Loading

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Bate-papo com o veterano - II



Isso sim é presente de Natal! Só a Sala de Guerra faz isso pela audiência! Desta vez, quem vai ceder uma entrevista exclusiva para os internautas brasileiros é o Generale di Brigata Aerea Giacomo Metellini, piloto de caça da Regia Aeronautica durante a Segunda Guerra Mundial, e hoje com 96 anos de idade.

Giacomo Metellini entrou para a Regia Aeronautica em 1929 e pilotou os caças Fiat CR.20, CR.30, CR.32 e CR.42. Em 1941, foi enviado para o Norte da África com o 2º Gruppo do 6º Stormo, voando o Fiat G.50 em missões de escolta aos Stukas alemães e italianos. Em maio de 1942 ele passou a participar do ápice da Batalha de Malta, voando o Reggiane Re.2001 contra os Spitfires da RAF. Durante a Operação Pedestal ele escoltou os SM.79s do ás dos Aerosiluranti, Maggiore Carlo Emanuele Buscaglia. Em 1943, ainda foi piloto da caça noturna italiana, voando o CR.42N. Em 1944 ele refugiou-se na Suíça para escapar dos alemães e após a guerra continuou na Força Aérea, voando os jatos F-84 e F-86 Sabre, aposentando-se em 1969. O Generale Metellini tem 2.500 horas de vôo no currículo, sendo 400 em combate.

Envie sua pergunta! Serão selecionadas 10 perguntas, que o Sr. Metellini responderá. As perguntas serão recebidas até a sexta-feira (12/12/08). Envie sua pergunta para saladeguerra@gmail.com colocando no assunto: "Bate-papo". Além de uma pergunta, você deverá enviar:

-nome completo;
-idade;
-cidade onde mora.

Boa sorte!

Veja também:
>>Bate-papo com o veterano - Cel. Ashland responde
>>Costantino Petrosellini
>>Franco Lucchini
>>Fiat CR.42 Falco
>>Ennio Tarantola
Comente aqui!

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Itens pessoais de Hitler e Goering vão a leilão


Itens pessoais de Hitler e Goering vão a leilão


Uma das maiores coleções de artefatos da Segunda Guerra será vendida em leilão, e inclui raros itens pessoais de Adolf Hitler e seu braço-direito Hermann Goering. Mais 1.000 itens compõe a coleção que já tem 37 anos, de artefatos americanos, japoneses e alemães.

Incluído na coleção está um excepcionalmente grande anel de ouro usado por Hermann Goering com seu brasão de família, o emblema da Luftwaffe e uma cabeça de alce com a suástica, símbolo da Associação Nacional de Caçadores que ele fundou. Também à venda está um grande cinzeiro decorado com os mesmo emblemas e que fazia parte da mobília de sua residência pessoal, o Karinhall. Os itens pessoais de Adolf Hitler um cartão pessoal autografado e uma grande peça de tapeçaria que decorava o Ninho da Águia. “Os itens foram capturados por nossos heróis no fim da guerra e trazidos para cá”, disse Randall Hill, leiloeiro. “Esta é uma impressionante coleção”.

Outros artefatos inusitados incluem um telefone de campanha do quartel-general de Hitler na Prússia Oriental, e uma peça de madeira original esculpida que era a matriz dos bustos de bronze do Führer. Há também uma cópia de Mein Kampf autografada por Hitler e datada de 1937, um raro bastão de Marechal e um retrato a óleo original do Kaiser Wilhelm II.

A coleção de itens consiste de centenas de itens do partido nazista, broches, alfinetes, anéis, distintivos, escudos, Cruzes de Ferro, cruzes de mérito, medalhas, pôsteres, bandeiras, chapéus e uniformes, incluindo um raro uniforme de minerador. Entre as relíquias de guerra americanas, japonesas e alemãs, estão uma câmera Leica nazista, pistolas, baionetas, espadas, adagas, capacetes e rifles de infantaria e outras armas de fogo, itens da Juventude Hitlerista e fotografias. Outros itens incluem um raro protótipo de mina de vidro Libby (que era de difícil detecção), modelos, relíquias da aviação como um modelo aeronáutico assinado por Chuck Yeager, uma foto de Goering, um pôster de “procurado” de Hitler e itens do Julgamento de Nuremberg.

O leilão público acontecerá no sábado, 6 de dezembro, às 10:00h, em Dallas, no Texas. A prévia acontecerá em 5 de dezembro às 13:00h até as 18:00h, e no sábado a partir das 8:00h. Os lances poderão ser feitos no local ou através da internet. Para mais informações e um catálogo completo com fotos, acesse a Randall Hill Auctions através do site http://www.1bid2.com/.

Fonte: PRWeb, 24 de novembro de 2008.


Veja também:
>>Mesa de Hitler vai à leilão
>>Complexo secreto de túneis em Londres à venda
>>Faca de Himmler deverá ser vendida por milhares de libras
>>Caça francês à venda no eBay
>>Spitfire em condições de vôo será leiloado por £1 milhão
Comente aqui!

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Vândalos atacam museu do ataque japonês no Oregon


Vândalos atacam museu do ataque japonês no Oregon

Uma mostra que marca o local bombardeado pelos japoneses no Oregon durante a Segunda Guerra Mundial foi depredado com pichações e símbolos racistas.

