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sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Estudante localiza suposto criminoso de guerra nazista


Estudante localiza suposto criminoso de guerra nazista

Autoridades alemãs estão investigando um suposto criminoso de guerra nazista que foi encontrado por um estudante que fazia um projeto para a universidade

O antigo notório membro da SS, de 89 anos, cujo nome não pode ser revelado por razões legais, é acusado de participar no assassinato de 60 trabalhadores escravos judeus em 1945.

O massacre aconteceu em Deutsch Schuetzen na Áustria, e as vítimas foram enterradas numa vala comum que somente foi descoberta em 1995.

O nome do homem apareceu pela primeira vez num julgamento em 1946, onde testemunhas disseram que ele tomou parte nas execuções. Ele, entretanto, nunca foi formalmente acusado e retornou para sua casa na Alemanha, onde vive até hoje sob seu nome verdadeiro.

Andreas Foster, 27 anos, estudante de ciências políticas em Viena, estava pesquisando o caso para um projeto da universidade e encontrou documentos sobre o homem nos arquivos alemães. Após perceber que as autoridades nunca tentaram prender o homem, ele conseguiu encontrá-lo fazendo uma simples pesquisa na lista telefônica.

O homem da Waffen SS foi mencionado por nome nos arquivos do tribunal e em outros documentos, e sua identidade é conhecida desde 1946”, disse o Sr. Foster.

Ele alertou seu mentor na universidade, Professor Walter Manoschek, que então viajou para a Alemanha sem aviso e visitou o suposto criminoso de guerra, entrevistando-o em vídeo. Nas entrevistas, o homem diz não se lembrar de nada sobre o massacre, mas confirma que ele estava de serviço na localidade como membro da SS na mesma época.

O Prof. Manoschek então compilou um arquivo sobre o caso, incluindo as fitas, e enviou o resultado para promotores alemães que agora abriram uma investigação.

Nós examinaremos e avaliaremos o vasto montante de material e entrevistas da possível testemunha”, disse um porta-voz dos promotores.

O Prof. Manoschek também encontrou dois ex-membros da Juventude Hitlerista que foram condenados em 1946 por sua participação no massacre, e ambos confirmaram que conhecem o homem. Outras testemunhas com as quais o Prof. Manoschek conversou disseram ter visto o homem fuzilar outros prisioneiros judeus enquanto o Exército Alemão fugia dos Aliados em 1945, porque eles eram incapazes de marchar devido à exaustão.

A coisa mais impressionante é que o homem nunca fez nenhuma tentativa de esconder sua identidade e ele foi bastante fácil de encontrar. Ele aparenta estar em ótima forma, tanto mental quanto fisicamente. A questão que as autoridades têm agora é porque nunca iniciaram tal investigação”, disse o Prof. Manoschek.

Ele e seus estudantes já juntaram um vasto material histórico sobre o caso, incluindo entrevistas com supostos criminosos de guerra, arquivos de tribunal e relatos de testemunhas, e agora estão procurando financiamento para produzir um documentário sobre suas pesquisas.

Fonte: The Telegraph, 21 de outubro de 2008.

Veja também:
>>Os 10 nazistas mais procurados
>>Nota de Falecimento: Dinko Sakic
>>O terror invisível
>>Entrevista: Henrietta Braun
>>Museu do campo de Auschwitz corre risco de inundação
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quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Nota de Falecimento: Delfino Borroni


Delfino Borroni
(23/08/1898 - 26/10/2008)

Faleceu em Milão, no último dia 26 de outubro, de causas naturais aos 110 anos de idade, o último veterano italiano da Primeira Guerra Mundial e homem mais velho da Itália, Delfino Borroni.

Nascido em Turago Bordone, Piave, Delfino estudou mecânica e atuava na profissão quando foi chamado para o serviço militar em janeiro de 1917. Ele foi designado para o 6º Regimento Bersaglieri "Bologna" em março daquele ano e partiu para o front em maio. Ao chegar à região de Pasubio, Borroni disse que: "os austríacos estavam numa colina 11 metros acima de nós... ninguém avançava ou recuava". Na realidade da guerra de trincheiras, o combate homem-a-homem era freqüente, e na noite de 24 de outubro ele recebeu ordens de "fixar baionetas e atacar". Os Bersaglieri avançaram no escuro, combatendo e capturando diversos prisioneiros, muitos deles menores de idade.

Na manhã seguinte, entre densa neblina, Delfino foi ordenado a sair da trincheira e fazer um reconhecimento. Rapidamente ele se viu sob fogo cerrado de metralhadora, e correu para tomar abrigo atrás de corpos de soldados mortos. Uma bala atravessou seu calcanhar, e ele teve que se render aos inimigos. Levado para a Áustria, Delfino passou pela fome da qual padeciam os próprios austríacos. Em meados de 1918, Delfino foi levado ao front para cavar trincheiras. Poucos dias antes do fim da guerra, ele conseguiu fugir e alcançar as linhas italianas.

Após a guerra, ele se tornou condutor de bondes, ligando Milão às cidades vizinhas. Durante a Segunda Guerra, ele foi ferido seriamente num bombardeio Aliado, enquanto guiava seu bonde: "Sim, fui ferido enquanto guiava durante um bombardeio aéreo dos Aliados... Eles queriam destruir todas as pontes sobre o rio Ticino. Destruíram meu bonde, e eu passei trinta e sete dias no hospital. Mas era uma guerra muito diferente daquela que participei".

Delfino Borroni casou-se em 1925, gerando uma imensa família, que hoje compreende filhos, netos e bisnetos. O último "Cavaleiro de Vittorio Veneto", com a memória vívida até o fim, veio a falecer num hospital de Milão, dois meses após completar 110 anos de idade.

Especial de TV em comemoração dos 110 anos de Delfino Borroni, completados no último 23 de agosto.

OBS: Embora fuja um pouco do assunto principal do blog, resolvi homenagear aqui este bravo, que atravessou todo o século XX até os nossos dias. Que o Sr. Borroni descanse em paz!

Veja também:
>>Nota de Falecimento: Dr. Erich Kästner
>>Luigi Rizzo
>>Annibale Bergonzoli
>>Nota de Falecimento: Arrigo Boldrini
>>Luigi Poluzzi - Uma história de guerra e de paz
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quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Erich Bärenfänger


Erich Bärenfänger
Generalmajor
(1915 - 1945)


Nascido em 12 de janeiro de 1915 em Menden, Westphalia, Erich Bärenfänger alistou-se na nova Wehrmacht em 1936. Após três anos de serviço com o 123º Regimento de Infantaria, ele foi comissionado Leutnant der Reserve em 1939. Pouco antes de ser dispensado ao completar seu serviço militar, a guerra estourou. Sua unidade foi ao combate como parte da 50ª Divisão de Infantaria durante a campanha da Polônia. Ele se distinguiu como líder de pelotão na França em 1940, sofrendo o primeiro de muitos ferimentos e ganhando ambas as classes da Cruz de Ferro.

Voltando para sua unidade após um mês no hospital, Bärenfänger enfrentou pesada luta nos Bálcãs, na ruptura da Linha Metaxas e no avanço pelos passos de Klidi e Klissura, antes de sua unidade ser movida para a Romênia como preparação para a invasão da União Soviética, na qual foi designado para o Grupo de Exércitos Sul.

Não muito após o início da campanha russa, o Oberleutnant Bärenfänger foi ferido novamente, na explosão de uma mina terrestre. Retornando do hospital em setembro de 1941, ele recebeu o comando da 7ª Companhia do 123º Regimento, que ele liderou durante a captura de posições inimigas em Otshakov. A coragem de Bärenfänger e sua liderança já estavam causando boa impressão em seus superiores. Apesar de sua modesta patente, ele recebeu o comando da unidade ponta-de-lança motorizada da divisão.

