ORIGENS
A Henschel foi uma das quatro fabricantes que, junto com a Focke-Wulf, Gotha e Hamburger Flugzeugbau, receberam em abril de 1937 uma especificação proveniente do Technische Amt do Reichsluftfahrtministerium, pedindo por uma aeronave bimotora de ataque ao solo. Foi requerido que carregasse pelo menos dois canhões de 20 mm e tivesse uma poderosa couraça que protegesse a tripulação e os motores.
DESENVOLVIMENTO
Dois projetos ganharam um contrato de desenvolvimento em 1 de outubro de 1937: o Focke-Wulf Fw 189 e o Henschel Hs 129. O último era mais um design de Friederich Nicolaus, com fuselagem lisa e triangular. Continha um pequeno cockpit com visão restrita, necessitando-se a retirada de alguns instrumentos nos lados do painel. O pára-brisa era feito de vidro blindado de 75 mm e o nariz era encouraçado. O armamento no nariz compreendia dois canhões de 20 mm e duas metralhadoras de 7,92 mm.
O protótipo voou pela primeira vez durante a primavera de 1939, equipado com dois motores Argus As 410A-1 de 465 hp cada, e dois outros protótipos foram voados competitivamente contra o Fw 189C. Embora a aeronave Henschel tenha sido considerada de fraca motorização e tivesse um cockpit minúsculo, ganhou um contrato para oito exemplares de pré-produção Hs 129A-0, sendo designadas inicialmente para o Lehrgeschwader 5./LG 2 em 1940. Mas as aeronaves foram logo transferidas para o Schlachtgeschwader 4./SG 101 em Paris-Orly em 1941, com exceção de dois que foram convertidos para aceitar o motor Gnome-Rhône 14M 4/5 de 700 hp. Foi com esses motores que os dez Hs 129B-0 foram entregues em dezembro de 1941; melhoramentos incluíam armamento e canopy redesenhados.
EM OPERAÇÃO
A série de produção Hs 129B-1 entrou em serviço com o 4./SchG 1 em Lippstadt em abril de 1942 e também se tornou operacional no front leste, onde seria mais utilizado. Serviu também no Norte da África junto às tropas de Erwin Rommel, e também na Itália e França após o Dia-D. Sub-variantes incluíam o Hs 129B-1/R1 com duas bombas de 50 kg, Hs 129B-1/R2 com um canhão de 30 mm MK 101 abaixo da fuselagem, Hs 129B-1/R3 com quatro metralhadoras extras, Hs 129B-1/R4 com duas bombas de 250 kg e o Hs 129B-1/R5 com uma câmera Rb 50/30 para reconhecimento.
Ao fim de 1942, o crescente sucesso dos batalhões de tanques soviéticos tornou essencial o desenvolvimento de uma versão com grande poder de fogo, resultando na série Hs 129B-2 que entrou em serviço no início de 1943. Essa série incluía o Hs 129B-2/R1 que carregava dois canhões de 20 mm e duas metralhadoras de 13 mm, Hs 129B-2/R2 com um canhão extra de 30 mm abaixo da fuselagem, Hs 129B-2/R3 com duas metralhadoras a menos mas com um canhão de 37 mm (mesmo do Ju 87G Stuka) e o Hs 129B-2/R4 com um poderoso destruidor de tanques de 75 mm PaK 40 (Panzer Abwehr Kanone 40) abaixo da cabine. A variante final de produção foi o Hs 129B-3, da qual foram construídos aproximadamente 25 exemplares, desenvolvidos do Hs 129B-2/R4.
A letal capacidade do Henschel Hs 129 foi amplamente demonstrada no verão de 1943 durante a operação "Citadel", uma ofensiva germânica que pretendia retomar a iniciativa para Alemanha no front leste após a derrota em Stalingrado. Durante essa operação, 37.421 missões foram voadas, sendo que ao final a Luftwaffe contabilizava 1.100 tanques russos destruídos, nem todos pelo Hs 129. Isso não quer dizer que a aeronave não tenha participado ativamente e tivesse papel significativo na guerra na Rússia, pois seus numerosos sucessos lhe renderam o apelido de “Panzerknacker” (destruidor de tanques). A produção total do Henschel Hs 129 foi de somente 879 aeronaves e, apesar desse pequeno número e suas deficiências, provou-se extremamente bem-sucedido em seu papel. Sofreu, porém, muitas baixas e poucos exemplares sobreviveram à guerra.
