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sexta-feira, 18 de julho de 2014

Nota de Falecimento: Gennady Voroshilov


Gennady Voroshilov
(27/06/1923 - 01/07/2014)

Faleceu no último dia 1 de julho em Tomsk, na Rússia, de causas naturais aos 90 anos de idade, o Heroi da União Soviética, Sargento Gennady Nikolayevich Voroshilov.

Nascido numa família de trabalhadores do vilarejo de Chulym, na região de Novosibirsk, após terminar seus estudos ele começou a trabalhar e passou muito tempo na fábrica local de laticínios. Dada a imensa distância de sua região da linha de frente na Operação Barbarossa, Voroshilov não foi imediatamente convocado para o combate, mas os recrutadores do Exército Vermelho finalmente chegaram a ele em março de 1943, quando tinha 19 anos de idade.

Após um curto período de treinamento, foi enviado para o 1.052º Regimento da 301ª Divisão de Infantaria, 57º Exército, como operador de metralhadora. Em maio de 1943 recebeu seu batismo de fogo no vilarejo de Millerovo, na região de Rostov, durante um ataque aéreo da Luftwaffe. Depois disso, sua unidade foi enviada para o front do Mius, onde conseguiram romper as fortificadas linhas de defesa alemãs na área. Prosseguindo na liberação da bacia do Donets, ele recebeu a missão de cruzar o Dnieper numa balsa e atrair o fogo da artilharia alemã enquanto a força principal fazia a travessia. Nessa operação ele foi seriamente ferido em combate em 12 de novembro, e levado ao hospital. Voroshilov somente retornou à linha de frente em fevereiro de 1944, participando da liberação de Krivoy Rog, na atual Ucrânia, e prosseguindo na liberação do restante do território ucraniano até adentrar a Romênia. Em agosto de 1944, Voroshilov tomou parte na Operação Jassy-Kishinev, que resultou na destruição das forças alemãs na Romênia e a assinatura do cessar-fogo desta nação com a União Soviética.

Transferido para o 1º Front Bielorrusso do Marechal Georgy Zhukov, Voroshilov participou das batalhas na Polônia, cruzando o Vistula e estabelecendo cabeças-de-ponte na margem ocidental em Magnushev e Pulawy. Opondo-se à essas posições estava o 9º Exército alemão, sob comando do General Smilo Freiherr von Lüttwitz. Os soviéticos planejaram um ataque partindo das cabeças-de-ponte para destruir essa formação inimiga e expandir sua posição na direção de Poznan. 

A ofensiva começou em pleno inverno no dia 14 de janeiro, com um ataque contra a vila de Vyboruv, a oeste de Magnushev, onde os alemães haviam montado uma linha de defesa com metralhadoras e morteiros. Voroshilov foi um dos primeiros a se bater contra as trincheiras alemãs, encabeçando o ataque precursor. Com sua metralhadora, ele deu cobertura aos atacantes, que sobrepujaram a oposição inimiga. O sucesso não durou muito tempo, pois logo encontraram uma segunda trincheira, caindo sob pesado fogo alemão. Com as forças soviéticas paralisadas, Voroshilov então arrastou-se pelo terreno até chegar perto dos ninhos de metralhadora alemães, abrindo fogo à queima-roupa e destruindo-as. Algumas horas mais tarde, ao chegar à estação ferroviária de Gribovo e encontrar uma outra posição fortificada alemã, ele, num ousado movimento, contornou a força inimiga e repentinamente abriu fogo pela retaguarda, dizimando todo um pelotão alemão. Durante dois dias de luta, ele destruiu sozinho cinco ninhos de metralhadora e eliminou dezenas de soldados inimigos, contribuindo de forma decisiva para o sucesso da ofensiva. Como reconhecimento por sua coragem e determinação frente ao inimigo na cabeça-de-ponte de Magnushev, o Presidium do Soviete Supremo concedeu ao Sargento Gennady Voroshilov a Estrela Dourada de Heroi da União Soviética em 27 de fevereiro de 1945.