Estimativas de danos oficiais colocam o prejuízo em US$ 6.000,00. Diversos blocos protetores foram retirados das paredes de observação, e os vândalos danificaram quatro grandes painéis interpretativos que descreviam toda a operação de bombardeio pelos japoneses, inaugurados no mês passado.

Eles também inscreveram símbolos racistas e textos em um banco de madeira vermelha entalhado a mão.

Em 6 de setembro de 1942 um avião japonês jogou uma bomba em Wheeler Ridge, esperando iniciar incêndios florestais. Um segundo ataque ao continente aconteceu em Cape Blanco três semanas depois.

Esses foram os únicos ataques japoneses com aeronaves contra os Estados Unidos no continente durante a guerra.

Fonte: KVAL CBS 13, 20 de novembro de 2008.


Veja também:
>>O samurai solitário que bombardeou a América
>>Kawanishi H8K Nishiki Taitei "Emily"
>>Vídeo: Rendição japonesa
>>Satoshi Anabuki
>>Filmes: Tora! Tora! Tora!
Comente aqui!

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Veterano encontra colega que pensava estar morto há 67 anos


Veterano encontra colega que pensava estar morto há 67 anos


Quando o tanque de Harry Finlayson foi destruído num duro combate contra o Afrika Korps na Líbia em 1941, seus superiores e camaradas presumiram o pior e realizaram um funeral militar para seu colega combatente.

Entre os que lamentaram a perda do amigo estava o Sargento Gerry Solomon, que passou quase 70 anos acreditando que Harry tinha morrido.

Mas Harry estava bastante vivo – após sobreviver ao ataque e ser feito prisioneiro de guerra – e agora os dois amigos se encontraram numa emocionante reunião.

Harry Finlayson, 93 anos, de Somerset, foi considerado “desaparecido, presumivelmente morto” em 1941 após o Afrika Korps destruir seu tanque em Tobruk.

Seus superiores presumiram que ele estava morto após encontrarem um corpo no local dos destroços, e realizaram um enterro militar na Líbia – e sua esposa ganhou uma pensão de viúva.

Sr.Finlayson reecontra o Sr. Solomon.

Foi somente após três meses depois de terminado o conflito, em 23 de novembro de 1945, que Harry mandou uma carta para sua esposa dizendo que estava vivo. Mas seus camaradas do Corpo de Tanques não tinham idéia de sua situação.

Ele voltou a ter contato com o Sr. Solomon, agora com 92 anos, somente quando a filha de Harry notou um “erro gravíssimo” num artigo de sua autoria em uma revista de história militar.

Os dois se encontraram numa reunião discreta, e foram presenteados com as insígnias de Veteranos das Forças Armadas Reais em Colchester, Essex.

Harry disse sobre o Sr. Solomon: “Éramos grandes amigos no deserto e eu tinha uma fotografia de nós dois nas Pirâmides. Conversamos por uma hora e meia. Sim, ele estava surpreso – ele disse ‘Pensei que estava morto!’

Por sua vez, o Sr. Solomon disse que estava “estupefato” ao saber que seu amigo “ressuscitara”. Ambos concordaram que mal podiam reconhecer um ao outro após tantos anos.

O Sr. Finlayson, um engenheiro de telecomunicações aposentado, participou da Operação Crusader – uma tentativa de levantar o cerco a Tobruk na campanha do Norte da África.

Ele foi mantido prisioneiro no Stalag 344 pelo restante da guerra e foi eventualmente libertado pelos americanos.

Relembrando o momento de sua “morte”, o Sr. Finlayson lembrou-se de como seu rádio danificado o fez perder uma ordem de recuar. Ele continuou a luta até que seu tanque foi posto fora de ação, e ele e os outros três tripulantes foram capturados.

Harry Finlayson (com a pá) e Gerry Solomon (em pé, à direita), no deserto durante a guerra.

Ele disse à rádio da BCC: “Não ouvi a ordem de recuar e fui direto para as linhas alemãs. O motorista disse que estávamos ficando sem combustível, então eu disse: ‘Lá estão nossas linhas, corre pra lá!’

Mas um dos tanques deles atingiu meu tanque e explodiu o motor. Fomos cercados pelos alemães, então fui feito prisioneiro”.

O Sr. Solomon voluntariou-se para o Exército em 1939. Ele viu ação no Norte da África sob o Marechal-de-Campo Montgomery, incluindo El Alamein e a libertação de Tobruk.

Antes disso, havia servido na França e sido evacuado em Dunquerque.

A Agência de Serviços Pessoais e Veteranos, parte do Ministério da Defesa, ajudou a realizar a reunião, e o Sr. Finlayson viajou a Colchester com estilo, a bordo de um carro de estado-maior do Real Corpo de Tanques.

Fonte: Daily Mail, 20 de novembro de 2008.

Sr. Finlayson mostra suas condecorações.

Veja também:
>>Piloto de caça alemão salvou tripulação americana
>>Veterano encontra os restos de colega, após 60 anos
>>Filmes: El Alamein
>>Johannes Kümmel
>>Camionetta AS 42 Sahariana
Comente aqui!

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Réplica em 1/10 do Yamato


Na cidade de Kure, distrito de Hiroshima, fica o Museu Yamato, dedicado ao maior couraçado já construído, e afundado pela Marinha Norte-Americana em 7 de abril de 1945, quando se dirigia para Okinawa.