Lutando ao lado de tropas romenas e húngaras como parte do 11º Exército do Generalfeldmarschall Manstein, a 50ª Divisão enfrentou duras lutas no Dnieper, em Kiev, e em Perekop e Sevastopol. Em uma ocasião, Bärenfänger liderou seus homens na expulsão de todo um regimento de artilharia soviético do alto de uma colina. Durante um singular combate perto de Sevastopol ele foi ferido três vezes, nas pernas, joelhos e olhos. Em junho de 1942 seu nome foi inserido na Lista de Honra do Exército Alemão, após ele e seus homens forçarem seu caminho através de campos minados e sistemas de casamatas, por terreno acidentado, para tomar uma cabeça-de-ponte em Kamyshli.

Em 7 de agosto de 1942, Bärenfänger foi condecorado com a Cruz do Cavaleiro, recebendo também a Ordem da Coroa da Romênia de 5ª Classe com Espadas. Algumas semanas após ser condecorado, ele recebeu a merecida promoção a Hauptmann, e foi colocado no comando do III Batalhão do seu regimento. Ele recusou a licença que foi-lhe oferecida, preferindo ficar com seus camaradas no pesado combate.

Em seguida, a 50ª Divisão lutou no Cáucaso e quase foi isolada na cabeça-de-ponte de Kuban antes de escapar sobre o congelado Mar de Azov em fevereiro de 1943. Após retroceder para o baixo Dnieper, a divisão retornou para a Criméia, onde em certa ocasião o Hauptmann Bärenfänger se tornou, por um curto período, comandante da cidade portuária de Yalta. Com a maré da guerra virando contra a Wehrmacht na Rússia, Bärenfänger mostrou que era tão bom na defesa quanto no ataque. Durante a primavera de 1943 o colapso das unidades romenas no seu flanco esquerdo deixou seu batalhão exposto; ele imediatamente liderou um contra-ataque que bloqueou dois regimentos soviéticos inteiros, capturando muitos prisioneiros e equipamento. Por esse feito ele foi condecorado com as Folhas de Carvalho em 17 de maio de 1943, e promovido a Major.

Os alemães ficaram presos na Criméia pelo restante do ano, e Bärenfänger recebeu muitos outros ferimentos durante a furiosa luta defensiva e contra-ataques pelo outono e inverno. Novamente ele recusou ser evacuado para tratamento, e insistiu em permanecer com sua unidade. No começo de janeiro de 1944, seu comandante divisional, Generalmajor Friedrich Sixt, recomendou Bärenfänger para as Espadas da Cruz do Cavaleiro. Sua condecoração em 23 de janeiro fez dele o mais jovem e mais júnior dos oficiais do Exército a recebê-la. Ele foi promovido a Oberstleutnant uma semana depois, e nomeado comandante regimental – uma designação muito elogiada por seus soldados.

Bärenfänger foi logo após chamado à Alemanha para um curso de comandantes de regimento, e ao concluí-lo – para a infelicidade de seus homens, mas para sorte dele – foi decidido que devido aos seus inúmeros ferimentos e distinta carreira, ele não retornaria ao front. Dessa forma, foi feito inspetor dos Campos Preparatórios Militares da Juventude Hitlerista, onde os garotos mais velhos da JH eram treinados para o serviço militar. Na sua ausência, a 50ª Divisão foi virtualmente dizimada.

Nos estágios finais da guerra, a falta desesperada de líderes de combate experimentados levou Bärenfänger de volta à linha de frente. Ele recebeu um posto na defesa de Berlim, e em abril de 1945 foi promovido a Generalmajor – o mais jovem do Exército Alemão, tendo somente há pouco completado 30 anos. Quando sua última tentativa de fuga do cerco soviético da capital falhou, em 1 de maio, o Generalmajor Bärenfänger e sua esposa, para evitar serem capturados pelos inimigos, cometeram suicídio.

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terça-feira, 28 de outubro de 2008

Faca de Himmler deverá ser vendida por milhares de libras


Faca de Himmler deverá ser vendida por milhares de libras

Uma faca de caça que pertenceu a Heinrich Himmler deverá ser vendida por milhares de libras esterlinas quando for a leilão.

A faca tem forma de chifre e a lâmina de dez centímetros está gravada com a assinatura do chefe da SS.

Himmler a presenteou ao seu amigo Herman Barth – um nazista do alto-escalão que foi o responsável pela Escola de Educação da SS em Berlim durante a Segunda Guerra.

Himmler se matou enquanto esperava pela forca no fim da guerra, mas seu amigo viveu até 2005.

Agora a lâmina, com a assinatura de Himmler para Barth, deverá ser levada a leilão em Ludlow, Shropshire, no próximo dia 6 de novembro. Richard Westwood Brooks da casa de leilões Mullocks acredita que o preço da faca pode chegar a £2.000. Ele disse que a faca representa um artefato de importância histórica e é um lembrete significativo da maldade dos nazistas.

Fonte: Daily Mail, 27 de outubro de 2008.

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segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Trailer: Tali-Ihantala 1944


Aqui está o trailer do que parece ser uma interessante produção finlandesa, lançada em dezembro do ano passado. O filme retrata a Batalha de Tali-Ihantala, que aconteceu durante a invasão soviética da Finlândia em 1944. Na ocasião, os soviéticos realizaram a barragem de artilharia mais concentrada da história, atingindo um ponto da floresta onde os finlandeses estavam. Provando mais uma vez seu caráter sobrenatural de resistência, os finlandeses impuseram uma derrota decisiva no Exército Vermelho (que vinha de dois anos de vitórias consecutivas sobre os alemães) e fizeram Stalin "ficar disposto" a negociar um armistício. Os produtores usaram alguns veículos históricos verdadeiros, como um T-34 russo e um Stug III alemão. Além disso, os caras conseguiram um clone do Mannerheim! Eu tomei um susto...


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sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Evento: Mosquito Meeting 2008



Ocorreu no domingo, 12 de outubro de 2008, um encontro único (e provavelmente o último) de veteranos do De Havilland Mosquito, a "Maravilha de Madeira" da RAF. Doze veteranos compareceram a um museu próximo a Londres, para uma sessão de autógrafos que atraiu centenas de pessoas. O entusiasta Martin Bull esteve lá, e deu autorização à Sala de Guerra para publicar seu relato e suas fotos do evento:

"Bem, devo dizer que este foi um dos mais prazerosos eventos de veteranos que já tive a honra de comparecer. Eu estava lá cedo, às 7:45h, em meio à densa neblina - e esta foi a extraordinária visão que tivemos ao abrir as portas do hangar:


O sol logo dissipou a neblina, e mesmo enquanto montávamos a estrutura, os primeiros entusiastas e veteranos começaram a chegar. Este é o Sqn Ldr Tom Bennett DFC, último sobrevivente das tripulações do legendário 617º Esquadrão...


A longa fila de entusiastas serpenteava para fora do hangar enquanto começavam as assinaturas; aqui está o Flt Lt Ken Tempest DFC, piloto do 139º Esquadrão, e sua adorável esposa...


E aqui estão duas verdadeiras "personalidades" dos Pathfinders, F/O Charles Parker DFM, 128º e 163º Esquadrões (com um explêndido bigode) e o Flt Lt "Bertie" Boulter DFC, piloto de Mosquito nos mesmos esquadrões - e que recentemente publicou suas memórias...


Isso aqui já foi à tarde, com o sol se pondo, e os veteranos ainda assinando (centenas de vezes, agora...) na sombra do Mosquito. "Bertie" Boulter e Charles Parker, novamente, e ao fundo o Air Cdre John Ellacombe DFC*, que voou Mosquitos com o 487º Esquadrão, e também voou na Batalha da Inglaterra...