Depois disso, ele ainda participou da travessia do Oder e combateu nas ruas de Berlim até a capitulação final da cidade em 2 de maio. Voroshilov permaneceu na ocupação da Alemanha até 1947, quando passou para a reserva. Inicialmente voltando à sua cidade natal, ele mudou-se para Tomsk em 1953, onde trabalhou na indústria madeireira até 1979. Por seu sucesso em décadas de trabalho dedicado, ele foi agraciado com a Ordem da Revolução de Outubro em 1972. Após aposentar-se, tornou-se um ativo membro de associações de veteranos e recebeu o título de cidadão honorário de Tomsk, onde também ganhou uma rua com seu nome em 2012.

Gennady Voroshilov era o último Heroi da União Soviética vivo na região de Tomsk.

Gennady Voroshilov no dia de seu aniversário de 90 anos. Tomsk, 27 de agosto de 2013.

Voroshilov recebendo uma homenagem por seus 90 anos.


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terça-feira, 15 de julho de 2014

Nota de Falecimento: Jesús González del Yerro


Jesús González del Yerro
(25/12/1916 - 04/07/2014)

Faleceu no último dia 4 de julho em Madri, Espanha, de causas naturais aos 97 anos de idade, o veterano da Divisão Azul Espanhola, Tenente-General Jesús González del Yerro Martínez.

Nascido em Burgos, capital da região de Castela, González del Yerro ingressou na Academia de Infantaria aos 19 anos de idade em 1 de fevereiro de 1936. A tensão nacional montante entre nacionalistas e republicanos culminou em 18 de julho, com o começo da Guerra Civil Espanhola. Imediatamente, o jovem cadete alistou-se para lutar pelas forças nacionalistas do General Francisco Franco, sendo designado para o IV Batalhão da Legião Espanhola.

González del Yerro rapidamente teve seu batismo de fogo; como ele próprio lembrou-se, "fiz a Academia na frente de batalha". Em 1 de agosto de 1936 foi ferido no braço por tiros de metralhadora de uma aeronave inimiga, e em outra ocasião um projétil atravessou-lhe o ventre. O jovem Tenente mostrou-se um oficial talentoso, e recebeu o comando de uma seção da 16ª Companhia do IV Batalhão. Sua unidade recebeu a tarefa de atravessar o rio Ebro e estabelecer uma cabeça-de-ponte na cidade de Quinto, província de Zaragoza, em 22 de março de 1938. Os republicanos tinham na outra margem uma posição fortificada conhecida como "Casa dos Catalões", que recebeu três ataques da 16ª Companhia naquele dia, resistindo e sendo reforçada durante a noite. Apesar da intensa artilharia vinda da fortificação, González del Yerro manteve sua seção a 30 metros do inimigo, para que pudesse realizar apoio de fogo certeiro durante a aurora. Ao amanhecer e iniciar o ataque, seu Capitão foi mortalmente ferido em ação, e ele teve que assumir o comando da Companhia e coordenar o ataque, capturando a fortificação inimiga após duro combate. Por essa ação, ele foi condecorado com a Medalha Militar Individual, uma das mais altas condecorações espanholas por bravura em campo de batalha.

Promovido à patente de Capitão em 1941, González del Yerro voluntariou-se para compor o efetivo da Divisão Azul Espanhola (250ª Divisão de Infantaria da Wehrmacht) para combater os soviéticos na frente leste. Após treinamento na Alemanha, durante o qual aprendeu técnicas modernas de combate antitanque, chegou ao front em maio de 1942 no comando da 14ª Companhia do 262º Regimento de Infantaria, uma unidade especializada em combater veículos blindados. Em 10 de fevereiro de 1943, a Divisão Espanhola, então sob comando do General Emilio Esteban Infantes, caiu sob pesado ataque do 55º Exército soviético nos arredores de Leningrado - no combate que entrou para a história como a Batalha de Krasny Bor. Os soviéticos, que numeravam 44 mil homens apoiados por tanques, tencionavam romper o cerco alemão a Leningrado e aliviar a pressão sobre a cidade, mas foram detidos inesperadamente pelos espanhois, que mesmo com armas de pequeno calibre conseguiram parar o seu avanço e infligir-lhes pesadas baixas. A companhia antitanque de González del Yerro destruiu diversos blindados soviéticos, e no fim da batalha o inimigo havia perdido quase a totalidade de seus tanques. A vitória espanhola prolongou o cerco de Leningrado por mais um ano. González del Yerro permaneceu na frente de batalha até julho de 1943, quando retornou à Espanha. 