A principal atração do Museu é uma réplica fidelíssima em escala 1/10 (!) do poderoso Yamato, com 26,3 metros de comprimento. São necessários dois andares do museu para apreciar-se em detalhes o casco e o convés da réplica. Confira:


Muitas (MUITAS) fotos da réplica: http://news.webshots.com/album/550418549pWgDkE

Site oficial do Museu Yamato em Kure: http://yamato.kure-city.jp/english/e-yamatohiroba.htm

Veja também:
>>Filmes: Yamato
>>Vídeo: Cena de batalha de "Yamato"
>>Trailer: For Those We Love
>>R.N. Roma em 3D
>>Os Heróis dos Mini-Submarinos
Comente aqui!

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Evento: 90º aniversário de Martin Drewes



O dia 20 de outubro deste ano marcou a data especial do 90º aniversário do Sr. Martin Drewes, que na ocasião estava na Alemanha para o encontro anual dos ganhadores da Cruz do Cavaleiro. A celebração da data por lá se deu na companhia do seu amigo de longa data e ex-presidente da Alemanha, Walter Scheel.

Porém, a data não poderia passar incólume por aqui, e tive a honra de ser convidado para a festa de comemoração dos 90 anos do Sr. Martin em São Paulo, organizada por seu filho, Klaus Drewes. Quem me estendeu o convite foi meu amigo e “imediato” do Martin no Brasil, Leo Melo. O que pensei foi “essa eu não posso perder nunca”, e me preparei para partir para Sampa, ajustando meus horários na Universidade.

A festa foi realizada na quarta-feira, 5 de novembro de 2008, na churrascaria Churrasco’s, no Brooklin. Procurei ficar num hotel próximo ao local, e tomei um táxi rápido, chegando lá por volta das 18h. Entrei no belo recinto e, logo quando ia apresentar-me à recepcionista do evento, o Leo já “confirmou minha identidade” para a senhorita: “Ah, é o Júlio!” Em seguida fui cumprimentado pelo Klaus, que me disse para ficar à vontade.

Logo dei uma espiada a um canto do salão e lá avistei o Sr. Martin, com sua característica gravata da Nachtjagd, sorrindo, cumprimentando e tirando fotos com os convidados. Não o via pessoalmente desde fevereiro, e foi uma grata surpresa vê-lo tão alegre e vigoroso (bom, ele sempre é assim). Finalmente fui cumprimentá-lo e dei-lhe um abraço, no que pudemos trocar algumas palavras. Claro, numa ocasião como esta não podemos “monopolizar” o anfitrião, e o Sr. Martin está sempre preocupado em dar atenção a todos. Então, fui ter com meu amigo Leo.

Ele me apresentou a dois entusiastas da Segunda Guerra, Eduardo Jamar e Reinaldo Guedes, que trouxeram seus respectivos Sombras da Noite para serem autografados (o meu já está lá em casa há tempos, hahaha...). A conversa fluiu sempre regada a vinho e champagne, e uns deliciosos petiscos servidos ininterruptamente pelos garçons que, de acordo com a perspicácia do Leo: “Será que é regra ter 1,60m pra trabalhar aqui?

Bem, hora de conhecer os outros convidados. O primeiro a quem fui apresentado foi Ian Comber, que foi o responsável pela restauração e montagem dos warbirds do Museu Asas de um Sonho da TAM. Entre as “águias” que ele ajudou a montar estão o Corsair, Spitfire, Messerschmitt 109 e os MiGs 15 e 17. Através dele também tive a boa notícia de que todas as partes do Focke-Wulf 190 já se encontram no Museu, só faltando a montagem. Ele acredita que a aeronave estará pronta para o evento de reinauguração. Tivemos uma conversa bastante proveitosa, na qual ele me contou como conheceu Neil Armstrong em Reno, nos Estados Unidos.

Tive a honra também de conhecer o sobrinho-neto de Santos-Dumont, Mário Villares. Ele nos contou sobre seus encontros com Amanda Wright Lane, sobrinha-bisneta de Wilbur e Orville Wright, e de como os dois chegaram num consenso a respeito da invenção do avião, reconhecendo o mérito das duas famílias.

Em seguida fui apresentado ao Dr. Hans Fechner, CEO da multinacional fabricante de maquinário industrial Siempelkamp. Seu pai foi telegrafista do ás da caça noturna Heinz Strüning (56 vitórias). Strüning faleceu no dia de natal de 1944, quando seu caça foi abatido por um De Havilland Mosquito.

Com certeza uma presença peculiar na festa de aniversário foi Jay Hammond, que veio do Canadá somente para o evento. Jay é sobrinho de Wilbur Bentz, piloto do Handley-Page Halifax LW 682 do 426º Esquadrão, derrubado por Martin Drewes sobre a Bélgica em 13 de maio de 1944. Toda a tripulação faleceu na queda, mas os corpos de três deles, incluindo o piloto, só foram encontrados em setembro de 1997. Na ocasião do enterro oficial dos tripulantes, em 10 de novembro daquele ano, o Sr. Martin pôde encontrar-se com os familiares, sendo recebido com respeito e carinho por eles. Conversei muito com o Jay, que é um sujeito muito bem-humorado e tem uma pesquisa extensa sobre a tripulação do seu tio.

Já próximo da meia-noite o Sr. Martin veio despedir-se de mim. Mais algumas palavras e um abraço nesse senhor com uma história de vida tão impressionante. Por mais que tenha a vitalidade de um leão, alguém de 90 anos não deve estender-se madrugada adentro. Até mais Sr. Martin! Sinto-me muito privilegiado por poder conhecê-lo, entrevistá-lo e hoje poder chamá-lo de amigo. É como costumo defini-lo: um perfeito cavalheiro e um anfitrião impecável.

