(01/10/1916 - 14/09/2008)
Faleceu na Inglaterra no último dia 14 de setembro, de causas naturais aos 91 anos de idade, o Contra-Almirante Michael Kyrle-Pope.
Michael juntou-se à Royal Navy em 1934, sendo transferido para os submarinos em 1938. No começo da guerra, ele servia no HMS Oswald, ancorado no porto de Alexandria, no Egito. Em fins de julho de 1940, o Oswald saiu para uma patrulha no Mediterrâneo central, aproximando-se e atacando um comboio italiano perto do Cabo Spartivento, mas errando os alvos. O submarino então enviou uma mensagem de rádio para Alexandria, anunciando a posição do comboio. A mensagem, contudo, foi capturada pelos italianos, que colocaram todas as suas unidades anti-submarinas na área em alerta.
Na noite de 1 de agosto de 1940, o HMS Oswald foi avistado na superfície por uma divisão de destróieres da Regia Marina, mas o capitão do submarino, Tenente-Comandante David Alexander Fraser, não ordenou nenhuma contra-medida. Às 23:05h, o Oswald foi atingido pelo destróier Vivaldi e afundou em seguida. Kyrle-Pope ainda tentou salvar um de seus colegas, mas perdeu-o na confusão. Três homens morreram e 52 foram resgatados pelos italianos.
Kyrle-Pope passaria os próximos cinco anos e meio em cativeiro inimigo, inicialmente dos italianos e depois dos alemães. Ele organizou e participou de diversas tentativas de fuga, sendo condecorado após a guerra por sua liderança. Ao retornar para a Inglaterra, ele divorciou-se de sua esposa e casou-se com Suzanne Parlby, que ele tinha conhecido em Malta antes da guerra. Suzanne contou a vida do casal em seu livro "Same Wife in Every Port", publicado em 1998.
Após fazer o Curso de Estado-Maior da Marinha em 1947, Kyrle-Pope foi designado para o porta-aviões HMS Warrior, fazendo duas missões no Pacífico durante a Guerra da Coréia. Apesar do seu tempo como prisioneiro de guerra, a competência de Kyrle-Pope superou esse preconceito e ele ascendeu na cadeia de comando. Ele trabalhou no setor de inteligência no Báltico, onde utilizou antigos barcos torpedeiros da Kriegsmarine com ex-marinheiros alemães disfarçados para interceptar o tráfego radiofônico soviético na região.
Em 1961, cursou a Academia de Defesa Imperial em Londres, que forma líderes para altas posições de comando. Dessa forma, foi designado Comandante Naval do Oriente Médio, responsável por manter estável aquela turbulenta região. Em 1965 foi promovido a Contra-Almirante, tomando o posto de Chefe de Estado-Maior do Comandante-em-Chefe do Extremo Oriente entre 1967 e 1969, quando se aposentou.
Michael Kyrle-Pope deixa esposa, um filho e duas filhas.
Michael juntou-se à Royal Navy em 1934, sendo transferido para os submarinos em 1938. No começo da guerra, ele servia no HMS Oswald, ancorado no porto de Alexandria, no Egito. Em fins de julho de 1940, o Oswald saiu para uma patrulha no Mediterrâneo central, aproximando-se e atacando um comboio italiano perto do Cabo Spartivento, mas errando os alvos. O submarino então enviou uma mensagem de rádio para Alexandria, anunciando a posição do comboio. A mensagem, contudo, foi capturada pelos italianos, que colocaram todas as suas unidades anti-submarinas na área em alerta.
Na noite de 1 de agosto de 1940, o HMS Oswald foi avistado na superfície por uma divisão de destróieres da Regia Marina, mas o capitão do submarino, Tenente-Comandante David Alexander Fraser, não ordenou nenhuma contra-medida. Às 23:05h, o Oswald foi atingido pelo destróier Vivaldi e afundou em seguida. Kyrle-Pope ainda tentou salvar um de seus colegas, mas perdeu-o na confusão. Três homens morreram e 52 foram resgatados pelos italianos.
Kyrle-Pope passaria os próximos cinco anos e meio em cativeiro inimigo, inicialmente dos italianos e depois dos alemães. Ele organizou e participou de diversas tentativas de fuga, sendo condecorado após a guerra por sua liderança. Ao retornar para a Inglaterra, ele divorciou-se de sua esposa e casou-se com Suzanne Parlby, que ele tinha conhecido em Malta antes da guerra. Suzanne contou a vida do casal em seu livro "Same Wife in Every Port", publicado em 1998.
Após fazer o Curso de Estado-Maior da Marinha em 1947, Kyrle-Pope foi designado para o porta-aviões HMS Warrior, fazendo duas missões no Pacífico durante a Guerra da Coréia. Apesar do seu tempo como prisioneiro de guerra, a competência de Kyrle-Pope superou esse preconceito e ele ascendeu na cadeia de comando. Ele trabalhou no setor de inteligência no Báltico, onde utilizou antigos barcos torpedeiros da Kriegsmarine com ex-marinheiros alemães disfarçados para interceptar o tráfego radiofônico soviético na região.
Em 1961, cursou a Academia de Defesa Imperial em Londres, que forma líderes para altas posições de comando. Dessa forma, foi designado Comandante Naval do Oriente Médio, responsável por manter estável aquela turbulenta região. Em 1965 foi promovido a Contra-Almirante, tomando o posto de Chefe de Estado-Maior do Comandante-em-Chefe do Extremo Oriente entre 1967 e 1969, quando se aposentou.
Michael Kyrle-Pope deixa esposa, um filho e duas filhas.
Veja também:
>>Nota de Falecimento: Ian Fraser
>>Nota de Falecimento: Eric Dowling
>>Nota de Falecimento: Sir Anthony Troup
>>Sir John Tovey
>>R.N. Roma em 3D
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