Leutnant
(1922 - )
Günter Halm nasceu em 27 de agosto de 1922 em Elze, Baixa Saxônia, sendo filho de um secretário-chefe da ferrovia nacional. No início da guerra em 1939, Halm estava no meio de um curso técnico de operação de maquinário, que ele concluiu por volta da Páscoa de 1941. Durante seu período na Juventude Hitlerista, ele desenvolveu seu interesse por veículos motorizados e, em outubro de 1941, voluntariou-se para serviço numa unidade motorizada do Exército Alemão. Após completar seu treinamento no fim de abril de 1942, aos 19 anos de idade, iniciou o serviço ativo como municiador no pelotão antitanque da Companhia de QG do 104º Regimento Panzergrenadier – que então era parte da 21ª Divisão Panzer, no Deutsche Afrika Korps.
Chegando ao deserto da Líbia, Halm viu ação na captura de Tobruk e, em 15 de julho, recebeu a Cruz de Ferro de 2ª Classe após destruir dois tanques ingleses em Bir Hacheim. Em julho de 1942 as forças ítalo-germânicas no Norte da África atingiram o pico de seu avanço em direção ao Canal de Suez, sendo paradas na linha de defesa britânica criada ao sul de El Alamein, no Egito, pelo General Claude Auchinleck na chamada “Primeira Batalha de Alamein”.Na noite de 21 para 22 de julho, Auchinleck enviou seu 13º Corpo na Operação Splendour contra as posições alemãs na colina de Ruweisat, onde elementos da 21ª Panzer sofreram o impacto direto do ataque. O pelotão antitanque era composto de duas armas antitanques de 76,2 mm, capturadas dos russos e designadas PaK 36(r). Comandada pelo Leutnant Skubovius, a pequena unidade estava em posição defensiva cobrindo um wadi (leito seco de rio) de 300 metros de comprimento. Esta posição ficava a alguns quilômetros do quartel-general tático do regimento. A arma nº 1 era comandada pelo Unteroffizier Jabeck, e o Gefreiter Halm era seu municiador.
Após um prolongado bombardeio pela artilharia britânica na manhã do dia 22, a poeira e a fumaça cegaram as equipes antitanque e elas não viram a aproximação da 23ª Brigada Blindada britânica (recém-chegada da Inglaterra), e somente localizaram os tanques Valentine do 40º Real Regimento de Tanques quando eles estavam a pouco mais de 100 metros de distância. Halm e seus colegas reagiram às ordens de seu comandante instantaneamente, e um furioso duelo iniciou-se.
Munindo a arma com frenética precisão e sob fogo contínuo, a equipe de Halm destruiu nove tanques inimigos e danificou outros seis, em apenas alguns minutos. Diversos projéteis atingiram a posição do canhão, danificando o escudo e ferindo os homens – em especial o municiador. Um projétil passou por entre as pernas de Günter Halm, sem tocá-lo. Ele continuou a operar o canhão, mesmo após dois de seus colegas serem feridos e incapacitados. Os Valentines foram forçados a recuar, mas continuaram a abrir fogo, e uma granada eventualmente destruiu a mira da arma de Halm. Foi então que Stukas da Luftwaffe e Panzers IV da 21ª Divisão Panzer chegaram em apoio, efetivamente aniquilando o restante da 23ª Brigada, que perdeu 93 dos seus 104 tanques.No dia seguinte, Halm recebeu a Cruz de Ferro de 1ª Classe do seu comandante regimental, Oberst Ewert. No entanto, Ewert ficou tão impressionado com a performance sob fogo do jovem soldado que, em 29 de julho de 1942, recomendou Günter Halm para receber a Cruz do Cavaleiro da Cruz de Ferro. No dia 7 de agosto, a condecoração foi-lhe presenteada pessoalmente pelo Generalfeldmarschall Erwin Rommel, na presença do Maresciallo d’Italia Ugo Cavallero, General der Panzertruppe Walter Nehring e do comandante do DAK, General der Panzertruppe Wilhelm Ritter von Thoma. Halm lembra-se que uma mosca incomodou-o bastante durante a cerimônia, e que Rommel disse-lhe: “Aquele que homem foi, homem sempre será, por toda a vida. Volte para casa em segurança”.
Promovido a Unteroffizier, Halm continuou a servir no Norte da África até ser evacuado após contrair uma séria doença em março de 1943. Hospitalizado em Atenas, ele recuperou-se em agosto e, em dezembro, foi selecionado para a escola de oficiais em Berlim. Ao graduar-se em março de 1944, foi comissionado Leutnant, voltando a servir na 21ª Panzer quando a divisão estava envolvida nos encarniçados combates na Normandia, no esteio dos desembarques Aliados em junho de 1944.
No dia 24 de agosto de 1944, Halm foi capturado por tropas americanas no Bolsão de Falaise. Enviado para os Estados Unidos, conheceu no navio um inglês que tinha um pé amputado. Após algum tempo de conversa, e para sua completa surpresa, Halm descobriu que o inglês perdera o pé na mesma ação em que ele ganhou sua Cruz do Cavaleiro!Após quase dois anos de cativeiro, Halm foi liberado da prisão em março de 1946, retornando para a Alemanha. Nos anos seguintes, formou-se em engenharia mecânica, e viveu em Brunswick, onde casou-se e teve quatro filhas. Ele teve uma bem-sucedida carreira no negócio de mineração de carvão, que dirigiu até 1989. Esteve por 20 anos no câmara executiva do Volksbank, e também foi eleito para o Conselho Municipal. Entre 1994 e 2004, trabalhou para a Comissão Alemã de Túmulos de Guerra. Em 1995 foi condecorado com a Cruz Federal do Mérito por seus serviços ao país.
Tive a honra de conhecer Günter Halm no encontro da OdR este ano.
Veja também:
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Um comentário:
Que bacana eim meu!
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