Para se ter uma idéia da natureza informal do dia, aqui estão alguns dos principais funcionários do Museu tomando um tempo do almoço para apreciar o brilho do sol em frente ao hangar...


Aqui está o reconhecido autor e autoridade no Mosquito, Ian Thirsk, tendo alguns livros assinados pelo mais antigo e condecorado veterano presente, Air Cdre Ted Sismore, DSO, DFC**, AFC; um dos mais experientes navegadores da RAF. Ele voou Mosquitos com o 110º, 105º, 139º e 21º Esquadrões, e foi um dos principais planejadores do famoso ataque a Amiens Gaol. O Flt Lt Terry Clark DFM, 488º Esquadrão, observa...


E por último, uma de minhas fotos favoritas do "Nosso Reg", o veterano residente do Museu, Reg Davey. Sobrevivente de duas temporadas com Stirlings e Lancasters, ele ainda começou um terceiro tour com os Mosquitos. Estava em seu elemento naquele dia!


O tempo estava tão perfeito que alguns de nós no Museu decidimos que uma foto do grupo tinha que ser feita. Após o almoço, juntamos todos esses maravilhosos cavalheiros em frente do Mosquito. Acreditamos que valeu a pena...



Droga! Queria poder repetir o domingo - foi um desses dias que você desejaria poder voltar e fazer de novo! Duvido que consigamos, no entanto - foi realmente "um show único". "

Martin Bull

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>>Evento: Reunião 2008 da ANR
>>A Bandeira do NSDAP no Museu Patton
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quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Complexo secreto de túneis em Londres à venda


Complexo secreto de túneis em Londres à venda

Um anteriormente secreto complexo de túneis da década de 40, localizado no centro de Londres, e que antigamente abrigou setores de inteligência militar e a linha direta Washington-Moscou durante a Guerra Fria está sendo posto à venda.

O antigo monopolista estatal de comunicações British Telecom disse que a rede de túneis de 1,5 km abaixo da estação subterrânea de Chancery Lane já não lhe é mais necessária.

O complexo foi escavado em 1942 como abrigo antiaéreo para 8.000 pessoas durante a Segunda Guerra Mundial, mas foi tomado por autoridades militares e utilizado como centro de comunicações e inteligência.

O Escritório de Registros Públicos usou o local, conhecido como Kingsway Tunnels, após a guerra para guardar documentos históricos.

Os Correios mais tarde tomaram a propriedade como um local seguro para suas linhas telefônicas de longa distância, incluindo a linha telefônica direta entre a Casa Branca e o Kremlin na década de 50.

Quando a telefonia foi retirada dos Correios, os túneis passaram para a British Telecom, agora privatizada e conhecida por BT.

Nos anos 80, o governo usou parte do complexo como suporte temporário para seu ultra-secreto bunker de controle militar, o Pindar.

Um agente de vendas disse que já recebeu muitos interessados na agora desusada propriedade.

Tem uma área total de 7.100 metros quadrados, mas somente pode ser acessado por dois elevadores no nível da rua, restringindo seu uso potencial.

Os agentes de vendas dizem que os interessados formam um grupo “eclético”. “Indivíduos, empresas, corporações, departamentos governamentais – temos todo um leque no momento”, dizem.

Fonte: STV, 16 de outubro de 2008.

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quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Nota de Falecimento: Robert Nett


Robert B. Nett
(09/06/1922 - 19/10/2008)

Faleceu em Fort Benning, Georgia, no último dia 19 de outubro, de causas naturais aos 86 anos de idade, o ganhador da Medalha de Honra, Robert Nett.

Nascido em New Haven, Connecticut, Nett alistou-se na Guarda Nacional em 1940, aos 17 anos. Dois anos depois, ele graduou-se na Escola de Aspirantes a Oficial em Fort Benning, sendo em seguida enviado para o Pacífico. Com a invasão das Filipinas em outubro de 1944, O Tenente Nett recebeu o comando da Companhia E do 305º Regimento de Infantaria da 77ª Divisão. A unidade desembarcou em Leyte e iniciou combates contra forças japonesas.

Em 14 de dezembro de 1944, próximo a Cognon, Nett liderou seus homens contra posições japonesas altamente fortificadas num prédio de concreto com três andares. Após dois dias sendo segurados pelo inimigo, a Companhia E atacou, com Nett na frente. Avançando contra pesado fogo de metralhadora e armas automáticas, ele foi ferido duas vezes em combate corporal ao invadir as posições entrincheiradas e matou sete soldados japoneses com seu rifle e baioneta. Sangrando muito, ele recusou-se a abandonar a liderança e continuou à frente do ataque, até que foi ferido novamente no último assalto. Ele então foi calmamente e sem ajuda para a retaguarda, onde recebeu atendimento médico. A atuação corajosa de Nett foi uma inspiração para seus soldados naquela ação, e influenciou muito o moral da tropa. Ele conseguiu recuperar-se e ainda voltar para sua unidade na encarniçada luta por Okinawa.

Nett foi comendado com a Medalha de Honra do Congresso em 8 de fevereiro de 1946. Ele continuou no Exército, participando do treinamento de soldados sul-coreanos durante a Guerra da Coréia, e se tornando consultor de tropas sul-vietnamitas durante a Guerra do Vietnã. Ele aposentou-se como Coronel após 33 anos de serviço, e dava freqüentes palestras sobre dever e liderança. Ele entrou para o Hall da Fama dos Rangers do Exército e Hall da Fama dos Veteranos de Connecticut. No dia do seu falecimento, a governadora de Connecticut, Jodi Rell, disse: "O Coronel Nett serviu com honra e bravura por toda a sua distinta carreira. Suas contribuições para seus soldados e comunidade são exemplos de dedicação. Connecticut está orgulhosa do seu filho".

O Coronel Robert Nett deixa sua esposa, Frances (enfermeira do Exército que ele conheceu nas Filipinas durante a guerra), e um filho.


Robert Nett conversa com outro ganhador da Medalha de Honra, Robert Bush. Washington DC, 19 de janeiro de 2001.
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>>Nota de Falecimento: Nathan Gordon
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>>Nota de Falecimento: Jack Lucas
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terça-feira, 21 de outubro de 2008

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Nota de Falecimento: Dale Karger



Dale E. Karger
(14/02/1925 - 05/10/2008)

Faleceu em Beaver, Pennsylvania, no último dia 5 de outubro, de causas naturais aos 83 anos de idade, o mais jovem ás sobrevivente da Segunda Guerra Mundial, Dale Karger.

Nascido em Templeton, Pennsylvania, Karger juntou-se à USAAF em 1943, sendo comissionado Segundo-Tenente e completando seu treinamento de piloto de caça em fevereiro de 1944. Meses depois se encontrava na Inglaterra, onde foi designado para o 364º Esquadrão do 357º Grupo de Caça "Yoxford Boys". As primeiras vitórias de Karger aconteceram quando ele escoltava bombardeiros ao norte de Berlim em 5 de dezembro de 1944, dia em que ele derrubou dois Focke-Wulf Fw-190s com seu P-51 Mustang. No dia de Natal ele derrubou um Messerschmitt Me 109 ao sul de Kassel, e em 14 de janeiro de 1945 mais um Me 109 caiu perante suas armas sobre Berlim.

Karger se tornou um ás no dia 20 de janeiro, ao derrubar um caça a jato Messerschmitt Me 262 ao norte de Munique, se tornando um de apenas três americanos a atingir o status de ás antes de completar 20 anos. Ele ainda dividiria a destruição de um Me 109 em 2 de março e terminaria seu recorde com a derrubada de dois Me 109s no dia 24 daquele mês, enquanto voava sobre Gutersloh. Karger terminou a guerra com 7,5 vitórias confirmadas.