Em 1946, graduou-se na Academia de Estado-Maior, e especializou-se em Operações Aéreas Combinadas. Em seguida, foi professor na Escola Superior do Exército e trabalhou na criação do Serviço Central de Documentação (SECED), o serviço de inteligência espanhol dos últimos anos do governo franquista. Em 1972 foi promovido a General-de-Brigada, assumindo o comando da Academia de Estado-Maior do Exército, e em 1976 ascendeu a General-de-Divisão. Ao ser promovido a Tenente-General em dezembro de 1978, é feito governador militar das Ilhas Canárias, e nessa posição foi confrontado com a tentativa de golpe de estado de 23 de fevereiro de 1981. Naquele dia, facções franquistas militares tentaram derrubar o governo espanhol e o sistema democrático estabelecido pelo Rei Juan Carlos I. Os golpistas tentaram obter o apoio de González del Yerro, inclusive tentando fazer dele o chefe da Junta de Chefes do Estado-Maior, mas o mesmo permaneceu fiel ao Rei. Com a declaração pública feita na televisão nacional por Juan Carlos I naquela noite, o golpe foi vencido.

González del Yerro passou para a reserva em 1986. Em 2005, foi condecorado pelo Rei Juan Carlos I com o título de Grande Capitão (Grán Capitán) da Arma de Infantaria. Ele deixa esposa e dez filhos.

General González del Yerro, governador militar das Canárias.

González del Yerro sendo condecorado pelo Rei Juan Carlos I, novembro de 2005.

General González del Yerro mostra uma foto sua na juventude.

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sexta-feira, 11 de julho de 2014

Paraíso dos tanques: a coleção Littlefield vai a leilão!



Se você se encontrar nas colinas sobre San Francisco, na California, e observar uma placa com um sinal que diz “TANKS”, siga-a. Irá ver-se entre pinheiros, numa estrada de terra, algumas vezes tendo vislumbres de monstros de aço pelas árvores. Então, numa clareira, você encontrará esses tanques.

Meia dúzia deles está espalhada por um enorme pátio de concreto. Ao redor desse pátio, estão três longos armazéns. Através das portas abertas, filas e filas de tanques podem ser vistas. Subindo um pouco a estrada está outro imenso armazém, que guarda um lançador de mísseis Scud e um impressionante canhão montado num caminhão. É a maior arma privada do mundo, grande o suficiente para disparar projéteis nucleares.

No meio disso tudo está um tanque musculoso com cano curto desenho abrupto. É certamente mais moderno se comparado aos pares ao seu redor, e é lindo – justamente como as coisas mortais devem ser. É um M551 Sheridan.

M551 Sheridan.

Dentro dos armazéns, filas de tanques estão ao seu alcance. Tão impressionantes, tão especiais, raros e valiosos, que parece estranho não serem nem um pouco frágeis. Em alguns minutos, você se vê subindo em suas blindagens.

Não há jeito certo ou errado de entrar num tanque. Pelo menos, é o que se percebe ao se esgueirar para dentro de um imaculadamente restaurado Panther alemão. Pode-se tentar muitas técnicas, nenhuma elegante, antes de perceber-se que o mais eficiente é um movimento híbrido de nadador saindo da piscina com um salmão saltando rio acima. Pula, estica, vira, vira, vira e então repete.