Leo e eu acompanhamos o Klaus no encerramento da festa, me despedi de todos agradecendo muito a atenção, e fui para minha merecida noite de sono no hotel. Dia seguinte, vôo tranqüilo de volta ao interior de Minas Gerais.

Júlio César

Sr. Martin e eu.

Jay Hammond e Martin Drewes.

Uma "panorâmica" da festa.

Sr. Martin e Eduardo Jamar.

Eu, Mário Villares (sobrinho-neto de Santos-Dumont) e Reinaldo Guedes.

Eu, Jay Hammond, Martin Drewes, Ian Comber e Leo Melo.

Eu, Jay Hammond e o Sr. Martin.

Leo Melo, Klaus Drewes, eu, Dr. Fechner e sua esposa, e Jay Hammond.

Veja também:
>>Evento: Mosquito Meeting 2008
>>Evento: Reunião 2008 da ANR
>>Trailer: O Caçador da Noite
>>Vídeo: Günther Rall e as vitórias alemãs
>>Entrevista com Adolf Galland - Parte 1, Parte 2
Comente aqui!

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Veterano falece durante cerimônia


Veterano falece durante cerimônia

Um veterano da Segunda Guerra Mundial que sobreviveu ao bombardeio de Pearl Harbor desmaiou e faleceu durante uma cerimônia do Dia do Veterano no Condado de Washington.

John Weinberger, de 85 anos, desmaiou enquanto assistia às celebrações em frente ao Memorial da Sociedade Histórica dos Veteranos no condado.

Parentes disseram que ficaram chocados com sua morte, mas tiraram conforto do fato de saberem que ele faleceu cercado por seus amigos do tempo de guerra.

Joyce Lex disse que seu pai era um verdadeiro veterano, muito patriótico e leal ao seu país. Ela disse que se lembrará para sempre do seu senso de humor e caráter.

Weinberger foi um de dois veteranos do Condado de Washington a sobreviver ao ataque japonês a Pearl Harbor em 7 de dezembro de 1941.

Em 2006 ele retornou ao Havaí para colocar uma coroa de flores a 50 metros do local onde ele estava naquele dia, a bordo do USS Whitney.

Fonte: Weau News, 12 de novembro de 2008.

Veja também:
>>Música: Before You Go
>>Veterano devolve bandeira japonesa da Segunda Guerra
>>Nota de Falecimento: Dale Karger
>>Decisão de Truman ganha terceira "última saudação"
>>Veteranos alemães homenageiam Marseille
Comente aqui!

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Plantas de Auschwitz são encontradas em Berlim


Plantas de Auschwitz são encontradas em Berlim


Por Erik Kirschbaum

Os planos de construção originais que seriam utilizados para uma grande expansão do campo de extermínio nazista de Auschwitz em 1941 foram encontrados num apartamento em Berlim.

Os três desenhos arquitetônicos em papel amarelado estão entre um lote de 28 páginas de plantas. Um deles apresenta uma sala de 11,66m por 11,20m marcada como “Gaskammer” (câmara de gás), que era parte de um “prédio de descontaminação”.

Ninguém dos arquivos federais estava disponível para comentar sobre a autenticidade ou importância dos documentos.

Os planos, publicados antes do 70º aniversário da “Kristallnacht”, o pogrom nazista que foi o estopim do holocausto, também incluem um crematório e uma “L. Keller” – abreviação de “Leichenkeller”, ou depositório de corpos.

O desenho de um prédio para o portão principal de Auschwitz também foi encontrado nos documentos que o jornal alemão Bild acredita terem sido descobertos quando o apartamento em Berlim estava sendo limpado.

O jornal citou Hans-Dieter Kreikamp, chefe do escritório dos arquivos federais em Berlim, como tendo dito que as plantas oferecem “evidência autêntica do planejamento sistemático do genocídio dos judeus da Europa”.

Houve assassinatos em massa de cerca de 1 milhão de judeus antes da “Solução Final” ser formulada em fins de 1941. A decisão de matar os 11 milhões de judeus da Europa foi feita na Conferência de Wannsee em janeiro de 1942.

Uma cópia das minutas, conhecida como “Protocolo de Wannsee”, é um dos documentos mais importantes da guerra.

As recém-encontradas plantas de Auschwitz são datadas de 23 de outubro de 1941 e podem oferecer a historiadores evidências do planejamento inicial dos nazistas para o massacre em larga escala judeus, diz o Bild.

Esses documentos revelam que qualquer um que pelo menos remotamente tinha algo a ver com o planejamento e construção do campo devia saber que pessoas seriam mortas ali como numa linha de produção industrial”, diz o jornal.

Os documentos refutam de uma vez por todas as alegações daqueles que dizem que o holocausto nunca aconteceu”, acrescenta.

O campo de concentração de Auschwitz-Birkenau na Polônia era o maior – pelo menos 1,1 milhão de judeus pereceu lá.

Auschwitz I foi montado em maio de 1940 num antigo acampamento do Exército Polonês. As primeiras vítimas foram mortas em setembro de 1941. Auschwitz II, ou Birkenau, abriu em outubro de 1941. Quatro grandes câmaras de gás foram adicionadas ao campo em janeiro de 1942.

