ORIGENS
Como parte do “Plano R”, uma série de medidas para a de reestruturação da Regia Aeronautica em 1937, o Ministério do Ar italiano fez um requerimento para um novo caça monoplano metálico, e três protótipos chegaram à etapa final: o Fiat G.50, o IMAM Ro.51 e o Macchi MC.200.
DESENVOLVIMENTO
O novo caça criado pelo engenheiro Mario Castoldi usava o motor radial Fiat R.C.38, e era um avião bonito e macio. Para os padrões italianos, tinha um bom armamento (duas metralhadoras 12,7 mm) e boas características de vôo, com a exceção de um problema que praguejou a primeira série de modelos: a tendência de entrar em auto-rotação quando certos ângulos de ataque eram atingidos. Isso era devido ao desenho das asas e foi facilmente resolvido com a modificação das mesmas.
Os acidentes, porém, criaram uma má reputação do MC.200 e as primeiras aeronaves entregues ao 4º Stormo Caccia no fim de 1939 foram recusadas pela unidade, que preferiu continuar com o mais "confiável" biplano Fiat CR.42! No entanto, o MC.200 foi entregue à outras unidades após a entrada da Itália na guerra em junho de 1940, equipando o 6º, 152º e 153º Gruppi, num total de 144 aeronaves. Outro pequeno problema com as primeiras séries foi o cockpit fechado que, além de não ser um sucesso entre os pilotos, tinha dificuldades para abrir em grandes altitudes. O resultado foi um cockpit aberto com pára-brisas blindado.
EM OPERAÇÃO
Descontando esses problemas, o MC.200 foi logo apreciado pelos pilotos, que o consideravam um salto evolucionário comparado aos biplanos. A primeira vitória de um "Saetta" ocorreu em 1 de novembro de 1940, quando dois Macchis conseguiram derrubar um Short Sunderland na costa sul da Sicília. As operações contra Malta foram perpetradas principalmente por MC.200s baseados na Sicília, que eram usados também para reconhecimento aéreo no lugar dos lentos SM.79s.
Em junho de 1941, os Saettas já equipavam o 4º Stormo (que finalmente aceitaram as qualidades do caça) e o 54º Stormo. Em abril de 1941, o MC.200 havia começado seu serviço no Norte da África com muitas unidades, inicialmente com o 153º Gruppo e a 374º Squadriglia; mais tarde equiparam também o 8º, 150º e 3º Gruppi em janeiro de 1942.
Com a ofensiva de Rommel progredindo, um novo papel foi apresentado ao Macchi Saetta: caça-bombardeiro. Modificados para esse fim, foram usados primeiramente pelo 18º Gruppo na batalha por Tobruk em meados de 1942, conseguindo afundar o destróier britânico Zulu e quatro navios torpedeiros, além de impedir o avanço das colunas blindadas inglesas em direção ao porto. Estes, contudo, foram os últimos sucessos do MC.200 na África. Após a derrota em El Alamein, a maioria das unidades foi enviada de volta à Itália, e em janeiro de 1943 havia apenas 25 MC.200s no 13º Gruppo e 384º Squadriglia, reforçados mais tarde por pequenas quantidades provenientes do 162º Gruppo Assalto baseado na Tunísia.
O Saetta foi usado também na campanha da Grécia em 1941 por diversas unidades, mas o uso mais importante do MC.200 fora do Mediterrâneo foi na campanha russa, como parte do infeliz Corpo di Spedizione Italiano in Russia (CSIR). A missão começou em julho de 1941 com 51 MC.200s do 22º Gruppo enviados para a URSS. Os aviões começaram a operar em agosto, seguindo o avanço bem-sucedido das tropas de eixo no Grupo de Exércitos Sul. Os problemas começaram imediatamente com a chegada do primeiro inverno russo, que mostrou o despreparo das aeronaves italianas para o clima gelado. A falta de lonas para cobrir e proteger os aviões e aquecedores para facilitar a partida dos motores congelados acompanhavam o tremendo frio enfrentado pelos pilotos italianos em seus cockpits abertos.
Ainda assim, os Saettas conseguiram um bom sucesso: entre 25 e 29 de dezembro, 12 inimigos foram derrubados contra um único MC.200 perdido. Outros sucessos se seguiram nos primeiros meses de 1942, e durante toda a campanha os Macchis derrubaram 88 inimigos contra a perda de apenas 15 dos seus. Na primavera de 1942, os MC.200s do 21º Gruppo substituíram o fatigado 22º Gruppo, mas a nova ofensiva russa em dezembro de 1942 não pôde ser contida e a última missão operacional dos Saettas aconteceu com 25 aeronaves em janeiro de 1943. Após isso, só houve uma retirada sem fim e em 15 de maio os últimos dez MC.200s restantes em Odessa partiram para a Itália.
De volta ao lar, o MC.200 teve de enfrentar um inimigo prestes a invadir a Itália. O último uso dos Saettas foi como caça-bombardeiro, junto ao 12º Gruppo, contra navios Aliados bombardeando a ilha de Pantelleria. A mesma cena se repetiu na primeira metade de julho de 1943 contra navios que desembarcavam tropas na Sicília. Essas heróicas, mas inúteis missões, foram as últimas do MC.200.