PzKpfw V Panther.

O Panther é um gigante, fazendo um anão de seu vizinho russoT-34 e igualmente oprimindo um Sherman americano ali perto. Tem cerca de 50 toneladas contra as 33 do Sherman. “E os alemães ainda o chamavam de tanque médio”, diz o colecionador Rob Collings. Algumas coisas nunca mudam.

Por dentro, o Panther é escuro e hostil. Cheira a fluído hidráulico. De alguma maneira, cinco homens iam lá dentro para colocá-lo em combate. Ao entrar num Sherman ou T-34, percebe-se que os Aliados estavam bem pior.

M4 Sherman.

Do alto do Panther, pode-se ver o mundo que o colecionador Jacques Littlefield construiu para si. Tanques, meia-lagartas, veículos de comando, limpa-minas – russos, britânicos, franceses, alemães e americanos – mais de 150 veículos, e a maioria parece estar em condições de rodar. É espetacular.

Não há ordem nisso tudo, e exatamente por isso este é o melhor tipo de coleção. Littlefield comprou e restaurou tudo o que ele gostava e tinha interesse. Não há regras ou normas sobre o que deve estar na coleção para fazê-la completa. Lançadores soviéticos Scud dividem espaço com meia-lagartas Citroen, apenas pelo fato de serem igualmente interessantes. Jacques Littlefield sabia disso, e era algo admirável dele.

Ele manteve tudo para si, oferecendo ocasionais passeios pelos gigantescos depósitos. Distribuídos numa ravina sobre a baía de San Francisco, só a vista já merece a visita. Littlefield morreu em 2009, e agora a espetacular coleção irá a leilão no próximo fim de semana, e será espalhada pelo mundo.

Meia-lagarta alemão SdKfz 7.

A Fundação Collings já conseguiu comprar algumas das peças mais interessantes; o Panther , o Sheridan e o T-34 serão levados para sua nova casa na costa leste americana. Você pode reconhecer o nome da icônica fundação por seu épico trabalho com bombardeiros históricos, que eles voam há anos. O importante trabalho de Jacques Littlefield estará em boas mãos.

E o resto dos fascinantes veículos que ele adquiriu? É isso que está à venda! Compre para si um belíssimo pequeno carregador universal blindado britânico Bren pelo preço de um Lexus. Ou junte uns amigos e compre um tanque de verdade – eles vão sair por preços baixos.

Vista parcial da coleção Littlefield.

Há um limpa-minas que é movido por não um, mas dois motores Rolls-Royce Meteor. É um motor Merlin fora de tom, imagine você. Imagine o som de dois P-51 Mustangs rodando lagartas ao invés de hélices. Ou, melhor ainda, imagine seus vizinhos escutando o som de dois P-51 rodando lagartas ao invés de hélices.

Vá e siga a plaquinha engraçada. Aproveite a vista. Veja um bocado de história. Sinta o cheiro das velhas engrenagens soviéticas, alemãs, britânicas e americanas. Vá e se divirta. Ou faça a coisa certa: compre um tanque pra você.

Fonte: Road & Track, 10 de julho de 2014.

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quarta-feira, 9 de julho de 2014

Nota de Falecimento: Oskar-Hubert Dennhardt


Oskar-Hubert Dennhardt
(30/06/1915 - 19/06/2014)

Faleceu no último dia 19 de junho em Schmalfeld, Alemanha, de causas naturais aos 98 anos de idade, o ganhador das Folhas de Carvalho da Cruz do Cavaleiro, Brigadegeneral Oskar-Hubert Dennhardt.

Nascido em Markränstadt, perto de Leipzig, Dennhardt ingressou no Exército no começo de 1934, como cadete junto ao 11º Regimento de Infantaria. Em 20 de abril de 1936 foi comissionado Leutnant e em 1 de abril de 1939 foi promovido a Oberleutnant. No fim de agosto foi feito subcomandante da 9ª Companhia do 53º Regimento da 14ª Divisão de Infantaria, unidade com a qual participou da invasão da Polônia em setembro de 1939.