Fonte: Yahoo News, 10 de novembro de 2008.

As plantas originais encontradas.

Veja também:
>>Museu do campo de Auschwitz corre risco de inundação
>>Vaticano diz que Pio XII protegeu judeus durante a guerra
>>O terror invisível
>>Nota de Falecimento: Dinko Sakic
>>Fotografias de um temido capanga de Hitler serão vendidas após 60 anos em casa na Inglaterra
Comente aqui!

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Nota de Falecimento: Les Sayer


Les Sayer
(1915 - 01/11/2008)

Faleceu no último dia 1 de novembro em East Anglia, Inglaterra, de causas naturais aos 93 anos de idade, um dos aviadores que ajudaram a afundar o KMS Bismarck, Les Sayer.

Nascido em Bures, Suffolk, Sayer juntou-se à Royal Navy como sinaleiro em 1931. Ele se tornou telegrafista/artilheiro aéreo no começo da guerra em 1939, sendo responsável pela comunicação em morse e pela defesa traseira de sua aeronave, um frágil mas eficiente biplano Fairey Swordfish. Ele estava alocado no 825º Esquadrão à bordo do porta-aviões HMS Victorious em maio de 1941, quando a belonave mais temida do mundo, o couraçado alemão KMS Bismarck, de 50.000 toneladas, se fez ao mar.

Após afundar o HMS Hood, o Bismarck foi encontrado por um hidroavião inglês e os torpedeiros do Victorious foram ordenados a decolar para atacá-lo. O Swordfish de Sayer - batizado de "Stringbags" - era pilotado pelo Tenente (e mais tarde Contra-Almirante) Percy Gick. Eles se juntaram à outras oito aeronaves do esquadrão no ataque em 25 de maio. Ao aproximar-se do gigante, os lentos biplanos voando a 190 km/h foram recebidos por uma tempestade de fogo antiaéreo. Manobrando entre as rajadas a apenas 10 metros de altitude sobre as ondas, o Swordfish de Gick e Sayer conseguiu um acerto direto no casco do couraçado, sendo o único bem-sucedido do esquadrão. Eles voaram tão baixo para escapar que ficaram ensopados pelas explosões dos tiros que atingiam a água. Dois dias depois o Sub-Tenente John Moffat atingiu o leme do Bismarck e os couraçados HMS King George V e HMS Rodney conseguiram afundá-lo.

Sayer recebeu a Distinguished Service Medal por ajudar a atrasar o Bismarck. Ele continuou servindo nos porta-aviões até 1945, e após a guerra tornou-se piloto comercial por 30 anos, até aposentar-se. Ele foi membro-fundador da Associação de Telegrafistas/Artilheiros Aéreos e recebeu a MBE (Member of the British Empire) em 1997, como reconhecimento aos seus feitos.

Sua viúva, Valerie, disse sobre a ato heróico de Sayer: "Ele falava sobre isso e até mesmo deu entrevistas nos últimos anos, mas não era algo do qual se gabava". Les Sayer deixa esposa, dois netos e dois bisnetos.


Les Sayer revisitando um Fairey Swordfish.
Veja também:
>>Nota de Falecimento: Edward Briggs
>>Combates Aéreos: Afundem o Bismarck
>>Sir John Tovey
>>Erich Raeder
>>Nota de Falecimento: Ian Fraser
Comente aqui!

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

George Patton


George S. Patton Jr.
General
(1885 - 1945)

George Smith Patton Jr. nasceu em 11 de novembro de 1885 em San Gabriel, Califórnia, proveniente de uma longa linhagem de soldados. Seu avô e seis tios-avôs tinham sido oficiais confederados. Patton freqüentou o Instituto Militar da Virgínia por um ano antes de prosseguir para a graduação em West Point em 1909. Ele acompanhou a Expedição Punitiva do General Pershing ao México em 1916, e matou dois dos homens de Pancho Villa numa troca de tiros. Ele retornou para o quartel-general com seus corpos amarrados no capô de seu automóvel, para dizer radiantemente que tinha liderado o “primeiro ataque motorizado da história”.

Pershing levou Patton para a França em 1917, onde Patton organizou o recém-formado Corpo de Tanques do Exército Americano. Patton levou seus tanques ao combate, exibindo irrefreável liderança na linha de frente; foi ferido e recebeu a Distinguished Service Cross por mérito.

Durante o período do entre-guerras, Patton continuou seus estudos militares e serviu numa variedade de comandos e posições de estado-maior. Quando George Marshall criou a Força Blindada dos Estados Unidos em julho de 1940, ele designou Patton comandante de brigada na recém-formada 2ª Divisão Blindada. Elevado a comandante divisional com a patente de Major-General, A Divisão “Inferno sobre Rodas” de Patton mostrou excelência durante as manobras de larga escala na Louisiana, no verão de 1941.

Após o ataque a Pearl Harbor, Patton assumiu o comando do 1º Corpo Blindado. Seu conhecimento de guerra anfíbia levou ao seu apontamento para a equipe de planejamento da Operação Torch, a invasão da África do Norte Francesa. Na seqüência, Patton comandou a Força-Tarefa Ocidental no ataque ao Marrocos em 8 de novembro de 1942. Em março de 1943, Eisenhower deu a Patton o comando do desmoralizado 2º Corpo, força que tinha lutado no Passo Kasserine. Patton caracteristicamente recolocou a unidade em condições de combate e liderou-a com considerável sucesso no ataque à Tunísia.