CONCLUSÃO
Em 8 de setembro de 1943, de 1.153 MC.200s construídos, apenas 51 sobreviveram, espalhados pela Itália, Albânia e Grécia. 23 deles conseguiram chegar às linhas Aliadas e foram usados como aeronave de treinamento pela Força Aérea Italiana Co-Beligerante, e tarefa idêntica foi dada aos oito sobreviventes da Aeronautica Nazionale Rebubblicana (ANR) no norte. Obsoleto e fora de série, mas inusitadamente confiável, o MC.200 conseguiu cumprir seu dever até o fim.
DADOS TÉCNICOS
Tripulação: 1
Comprimento: 8,25 m
Envergadura: 10,58 m
Altura: 3,05 m
Área alar: 16,82 m²
Peso vazio: 1.964 kg
Peso cheio: 2.395 kg
Motor: 1× Fiat A.74 R.C.38 de 870 hp (650 kW)
Velocidade máxima: 504 km/h
Alcance: 570 km
Teto operacional: 8.900 m
Armamento: 2x metralhadoras Breda-SAFATde 12,7 mm, 300 kg de bombas
DESENVOLVIMENTO
O novo caça criado pelo engenheiro Mario Castoldi usava o motor radial Fiat R.C.38, e era um avião bonito e macio. Para os padrões italianos, tinha um bom armamento (duas metralhadoras 12,7 mm) e boas características de vôo, com a exceção de um problema que praguejou a primeira série de modelos: a tendência de entrar em auto-rotação quando certos ângulos de ataque eram atingidos. Isso era devido ao desenho das asas e foi facilmente resolvido com a modificação das mesmas.
EM OPERAÇÃO
Descontando esses problemas, o MC.200 foi logo apreciado pelos pilotos, que o consideravam um salto evolucionário comparado aos biplanos. A primeira vitória de um "Saetta" ocorreu em 1 de novembro de 1940, quando dois Macchis conseguiram derrubar um Short Sunderland na costa sul da Sicília. As operações contra Malta foram perpetradas principalmente por MC.200s baseados na Sicília, que eram usados também para reconhecimento aéreo no lugar dos lentos SM.79s.
Em junho de 1941, os Saettas já equipavam o 4º Stormo (que finalmente aceitaram as qualidades do caça) e o 54º Stormo. Em abril de 1941, o MC.200 havia começado seu serviço no Norte da África com muitas unidades, inicialmente com o 153º Gruppo e a 374º Squadriglia; mais tarde equiparam também o 8º, 150º e 3º Gruppi em janeiro de 1942.
O Saetta foi usado também na campanha da Grécia em 1941 por diversas unidades, mas o uso mais importante do MC.200 fora do Mediterrâneo foi na campanha russa, como parte do infeliz Corpo di Spedizione Italiano in Russia (CSIR). A missão começou em julho de 1941 com 51 MC.200s do 22º Gruppo enviados para a URSS. Os aviões começaram a operar em agosto, seguindo o avanço bem-sucedido das tropas de eixo no Grupo de Exércitos Sul. Os problemas começaram imediatamente com a chegada do primeiro inverno russo, que mostrou o despreparo das aeronaves italianas para o clima gelado. A falta de lonas para cobrir e proteger os aviões e aquecedores para facilitar a partida dos motores congelados acompanhavam o tremendo frio enfrentado pelos pilotos italianos em seus cockpits abertos.
Ainda assim, os Saettas conseguiram um bom sucesso: entre 25 e 29 de dezembro, 12 inimigos foram derrubados contra um único MC.200 perdido. Outros sucessos se seguiram nos primeiros meses de 1942, e durante toda a campanha os Macchis derrubaram 88 inimigos contra a perda de apenas 15 dos seus. Na primavera de 1942, os MC.200s do 21º Gruppo substituíram o fatigado 22º Gruppo, mas a nova ofensiva russa em dezembro de 1942 não pôde ser contida e a última missão operacional dos Saettas aconteceu com 25 aeronaves em janeiro de 1943. Após isso, só houve uma retirada sem fim e em 15 de maio os últimos dez MC.200s restantes em Odessa partiram para a Itália.De volta ao lar, o MC.200 teve de enfrentar um inimigo prestes a invadir a Itália. O último uso dos Saettas foi como caça-bombardeiro, junto ao 12º Gruppo, contra navios Aliados bombardeando a ilha de Pantelleria. A mesma cena se repetiu na primeira metade de julho de 1943 contra navios que desembarcavam tropas na Sicília. Essas heróicas, mas inúteis missões, foram as últimas do MC.200.
CONCLUSÃO
DADOS TÉCNICOS
Tripulação: 1
Comprimento: 8,25 m
Envergadura: 10,58 m
Altura: 3,05 m
Área alar: 16,82 m²
Peso vazio: 1.964 kg
Peso cheio: 2.395 kg
Motor: 1× Fiat A.74 R.C.38 de 870 hp (650 kW)
Velocidade máxima: 504 km/h
Alcance: 570 km
Teto operacional: 8.900 m
Armamento: 2x metralhadoras Breda-SAFATde 12,7 mm, 300 kg de bombas
Regia Aeronautica no inverno russo. Efeito do gelo nos Saettas e outras aeronaves.
Veja também:
>>Fiat CR.32 Chirri
>>Fiat CR.42 Falco
>>A Itália declara: "Guerra!"
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