No verão de 1940 foi colocado no estado-maior do I Batalhão, participando assim da invasão da França, onde ganhou as duas classes da Cruz de Ferro. No ano seguinte, Dennhardt participou da invasão da União Soviética com a 14ª Companhia, sendo seriamente ferido em ação no dia 24 de agosto. Após longo período de recuperação, foi declarado apto e promovido a Hauptmann em 8 de fevereiro de 1942. No dia 25 de março, recebeu o comando do III Batalhão do 53º Regimento de Infantaria, envolvendo-se em pesados combates no setor central do front soviético. Ele foi seriamente ferido em múltiplas ocasiões em agosto e setembro de 1942, sendo condecorado com a Insígnia de Ferido em Ouro em 5 de outubro. Estacionado nos arredores de Rzhev, Dennhardt mostrou-se um líder bastante capaz, mantendo suas posições contra a imensa ofensiva soviética de Zhukov, a Operação Marte, em dezembro de 1942, recebendo a Cruz Alemã em Ouro em 12 de fevereiro de 1943. Em novembro de 1943 ele foi promovido a Major e recebeu o comando do 11º Regimento de Granadeiros em 21 de janeiro de 1944. Nessa época, a 14ª Divisão se encontrava nos arredores de Vitebsk, um vital entroncamento rodoviário e posto de suprimento alemão no norte da Bielorrússia, que vinha sendo defendido a todo custo pela Wehrmacht.

Os soviéticos tinham 60 formações em posição nas proximidades de Vitebsk, tendo estabelecido posições avançados em Luzhasna, ao norte da cidade. Em 3 de fevereiro, os alemães lançaram uma contraofensiva para aliviar a pressão nessas posições, e o regimento de Dennhardt foi instrumental para a vitória local sobre as forças soviéticas em 17 de fevereiro. Essa ação permitiu aos alemães manter o controle de Vitebsk por mais alguns meses, evacuando da cidade os valiosos suprimentos que guardava. Por esse feito, o Major Oskar-Hubert Dennhardt foi condecorado com a Cruz do Cavaleiro da Cruz de Ferro em 17 de março de 1944.

Em julho de 1944, ele foi transferido para a chefia de estado-maior da nova 561ª Divisão Volksgrenadier, enviada para o setor central da frente leste. A nova divisão combateu recuando frente aos constantes avanços do Exército Vermelho até o fim daquele ano. Em fevereiro de 1945, Dennhardt recebeu o comando do 1.143º Regimento de Granadeiros, já acuado na Prússia Oriental e lutando na defesa de Königsberg. Dennhardt defendeu a capital prussiana até a capitulação final em 9 de abril. Por essas ações, ele se tornou o 870º soldado da Wehrmacht a ser condecorado com as Folhas de Carvalho para a Cruz do Cavaleiro em 9 de maio de 1945, último dia da guerra na Europa.

Evacuado para a Alemanha, Dennhardt trabalhou com Karl Dönitz em Flensburg nos últimos dias do conflito, e após sair do cativeiro Aliado ingressou na política. Em 1950 elegeu-se para o parlamento da região do Schleswig-Holstein, voltando em 1955 para a nova Bundeswehr. Imediatamente promovido a Oberstleutnant, ele chegou ao posto de Oberst em 1961. Em 1965 assumiu o comando da 16ª Brigada Panzergrenadier, e em 1968 foi promovido a Brigadegeneral, assumindo o comando da 6ª Divisão Panzergrenadier. Dennhardt foi condecorado com a Cruz do Mérito Federal de 1ª Classe em 10 de maio de 1971, passando para a reserva em seguida. Depois disso, trabalhou para a Daimler-Benz até 1981, quando aposentou-se.

Com seu falecimento, restam vivos apenas 10 ganhadores das Folhas de Carvalho.