O Hs 129B equipou três Staffeln da 8ª Ala de Assalto do Corpo Aéreo Real Romeno. Em 23 de agosto de 1944 houve um golpe de estado na Romênia; como resultado o país que era aliado da Alemanha tornou-se seu inimigo. Seus Hs 129Bs, foram então usados contra o exército alemão, em uma unidade combinada com Ju 87Ds Stuka. No fim de setembro de 1944, todo o programa de produção do Hs 129 foi abandonado, juntamente com quase todas as outras aeronaves alemãs para atender ao "programa de emergência dos caças".
CONCLUSÃO
Por causa de seus problemas, o Hs 129 nunca conseguiu equipar uma gigantesca força anti-tanque que já era necessária no inverno 1941-1942. No outono de 1944, as operações começaram a se restringir devido à escassez de combustível e, quando a Alemanha se rendeu, somente restava um punhado dessas aeronaves.
DADOS TÉCNICOS (Hs 129B-1)
Tripulação: 1
Comprimento: 9.75 m
Envergadura: 14.2 m
Altura: 3.25 m
Área alar: 28.9 m²
Peso vazio: 4.060 kg
Peso cheio: 5.110 kg
Motor: 2× Gnome-Rhône 14M radial de 700 hp (522 kW) cada
Velocidade máxima: 408 km/h
Alcance: 880 km
Teto operacional: 9.000 m
Armamento: 2× metralhadoras MG 17 de 7,92mm, 2x canhões MG 151/20 de 20mm, 8x 50 kg de bombas de fragmentação ou 1x canhão externo MK 101 de 30mm
DESENVOLVIMENTO
Dois projetos ganharam um contrato de desenvolvimento em 1 de outubro de 1937: o Focke-Wulf Fw 189 e o Henschel Hs 129. O último era mais um design de Friederich Nicolaus, com fuselagem lisa e triangular. Continha um pequeno cockpit com visão restrita, necessitando-se a retirada de alguns instrumentos nos lados do painel. O pára-brisa era feito de vidro blindado de 75 mm e o nariz era encouraçado. O armamento no nariz compreendia dois canhões de 20 mm e duas metralhadoras de 7,92 mm.
EM OPERAÇÃO
A série de produção Hs 129B-1 entrou em serviço com o 4./SchG 1 em Lippstadt em abril de 1942 e também se tornou operacional no front leste, onde seria mais utilizado. Serviu também no Norte da África junto às tropas de Erwin Rommel, e também na Itália e França após o Dia-D. Sub-variantes incluíam o Hs 129B-1/R1 com duas bombas de 50 kg, Hs 129B-1/R2 com um canhão de 30 mm MK 101 abaixo da fuselagem, Hs 129B-1/R3 com quatro metralhadoras extras, Hs 129B-1/R4 com duas bombas de 250 kg e o Hs 129B-1/R5 com uma câmera Rb 50/30 para reconhecimento.
A letal capacidade do Henschel Hs 129 foi amplamente demonstrada no verão de 1943 durante a operação "Citadel", uma ofensiva germânica que pretendia retomar a iniciativa para Alemanha no front leste após a derrota em Stalingrado. Durante essa operação, 37.421 missões foram voadas, sendo que ao final a Luftwaffe contabilizava 1.100 tanques russos destruídos, nem todos pelo Hs 129. Isso não quer dizer que a aeronave não tenha participado ativamente e tivesse papel significativo na guerra na Rússia, pois seus numerosos sucessos lhe renderam o apelido de “Panzerknacker” (destruidor de tanques). A produção total do Henschel Hs 129 foi de somente 879 aeronaves e, apesar desse pequeno número e suas deficiências, provou-se extremamente bem-sucedido em seu papel. Sofreu, porém, muitas baixas e poucos exemplares sobreviveram à guerra.
CONCLUSÃO
DADOS TÉCNICOS (Hs 129B-1)
Tripulação: 1
Comprimento: 9.75 m
Envergadura: 14.2 m
Altura: 3.25 m
Área alar: 28.9 m²
Peso vazio: 4.060 kg
Peso cheio: 5.110 kg
Motor: 2× Gnome-Rhône 14M radial de 700 hp (522 kW) cada
Velocidade máxima: 408 km/h
Alcance: 880 km
Teto operacional: 9.000 m
Armamento: 2× metralhadoras MG 17 de 7,92mm, 2x canhões MG 151/20 de 20mm, 8x 50 kg de bombas de fragmentação ou 1x canhão externo MK 101 de 30mm
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