Ele batizou seus Mustangs com o nome de sua namorada, "Cathy Mae" e "Cathy Mae II". Ao retornar para os EUA, ele casou-se com Catherine Mae. Nos anos seguintes, Karger abriu uma loja de peças de automóvel, e foi voluntário dos bombeiros em sua cidade. Um orgulho da Força Aérea Americana, ele sempre foi muito discreto sobre sua condição de mais jovem ás a sobreviver ao conflito. Em seus últimos anos, ele começou a se arrepender de suas vitórias durante a guerra, reconhecendo que os pilotos que derrubou eram apenas patriotas que perderam suas vidas. "Eles eram apenas crianças, assim como eu", disse.

Dale Karger faleceu no Centro Médico do Condado de Beaver. Ele deixa esposa, três filhos, seis netos e cinco bisnetos.

Dale Karger e sua esposa Catherine Mae.

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>>Nota de Falecimento: Hamilton McWhorter III
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sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Nota de Falecimento: Stanislav Hlucka


Stanislav Hlucka
(19/10/1919 - 15/10/2008)

Faleceu em Praga no último dia 15 de outubro, de causas naturais aos 88 anos de idade, um dos mais influentes pilotos tchecos, Major-General Stanislav Hlucka.

Nascido em Blazovice, no leste da Tchecoslováquia, Hlucka não terminou o segundo grau devido à ocupação nazista de seu país. Em março de 1939, ele decidiu se juntar ao movimento de resistência no exterior. Ele ilegalmente deixou o Protetorado da Boêmia e Morávia, passando pela Eslováquia, Hungria, Iugoslávia, Grécia e Turquia, chegando à França em abril de 1940. Hlucka juntou-se ao contingente militar tcheco em solo francês, mas após a vitória alemã no continente em junho, ele fugiu para a Inglaterra.

Hlucka iniciou o treinamento junto à RAF e em maio de 1943 foi designado para o 313º Esquadrão de Caça Tchecoslovaco, operando em Churchstanton, no sul da Inglaterra. Em patrulhas de caça sobre a França ocupada ele derrubou sua primeira aeronave alemã. Em fevereiro de 1944 ele foi um dos voluntários que partiram para a União Soviética para formar o 1º Esquadrão de Caça Tchecoslovaco. Nos combates da frente leste ele derrubou mais duas aeronaves inimigas. Quando a resistência anti-nazista irrompeu dentro da Eslováquia em fins de agosto de 1944, o esquadrão passou a operar atrás das linhas inimigas.

Após a guerra, com a tomada do poder pelos comunistas na Tchecoslováquia, Hlucka, como muitos dos veteranos que tinham servido no ocidente, foi expulso da Força Aérea. Ele foi processado em 1948 e condenado a um ano de prisão. Hlucka somente foi autorizado a voltar para as forças armadas na década de 60, sendo promovido para as altas patentes e atingindo o generalato antes de aposentar-se em 1976.

Após o colapso do regime comunista tcheco em 1989, o General Hlucka empenhou-se na reabilitação de pilotos que tinham sido injustiçadamente perseguidos pelo antigo governo. Em 1992 foi eleito presidente da Associação de Pilotos Estrangeiros 1939-1945. Dono de altas condecorações tchecas, eslovacas e britânicas, o Major-General Stanislav Hlucka faleceu quatro dias antes do seu 89º aniversário no hospital militar de Praga.

Primeiro-Ministro britânico Tony Blair conversa com o General Stanislav Hlucka durante sua visita à Praga em 8 de abril de 2002.

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>>Mato Dukovac
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>>Polônia investigará morte de Wladyslaw Sikorski
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quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Veteranos relembram campanha das Aleutas na SGM


Veteranos relembram campanha das Aleutas na SGM


Nos primeiros dias da Segunda Guerra Mundial, enquanto a atenção se voltava para a Europa e para o Sul do Pacífico, um pequeno grupo de batedores começou a patrulhar as proximidades das distantes Ilhas Aleutas para espionar as tropas de invasão japonesas.

Homens duros, na maioria nativos do Alaska com habilidades de sobrevivência em terreno inóspito, formaram a base da unidade que mais tarde seria conhecida por “Degolados de Castner” – um tributo à sua rústica existência e aparência. Certa vez houve 66 deles. Hoje somente 3 ainda vivem.

Esses três se encontraram no Centro Rasmuson do Museu de Anchorage na tarde de domingo, 28 de setembro de 2008, para contar suas histórias numa nova exposição recém-inaugurada, em colaboração com o Museu Memorial dos Veteranos do Alaska. A exposição homenageia a unidade e a campanha das Aleutas.

Cerca de 100 pessoas apareceram para ouvir Earl Acuff, William “Billy” Buck e Ed Walker contarem sobre seu serviço no 1º Pelotão de Inteligência de Combate, criação do Coronel Lawrence Castner, oficial que viu a necessidade de uma ágil unidade de reconhecimento para os cantos remotos da nação. No encontro, os homens – juntos com Buck Delkette, que recentemente faleceu – foram condecorados com a Medalha de Serviço Honroso dos Veteranos do Alaska.

Os primeiros membros da unidade eram mineiros, caçadores e nativos do estado que não tinham nenhum treinamento de combate. No entanto, conheciam o terreno, sabiam como sobreviver nele e como locomover-se sem ser detectado – uma combinação perfeita para espionar os japoneses.

Penso que aprendemos mais com eles do que eles conosco, porque eles tinham muita experiência no Alaska”, disse Acuff, 90 anos, um oficial que liderou os homens. “Os batedores eram todos caçadores muito talentosos. Eles podiam viver e operar em qualquer lugar”.

Para o exército regular, as tempestuosas Aleutas eram um lugar miserável: uma terra gelada, úmida e montanhosa, sem pistas de pouso fixas, estradas ou eletricidade. Mas os Degolados se superaram.

Aprendemos código Morse e observação”, disse Walker, também aos 90 anos. “Não precisamos aprender como nos alimentar. Todos sabíamos como fazer isso”.

Os batedores se alimentavam de pássaros selvagens como patos e gansos, mas seu prato favorito era o caranguejo-rei. Os soldados não tinham armadilhas para caranguejos. Ao invés, eles mergulhavam dos recifes e tiravam os caranguejos do fundo do mar com as mãos.

Quando perguntado se a unidade tinha encontrado forças japonesas, Acuff disse: “Matamos um monte deles”, para riso geral da platéia.

Ele descreve como às vezes era pressionado a capturar prisioneiros de guerra. O único problema é que toda vez que um soldado japonês era derrotado, ele pegava uma granada e puxava o pino, atesta.

Nunca vi soldados como aqueles”, Acuff disse. “Nunca vi alguém tão idiota. Eles te matavam, e então se matavam”.

A Batalha das Ilhas Aleutas terminou definitivamente em maio de 1943, quando forças americanas derrotaram os japoneses na Ilha Attu, ao custo de 550 vidas americanas e 2.350 japonesas. O Exército também atacou a Ilha Kiska em agosto daquele ano, mas na época os japoneses já haviam abandonado-a. Walker disse que ele estava no barco da frente para o assalto, a última grande operação dos batedores.

Eles retornaram a Fort Richardson e ajudaram a vigiar o Alaska Ocidental até que a unidade foi desativada em 1946.

Fonte: Daily News – Miner, 29 de setembro de 2008.

Ed Walker, Earl Acuff e William Buck, os últimos três "Degolados de Castner", reunidos em 28 de setembro de 2008.

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quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Vídeo: Veículos históricos italianos em parada


Este vídeo foi feito durante a parada militar realizada em 2 de junho de 2001 em Roma. Desfilaram muitos veículos históricos das forças armadas, entre eles um Lince e um (perfeito) AB.43. Os uniformes dos reenactors também são dignos de nota. Para coroar a apresentação, desfilou um Macchi MC.205V Veltro, com as cores da Aeronautica Co-Belligerante.

