ORIGENS
Assim como o Messerschmitt Me 262 foi o primeiro caça a jato da história, o Arado Ar 234 "Blitz" (relâmpago) foi o primeiro bombardeiro a jato, embora tenha sido desenvolvido inicialmente em resposta a um pedido do Reichsluftahrtministerium para uma rápida aeronave de reconhecimento.
DESENVOLVIMENTO
O trabalho no Ar 234 começou em fins de 1940 e, no início do ano seguinte, o time de design da Arado, liderado por Waiter Blume e Hans Rebeski, completou um estudo de projeto denominado E.370, o qual emergiu finalmente em forma de protótipo como o Ar 234 no início de 1943. Com um desenho de asa superior e dois motores presos nela, o Blitz ficou com uma fuselagem tão afilada que não poderia conter um trem de pouso retrátil. A solução adotada originalmente foi utilizar um conjunto de rodas externas de decolagem e trilhos, possuindo skis para o pouso.
Atrasos no desenvolvimento do motor a jato Junkers fez com que o primeiro carregamento de motores 004B-0 não fosse entregue em Warnemfinde até fevereiro de 1943, e o protótipo foi equipado com eles de modo que os testes de taxiamento pudessem começar em março. Em maio dois motores de vôo tinham sido instalados e a aeronave transferida para o campo de pouso Rheine, onde o primeiro vôo aconteceu em 15 de junho. O procedimento de decolagem original era usar os trilhos e atingir uma altura de 60 metros, usando cinco pára-quedas de freio para retornar o equipamento em segurança ao solo e reusá-lo. No entanto, os pára-quedas se mostraram problemáticos, e após dois trilhos serem destruídos, foi decidido que as rodas seriam soltas após a decolagem.
A versão com trilho foi designada Ar 234A e o terceiro protótipo, que voou em 22 de agosto de 1943, foi equipado com foguetes para auxílio na decolagem, enquanto seu cockpit pressurizado recebia um assento ejetor. O quarto e quinto protótipos voaram em 15 de setembro e 20 de dezembro de 1943, respectivamente. O próximo a voar foi o oitavo protótipo, equipado com quatro motores BMW 003A-1 instalados em pares. Os mesmos motores, em quatro nacelas separadas, propeliram o sexto protótipo, que voou em 8 de abril de 1944.
Enquanto isso, o motor Junkers 004B teve sua potência aumentada de 840 kgf para 900 kgf de impulso e equipou o sétimo e ultimo modelo da série A, que caiu depois do motor entrar em chamas, matando o piloto-chefe de testes da Arado, Flugkäpitan Selle. A incapacidade do Ar 234 de se mover facilmente antes da instalação dos trilhos era claramente inaceitável num ambiente operacional. Porém, a série B evoluiu, com a fuselagem modificada para receber o trem de pouso retrátil, apesar do nariz afilado. O oitavo protótipo foi o primeiro com essa característica e voou em 10 de março de 1944. Foi seguido em 2 de abril pelo décimo protótipo, que não usava cabine pressurizada nem assento ejetor, mas foi equipado com pilones de fixação de bombas abaixo das nacelas do motor e usado para testar o computador de mira BZA (Bombenzielanlage fur Sturzflug). Dos outros protótipos da série B restantes merecem destaque o número treze, com dois pares de motores BMW 003A-1, e o quinze e dezessete, cada um com dois motores BMW e usados como plataforma de testes para a solução dos problemas de controle de propulsão dos turbojatos.
EM OPERAÇÃO
Apesar dos problemas de mobilidade no solo, em julho de 1944, o quinto e o sétimo protótipos foram submetidos a testes operacionais em tarefas de reconhecimento com o 1./Versuchsverband Oberbefehlshaber de Luftwaffe em Juvincourt, perto de Reims.
Equipados com foguetes de auxílio na decolagem, eles evitaram interceptação por numerosas vezes sobre território Aliado e foram acompanhados mais tarde por alguns Ar 234B-1s que, em pequenos destacamentos, equiparam unidades experimentais de reconhecimento designadas Sonderkommandos Gotz, Hecht, Sperling e Sommer. Duas outras unidades, 1.(F)/33 e 1.(F)/100, ainda estavam operacionais no fim da guerra.
