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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Bloch MB.152


ORIGENS

Em julho de 1934 a Avions Marcel Bloch estava empenhada numa competição resultante de uma especificação do Ministério do Ar francês por um novo caça. Propostas também haviam sido enviadas pela Dewoitine, Loire, Morane Saulnier e Nieuport; com a eventual vitória da Morane Saulnier. A Bloch não ficou muito chateada com a decisão, já que seu protótipo, Bloch MB.150.01 não parecia bastante confiável, além de não ser "charmoso" como a maioria das aeronaves francesas, de desenho fino e acabado.

DESENVOLVIMENTO

Nada aconteceu nos próximos nove meses até que, no início de 1937, foi decidido forçar o "patinho feio" a voar. Isso aconteceu em outubro de 1937 após serem instalados uma asa maior e mais reforçada, trem de pouso revisado e um motor radial Gnome-Rhône 14N de 940 hp com propulsor de três lâminas. Entregue ao Centre d'Essais du Materiel Aerien (CEMA) para testes de vôo, mostrou performance suficientemente interessante para garantir mais desenvolvimento. Isso trouxe, no início de 1938, um pequeno aumento da área alar e a instalação de um motor Gnome-Rhône 14N-7.

Quando os testes foram completados, no fim da primavera de 1938, a SNCASO ganhou um pedido para 25 aeronaves de pré-produção. Trabalhos preparatórios que antecederam a construção das aeronaves na nova fábrica da SNCASO mostraram que o desenho do MB.150.01 era incompatível com a produção em massa. A única solução era outro redesenho, que resultou numa redução da área alar e a escolha do motor Gnome-Rhône 14N-11. Foi com essa forma que o novo protótipo, designado MB.151.01, voou pela primeira vez, em 18 de agosto e 1938.

PRODUÇÃO

A construção da série de pré-produção já havia então começado, mas apesar da crescente urgência da situação na Europa, somente quatro dessas aeronaves haviam sido entregues até abril de 1939. Simultaneamente, os engenheiros da SNCASO estavam trabalhando em uma versão melhorada, mas a única diferença marcante entre ela e o MB.151.01 era o novo motor Gnome-Rhône 14N-21 de 1.030 hp. O novo protótipo, designado MB.152.01, havia feito seu vôo de estréia em dezembro de 1938. Foi equipado com um Gnome-Rhône 14N-25 de 1.080 hp antes de ser entregue ao CEMA para testes, em fevereiro de 1939. A excelente performance dessa versão gerou reações positivas, levando a um pedido para 400 aeronaves de produção, das quais 340 eram MB.13.152s, modificações do MB.151.

Infelizmente, a grande performance não se materializou na série de produção e, com o rompimento da Segunda Guerra Mundial em setembro de 1939, um total combinado de 120 MB.151 e MB.152 havia sido entregue. Ainda mais infelizmente, nenhum desses poderia ser usado em ação, pois nenhum tinha mira e 95 haviam sido entregues sem propulsores. Esse seria o momento em que a pressão das circunstâncias eliminaria quaisquer problemas, mas ao fim de novembro, quando 358 exemplares já haviam sido entregues, 157 ainda continuavam sem propulsores e havia um sério problema de superaquecimento do motor que necessitava de atenção.

EM AÇÃO

Apesar dos problemas, o Armee de l'Air fez todo o possível para acelerar sua valiosa entrada em serviço. Um esquadrão experimental foi formado em setembro de 1939 e as primeiras entregas aos grupos de caça começaram no mês seguinte. A primeira unidade a ser convertida para o MB.152 foi o Groupe de Chasse I, e ao fim de 1939 os novos grupos equipados incluíam o II/1 e II/10, III/9 e III/10, e a Escadrille AC-3 da marinha francesa. Todos descobririam que seus MB.151 e MB.152 tinham preciosas qualidades de combate, sendo armado com dois canhões de 20 mm e duas metralhadoras 7,7 mm.

Foi trágico que indiferenças e intrigas políticas tivessem forçado tantos corajosos pilotos franceses a perder suas vidas em aeronaves obsoletas, ao invés de poder engajar a Luftwaffe de igual para igual em caças como o Bloch MB.152. Quando as divisões panzer alemãs varreram a França em maio de 1940, os Groupes I/8, II/8 e II/9 também haviam sido equipados com os Bloch, e um pouco antes disso, nove MB.151 haviam sido supridos à força aérea da Grécia. Após a queda da França e a assinatura do armistício Franco-Germânico, seis grupos da força aérea da França Vichy usaram os MB.151 e MB.152, sendo eles I/1 e I/8, II/1, II/8 e II/9, III/9. Posteriormente, três desses grupos foram reequipados com caças Dewoitine D.520, seus MB.151 e MB.152 foram entregues à força aérea da Romênia.

CONCLUSÃO

Quando a produção na SNCASO terminou, registrou-se um total de 600 unidades produzidas. Um único protótipo da variante MB.153.01 foi completado e um dos MB.152 de produção foi experimentado com o motor norte-americano Pratt & Whitney R-1830-SC3-G Twin Wasp de 1.050 hp.

DADOS TÉCNICOS (MB.152C.1)

Tripulação: 1
Comprimento: 9,1 m
Envergadura: 10,54 m
Altura: 3,2 m
Área alar: 17,32 m²
Peso vazio: 2.158 kg
Peso cheio: 2.800 kg
Motor: 1× Gnome-Rhône 14N-25 de 1.030 hp (757 kW)
Velocidade máxima: 509 km/h
Alcance: 600 km
Teto operacional: 10.000 m
Armamento: 2× canhões Hispano 404 de 20 mm, 2x metralhadoras MAC 1934 de 7,5 mm

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