Um show, sem dúvidas!


Veja também:
>>Hino da Brigata Sassari
>>Camionetta AS 42 Sahariana
>>O Fiat CR.42 de Salvadori
>>Fotos do museu da ANR
>>Hino da Decima MAS
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terça-feira, 14 de outubro de 2008

Vaticano diz que Pio XII protegeu judeus durante a guerra


Vaticano diz que Pio XII protegeu judeus durante a guerra

O Vaticano intensificou sua defesa do Papa Pio XII, enfrentando as alegações de que o pontífice do tempo de guerra ficou em silêncio durante o Holocausto, ao dizer que ele salvou judeus através de sua prudente diplomacia.

O jornal do Vaticano L’Osservatore Romano dedicou toda uma página defendendo Pio, incluindo um passional tributo do secretário de estado da Santa Sé, Cardeal Tarcisio Bertone.

Foi precisamente por meios de uma aproximação prudente que Pio XII protegeu os judeus e os refugiados”, disse Bertone numa introdução a um livro de uma freira sobre o falecido pontífice.

No mês passado, o Papa Bento XVI fez uma de suas mais intensas defesas de Pio XII, cuja morte 50 anos atrás marcou o Vaticano. Bento disse que Pio foi “corajoso” em não poupar esforços para salvar judeus, e semana passada celebrou uma missa de aniversário para ele na Basílica de São Pedro.

Pio XII, nome adotado por Eugenio Pacelli ao tornar-se Papa, serviu como diplomata do Vaticano na Alemanha e como secretário de estado antes de sua pontificação em 1939, alguns meses antes da irrupção da Segunda Guerra Mundial na Europa.

O Vaticano deu início ao processo de beatificação de Pio, o último passo formal antes de uma possível santificação. Judeus e outros têm acusado Pio de não se manifestar adequadamente contra o Holocausto.

Bertone atesta que pesquisas têm mostrado que Pio “não foi silencioso nem anti-semita. Ele foi prudente”.

Se ele tivesse feito uma intervenção pública, teria posto em perigo a vida de milhares de judeus que, sob suas diretivas, estavam escondidos em 155 conventos e monastérios somente em Roma”, disse Bertone.

É profundamente injusto estender o véu do preconceito sobre o trabalho de Pio XII durante a guerra”, continuou.

O padre jesuíta que lidera os esforços da igreja para a beatificação de Pio, Reverendo Paolo Molinari, disse à Rádio do Vaticano que “Pacelli fez todos os esforços possíveis para evitar” a guerra. Ele cita os esforços do Papa para tentar dissuadir a Itália de juntar-se ao conflito.

Perguntando como o processo de beatificação estava indo, Molinari citou os planos de Bento para celebrar a missa com “grande significância”.

Na última semana, um rabino israelita que se tornou o primeiro judeu a comparecer a uma convenção de bispos no Vaticano prontamente omitiu Pio XII quando falou da mudança nas relações católico-judias após uma “longa, dura e dolorosa história”.

O Rabino Shear-Yashuv Cohen chamou sua presença de um sinal de “esperança e uma mensagem de amor”, destacando esforços para melhorar as relações que começaram sob o Papa João XXIII – o sucessor imediato de Pio XII.

O rabino disse que líderes religiosos “não levantaram suas vozes num esforço de salvar os nossos, mas escolheram manter silêncio e ajudar secretamente”.

Fonte: Yahoo News, 7 de outubro de 2008.

Veja também:
>>A Itália declara: "Guerra!"
>>Nota de Falecimento: Irena Sendler
>>Livro: As Benevolentes
>>O terror invisível
>>Museu do campo de Auschwitz corre risco de inundação
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segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Veterano encontra os restos de colega, após 60 anos


Veterano encontra os restos de colega, após 60 anos

Apertados juntos em sua aeronave, e totalmente dependentes uns dos outros, os tripulantes de bombardeiros da Segunda Guerra Mundial forjaram amizades que na maioria das vezes só termina com a morte.

È por essa razão que o piloto Reg Wilson nunca esqueceu a noite há mais de 60 anos atrás em que ele perdeu dois amigos nos escuros céus sobre a Alemanha.

Enquanto entrava na velhice – com as memórias de sua juventude talvez mais fortes do que nunca – o Sr. Wilson começou uma busca para encontrar seus restos.

Recentemente ele disse como finalmente foi bem-sucedido em encontrar um dos seus amigos, o engenheiro de vôo Sargento John Bremner, e finalmente colocá-lo num local de descanso.

O Sargento Bremner será enterrado com honras militares no Cemitério de Guerra em Heerstrasse, Berlim, na próxima quinta-feira.

É somente correto que John seja homenageado”, disse o Sr. Wilson, de Chigwell, Essex.

Milhares de bons homens, como John, perderam suas vidas. Não devem ser esquecidos. Será um dia muito emocional, mas feliz”.

O Sargento Bremner faleceu aos 21 anos de idade na noite de 20 de janeiro de 1944, quando 800 bombardeiros atacaram a capital alemã.

Entre as 27 aeronaves perdidas estava o Halifax LW337 do 102º Esquadrão baseado no aeródromo da RAF em Pocklington, perto de York.

A aeronave – apelidada “Old Flo” por seus oito tripulantes – estava voltando para casa quando foi atingida por fogo antiaéreo.

Outro sobrevivente do “Old Flo”, o artilheiro de cauda Sargente John Bushell, de 84 anos, disse: “O avião irrompeu em chamas de uma ponta da asa à outra. Fui jogado para fora após bater com minha cabeça numa metralhadora. Entrei em queda-livre e consegui abrir o pára-quedas”.

Ele e o Sr. Wilson, juntamente com o bombardeador Laurie Underwood, de 86 anos, e George Griffiths, sobreviveram e se tornaram prisioneiros de guerra.

Os corpos do co-piloto Sargento Kenneth Stanbridge e o operador de rádio Eric Church foram enterrados após a guerra.

Mas o Sargento Bremner e o artilheiro Charles Dupueis nunca foram encontrados.

O Sr. Wilson, agora com 85 anos, consultor de gerência aposentado, começou sua busca por respostas em 2005 quando viajou para a Alemanha com sua filha, Janet Hughes, 46, que fala alemão fluentemente.

Eles se encontraram com historiadores locais e testemunhas e, no ano seguinte, voltaram e encontraram os destroços com a ajuda de uma equipe de voluntários usando detectores de metal.

A confirmação final de que os restos pertenciam ao Sargento Bremner, de Elswich, Northumberland, chegou após comparação com uma amostra de DNA retirada de sua irmã Marjorie, de 89 anos, que também comparecerá ao enterro.

O Sr. Underwood, de Wetherby, West Yorkshire, está muito doente para comparecer e o Sr. Griffiths faleceu em 1998.

Um porta-voz da Legião Britânica Real disse que a busca do Sr. Wilson explicita os sentimentos e impacto duradouro do serviço nas forças armadas: “As pessoas não esquecem suas memórias de guerra facilmente”.

Cerca de 55.000 jovens do Comando de Bombardeio da RAF morreram durante a guerra.

O Sr. Bushell, de Oakley, Bedfordshire, conclui: “Minha maior memória de John é de estarmos cantando juntos num piano bar em York. Ele foi um herói de guerra que deu sua vida por seu país”.

Fonte: Mail Online, 10 de outubro de 2008.

Reg Wilson, John Bremner, John Bushell.