A versão bombardeiro ficou operacional com o Stabstaffel do KG 76, entregue durante a ofensiva nas Ardenas, mas devido ao atual estado da guerra e ao pouco combustível disponível, o número de missões foi bastante reduzido. Entre as operações mais destacadas estavam as tentativas de destruir a ponte Ludendorff sobre o Reno em Remagen, que era detida por tropas americanas. Por dez dias, a partir de 7 de março de 1945, ataques quase contínuos foram feitos contra esse alvo, até o colapso total da ponte, mas em duas semanas as operações de bombardeio tinham virtualmente acabado, devido à falta de combustível.
O Ar 234 também foi operado pelo Kommando Bonow, uma unidade de caça noturna experimental que operou até o fim da guerra sob o controle do Luftflotte Reich. A produção total do Arado Ar 234 Blitz foi de 274 aeronaves, das quais trinta eram protótipos e 244 de linha. Esse número incluía 20 Ar 234B-0 de pré-produção, a maioria sem cabine pressurizada e assento ejetor, que foram entregues em Rechlin para desenvolvimento intensivo em vôo. Eles foram seguidos pelos primeiros modelos verdadeiramente de série, o Ar 234B-1 (aeronave de reconhecimento que podia carregar duas câmeras Rb 50/30 ou Rb 75/30 ou uma combinação de uma Rb 50/30 e uma Rb 20/30) e o Ar 234B-2 (bombardeiro, que tinha carga máxima de 1.500 kg, levada nos pilones ETC 503 sob as nacelas do motor).
OUTRAS VERSÕES
A produção destas duas séries totalizou 210 unidades, e experiências com essas aeronaves deixaram poucas dúvidas de que a estrutura básica era capaz de usar poder crescente para melhorar a performance, levando ao desenvolvimento do Ar 234C. Isso resultou em dois protótipos testados em vôo, com diferentes arranjos para os quatro motores, individuais e em pares, sendo que a configuração em pares se mostrou mais eficiente.
O 19º protótipo foi verdadeiramente o primeiro Arado Ar 234C tendo quatro motores BMW 003A-1 Sturm (800 kg de impulso) em pares em cada asa. Testes satisfatórios com essa aeronave levaram à produção do quadrimotor Ar 234C-1, que era similar ao Ar 234B-1, exceto por ter pressurização total da cabine e ser armado com dois canhões traseiros MG 151/20 de 20 mm. O similarmente propelido Ar 234C-2 foi planejado, correspondendo ao Ar 234B-2, e diversos protótipos do Ar 234C-3 foram construídos. Essa era uma versão multiuso, podendo ser bombardeiro, ataque ao solo ou caça noturno. Mas apenas um total de 14 Ar 234C-1/-3 foram produzidos.
Ainda com o multiuso Ar 234C-3, foram desenhadas o Ar 234C-3/N (caça noturno biposto), Ar 234C-4 (reconhecimento armado), Ar 234C-5 (biposto lado a lado), Ar 234C-6 (bombardeiro-reconhecimento), Ar 234C-7 (bombardeiro-caça noturno) e o Ar 234C-8 (bombardeiro monoposto impulsionado por dois motores Jumo 004D de 1.080 kg de propulsão.
Outros projetos que falharam em se materializar foram os Ar 234D-1 (reconhecimento) e Ar 234D-2 (bombardeiro), que seriam equipados com dois motores Heinkel-Hirth HeS OIIA de 1300 kg e, por fim, a série Ar 234P, caças noturnos avançados com motores BMW, Heinkel-Hirth e Jumo.
DADOS TÉCNICOS (Ar 234B)
Tripulação: 1
Comprimento: 12,63 m
Envergadura: 14,1 m
Altura: 4,3 m
Área alar: 26,4 m²
Peso vazio: 5.200 kg
Peso cheio: 9.850 kg
Motor: 2× Junkers Jumo 004B-1 de 8,80 kN
Velocidade máxima: 742 km/h a 6.000 metros
Alcance: 1.100 km
Teto operacional: 10.000 m
Armamento: 2× canhões MG 151 de 20 mm controlados remotamente para trás (opcionais), 1.500 kg de bombas
DESENVOLVIMENTO
O trabalho no Ar 234 começou em fins de 1940 e, no início do ano seguinte, o time de design da Arado, liderado por Waiter Blume e Hans Rebeski, completou um estudo de projeto denominado E.370, o qual emergiu finalmente em forma de protótipo como o Ar 234 no início de 1943. Com um desenho de asa superior e dois motores presos nela, o Blitz ficou com uma fuselagem tão afilada que não poderia conter um trem de pouso retrátil. A solução adotada originalmente foi utilizar um conjunto de rodas externas de decolagem e trilhos, possuindo skis para o pouso.
