tomando parte numa série de batalhas, incluindo a liberação do campo de prisioneiros no qual estivera.
Após ser ferido em combate, ele encontrou-se com o lendário herói de guerra Marechal Zhukov, que deu-lhe um salvo-conduto para a embaixada americana em Moscou, de onde ele conseguiu voltar para Michigan.
Quando ele eventualmente chegou à embaixada e disse que era Joe Beyrle, não acreditaram a princípio. Seus dog tags haviam sido encontrados num soldado alemão morto e o listaram como baixa de guerra. Os pais de Joe ainda fizeram um funeral para ele.
Joe mais tarde voltou à Rússia por diversas vezes para contar sua história – um conto que ainda tem relevância hoje, explica o organizador da mostra, Greg Guroff, presidente da Fundação para Artes Internacionais e Educação. “Isso se tornou um assunto de grande importância”, disse Guroff. “Muitas pessoas estão interessadas na história, e o simbolismo da cooperação americano-soviética durante a Segunda Guerra. Isso atraiu um grande número de interessados entre os membros do governo”.Guroff disse que nos EUA pesquisas têm mostrado que muitas pessoas com menos de 40 anos acreditam que os americanos lutaram contra a União Soviética na Segunda Guerra.
“Na Rússia, eles acham que os americanos não fizeram quase nada na guerra, e não estão cientes que 15 milhões de americanos estão diretamente envolvidos na luta. Esta é uma tentativa de não esquecer o que aconteceu”, ele acrescenta. “Os veteranos estão morrendo. A Guerra Fria deixou uma triste marca nas nossas percepções mútuas”.
A mostra “Um herói de duas nações” será inaugurada em 18 de fevereiro de 2010 em São Petersburgo. Em maio, irá para Moscou, depois para Kursk e então Novorossiisk. Depois disso seguirá para os Estados Unidos.
Fonte: Ria Novosti, 12 de novembro de 2009.
NOTA: Bem, os leitores da Sala de Guerra sabem que existe pelo menos mais um americano que lutou ao lado dos soviéticos, e que já deu uma entrevista exclusiva bem aqui: Joe Peterburs. Quem diria que teríamos informações privilegiadas, hein!
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