Apesar da morte do tripulante que estava no nariz, este B-17 conseguiu voltar para a Inglaterra após ser atingido em cheio por flak sobre Colônia, em 15 de outubro de 1944.Comente aqui!
Apesar da morte do tripulante que estava no nariz, este B-17 conseguiu voltar para a Inglaterra após ser atingido em cheio por flak sobre Colônia, em 15 de outubro de 1944.
Chegando à Guadalcanal, o inexperiente esquadrão sob o comando do Major Paul Fontana teve seu batismo de fogo em 11 de novembro de 1942, voando em interceptação de aeronaves japonesas que atacavam os navios americanos que supriam a ilha. Nos dois meses seguintes, o já Primeiro-Tenente DeBlanc voou uma variedade de missões, nas quais derrubou três inimigos. Mas seu verdadeiro dia do trovão viria no fim de janeiro do ano seguinte.
Nesse ponto, uma chamada de rádio de um piloto do VMF-112 alertou DeBlanc de que os esperados Zeros japoneses estavam vindo em sua direção. Subindo para atacar, DeBlanc permaneceu indetectado pelos japoneses, que miravam em outros Wildcats. Ele derrubou seu primeiro Zero enquanto este voava direto para dentro de sua mira, inconsciente de sua presença. Enquanto os Wildcats engajavam os Zeros, a luta aérea se encarniçou e ambos os lados perderam aeronaves, com o círculo se fechando cada vez mais. DeBlanc e seu ala começaram a voar em formação de defesa em tesoura para manterem suas caudas livres de caças inimigos. Durante um dos passes, o ala foi atingido por um Zero, mas os tiros de DeBlanc forçaram a aeronave a afastar-se.
DeBlanc foi promovido a Capitão e seis meses depois voltou aos Estados Unidos, onde foi condecorado com a Medalha de Honra do Congresso. Ele mais tarde voltaria ao combate voando com o VMF-212 durante a campanha de Okinawa, onde derrubou sua última aeronave japonesa e fechou seu total em nove.
Grumman F4F Wildcat de Jefferson DeBlanc. Guadalcanal, janeiro de 1943.
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| Fonte: JK Militaria |




Na chefia do I Batalhão do Regimento Panzergrenadier Grossdeutschland, ele mostrou considerável energia durante os contra-ataques alemães que recapturaram Kharkov em março de 1943, e seguiu em perseguição ao inimigo em retirada até Belgorod. Por sua participação nessas ações, Remer foi condecorado com a Cruz do Cavaleiro em 18 de maio de 1943. Ele continuou no comando de seu batalhão durante a grande ofensiva blindada em Kursk, e depois em Krivoi Rog. Suas bem-sucedidas ações nessas batalhas o trouxeram as Folhas de Carvalho da Cruz do Cavaleiro em novembro de 1943.
A recompensa de Remer foi o comando da brigada de elite do Führer no front leste em agosto daquele ano, e a subseqüente promoção a Generalmajor quando a brigada foi elevada à divisão dentro do chamado Panzerkorps Grossdeutschland em 31 de janeiro de 1945. Embora a unidade tenha lutado com distinção nas Ardenas, atingindo St. Vith em 21 de dezembro, as limitações de um oficial promovido além de suas reais capacidades lentamente se tornaram óbvias. Durante todo o período de comando de Remer, as baixas na unidade foram altas, e freqüentemente sua incompetência era responsabilizada.
Após retornar à Alemanha, ele foi sentenciado a uma pena de 22 meses em outubro de 1992, já na casa dos 80 anos, por fazer discursos inflamados que culminavam com a negação do Holocausto. Em fevereiro de 1994, ele foi forçado novamente ao exílio para escapar de processos judiciais referentes às suas atitudes, indo parar na Espanha. A Suprema Corte espanhola rejeitou os apelos do governo alemão para extradição de Remer, dizendo que ele não havia cometido crime algum. Otto Ernst Remer faleceu em Marbella, na Espanha, em 4 de outubro de 1997, aos 85 anos. 