A versão com trilho foi designada Ar 234A e o terceiro protótipo, que voou em 22 de agosto de 1943, foi equipado com foguetes para auxílio na decolagem, enquanto seu cockpit pressurizado recebia um assento ejetor. O quarto e quinto protótipos voaram em 15 de setembro e 20 de dezembro de 1943, respectivamente. O próximo a voar foi o oitavo protótipo, equipado com quatro motores BMW 003A-1 instalados em pares. Os mesmos motores, em quatro nacelas separadas, propeliram o sexto protótipo, que voou em 8 de abril de 1944.
EM OPERAÇÃO
Apesar dos problemas de mobilidade no solo, em julho de 1944, o quinto e o sétimo protótipos foram submetidos a testes operacionais em tarefas de reconhecimento com o 1./Versuchsverband Oberbefehlshaber de Luftwaffe em Juvincourt, perto de Reims.
Equipados com foguetes de auxílio na decolagem, eles evitaram interceptação por numerosas vezes sobre território Aliado e foram acompanhados mais tarde por alguns Ar 234B-1s que, em pequenos destacamentos, equiparam unidades experimentais de reconhecimento designadas Sonderkommandos Gotz, Hecht, Sperling e Sommer. Duas outras unidades, 1.(F)/33 e 1.(F)/100, ainda estavam operacionais no fim da guerra.
O Ar 234 também foi operado pelo Kommando Bonow, uma unidade de caça noturna experimental que operou até o fim da guerra sob o controle do Luftflotte Reich. A produção total do Arado Ar 234 Blitz foi de 274 aeronaves, das quais trinta eram protótipos e 244 de linha. Esse número incluía 20 Ar 234B-0 de pré-produção, a maioria sem cabine pressurizada e assento ejetor, que foram entregues em Rechlin para desenvolvimento intensivo em vôo. Eles foram seguidos pelos primeiros modelos verdadeiramente de série, o Ar 234B-1 (aeronave de reconhecimento que podia carregar duas câmeras Rb 50/30 ou Rb 75/30 ou uma combinação de uma Rb 50/30 e uma Rb 20/30) e o Ar 234B-2 (bombardeiro, que tinha carga máxima de 1.500 kg, levada nos pilones ETC 503 sob as nacelas do motor).
OUTRAS VERSÕES
A produção destas duas séries totalizou 210 unidades, e experiências com essas aeronaves deixaram poucas dúvidas de que a estrutura básica era capaz de usar poder crescente para melhorar a performance, levando ao desenvolvimento do Ar 234C. Isso resultou em dois protótipos testados em vôo, com diferentes arranjos para os quatro motores, individuais e em pares, sendo que a configuração em pares se mostrou mais eficiente.
Ainda com o multiuso Ar 234C-3, foram desenhadas o Ar 234C-3/N (caça noturno biposto), Ar 234C-4 (reconhecimento armado), Ar 234C-5 (biposto lado a lado), Ar 234C-6 (bombardeiro-reconhecimento), Ar 234C-7 (bombardeiro-caça noturno) e o Ar 234C-8 (bombardeiro monoposto impulsionado por dois motores Jumo 004D de 1.080 kg de propulsão.
Outros projetos que falharam em se materializar foram os Ar 234D-1 (reconhecimento) e Ar 234D-2 (bombardeiro), que seriam equipados com dois motores Heinkel-Hirth HeS OIIA de 1300 kg e, por fim, a série Ar 234P, caças noturnos avançados com motores BMW, Heinkel-Hirth e Jumo.
DADOS TÉCNICOS (Ar 234B)
Tripulação: 1
Comprimento: 12,63 m
Envergadura: 14,1 m
Altura: 4,3 m
Área alar: 26,4 m²
Peso vazio: 5.200 kg
Peso cheio: 9.850 kg
Motor: 2× Junkers Jumo 004B-1 de 8,80 kN
Velocidade máxima: 742 km/h a 6.000 metros
Alcance: 1.100 km
Teto operacional: 10.000 m
Armamento: 2× canhões MG 151 de 20 mm controlados remotamente para trás (opcionais), 1.500 kg de bombas
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