Veja também:
>>Piloto de caça alemão salvou tripulação americana
>>Vídeo: Ataque de caça noturno em "Night Flight"
>>Velho soldado devolverá bandeira alemã
>>Nota de Falecimento: Wolfgang Falck
>>Nota de Falecimento: John Hereford
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sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Dornier Do 17


ORIGENS

Como resposta a uma especificação emitida pela Lufthansa de 1933, especificando um avião para uso de correios e passageiros, tendo seis lugares, a Dornier desenhou um monoplano metálico de asa média a ser propelido por dois motores BMW VI de 660 hp cada.

DESENVOLVIMENTO

Três protótipos desse Dornier Do 17 foram construídos em 1934, mas embora a companhia aérea tenha realizado um programa avaliativo no começo daquele ano, a estreita fuselagem da aeronave deixava pouco espaço para acomodações dos passageiros, e os três protótipos retornaram à fábrica. Porém, o projeto tinha potencial militar, e um quarto protótipo, designado Do 17 V4, com cauda vertical dupla e fuselagem encurtada voou no verão de 1935.

Entre os protótipos de desenvolvimento, o quinto era equipado com motores Hispano-Suiza 12 Ybrs de 860 hp; o sétimo introduziu uma metralhadora MG 15 de 7,92 mm no dorso; e o décimo tinha motores BMW VI de 750 hp. A versão inicial de produção era o Do 17E-1, que havia sido desenvolvido do nono protótipo e tinha um nariz curto e extensamente envidraçado; também podia carregar 500 kg de bombas.

O reconhecedor Do 17F-1 tinha capacidade de combustível ampliada e levava duas câmeras. Ambos os modelos fizeram sua estréia operacional com a Legião Condor na Espanha em 1937. Sua performance era tal que tiveram pouca dificuldade em evitar conflitos com os obsoletos caças da Força Aérea Republicana. O bombardeiro foi apresentado ao público também em 1937, na Competição Internacional de Aeronaves Militares realizada em Dubendorf, perto de Zurique.

O protótipo Do 17 VS (ou Do 17M V1), propelido por dois motores Daimler-Benz DB 600A de 1.000 hp, rapidamente ganhou o apelido Fliegender Bleistift, ou "Lápis Voador", por causa da estreita fuselagem. Mais significativamente, era capaz de apresentar melhor performance que muitos dos caças estrangeiros presentes no evento. Logo após a demonstração em Dubendorf, a Iugoslávia mostrou-se interessada no bombardeiro, e a versão Do 17K foi desenvolvida para ela. O Do 17K era similar ao Do 17M, mas era equipado com dois motores Gnome-Rhône 14NI/2 de 980 hp. O modelo foi construído sob licença pela Drazavna Fabrika Aviona em Kraljevo. Três versões foram lá fabricadas: o bombardeiro Do 17Kb-1, e os reconhecedores Do 17Ka-2 (com capacidade de bombardeio) e Do 17Ka-3 (com capacidade de ataque).

Dois protótipos de outra versão reconhecedora que não entrou em produção foram designados Do 17L, que usavam motores radiais Bramo 323A-1 de 900 hp devido ao rareamento do motor Daimler-Benz DB 600. O mesmo motor Bramo foi usado no 13º e 14º protótipos para desenvolver uma combinação estrutura/motor para o Do 17M-1, que podia carregar 1.000 kg de bombas e era armado com três metralhadoras de 7,92 mm. A versão de foto-reconhecimento do Do 17M entrou em produção sob a designação Do 17P, propelida por dois motores radiais BMW 132N de 875 hp, e carregando câmeras Rb 20/30 e Rb 50/30, ou Rb 20/8 e Rb 50/8.

Duas aeronaves foram construídas como plataforma de teste sob a designação Do 17R, uma com motores Daimler-Benz DB 600G de 950 hp e a outra com Daimler-Benz DB 601A de 1.000 hp. Foram seguidas por três reconhecedores de alta velocidade designados Do 17S-0. Usados em testes, esses reconhecedores tinham nariz envidraçado e uma protuberância na fuselagem inferior dianteira, abrigando um artilheiro que operava uma metralhadora MG 15 de tiro traseiro.

Essas aeronaves experimentais foram logo seguidas de um pequeno lote de produção de 15 reconhecedores, sendo três Do 17U-0 e 12 Do 17U-1. A tripulação de cinco homens agora possuía dois operadores de rádio para manejar os novos rádios de comunicação e navegação.

DORNIER 17 “Z”

A maior versão de produção foi a Do 17Z, que gerou diversas variantes e teve um total de 1.700 unidades construídas entre 1939-1940. As variantes incluíam o Do 17Z-0, que era equipado com motores Bramo 323A-1 de 900 hp e três metralhadoras MG 15 de 7,92 mm, sendo bastante similar ao Do 17S. O Do 17Z-1 tinha uma metralhadora MG 15 extra no nariz, mas era restrito a carregar somente 500 kg de bombas. Essa situação foi corrigida com o Do 17Z-2, com motores Bramo 323P de 1.000 hp, oito metralhadoras MG 15 e carga de 1.000 kg de bombas. Somente 22 exemplares do reconhecedor Do 17Z-3 foram construídos, cada um equipado com câmeras Rb 50/30 ou Rb 20/30; foram seguidos pelo treinador Do 17Z-4 com controles duplos.

A versão final de bombardeio foi o Do 17Z-5, que era bastante similar ao Do 17Z-2, diferindo apenas por ter bolsas de flutuação na fuselagem e na traseira das nacelas dos motores. A produção do Dornier Do 17 foi finalizada com um único Do 17Z-6 Kauz 1, que era uma aeronave de penetração de longo alcance e caça noturno, que incorporou o nariz do Junkers Ju 88C-2 com um canhão MG FF de 20 mm e três metralhadoras MG 15 de 7,92 mm.

No entanto, para os nove Do 17Z-10 Kauz 11 que se seguiram, um novo nariz foi desenvolvido, podendo carregar quatro canhões MG FF de 20 mm e quatro metralhadoras MG 17 de 7,92 mm. Quando empregados como caças noturnos, eram equipados com radares Lichtenstein Cl e detectores infra-vermelho Spanner-11-Anlage. Versões de exportação do Do 17Z foram planejadas usando a designação geral Do 215, sendo que a primeira desenvolvida foi o Do 215A-1, com motores Daimler-Benz DB 601A de 1.075 hp, que foi encomendada pela Suécia em 1939.

Com o início da Segunda Guerra, 18 dessas aeronaves foram embargadas e convertidas para os padrões da Luftwaffe, sendo entregues como bombardeiros/reconhecedores de quatro lugares, sob as designações Do 215B-0 e Do 215B-1. Dois exemplares do Do 215B-3 foram entregues à URSS em 1940. O Do 215BA era um reconhecedor similar ao Do 215B-1, mas carregando câmeras Rb 20/30 e Rb 50/30. A última variante foi o caça noturno Do 215B-5, que tinha nariz sólido similar ao do Do 17Z-10, mas levando dois canhões MG FF de 20 mm e quatro metralhadoras MG 17 de 7,92 mm. O Do 215 também equipou as forças aéreas da Finlândia, Croácia e Itália.

CONCLUSÃO

Os Dornier Do 17s tiveram um papel muito importante durante a primeira fase da Segunda Guerra Mundial, sendo largamente utilizados em 1 de setembro de 1939, quando começou a invasão da Polônia. Atuaram timidamente na campanha da Noruega, mas mostraram toda a sua força durante a Blitzkrieg na Holanda e França, contra comboios aliados no Canal da Mancha e alvos na Grã-Bretanha durante a Batalha da Inglaterra.

Foi na Inglaterra, porém, que começou a mostrar seus pontos fracos: o armamento defensivo não era o suficiente para defendê-los dos Hurricanes e Spitfires da RAF, quando encontravam-se sem a valiosa escolta dos Bf 109. Mas apesar disso, foram ainda empregados nas invasões da Iugoslávia, Grécia e União Soviética, somente sendo retirados de serviço de primeira linha em fins de 1941.