Promovido a Tenente-General em abril de 1943, Patton tomou o comando do 7º Exército na Sicília. Numa corrida contra o 8º Exército de Bernard Montgomery, Patton contornou a Sicília a oeste pela costa até Palermo e depois virou para a direita, atingindo Messina horas antes de Monty, que havia tomado um caminho mais curto. Sua liderança agressiva e por muitas vezes brilhante colocou-o em lugar de destaque entre os líderes militares norte-americanos. No entanto, o infame incidente em que ele esbofeteou um soldado que sofria de fatiga de combate, enquanto vistoriava um hospital militar, quase encerrou sua carreira. Somente sua amizade de longa data com Eisenhower salvou-o dessa desonra.

Patton não retornou para o serviço ativo até 1 de agosto de 1944, quando o 3º Exército foi ativado na França. Ele liderou esta força num avanço brilhante até a fronteira alemã. Ele novamente se distinguiu em dezembro de 1944 na Batalha das Ardenas. Num feito impressionante de gerenciamento logístico e planejamento, Patton virou seu Exército numa curva de 90 graus para o norte e avançou 160 quilômetros durante o ápice do inverno para atacar o flanco esquerdo alemão e liberar Bastogne. No fim de janeiro, o Exército de Patton reiniciou o ataque para leste, cruzando o Reno em 22 de março, atravessando o coração da Alemanha na taxa de 45 quilômetros por dia, e atingiu os arredores de Praga no fim da guerra.

A inclinação de Patton em usar ex-nazistas como administradores civis levou à sua demissão do comando do 3º Exército. Ele faleceu em 21 de dezembro de 1945 dos ferimentos sofridos durante um acidente automobilístico. Através da sua carreira, Patton demonstrou uma vontade de exceder ordens enquanto perseguia sua visão ofensiva. Uma característica de Patton que talvez tenha sido mais conhecida por seus inimigos: de todos os comandantes Aliados da Segunda Guerra Mundial, o ousado e agressivo George Patton foi o que os alemães mais temiam.

Em 1970, Patton ganhou uma brilhante cinebiografia, onde foi interpretado pelo ator George C. Scott, numa interpretação tremendamente inspirada, pela qual ganhou o Oscar.

Veja também:
>>Filmes: Patton - Rebelde ou Herói?
>>America's War
>>Alto-Comando Norte-Americano - 1945
>>O "novo discurso" do General Patton
>>A Bandeira do NSDAP no Museu Patton
Comente aqui!

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Vídeo: Filmagens inéditas encontradas


Foram encontrados no porão de uma casa em Englewood, Colorado, rolos de filme inéditos da Segunda Guerra Mundial. As filmagens foram feitas pelo fotógrafo do Exército Americano Albert Fagler, em 1944. Cenas diversas estão incluídas, aproveite!


OBS: O player do MSNBC é um pouco instável. Caso não consiga visualizar, tente o link direto:
http://www.msnbc.msn.com/id/21134540/vp/27650485#27650485

Veja também
>>Rudel em cores
>>Vídeo: Identificando soldados alemães
>>Veteranos alemães homenageiam Marseille
>>Vídeo: Remer inspeciona a guarda de elite
>>Vídeo: Rendição japonesa
Comente aqui!

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Enfermeira da foto de Times Square se reúne com a Marinha


Enfermeira da foto de Times Square se reúne com a Marinha

Uma senhora de 90 anos que diz ser a mulher sendo beijada por um marinheiro em Times Square numa das fotos mais famosas da Segunda Guerra Mundial reuniu-se com a Marinha em Nova York neste domingo – dias antes de se tornar destaque na parada do Dia do Veterano.

Edith Shain de Los Angeles, usando um uniforme branco de enfermeira igual ao que usou em 1945, foi assistir ao musical “South Pacific” e posou para fotos, sendo abraçada no palco por cinco dos atores em seus uniformes brancos da Marinha.

Na terça (11/11), ela irá desfilar como chefe do contingente de veteranos da Segunda Guerra.

O evento no “South Pacific” foi uma tocante lembrança da história, mas muito diferente do dia 15 de agosto de 1945, o dia que Shain lembra ter-se juntado a milhares de pessoas celebrando a rendição japonesa. Bem lá, na esquina da Broadway com a Rua 45, um marinheiro repentinamente a agarrou e beijou-a – e o momento foi registrado por Alfred Eisenstaedt, fotógrafo da revista Life.

Sua foto do Dia VJ se tornou uma das imagens mais icônicas do século XX. Mas Eisenstaedt não pegou os nomes de nenhum dos dois participantes, e esforços da Life para identificá-los anos mais tarde resultaram numa lista imensa de pretensos protagonistas, relata Bobbi Baker Burrows, editor da revista com grande conhecimento do assunto.

Já em 1980, lembra-se Shain, ela escreveu uma carta para a revista Life, identificando-se como a mulher no uniforme de enfermeira. Eisenstaedt respondeu e visitou-a na Califórnia, dando-lhe uma cópia da foto. Mas Eisenstaedt, que morreu em 1995, nunca teve certeza de que Shain fosse a mulher na foto, conta Burrows.

Por causa do renovado interesse no assunto, ela lembra-se: “a Life decidiu fazer um artigo dizendo ‘se você for o marinheiro ou a enfermeira na foto, por favor, apresente-se’”.