Eduardo Farias
Fascistas em Marte (Fascisti su Marte)
Parece maluquice? Pois é exatamente isso que é. Uma maluquice que proporciona belas risadas. Fascistas em Marte (Itália, 2006) é uma sátira pioneira, o primeiro filme italiano a tirar sarro do governo fascista. Concebido, dirigido e estrelado pelo experiente comediante italiano Corrado Guzzanti, o filme narra os altos e baixos da conquista do planeta vermelho, recriado com habilidade numa pedreira do distrito de Magliana, em Roma.
Ao chegar a Marte a bordo do foguete “Repentaglia IV”, o primeiro desafio que os fascistas enfrentam é a falta de oxigênio. Numa crítica perfeita ao hábito do governo de Mussolini de enviar seus soldados a paragens desconhecidas sem o mínimo de equipamento de apoio, os recém-chegados estão sufocando na atmosfera marciana. Barbagli resolve o problema com um simples “Me ne frego” (“Não me importo”, famoso lema fascista) e começa a respirar. É hilariante a cena em que ele diz aos homens: “Respirem, é uma ordem!”
O problema da falta de alguém para subjugar é resolvido quando Caorso, fugindo de seus castigos, encontra uma pequena e misteriosa rocha oval com duas antenas, e jura tê-la escutado dizer a palavra “Mimimmi”. Instantaneamente, as tais rochas são postas na posição de inimigo, e então subjugadas pelos valentes soldados fascistas. Aqui é feita uma crítica à Guerra do Iraque (na qual a Itália de Silvio Berlusconi se envolveu): “armas de destruição em massa foram procuradas centímetro por centímetro, muitas vezes no mesmo centímetro, mas o que achou-se foi o VAZIO: e o VAZIO é a mais letal de todas as armas de destruição em massa. Dessa forma, fomos puxados à guerra pelos cabelos.” É apresentado então um pequeno desenho animado que reproduz as charges da época, mostrando o “povo Mimimmi” como maldosos comedores de criancinhas e adoradores de Stalin. Esse maligno inimigo é derrotado pelo heróico Barbagli e a mão de ferro do fascismo.
A trama evolui para um final um tanto inusitado e epílogo nos dias modernos. Deve ser mencionado que Fascistas em Marte é derivado de uma série de TV homônima, que ia ao ar dentro do show de Guzzanti. A transposição das piadas para a tela grande exigiu modificações no timing, mas o resultado final ficou bastante satisfatório. Um fator, porém, faz com que o filme não caia no gosto do público geral: Fascistas em Marte definitivamente não é uma comédia para as massas. Um expectador leigo pode até se divertir com as caras e bocas feitas pelos personagens, mas para desfrutar 100% da comédia que o filme oferece, é necessário ter conhecimento do habitus fascista. Um exemplo disso são os constantes “saluti” (a recorrente saudação fascista), que apesar se ser feita por todos, durante o filme inteiro, nunca perde a graça. Para um não-iniciado, o filme pode parecer longo demais.
Seu lançamento nos cinemas italianos aconteceu em 27 de outubro de 2006, sendo previamente exibido numa sessão especial do Festival de Cinema de Roma. Em 16 de maio de 2007 foi exibido no Festival de Cannes, na França. Como se trata de uma sátira política de mercado bastante restrito, e uma produção de baixo orçamento, talvez Fascistas em Marte nunca aterrisse por aqui. Uma pena realmente, pois estamos em falta de comédias inteligentes como essa.
Bock foi escolhido para permanecer no Exército após a guerra, servindo no estado-maior e comando de tropas. Em 1925 ele era comandante regimental já no posto de Oberst, e em 1929 foi promovido a Generalmajor e recebeu o comando de uma divisão de cavalaria. Como resultado da expansão do Exército após a tomada do poder pelos nazistas, ele foi promovido a General der Infanterie no comando de um corpo de exército e, em 1935, a Generaloberst. Bock foi o comandante das tropas que ocuparam a Áustria em 1938 e depois teve papel crucial na invasão da Tchecoslováquia. Já no final daquele ano ele foi substituído por Rundstedt no comando do 1º Grupo de Exércitos.