DADOS TÉCNICOS (Do 17Z-2)

Tripulação: 4
Comprimento: 15,8 m
Envergadura: 18 m
Altura: 4,56 m
Área alar: 55 m²
Peso vazio: 5.209 kg
Peso cheio: 8.578 kg
Motor: 2× Bramo 323P de 1.000 hp (750 kW)
Velocidade máxima: 427 km/h
Alcance: 1.160 km
Teto operacional: 7.000 m
Armamento: 1× canhão MG FF de 20 mm, 5x metralhadoras MG 15 de 7,92 mm, 1.000 kg de bombas

Veja também:
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>>Heinkel He 111 será restaurado na Noruega
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quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Vídeo: Bastidores de Valkyrie


Pesquisando mais sobre Valkyrie, não pude deixar de postar este vídeo. É um pequeno vídeo dos bastidores da produção, mas tem tantas belas imagens que me chamou a atenção. Os dois Junkers Ju 52 e os Messerschmitts sobrevoando o campo de pouso realmente vão ficar estupendos na telona!

Não me importa se Tom Cruise foi ou não uma escolha perfeita para o papel principal, este filme tem muitos outros pontos de apoio. O elenco secundário conta com Bill Nighy, Tom Wilkinson, Terence Stamp e Kenneth Branagh (que já fez Reinhard Heydrich no excelente Conspiração, e aqui interpreta Henning von Tresckow).


Veja também:
>>Trailer: Valkyrie (trailer 2)
>>Trailer: Valkyrie
>>Otto Ernst Remer
>>Vídeo: Remer inspeciona a guarda de elite
>>Numa missão para matar Hitler, Tom Cruise e seus conspiradores
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quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Trailer: Valkyrie (trailer 2)


Valkyrie me pareceu ainda mais promissor depois deste novo trailer. Agora até com algumas tomadas no Norte da África, onde Stauffenberg foi mutilado em combate. Infelizmente, só em 2009 para conferirmos o resultado completo:


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>>Trailer: Valkyrie
>>Otto Ernst Remer
>>Vídeo: Remer inspeciona a guarda de elite
>>Trailer: Miracle at St. Anna
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terça-feira, 7 de outubro de 2008

Nota de Falecimento: Edward Briggs


Edward Briggs
(01/03/1923 - 05/10/2008)

Faleceu na Inglaterra no último dia 5 de outubro, de causas naturais aos 85 anos de idade, o último sobrevivente do HMS Hood, Albert Edward Briggs.

Nascido em Redcar, Yorkshire, Briggs viu o HMS Hood pela primeira vez ancorado na foz do rio Tees em 1935, quando tinha 12 anos. Imediatamente ficou encantado com a Marinha, e resolveu alistar-se, mas foi recusado e aconselhado a voltar quando tivesse 15 anos. Foi o que fez. Pouco depois tornou-se mensageiro, servindo a bordo do Hood.

Em maio de 1941, o couraçado alemão KMS Bismarck cruzou o estreito da Dinamarca e rumava para a segurança dos portos na França, de onde poderia atacar a navegação inglesa no Atlântico. Assombrado com essa possibilidade, Winston Churchill emitiu sua famosa ordem: "Afundem o Bismarck". O Hood e o Prince of Wales, acompanhados de seis destróieres, partiram em busca do inimigo.

Localizado pelo cruzador HMS Suffolk, o Bismarck se viu perseguido pelos dois couraçados ingleses. No dia 24 de maio, uma salva bem colocada deixou o Prince of Wales tão danificado que ele teve que deixar o combate. Ted Briggs estava na plataforma da bússola quando uma salva do Bismarck atingiu a seção central do Hood, causando a detonação de munição que estava prestes a ser usada. Outros tiros precisos se seguiram, e um deles atingiu o paiol principal. Para o horror dos espectadores, o navio explodiu, rolou e afundou. Briggs foi lançado ao ar e bateu com a cabeça no chão do deque. Ele então nadou uns cinqüenta metros e viu a proa do Hood na vertical, afundando lentamente. "Foi uma visão que me acompanhou em pesadelos por 40 anos", lembrou ele. Somente Briggs e mais dois homens foram resgatados, de uma tripulação total de 1.419.

Mais tarde, Briggs foi comissionado e tornou-se Tenente, servindo em outros navios até o fim do conflito. Após a guerra, ele seguiu carreira como gerente de empresas por 35 anos, até aposentar-se. Foi presidente da Associação HMS Hood durante muitos anos, e costumava dizer: "Às vezes queria poder esquecer isso. Sou uma curiosidade naval e sempre serei - nunca me deixarão esquecer".

Edward Briggs casou-se duas vezes e deixa a segunda esposa. Nunca teve filhos.


Briggs em foto recente.
Veja também:
>>Combates Aéreos: Afundem o Bismarck
>>John Tovey
>>Nota de Falecimento: Sir Anthony Troup
>>Friedrich Guggenberger
>>Nota de Falecimento: Ian Fraser
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segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Paul Newman foi um condecorado marinheiro na SGM


Paul Newman foi um condecorado marinheiro na SGM

A maioria dos fãs sabe que o ator Paul Newman tinha um Oscar em sua estante, mas poucos sabem que sua lista de prêmios também incluem uma Navy Combat Action Ribbon e a insígnia de tripulação aérea de combate que ele conseguiu enquanto servia como operador de rádio e artilheiro aéreo durante a Segunda Guerra Mundial.

Newman, 83, faleceu no último dia 26 de setembro, após uma longa batalha contra o câncer.

De acordo com informações providas pelo Comando de Pessoal e o Centro Histórico da Marinha, o futuro ator de olhos azuis alistou-se em 22 de janeiro de 1943 – quatro dias antes do seu 18º aniversário – com esperanças de se tornar um oficial e aviador, decolando de porta-aviões.

Enquanto esperava por sua inscrição para o treinamento de oficiais ser completada, Newman estudou na Universidade de Ohio, em Athens.

Quando sua aprovação veio, ele foi ordenado a comparecer em 1 de julho no programa V-12 da Marinha na Universidade de Yale em New Haven, Connecticut. Sua esperança de uma comissão e insígnia de piloto foram por água abaixo quatro meses depois quando um exame físico revelou que ele tinha visão problemática.

Dessa forma, Newman foi enviado ao campo da Marinha em Newport, a alguns quilômetros de distância. Graduando-se três dias após o Natal, ele foi selecionado para treinar como operador de rádio e foi para o Centro Técnico de Treinamento da Marinha em Jacksonville, Flórida, em 8 de janeiro de 1944.

Ele não deixaria Jacksonville até 20 de julho, tendo completado a escola de rádio e qualificado-se como artilheiro aéreo – permitindo-o ser um tripulante de aeronaves baseadas em porta-aviões.

O Aviador Operador de Rádio de 3ª Classe Paul Newman passou alguns meses na Estação da Marinha em Miami antes de ser transferido para Barber’s Point, no Havaí, onde ele serviria em três esquadrões reserva de torpedeiros no Pacífico: VT-98, VT-99 e VT-100.

Enquanto estava com o VT-99, treinando pessoal nos TBM-1Cs, TBM-3s e TBF-1Cs, o esquadrão foi transferido para Eniwetok, depois para Guam, e em janeiro de 1945 para Saipan. O esquadrão realizaria missões de transferência de pilotos substitutos e aeronaves para porta-aviões por toda a frota.

Embora Newman tenha participado de algumas ações de combate, sua experiência mais próxima da morte se deu em maio de 1945.

Operando de Saipan, Newman e outras tripulações de seu esquadrão receberam ordens de decolar com seus TBMs Avenger como substitutos para o porta-aviões classe Essex USS Bunker Hill, operando na costa de Okinawa. Mas o piloto de Newman adoeceu, impedindo a decolagem de sua aeronave até que ele melhorasse.