Recebemos cartas de algumas enfermeiras e dúzias de marinheiros, mas nunca pudemos provar a identidade dos dois, e o próprio Eisenstaedt admitiu que não sabia”, conta.

Até mesmo a pequena estatura de Shain não ajuda a analisar a foto, na qual o marinheiro parece tê-la curvado bastante, obscurecendo ambas as faces.

Por sua memória, Shain disse que não pode identificar o desinibido garoto em azul.

Fui saí do hospital e fui para Times Square naquele dia porque a guerra tinha terminado, e para onde mais iria um novaiorquino?”, ela diz. “E esse garoto me agarrou e me beijou, então eu fui para um lado e ele pro outro. Não tinha como saber quem ele era, mas não me importo porque ele era alguém que lutou por mim”.

Pelo menos três veteranos ainda vivos dizem ser o marinheiro beijoqueiro, e pelo menos outra mulher também diz ser a enfermeira. Mas Shain, que deixou a enfermaria para se tornar professora de jardim de infância em Los Angeles por 30 anos, parece ter mais mérito – pela virtude da insistência, charme efervescente e patriotismo inabalável.

Já quanto à foto”, ela diz, “diz muitas coisas – esperança, amor, paz e futuro. O fim da guerra foi uma experiência maravilhosa, e aquela foto representa todos esses sentimentos”.

Fonte: Associated Press, 10 de novembro de 2008.

Edith Shain é segurada pelos cinco atores em "South Pacific".

Veja também:
>>Veterano conta histórias pouco tradicionais em novo livro
>>Bate-papo com o veterano - Cel. Ashland responde
>>O "novo discurso" do General Patton
>>John McCain
>>Veterano devolve bandeira japonesa da Segunda Guerra
Comente aqui!

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Vídeo: Rendição japonesa


Aqui está uma interessante coletânea de imagens vindas de diversos cinejornais americanos, e retratam a Campanha do Pacífico até a rendição japonesa. Vale a pena acompanhar:


Veja também:
>>Kawanishi H8K Nishiki Taitei "Emily"
>>Yohei Hinoki
>>Teruhiko Kobayashi
>>Nakajima Ki-43 Hayabusa "Oscar"
>>Kawasaki Ki-61 Hien
Comente aqui!

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Vídeo: Museu de Vigna di Valle


Aqui estão alguns vídeos muito bons das interessantes aeronaves conservadas pelo Museu Aeronáutico de Vigna di Valle, próximo à Roma. Lá estão preservados muitos clássicos da aviação italiana, entre eles os famosos MC.202 e 205, SM.79 e os imensos Z.506, SM.82 e G.12.

Para nós, aqui do outro lado do Atlântico, é uma boa maneira de conferir alguns detalhes desses aviões fantásticos. Meus agradecimentos ao cara que filmou isso tudo com seu celular:

Macchi MC.202 Folgore (parte 1)


Macchi MC.202 Folgore (parte 2)


Macchi MC.205 Veltro


Fiat G.55 Centauro


Cant Z.506 Airone

Veja também:
>>Vídeo: Veículos históricos italianos em parada
>>A Bandeira do NSDAP no Museu Patton
>>Fotos do museu da ANR
>>Savoia-Marchetti SM.82 Canguru
>>Acidente com o Me 109 "Black 2"
Comente aqui!

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Vídeo: Boomerang em vôo


Um dos warbirds mais raros e mais interessantes, na minha opinião, é o Commonwealth Boomerang. Um desses filhos legítimos da Austrália foi recentemente restaurado à condição de vôo, e dá realmente um espetáculo:


Veja também:
>>Vídeo: Veículos históricos italianos em parada
>>Vídeo: Ataque de caça noturno em "Night Flight"
>>Vídeo: Sea Hurricane Ib restaurado
>>Vídeo: O show dos Moranes
>>Vídeo: Colisões aéreas
Comente aqui!

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Música: Before You Go


Perdendo quase 1.000 veteranos da Segunda Guerra Mundial por dia, os EUA estão vendo sua "melhor geração" gradualmente abandonando-os. Dessa forma, o artista Dr. Sam compôs uma bela canção, agradecendo e homenageando esses homens que hoje estão quase todos na casa dos 90 anos. "Before You Go" é uma homenagem a todos os veteranos da Segunda Guerra e da Guerra da Coréia.

Confira:

http://www.managedmusic.com/php/BYGIndex.php?page=playBYG


Comente aqui!

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Wolf Czaia lança livro sobre novos Me 262s


Wolf Czaia lança livro sobre novos Me 262s


O piloto de testes do programa de construção de réplicas do Me 262, Wolf Czaia, recentemente lançou um livro sobre suas experiências com o caça a jato alemão, trazido de volta à vida no século XXI. Czaia foi o primeiro piloto a decolar com um Schwalbe mais de 60 anos depois do último vôo dos modelos de produção originais.

O livro, "Project 262 - The Test Pilot's Journal", é ilustrado com fotografias do expert Jim Larsen, um dos melhores fotógrafos aeronáuticos do mundo. Confira no link abaixo; clicando em "Project 262", será exibida uma página com trechos do livro em formato PDF e um belíssimo vídeo com imagens aéreas das réplicas em vôo:


Veja também:
>>Messerschmitt Me 262 Sturmvogel
>>One Summer - Two Messerschmitts
>>A volta do Me 262!
>>Gloster Meteor
>>Caproni-Campini N.1
Comente aqui!