Major Oskar-Hubert Dennhardt.

General Dennhardt, em comemorações da Associação Nacional dos Ganhadores da Cruz do Cavaleiro.

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sexta-feira, 20 de junho de 2014

Russos dão partida em tanque de monumento



A curiosidade levou a um belo susto quando dois jovens subiram em um velho tanque IS-3 da Segunda Guerra Mundial transformado em monumento na Ucrânia – e deram partida no motor.

O tanque está num monumento em Kostiantynivka, uma cidade industrial no leste da Ucrânia. Os dois rapazes, ambos mecânicos, resolveram subir no tanque, adentrar pela escotilha e remexer o interior do veículo.

O IS-3 começou a sair das linhas de montagem em 1945, e embora tenha chegado tarde para combate na Europa, um regimento deles foi empregado na Manchuria contra os japoneses em agosto daquele ano. O exemplar em questão está no pedestal desde 1994. Seu poderoso motor diesel surpreendeu os mecânicos quando despertou com um rugido após uma ligação direta ser feita na ignição (veja o vídeo abaixo).

Ninguém se surpreendeu mais do que eu quando ele reviveu de repente”, disse Dmitry Koskalovin, de 23 anos, que entrou no tanque com seu amigo Mikhail Stakavan, de 22 anos. “O deixamos rodar por uns minutos e depois demos a partida. Nunca quisemos depredá-lo ou coisa parecida”.

Representantes do munícipio disseram que vão investigar as razões pelas quais o tanque foi deixado em estado operacional quando colocado no pedestal, e disseram que a polícia foi acionada para averiguar se os amigos que puseram o vídeo da ação na internet praticaram algum crime.

Um porta-voz da polícia disse: “Em teoria, poderia ter sido perigoso porque o tanque podia ter se movido e caído, mas além disso não sabemos de que maneira poderíamos incriminá-los”.

Fonte: Orange News, 9 de junho de 2014.


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terça-feira, 17 de junho de 2014

Nota de Falecimento: Gottfried Hagena


Gottfried Hagena
(31/08/1912 - 11/06/2014)

Faleceu no último dia 11 de junho em Lutten, Alemanha, de causas naturais aos 101 anos de idade, o ganhador da Cruz do Cavaleiro Oberleutnant Gottfried Hagena.

Nascido em Lutten, perto de Bremen, Hagena decidiu tornar-se piloto aos 22 anos de idade, ingressando no aeroclube de Bremen em setembro de 1934. Após concluir o curso em outubro de 1935, voluntariou-se para a recém-criada Luftwaffe. Entre 1936 e 1937 ele recebeu treinamento em voo de reconhecimento e de artilheiro de voo, integrando a partir de então o Aufklärungsgruppe 13 (13º Grupo de Observação) em Göppingen.

Sua unidade foi redesignada Aufklärungsgruppe 31 e recebeu o monomotor de asa alta Henschel Hs 126 pouco antes da invasão da Polônia em setembro de 1939. Lá, partindo de Krawarn, na Prússia Oriental, Hagena realizou suas primeiras missões operacionais de reconhecimento do território inimigo. No ano seguinte, foi selecionado para a escola de oficiais e comissionado Leutnant em 1 de maio de 1940. Logo depois ele realizou missões de reconhecimento sobre a França, durante a invasão alemã daquele país, iniciada no dia 10 do mesmo mês. Especialmente importantes eram as informações dos reconhecedores aéreos para o direcionamento de forças blindadas em solo, bem como para o ajuste da artilharia. Em novembro de 1940, decolando da Antuérpia, Hagena realizou voos de reconhecimento sobre o Canal da Mancha.

