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terça-feira, 28 de agosto de 2007

Hermann Hoth


Hermann Hoth
Generaloberst
(1885 - 1971)

Hermann Hoth nasceu em Neuruppin, Brandenburg, no dia 12 de abril de 1885, filho de um oficial médico do exército. Ele ingressou no serviço militar como oficial cadete em 1904, e fez bom progresso – em 1914 já era Hauptmann servindo junto ao Estado-Maior Geral. Durante a Primeira Guerra Mundial ele serviu numa série de unidades, e em certo ponto comandou um Fliegerabteilung (pelotão de vôo). No fim da guerra ele era oficial de estado-maior de uma divisão de infantaria.

No Reichswehr do pós-guerra ele progrediu na carreira, ocupando diversos postos de estado-maior e comandos. Sendo assim, quando a nova Wehrmacht foi formada em 1935, Hoth foi designado comandante da 18ª Divisão de Infantaria com a patente de Generalmajor. Em 1938 ele foi promovido a Generalleutnant e recebeu o comando do XV Corpo de Exército.

Seu comando foi modificado para XV Corpo Panzer no ano seguinte, e ele liderou-o com inquestionável sucesso durante a invasão da Polônia em setembro de 1939. Hoth estava entre os oficiais condecorados com os primeiros exemplares da recém-criada Cruz do Cavaleiro, com a qual ele foi agraciado em 27 de outubro de 1939. A campanha do ocidente na primavera de 1940 viu Hoth no comando do 10º Exército. Mais uma vez os sucessos vieram aos montes, e ele foi promovido a General der Infanterie em 19 de julho daquele ano.

Para a invasão da União Soviética em junho de 1941, Hoth recebeu o comando do 3º Grupo Panzer, que realizou arrancadas altamente bem-sucedidas para dentro do território soviético, capturando Minsk e Vitebsk bem como vastos números de prisioneiros antes de direcionar-se para Moscou. Em 17 de julho de 1941, o General Hoth foi condecorado com as Folhas de Carvalho para sua Cruz do Cavaleiro. Em outubro ele foi transferido para o setor sul do front leste, onde serviu como comandante do 17º Exército, sendo também promovido a Generaloberst.

Hoth liderou o 17º Exército através de muitas batalhas ao redor de Kharkov e na bacia do Donets, enquanto os soviéticos lançavam sua contra-ofensiva em janeiro de 1942. No verão daquele ano ele substituiu o Generaloberst Erich Höpner no comando do 4ª Exército Panzer, lutando no front de Voronezh. Em dezembro, seu exército tomou parte na abortada tentativa de resgate do cercado 6º Exército de Paulus em Stalingrado. Ainda assim, em fevereiro e março de 1943 Hoth conseguiu uma esmagadora vitória na terceira batalha de Kharkov. Hoth fora um dos pioneiros no uso de tanques, e era amado pelos soldados, que o chamavam de “Papa Hoth”. Ele também costumava usar em campo somente sua Cruz do Cavaleiro, apesar de ter sido condecorado inúmeras outras vezes.

Em julho de 1943 o exército de Hoth compôs a ponta de lança blindada do Grupo de Exércitos Sul do Generalfeldmarschall Erich von Manstein, atacando como a pinça sul na mal-sucedida ofensiva contra os blindados soviéticos no saliente de Kursk. Nessa ação, a Operação Cidadela, Hoth comandou o II Grupo Panzer SS (divisões “Liebstandarte”, “Das Reich” e “Totenkopf”), XLVIII Corpo Panzer (3ª e 11ª Divisões Panzer, Divisão de Granadeiros Panzer “Grossdeutschland” e 167ª Divisão de Infantaria), e o LII Corpo de Exército (57ª, 255ª, e 332ª Divisões de Infantaria), com suporte aéreo total do Luftlotte 4. Quando seus 700 tanques (incluindo 60 dos novos PzKw VI Tiger) foram lançados em 5 de julho, Hoth fez rápido progresso, infligindo pesadas baixas ao 6º Exército da Guarda do Tenente-General Chistiakov.

Mas a imensa profundidade das defesas soviéticas, preparada em antecipação ao ataque alemão, atolou as tropas e tanques de Hoth a um nível assustador; o Exército Vermelho ainda podia repor as perdas com muito mais facilidade do que os alemães. Quando os russos lançaram sua longamente preparada Operação Kutuzov contra o bolsão de Orel ao norte do saliente em 12 de julho, as operações alemãs ao redor de Orel e Kursk foram condenadas. Hoth então disse à Manstein: “Os russos aprenderam muito desde 1941. Eles não são mais camponeses de mentes simples. Aprenderam a arte da guerra conosco.”

Hitler estava tenso com a simultânea invasão Aliada da Sicília e recuou algumas das melhores unidades de Hoth. Durante sua contra-ofensiva em julho-agosto, o Exército Vermelho rompeu as defesas alemãs e recapturou Kharkov. Em 15 de setembro de 1943, Hoth foi agraciado com as Espadas para a Cruz do Cavaleiro, mas em novembro os soviéticos recapturaram Kiev, retrocesso que enfureceu Hitler. Hoth recebeu uma licença, e em 10 de dezembro foi dispensado de seu comando como bode-expiatório da desastrosa gestão de guerra de Hitler. Chamado de volta à Alemanha, ele posto na reserva do Führer, que o chamava de “um pássaro de mau-agouro, um derrotista”; Hoth nunca mais receberia outro comando.

Após a guerra, Hoth foi responsabilizado pelos crimes de guerra cometidos por seus soldados. Condenado em 1948, ele foi sentenciado a 15 anos de prisão, mas acabou cumprindo somente 6 anos. Ele tinha 69 anos quando foi libertado da prisão de Landsberg em 7 de abril de 1954. Hermann Hoth passou sua aposentadoria escrevendo livros de história militar, até seu falecimento em Goslar, na Baixa-Saxônia, em 25 de janeiro de 1971, aos 85 anos.

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