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Sir Archibald Wavell


Sir Archibald Wavell
Marechal-de-Campo
(1883 - 1950)


Archibald Percival Wavell nasceu em Colchester em 5 de maio de 1883. Filho de um Major-General do Exército, ele foi educado em Winchester e Sandhurst. Comissionado no Regimento Black Watch em 1901, ele serviu com essa unidade na Índia e África do Sul antes de ingressar na Academia de Estado-Maior em 1909. Ao graduar-se, foi transferido para a inteligência, especializando-se em assuntos militares russos.

Em 1914, ele foi selecionado como oficial de inteligência do IV Corpo, mas conseguiu ser designado Major-Brigadeiro da 9ª Brigada de Infantaria. Ele foi ferido em 1915, perdendo a visão do olho esquerdo, servindo o restante da guerra numa série de posições de estado-maior na França e Palestina.

Em 1926, ele foi designado para a 3ª Divisão. Isso deu-lhe a oportunidade de trabalhar com forças mecanizadas experimentais anexas àquela unidade, e nos anos seguintes Wavell adquiriu grande apreciação pelo valor da mobilidade e flexibilidade numa força de infantaria, com também o valor do poder aéreo.

Após mais um período na Palestina, como comandante da região, ele retornou à Grã-Bretanha como Tenente-General em 1938 para assumir o Comando do Sul. Esse posto, contudo, durou pouco. Em julho de 1939 ele foi transferido novamente, para se tornar Comandante-em-Chefe do Oriente Médio, com responsabilidades de tempo de guerra sobre Egito, Palestina, Transjordânia, Chipre, Etiópia, Somalilândia Britânica, Aden, Iraque e Golfo Pérsico. O total de forças sob seu comando era de 90.000 homens, dos quais um terço estavam no Egito.

Os recursos eram escassos e, como seu sucessor, Sir Claude Auchinleck, Wavell estava determinado a esperar antes de comprometer suas forças em batalha. Ele pediu por tempo para organizar os homens e o material que precisava, bem como aclimatá-los às condições locais. Isso rendeu-se a antipatia de Churchill, sempre impaciente para ação imediata, mas quando Wavell finalmente fez seu movimento, despachando a Força do Deserto Ocidental de Richard O’Connor para a Líbia, e o Tenente-General Alan Cunningham para a Somalilândia Italiana e a Abissínia, a vitória foi rápida e decisiva.

Esses sucessos marcaram o ponto alto da carreira de Wavell no Oriente Médio. A invasão alemã da Grécia e a subseqüente captura de Creta, a resposta alemã na Cirenaica, bem como a revolta pró-Alemanha no Iraque, forçaram todas as tropas britânicas para a defensiva. Após a falha das Operações Brevity e Battleaxe na fronteira do Egito durante maio e junho de 1941, Wavell foi dispensado e enviado à Índia como Comandante-em-Chefe.

Se essa transferência foi feita para colocar Wavell num papel de pouca significância, então os esforços falharam. Imediatamente, Wavell viu-se enfrentando a declaração de guerra dos japoneses e, de seu quartel-general em Java, foi apontado Supremo-Comandante das Forças Aliadas (americanos, britânicos, holandeses e australianos) na Birmânia, Singapura, Malásia, Índias Orientais Holandesas, Filipinas e noroeste da Austrália.

Havia pouco que Wavell pudesse fazer para conter o avanço do inimigo, devido à sua falta de recursos, dificuldades de comunicação sobre área tão vasta, e natureza intratável de alguns de seus aliados americanos e chineses. A falha na contra-ofensiva em Arakan foi a gota d’água para Churchill. Em setembro de 1943, o agora Marechal-de-Campo Wavell aceitou o convite para se tornar Vice-Rei da Índia. Em seu novo posto, ele perdeu contato com Churchill e seu sucessor, Clement Attle, sendo rapidamente dispensado em fevereiro de 1947.

Wavell foi uma personalidade desconcertante. Ele se tornou lendário por seus silêncios, apresentando uma máscara quase impenetrável que provocava suspeitas, e mesmo hostilidade, entre políticos, especialmente Churchill, que gostava de uma boa discussão. Wavell ainda desapontou o Primeiro-Ministro por recusar-se a ir à guerra na Líbia e África Oriental até que seus homens estivessem aclimatados e bem-equipados.

O sucesso de ambas as ofensivas provaram o acerto da decisão de Wavell, e apresentaram marcado contraste com os eventos seguintes na Grécia, Líbia, e mais tarde na Birmânia, quando até certo ponto ele pagou o preço do equipamento ruim e ultrapassado do Exército. Ele também subestimou a capacidade dos japoneses, embora nesse caso de forma alguma estava sozinho. Ainda assim ele era querido e respeitado por aqueles que serviram sob seu comando e, em contraste com seus hábitos conservadores, ele sempre apoiou e encorajou os não-ortodoxos: os Chindits e a V Força (unidade de inteligência) devem sua existência a Wavell.

Ao retornar para a Inglaterra em 1947, ele foi feito Visconde de Keren e Winchester. O Marechal-de-Campo Sir Archibald Wavell faleceu em Londres aos 67 anos de idade, no dia 24 de maio de 1950.

Veja também:
>>Sir Harold Alexander
>>Sir William Slim
>>Sir Alan Brooke
>>Sir John Tovey
>>A Conquista da Somalilândia Britânica - Parte 1, Parte 2, Parte 3
Comente aqui!