Em 1941 sua unidade foi reequipada com o bimotor Focke-Wulf Fw 189, que possuía uma extensa cabine envidraçada. Voando essa aeronave, Hagena iniciou uma bem-sucedida lista de missões de reconhecimento sobre a União Soviética após o início da Operação Barbarossa. Ele realizou diversos reconhecimentos fotográficos na vanguarda das tropas do Generalfeldmarschall Wilhelm Ritter von Leeb, que avançavam rumo a Leningrado. Com a reorganização das unidades de reconhecimento em 1942, seu grupo passou a chamar-se Nahaufklärungsgruppe 15 (15º Grupo de Reconhecimento de Curto Alcance), sendo transferido para o setor central do front em Orel. Em 19 de julho de 1942, enquanto realizava um voo rotineiro, Hagena foi atacado por dois MiG-3s que atacaram da direção do sol. As rajadas dos soviéticos rapidamente incendiaram o motor esquerdo, e ele teve que fazer um pouso forçado. Essa foi a primeira das duas vezes em que ele foi abatido pelos soviéticos, com os motores em chamas. Em 7 de novembro, como reconhecimento de seu sucesso em mais de 100 missões realizadas, Hagena foi condecorado com a Cruz Alemã em Ouro.

Em 1943, passou a voar o Messerschmitt Me 109 em missões de reconhecimento. As intensas batalhas travadas em solo naquele ano significaram um aumento das atividades de reconhecimento e também da periculosidade desses voos, com a perda da superioridade aérea pela Luftwaffe. Promovido a Oberleutnant, ele chegou à marca 300 missões em julho de 1944. Em setembro, foi transferido para a 3ª Staffel do Nahaufklärungsgruppe 4. Em março de 1945, com base em Bautzen, nas proximidades de Dresden, Hagena continuou voando ininterruptamente, chegando à impressionante marca de 400 missões voadas no começo de abril. Por esse feito, tendo coletado preciosas informações do inimigo para o esforço de guerra, Gottfried Hagena foi condecorado com a Cruz do Cavaleiro da Cruz de Ferro em 17 de abril de 1945. Ele terminou a guerra com um total de 427 missões operacionais, nas quais derrubou 5 aeronaves inimigas.

Recuando para Reichenberg (atualmente Liberec, na República Checa), ele rendeu-se juntamente com sua unidade aos americanos no fim da guerra. Após ser libertado, ele retornou à sua cidade natal e, juntamente com a esposa Ruth, abriu uma fábrica de suco de maçã, que hoje é administrada por seus filhos.

Gottfried Hagena era o mais idoso dos ganhadores da Cruz do Cavaleiro ainda vivo. Com sua morte, o mais velho agora é Reinhard Hardegen, nascido em 18 de março de 1913, atualmente com 101 anos de idade.

Meus agradecimentos aos amigos Richard Schmidt e Philippe Bastin pela ajuda.

Hagena (centro), junto de seu Focke-Wulf Fw 189 na União Soviética.

Gottfried Hagena na cabine de seu Messerschmitt Me 109.

Hagena é homenageado por sua 300ª missão, julho de 1944.

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sexta-feira, 13 de junho de 2014

Experimente voar num antigo planador do Terceiro Reich!



Imagine voar num planador DFS SG 38 Schulgleiter, e acrescente a isso a bela paisagem de Baden-Württemberg, na Alemanha, num dia de clima perfeito.

O Schulgleiter é um planador extremamente raro construído em 1938 para o Nationalsozialistiches Fliegerkorps (NSFK – Corpo Aéreo Nacional-Socialista), uma organização paramilitar do Terceiro Reich. 10 mil exemplares foram fabricados e muitos pilotos que aprenderam a voar nele se tornaram pilotos da Luftwaffe.

Quando a Alemanha criou oficialmente a Luftwaffe em 1935, muitos membros do NSFK foram transferidos para lá. Como todos os membros do NSFK eram também membros do Partido Nazista, isso deu à nova Luftwaffe uma forte base ideológica em comparação às outras forças militares alemãs, que eram compostas por oficiais da “velha guarda”, provenientes da antiga aristocracia.

Coloque em tela cheia com alta resolução e aprecie:


Fonte: Sploid, 9 de junho de 2014.

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