Em junho de 1941 Bock comandou o Grupo de Exércitos Centro na invasão da União Soviética, liderando com sucesso suas tropas num avanço vitorioso em direção à Moscou, mas no outono foi forçado por uma complicação estomacal a tirar uma licença por doença – pouco antes da contra-ofensiva soviética de inverno. Entretanto, em janeiro de 1942 ele voltou como substituto do falecido Walther von Reichenau no comando do Grupo de Exércitos Sul. Novamente ele mostrou competência e teve bastante sucesso à frente de suas tropas, mas em 15 de julho foi demitido após uma série de desentendimentos com Hitler.
No começo de maio de 1945, ele foi informado que o Grossadmiral Karl Dönitz estava formando um novo governo em Flensburg. No dia 3, Fedor von Bock, com esposa e filha foram atacados uma aeronave britânica enquanto viajavam de carro pelo norte da Alemanha, para contatar Dönitz. As mulheres morreram na hora. Bock não resistiu aos ferimentos e faleceu no dia seguinte, sendo o único dos Marechais de Hitler que morreu por fogo inimigo. Tinha 64 anos de idade.
Por Regio Decreto de 20 de fevereiro de 1868, Sua Majestade Vittorio Emanuele II, na ocasião do anúncio do casamento do príncipe herdeiro Umberto com a princesa Margherita di Savoia-Genova, instituiu a Ordine della Corona D'Italia (Ordem da Coroa da Itália) na tentativa de consolidar a memória da unificação de seu Reino.
A Ordem seria entregue a italianos e estrangeiros que prestassem serviços de grande relevância para a Itália. A primeira entrega da condecoração foi feita em 22 de abril de 1868, dia do casamento dos herdeiros reais.
A Ordem se dividia em cinco classes:
1ª Classe - Cavaliere di Gran Croce (Cavaleiro da Grã-Cruz)
2ª Classe - Grande Uffiziale (Grande Oficial)
3ª Classe - Commendatore (Comandante)
4ª Classe - Uffiziale (Oficial)
5ª Classe - Cavaliere (Cavaleiro)
A decoração da Ordem era uma cruz em ouro claro, esmaltada em branco com bordas douradas, com pontas unidas por quatro "nodos de Savoia" ou "nodos do amor". No centro ficava um escudo circular de fundo azul com a coroa de ferro em ouro. Atrás ficava outro escudo circular do mesmo tamanho, dourado, com Aquila di Savoia (Águia de Savoia) em negro, carregando no coração o Scudetto di Savoia (Brasão de Savoia), oval com fundo vermelho e cruz prateada. A fita era vermelha com um listra branca no centro.
A Casa Real continuou a conceder condecorações até seu último representante, o rei Umberto II , filho de Vittorio Emanuele III. Este último havia abdicado em favor do filho em 10 de maio de 1946, mas em 2 de junho do mesmo ano um referendo aprovou a transformação do Reino da Itália em república, abolindo a monarquia. Mesmo assim Umberto continou a conceder a Ordem como se nada tivesse acontecido. A seguinte inscrição seguia no diploma dos condecorados:
Sua Maestà Umberto II, Re D'Italia, IV Gran Maestro Dell'Ordine della Corona D'Italia.
Sua Majestade Umberto II, Rei da Itália, IV Grande Mestre da Ordem da Coroa da Itália.
Com a morte de Umberto II, a Ordem da Coroa da Itália não foi mais conferida, já que pertencia ao Estado, não sendo um patrimônio heráldico da Casa Real de Savoia.
Seguem abaixo todas as classes da Ordine della Corona D'Italia:


"Valente, companheiro, inteligente. Palavras positivas que podem definir o Senhor Walter T. Jorgensen. Engenheiro de Vôo de um B-29 no Pacífico durante a Segunda Guerra Mundial, sofria de diabetes e problema de pressão... Apesar dos problemas de saúde ou o histórico de vida (participar ativamente de uma guerra lhe deu pesadelos quase que diários), nada foi mais forte que sua vontade de viver, criar uma filha aos 65 anos de idade num país desconhecido e sobreviver à amputação da perna esquerda aos 76 anos."
Katherine Jorgensen