Apenas alguns dias depois, em 11 de maio, dois kamikazes japoneses atingiram o Bunker Hill com um intervalo de 30 segundos, resultando em incêndios e explosões que mataram 346 marinheiros – entre eles, todo o contingente do esquadrão de Newman.

Um contingente do VT-99 com Newman estava a bordo do porta-aviões de escolta USS Hollandia, que operava a cerca de 8 quilômetros da costa do Japão quando o Enola Gay despejou sua bomba atômica sobre Hiroshima.

Retornando para casa após a rendição japonesa, Newman serviu na 7ª Unidade de Serviço de Porta-Aviões em Seattle antes de ser dispensado em 21 de janeiro de 1946.

Paul Newman também recebeu a Medalha de Boa Conduta, Medalha da Campanha Aérea Americana, Medalha da Campanha Ásia-Pacífico e Medalha da Vitória na Segunda Guerra Mundial.

Fonte: Navy Times, 4 de outubro de 2008.

Veja também:
>>America's War
>>Bate-papo com o veterano - Cel. Ashland responde
>>Donald "Don" Blakeslee
>>Nota de Falecimento: Hamilton McWhorter III
>>Nota de Falecimento: Sir Edmund Hillary
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sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Nota de Falecimento: Boris Yefimov


Boris Yefimov
(28/09/1900 - 01/10/2008)

Faleceu em Moscou no último dia 1 de outubro, de causas naturais aos 108 anos de idade, o cartunista de Stalin, Boris Yefimov.

Nascido em Kiev, Yefimov mudou-se com a família para Bialystok, na atual Polônia, quando ele ainda era pequeno. Contudo, seus pais decidiram fugir do avanço alemão durante a Primeira Guerra Mundial, voltando para a Ucrânia, onde ele prosseguiu com seus estudos. Ele começou a expressar seus sentimentos através de caricaturas políticas, publicando seu primeiro desenho em 1919. Em seguida mudou-se para Moscou, onde seu irmão Mikhail trabalhava como editor do Pravda, e conseguiu-lhe um emprego como cartunista político.

Yefimov publicou seu primeiro livro em 1924, contendo um prefácio escrito por Leon Trotsky. Isso foi considerado um ato extremamente arriscado, visto a antipatia de Stalin por Trotsky. Após a expulsão deste último da URSS, Yefimov "fez as pazes" com Stalin ao representar Trotsky como um traidor fascista em suas caricaturas.

Durante a guerra, as caricaturas de Yefimov foram extensivamente publicadas em diversos anúncios e jornais, ridicularizando o inimigo alemão e elevando o moral do Exército Vermelho. Seu trabalho era considerado tão importante que o NKVD nunca o tocou ou acusou de ato ilícito. Após a rendição alemã ele passou ridicularizar as potências ocidentais em seus trabalhos, que durariam por toda a existência da União Soviética. Na verdade, Yefimov nunca parou de desenhar, embora em seus últimos anos ele tenha passado a uma temática mais amistosa. Ele também era presença constante em eventos memoriais e encontros de veteranos.

Dono de uma vida singular, onde testemunhou o nascimento da União Soviética em 1917, viu Lenin discursar em 1922, acompanhou Hitler em Berlim em 1933 e assistiu ao julgamento dos criminosos de guerra nazistas em Nuremberg em 1946, Yefimov era freqüentemente perguntando sobre o segredo de sua longevidade. Ele respondia: "Encontro-me com os meus amigos freqüentemente, para beber vodka, conhaque e cerveja, e como de tudo. Não faço nenhuma dieta".

Boris Yefimov faleceu três dias após seu 108º aniversário. Ele casou-se (e ficou viúvo) duas vezes, e teve um filho.


Caricatura de Yefimov datada de dezembro de 1941. Mostra soldados alemães recuando do front de Moscou, carregando um caixão onde se lê: "Mito da Invencibilidade do Exército Alemão".

Veja também:
>>Nota de Falecimento: Nikolai Baibakov
>>Nota de Falecimento: Mikhail Minin
>>Alexandr Marinesko
>>Nota de Falecimento: Mario Rigoni Stern
>>Ivan Kozhedub
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quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Trailer: Miracle at St. Anna


Miracle at St. Anna é o novo filme do diretor Spike Lee. Trata de soldados negros da 92ª Divisão de Infantaria dos Estados Unidos em ação no front italiano em 1944, onde terão de lutar contra os alemães e o racismo dos próprios Aliados. A trama se foca no massacre de Sant'Anna di Stazzerna, perpetrado pela SS em agosto de 1944, em retaliação às ações dos partisans na Toscana.

O lançamento do filme na Itália já causou bastante polêmica e protestos de grupos de ex-partisans, pois o filme mostra um personagem que trai o movimento e coopera com os nazistas. O enredo é baseado numa história real.

Pessoalmente eu gostei do resultado, estou ansioso para checar no cinema. Confiram:

Veja também:
>>Trailer: Valkyrie
>>Vídeo: Ataque de caça noturno em "Night Flight"
>>Filmes: Fuga para a Vitória
>>Trailer: For Those We Love
>>Filmes: El Alamein
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quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Mesa de Hitler vai à leilão


Mesa de Hitler vai à leilão

Desde a última terça (30 de setembro de 2008), compradores de todo o mundo estão tendo a inédita oportunidade de obter uma peça histórica que teve anteriormente somente dois donos: um veterano do Exército Americano e, antes dele, Adolf Hitler.


O conjunto de mesa pessoal de Hitler, completo com as infames iniciais do ditador e a insígnia da águia nazista em alto relevo está em leilão no site http://www.munipact.com/ do dia 30 de setembro até 14 de outubro de 2008. A data é significativa, pois marca o 70º aniversário do momento mais importante da mesa na história.

Em 30 de setembro de 1938, Adolf Hitler chegou a um acordo com os principais líderes europeus que efetivamente cedeu o controle da Tchecoslováquia para a Alemanha. O duvidoso “Pacto de Munique” não incluía um representante tcheco. Foi assinado pelos primeiros-ministros Neville Chamberlain da Inglaterra, Edouard Daladier da França, Benito Mussolini da Itália e Adolf Hitler. O pacto deu a Hitler a pedra-fundamental para sua eventual invasão e conquista da Europa, sem disparar uma única bala – somente com o riscar da caneta. A mesa foi usada para as assinaturas, provendo uma plataforma na qual os fatídicos nomes foram inscritos. A Segunda Guerra Mundial logo se seguiu.

Salte sete anos para frente. Enquanto os exércitos de liberação varriam a Europa no fim da guerra, o Primeiro-Tenente Jack McConn da 179ª Divisão de Infantaria do Exército dos Estados Unidos descobriu a mesa num porão em Führerbau, o quartel-general de Hitler em Munique, onde o pacto foi assinado. McConn levou a mesa como souvenir de guerra. Era agosto de 1945, e McConn manteve a posse do artefato desde então. Em adição às iniciais de Hitler e a insígnia, os potes de tinta são réplicas dos monumentos em honra das vítimas do Putsch da Cervejaria em 1923 – a primeira tentativa de Hitler de tomar o poder na Alemanha, que resultou em sua prisão e na escrita de seu livro, “Mein Kampf”.

O conjunto de mesa foi autenticado por uma autoridade independente. Toda a documentação foi disponibilizada no site do leilão. Fotos da mesa, entrevistas de vídeo com McConn, bem como filmagem real do Pacto de Munique mostrando a mesa também foram disponibilizadas no site.

Fonte: Centre Daily Times, 29 de outubro de 2008.

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>>Spitfire em condições de vôo será leiloado por £1 milhão
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